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Sem trabalho não há emprego

14 Dezembro, 2009
by

João César das Neves dixit:

(…) Os empregos primeiro criam-se, só depois podem ser ocupados. Muitos desempregados deveriam lançar o próprio negócio, sem acreditar na geração expontânea de tarefas. Trabalhar é ser útil, criar valor. O mal está na opinião pública, que começa por desprezar empresários e gestores, tratando-os como exploradores, parasitas ou pior. Depois, o Governo persegue-os com impostos, regulamentos e fiscalizações. No final, todos se surpreendem por faltarem postos de trabalho. (…)

(…) A quinta tolice é pensar que, porque o montante de trabalho é fixo, os empregados tiram empregos aos desocupados. Esta velha falácia é persistente, apesar de sempre negada. É trabalhando que se gera a necessidade de mais trabalho. Aqui não há partilha, mas crescimento. Ou queda se, em vez de aumentar o bolo, se lutar pela sua divisão.

Isto leva à estupidez suprema de considerar obsoletas e fora de prazo pessoas de certa idade, ainda com décadas de capacidade e eficácia à sua frente. Usar a reforma para promoção do emprego é um infame crime nacional, que estrangula empregos e paralisa a economia. (…)

79 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 20:42

    esse das neves emprega quantos ou é empregado vitalício por conta

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  2. portela menos 1's avatar
    portela menos 1 permalink
    14 Dezembro, 2009 20:53

    é da minha “leitura” ou isto (principalmente a Quinta Tolice)contraria o que os jcd’s por aqui têm defendido?

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  3. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    14 Dezembro, 2009 20:56

    João César das Neves certamente que fala por experiência própria.
    Só não sei qual é o negócio dele.

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  4. Desconhecida's avatar
    Golp(ada) permalink
    14 Dezembro, 2009 21:23

    Depois de o petróleo RECUAR 10 dolares, a Galp presenteia-nos com 1 cêntimo a menos.Quanta generosidade…
    É por isto que não abasteço na Galp há 5 anos.
    Todos fizessem o mesmo e assim veriam verdadeira concorrência.

    (crónica dum país a saque)

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  5. Desconhecida's avatar
    Observador da decadência permalink
    14 Dezembro, 2009 21:25

    “…estupidez suprema de considerar obsoletas e fora de prazo pessoas de certa idade, ainda com décadas de capacidade e eficácia à sua frente.”

    É um quase suicídio das sociedades de hoje, não considerar os mais velhos como fonte de saber e experiência.Na sua maioria, as pessoas mais velhas têm o bom senso que falta e dificilmente embarcam em futilidades.
    Infelizmente vivemos uma espécie de decadência humana. Não há respeito, o egoísmo predador liquida as relações entre as pessoas, alienando, cada vez mais perigosamente, a mente

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  6. fado alexandrino's avatar
    14 Dezembro, 2009 21:27

    Só não sei qual é o negócio dele.

    O negócio dele é ensinar as pessoas a pensar.
    Com a massa que há em Portugal é uma tarefa muito difícil, como o senhor aliás prova.

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 21:31

    não concordo com isso de trabalhando se gerar mais trabalho. não trabalhando é que se gera mais trabalho para os que trabalham de facto sem que desse maior esforço resulte qualquer dividendo. é o que acontece connosco e os “empregados públicos” e “subsidiados” , cada vez trabalhamos mais e o dinheiro não aparece. e cada vez há mais coisas realmente importantes para fazer no país , cada vez há mais trabalho ( empregos xpto sem vergar a mola é que não ), só que são poucos os que trabalham.

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  8. Desconhecida's avatar
    campeão permalink
    14 Dezembro, 2009 21:33

    Bons sãos os que têm o seu “empregosinho” das 9 às !7H , de preferencia na função pública. Também bons são os que nada fazem e vivem á custa do orçamento .
    Todos os outros , aqueles mal formados , que criam o seu proprio trabalho e também de outros, são uns malandros , ousaram sair do politicamente correcto , ousaram ter iniciativa , esses sim são os culpados da crise, pois não criam a riqueza suficientes para distribuir pelos bons. Estes devem acabar com aqueles lançando-lhes cada vez mais impostos e enfernizando-lhes a vida com regulamentos e leis mesmo que absurdas.
    Os bons confiam no seu amado chefe, o querido lider , esse bem formado ao Domingo e por fax , o que revela a sua grande inteligencia, e nos levará á vitória final sobre os maus que persistem .

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  9. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    14 Dezembro, 2009 21:48

    “O negócio dele é ensinar as pessoas a pensar.”

    Parece que se esforça mais por ensinar as pessoas a rezar.

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  10. Tio Estanislau's avatar
    Tio Estanislau permalink
    14 Dezembro, 2009 21:53

    Adriano Celenteno

    Qui non lavore non fa amore

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  11. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 21:53

    # 9 – é a fezada económica

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  12. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    14 Dezembro, 2009 21:59

    Pi-Erre (3), para além de não saber o que é um hospital católico (hospital construído e mantido pela Igreja Católica com o dinheiro da Igreja Católica) também não sabe o “negócio dele”.

    Olhe, para começar, o negócio dele é a venda de livros que ele próprio escreveu. Depois é também um economista e professor universitário português.

    Professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa, é o Presidente do Conselho Científico da FCEE-Católica, onde se doutorou e licenciou em Economia. Lecciona nas áreas de Economia e Ética Empresarial, na licenciatura e no “International Master of Science in Business Administration”. É coordenador do Programa de Ética nos Negócios e Responsabilidade Social das Empresas, mestre em Investigação Operacional e Engenharia de Sistemas (ISTUTL), e mestre em Economia (UNL)

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  13. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 22:05

    “Olhe, para começar, o negócio dele é a venda de livros que ele próprio escreveu. Depois é também um economista e professor universitário português.”

    bom negócio, escreve no tempo do patrão, lecciona música própria, só passa quem comprar as pautas e tudo isto é abençoado.

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  14. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    14 Dezembro, 2009 22:10

    Anónimo, qual patrão?

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  15. indigente's avatar
    indigente permalink
    14 Dezembro, 2009 22:11

    Sugiro “Não há almoços grátis” Coletânia de artigos de opinião de João César das Neves. Para os que não sabem quem é o homem, o economista, o professor.

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  16. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 22:18

    “Anónimo, qual patrão?”

    quem lhe paga o ordenado, querem ver que trabalha pró boné.

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  17. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Dezembro, 2009 22:21

    Uma pessoa é útil para a sociedade fazendo coisas ou serviços que esta deseja, ou seja, o mercado é o mais solidário e livre que há.
    Por cá a maioria são todos socialistas: querem ser pagos mesmo que façam coisas inúteis que ninguém na sociedade quer. É o paradoxo do Socialismo, dizem-se socialistas mas são o mais anti-sociais que existem.

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  18. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    14 Dezembro, 2009 22:23

    Quem lhe paga o ordenado, caro anónimo que nalguns comentários não quer colocar o nome, é a Universidade Católica; por sinal uma Unuiversidade privada.

    Portanto quem lhe paga o ordenado é uma entidade privada, entidade essa que gere da maneira que bem entender os recursos humanos ao seu dispor.

    De qualqer das formas não sei se o César das Neves escreve os livros na UCP ou em casa: nunca lhe servi de colchão nem de cachorrinho de estimação, pelo que não sei o que ele faz na sua vida privada. Pelos vistos há quem o saiba bem.

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  19. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    14 Dezembro, 2009 22:25

    E só compra os livros dele quem os quer comprar. Quem não quiser compra outros. Quem não quiser faser o curso na UCP, faz noutra universidade. Aqui não há a mão controladora do Estado.

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  20. pedro's avatar
    pedro permalink
    14 Dezembro, 2009 22:33

    Se o povo não tem dinheiro não compra, não compra as empresas não vendem… as empresas não vendem abrem falencia… e o que é certo é que no meio de tantas coisas como nunca a serra da estrela nunca esteve mias lotada no inverno e hoteis de luxo…

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  21. man's avatar
    man permalink
    14 Dezembro, 2009 22:38

    Quinta-Feira, 31 de Dezembro de 2009 20h (CET)
    Os telespectadores da zona euro são surpreendidos por um comunicado simultâneo dos governantes dos países do euro.
    PORTUGAL, ESPANHA, ITÁLIA, GRÉCIA E IRLANDA, ABANDONAM A ZONA EURO.
    Em Portugal será introduzido o “Escudo Novo”.
    Sexta-Feira, 1 de Janeiro de 2010
    È anunciado que todos os valores de transacções, movimentos, depósitos salários, etc., serão obrigatoriamente convertidos em “Escudos Novos”.
    Sábado, 2 de Janeiro de 2010
    O “Escudo Novo” é desvalorizado em 25%
    Domingo, 3 de Janeiro de 2010
    PORTUGAL, ESPANHA, ITÁLIA, GRÉCIA E IRLANDA, REENTRAM NA ZONA EURO, obviamente com as novas taxas de câmbio entretanto fixadas em cada país.
    Segunda-Feira, 4 de Janeiro de 2010
    Estamos todos tristes e contentes.

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  22. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 22:40

    “E só compra os livros dele quem os quer comprar. Quem não quiser compra outros. Quem não quiser faser o curso na UCP, faz noutra universidade. Aqui não há a mão controladora do Estado.”

    não há, mas devia de haver, porque é subsidiada pelo estado e depois porque os gajos que fasem só deviam continuar no primário até aprenderem a fazer. o resto é liberalismo, quem não está bem muda-se, tirando a chulice.

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  23. tina's avatar
    tina permalink
    14 Dezembro, 2009 22:47

    “O mal está na opinião pública, que começa por desprezar empresários e gestores, tratando-os como exploradores, parasitas ou pior.”

    Isto é muito particular a Portugal.

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  24. Licas's avatar
    Licas permalink
    14 Dezembro, 2009 22:51

    5.Observador da decadência disse
    14 Dezembro, 2009 às 9:25 pm
    “…estupidez suprema de considerar obsoletas e fora de prazo pessoas de certa idade, ainda com décadas de capacidade e eficácia à sua frente.”

    _________________É um quase suicídio das sociedades de hoje, não considerar os mais velhos como fonte de saber e experiência.Na sua maioria, as pessoas mais velhas têm o bom senso que falta e dificilmente embarcam em futilidades.
    Infelizmente vivemos uma espécie de decadência humana. Não há respeito, o egoísmo predador liquida as relações entre as pessoas, alienando, cada vez mais perigosamente, a mente___________

    DOU-LHE (como Reformado e velho) 100% DE RAZÃO

    Várias vezes ocorre-me criticar esse desperdício. No entanto há um * pequenino * pormenor a que o meu amigo não atendeu: SE NÂO HÀ POSTOS DE TRABALHO para os jóvens, como fabricá-los para os SENIORES, como eu?
    É precisamente aqui que reside o problema.

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  25. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    14 Dezembro, 2009 22:54

    Se é subsidiada pelo estado (líquido, gasoso; qual deles?) não sei. Pelo Estado é tão subsidiada como qualquer empresa deste país.
    Mas uma coisa é certa: quem não está bem muda-se. Pelos vistos César das Neves está bem e não se muda. Quem estiver mal (os críticos do costume) pode começar a sair. A Coreia do Norte é uma boa solução à impermeabilidade do liberalismo – esse mostro que esmaga as pessoas.

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  26. Desconhecida's avatar
    Tia da Estamineta permalink
    14 Dezembro, 2009 23:00

    os que “fasem” deviam repetir a instrução primária em vez de chatearem para não fazerem nada

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  27. Desconhecida's avatar
    Anti-Chulos permalink
    14 Dezembro, 2009 23:05

    O João César das Neves poderia começar a dar o exemplo por ele próprio, ou seja a criar o seu emprego, o seu talho ou a sua padaria.

    Mas como é um professor mamão à custa do Estado, com reformas e mordomias garantidas, manda os outros trabalhar!

    Vai tu, ó sacristão!

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  28. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 23:07

    “Isto leva à estupidez suprema de considerar obsoletas e fora de prazo pessoas de certa idade”

    É verdade e é logo aos 30 e poucos por ordens superiores generalizadas nas empresas. É uma espécie de standard nacional.

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  29. Desconhecida's avatar
    14 Dezembro, 2009 23:23

    “Os empregos primeiro criam-se, só depois podem ser ocupados. Muitos desempregados deveriam lançar o próprio negócio”.

    Tem toda a razão, mas em Portugal a piada mais engraçada dos gato fedorento foi dizer “micro-empresas”.

    Com essa alarvice (de quem trabalha com empresas de renome) está visto que falar em micro-empresas só dá vontade rir.

    Mais vale ser desempregado ou ir assentar tijolos juntamente com cabo-verdianos no TGV.

    Claro que nos prós e contras (e outras merdas) só dá alta tecnologia e pensadores.

    Mas isso só dá na televisão.

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  30. bulimundo's avatar
  31. noimo's avatar
    14 Dezembro, 2009 23:27

    O palhaço

    O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

    O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

    Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

    O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

    E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

    Ou nós, ou o palhaço.
    http://www.jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

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  32. Desconhecida's avatar
    Ou nós ou o Palhaço permalink
    14 Dezembro, 2009 23:32

    Vamos ficar aqui quietinhos à espera do Papá Noel; à espera que o Benfica ganhe ou à espera que nos saia o Euromilhões?

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  33. Desconhecida's avatar
    Fortuna permalink
    14 Dezembro, 2009 23:41

    Liberalismos!..!

    Sobre a FNAC (Importante)

    que Portugal eh uma republica de bananas ainda va, mas persistirmos em
    sermos parvos ….
    Subscrevo inteiramente e denuncio uma outra situação.

    Dirigi-me a loja Fnac Vasco da Gama para adquirir papel fotográfico Sony
    pack 120 folhas. O preço maximo de venda ao publico estipulado pela sony
    (de catalogo) é 36,90€, o preço Fnac é 40,90€.
    Reclamei e prontamente me fizeram o preço maximo recomendado pela Sony,
    36,90€ e informaram-me ainda que iriam dar procedimento à reclamação e que
    a situação seria reparada.

    Passados mais de 15 dias dirigi-me à Fnac do Cascais Shopping e verifiquei
    que o preço continua a ser 40,90€.

    Brincam com todos nós…

    Todos conhecemos as lojas Fnac, a gigantesca cadeia francesa de ‘cultura’.

    Pois bem , quando apareceu em Portugal há 8 anos, arrasou literalmente com
    toda a concorrência nacional. Lembram-se das grandes livrarias e da
    Valentim de Carvalho, Loja da música, discoteca Roma e outras?

    Foi tudo ‘ao ar’, pois os preços e a oferta da Fnac eram de facto
    imbatíveis.
    Passados 8 anos e aniquilada a concorrência, a FNAC começou a mostrar as
    suas garras. A boa oferta mantém-se é um facto, mas os preços são
    absolutamente um roubo. Especialmente nos DVDs e nos CDs.
    Os livros ainda vão tendo um preço, na maioria dos casos aceitável.
    Mas se quiser comprar um dvd, vá à Fnac, onde eles estão mais arranjados e
    ordenados, escolha o que deseja, e depois desça as escadas e vá comprá-lo
    ao Jumbo (se estiver no Fórum Almada, ou à Worten se estiver no Colombo ou
    no Algarve, etc) e vai ficar espantado com a diferença.

    Vai poupar cerca de 2 eur – 400$00 por DVD!! E não se deixe enganar pela
    história dos pontos fidelidade e do ‘preço mínimo garantido’ que
    ostentam nos vistosos autocolantes verdes. É uma mentira.

    Fui gozado pelo responsável de loja da Fnac Almada, Sr. José Parreira, que
    me disse que se quisesse o preço mínimo que fosse comprar ao Jumbo.

    E assim fiz:

    O pack primeira série Friends em Português: 19,95 no Jumbo e 21,49 na
    Fnac.
    O Smallville 3ª série, 54,98 eur na Fnac e 50,49 Eur nas grandes
    superfícies.
    A série ER-Serviço de Urgência em que todas as séries a partir da 2 custam
    cerca de 40,00 em TODO o lado e na Fnac estão a 53 Eur!!

    Se mais gente começar a ter esta atitude, a Fnac vai aprender e vai baixar
    os preços. Temos de mostrar a estes senhores que a galinha dos
    ovos de ouro não se chama Portugal.

    Espalhem isto, amantes da ‘cultura’.
    Obrigado!

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  34. c's avatar
    14 Dezembro, 2009 23:59

    mas é chic ir à Fnac , dá um ar de modernidade e há que pagar pelo estilo . e pelo tgv também.

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  35. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    14 Dezembro, 2009 23:59

    #32 – “Espalhem isto, amantes da ‘cultura’”

    além das aspas, também devia levar k, assim “kultura”. quem kultiva friends, smalville e serviços de urgência embrulhados em papel fotográfico, merece ser fnaquizado até ao osso.

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  36. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 00:04

    #32 – queres o mail da deco ou tás armado em saraiva na cartuxa?

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  37. jcd's avatar
    15 Dezembro, 2009 00:08

    “é da minha “leitura” ou isto (principalmente a Quinta Tolice)contraria o que os jcd’s por aqui têm defendido?”

    Só pode ser da sua leitura.

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  38. hajapachorra's avatar
    hajapachorra permalink
    15 Dezembro, 2009 00:08

    Cmoo se pelos comentários acima este é o paraíso dos palhaços. Gentinha que não sabe escrever põe-se apontar defeitos ao JCN. Palhaços ou sapateiros como dizia Apeles (não, não é brasuca nem joga no clube socretino).

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  39. hajapachorra's avatar
    hajapachorra permalink
    15 Dezembro, 2009 00:08

    Como se vê, porra.

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  40. Desconhecida's avatar
    15 Dezembro, 2009 00:14

    Já fiz queixa a tudo o que pude por má educação, falta de profissionalismo, arrogância e má fé numa venda de um PC.

    Infelizmente o caso passou-se com a minha filha, na altura demasiado jovem e inexperiente para tratar com fdp(a).

    Claro que tiveram de me aturar.

    Mas não foi a mesma coisa.

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  41. Desconhecida's avatar
    15 Dezembro, 2009 00:15

    Estava a falar da FNAC

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  42. Desconhecida's avatar
    KSWN permalink
    15 Dezembro, 2009 00:18

    Tantos anos de assessoria do Prof. Cavaco porque não conseguiram eles mudar a matriz da Nação? Ética empresarial na Católica? Isso sim é valor acrescentado …

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  43. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 01:26

    35# “queres o mail da deco ou tás armado em saraiva na cartuxa?”

    Entre os aldrabões da DECO e os aldrabões da FNAC prefiro estes últimos.
    Pelo menos não fingem que não andam nisto para ganhar dinheiro.

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  44. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 02:08

    E se ninguém neste canto estiver a fim de trabalhar? Há 500 anos que isto vai acontecendo…
    Imaginem que o mundo está errado e só nós é que estamos certos….. ?

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  45. Levas...'s avatar
    Levas... permalink
    15 Dezembro, 2009 03:27

    .

    O Senhor de La Palice não teria colocado melhor a questão.

    Levas

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  46. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 04:22

    Fortuna (#32),

    Pelo que contas, a FNAC não conseguiu acabar com a concorrência. Vale a pena utilizá-la como “montra” e ir depois comprar ao Jumbo ou à Worten do “nosso malvado” Belmiro. Em que é que o consumidor ficou a perder?

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  47. ominona's avatar
    ominona permalink
    15 Dezembro, 2009 10:01

    “Lecciona nas áreas de Economia e Ética Empresarial…”

    Até ao momento não se tem visto fruto desse trabalho pois neste país o que falta é ética em tudo, não escapando a ética da maior parte dos nossos empresários…? ou patrões…?

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  48. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    15 Dezembro, 2009 10:08

    .
    Qual o impacto do gigantesco financiamento externo ao TGV, 3ª Ponte e Aeroporto desnecessário (Portela+Montijo ou Alverca) na destruição a breve prazo dos Direitos Sociais dos Cidadãos e Empresas (Reformas, Saude e Educação) ??
    .
    A Esquerda marxista e trotkista pode explicar o alcance do seu apoio a esses MegalomanoProjectos na presente fase de Crise irreversivel até 2017/2020 ??
    .

    .

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  49. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 10:18

    “Governos minoritários em Portugal têm a tendência de não aguentar um mandato de quatro anos. A constatação é feita pela The Economist Intelligence Unit, no seu último relatório. A instituição reconhece que “a maior instabilidade política e a menor eficiência do Executivo aumentam o risco de colapso em 2010/2011, se o Governo não conseguir aprovar legislação-chave devido ao bloqueio parlamentar”. de hoje

    a assinatura do cavaco não deve ter sido renovada

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  50. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 10:26

    #45 – publicidade aos amigos, o público também é um ganda jornal

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  51. Desconhecida's avatar
    15 Dezembro, 2009 10:33

    #32: Fortuna,

    Concordo copm aquilo que relata, sobre o “aspirador de concorrência” chamado FNAC. Os truques comerciais destas lojas são de analisar à lupa. E a Worten ganha em preço, mas perde aos pontos em atendimento, variedade de oferta e arrumação do espaço.

    O comportamento racional do consumidor (comparação de preços, evitar a compra de impulso, etc.) dá imenso trabalho (físico e mental), e é por isso que uma grande parte dos consumidores (acho que a maioria) cai na esparrela durante muito tempo, o que leva estas empresas a terem estes comportamentos.

    Também na nossa economia particular temos que trabalhar. A preguiça de curto, médio e longo prazo dá nisto. Chamo preguiça de curto prazo, por exemplo, a não comparar preços e deslocar-se um pouco mais longe para comprar onde é mais barato. Preguiça de longo prazo é não estudar, não se informar, não se formar, não obter conhecimento.

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  52. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 10:48

    Ed,

    “E a Worten ganha em preço, mas perde aos pontos em atendimento, variedade de oferta e arrumação do espaço.”

    E então isso não justificará preços mais elevados na FNAC? A concorrência também passa pela diferenciação e pela qualidade do serviço, dificilmente passa pela uniformização.

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  53. Desconhecida's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    15 Dezembro, 2009 10:51

    jcd
    15 Dezembro, 2009 às 12:08 am

    a respeito da “quinta tolice” citada por César da Neves no post e da minha leitura do que está escrito:

    mas não são “rapazes de chicago” que dizem que a liberdade de contratar e adaptar o valor do salário à oferta/procura de emprego, é condição liberal para mais empregabilidade, uma vez que havendo pessoas dispostas a trabalhar por um valor mais baixo, isso concorre para ganhos de eficiência (seja lá isso o que for) da economia?

    (…) A quinta tolice: pensar que, porque o montante de trabalho é fixo, os empregados tiram empregos aos desocupados (…)

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  54. Sarkastiko's avatar
    Sarkastiko permalink
    15 Dezembro, 2009 11:19

    FNAC = XULOS!!!! Querem livros baratos????
    Sabiam que os livros em PT custam duas e tres vezes o que custam no UK???? Deve ser por os tradutores auferirem ordenados principescos decerto LOLOL (para ai 800 E mensais)….. 22 E por um livro novo??? No UK normalmente custam 10£ e algumas lojas online cortam no preco para 7£.
    Aqui fica uma loja online no UK em q o preco ja inclui os portes:
    http://www.bookdepository.co.uk

    Ja nem falo em livros em segunda mao que chegam a custar 1£ ou 2£ LOLOL

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  55. berto's avatar
    berto permalink
    15 Dezembro, 2009 11:21

    Treta! Vejam lá que a classe empresarial tuga não quer aumentar o salário mínimo para o miserável valor acordado com o governo. Vejam lá que todos os dias mulheres são despedidas por engravidarem. Vejam lá que já querem que o pessoal trabalhe 60 horas por semana a receber o mesmo. Vejam lá a quantidade de desempregados com experiência profissional que quer trabalhar e não consegue. Vejam lá que Portugal é o país onde se trabalha mais horas semanais e onde menos se recebe, ao contrário de muito boa gente que pouco ou nada faz e recebe mais que os seus equivalentes europeus. Vejam lá que é assim que se motiva quem quer e precisa de trabalhar neste país. Vejam lá se tudo isto não é uma treta pegada.
    Teóricos há muitos!

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  56. ASL's avatar
    ASL permalink
    15 Dezembro, 2009 12:08

    Já não compro um CD na FNAC há mais de 2 anos. Graças à parte online (Amazon,Boomkat,Emusic) e a lojas mais pequenas que sabem como ter um público fiel(FLur, Symbiose, Trem Azul, etc.)

    Sobre o Cesar das Neves, o problema dele é pensar como um americano, dar aulas como um inglês e apregoar a sua lábia ( por vezes de boa qualidade científica) a portugueses futuros gestores que quando chegam a uma PME (se lá chegarem que ou prefere o aquecimento central na banca, seguros, energias monoconcorrenciais, ou afins negócios protegidos), só sabem resolver os problemas da empresa, cortando custos e despedindo pessoas. É por isso que na empresa em que sou sócio, há muito que não empregamos gestores da CAtólica, ISCTE ou o raio que o parta. Confiamos em engenheiros que saibam pensar e procurar soluções. Não em gestores e economistas que pensam demasiado nano em situações que julgam serem macro, mas que na realidade são micro.

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  57. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 12:15

    Berto,

    Já ouviu falar numa coisa chamada produtividade do trabalho? Em Portugal é baixa, fruto fundamentalmente de deficiente formação que as Novas Oportunidades queriam apagar mas nem sequer conseguiram esconder. E enquanto a produtividade do trabalho não aumentar – e o seu aumento tem se ser tb em termos relativos, face ao aumento ocorrido nos outros países – os salários não aumentarão. Pelo contrário, tenderão a baixar. Seja por via da sua redução nominal, pelo aumento das horas de trabalho ou pelo aumento do desemprego. As leis económicas, embora não escritas, são terríveis, meu Caro. Você tenta contê-las fechando as portas, mas rebentam-lhe com as janelas.

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  58. Desconhecida's avatar
    15 Dezembro, 2009 12:38

    LR (#51)

    Claro que o atendimento, a variedade de produtos e a exposição mais agradável se pagam. Alguns consumidores (a maior parte) não estão conscientes desse facto e, o que é mais estúpido, quando tomam consciência do mesmo atribuem as culpas às empresas. Por preguiça…

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  59. ASL's avatar
    ASL permalink
    15 Dezembro, 2009 12:59

    A produtividade é essencialmente baixa por causa do tipo de bens que a nossa industria produz(baixo valor acrescentado, relativamente baixa tecnologia)…
    Também existem outros problemas ao nível do próprio método de medição da produtividade.Mas isso fica para abordagem em meio académico…
    E ao nível da própria gestão das empresas. Muitas geridas como negócios de merceeiro…
    A falta de qualificações é importante, essencialmente nos pontos que eu já referi. Acho que já dei aqui neste blog noutra caixa de comentários o exemplo do meu primeiro patrão que achava ter melhor 1 empregado com a 4ª classe do que 1 com 12º ano para operar uma máquina industrial de alta precisão. Argumento básico: fica mais barato e mais dócil. Claro está que a máquina nem durou 3 meses e o custo da reparação foi bem superior aos custos laborais de ter um emprego mais bem formado. Mas enfim…

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  60. berto's avatar
    berto permalink
    15 Dezembro, 2009 13:54

    LR,
    ASL completou a minha idéia no post 58.
    Claro que existem empresários que investem em tecnologia inovadora e consequentemente necessitam de empregados com melhor formação, e muitas vezes são eles que a promovem. A conclusão é o aumento de produtividade e criação de postos de trabalho com ordenados justos. Todos ficam a ganhar, empresário, empregados, empresa, país.
    Posso dar exemplos concretos de alguns casos, mas decerto você também os conhece. Infelizmente, a mentalidade de um típico empresário português é a descrita por ASL. E não são só os que têm a quarta classe…

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  61. Desconhecida's avatar
    Afonso Henriques permalink
    15 Dezembro, 2009 14:02

    LR,

    A culpa da deficiente formação em Portugal é culpa dos formandos, claro, mas fundamentalmente dos formadores como, por exemplo o JCN que prega o que não practica. Isto reflecte-se em tudo, inclusive na exigência enquanto consumidores. Volto à mesma ideia, o mercado é modelado pelos consumidores e pelo seu poder de compra. Não é pelo facto de o “malvado do Belmiro” (de que você tanto gosta) providenciar uma escolha mais em conta que a FNAC que o torna uma mais valia para o país pois há bem melhores.

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  62. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 14:19

    Afonso Henriques,

    O que seria preferível, corrermos de Portugal com o “pregador” do JCN e com o “malvado do Belmiro” ou importarmos uma vintena iguais a eles? Qual destas hipóteses criaria mais riqueza para o país?

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  63. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 14:30

    #51 – sim , o belarmino cria riqueza comò caraças, aqueles supers a produzir batata nacional, os clixes e os optimus amandam com o pib para fora do gráfico.

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  64. Desconhecida's avatar
    15 Dezembro, 2009 15:25

    #58

    “…o meu primeiro patrão que achava ter melhor 1 empregado com a 4ª classe do que 1 com 12º ano para operar uma máquina industrial de alta precisão. Argumento básico: fica mais barato e mais dócil…”

    Infelizmente no nosso país existe esta mentalidade em muitos “patrões”. “Um trabalhador barato e dócil”.
    Por isso contratam analfabetos baratos e dóceis como convém para poderem ser esmifrados à vontade sem estrebucharem. Não é que estes não tenham direito ao tabalho, mas deve estar a pessoa certa no ligar certo!

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  65. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 15:41

    ó 63! tu contratavas um gajo caro, resmungão e de preferência que não fizesse o trabalho. o resto da prosa é racismo cultural e de carácter. enfim, mundos de pessoas bonitas e doutoradas.

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  66. Desconhecida's avatar
    Afonso Henriques permalink
    15 Dezembro, 2009 15:45

    LR,

    Não vamos desconversar, a escolha deve recair sempre preferencialmente pelo produto português. Aliás, eu tenho pena que não existam mais Belmiros que contraponham a política de preferência pela mão de obra barata e de baixa productividade que o Belmiro que temos practica. Afinal de contas não podemos exigir o mesmo de quem aufere 450 euros do que alguém que ganha o dobro. Seria o mesmo que exigir o mesmo serviço da Worten o que se exige da FNAC, como muito bem disse. O problema da productividade é esse. Pena que não aplique o pensamento que aplica, e muito bem, à compra de DVD’s à questão do salário mínimo. Portugal não passa de uma Worten, onde tudo se consegue (e aí estamos melhores que muitos) a preços inferiores no que toca a mão de obra, mas consequentemente com a qualidade de serviços reduzida.

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  67. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 15:46

    “Acho que já dei aqui neste blog noutra caixa de comentários o exemplo do meu primeiro patrão que achava ter melhor 1 empregado com a 4ª classe do que 1 com 12º ano para operar uma máquina industrial de alta precisão.”

    pois é, lá em casa a sopeira não toca no pc para não estragar. com esse paleio nunca mais voltaste a ter emprego.

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  68. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 18:56

    Afonso Henriques (#66),

    A escolha deve recair preferencialmente no produto português se a sua relação qualidade/preço for superior ao do produto sucedâneo estrangeiro. Consumidor que se ponha com “patrioteirismos” (um direito que lhe assiste, sublinhe-se) estará a dar um tiro no pé.
    Por outro lado, eu não sei em que é que você se baseia para afirmar que o Grupo Sonae pratica uma política de mão de obra barata e de baixa produtividade. Estará porventura a referir-se aos caixas dos hipermercados, supostamente os seus trabalhadores menos qualificados, mas que ganham seguramente acima do salário mínimo. Mas está a esquecer-se que o Grupo Sonae não se reduz apenas à grande distribuição. Tem a área industrial, focalizada fundamentalmente nos aglomerados de madeira e na indústria química (sectores relativamente intensivos em capital), a área das comunicações no sector das novas tecnologias e a área imobiliária, virada para a gestão de centros comerciais e que, juntamente com a indústria, é a mais internacionalizada. Qualquer um destes sectores, incluindo a distribuição em que é vital a componente da logística, exige pessoal com formação especializada e é impossível de gerir com recursos não qualificados. Refira-se ainda que o Grupo Sonae, nas componentes industrial e de gestão de centros comerciais, está presente em mercados como a Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha, indiscutivelmente dos mais competitivos do mundo, algo diferentes de Angola, onde a competição se faz por “parcerias” com as oligarquias do regime.
    Por isso lhe reafirmo que o país só ganharia em ter mais uma mão cheia de grupos económicos do calibre do Grupo Sonae, indiscutivelmente a única multinacional que temos e quem mais riqueza criou nos últimos 25 anos. Algo que a nossa tradicional pequenez e inveja não conseguem discernir, incapazes que são em reconhecer algum mérito ao sucesso empresarial. JCN toca neste ponto no artigo que citei, quando refere o desprezo com que a opinião pública trata empresários e gestores. Bons ou maus, eles são os únicos que criam riqueza no país. Quando falo em criação de riqueza, não me limito apenas aos ganhos de Belmiro de Azevedo, mas às dezenas de milhares de empregos que criou e à satisfação que soube gerar em milhões de consumidores que lhe dão a preferência, não só pela diversidade de produtos que lhes ofereceu, mas também pela redução de preços que potenciou. Eu não sei se a Worten, a Vobis, o Continente ou muitas outras têm assim tão baixa qualidade, mas os milhões de Clientes que mantêm validam a sua existência e são o seu principal factor de sucesso. Acresce ainda os efeitos externos do Grupo Sonae, designadamente nos seus fornecedores a quem, pelo esmagamento de preços que lhes impõe, obrigou a ganhos de eficiência. Um grupo que quer ser competitivo à escala internacional, consegue induzir produtividade a montante e a juzante. Last, but not the least, ao contrário de muitos outros patrões, o empresário Belmiro nunca dependeu de subsídios ou de favores do Estado. Depende apenas dos seus Clientes.
    Declaração de interesse – não trabalho, nem nunca trabalhei para o Grupo Sonae. Mas já fiz com eles negócios de milhões e pude aferir da sua extrema dureza na negociação e do seu extremo rigor no cumprimento de contratos. A ética empresarial também passa por aqui.

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  69. AB's avatar
    15 Dezembro, 2009 20:06

    Coitados dos empresários!… Dão emprego a portugueses que produzem pouco e mal… são desprezados pela opinião pública… são perseguidos pelo Estado…
    E a propósito (já sabemos das plantações de Kiwis), além da sua própria riqueza, Belmiro de Azevedo produz o quê, vendendo nos hipermercados? Um hiper dava para quantas pequenas empresas?
    É preferível termos um capitalista nos cem mais ricos do mundo, ou os equivalentes mil pequenos capitalistas, medianamente ricos?
    A redução de preços não fomenta o consumismo do supérfluo, nos hipers?

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  70. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 20:23

    AB,

    Imagino que você saiba constituir-se como melhor alternativa aos empresários que temos. De que é que está à espera? Quem sabe se não poderá tornar-se um dos mil pequenos capitalistas medianamente ricos. E que faça subir os preços, pois que pelos vistos a sua redução é uma coisa má…

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  71. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    15 Dezembro, 2009 22:56

    .
    A produtividade é baixa porque Portugal não tem um Tecido Economico altamente lucrativo devido à carga fiscal especulativa para Empregados e Empregadores dum mercado interno de 10 milhões de consumidores.
    .
    Apenas. O resto é sacudir ‘agua do capote’ e lutas de ‘lobbies instalados’ à mesa do orçamento.
    .
    Ainda não é verdade, mas vai sê-lo mais depressa do que se prevê.
    .

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  72. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    15 Dezembro, 2009 23:23

    #68 – um gajo que faz negócio uma vez com.belarmino fica farto para o resto da vida. vender é falência certa e comprar só pagando após decisão judicial. as parcereias pró gamanço acho que funcionam bem porque os empregados do gajo também não o podem ver.

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  73. LR's avatar
    15 Dezembro, 2009 23:52

    Anónimo (#72),

    Mas se é assim, como é que há tanta gente a fazer negócios com o Belmiro? Muitos a querer vender-lhe, milhões a querer comprar-lhe. E se os empregados não o podem ver, porque não se despedem? A dignidade acima de tudo e se todos se despedirem em simultâneo, o homem fica de mãos a abanar.

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  74. AB's avatar
    16 Dezembro, 2009 00:01

    LR,
    Ter uma opinião divergente obriga a implementá-la?
    Eu não quero riqueza…O meu sonho é licenciar-me e trabalhar numa caixa do Continente (nove horas sentada…), em sucessivos contratos a prazo…
    Sobre os preços, experimente passar dois meses sem entrar num hiper e veja, no fim, quanto dinheiro tem a mais…Essa experiência eu já fiz!

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  75. LR's avatar
    16 Dezembro, 2009 00:08

    AB,

    Então deveria agradecer ao Belmiro por ele precisar de tantos caixas. Quanto ao consumismo, eu vou ao hipermercado quando preciso e compro apenas aquilo que preciso.

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  76. Eduardo F.'s avatar
    16 Dezembro, 2009 00:28

    Relativamente aos hipermercados e, genericamente, às grandes superfícies, recordo-me de ter lido em tempos que a sua abertura, para além das 13:00 ao domingo durante todo o ano, levaria à praticamente imediata criação de 2 a 3 mil postos de trabalho a nível nacional. Interrogo-me por que razão não é liberalizado o horário já que, pelo menos no discurso, se pretende promover o emprego.

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  77. Eduardo F.'s avatar
    16 Dezembro, 2009 00:30

    «Quem vier com essa treta [que as dificuldades que estamos sentindo se explicam em função da crise externa], devia ser despedido!»

    (João Salgueiro, ex-Presidente da Associação Portuguesa de Bancos)

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  78. Desconhecida's avatar
    Afonso Henriques permalink
    16 Dezembro, 2009 12:23

    LR

    “A escolha deve recair preferencialmente no produto português se a sua relação qualidade/preço for superior ao do produto sucedâneo estrangeiro.”
    Concordamos e acrescento “superior ou igual”
    “Por isso lhe reafirmo que o país só ganharia em ter mais uma mão cheia de grupos económicos do calibre do Grupo Sonae, indiscutivelmente a única multinacional que temos e quem mais riqueza criou nos últimos 25 anos.”
    Continuamos a concordar como já lhe referi em #66. Quanto ao multinacional é um termo tecnicamente bem aplicado, mas temos de concordar que o é a uma escala bem pequena (enorme porém para os padrões nacionais).
    Quanto à mão de obra basta fazer uma mediana dos encargos salariais do grupo, se calhar ficava surpreendido.
    LR, no geral concordamos em tudo, você peca é um pouco em generalizar com base nos comentários que aqui deixo e aplica-os em áreas que eu não referi. Como em posts anteriores em que refiro Portugal e PALOPs como o grande mercado das empresas nacionais, dei o exemplo da SONAE como empresa nacional e a partir daí o LR assumiu que eu disse que o grande mercado da SONAE eram os PALOPs. Leia o que escrevo e não deduza.
    Longe de mim tirar o mérito a Belmiro e ao seu Grupo. Se ler com atenção vê que até vejo com alguma pena que o grupo não cresça mais, devido ao seu modelo empresarial. Se quiser entender o que escrevo vê que concordo com o importante papel social que o tecido empresarial tem na economia, pois dela são o motor. No entanto sem combustível (consumidores) e óleo (mão-de-obra)…
    O grupo SONAE tem o seu grande mercado em Portugal, e essa é a sua força. Curiosamente é também um dos grandes empregadores nacionais. A minha tese é apenas que ao aumentar o poder de compra dos seus colaboradores estão a reforçar não só o seu poder no mercado, mas também a economia nacional devido à grande influência que exercem na saúde económica do país. Eu refiro-me a Belmiro e a SONAE como um grande exemplo nacional (a termo de exemplo gere mais riqueza para o país que o grupo Amorim, em que o timoneiro é mais abastado), não por ódio pessoal.
    Diga de sua justiça

    Cumprimentos

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  79. LR's avatar
    16 Dezembro, 2009 20:05

    Caro Afonso Henriques,

    Terei então entendido mal, mas quando você escreve:

    “Aliás, eu tenho pena que não existam mais Belmiros que contraponham a política de preferência pela mão de obra barata e de baixa productividade que o Belmiro que temos practica. Afinal de contas não podemos exigir o mesmo de quem aufere 450 euros do que alguém que ganha o dobro.”

    Interpretei que gostaria de ter “outros” Belmiros que não apostem como o actual na mão de obra barata, na baixa produtividade e no salário mínimo. Se li mal, as minhas desculpas.

    Permita-me porém dizer-lhe que, qualquer empresário racional não pode, sob pena de ruína futura, pagar para cada escalão de competências acima da produtividade dos trabalhadores. De qualquer forma, o Belmiro fez um up-grade às pessoas pois paga-lhes seguramente mais do que o tão glorificado mas retrógrado comércio tradicional faz para idênticas funções, às quais raramente paga mais do que o salário mínimo. Citar-lhe-ia, a título de exemplo, a função de caixa. E isto é assim porque o Grupo Sonae, como mais algumas empresas decentes que ainda vamos tendo, investe na formação dos respectivos colaboradores, tornando-os desta forma mais produtivos.

    De resto, todo o meu “relambório” não pretendeu ser-lhe dirigido especificamente, mas sobretudo contestar ideias feitas (que me congratulo não sejam as suas) existentes neste país relativamente aos empresários, sempre vistos como os maus da fita. Bons ou maus – e num país medíocre como o nosso o seu nível médio será forçosamente medíocre – são apesar de tudo os únicos que vão criando alguma riqueza. E se mais e melhor não fazem, isso decorre, para além das limitações próprias, dos empecilhos que um Estado cada vez mais interventor lhes coloca. Medina Carreira já por várias vezes alertou para a necessidade de reflectirmos sobre as razões por que os investidores internacionais nos vêm preterindo sistematicamente em favor dos países de leste. Que, paulatinamente, nos vêm ultrapassando. Aí não releva a qualidade dos nossos empresários – aceitamos facilmente que as multinacionais são bem mais eficientes que as nossas empresas – mas os custos de contexto impostos pela via regulamentar.

    Enfim, como diria o JPP, pobre país, o nosso…

    Com um abraço

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