“Lei do Maior Ladrador” *
17 Dezembro, 2009
Quando se fala da urgência em regionalizar o País há sempre alguém que grita com horror: Alberto João Jardim!
Existe a convicção ilusória de que a regionalização salpicaria Portugal de líderes regionais de trato e atitudes políticas semelhantes às do líder madeirense. A realidade prova o contrário.
Jardim – já o tenho dito – é um produto genuíno do centralismo em que vivemos. Num ambiente descentralizado, em que as várias parcelas do País desfrutassem de um desenvolvimento homogéneo e equitativo, Jardim não imporia a sua retórica de chantagem.
O acordo Sócrates-Jardim demonstra-o: ao mesmo tempo que se insultavam diante dos jornalistas, Governo e deputados madeirenses negociavam nos bastidores.E ambos ficaram a ganhar.
A perder, só o País.
44 comentários
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Não é nada disso.
Tomáramos nós ter o Continente cheio de Jardins.
Porque não dá exemplos como Fátima Felgueiras ou Oeiras? Ou Cascais de Judas?
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E quanto ao ladrar,
– porque no te callas?
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Vamos lá ver, antes da regionalização vai estar o ecofin, já se conversa nos corredores sobre as medidas a implementar em alguns sítios pouco recomendáveis como o nosso, incapazes de levar a efeito medidas autêntica (Irlanda). Uma comissão europeia porá fim aos desmandos do inginheiro e da sua trupe. Tudo o que vai acontecendo é circo. Não se governa há muitos meses.
Esta é a altura em que os mais prevenidos mudam mais uma vez de telemóvel, queimam a papelada, limpam os discos duros e os endereços electrónicos.
Nada do que realmente importa e está a ser decidido nas fontes, aparece nos mídia. As fontes de decisão estão longe da segunda capital mais corrupta da europa, excepto talvez o tráfego de prostitutas.
A “notícia” vai aparecer escarrapachada nos jornais de um dia para o outro, sem dar tempo a subterfúgios. O tuga acabará por pedir satisfações à rataria, em alguns casos vai ficar muito nervoso, na maioria desorientado, na totalidade teso. Está a chegar a altura em que se vai finalmente apreciar o ordenado minguado, a pálida reforma, o 13º mês, a variedade dos frutos tropicais nos hiper. A saudade espreita enquanto as novas oportunidades se esboroam na plataforma rançosa do faz de conta.
rançam.
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Antes de vir por aí a regionalização, façamos assim
http://atributos-1.blogspot.com/2009/12/campanha-para-uma-melhor-vida-no-norte.html
Melhores cumprimentos
JM
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E qual a sua opinião no que concerne aos argumentos de:
– Aumento de custos (mais funcionários, custos administrativos, consumíveis, etc.);
– Um nível adicional no processo de decisão;
– Mais um conjunto de elementos corruptíveis no processo;
– Vamos realizar tudo isto num país da dimensão de 1 ou 2 províncias espanholas…
Todas as opções têm vantagens e inconvenientes. Apenas lhe pergunto se está a equacionar as questões acima.
Obrigado
NA
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ficararia grato se me informasse quem é o dentista desse cão, há muito que gostava de ter um sorriso assim.
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“Num ambiente descentralizado, em que as várias parcelas do País desfrutassem de um desenvolvimento homogéneo e equitativo”
Que bonita ficção! Quanta imaginação desperdiçada. 🙂
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“em que as várias parcelas do País desfrutassem de um desenvolvimento homogéneo e equitativo”
Caro CAA, gosto muito de o ouvir falar na Porto Canal e ler os seus textos ou comentários. Sem dúvida que o admiro. Acontece que quem comenta tem a liberdade de se expressar ao seu belo gosto privado/politico.Não acha que esta frase contém um pouco de ilusório? Pelo que sei, (muito pouco),da discussão regionalista,parece-me um pouco demagógico. O que vai acontecer sim é a eliminação de alguns tachos para darem lugar a outros com diferentes nomes, para mais tarde continuar haver acordos para distribuição do dinheiro público para as regiões criadas e depois lá vem uns a chorar e outros a rir,claro que o Norte será sempre o mais prejudicado salvaguardando sempre a cor politica do governo central.
Gostaria que este seu comentário estivesse com os pés assentes na terra como é seu apanágio.Realidade e não otupias Sr. CAA.
Atento
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O problema não é o Jardim, o problema é o bacoquismo de ilustres do Norte que até arrepia se pensarmos que um dia podiam ser Ministros Regionais de Qualquer Coisa.
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Nuno António (5),
Os custos da não-regionalização levaram-nos ao triste estado em que estamos. O centralismo, em toda a parte, é o modo mais caro e ineficiente de uma organização administrativa se estruturar.
Quanto ao tamanho (que é o argumento mais pobre contra a regionalização) nem sequer isso colhe – todos os países relativamente civilizados (excepto as cidades-Estado como o Luxemburgo e afins) estão regionalizados ainda que no mero sentido estrito: a existência de um patamar administrativo situado entre os municípios e o Governo Central.
Ou seja, países com território maior e mais população; como mais população e território menor (ex.: Holanda, etc.); com território menor e menos população (ex.: Dinamarca).
Portugal é 0 14.º país da Europa em território – não somos assim tão pequenos como se diz já que estamos na metade superior da média…
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Se eu for nomeado director de obras públicas de qualquer região, prometo que me baterei por essa meta tão auspiciosa.
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““Num ambiente descentralizado, em que as várias parcelas do País desfrutassem de um desenvolvimento homogéneo e equitativo””
O sonho cu manda a vida!…
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“desenvolvimento homogéneo e equitativo” + “amplas liberdades” = “o sol brilhará pra todos nós”.
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“A realidade prova o contrário.”
Sim, mas só depois de uma valente prova de vinhos.
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É curioso que, depois de quatro anos e meio de maioria absoluta, Sócrates venha agora caracterizar a regionalização como um processo urgente (sic). A exemplo do casamento entre homossexuais, era tão urgente que pôde esperar quatro anos e meio. O que dá a dimensão do truque de feira que o homem nos quer agora impingir, tratando como prioritário algo que o país não pede, nem pediu, nos últimos anos. Quanto à regionalização em si mesma considerada, engane-se quem pense que a mera existência de uma nova estrutura administrativa altera hábitos antigos. Teremos regiões e a mesma desproporção de gastos entre a região de Lisboa e o resto do país. Com a agravante dos custos inerentes a mais um míriade de “jobs for the boys”.
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Aqui há uns dois ou três anos, quando se falou que haveria petróleo na costa algarvia, apareceu logo um tal senhor de Botas a dizer que nem pensar em explorar petróleo na costa do Algarve…
Esse senhor fazia parte de uma comissão de apoio à regionalização, que parece ainda existir, embora não se tenha ouvido muito falar nela, ultimamente. Ainda o petróleo não apareceu e já começaram os futuros vice-reis a clamar pela posse da coisa!.. É só esperar e depois vão vê-los a pedir a autonomia se alguma coisa mais rentável for descoberta nas suas possessões!… Ou pensam que se houvesse petróleo na Madeira o AJJ ainda não tinha proclamado a independência da mesma?!…
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Deixo o texto do Miguel Noronha do Insurgente, com o qual estou inteiramente de acordo:
«Em primeiro lugar, esta vai ser uma repartição do país feita (qual mapa de África) a “regra e esquadro” a partir de S.Bento. Bem negociada entre os principais partidos por forma a repartir as áreas de influência. Não vai ser um processo de adesão voluntária como previa o anterior projecto aprovado pelo PSD e CDS e posterioremente anulado pelo PS. Na sua omnisciência, José Sócrates já decidiu que o país terá cinco regiões. Não serão quatro ou seis ou qualquer outro número a decidir pelas populações. Ele quer que sejam cinco e acabou-se a conversa.
Em segundo lugar, não é difícil prever que os poderes delegados às regiões vão ser mais os resultantes do esvaziamento das autárquias do que da redução das competências do poder central. Quando muito, os poderes regionais vão funcionar como delegados deste restando-lhes pouca autonomia. O resultado final será mais e não menos centralização, por mais absurdo que possa parecer.
Por último tal como sucede hoje com os municípios, as regiões vão ser fiscalmente irresponsáveis. Este é aliás uma peça essêncial desta falsa descentralização. Garante a subserviência das futuras regiões ao poder central (ainda que com manifestações exteriores mais ou menos folclóricas de rebeldia) em regime competitivo para ver quem “saca mais”.
Resumindo, estou contra esta regionalização precisamente porque considero essencial que exista uma verdadeira descentralização.»
Aqui: http://oinsurgente.org/2009/12/17/tres-razoes-porque-sou-contra-este-processo-de-regionalizacao/
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Jardim só passa na vertente folclórica da figura. Sobre o que tem dito calmamente na TVI24 sobre o abafamento do que se passa nos Açores e do que lá se gasta e passa, como é o caso do rendimento mínimo, ninguém pia, ninguém nega. Nem interessa, porque de facto é dramático comparar Madeira e Açores e há que preservar os amigos dos que sustentam. A Madeira leva do continente o infinitésimal do que Lisboa leva da UE e menos do que estes senhores do dito governo do rectângulo anda a gastar em consultorias.
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A coisa está a ficar preta e o Jardim vai safar-se melhor que os saloios de lisboa.
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Pois descentralize-se o que for necessario, regionalizaçao é que não. Sabemos bem no que iria resultar. Tachos, tachos e mais tachos, mais dinheiro publico, mais funcionarios publicos, mas tudo que nao traz nada de bom. Agora que estamos a criar um pais demograficamente de terceiro mundo estamos…
Fado, faça o favor de nao incluir tudo no mesmo saco. Bem sei que para si Portugal acaba em Torres Vedras mas ha mais mundo por ai. O sectarismo dos lisboetas relativamente a outras capitais europeis, nao é melhor que os dos bacocos do puorto relativamente a Lisboa.
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Ora aqui está mais um texto a demonstrar as dificuldades dos Portugueses com a Lógica.
E isso dá sempre Social(ismo) , veja-se esta frase:
“desenvolvimento homogéneo e equitativo”
A regionalização se é para significar alguma coisa de diferente é precisamente para cada Região escolher caminhos diferentes. Logo o desenvolvimento nunca será homógeneo e equitativo.
A não ser como habitualmente CAA queira a regionalização centralista que tanto critica…
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Ó Fado,
#9: Então os ministros que temos agora são uma maravilha, é? Mas nisso não há grande problema: o povo é soberano. A sua critica é mais válida ao nosso sistema democrático (ou ao povo que não ‘produz’ ministros decentes) do que à regionalização.
#22: Em Lisboa sonham com o dia em que o Pinto da Costa seja presidente da região Norte. Em Lisboa é que os presidentes de clubes de futebol chegam a Presidente de Câmara. Ainda por cima a maior parte dos nortenhos são benfiquistas. Mais depressa era o Luís Filipe Vieira.
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Se a regionalização já fosse uma realidade, por certo que hoje também já estariamos no pelotão da frente. A divida publica estaria seguramente abaixo dos 60% e o defice nunca superior a 3%.
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PMS…bem dito. Eu nao sou do porto, sou do norte (utilizando um conceito q odeio e para lembra que ha mais norte alem do porto) e demarco-me de tudo que seja discurso sectario venha de onde vier, mas o que é um facto é que no Porto (epicentro do FCP) elegem ha 3 mandatos consecutivos um homem decente para a camara municipal. Já em Lisboa….
Esta a ver Fado, gajos da alfama ha em todo lado.
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# 24.
Os “gajos de alfama” de Lisboa são os refugiados regionalistas do resto do país.
O que Lisboa menos tem é gente que cá nasceu.
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E a ideia dos “regionalistas” é mesmo essa- fazerem muitos centrinhos para depois disputarem quem é o “plesidente da câmara”.
Portugal anda cada vez mais saloio.
Nem sequer conseguem ser bairristas. Porque bairrismo é identidade própria, não é copiar em tamanho pequeno os defeitos do que já existe em grande escala.
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E, está visto que em grande escala são 10 cães a um osso. Se criarem reizinhos por regiões artificiais, lá contam com osso maior sem terem de se “pôr na bicha”.
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Eizaz…não será precisamente o contrario? Muita da malta das grandes cidades que enche o peito por se achar civilizado so porque vive numa metropole, sao filhos de migrantes que continuam a ir visitar o avo a terrinha. Mais alfacinha que os “gajos de alfama” deve ser dificil encontrar(e a carapuça serve pros portuenses e a malta da ribeira).
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Que é que eu disse?
Não entendeu a ironia?
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Peço desculpa Eizaz, pelo meu bloqueio cerebral…
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Eles vêm todos para cá e renegam as origens e assim é que ficam saloios.
E depois ainda acham que é copiando esta saloiice na terrinha onde plantam as batatas que vão ser “plesidentes da câmara” para terem direito ao Ferrari às bolinhas amarelas.
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De nada. Fique à vontade. Eu estava a tentar ser discreta para não ter de inventar outro nick depois do bloqueio da praxe.
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O problema maior deste “desenvolvimento” que não ultrapassa os subúrbios da Capital, prende-se com a autoridade centralizada em Lisboa, e nos critérios dos locais onde é feito esse investimento (o mais perto de LX, ou para servir a capital).
Para contrariar este estado de coisas, não é preciso Regionalizar, somando mais entidades às existentes, aumentando a cadeia de comando, criando entropias entre as várias estruturas de poder; mas simplesmente DESCENTRALIZAR, aproveitando ao máximo as estruturas já existentes, dando-lhes mais competências e autonomia.
Algumas cidades portugueses, mesmo sem autonomia financeira e sem forte poder de decisão, conseguem dar às suas populações níveis de vida melhores que o de Lisboa ou Porto. Imagine-se se tivessem autonomia financeira e de decisão! Acredito que sectores como p.ex. a Saúde, Ensino e Investimento, melhorariam muito nessas zonas. Talvez se fosse contrariando o dito “… Portugal é LX, o resto é paisagem”.
Se acredito que os actuais partidos e sistema, abdiquem do poder centralizado e do controlo financeiro? Não creio! Com ou sem regionalização que estão a propôr.
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O texto do Miguel Noronha que alguém citou é tragicamente desinformado e intelectualmente pobre.
Terei todo o gosto em o demonstrar ao autor em qualquer ocasião.
Para já, apenas comento a turbulência concptual da frase final:
«Resumindo, estou contra esta regionalização precisamente porque considero essencial que exista uma verdadeira descentralização.»
Que é como quem diz: «resumindo, estou contra a existência de omeletes porque considero essencial que estas existam sem se partirem ovos…»
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Admitindo que até existiriam mais tachos. Desde que estes fossem “descentralizados” já seria uma medida positiva…se até as ruas de Lx estão a ficar pequenas para tantas viaturas do estado! (será que o superpolícia já voltou ao activo?…)
Utilizando um dos argumento do Sócrates para justificar as novas (inúteis) autoestradas, tirar tachos de Lisboa, seria uma medida que salvaria vidas!
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Temos direções regionais de tudo e mais alguma coisa, que chateiam
os locais que ali tem que ir à benção e depois ouvem dizer que os papeis tem que ir a Lisboa. Isto já custa ter dinheiro ter direções de saude, agricultura, rios, etc etc.
Agora imaginem isto com presidentes da região, deputados da região e respectivo corpo administrativo! era uma pipa grande de custos, mais corrupção, mais influencias, para mais aldrabice etc!
Num país em que estes merdas de governantes, não são capaze s de fazer uma lei sobre o ordenamento do territorio, que trave e meta na caeia, os presidentes da camara na cadeis, com as aldrabices, que fazem na aprovação de projectos e outras aldrabices que todos conhecemos. Se são burros, não è preciso ir longe aqui aolado essa lei existe e de vez em quando vão para a
cadeia os presidentes e tecnicos. O ultimo foi em Estapona, uma prais de pescadores que se tornou um paraizo de patos brvos. An
teriormente tinha sido em Benidorme, foram 4 ou 5 para a cadeia.
EM PORTUGAL? não passa nada e todos se vão amanhamdo, por isso quando dou uma volta pelo país fico com os olhos em bico com tanta aldrabice, visivel!
O Socrates que se enttretenha com a divida externa a crise financeira e com o orçamento para 2010, coisas para o qual pparece não ter grande vocação!
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O texto do Miguel Noronha que alguém citou é tragicamente desinformado e intelectualmente pobre.
Terei todo o gosto em o demonstrar ao autor em qualquer ocasião. – CAA
Lol,ficamos em pulgas.
Entretanto, veja se consegue por o neurónio a carburar para não ter de relegar para amanhã o que pode fazer hoje…:)
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CAA
A mim não me convence. É um risco muito grande e caro que no caso da Madeira ambos pagamos nos impostos.
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22.PMS disse
17 Dezembro, 2009 às 3:53 pm
Peço desculpa de não responder.
Respondi a um comentário e ambos foram apagados.
Não é preciso mais nada para verificar o que seria a regionalização com gente desta a mandar no que se podia ou não escrever e ler.
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Existe a convicção ilusória de que a regionalização salpicaria Portugal de líderes regionais de trato e atitudes políticas semelhantes às do líder madeirense.”
Alguém duvida?
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Repito o que já disse noutras ocasiões: antes de regionalizar, isto é, antes da criação de mais um nível decisório, porque não levam a cabo a tarefa, essa sim urgente, de reconfigurar o mapa dos municípios e freguesias que data, no essencial, dos anos 30 do século XIX? Se o número de câmaras e de freguesias passar, por exemplo, para metade, talvez haja então um apoio suplementar da opinião pública.
Eu, por exemplo, podia admitir repondar o juízo que venho formulando dos autodenominados regionalistas e em especial daqueles que, de repente, acham a regionalização inadiável, para lançar mais uma cortina de fumo.
«Num ambiente descentralizado, em que as várias parcelas do País desfrutassem de um desenvolvimento homogéneo e equitativo». Francamente, talvez Salazar pensasse assim com a graça de Deus. Pelo menos, tentou fazê-lo.
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“Se o número de câmaras e de freguesias passar, por exemplo, para metade, talvez haja então um apoio suplementar da opinião pública.”
este gajo não regula da bem bolha ou vive no país da cocanha. num país onde todos querem ser presidentes de junta e onde lutam de caçadeira por passar a concelho, vem esta abécula sugerir corte para metade a fim de ganhar opinião pública.
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E V., sequer pensa?
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No último ano de arbitragem, Lucílio Baptista, 44 anos, foi premiado com o jogo que pode mudar a cor da liderança do campeonato, o Benfica-FC Porto, separados apenas por um ponto.
E numa análise aos resultados dos confrontos entre benfiquis- tas e portistas dirigidos pelo internacional setubalense, é caso para os campeões nacionais alimen- tarem mais ainda a esperan- ça de chegarem ao Natal à frente dos rivais de Lisboa. É que dos 11 encontros entre dragões e águias arbitrados por Lucílio Baptista (entre Liga, Taça de Portu- gal e Supertaça) o FC Porto venceu sete e perdeu apenas três.
Em actividade desde 1984, Lucílio Baptista é actualmente o árbitro com mais experiência no futebol português, e os números provam isso mesmo: o jogo de domingo no Estádio da Luz será o seu 24.º “clássico”.
No registo recente da sua carreira está o controverso Benfica- -Sporting, na final da Taça da Liga. O setubalense teve uma das decisões mais polémicas da temporada passada ao assinalar uma grande penalidade a Pedro Silva num lance com Di María, por alegada mão do defesa do Sporting. Na sequência desse jogo, Lucílio Baptista esteve afastado durante quase um mês e desde então não voltou a arbitrar jogos do FC Porto nem do Sporting.
Esta época, apenas dirigiu uma vez o Benfica (frente à Naval) e nenhum do FC Porto. No total esteve em quatro jornadas da principal Liga, tendo mostrado 18 cartões amarelos.
Foi nomeado pela primeira vez para uma partida entre os “grandes” há 14 anos. Aconteceu a 20 de Junho de 1995, no Parque dos Príncipes numa finalíssima da Supertaça ganha pelo FC Porto, por 1-0, com um golo de Domingos Paciência. Seguiram-se mais dez encontros entre as duas equipas, mas curiosamente este é o segundo no Estádio da Luz.
O resultado mais desnivelado entre Benfica e FC Porto, com o setubalense em campo, aconteceu no desempate dos oitavos-de-final da Taça de 2000/2001, nas Antas, com o FC Porto a golear por 4-0.
Para este importante desafio da 14.ª jornada, Lucílio Baptista será assistido por Bertino Miranda e Venâncio Tomé.
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