Fia-te nas “virgens”
6 Janeiro, 2010
“Este Governo insiste em desbaratar a economia portuguesa no TGV, subsidia bancos e perdoa dívidas às construtoras.”
(…) “A mudança de rumo é possível. A primeira das medidas passa por uma baixa radical dos impostos.Em simultâneo, urge promover uma drástica e imediata diminuição das despesas do Estado, eliminando entidades supérfluas, institutos inúteis e fundações fantasma.”
(…) “Há ainda uma terceira alternativa que é esperar por um milagre, confiando em soluções vindas dos actuais actores políticos. Parece ser esta, estranhamente, a fé do Presidente.”
No Jornal de Notícias.
39 comentários
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e pagam-te para escreveres isso? deves ser afilhado do director.
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fia-te nas virgens e compra um lancia
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O Marafado abusou da medicação. Foi fazer uma lavagem às tripas.
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A terceira alternativa é a melhor.
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O ano ainda agora está a começar, mas este é para mim o post do ano.
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E o caro Paulo Morais que propõe que Cavaco faça? Uma Belemzada com a charanga da GNR? Criar um “Rassemblement du Peuple Portugais” à la De Gaulle?
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#6
O PR não é um comentador político, é um actor político. Pelo que, se acha que a situação é explosiva, tem de agir em conformidade.
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Em conformidade.
Por ex, como já não há padres nem militares,
ser ele a promover o Golpe de Estado.
Discurso / demissão do Governo / eleições para uma Constituinte / fazer por um regime presidencialista.
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Claro que o Paulo Morais tem razão! Durante anos não se baixavam impostos porque a máquina fiscal era ineficaz e os portugueses eram irresponsáveis e fugiam ao fisco. Agora já não! Depois era porque a máquina do Estado estava sobre-dimensionada e era necessário despedir funcionários públicos, privatizar serviços, congelar promoções. Agora já não! Claro que é possível reduzir impostos.
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Ninguém fala em reduzir a roubalheira???????
Até nas autarquias,a simples privatização de serviços dá comissões de um milhão,quanto mais as governamentais.
imaginem o que será o TGV,aeroporto,auto-estradas,ponte,etc,um verdadeiro euromilhões para a cáfila socretina.
A trampa da corrupção é que está a levar o país à falência e ninguém liga nenhuma,votam nas quadrilhas partidárias.Todos assobiam para o lado e fingem que é daos impostos,do tempo atmosférico,do vulcão em Marte…
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Caro P.Morais,desde que passou a ser possível a reconstrução do hímen que não mais me fiei nas virgens…nem mesmo nas futuras 72!
Contudo,se analisar,verá que o PR está a cumprir rigorosamente aquilo que prometeu na campanha das presidenciais,na qual foi eleito.
Compreendo que isto pareça estranho a qualquer português contemporâneo.Afinal o que o golpe de Abril mostrou foi que a política é a arte de enganar e roubar.
Na realidade o comportamento do governo deve,em primeira instância ser objecto de apreciação pelos eleitores,que pelos vistos gostaram e querem repetir.Afinal,há eleições livres.
Se os portugueses querem este governo,que diabo…que se empanturrem com ele!
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Após tantos anos em que a palavra “MATÉRIA” entrou, foi explorada e vulgarizada pela ‘classe’ política (e por comentadores), chegamos a Janeiro de 2010 e “A MATÉRIA”, para além de cheirar mal, prejudicar, ser inócua e em nada confiável, não tem qualquer estrutura social, económica, política, que a queira ou consiga reciclar.
Assim sendo –e ninguém inteligente duvida que assim é–, puxe-se a culatra (política e social) atrás para atingir alvos.
(O problema são os ‘zarolhos’ e as sinecuras…).
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Mr. e caro Paulo Morais,
Se a opção por ter colocado todos os comentários em bold foi sua, aconselho-o a retirá-la, porque visualmente dificulta a (imediata)leitura e percepção, dada a intensidade e…confusão.
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Caro Paulo Morais,
«O PR não é um comentador político, é um actor político. Pelo que, se acha que a situação é explosiva, tem de agir em conformidade.»
E em conformidade, significa o quê? Dirigir-se solenemente à Nação e anunciar a suspensão a vigência da Constituição através da “Belemzada” a que me referia atrás, demitindo o actual governo, dissolvendo a AR, para de seguir criar um novo partido, organizar eleições para uma nova AR com poderes constituintes e instituir a IV República a ser plebiscitada com Cavaco, qual De Gaulle, ao leme de um regime presidencial?
Creio que todos aqui estamos curiosos quanto ao desvendar da “conformidade” que propõe.
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Há uma série de apaniguados (morais, crespos e afins) que percebem que aquelas para quem trabalham, passos coelhos e ps igualzinho mas sem sócrates e com antónio ou outro bosta qualquer, têm um inimigo comum: Cavaco! como sabem que o corrupto vai cair, querem aproveitar para tomar conta disto e aproveitam para, sem o assumirem, um daqui outro dali, lhe tentarem fazer a folha (e assim vão juntando os trapinhos, a prepararem casório posterior – calma, a partir de amanhã ou sexta, ou que é, já dá).
Quando o PR foi bem mais passivo nada disseram, agora que ele disse que vai enfrentar os bichos querem que ele faça tudo e mais alguma coisa e para ontem.
“É fartar vilanagem, que a regionalização ainda demora e a canalha não pode esperar tanto até saquear isto tudo!”
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http://citadino.blogspot.com/2010/01/miguel-sousa-tavares-oica-jose-socrates.html
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6.Eduardo F. disse
7 Janeiro, 2010 às 12:16 am
.
Não é mal pensado… Estou farto de dizer que isto só lá vai à porrada.
Nuno
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.
Como me vou pirar amanhã, com possibilidade de regresso no próximo Carnaval, só espero que a bomba estale primeiro.
Nuno
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http://www.youtube.com/watch?v=fjdBcldwia0
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“Fé de Cavaco”??!! Será que quis dizer “Fede Cavaco”?
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Há momentos na História em que os Povos se recusam, pura e simplesmente, a aceitar a inevitável e dura realidade com que se confrontam.
Desde há muito que comparo o que se passa em Portugal na actualidade, ao que, durante os anos 30, sucedeu a um nível completamente diferente na Grã-Bretanha e em França.
Nessa altura, perante a despudorada preparação Nazi para a Guerra que se avizinhava, os britânicos e os franceses preferiram escolher para os seus governos, os fraquíssimos Chamberlain e Daladier que prometiam, todavia, a paz com Hitler…! Quando era necessário a estes Países a preparação imediata para verter todo o «sangue, suor e lágrimas» que houvesse pela sua própria liberdade, preferiram cruzar os braços cobardemente e esperar um qualquer milagre que não chegou.
É o que se passa connosco actualmente.
Perante as notícia arrepiantes: da economia portuguesa; da lamentável e enjoativa actuação do pior Primeiro-Ministro do último século Português; de um desemprego inaudito entre nós (percebo agora, porque é que Pinto de Sousa iniciou o seu primeiro governo a gritar que o objectivo da economia de Portuguesa era: -«Espanha, Espanha e Espanha»; no desemprego estamos quase a apanhá-los!); o que fizemos nós quando era necessária a urgente preparação para vertermos o nosso sangue, o nosso suor e as nossas lágrimas com a maior dignidade?
Renovavamos a maioria aos demagogos incompetentes; passamos o tempo com estéreis discussões (TGV; uniões (casamento nunca há-de ser!) entre gays, etc., etc.) e esperamos um «suave milagre» que nos livre da realidade!
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Bom post e Bom artigo de opinião.
Parabéns.
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# 11 querido oliver, isso da reconstrução como é como é?
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11.Oliver disse
7 Janeiro, 2010 às 1:35 am
. . . Contudo,se analisar,verá que o PR está a cumprir rigorosamente aquilo que prometeu na campanha das presidenciais,na qual foi eleito. . .
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CUMPRIR COM OS SEUS DEVERES CÁ?
Pois o que ae estranha é precisamente isso !!!
Um deGaulle onde rstá ele? E mesmo
esquecem-se do que aconteceu, por causa dele, aos Franceses na Argélia? Aos * pied noirs * que eram
quase odos agricultores e pequenos comerciantes ? ESQUECERAM-SE ?
Cavaco está lá, vai aturar os netos daqui a pouco: não o incitam (é tempo perdido) a fazer um papel que abomina e para o qual não foi , de maneira nenhuma talhado . ELE A FAZER UMA REVOLUÇÃO PALACIANA ?!
ERA DE GRITOS!!!
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21.Kolchak disse
7 Janeiro, 2010 às 9:51 am
Há momentos na História em que os Povos se recusam, pura e simplesmente, a aceitar a inevitável e dura realidade com que se confrontam.
Desde há muito que comparo o que se passa em Portugal na actualidade, ao que, durante os anos 30, sucedeu a um nível completamente diferente na Grã-Bretanha e em França
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WORDS, WORDS, WORDS. (*Bill* Shakespeare)
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Realmente propor a baixa de impostos sobre o rendimento num país onde a maioria das empresas e muitos particulares não os pagam é extraordinário.
Quase tão extraordinário como os tipos da restauração virem reclamar a baixa do IVA na restauração num pais com a restauração mais barata da Europa. Depois do que se passou em tempos nesta mesma restauração com a baixa de 17% para 12% e manutenção dos preços? E depois do que se passou com o IVA nos ginásios?
O Paulo Morais sabe que a maioria das pequenas empresas pagam menos IRC do que muitos trabalhadores por conta de outrem, com salários mensais da ordem dos 1.500 € pagam de IRS?
Urge é fazer sair para a rua os Srs. inspectores das finanças. Deixem de andar à procura do “pentelho” e do lapso do contribuinte honesto. Se os tipos da finaças fizessem o trabalho para o qual lhes pagam (e são dos melhor pagos da função pública) aí sim, teríamos condições para uma baixa acentuada de impostos. Até lá temos que manter o jugo sobre os poucos que pagam.
Ainda há pouco tempo numa audiência de julgamento vi um proprietário de café de uma vilória declarar, à juíza, rendimentos mensais de 900 € e despesas mensais de 1700 €.
Já no exterior do tribunal entrou no seu Audi A5 e foi à vidinha dele…
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Padre Melícias com pensão de 7450 euros/mês. E é Franciscano 🙂 A Igreja nunca me enganou!!! Já têm mais de 2000 anos de experiência…. Razão tinha o S. Pedro quando um dia espreitando cá para baixo, viu um avião de luxo, todo branco com o Papa lá dentro e exclamou: vejam só como o negócio evoluiu, … começou com um burro…
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http://luminaria.blogs.sapo.pt/119809.html
leiam isto
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Um grafico interessante,isto, antes da explosão
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Lá vem o Piscoiso com pulgas…
Tinha que ser.A claque socretina não falha.
Caro Cáustico,o dono do restaurante trabalha,porque será que foge aos impostos,como todos os que podem? Será porque sabe que o rendimento dele vai para os BMW topo de gama do Manuel Alegre? Para a roupinha do PM,comprada na loja mais cara do mundo? Para financiar o “amigo” Oliveira? Etc,etc,etc?
Pois que o dinheiro fique para quem o ganha.
Puta que pariu os corruptos e parasitas a quem ninguém condena porque pertencem às mesmas capelinhas!
Centra-se a condenação nos que são úteis ao país e finge-se que não se passa nada com o dinheiro que acaba nos offshores da canalha política.
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Ainda há pouco tempo numa audiência de julgamento vi um proprietário de café de uma vilória declarar, à juíza, rendimentos mensais de 900 € e despesas mensais de 1700 €.
Já no exterior do tribunal entrou no seu Audi A5 e foi à vidinha dele…
E nunca viu um político que declara viver de um ordenado ter trinta milhões de contos num off-shore,vários apartamentos,carros,os dois filhos no Colégio Francês e passar férias de luxo com a família num 5 estrelas extra?
A inspecção de finanças também lá vai? Ou é só ao Zé Ninguém do restaurante?
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http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/460156
-Chega de mentigas
Eu pergunto -essa gente não vai a julgamento?
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puta que pariu: o arroz tem formigas!
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#30 e # 31
Lá estamos nós a desculpar os nossos defeitos com os defeitos dos outros. E a achar que os políticos têm que ser diferentes da maralha de onde são oriundos. Nós temos, na classe política, pessoas que não são dignas de lá estar porque, como povo, também não somos grande coisa e premiamos a manha em vez da dignidade, a esperteza em vez da inteligência.
A maioria dos cidadãos, políticos incluídos, são honestos. Malhar em todos só serve para uma coisa – desculpar os responsáveis por este país ter chegado ao estado em que está. É uma estratégia parecida com os mega-processos judiciais – envolve-se toda gente que não tem nada que ver com os mesmos, desacredita-se a acusação e, no fim, safam-se todos excepto o mexilhão.
A continuar assim, a classe média (que anda a pagar o pato) tem de fazer uma de duas coisas: ou mata ou morre.
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Caro Cáustico,
É isso mesmo. Descreve, bem, o que costumo designar pela “teoria da amálgama” que tem por consequências terríveis a relativização moral e ética da vida pública.
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#26
“O Paulo Morais sabe que a maioria das pequenas empresas pagam menos IRC do que muitos trabalhadores por conta de outrem, com salários mensais da ordem dos 1.500 € pagam de IRS?”
Sabe. E sabe que se os impostos fossem mais baixos, haveria mais gente a pagar, mais gente a investir e, no final, a colecta poderia ser superior e socialmente mais justa. Pelo menos é o que diz a experiência da maioria dos países, não é a aumentar impostos que se aumenta a colecta na mesma proporção. É, em última análise, a lei da oferta e da procura a funcionar a nível fiscal. Mas isso será tema para outro artigo.
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Excelente “post” de opinião.
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“Até lá temos que manter o jugo sobre os poucos que pagam.”
É que podia haver um certo pudor, quiçá vergonha em dizer uma enormidade, uma injustiça destas. Mas não, é dito na maior das calmas. Porque uns fogem e porque deve haver concerteza um certo nível a manter, quem é obrigado a pagar que pague mais. Não, nem é equacionada a hipótese de se não se tem dinheiro, não se tem vícios, claro que não! Há é que continuar a esmifrar quem paga e se possível, ir esmifrando cada vez mais. Esquecendo o senhor que o ónus da prova em certas questões fiscais já se inverteu, que nunca a máquina fiscal foi tão eficiente e, ao mesmo tempo, tão tirana.
Não. Quem escolhe não fugir e ser honesto, que nesta choldra é equivalente a ser urso, é que tem de pagar e continuar a pagar e talvez pagar ainda mais um pouco. Não chega os 25 a 30% que voam logo no início, mais todo o IVA que se paga, nem contribuições autárquicas, nem IMIs, nem taxas várias e dispersas até na merda das lâmpadas e dos CDs virgens e IVA por cima, nem os milhentos impostos de selo, nem os pornográficos impostos automóvel e petrolífero mais IVA por cima, nem a obrigação de pagar energia mais cara para outros andarem a plantar ventoinhas e a rir-se na nossa cara, nem a segurança social que não me vai servir de nada pois quando eu lá chegar (se chegar) não vai haver nada pois gastou-se a alimentar inúteis (leia-se, os verdadeiros espertos) que passam as tardes no café a bebê-lo e a comer bolas de berlim e ainda fazem os rebentos moer a paciência dos que lhes pagam a mesada e o magalhães com os respectivos gritos.
Pois habituem-se. O que este defende é que quem sua não pode ter alívio. Continuam a ser espremidos até se pensar noutra coisa qualquer que é para isso que os ursos servem. E se a solução demorar 100 anos a ser encontrada, pois que se espremam até lá.
Tipos como você, como os outros que por aqui comentam assuntos sérios com piadinhas de tias e primas, os que se cagam para isto tudo e só pensam no que têm direito e não nos deveres, os que passam a vida a lamuriar-se, a lamentar-se de serem coitadinhos e a chafurdar na lama da inveja de tudo o que se mexe mas que não mexem uma palha para mudar um milímetro, que se metem nos créditos e a seguir queixam-se dos bancos, que decidem o destino de um pais votando sem saber sequer planear o salário para um mês nem como se comportar numa rotunda, que não sabem formar uma frase de 10 palavras sem que 6 sejam relacionadas com futebol, só fazem é com que os ursos que alimentam esta merda toda desejem que isto impluda de vez e seja leiloado a seguir pelo menor preço.
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# 38 Unreal disse
Só não o mando pró c. porque isso só se faz cara-a-cara.
Não ligo ao futebol e o único crédito bancário que contraí pago-o nas calmas – porque trabalho e sei o que custa a vida e tudo o que tenho é à custa do meu trabalho. Sou “um dos ursos que alimentam esta merda”.
E, nem mais, sou um dos tais que sai de madrugada para trabalhar e chega tarde. Sou dos primeiros a sair do bairro e dos últimos a chegar. E quando vou, ao fim do dia comprar o pão para o jantar, revolta-me ver esses tais que passam as tardes no café (porque a manhã é para dormir) à custa dos impostos que eu pago, esses falsos desempregados e papa rendimentos sociais, a ver a Sport TV e a vomitar alarvidades contra o Governo que me rouba para os sustentar.
E, sim, também me faltam quase 30 anos para ficar com as migalhas de uma pensão quando, agora, ando a pagar, com as minhas contribuições, o roubo encapotado de caridade que o Estado pratica.
Mas não me falta discernimento para perceber que isto não é preto e branco. Isto não é uma alternativa entre “demasiado Estado” e “nenhum Estado”. Mas isso são contas de outro rosário…
Só mais uma questão:
“Esquecendo o senhor que o ónus da prova em certas questões fiscais já se inverteu, que nunca a máquina fiscal foi tão eficiente e, ao mesmo tempo, tão tirana.”
A máquina fiscal só é eficiente com quem não deve – é isso que refiro no meu comentário.
Em suma – poucos pagam muitos impostos neste país.
De resto, “Unreal”, se não percebeu o teor do comentário que escrevi, frase que cita incluída, parece-me que já estou a perder demasiado tempo consigo.
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