O MEC não tem capacidade de judgement. Nunca teve. Para ele, a avaliação faz-se por outros meios: amigos, conhecidos; o que parece, pode ser mas não é se não der jeito, etc. etc.
Um escritor assim, só tem jeito se escrever formalmente bem e de modo agradável ou for suficientemente desequilibrado para se poder ler algo completamente diferente.
Durante anos ( anos setenta e oitenta) MEC reuniu aquelas duas caracteristicas. Hoje em dia, de vez em quando ainda consegue atingir a primeira.
O que se passa nestas coisas é semelhante ao que se passa no desporto. O presidente do FCP pode ser o que é. Para os adeptos próximos da irracionalidade, não é porque é o presidente do clube que querem que seja sempre campeão. Com as vitórias do clube cobrem as demais frustrações individuais e por isso, os inimigos do inimigo, serão amigos e os amigos do inimigo, inimigos são.
“Na passada quinta-feira, dia 21, o partido no poder em Angola fez aprovar um novo projecto de constituição que prevê a eleição do Presidente da República pela Assembleia Nacional e não mais através do voto popular, em eleições directas, o que em princípio assegurará a permanência no poder de José Eduardo dos Santos. Os deputados da UNITA, o principal partido da oposição, abandonaram a sala antes da votação.”
O fassismo português também era assim: um presidente eleito pela Assembleia Nacional. E a oposição, a CDE, ficava a ver navios, da companhia do Tenreiro.
Por cá era pelo medo do comunismo. E por lá? Com medo de quê? De perder o poder o o dinheiro.
#3.
O sibilino e camuflado ou por vezes aberto incitamento à violência sobre Pinto da Costa tem os seus frutos no cobarde apedrejamento do carro onde seguia, ontem na A5.
Vou perder um minuto consigo porque nem vale a pena muito mais:
Não são os sibilinos ataques ao PdC que provocam aquilo: é o seu descabelado comportamento de provocação e temperamento incendiário ( por vezes quase literal) e de violência latente, que sustenta a reacção adversa.
Quem semeia ventos colhe tempestades, entende?.
Quanto à minha opinião sobre o MEC, é a minha e tenho direito a esse judgment, porque a justifico se for preciso.
Se o jogo com o Benfica que vai disputar-se no Porto brevemente é um jogo de altíssimo risco que vai obrigar a gastos enormes na Segurança, pagos por todos, isso deve-se a quem, em primeirissimo lugar?
Ao principal provocador que anda permanentemente a acicatar o ódio. Isso é um crime público e devia ser punido por isso.
O MEC é das poucas personagens sobre as quais gostaria de ouvir “o aposto ao continuado” da opinião citada. Não como exercício de contraditório (porque se o disse é porque o pensa e está a borrifar-se para o politicamente correcto) mas porque os neurónios que nele continuam activos e sóbrios são capazes por vezes de produzir uma perspectiva original. E depois o homem continua a escrever incrivelmente bem.
Quando digo que o MEC é incapaz de um “judgement” é porque ele mesmo o diz: aos amigos tudo se perdoa e por isso, não se deve dizer mal dos amigos.
Lembro-me do que o mesmo escreveu em 2003 a propósito do amigo Carlos Cruz. Nessa altura, no blog do Pastilhas escrevi um texto ( que ainda tenho) a citar uma passagem de O Médico e o Monstro, de Stevenson. Sem ajuizar, mas apenas para lhe contextualizar a dificuldade que poderemos ter ao jurar pela inocência de outros, em matérias que não podemos conhecer inteiramente.
Mas tenho pena que ele pense assim. Tira algumas lascas do respeito e admiração que por ele mantenho. Provavelmente já está há muito tempo a viver em atmosfera controlada.
Até porque o esfaqueamento de uma adepto do Sporting em idos de 90 no estádio do Porto também foi obra«a disso…para não falar dos 3 mortos no estádio de Alvalade…e na cena mias violenta jamais ocorrida em estádios de futebol como foi a de Guimarães entre adeptos do poro e do Guimarães…pedrada de meia noite…memória selectiva que esta gente tem..um dias deste até esquecem Treblinka…
Também me lembro de uma entrevista que ele deu não há muito onde falava da sua dependência da coca e do álcool nos tempos da noite da má-língua, do apetite de Paulo Portas pelos “speeds” e de como Pedro Paixão, caridosamente, escrevia as colunas de Margarida Rebelo Pinto. O homem é dos poucos a sair debaixo do saiote do socialmente aceitável e sacode o establishment quando diz o que lhe apetece. Não tem sempre razão, não é sempre correcto e às vezes é pouco menos que inconveniente.
Um português a dizer mal da corrupção em Angola é como o roto a rir-se do nu. É uma questão de vergonha, ou de falta dela. Uma exposição desnecessária ao ridiculo. E por fim, um pouco cuspir no prato em que comemos. O normal de quem fala de barriga cheia.
A Democracia Politica apesar de todos os seus defeitos e incongruencias, é o melhor processo que existe para se governar um país. Mas estamos todos fartos de ver que esse conceito de Democracia, varia de país para país, de acordo com as suas opções politico/constitucionais. Mesmo nós aqui em Portugal, em termos de Constituição deviamos estar envergonhados, porque fizemos uma, sob uma tremenda pressão politica, ( o saudoso prec), que nunca foi referendada, ao contrario do que fizeram os espanhóis, por exemplo, e que e aqui está o motivo da nossa vergonha, já foi revista se não estou em erro 4 ou 5 vezes, e vai ser revista novamente nesta legislatura. Quer dizer, não sabemos bem o que queremos. Mas estamos sempre a criticar os outros. Não estou a defender o regime angolano, e muito menos os seus dirigentes. Mas sei, porque a experiencia o tem demonstrado, que pretender que os africanos se governem com as regras que nós achamos que são as mais próprias, tem sido um erro fatal em África, com as consequencias que todos conhecemos desde os anos 50. Em África, existe o conceito milenar do Chefe, do Mais Velho, que tem o poder e a sabedoria. E nós europeus, temos de compreender e respeitar isso. Se a descolonização se tem feito respeitando esses principios ancestrais, provavelmente, Africa seria um continente diferente para melhor, e não teriamos assistido ao aparecimento dos Idi Amin’s, Boukassas, Mobutus etc. que devastaram aquele continente. Angola, onde tive a honra e o gosto de viver cerca de 4 anos, é um país riquissimo. Está por provar que se fosse governado por outros, não teriam roubado ainda mais se isso fosse possivel. Então nos países com regimes democráticos há dezenas ou centenas de anos não há corrupção? Basta ler os jornais, e ver o que se passa no nosso país. Esta revisão constitucional feita recentemente em Angola, de acordo com os nossos principios é má, porque consagra mais poderes ao Presidente da Républica, deixando este de ser eleito poe sufrágio universal. Mas para mim, é escrever direito por linhas tortas, porque faz do PR de Angola o Chefe. José Eduardo dos Santos, deixou de ser o ZéDu. Agora para os Angolanos, é o Mais Velho.
E é claro que tem o seu clã de amizades que está para além da possibilidade de crítica,
Ele próprio o explicou na tal entrevista, dizendo que até foi por isso que saiu do Independente. Andar a vender um jornal onde saíam coisas feias que faziam sofrer parentes desses implicados, de quem ele era amigo, era incompatível com a sua maneira de ser.
Portanto, em entrando política e justiça da polis, nem vale a pena esperar nada do MEC.
Mas tem piada que até consegue mitificar personagens do passado, apenas por essa enorme capacidade de efabulação.
Uma vez, em conversa no chat, até disse que o Arnaldo de Matos era um sujeito genuíno que muito admirava.
Eu fartei-me de rir, fiz-lhe apenas 2 ou 3 perguntas, e ele estava a leste de quem tinha sido o Arnaldo de Matos e o que fez no PREC. Um dos maiores falsários de agit prop- uma vedeta balofa de palco.
O MEC, de vez em quando ( agora é mesmo de vez quase nunca), assina textos de antologia. Nos que vem publicando no Público, talvez um ou dois estejam nessa bitola.
No Pastilhas a fórmula eram as “receitas” e o formato, inovador entre nós, não frutificou porque neste tipo de coisas, há um número restrito de colaboradores que vale a pena ler.
Os restantes fazem papel de piscos: debicam aqui e ali e tergiversam, por incapacidade de discutir seja o que for.
Zazie, totalmente de acordo no que concerne os juízos políticos de MEC. Ainda há pouco tempo o Nuno da Câmara Pereira lhe escrevia uma carta, publicada no Público, cujo tom geral lembrava o fado vadio, onde lhe perguntava o que teria feito para MEC já não amar o PPM e a sua actual liderança. A verdade é que o PPM para MEC nunca foi uma preocupação política e claro que o Câmara Pereira não podia perceber isso.
As últimas crónicas de MEC que me lembro serem verdadeiramente possuídas de génio eram as que ele escrevia no “à mesa com”, no DN. Obviamente a coisa tem vindo a rarefazer-se e no Público teve problemas, no início, a adaptar-se ao formato (parece-me que a escrita dele convive mal com o formato “sms”) mas tem vindo a subir de forma e atinge algumas vezes aquilo que esperamos dele, nomeadamente quando o assunto é pessoal. Acho que está na hora de escrever memórias (as suas).
Até porque acho que ele podia dizer coisas sobre o jornalismo e media em geral que os restantes, por terem rabos de palha ou estarem alapados aos cargos, não podem. E isso seria mais interessante e educativo que três mestrados em Comunicação Social.
Ó Romão, tome consciência de que a política continua a ser uma coisa baixinha para muita gente.
Vcs até admitem que o MEC escreve coisas de génio.
Que coisas geniais fazem vcs para se arvorarem em críticos de génios, com essa cagança?
É fodido a existência de um gajo depender da palavra alheia, não é? Se ninguém te ligar peva, quanto tempo levas até desistir e enfiar a fronha na almofada? Não te serve o estatuto de bibelot do blasfémias e de piscoiso ter significado de insulto? Candidata-te a fazer um Jerry Springer à portuguesa e desampara-me a perna. És tão incómodo e perigoso como um chihuahua.
OK Romão, o teu paternalismo faz uma espuma do caraças.
O que é que dizem os teus filhos?
Continuas a não pensar que há quem pense diferente, e que só por ser diferente não é necessariamente mau.
Que mais basófias tens no menu?
E, quando se manda calar o chihuahua, ele pode continuar a ladrar ou ir dar uma curva mas também não chateia a dizer que foi problema de lhe quererem silenciar uma “opinião contrária”.
Já te disse e repeti: a tua existência depende de haver gente a responder-te. E eu quero ao máximo evitar contribuir para esse peditório, porque representas toda uma espécie de criaturas que me causam repulsa ética. Mandas de quando em vez umas larachas à mini malucos do riso e insultas todos aqueles que não afinam pelo teu diapasão acusando-os da parcialidade de que não prescindes. Os meus filhos, que não são aqui chamados à conversa, foram educados para serem civilizados q.b.; no caso de na vida te encontrarem ou a clones teus, correr-vos-ão a batalhões de manguitos. De mim, é tudo. Hoje transcendeste a transparência uns quinze minutos. Diz obrigado e vai-te. Over and out.
eheheh
Ó Romão, fala da tua existência que talvez haja crédito.
Falares da existência de quem não conheces, a não ser por uns excertos da net, que podem ser teatralizados, ou és ingénuo ou julgas que os outros são parvos para acreditarem nas tuas tretas.
Triste.
Não me lembraria dessa.Mas é verdade,o pisca coisas parece saído dos doidos do riso.
Quando o assunto é sério,sai asneira.
Depois tenta responder a pessoas que têm opinião própria,logo ele que não tem nada na cabeça para lá da K7 socratino/Pinto costal.
Que cretino,ahahaha!
Mas o tema é a família Dos Santos e a condescêndencia/compadrio com os sucessivos governos/interesses privados deste Portugal no Paìs das Maravilhas…ou a defesa de JEA e critica a MEC ???
É que se o tema ou objectivo do post é simplesmente atacar a opinião/crónica de MEC no Público…muito fica por dizer e em dívida se encontra HM com as suas crónicas…não defende o Reinado Dos Santos mas defende a McroPotência Israelita !!!
Com que então,gosta de falar com cães…e eles respondem-lhe?
Deixe cá ver…tem tido tremuras,perdas de equilíbrio?
Perda de consciência já vi que não,a bossa da consciência está vazia.
Oh diabo,isto está pior do que previa…você precisa de pôr um cérebro aqui dentro..não tem frio com tanto espaço vazio na cabeça?
É como a religião. Política é como a religião, que se pode seguir esta e aquela ou enojar-se a alma de todas, à vontade, só não devendo criticar nenhuma, em geral ou particular.
E assim no que respeita à política deste país e daquele, que, quando se critica é mais por apostarmos na mais intolerante e global.
Pois quem pode já tolerar país que arrogue a liberdade de passar ao lado da máfia que domina o mundo, sem se perverter?
Como é possivel haver pessoas que se calhar nam se conhecem, (ou conhecem?) virem praqui insultarem-se umas às outras, e discutir as ganzas do MEC. O MEC, diz o que acha que deve dizer, mesmo que aquilo não queira dizer nada. Como ele tem que publicar todos os dias uma cronica no Publico que está numa fase praticamente que não se pode ler, ele limita-se a acompanhar a onda. Quanto ao que se passa em Angola, que é o que está aqui em causa, acho bem que a Zazie, o Romão, o Piscoiso mais a canzuada desconversem, porque não devem perceber nada do assunto.
O MEC teve a sua época. A época do Independente do Paulo Portas, mas com o seu estilo de escrita tipicamente britânico também trouxe o estilo mercantil.
Tu gostas de mim eu gosto de ti, depois fazemos contas. Com isso moldou uma série de novos jornalistas e leitores.
Fazendo o balanço desses tempos vemos que nem tudo foi grátis nem corajoso.
O MEC não tem capacidade de judgement. Nunca teve. Para ele, a avaliação faz-se por outros meios: amigos, conhecidos; o que parece, pode ser mas não é se não der jeito, etc. etc.
Um escritor assim, só tem jeito se escrever formalmente bem e de modo agradável ou for suficientemente desequilibrado para se poder ler algo completamente diferente.
Durante anos ( anos setenta e oitenta) MEC reuniu aquelas duas caracteristicas. Hoje em dia, de vez em quando ainda consegue atingir a primeira.
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EXCELENTE artigo de J.Agualusa !!!
EXCELENTE !
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O que se passa nestas coisas é semelhante ao que se passa no desporto. O presidente do FCP pode ser o que é. Para os adeptos próximos da irracionalidade, não é porque é o presidente do clube que querem que seja sempre campeão. Com as vitórias do clube cobrem as demais frustrações individuais e por isso, os inimigos do inimigo, serão amigos e os amigos do inimigo, inimigos são.
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Existe uma frase…uma sábia e vera frase: “Alguns dos meus melhores amigos são uns verdadeiros fdp..mas são meus amigos.”
No entanto, a amizade não prevalece (não deve) sobre os valores e carácter de cada um de nós!
..E o indefensável será sempre dogmaticamente indefensável !
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Interessante, esta passagem:
“Na passada quinta-feira, dia 21, o partido no poder em Angola fez aprovar um novo projecto de constituição que prevê a eleição do Presidente da República pela Assembleia Nacional e não mais através do voto popular, em eleições directas, o que em princípio assegurará a permanência no poder de José Eduardo dos Santos. Os deputados da UNITA, o principal partido da oposição, abandonaram a sala antes da votação.”
O fassismo português também era assim: um presidente eleito pela Assembleia Nacional. E a oposição, a CDE, ficava a ver navios, da companhia do Tenreiro.
Por cá era pelo medo do comunismo. E por lá? Com medo de quê? De perder o poder o o dinheiro.
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À direita ou à esquerda…uma ditadura será sempre…uma ditadura.
À direita ou à esquerda o que se critica e embarga num lado do oceano elogia-se e fumentam-se relações do outro lado do oceano.
Cada caso é um caso e nem venham falar de coerências e rectidão de valores que nada disso é para aqui chamado.
Angola é centro/concluio de encontro de três super-potências “amigas” à beira mar aninhadas!
EUA, Russia e China num chá para 4 às 5 com Sua.Exa. Eduardo I!
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#1.
“O MEC não tem capacidade de judgement.” – José.
Claro que não, nem pretenderá tê-la, porque os Josés já a têm.
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#3.
O sibilino e camuflado ou por vezes aberto incitamento à violência sobre Pinto da Costa tem os seus frutos no cobarde apedrejamento do carro onde seguia, ontem na A5.
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Piscoiso:
Vou perder um minuto consigo porque nem vale a pena muito mais:
Não são os sibilinos ataques ao PdC que provocam aquilo: é o seu descabelado comportamento de provocação e temperamento incendiário ( por vezes quase literal) e de violência latente, que sustenta a reacção adversa.
Quem semeia ventos colhe tempestades, entende?.
Quanto à minha opinião sobre o MEC, é a minha e tenho direito a esse judgment, porque a justifico se for preciso.
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E se a não justificasse, não faria mais do que V aqui faz: afirmações gratuitas sem nexo , muitas vezes. As tias já não dizem nada?
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Ó Coiso vai lavar a louça!
Já que apoias o casamento homo,vai-te habituando.
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Se o jogo com o Benfica que vai disputar-se no Porto brevemente é um jogo de altíssimo risco que vai obrigar a gastos enormes na Segurança, pagos por todos, isso deve-se a quem, em primeirissimo lugar?
Ao principal provocador que anda permanentemente a acicatar o ódio. Isso é um crime público e devia ser punido por isso.
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Para além da falta de vergonha ainda se comporta como um incendiário social que só medra no meio do ódio. O verdadeiro e não apenas o retórico…
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Pelo desculpa à autora do postal porque saí do tema. Mas foi por motivos de indignação.
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José:
Vou perder uns segundos consigo porque nem vale a pena muito mais:
Quem semeia ventos colhe tempestades, entende?
É curioso como os seus “judgements” encaixam sempre em si.
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O MEC é das poucas personagens sobre as quais gostaria de ouvir “o aposto ao continuado” da opinião citada. Não como exercício de contraditório (porque se o disse é porque o pensa e está a borrifar-se para o politicamente correcto) mas porque os neurónios que nele continuam activos e sóbrios são capazes por vezes de produzir uma perspectiva original. E depois o homem continua a escrever incrivelmente bem.
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Continuando o aposto:
Quando digo que o MEC é incapaz de um “judgement” é porque ele mesmo o diz: aos amigos tudo se perdoa e por isso, não se deve dizer mal dos amigos.
Lembro-me do que o mesmo escreveu em 2003 a propósito do amigo Carlos Cruz. Nessa altura, no blog do Pastilhas escrevi um texto ( que ainda tenho) a citar uma passagem de O Médico e o Monstro, de Stevenson. Sem ajuizar, mas apenas para lhe contextualizar a dificuldade que poderemos ter ao jurar pela inocência de outros, em matérias que não podemos conhecer inteiramente.
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Mas tenho pena que ele pense assim. Tira algumas lascas do respeito e admiração que por ele mantenho. Provavelmente já está há muito tempo a viver em atmosfera controlada.
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A grande vantagem do MEC é o facto de não ser politicamente correcto por defeito. Mas por vezes, é-o por feitio.
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Até porque o esfaqueamento de uma adepto do Sporting em idos de 90 no estádio do Porto também foi obra«a disso…para não falar dos 3 mortos no estádio de Alvalade…e na cena mias violenta jamais ocorrida em estádios de futebol como foi a de Guimarães entre adeptos do poro e do Guimarães…pedrada de meia noite…memória selectiva que esta gente tem..um dias deste até esquecem Treblinka…
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#17.
Também me lembro de uma entrevista que ele deu não há muito onde falava da sua dependência da coca e do álcool nos tempos da noite da má-língua, do apetite de Paulo Portas pelos “speeds” e de como Pedro Paixão, caridosamente, escrevia as colunas de Margarida Rebelo Pinto. O homem é dos poucos a sair debaixo do saiote do socialmente aceitável e sacode o establishment quando diz o que lhe apetece. Não tem sempre razão, não é sempre correcto e às vezes é pouco menos que inconveniente.
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Um português a dizer mal da corrupção em Angola é como o roto a rir-se do nu. É uma questão de vergonha, ou de falta dela. Uma exposição desnecessária ao ridiculo. E por fim, um pouco cuspir no prato em que comemos. O normal de quem fala de barriga cheia.
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Ó Piscoiso, aproveite os descontos da campanha “Fruta” para sócios e amigos do FCP dos Moteis Charm:
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A Democracia Politica apesar de todos os seus defeitos e incongruencias, é o melhor processo que existe para se governar um país. Mas estamos todos fartos de ver que esse conceito de Democracia, varia de país para país, de acordo com as suas opções politico/constitucionais. Mesmo nós aqui em Portugal, em termos de Constituição deviamos estar envergonhados, porque fizemos uma, sob uma tremenda pressão politica, ( o saudoso prec), que nunca foi referendada, ao contrario do que fizeram os espanhóis, por exemplo, e que e aqui está o motivo da nossa vergonha, já foi revista se não estou em erro 4 ou 5 vezes, e vai ser revista novamente nesta legislatura. Quer dizer, não sabemos bem o que queremos. Mas estamos sempre a criticar os outros. Não estou a defender o regime angolano, e muito menos os seus dirigentes. Mas sei, porque a experiencia o tem demonstrado, que pretender que os africanos se governem com as regras que nós achamos que são as mais próprias, tem sido um erro fatal em África, com as consequencias que todos conhecemos desde os anos 50. Em África, existe o conceito milenar do Chefe, do Mais Velho, que tem o poder e a sabedoria. E nós europeus, temos de compreender e respeitar isso. Se a descolonização se tem feito respeitando esses principios ancestrais, provavelmente, Africa seria um continente diferente para melhor, e não teriamos assistido ao aparecimento dos Idi Amin’s, Boukassas, Mobutus etc. que devastaram aquele continente. Angola, onde tive a honra e o gosto de viver cerca de 4 anos, é um país riquissimo. Está por provar que se fosse governado por outros, não teriam roubado ainda mais se isso fosse possivel. Então nos países com regimes democráticos há dezenas ou centenas de anos não há corrupção? Basta ler os jornais, e ver o que se passa no nosso país. Esta revisão constitucional feita recentemente em Angola, de acordo com os nossos principios é má, porque consagra mais poderes ao Presidente da Républica, deixando este de ser eleito poe sufrágio universal. Mas para mim, é escrever direito por linhas tortas, porque faz do PR de Angola o Chefe. José Eduardo dos Santos, deixou de ser o ZéDu. Agora para os Angolanos, é o Mais Velho.
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Curioso é também os críticos assumirem superioridade sobre os criticados.
Hierarquizam-se, porque ser juiz dos outros, dá-lhes estatuto.
Uma tristeza.
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Romão- eu gosto muito de MEC e também andei pelo Pastilhas em virtude dessa admiração.
Mas entendi o que o José quis dizer. O MEC é alguém sem a menor capacidade de entendimento da política.
E não tem julgamento, nesse sentido, porque baralha o afectivo e emocional com o embrulho literário.
E pode defender tudo e o seu oposto por mero capricho.
Mas, isso já foi genial, precisamente quando a loucura acrescentava o grãozinho necessário para a escrita ir mais longe.
Agora esperar dele qualquer visão do passado de Portugal ou até do presente, não vale a pena. Saem coisas lindas mas são “poesia”.
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E é claro que tem o seu clã de amizades que está para além da possibilidade de crítica,
Ele próprio o explicou na tal entrevista, dizendo que até foi por isso que saiu do Independente. Andar a vender um jornal onde saíam coisas feias que faziam sofrer parentes desses implicados, de quem ele era amigo, era incompatível com a sua maneira de ser.
Portanto, em entrando política e justiça da polis, nem vale a pena esperar nada do MEC.
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Mas tem piada que até consegue mitificar personagens do passado, apenas por essa enorme capacidade de efabulação.
Uma vez, em conversa no chat, até disse que o Arnaldo de Matos era um sujeito genuíno que muito admirava.
Eu fartei-me de rir, fiz-lhe apenas 2 ou 3 perguntas, e ele estava a leste de quem tinha sido o Arnaldo de Matos e o que fez no PREC. Um dos maiores falsários de agit prop- uma vedeta balofa de palco.
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Agora isto de Angola é bem capaz de ser verdade. O Machamba diz que por lá baixam a bolinha e depois desabafam aqui.
E ele vive lá e não gosta de baixar a bolinha às prepotências dos sobas.
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O MEC, de vez em quando ( agora é mesmo de vez quase nunca), assina textos de antologia. Nos que vem publicando no Público, talvez um ou dois estejam nessa bitola.
No Pastilhas a fórmula eram as “receitas” e o formato, inovador entre nós, não frutificou porque neste tipo de coisas, há um número restrito de colaboradores que vale a pena ler.
Os restantes fazem papel de piscos: debicam aqui e ali e tergiversam, por incapacidade de discutir seja o que for.
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eheheh
Este José é o máximo em basófias.
Diz que conhece isto e aquilo, mas é só o que lhe mostram para ele se convencer.
Triste.
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A coisa pisca é um analfabruto de QI negativo e parvos somos nós por ainda lhe darmos troco.
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Pelos vistos já nem debicam: regurgitam.
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Zazie, totalmente de acordo no que concerne os juízos políticos de MEC. Ainda há pouco tempo o Nuno da Câmara Pereira lhe escrevia uma carta, publicada no Público, cujo tom geral lembrava o fado vadio, onde lhe perguntava o que teria feito para MEC já não amar o PPM e a sua actual liderança. A verdade é que o PPM para MEC nunca foi uma preocupação política e claro que o Câmara Pereira não podia perceber isso.
As últimas crónicas de MEC que me lembro serem verdadeiramente possuídas de génio eram as que ele escrevia no “à mesa com”, no DN. Obviamente a coisa tem vindo a rarefazer-se e no Público teve problemas, no início, a adaptar-se ao formato (parece-me que a escrita dele convive mal com o formato “sms”) mas tem vindo a subir de forma e atinge algumas vezes aquilo que esperamos dele, nomeadamente quando o assunto é pessoal. Acho que está na hora de escrever memórias (as suas).
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Até porque acho que ele podia dizer coisas sobre o jornalismo e media em geral que os restantes, por terem rabos de palha ou estarem alapados aos cargos, não podem. E isso seria mais interessante e educativo que três mestrados em Comunicação Social.
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Já cá faltavam os insultos da dupla Zazie-Zé.
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Por aí não. O MEC nada tem de bobo da corte a dizer as verdades, como tem o VPV.
O MEC está a bem com o mundo e com os mitos que lhe alimentam gostar de Portugal e coisas assim.
E vai querer ser um velho feliz em paz com todos.
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Ó Romão, tome consciência de que a política continua a ser uma coisa baixinha para muita gente.
Vcs até admitem que o MEC escreve coisas de génio.
Que coisas geniais fazem vcs para se arvorarem em críticos de génios, com essa cagança?
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#38.
É fodido a existência de um gajo depender da palavra alheia, não é? Se ninguém te ligar peva, quanto tempo levas até desistir e enfiar a fronha na almofada? Não te serve o estatuto de bibelot do blasfémias e de piscoiso ter significado de insulto? Candidata-te a fazer um Jerry Springer à portuguesa e desampara-me a perna. És tão incómodo e perigoso como um chihuahua.
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OK Romão, o teu paternalismo faz uma espuma do caraças.
O que é que dizem os teus filhos?
Continuas a não pensar que há quem pense diferente, e que só por ser diferente não é necessariamente mau.
Que mais basófias tens no menu?
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Pelo que lhe lia no Público até deixar de o comprar (há para aí uns dois meses), o MEC actual não passa de um refinadíssimo fdp.
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A diferença é que o chihuahua é capaz de ter mais tino no instinto e não chatear ninguém a querer “expor argumentos” quando ladra.
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Ora aí está a súmula (o MEC actual não passa de um refinadíssimo fdp-#41)
Não tarda que o carro dele seja apedrejado.
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E, quando se manda calar o chihuahua, ele pode continuar a ladrar ou ir dar uma curva mas também não chateia a dizer que foi problema de lhe quererem silenciar uma “opinião contrária”.
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Zazie, não te vou chamar cadela.
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#40.
Já te disse e repeti: a tua existência depende de haver gente a responder-te. E eu quero ao máximo evitar contribuir para esse peditório, porque representas toda uma espécie de criaturas que me causam repulsa ética. Mandas de quando em vez umas larachas à mini malucos do riso e insultas todos aqueles que não afinam pelo teu diapasão acusando-os da parcialidade de que não prescindes. Os meus filhos, que não são aqui chamados à conversa, foram educados para serem civilizados q.b.; no caso de na vida te encontrarem ou a clones teus, correr-vos-ão a batalhões de manguitos. De mim, é tudo. Hoje transcendeste a transparência uns quinze minutos. Diz obrigado e vai-te. Over and out.
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eheheh
Ó Romão, fala da tua existência que talvez haja crédito.
Falares da existência de quem não conheces, a não ser por uns excertos da net, que podem ser teatralizados, ou és ingénuo ou julgas que os outros são parvos para acreditarem nas tuas tretas.
Triste.
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Não me lembraria dessa.Mas é verdade,o pisca coisas parece saído dos doidos do riso.
Quando o assunto é sério,sai asneira.
Depois tenta responder a pessoas que têm opinião própria,logo ele que não tem nada na cabeça para lá da K7 socratino/Pinto costal.
Que cretino,ahahaha!
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Chihuahua é um cão, não é?
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Mas o tema é a família Dos Santos e a condescêndencia/compadrio com os sucessivos governos/interesses privados deste Portugal no Paìs das Maravilhas…ou a defesa de JEA e critica a MEC ???
É que se o tema ou objectivo do post é simplesmente atacar a opinião/crónica de MEC no Público…muito fica por dizer e em dívida se encontra HM com as suas crónicas…não defende o Reinado Dos Santos mas defende a McroPotência Israelita !!!
Solicitam-se esclarecimentos…
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A HM não gosta dos governos africanos.
E nisso dou-lhe razões de sobra para não gostar. O motivo é sempre este, quando se fica por África.
Se for mais para outras bandas do Próximo Oriente é que é capaz de ficar mais ceguinha que todas as “filias” do MEC possam provocar.
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Já vi que ninguém te liga a não ser os cães.
Estás lixado!
Já ninguém dá para o peditório do socialismo da treta e da aldrabice.
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#49
Com que então,gosta de falar com cães…e eles respondem-lhe?
Deixe cá ver…tem tido tremuras,perdas de equilíbrio?
Perda de consciência já vi que não,a bossa da consciência está vazia.
Oh diabo,isto está pior do que previa…você precisa de pôr um cérebro aqui dentro..não tem frio com tanto espaço vazio na cabeça?
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É como a religião. Política é como a religião, que se pode seguir esta e aquela ou enojar-se a alma de todas, à vontade, só não devendo criticar nenhuma, em geral ou particular.
E assim no que respeita à política deste país e daquele, que, quando se critica é mais por apostarmos na mais intolerante e global.
Pois quem pode já tolerar país que arrogue a liberdade de passar ao lado da máfia que domina o mundo, sem se perverter?
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Como é possivel haver pessoas que se calhar nam se conhecem, (ou conhecem?) virem praqui insultarem-se umas às outras, e discutir as ganzas do MEC. O MEC, diz o que acha que deve dizer, mesmo que aquilo não queira dizer nada. Como ele tem que publicar todos os dias uma cronica no Publico que está numa fase praticamente que não se pode ler, ele limita-se a acompanhar a onda. Quanto ao que se passa em Angola, que é o que está aqui em causa, acho bem que a Zazie, o Romão, o Piscoiso mais a canzuada desconversem, porque não devem perceber nada do assunto.
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O MEC teve a sua época. A época do Independente do Paulo Portas, mas com o seu estilo de escrita tipicamente britânico também trouxe o estilo mercantil.
Tu gostas de mim eu gosto de ti, depois fazemos contas. Com isso moldou uma série de novos jornalistas e leitores.
Fazendo o balanço desses tempos vemos que nem tudo foi grátis nem corajoso.
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“Chihuahua é um cão, não é?”
não, é só o projecto. tens que pôr fermento e levar ao forno.
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