Saltar para o conteúdo

Citações – II

29 Janeiro, 2010

Era uma vez uns senhores muito malvados. Dotados de poderes inimagináveis, obrigaram os bancos centrais a baixar as taxas de refencia para níveis absurdamente baixos. Cheios de dinheiro, os desgraçados dos bancos comerciais financiaram investimentos imobiliários à parva, muitas vezes sem qualquer tipo de colateral. Induzidos em erro pelos farsantes, os governos promoviam o investimento imobiliário através de isenções, beneficios fiscais e leis que visavam “democratizar o crédito”. Na sua cândida ilusão, aproveitavam o dinheiro barato (garantido pelas impressoras do banco central) para promover todo o tipo de “investimento estruturante”. Inocentemente, reduziam o défice aproveitando o aumento da receita fiscal e usando alguma “contabilidade criativa”.

Mas eis que um dia ao acordar descobriram que tinham promovido investimentos inúteis, que muita gente não tinha condições para pagar os empréstimos contraidos e que com a diminuição da receita fiscal o défice disparava. Mesmo assim acharam que a melhor solução era continuar a gastar à parva. E depois vieram novamente os senhores malvados e aumentaram os juros.

Miguel Noronha, no Insurgente

23 comentários leave one →
  1. Lusitânea's avatar
    Lusitânea permalink
    29 Janeiro, 2010 17:50

    E como os pedreiros precusavam de mão de obra baratinha o Sócrates fez-lhes a vontade e com a humanista e nada traidora Lei da Nacionalidade eis agora que tem um milhãozinho de africanos nos braços dele e por acréscimo nos nossos bolsinhos…

    Gostar

  2. Lusitânea's avatar
    Lusitânea permalink
    29 Janeiro, 2010 17:52

    Agora é só “social” e mesmo assim os canos serrados não dão descanso…

    Gostar

  3. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    29 Janeiro, 2010 18:04

    Os juros baixos foram uma decisão política provocada pelos custos cada vez maiores do Estado Social no Ocidente. Agora acabou a festa.

    Gostar

  4. Desconhecida's avatar
    mussulo permalink
    29 Janeiro, 2010 18:11

    Tens razão lusitânea, nós temos tanta terra para lavrar não sabemos o que eles andam aí a fazer. Vocês têem pelo menos 2 milhões de gente a mais no rectângulo, um (idosos e crianças miseráveis)vai à vida paulatinamente com a fome e o frio que os xuxas lhes vão fazer passar, embora esses factos sejam sempre escondidos pelos jornalistas comprados a granel. Do outro milhão metade são irmãozinhos que andam aí a portar-se mal e outra de brancos desempregados entre os 20 e 40 anos se não quiserem morrer à fome com ou sem a mãozinha ao peito.

    Gostar

  5. Desconhecida's avatar
    musaraigne permalink
    29 Janeiro, 2010 18:12

    V.s são todos uma cambada de retardados mentais.

    Este então é dos piores. Um Anacleto às avessas a falar do que não sabe.

    Gostar

  6. Desconhecida's avatar
    musaraigne permalink
    29 Janeiro, 2010 18:14

    Este imbecil já tinha feito um post há uma data de tempo onde garantia que todos os “funcionários da FED” são eleitos pelo Congresso.

    Nem vale a pena. A tinamonga era capaz de escrever melhor.

    Gostar

  7. Desconhecida's avatar
    musaraigne permalink
    29 Janeiro, 2010 18:15

    E depois falam como os padrecos e comunas, sempre com as charges morais.

    Imbecis.

    Gostar

  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    29 Janeiro, 2010 18:16

    vai apanhar no munhanho

    Gostar

  9. Desconhecida's avatar
    agonia permalink
    29 Janeiro, 2010 18:56

    Ouvi agora que em Davos também dizem mal de nós.
    Não vai lá ninguém que os prenda?
    Assim não pode ser.
    Temos o melhor pm do mundo, o mais eficaz m. finanças da europa, os aventais mais brancos da europa. Nem assim?

    Gostar

  10. Desconhecida's avatar
    al harem permalink
    29 Janeiro, 2010 19:51

    Do bartolomeu da 4ª república a propósito da ministra da gripe:
    “A sinhuora meninstra, é mazé munta esperta!!!
    Cumprou bacinas a maiz prágroa as bender pro dobro daquilo que lhe custaram.
    Indávemos daver nas feiras dazáldeias impeleirada na trazeira da carrinha, de mecrofóne depindurado ao pêto ápregoar:
    “Ora benham cá meus queridos benham ber a mrecaduria…axeguem-samim que pra ver num págam nada… olhem mesta cólidade, bacinas fresquinhas… ecanto qué bocêiz jugam que custa este lote de 3 peças? Não sinhuore.. não les bai custar dés… nem binte… nem trinta… nem cequenta… bailhes custar os oilhinhos da cara… mas bão puder pagar em pestações suabes até doiz mil e binte… ou mais… ou mais”

    Gostar

  11. Desconhecida's avatar
    Insurgente permalink
    29 Janeiro, 2010 20:09

    É mesmo só atrasados mentais aqui a comentar. Tenho a certeza,e como diz Belmiro de Azevedo, nunca nenhum destes comentadores e fazedores de opinião, passou uma noite sem dormir por ter de pagar salários

    Gostar

  12. Desconhecida's avatar
    mu-sa-raigne permalink
    29 Janeiro, 2010 20:19

    Ainda têm dúvidas?

    Eu já sabia que os nossos experts financeiros, o mais que conseguem é argumento à Manelinho da Mafalda .

    São tinasmongas a falar de mercearia.

    Gostar

  13. Desconhecida's avatar
    Valdevinhas permalink
    29 Janeiro, 2010 20:58

    Sobre a gripe A:
    “a Europa gastou 5 mil milhões de euros e o pequeno Portugal esbanjou 45 MILHÕES em vacinas e antivirais contra a Gripe A, de cujas quantidades adquiridas por toda a Europa só foram aplicadas cerca de 5 por cento, porque as populações quando começaram a perceber a fraude recusaram em massa “o tratamento”. Houve contudo governos que se recusaram por impossibilidade financeira a”entrar no negócio da vacina”; entre eles esteve o da Ucrânia. Nos dias seguintes à recusa a doença espalhou-se pelo país numa forma altamente mortifera.”
    Ver o resto da história no:
    http://xatoo.blogspot.com/

    Gostar

  14. Lusitânea's avatar
    Lusitânea permalink
    29 Janeiro, 2010 21:13

    Ó Mussulo
    Terra para lavrar têm de certeza os angolanos muita.Mas não a andam a lavrar porquê?Por falta de mão de obra?Ao que ouvi dizer até os chineses são baratinhos…
    Os portugueses que se arriscarem a novas aventuras de “investirem” naquilo que já foi de outros Portugueses irão apanhar outra banhada.Se aqui em Portugal branco é caçado e só cá andam 10% imaginem num país com noventa e tal %…
    Quem gostar de roleta russa que arrisque…

    Gostar

  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    29 Janeiro, 2010 21:24

    não a andam a lavrar porque isso não tem nada a ver com eles , acho. andaram prá lá séculos na boa , a caçar e batucar , de pirilau e mama ao leú ( que faz um grande calor por lá ), até há uns 5 atrás serem incomodados pelos branquelas. agora aturem-nos.

    Gostar

  16. Desconhecida's avatar
    Observador da decadência permalink
    29 Janeiro, 2010 22:03

    Que parvoíce

    Gostar

  17. anonimo's avatar
    29 Janeiro, 2010 22:16

    As anedotas somam e seguem

    Constâncio quer pagar a quem denunciar crimes económicos.
    Sistema já é usado noutros países e pode incentivar pessoas a denunciar terceiros
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-europa-constancio-crimes-economicos-denunciar-dinheiro/1135431-1730.html

    Gostar

  18. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    29 Janeiro, 2010 22:25

    Parvoíce é pouco. Eles querem fazer humor moralista mas depois escrevem estas larachas à “levanta-te e ri”.

    Gostar

  19. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    29 Janeiro, 2010 22:28

    estes têm piada e conseguem perceber melhor a crise que os libero-tontos

    Gostar

  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    29 Janeiro, 2010 22:53

    apoio a ideia do constancio , 17. onde é que o posso denunciar? vou começar por ele e depois continuo pelos colegas todos que rebentaram com o país. vai ser só facturar !!

    Gostar

  21. Eduardo F.'s avatar
    30 Janeiro, 2010 01:23

    «Era uma vez uns senhores muito malvados. Dotados de poderes inimagináveis(…)» Lembram-se do temível Gordon Gekko? É um deles!

    «(…)obrigaram os bancos centrais a baixar as taxas de refencia para níveis absurdamente baixos». Coitado do Bernanke obrigado – contra a sua vontade – a fazer o que não queria, tal como já tinhah acontecido com Greenspan.

    «Induzidos em erro pelos farsantes, os governos promoviam o investimento imobiliário através de isenções, beneficios fiscais e leis que visavam “democratizar o crédito”.» Pois foi! Já o coitado do Clinton tinha sido ludibriado, tal como agora Sócrates ou Zapatero voltaram a ser enganados e – pasme-se – enganados continuam a ser por estas pérfidas criaturas.

    «Mas eis que um dia ao acordar descobriram que tinham promovido investimentos inúteis, que muita gente não tinha condições para pagar os empréstimos contraidos e que com a diminuição da receita fiscal o défice disparava. Mesmo assim acharam que a melhor solução era continuar a gastar à parva. E depois vieram novamente os senhores malvados e aumentaram os juros.» Pois é, malvadas agências de rating. Que legitimidade têm estas entidadse sem rosto, não eleitas, para impedir que os governos levam à prática as políticas necessárias para sair da crise?

    Gostar

  22. Piscoiso's avatar
    30 Janeiro, 2010 01:45

    Resmas de agentes económicos que venden banha de cobra sofisticadamente.

    Gostar

  23. lili's avatar
    30 Janeiro, 2010 12:55

    Benefícios fiscais custam 1.100 milhões de euros ao Estado
    Isenções, reduções de taxas, deduções e amortizações

    Os benefícios fiscais custaram quase 1,1 mil milhões de euros ao Estado em 2007, mais 21 por cento do que o registado no ano anterior, de acordo com a Conta Geral do Estado, refere a «Lusa».

    O documento sobre as contas públicas portuguesas, entregue segunda-feira no Parlamento, mostra que em 2007 a despesa fiscal com benefícios fiscais foi de 1.094 milhões de euros, contra os 905 milhões verificados em 2006, valores que correspondem a impostos que deixaram de ser arrecadados.

    O valor total dos benefícios fiscais corresponde a 0,7% da riqueza produzida em 2007.

    As isenções, as reduções de taxas, as deduções à matéria colectável e à colecta, as amortizações e as reintegrações aceleradas são alguns exemplos de benefícios fiscais.

    A maior fatia recaiu sobre o IRS, representado 37% do total dos benefícios fiscais, e sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, onde os benefícios representaram 24% do total, incluindo benefícios para biocombustíveis e energias verdes.

    Os benefícios fiscais em sede de ISP duplicaram o seu peso na receita líquida do Estado e aumentaram 9% face ao ano anterior.

    Quanto ao IRC, os benefícios fiscais somaram 235 milhões de euros, mas caíram 6,5% face ao ano anterior, com as deduções ao rendimento a serem os principais responsáveis por esses benefícios.

    Em sede de IVA, o Estado deixou de arrecadar 99 milhões de euros devido aos benefícios fiscais, valor próximo dos 95 milhões verificados com os benefícios do Impostos Automóvel (IA) e Imposto sobre Veículos (ISV).
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/iol/968365-1730.html

    Gostar

Deixe uma resposta para musaraigne Cancelar resposta