“Que vá para longe” *
Como é típico dos lugares onde a auto-estima (também) está em défice, quase todo o País político incensou a escolha de Constâncio para vice-presidente do BCE – transbordaram as loas labregas sobre a ‘honra’ que todos deveríamos estar a experimentar.
Sejamos claros: o período de Constâncio no BdP corresponde àquele em que a nossa Economia esteve pior governada nos últimos 20 anos.
Constâncio foi conivente com todas as derrapagens de Guterres, deixou passar os truques orçamentais de Ferreira Leite e foi pouco mais do que um cúmplice político de Sócrates. Pior: a supervisão bancária baqueou de um modo nunca visto com os casos BCP, BPP e BPN.
Pelos vistos, os alemães não se importaram muito com isso – a verdade é que tanto lhes faz meter lá um português ou um maltês.

Que vá para longe o inútil. Já bem nos basta por cá socas a borlão.
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Ao seboso postador adorador de sandes de leitão ninguém lhe reconhece capacidade de auditar o trabalho do homem. Não se ponha em bicos de pés pois pode ser que a barriga lhe descaia e bata com as fuças no pavimento.
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Pelos vistos todos os que apoiam Constâncio para vice do BCE são incompetentes.
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tens que ter paciência amorim, é o que há disponível, os outros estão presos ou a aguardar julgamento. o tavares moreira tinha sido uma boa escolha, mas acho que ainda está em liberdade condicional.
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CAA tinha obrigação de saber porque é que os alemães puseram o idiota no lugar, pelos vistos não tem tempo de se informar.
Público.
A nomeação de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) teve sobretudo a ver com a escolha do futuro presidente alemão da instituição, uma situação “perigosa” que prenuncia o desenvolvimento de um “directório na gestão da zona euro”, denunciou ontem Didier Reynders, ministro belga das Finanças. Na decisão tomada na segunda-feira à noite pelos ministros das Finanças do Eurogrupo, ontem confirmada pelos titulares da totalidade da União Europeia (UE), “escolheu-se muito mais um presidente alemão para o BCE do que o vice-presidente”, afirmou Reynders a um grupo de jornalistas no final da reunião dos Vinte e Sete. Acima de tudo, com a decisão sobre Constâncio “anuncia-se quem será o próximo presidente do BCE”.
A acusação de Reynders reforça a convicção generalizada em Bruxelas de que a nomeação de Constâncio resultou acima de tudo de um acordo concluído entre a França e a Alemanha e negociado com a maioria dos outros países para a partilha dos dois cargos de topo do BCE. A lógica é que a escolha de Constâncio para “número dois” do BCE, tido como uma “pomba” na gestão de uma política monetária sensível às necessidades do crescimento económico e originário de um pequeno país do Sul da UE, garante que a presidência (que ficará livre em Outubro de 2011) será assumida por um “falcão” partidário do combate firme à inflação e proveniente de um grande país do Norte. Ou seja, Axel Weber, presidente do Banco Central Alemão, que Berlim quer ver suceder ao francês Jean-Claude Trichet, cujo mandato termina no próximo ano. O que reduz drasticamente as possibilidades do candidato italiano, Mario Draghi, cujo perfil é considerado próximo do de Constâncio.
Reynders reconhece que “é preciso ter em conta alguns equilíbrios” na UE, mas insiste que os postos europeus sejam preenchidos em função dos méritos próprios dos candidatos e não em resultado de acordos nebulosos impostos por alguns países. “Temos de ter cuidado para que não se desenvolva uma espécie de directório na gestão da zona euro e da UE”, afirmou, interrogando-se: “Será que vamos deixar instalar-se uma situação em que são alguns Estados que decidem?”
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Não sei avaliar as qualidades de VC, que suponho serem muito boas na sua especialidade.
Agora, como cidadão fiquei um pouco desiludido com a forma como actuou o BP na história dos BPN e BPP.A imagem que nos deixou, foi uma imagem de que tudo afinal, nesta coisa da finança rola de forma livre. Até p0ode ser que o problema da má supervisão não seja da sua responsabilidade directa, (acredito não é ele que vai directamente ver papeis, fazer auditorias…) mas como responsável máximo do BP terá que assumir as suas responsabilidades. Acompanhei no canal parlamento as declarações de VC, as suas justificações, e francamente não foram do meu agrado. Quando uma instituição como o BP não detecta irregularidades que devia detectar, pelo facto de desempenhar de forma menos “profissional” a sua actividade fiscalizadora, então cabe ao seu responsável assumir os erros e não apresentar justificações que em muitos momentos roçaram o ridiculo. O mal aconteceu, o mal está feito, deve tirar-se conclusões e VC devia ser o primeiro a fazê-lo, é para isso que ele é pago. Assumir as desgraças só lhe teria ficado bem, para isso bastava ter apresentado a sua demissão.
Não o fez, está mal, é um mau sinal para o cidadão, é um mau exemplo dado pelas instituições do Estado.
A sua ida para o BCE, nao representa nada de especial, é um cargo politico, resultado de manobras politicas, de combinações politicas, afinal de contas ao jeito de um senhor que para além de economista também é politico e por isso mesmo é escolhido para o cargo.
VIVA PORTUGAL
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O pior é a massa que ele, o mais bem pago do mundo, vai deixar de ganhar, depois de alemão sabe peva e está frio que se farta.
Uma desgraça nunca venm só.
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Para os alemães nada é a mesma coisa porque são rigorosos nas suas escolhas.
Incompetentes é que nunca escolhem, o que seria para eles um sintoma de incompetência.
Mas isto sou eu, que não sei nada de economia.
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Que alguém nos livre dos… juristas… 🙂
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pois, por acaso não, porque o que se fala aqui é de uma escolha política e não económica. Mas pelo andar da carruagem, bem será melhor não tentar a política.
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Desde que saiba articular “Jahwohl” nos momentos pre-determinados, este pau-mandado não terá com que sepreocupar.
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Não é que já não soubessemos da “qualidade do artista” mas nunca é demais divulgar pois o artista teve sempre ao seu dispor meios infinitamente mais poderosos de divulgação:
Num esclarecimento do chefe da Casa Civil do Presidente da República divulgado no ‘site’ de Belém, o chefe da Casa Civil refere que decidiu tornar pública a carta que enviou ao director de informação da SIC«desmentindo afirmações feitas por um jornalista» depois de ter tomado conhecimento de que o seu nome foi hoje referido nas audições em curso na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura a propósito da missiva enviada a 8 de Janeiro de 2009.
Na carta, José Manuel Nunes Liberato recorda as afirmações de Mário Crespo na edição do dia anterior do programa ‘Nós por Cá’, quando o jornalista falou sobre o relacionamento da Presidência da República com a comunicação social referindo-se a uma «prática que tem algo de crónico, algo de preocupante».
Quando instado a precisar essa afirmação, Mário Crespo respondeu que «a mesma consistiria na transmissão deliberada de notícias inverídicas aos órgãos de comunicação social, que qualificou de ‘armas para substituir a formalização de uma comunicação de uma instituição da República por uma mensagem passada subliminarmente através da imprensa’», lê-se na carta enviada por Nunes Liberato.
Ainda de acordo com o que é relatado na missiva, Mário Crespo terá ainda dito que «essa prática é atentatória da liberdade de imprensa, encontrando-se os órgãos de comunicação social a ser vítimas de um ‘assédio sistemático de fontes, que marcam a agenda com mensagens que provavelmente não querem assumir sendo dadas na primeira pessoa’».
«Cumpre-me informar que os factos referidos pelo jornalista Mário Crespo são absolutamente falsos e não possuem a mínima correspondência com a realidade», sublinha o chefe da Casa Civil na carta.
Hoje, na comissão parlamentar de Ética, o jornalista Mário Crespo voltou a afirmar que o chefe da Casa Civil da Presidência da República enviou no ano passado uma carta «em papel timbrado da presidência para a administração da Impresa».
A afirmação foi reiterada depois de o jornalista ter há alguns meses abordado o assunto numa crónica no JN.
«Porque é que em Portugal, em 2009, Nunes Liberato usa papel oficial da Presidência da República para falar de mim e do meu comportamento editorial à administração de quem me dá emprego?», escreveu na altura.
Na carta enviada ao director de informação da SIC há cerca de um ano, o chefe da Casa Civil justifica ainda a decisão de desmentir as declarações de Mário Crespo, argumentando que não se trata de «uma opinião, de uma apreciação crítica subjectiva ou de um juízo valorativo».
«Constituem afirmações sobre uma prática alegadamente adoptada pela Presidência da República no seu relacionamento com os órgãos de comunicação social. Ora, na medida em que tal prática é imputada a uma instituição como a Presidência da República, cumpre-me informar que os factos referidos pelo jornalista Mário Crespo são absolutamente falsos e não possuem a mínima correspondência com a realidade», salienta Nunes Liberato.
Numa missiva dividida em sete pontos, no ponto seis Nunes Liberato reforça ainda a Presidência da República não comenta emissão de juízos de valor, opiniões ou insinuações por parte de um profissional da comunicação social, mas no caso estava-se perante «afirmações de cariz factual que são totalmente inverídicas».
Nunes Liberato reitera ainda que «jamais» a Presidência da República utilizou os métodos que lhe são imputados pelo jornalista Mário Crespo, «em afirmações que não podem deixar de se considerar extremamente graves e lesivas do bom nome de uma instituição da República, bem como da honra de todos quantos nela trabalham».
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Caro CAA, sabendo-se que a política monetária se esgueirou pelas malhas da implementação da moeda única, em que é que o Banco de Portugal pôde contribuir para o desenvolvimento económico do país?
supervisão? veja o caso dos Bncos americanos e ingleses… leia os relatórios produzidos durante as investigações do Senado americano e ficará a saber que a supervisão, tal como enquadrada juridicamente, dá pouco espaço de manobra aos governadores dos bancos centrais!… e não me vai dizer que o director da reserva federal é incompetente e gere mal os seus “dossiers”.
Não aprecio o estilo de gestão do nomeado, mas não me atrevo a fazer certas observações deste tipo!
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Convinha que aprendesse a escrever Português (pelo menos, antes de criticar o Presidente por lapsos de dicção). PIOR GOVERNADA é asneira ainda maior do que a prosápia que exibe constantemente. Vá lá, procura saber!
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a inveja é pecado, CAA.
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A competencia tecnica de Constancio não está em causa: ele é um economista de reconhecidos méritos. O problema dele, é a sua desonestidade politica, que o levou a apoiar os golpes do Sócrates e a fingir que não via o que se estava a passar com os bancos prevaricadores, exactamente para atingir este designio. Constancio gostaria de ter sido comissario europeu, só que ninguem o convidou. Para atingir um lugar europeu com visibilidade, restava-lhe o BCE. Apesar de a influencia do governo portugues não contar para nada, se ele não tivesse o apoio do ministro das finanças no conselho, não tinha hipoteses de ser escolhido. Por isso não hesitou em por em causa a sua reputação interna. Amor com amor se paga, e quem fica a perder com a sua actuação, são os portugueses.
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O que aconteceu ao post que estava acima deste?
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8.Piscoiso disse
18 Fevereiro, 2010 às 1:07 pm
Para os alemães nada é a mesma coisa porque são rigorosos nas suas escolhas.
Incompetentes é que nunca escolhem, o que seria para eles um sintoma de incompetência.
Mas isto sou eu, que não sei nada de economia.
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se já leu alguma coisa posta aqui , e se não fosse POSCOISO já teria concluido que a escolha do Vitor
vem em consequência de jogos de bastidores na UE.
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Atão e o “CHERNE”, foi escolhido pra quê ?
Só o pobre do Santana, nem pra porteiro da CEE o escolhem !
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QUE VÁ PARA O DIABO QUE O CARREGUE, QUE NÃO DEIXA SAUDADES NENHUMAS.
JÁ AGORA QUE LEVE O SÓCRATES COM ELE PARA O SECRETARIAR!
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Agradeço a CAA por não ter publicado um comentário que fiz há cerca de 1 hora atrás. Não percebo o que o levou a isso, pois injuriei ninguem, limitei-me a emitir a minha opinião acerca da nomeação de Constancio para o BCE. Só se foi por ontem ter dito aqui que instrução não é sinonimo de boa educação. Ou então está cheio de azia depois de ler a entrevista de PPCoelho no Publico de hoje, onde demonstra mais uma vez a sua falta de condições para ser lider do PSD.
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# Na mouche.
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«Agradeço a CAA por não ter publicado um comentário que fiz há cerca de 1 hora atrás.»
Alexandre Carvalho da Silveira,
Pela minha palavra de honra, asseguro-lhe que não sou responsável pelo facto que relata. Publiquei a posta ao fim da manhã e só agora voltei ao blogue.
Republique o comentário, s.f.f.
Só se apagam os que são injuriosos.
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Alexandre Carvalho Silveira e CAA,
Já libertei comentário retido em caixa de spam, sem que saiba porque lá foi parar.
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# 24.
Vai ter muito trabalhinho, Gabriel. Os maluquinhos dos avatares a berlinde não vão largar o JMF.
Isto vai tornar-se um Espectro em 3 tempos e ainda vão ter saudades do tempo em que só tinham de me bloquear a mim por chamar canibal reformado ou palerminha a tolinhos.
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O bufo ferreira nem vai dormir. Vai ser bloqueio 24 horas por dia.
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O Vitinho vai cheio de boas referências e com um historial de estalo.
A supervisionar daquela maneira, os alemães já esfregam as mãos de contentes.
Melhor só o Teixeira dos Santos.
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“Vai ser bloqueio 24 horas por dia.”
querias dizer bloqueado
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6.83
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Parece bastante surreal a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu. Não só porque houve um “casamento” de conveniência feito em Bruxelas entre franceses e alemães, mas principalmente pelo seu péssimo desempenho no cargo de Governador do Banco de Portugal. Não se deve escamotear escândalos como os do BPN e BPP nem tampouco desresponsabilizar o papel fiscalizador do Banco de Portugal. Se o seu responsável falhou na supervisão bancária e inclusive foi censurado pelo partido do qual já fez parte, não sei como poderá ter êxito na política monetária europeia. Assim, deveria haver mais prudência em torno desta nomeação para que nem o patriotismo de ocasião rejubile.
http://dylans.blogs.sapo.pt/
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