A.H.
Com o azar de lhe ter saído na rifa os 100 anos da coisa republicana, o segundo centenário daquele que foi provavelmente um dos maiores intelectuais da história portuguesa, que hoje se assinala, passa praticamente em claro. Sem comissões de festas ou pagens da corte verde-rubra, apenas 2 ou 3 conferências, sucintas referências em alguns jornais e nada mais. O que até não ficará mal a um liberal empedernido de tão velhos costados. Do que fui encontrando hoje por aí, gostei deste trecho de Oliveira Martins (via):
«E quando, ele que observara impenitente o velho Portugal, abandonado ao lodo utilitário os seus coevos, via também a mocidade mediocremente respeitosa por essa religião do Indivíduo que era a sua; quando via as tendências centralistas e socialistas – confessas ou inconscientes – dominarem nos governos e oposições, nos partidos conservadores e nos revolucionários, ele chorava, outro Isaías, sobre as ruínas do templo abatido, sem reconhecer que as pedras desse edifício derrubado já começavam a formar um novo monumento.»

Gabriel, o Centenário de A.H. passa despercebido intencionalmente. Um dos pais do Liberalismo – logo, do sistema representativo dos nossos dias – e feroz inimigo da ficção “republicana”. Seria terrivelmente contraditório, se o regime de todos os equívocos se se desse ao trabalho de promover a esquecida figura de um dos pais da modernidade institucional. Não lhes convém.
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Para actual nomemklatura comemorar Alexandre Herculano é contra-natura.
Interessa-lhes é comemorar o lixo da I República, a Maçonaria, a Carbonária, as roubalheiras e a omnipresente «ética republicana»!
Comemorar a seriedade, o respeito, o rigor intelectual, a politica como serviço público, a ideia da pátria, o trabalho e a parcimónia, não é para esta gente que é capaz de roubar uma Europa inteira!
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Já agora, caro Gabriel, umas palavras de Herculano:
«Olhamos impassivelmente para as doutrinas republicanas, como olhamos para as monárquicas. Não elevamos nenhuma a altura de dogma. Não nos cega o fanatismo, nem perguntamos qual delas tem mais popularidade. É já tempo de examinar friamente, e de discutir com placidez, qual dos dois princípios pode ser mais fecundo para assegurar a liberdade e, depois da liberdade, a ordem e a civilização material destas sociedades da Europa, moralmente velhas e gastas. Persuadidos de que a monarquia, convenientemente modificada na sua acção, resolverá melhor o problema, preferimo-la sem nos irritarmos contra os seus adversários; sem os injuriarmos, sem acusar as suas intenções, recurso covarde de quem desconfia da solidez das próprias doutrinas. A nossos olhos a monarquia existe pelo povo, e para o povo, e não por Deus e para Deus. A existência de um poder público, de um nexo social, é o que se estriba no céu, porque a sociabilidade é uma lei humanitária. A revelação divina confirmou este facto achado também no mundo pela filosofia política. “Por mim”, disse a voz do Senhor, “reinam os reis, e os legisladores promulgam o que é justo”. A sabedoria suprema supôs a autoridade na terra: não curou de que fosse só um que a exercesse, ou que fossem muitos. Aprendamos a tolerância política nas divinas páginas da Bíblia.»
Percebe-se o porquê do silêncio do moribundo regime. Herculano não interessa.
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Bom post, Gabriel e boa pontaria no texto do Oliveira Martins.
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A jacobinagem não há-de suportar o Alexandre Herculano.
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Posso fazer um pouco di publicidadji?
Sou competente,potente e discreto,desloco-me a casa.
Mi liga,vai!
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Puxa,meu nomi sáiu cortado.Fico até sem jeito.
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Como diz o Nuno C.B., e bem, não interessa comemorar uma figura como a de Alexandre Herculano. Ele faz parte do vazio pré-democrático criado pelos paladinos da República. Se antes de 1910 não existia liberdade, como querem fazer passar as Comemorações do Centenário, a figura de Alexandre Herculano, ainda por cima fiel à ideia de monarquia constitucional, anula-se neste revisionismo histórico. O que não deixa de ser irónico para quem, como Herculano, se insurgiu com o «mito histórico». Ele, que ousou discutir o milagre de Ourique, sorriria hoje perante o milagre de cosmética com que a historiografia tem presenteado a deusa da República Portuguesa.
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“Um político búlgaro perdeu o cargo para o qual foi eleito por ter sido apanhado a tirar leite de uma vaca virtual no «Farmville», jogo do Facebook, durante uma reunião da autarquia.”
Como se chama mesmo o tipo?…Lello…ou algo assim…
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as abéculas coroadas começaram a poisar
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Acérrima defensora do municipalismo foi nesse homem agora esquecido que fui encontrar, porque um dos grandes baluartes do seu pensamento,apoio para a tese descentralizadora: « A descentralização é a condição impreterível da administração do país pelo país – a redução dos grandes círculos a círculos de eleição singular, que um dia possam servir à restauração da vida municipal, da expressão verdadeira da vida pública do país, e de garantia da descentralização administrativa, como a descentralização administrativa é a garantia da liberdade real ».
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a vantagem destes liberais é serem sociais democratas de manhã, democratas sociais à tarde e populares monárquicos à noite, fazem tripla e não acertam.
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Esta avantesma do ferreira até chama monárquicos aos admiradores do Alexandre Herculano.
O tipo é um calhau.
Vai telefonar ao Carlão e desaparece daqui, grande grunho.
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olha! acordei a rainha da má educação, um gand’avé pra ti tamém.
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É curioso…o maior historiador português do Séc XIX era AH, no Séc XX terá sido AH Oliveira Marques…ambos maçons e personas não gratas das eminências pardas…terá sido uma reencarnação??
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Gastão de Brito (15). Diga-me lá como é que o AH de Oliveira Maques não era persona grata das eminências pardas? Tinha valor, mas ee era uma dessas eminências pardas!
Quanto ao anónimo das “abéculas”: se assim nos considera, deixe aqui alguma mensagem que prove tal coisa, ou melhor, deixe um testemunho que mostre a sua republicana superioridade. Hoje em dia, ser monárquico é quase como um sinal de distinção de toda a lixeira em que o país se transformou. É mesmo uma honra!
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Sr. Nuno Castelo Branco:
Hoje em dia alguém assumir-se como «republicano» devia dar azo a processo-contraordenacional e dez chicotadas em cima no lombo!
Estas abéculas «republicanas, laicas e socialistas» rebentaram com um país de 900 anos.
Deviam ser julgados por crimes de lesa-pátria!
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porque não me agradam alguns mal-entendidos que alguns estão extensivamente a fazer sobre o que escrevi, reafirmo que sou em termos de ideia politica de estado, republicano, com todas as letras e que detesto a ideia monárquica, seja via uterina ou espermatozóide.
Coisa diferente é, no que eu me queria referir, apontar erros, abusos e degenerências concretas da forma republicana.
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oh château brillant vai brincar às bandeiras com o darth vader e se trocares a de belém paga-te um cartucho de pastéis. não vale outsoucirng de tóxico-ex-independentes.
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Gabriel, não existiu qualquer mal-entendido. Se quiser vedar os comentários aos acesso aos monárquicos, bastará fazer um aviso prévio. Cá por mi, detesto visceralmente a ideia republicana, seja ela regorgitada ou via intestinal. Apontar erros e degenerescências concretas da forma republicana, é uma “pescadinha de rabo na boca”.
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acesso está a mais….
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Quem é calhau, quem é?
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#13
Quem é calhau, quem é?
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V.s. Os calhaus que tomam Alexandre Herculano por um monárquico quando ele foi um liberal que não se deixou levar pelo jacobinismo.
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E para não fazeres perguntas estúpidas a dobrar vai ligar ao Carlão, quando o ferreira desligar.
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Também me conheces?
Por esse nome não estou a ver…
És mulher ou homem?
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Eu não gosto de heróis, como bem disse Herculano.
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Não era isso que dizias quando me chamavas meu herói.
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Aquilo da Menorca é mais outra mentira. A coisa é Maiorca mesmo!
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Caro Gabriel
Bem observado o seu post, mas, mal-entendido será ignorar o facto de a choldra em que se transformou este país – república, e respectivos acólitos, incluída – ser a causa de se ignorar homens da estatura moral e intelectual de Alexandre Herculano. Não sei o que vê de errado em dizer que as instituições e respectivos defensores de um regime representativo e constitucional terem suas origens na monarquia. Mas fique com a sua tão estimada república, uma vez que ela lhe dá tantas alegrias!
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Nesta efeméride, o que faz e promove o governo civil e a câmara de Santarém ?
Também, o que prepararam, fizeram e promoveram os ministérios da cultura e da educação, a Assembleia da República, a ANMunicípios Portugueses, entre outras entidades “distraídas” ?
Pouco mais do que nada e nalguns casos, a incultura dos eleitos e dos nomeados, aliada ao laxismo, “esquecem” um grande vulto deste país.
Também é certo que enaltecer e revelar AHerculano neste período de corrupção, de mentira, de javardice, não convém a uns quantos…
Só um país (maioritariamente) merdoso, ignorante, pobrete mas alegrete e governado por um yuppie sem consistente formação política, cultural, nem cristalino comportamento cívico, passa ‘ao lado’ da vida e obra de AHerculano.
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Carlão, eu tive uma heroína que foi a tua mãe quando estava grávida.
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oh dona! javarda e merdosa és tu.
(2ª. via, anterior foi censurado)
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Uma das grandes confusões históricas dos nossos dias, é a de confundir a República com a Democracia. Se as pessoas pensarem, isso não passa de uma mera mistificação, para não dizer falsificação. Se assim não fosse, tinha de se considerar o Estado Novo um regime democrático, pois manteve a forma de regime republicana de 1910.
A discussão Monarquia/República só pode ser, na actualidade, de forma e não de conteúdo. O conteúdo será debater-se a forma da Democracia que será aceite pela grande maioria dos monárquicos como Herculano foi; a forma de regime é que poderá ser monárquica ou republicana. Como tal, não considero sequer, que o artigo 288-b da CRP impeça a reinstauração da forma monárquica de regime. O que proíbe, sim, é a alteração da forma republicana de governo – que hoje se entende por forma de governo democrática – que está, sem excepção, presente em todas as Monarquias europeias.
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também sou pela restauração monárquica, cá em casa não entra kfc.
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Texto comido. Tinha a terrível palavra social.ista.
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34,
zangou-se consigo próprio porque viu-se melhor ao espelho ?
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A censura está muito activa esta manhã.
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Ó Gabriel, explique lá à gente, se tiver pachorra para isso, porque é que são eliminados comentários a chamar merdoso ao MJRB, quando um comentário dele não é eliminado (32) onde chama merdoso a um país que não vota como ele quer?
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Alexandre Herculano e o Ensino Público – http://abrancoalmeida.com/2010/03/28/alexandre-herculano-e-o-ensino-publico/
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tenho a ligeira impressão que o herculano se fosse vivo começaria por correr a paulada todos os que apropriando-se do seu nome andam a fazer campanha por ele…
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39,
Quer que eu passe a pensar como a bovinidade, é ? Como v. ?
Está preocupado por Gabriel Silva ter eliminado um comentário, ou o seu comentário ?, com outra identificação ?
GSilva também eliminou hoje um comentário meu, e fez muito bem !
v. , por vezes com outro nick, é uma flor de estufa que se permite invectivar, achincalhar, desejar que pensem como si, e não pode ter um comentário eliminado ?
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Alexandre Herculano é para mim o exemplo máximo do Homem Português ideal. Neste dia em que passam 200 anos sobre a data do seu nascimento quero aqui prestar-lhe a minha singela homenagem e o meu mais profundo agradecimento por tudo aquilo que trouxe á minha Portugalidade.
Para preservar a natureza da nossa cultura não basta intervir com incentivos ou penalizações económicas, nem é suficiente uma instrução adequada. Trata-se de instrumentos importantes, mas o problema decisivo é a solidez moral da sociedade em geral, Alexandre Herculano deixou-nos um exemplo de solidez moral nas diferentes vertentes da sua existência como cidadão desta nossa Pátria Portuguesa.
Os diferentes poderes Políticos não usando este de nós como exemplo apenas demonstram ser Portugueses mesquinhos.
Ao soldado, ao escritor, ao político, ao pensador, ao agricultor, ao historiador, em suma ao grande homem, ao Português Alexandre Herculano um bem-haja eterno.
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