A solidariedade é uma coisa espantosa!
19 Abril, 2010
Com meia Europa parada e a outra meia a tentar chegar ao destino os comboios franceses circulavam assim assim por causa duma greve convocada por um dos sindicatos do sector. Por cá era mais do mesmo: em Santa Apolónia para atender as centenas e centenas de pessoas que procuravam sair de Portugal por via ferroviária a CP mantinha olimpicamente uma bilheteira aberta.
16 comentários
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Por solidariedade, aqui fica a informação:
Link espantosamente(en)gatado – Erro 404 – Não Encontrado
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Menos estado – 1 bilheteira aberta (é a crisis!)
Mais estado – 10 bilheteiras abertas (é o desperdício!)
Helena, em que ficamos?
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Uma bilheteira aberta na CP?
Estamos em Portugal,
dominado por laboriosas elites dirigentes.
Ou talvez que neste caso, possa ser uma forma de a direcção da CP,
manifestar o seu desagrado pela inexistência de bónus anual na empresa.
E a tutela, tão ocupada a ver passar o TGV espanhol e o novo futuro Aeropuerto, que hace?
«nós somos púnicos, parecemo-nos com os mercenários de Amílcar e todos esses matreiros do mediterrâneo. Nós somos girinos»
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Os americanos é que gozam – e bem! – com esta merda que se chama União Europeia!
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Porque usar a expressão “solidariedade” no assunto em apreço, pergunto eu ?
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por acaso estavam duas bilheteiras de serviço, mas isso não interessa porque o problema era capacidade de transporte. podiam abrir 10 bilheteiras que o resultado era o mesmo. raios partam o primarismo caceteiro da dona helena, tente entender como é que as coisas funcionam antes de botar asneira.
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“(…)por acaso estavam duas bilheteiras de serviço, mas isso não interessa porque o problema era capacidade de transporte. podiam abrir 10 bilheteiras que o resultado era o mesmo.(…)
Pormenores não dilúidos nem importantes para certas mentes mais ilunidadas.
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BEM Á PORTUGUESA, CARAMBA,
PERSONALISTICAMENTE TUGAS VALENTES : TEMOS DE MOSTRAR QUE FOMOS LITERALMENTE INVADIDOS POR ESSES CIGANOS SEM TERRA. PORRADA NELES!
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E DESEJAMOS NÓS SERMOS UM DESTINO TURÍSTICO : HÃO-DE DIZER BOAS COISAS DE CÃ QUANDO CHEGAREM A CASA,
HÃO-DE,HÃO-DE . . .
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“Nós” não desejamos ser um destino turístico.
“Nós” somos um destino turístico!
Já o éramos para o exterior antes do famoso “vá para fora cá dentro”!
E se a qualidade turística de Portugal fôr aferida pelo atendimento dos serviços da CP em período de greve…QUE SE DANEM OS TURISTAS !!!
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Para quê abrir várias bilheteiras se a capacidade de escoamento é a mesma dos outros dias?
Ouvi dizer até que os comboios estavam esgotados. A bilheteira deve ser é fechada!
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Era pôr os agarrados que se avolumam ali na entrada da estação a empurrar os Deputados em riquexós até ao destino final.
Poupava-se gasóline, gasólio e despachavamos a “coisa nostra” ali da área.
Helena Matos, amo-te.
R.
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Nos dois casos temos excesso de Esquerda:
-Em França, os sindicatos paralisam semana sim, semana sim, parte do País;
-Em Portugal, o Estado intervém demasiado na Economia como agente económico e pouco como regulador. A CP não seria melhor gerida se pelo menos parte fosse privada? Que administradores isentos de cor partidária têm por lá passado? Talvez alguns, mas não muitos por certo.
Contradigam-me se estou errado.
Cumprimentos.
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O Comunismo e o Marxismo de Veludo:
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http://moneyteachers.org/Russian.Communism.htm
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Eu até me rebolo a rir imaginando aqueles inocentes turistas a fazer viagem no sud-express. Muito mal hão-de dizer da vida deles…
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Estava lá a “funcionária” como o mesmo ar de sempre. Deve estar ali sentada há mais de 40 anos a vender bilhetes. Nada a perturba.
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Tudo isto é confrangedor.
Tendo tido o avião cancelado, tive que me fazer ao caminho, ou melhor, aos carris. Claro que como o único comboio que saía de Portugal estava mais do que completo, a solução foi começar a viagem em Salamanca, até onde alma caridosa me levou. Não deu para começar em Ciudad Rodrigo, porque lá só passa um comboio por dia: o Sudexpress… quem é que queria um tgv na linha da beira alta? Para quê, se os espanhóis nem um regional parecem querer e têm as bilheteiras fechadas desde 2003?
A partir de Salamanca tudo andou lindamente.
Só menos a chegada a França, ao final da manhã, em que me deparei com o caos agravado pela greve dos ferroviários franceses, bem conhecidos pelo seu sentido de oportunidade – “unbelievable” dizia uma cidadã da Zâmbia, acabada de chegar para fazer o caminho de Santiago, acrescentando que em África já estão preparados para que tudo corra mal, mas da Europa tinha outra ideia. Em Hendaye desaguaram dezenas de ingleses, tendo a um ouvido que tinha acabado de chegar de Lisboa, de táxi! Mas tudo se arranjou. A chusma foi metida em dois autocarros que seguiram até Bayonne e logo aí pôde seguir para Bordéus em tgv especial, mandado para os carris logo que a greve foi cancelada, poucas horas antes.
No fim do dia estava em Estrasburgo.
Apesar dos muitos milhares que fizeram súbita pressão sobre a procura. E apesar da greve dos imbecis do costume, foi possível atravessar metade de Espanha e a França inteira em pouco mais de um dia, com pernoita no país basco pelo meio. E ainda se queixam da Europa… que mesmo quando funciona mal, não deixa de funcionar!
Não dará para importar esta Europa para Santa Apolónia?
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