O poder dos PIIGS
À data de Dezembro de 2009, cerca de 52% da dívida bruta dos chamados PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) estava tomada pelos bancos e outros investidores dos 3 grandes da UE, Alemanha, França e Reino Unido. A França – o maior credor – financiava os PIIGS em 911 biliões de dólares, a Alemanha em 704, o Reino Unido em 418. Relativizando todos estes biliões, eles representavam, respectivamente, 34%, 22% e 19% do PIB daqueles países.
Ou seja, um colapso dos PIIGS arrastaria consigo toda a Europa, que ruiria fragorosamente. E os efeitos de contágio desta para os Estados Unidos, seriam imediatos e igualmente demolidores.
A minha dúvida é se já teremos atingido o ponto de não retorno. Do que não tenho dúvidas é que a dinâmica económica do Atlântico Norte está em perda irreversível, em favor do Pacífico e do Índico.
Imagem retirada daqui.

porra! pensei que já tinhamos falido ontém, mas pelos vistos são só previsões. vejam lá se acertam, porque isto não dá para estar todos os dias a abrir garrafas de asti.
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Já o Glacial Ártico e o Antártico, mantêm-se sem grandes alterações, apesar do degelo.
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durante o cerco de Roma por Alarico
a população sobreviveu
devido ao canibalismo
os actauais canibais
são politicos e outros mais
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Ou seja todos devem a todos sendo que se alguns não pagarem os falidos arrstam oas
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arrastam os não falidos…Pergunta: como vão os falidos pagarem aquilo que não têm?
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A educação do meu umbigo já tinha posto esse esquema vai para um mês…!
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Caray, madre, a dívida da Grécia é quatro vezes a da Grécia e assim a de Portugal, quase outro tanto. Sendo que o portuga supera o grego em calotice, mas teimam eles que a Grécia é que é aquele caso à parte, exemplar e na prática único.
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A sorte dos devedores (ou a “grácia”, como se diz no início do ‘post’…) é que, se calhar, estes ‘biliões’ não são dos verdadeiros (‘milhões de milhões’, ou ’10-elevado-a-12′) mas sim dos outros, mais baratos (‘milhares de milhões’, ou ’10-elevado-a-9′)…
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Digo, a dívida da Irlanda é quatro vezes a da Grécia, a ver pela imagem.
Lapso meu, evidente.
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“Teixeira dos Santos disse, finalmente, a verdade
E a verdade é só uma:
Já ninguém nos quer emprestar dinheiro lá fora.
Nem ao estado nem à banca ex multimilionária, que assim passa imediatamente a falida.
É caso para perguntar o que fez a banca aos biliões em lucros – batendo recordes sobre recordes trimestralmente – que tem registado nos últimos anos.
E a resposta é fácil: investiu-os em off shores.
Estando, grande parte deles, irremediavelmente perdidos.”
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Solução: desvalorizar o euro em 50% e recomeçar
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DESVALORISE-SE O EURO EM 50% E EM 3 ANOS OS PROBLEMAS FICAM RESOLVIDOS
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A Banca continua a pagar menos 10% de IRC que todos os outros.
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Política de crédito da banca contribuiu para o atraso e estagnação do país – apenas 7,3% do crédito foi concedido à agricultura, pesca e indústria – 78,1% foi para a construção, habitação, imobiliário e consumo
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Quantos milhares de milhões para salvar banqueiros tem a população que pagar?
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A minha dúvida é se já teremos atingido o ponto de não retorno.
ATÃO…, aver se acabam as dúvidas !
A ascensão vertiginosa da dívida externa dos EUA
e o declínio do dólar americano
por Andre Gunder Frank
APRESENTAÇÃO DO TIO SAM, DESPIDO
O Tio Sam renegou e incumpriu mais de 40% do seu trilião (10 12 ) de dólares de dívida externa, e ninguém disse uma palavra excepto uma linha em The Economist. Em bom inglês isto significa que o Tio Sam defrauda o mundo inteiro com o dólar que ele fabrica baseado na confiança pedida e recebida dos outros espalhados por todo o planeta, e é também um caloteiro (deadbeat) pois não honra nem devolve o dinheiro que recebeu.
Quanto da nossa aposta em dólar perdemos depende de quanto originalmente pagámos por ele. O Tio Sam deixou o seu dólar cair, ou melhor, através das suas políticas económicas deliberadas levou-o a cair, em 40%, de 80 centavos por euro para 133 centavos. O dólar está baixo numa proporção semelhante em relação ao yen, ao yuan e a outras divisas. E ainda está a declinar. Na verdade, tende a mergulhar totalmente.
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O acrónimo PIIGS é muito pouco abonatório. Já vi escrito GIPSI, mas confesso que não sei o que é pior…
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Se já passámos o ponto não sei. O que lhe posso garantir é que com o “coveiro da pátria”, Teixeira dos Santos e a passividade de Cavaco Silva, maximizamos essa possibilidade. Basta olhar para o que se passou com os certificados de aforro para percebermos a monstruosidade da incompetência com que preferem ir lá fora pagar o dobro ou o triplo.
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Para dizer que “um colapso dos PIIGS arrastaria consigo toda a Europa” penso que o que interessa não é a percentagem da divida dos PIIGS que é detida por bancos franceses, alemães, etc.; é a percentagem da divida detida pelos bancos europeus que é dos PIIGS (em teoria, podíamos ter uma situação em que quase toda a divida do Estado português estivesse nas mãos de bancos franceses, mas que essa divida representa-se só uma percentagem ínfima dos negócios desses bancos)
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C. Medina Ribeiro (#8),
Obrigado pelo reparo ortográfico. Já corrigi. E sim, estou a utilizar biliões no sentido americano (mil milhões). Os dados de que falo na posta foram retirados da figura, publicada no NYTimes.
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Miguel Madeira (#20),
Pergunte ao BNP, ao Deutsch Bank ou ao Santander se estão confortáveis com os seus activos em “dívida porca”.
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Já há muito tempo que os nórdicos incluindo o Reino Unido e a Alemanha – os emproados franceses não se percebe proquê – tratam a Europa do sul e a Irlanda por porcos. Além disso, os latinos são os povos da “siesta” e a Irlanda a ilha do “bloody irish”.
Nuno
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“Política de crédito da banca contribuiu para o atraso e estagnação do país – apenas 7,3% do crédito foi concedido à agricultura, pesca e indústria – 78,1% foi para a construção, habitação, imobiliário e consumo”
Banco Comercial = aquele que se dedica quase exclusivamente à habitação. Parece que nem os economistas perceberam que o país vive quase sem banca comercial.
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a europa dá ideia que é assim tipo aqueles aristocratas ingleses falidos mas mesmo assim cheios de não me toques. se calhar pensavam que não íamos pagar a cenita de mandar comida fora por causa dos chiques dos parametros e calibragens e mais coisinhas todas xpto.
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The major cause of Europe’s long-run economic problems is political, though the political is in turn shaped by cultural factors, including historical memory; maybe the best way to describe the major cause of the problems is Europe’s “political culture.” Government has greater prestige in Europe than in the United States and (a related point) socialism retains substantial support in Europe; individualism, with related notions such as self-reliance, freedom to fail, entrepreneurship, the “self-made” man, and the Horatio Alger story do not grip the public imagination of many Europeans. Government in Europe employs a higher percentage of the working population and engages in more redistribution of income, resulting in high taxes to fund retirement at earlier ages than in the United States, generous pensions and family leave, unemployment benefits generous enough to discourage work, and medical care. Lavish redistribution of wealth in turn entails barriers to immigration, lest the social safety net become an immigration magnet. Unions are strong in Europe, and they push up wages and (worse) encourage featherbedding, short hours, and other inefficient practices. Unions of government workers are especially pernicious, as they reinforce the natural tendency of government to overpay its employees because they are voters as well as employees. A third of the Greek work force is government-employed, for example, and much of it appears to be both overpaid and underworked relative to employees in the private sector.
Because socialist policies reduce economic efficiency, European countries (with some exceptions, notably Germany) have difficulty competing in foreign markets with China, Indian, Brazil, and other rapidly growing economies, and so have difficulty maintaining a positive trade balance. And because tax rates in Europe are already very high, government deficits cannot easily be reduced by raising taxes. The aging of the population increases the demand for public spending, and the demand can be met only by increased borrowing, which is also necessary to close the gap between exports and imports.
European economic stagnation and public overindebtedness is in short mainly a political problem, resulting from a swollen and still rapidly expanding demand for government services. It is a political problem rooted in cultural factors summed up in the word “statism,” in contrast to American individualism, as designations of dominant political ideologies. This is an oversimplification but seems to me to get at the heart of the difference between European economies and the U.S. economy.
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Pense positivo, pense dólar
1,1966 Hoje
1,4533 Outubro de 2009
Trabalhador explorado dos 500 euros
Ganha hoje 596,65 dólares
Ganhava em Outubro de 2009 – 726 dólares
Divida de Portugal 286.000 milhões de euros
Hoje 341.283milhões de dólares
Outubro de 2009 – 415.644milhões de dólares
Estamos mais competitivos e devemos muito menos em dólares. Não esquenta a cabeça, que o sobe e desce do capitalismo tende sempre para uma posição de equilíbrio.
Ainda para mais não cairemos na tentação do consumo:
Barril petróleo ao cambio de hoje 70 dólar ( 58,5 euro ) ao cambio de Outubro de dois mil e nove 48,17 euro. O que vai certamente estimular a produção interna de energia.
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