Quem emprestou à Grécia não sabia onde estava a meter-se?
É uma coisa que nunca percebi, porque é que um banco empresta, sabendo que a probabilidade de o empréstimo não ser pago é muito grande. Até devia ser crime! Não sabem onde é que devem parar?
Se as agências de rating não fossem as eternas optimistas Portugal já seria junk há muito. Só nos primeiros 4 meses do ano a Dívida Publica subiu 5,2% .
No Estado de Nova Iorque também à beira da falência os Políticos inventaram mais uma para conseguirem cumprir os contributos obrigatórios para fundo de pensões: vão pedir um empréstimo de 6 Billions de Dólares. A quem? Ao mesmo fundo de pensões…
Quando os políticos têm demasiado poder sobre o que é nosso…
Porque é que parecem só poder existir agências de rating nos EUA?
Porque é que ficam alguns muito “indignados” só com a perspectiva de estas começarem a existir na Europa?
A Europa não pode?
Porque não?
Os americanos são mais “honestos”?
Acaso os EUA têm uma situação melhor que a da UE? (aqui respondo:muito pelo contrário)
“É uma coisa que nunca percebi, porque é que um banco empresta, sabendo que a probabilidade de o empréstimo não ser pago é muito grande. Até devia ser crime! Não sabem onde é que devem parar?”
É uma coisa a que os liberais parecem ter alguma dificuldade em responder.
Perguntem à Goldman Sachs que a explicação é simples, mas não a dizem: por um lado incentivaram os empréstimos. Por outro, apostaram na queda do rating e empocharam das duas maneiras.
Como é que isto se chama? Capitalismo neo-liberal. Os “mercados”…
Uma pergunta: este inenarrável Mentiroso, ignorante e arrogante, está à altura do que precisamos hoje, para Portugal?
Não. Claro que não está e toda a gente sabe disso, mesmo os seus apaniguados mais inteligentes ( os que andam aqui, não contam porque lhes falta o requisito).
E daí? Deixa andar, dizem os comentadores, banqueiros, deputados, presidente da República, partidos de oposição, etc.
Porquê?
PORQUE NÃO SABEM. NÃO SABEM O QUE FAZER. É essa a resposta.
Entretanto o Mentiroso anda por aí a tentar enganar a própria sombra.
Como se não soubessem que o lucro é uma curva que tem um máximo. Não souberam parar e ultrapassaram o máximo. Agora, a culpa é só dos políticos… Mas alguém acredita?
Os mercados são coisas bonitas se as pessoas forem inteligentes e tiverem moralidade. Quando não, podemos esperar grandes tragédias sociais. As tragédias sociais não são essenciais para o progresso (isto é antes que alguém venha dizer que o contrário). E a culpa tem de ser dividida a meias com os políticos.
Á Banca de hoje pouco interessa se o devedor tem ou não capacidade de solvência.
Em primeiro lugar porque o sistema fraccionário actual permite-lhe alavancar os balanços contabilísticos de forma expedita, precisamente com o recurso a mais endividamento.
Depois porque sabe que o Estado, o mesmo é dizer o contribuinte, acabará por pagar a divida, com juros acrescidos.
Por último, porque as garantias reais, exigidas no momento de ceder o empréstimo, regra geral suportam com vantagen e lucro acrecdido o montante a resgatar.
Os lucros obscenos e siucessivos são disso prova cabal.
Uma das razões da nossa desgraça colectiva vem explicada no Público de hoje, nas páginas 10 e 11:
Escom/Ges e vários escritórios de advogados.
Isso junto a certos políticos, mais o período negro das privatizações cavaquistas, misturado com a incompetência atávica do PS, particularmente Guterres, fizeram de nós o que somos: um país à beira da catástrofe.
Porque é que ficam alguns quase numa mistura de pânico/indignação só com a mera hipótese de existirem agências de rating na Europa?
Que pasa?
É um ramo que está vedado aos europeus?
Porquê?
Não podem , num qualquer país do continente, fundar uma?
Porquê tanto horror?
Só os EUA (ainda mais falidos que a UE) é que têm “credibilidade”?
O estado grego e outros estados, embarcaram na aventura neo. Endividaram-se como se não houvesse tecto, incentivados e activamente ( no caso da Goldman foi isso mesmo) ajudados por esses beneméritos do bem público.
Atingiram as raias da falência num instante de poucos anos.
Se houvesse regulação bancária em modo prudente e decisores políticos que travassem o endividamento público, decorrente também do privado, com o incentivo ao consumo, a par do gasto com as obras de vulto, haveria dificuldades nesses países?
O que motivou, em primeiro lugar, a catástrofe?
O gasto. A despesa. Para quem foi o dinheiro? Para o estrangeiro, para alguns privados, particularmente bancos e para o povo em geral que comprou o que já não podia comprar se lho tivessem assinalado com restrições a tempo.
De quem a culpa? De todos? Não, de quem manda e de quem incentivou os poderes públicos a gastar. Quem foi? Bancos.
Acabei de escrever que os políticos têm tanta culpa como os “geniais homens das finanças”. A menos que ache que “os geniais homens das finanças” não têm culpa nenhuma, não vejo qual possa ser a nossa discordância.
Quanto à obrigação de superavit, se leu com atenção tudo o que escrevi, sabe que concordo consigo.
É óbvio que os Bancos, conluiados com a classe política a quem vendem previlégios, são os culpados e principais beneficiados da desgraça que se avizinha. Seja ela qual for. O irreversível empobrecimento, ou a miragem da salvação a troco da pouca liberdade que ainda mantemos. Ou ambas.
Os Estados não conseguem pagar, as empresas não conseguem pagar, as famílias não conseguem pagar.
Tenho pena que os nossos liberais gostem de tudo o que os agentes “dos mercados” fazem. Arre, tudo o que é demais é erro!Assim, nunca conseguirão simpatia para políticas não-súcialistas.
««É óbvio que os Bancos, conluiados com a classe política a quem vendem previlégios, são os culpados e principais beneficiados da desgraça que se avizinha. »»
««Acabei de escrever que os políticos têm tanta culpa como os “geniais homens das finanças”. A menos que ache que “os geniais homens das finanças” não têm culpa nenhuma, não vejo qual possa ser a nossa discordância.»»
Os homens das finanças têm culpa de quê? Eles gerem um negócio. Tem riscos. Por vezes corre bem, outras mal. Em geral ganham dinheiro. Homens de finanças não têm responsabilidades pelo que corre mal a alguns clientes que se endividam e não conseguem pagar. Nem têm responsabilidades públicas. Quem tem responsabilidades públicas que são eleitos para isso.
Os liberais são o melhor do capitalismo. Não podem é mandar na política…
Modelo? Já tivemos um e que deu bom resultado económico: o marcelismo. Quem acabou com ele? Os comunistas e socialistas que temos. Mais uns tais MES, que agora reuniram em livro toda a aventura que durou desde o início dos anos setenta do século passado até á década de oitenta. Em pouco mais de dez anos, destruiram uma Economia que crescia a taxas que só o Brasil, hoje em dia.
Há uns curiosos que dizem que era por causa do colonialismo. Esquecem que nessa altura, o esforço de guerra levava uma fatia substancial do produto interno bruto. Tanta que logo que acabou a guerra colonial e os soldados regressaram pensei cá para a minha ignorancia: isto agora é que vai ser crescer, porque não há essa despesa.
Ora passados dois anos, estávamos na bancarrota e pior do que hoje. Responsável número um? Votre ami e ses amis comunistes.
Nem queriam ouvir falar da Europa, cuja adesão já andava a ser planeada antes de 25 de Abril ( é verdade e parece-me histórico).
Passados mais dois anos, votre ami, por força da leitura semanal de Jean Daniel do Nouvel Obs já só jurava pela adesão.
“Se houvesse regulação bancária em modo prudente e decisores políticos que travassem o endividamento público, decorrente também do privado, com o incentivo ao consumo, a par do gasto com as obras de vulto, haveria dificuldades nesses países?”
Então os Políticos do Estado Grego que se endividaram loucamente fariam os regulamentos que evitariam que se endividassem?
“Para quem foi o dinheiro? Para o estrangeiro, para alguns privados, particularmente bancos”
Você é um caso sério de ignorância. O dinheiro vai na maioria para pagar as promessas sociais malucas que os políticos fazem. No caso do Estado Português 20% do que gasta é dinheiro pedido emprestado. Vá ver no Orçamento onde 20% do dinheiro é gasto.
“De quem a culpa? De todos? Não, de quem manda e de quem incentivou os poderes públicos a gastar. Quem foi? Bancos.”
Uma mulher de minisaia está mesmo a pedi-las não é?
São os Estados que decidem vender dívida. Ou seja os políticos votados por gente que não sabe fazer contas. Como você.
Não sabe somar, subtrair e dividir. Você. Não protesta quando um Presidente diz que há mais vida para além do defice.
Mas sendo assim porque é que está tão chateado então com as agências de rating? Só vão fazer com que os Estados não se endividem tanto. Não é o que você quer?
O que demonstra mais uma vez que não diz coisa com coisa.
Mas porque será que os políticos teimam em se associar a quem não se recomenda como os “criminosos financeiros” como são para aqui retratados? Se gerirem sempre em equilíbrio orçamental, jamais necessitarão de se endividar. Ou foram tb os financeiros que obrigaram os políticos à despesa desmesurada?
“Então os Políticos do Estado Grego que se endividaram loucamente fariam os regulamentos que evitariam que se endividassem?”
Já ouviu falar na regra da separação de poderes e de autonomia das instituições de regulação financeira, mesmo no próprio Estado?
Já ouviu falar em conselheiros do príncipe?
Ou para si, é tudo ao molho e fé no cifrão?
Vamos para o caso da ignorância que me atribui, sobre o destino do dinheiro:
Para quem foi o dinheiro? Investimento público? Sim, sem dúvida. E o gasto com isso mesmo gerou riqueza? Também? A que custo acrescido? Pelo menos mais 30 ou 40%. Roubados, literalmente no esquema de corrupção de obras a mais e trabalho mal feito. Por empresas privadas que chulam o Estado com a conivência dos fiscalizadores.
Qual a percentagem de dinheiro dos fundos europeus, desviado para o bolso desses privados dos “mercados”? Pelas minhas contas empíricas, pelo menos 30 %. Por baixo…
Nem sempre deixar de pagar é sinónimo de ser caloteiro. A realidade não é assim tão simples. E o dinheiro não é um religião(ou não devia ser…).
O facto é que os Bancos continuam a lucrar. Mesmo com a crise que a outros afunda. Talvez tenham descoberto o milagre da multiplicação…
Sejamos sérios e objectivos. A Banca é hoje uma ciência matemática. Alicerçada em estudo sociologicos, comportamentais e estatísticos. E com uma enorme componente especulativa.
A Lei do mais forte só pode(deve) ser legitimada quando a contenda proporciona às partes armas idênticas. Assim é no mundo dos Homens.
O nosso parque automóvel comparado com o da Áustria ( um país pobre, como toda a gente sabe e que vive da agricultura porque ninguém lha abateu ao efectivo) é um mostruário da nossa riqueza.
Exactamente. Literalmente. Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.
Isso foi artigo de uma revista recentemente. Fiquei espantado.
“Para quem foi o dinheiro? Investimento público? Sim, sem dúvida. E o gasto com isso mesmo gerou riqueza? Também? A que custo acrescido? Pelo menos mais 30 ou 40%. Roubados, literalmente no esquema de corrupção de obras a mais e trabalho mal feito. Por empresas privadas que chulam o Estado com a conivência dos fiscalizadores.”
A maioria dos economistas e até a própria Comissão Europeia tem-se insurgido contra a realização dos mega-projectos. Sócrates, a quem compete defender o interesse comum e não interesses privados, insiste teimosamente em realizá-las. A culpa é portanto toda dos privados, certo?
Foi com o Marcelismo que começou o Estado social. Os velhotes do campo ainda se lembram, assim como se lembram das Casas do Povo, com médico de borla e serviços de enfermagem de borla e atendimento personalizado porque os médicos ainda eram Joões Semana.
A questão não é essa. A questão é a profusão e variedade dos instrumentos e a sua sofisticação a um tal grau que os próprios profissionais não os entendem.
Não sou eu que digo. O capitalismo neo, sofisticou-se a tal ponto que o real deixou de contar, perante a riqueza gerada pelo virtual. A crise veio daí, como sabe.
“Exactamente. Literalmente. Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.”
Os voluntariosos e bem intencionados que acreditam nas virtualidades do neoliberalismo e cuja ambição seria ocupar um dos andares superiores no edifício sede da Goldman Sachs em Nova Iorque deviam parar para pensar no modelo que defendem.
Algum destes papagaios tem a menor das menores ideias do que são os modelos matemáticos e como permitiam crescimento de tal modo louco que nem os próprios tinham controle naquilo?
Não sabem. Não sabem porque isto é feito por tipos da física quântica, da matemática das teorias do caos e esta malta nem sonha o que se pode fazer com isso.
E os próprios fizeram asneira porque aplicaram modelos teóricos sem contar com a intervenção humana.
Absoluta razão Zazie..além do mais estão bêbados…
Os veterinários australianos estão perplexos perante um fenómeno nunca antes visto. Dezenas de papagaios aparentemente bêbados têm caído de árvores e do céu na cidade de Palmerston, nos últimos dias.
De acordo com a veterinária Lisa Hansen citada pela Associated Press, cerca de 30 papagaios da espécie Rainbow Lorikeet deram entrada no hospital veterinário de Palmerston com sintoma de embriaguez. Em média chegam oito aves à clínica por dia, que estão a ser tratada com uma espécie de papa e frutas frescas
Para já os especialistas desconhecem a causa da aparente bebedeira, mas suspeitam que possa ser uma planta ou um vírus misterioso que esteja a deturpar os sentidos das aves.
««Exactamente. Literalmente. Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.»»
José,
Deviam recorrer a quem? Ao José Sócrates? Ao Zandinga?
Sabem eles o que sucedeu quando a crise rebentou e como os próprios bancos nem conseguiam detectar o tal lixo tóxico ou ter uma ideia de como controlar a cena?
Não sabem. E os modelos matemáticos que eram usados em suposto “clima neutro”- sem alteração do efeito probabilísticos- não foram alterados pois não foram pensados para momentos de crise.
E isso ainda gerou maior descalabro e maiores golpadas com os que sabiam onde havia lixo e a quem o tinham impingido.
“Já ouviu falar na regra da separação de poderes e de autonomia das instituições de regulação financeira, mesmo no próprio Estado?”
Já ouviu falar dos bancos Centrais que baixam os Juros para os Políticos poderem dizer que a economia está crescer quando na verdade se pode estar é a endividar? Já ouviu falar do Banco de Portugal e do Dr. Constâncio? Já ouviu falar do Tribunal Constitucional?
A única regulação que pode funcionar é a das pessoas. E isso só sucederá quando as pessoas tiverem informadas.
“Para quem foi o dinheiro? Investimento público? Sim, sem dúvida. E o gasto com isso mesmo gerou riqueza? Também? A que custo acrescido? Pelo menos mais 30 ou 40%. Roubados, literalmente no esquema de corrupção de obras a mais e trabalho mal feito. Por empresas privadas que chulam o Estado com a conivência dos fiscalizadores.”
O Investimento Publico é relativamente pequeno comparado com os gastos correntes do Estado. Já lhe disse informe-se. Veja os números.
“Isso é riqueza que entra nos “mercados”? Sem dúvida. Mercedes e mais carros alemães, aos milhares são a prova disso mesmo.
Quem ganhou? Os alemães? Também. E a troco de quê? Abatimento ao efectivo da nossa indústria.
Acha ignorância este raciocínio?”
Sim ignorancia. A nossa industria nunca competiu com os Alemães. E se não tivesse cá a AutoEuropa nem queira imaginar os nosso números nas exportações.
Qual é a sua fonte para a compração dos parques automóveis de Portugal e Austria?
“Os matemáticos não podem calcular todas as variáveis do comportamento humano.”
Mas onde é que os Bancos querem medir todas as variáveis do comportamento humano? Eles pretendem apenas medir riscos, pois a principal actividade dos bancos é geri-los.
Mas estes neo-tontos dizem sempre o mesmo. Quando eu lhes perguntava, há vários anos, como era isso da finança em mundo globalizado e ganância sem freio, gozavam comigo.
E diziam as mesmas banalidades que dizem agora- que é coisa simples de taxas de juros e de empresas que estão cotadas na bolsa.
Isto apenas prova que a doutrina ideológica será sempre um perigo.
E que a economia não dá cultura a ninguém- Se estudassem História podiam aprender com os erros do passado.
Mas o mundo deles é utópico- só tem presente a apontar para futuro radioso.
O Ricardo Salgado não ganhou eleições nem assumiu responsabilidades governativas. Para ele tudo o que vier é ganho. Não é suposto defender o intersse público.
Assista a conferências que as há, onde convidam traders da City para explicarem os modelos matemáticos e como estes não foram pensados para uso social.
Entende? Não entende sequer aquilo a que a própria gíria chama “espíritos animais”?
Não entende porque v. nem pelo cinema tem a menor ideia do que é finança e do que se faz nela.
Os investidores querem o menor risco possível e como não acreditam apenas em Zandingas ( mas acreditam em pior que isso) recorreram à ideia genial dos modelos matemáticos sofisticados, às teorias complexas do risco, do caos e os cultores de tal disciplina são pequenos heróis entre esses raiders da alta finança e da segurança mundial, a risco reduzido à incerteza.
Mas é este factor- a incerteza do comportamento humano- que os matemáticos não dominam em equação.
E mo entanto, é a eles que recorrem para os tais modelos. Zandingas? Pior que isso, porque o Zandinga coitado, apostava a credibilidade numa crendice. Estes apostam zero porque são apenas aprendizes de feiticeiro.
Não quer simpatia? Vem para aqui argumentar por puro diletantismo? Tenho pena.
#32
Sim, se, como se prova, quem empresta sabe que empresta a um provável caloteiro, porque não terá alternativa a ser caloteiro. Já outros comentaristas explicaram exemplarmente o fenómeno.
#34
Há liomites para tudo. Ganhar moderadamente, é justo. Desproporcionadamente, é ganância. A ganância é um pecado capital. O liberalismo económico, ao contrário do loiberalismo político, não tem moral. Temos pena, porque é por isso que não tem adeptos e o súcialismo não tem alternativa capaz de ganhar eleições.
#35
Os liberais são o melhor do capitalismo, se tiverem noção dos limites, se não justificarem a ganância, se não disserem cada um que se governe, se não puder estudar, não estude, se não puder tratar a saúde, não trate, se não amealhou ou “os mercados” lhe roubaram o que amealhou, que morra na miséria.
#36 e #38
Tanto é ladrão o que entra, como o que fica à porta. Já escrevi acima, a culpa é repartida a meias entre “os génios das finanças” e os políticos. Equilíbrio financeiro? Devia ser obrigatório!
Os números não podem ser um fim em si mesmos. Antes instrumentais.
E quando desligados do concreto, entendidos como meras abstracções, trazem consequências perigosas.
É óbvio que os desiquilíbrios desencadeados pela assimetria no acesso á informação, patrocinados pelos orgãos de informação, com o beneplácito do poder político, traduzem-se neste abismo de atroz desigualdades.
Neste mundo, para que uns poucos ganhem, muitos outros têm de perder.
Não é mera ideologia. São factos que a história escreve e rescreve.
Claro que não e V. deve tirar as consequências dessa noção. Quem foram os governantes que disseram não aos banqueiros de topo, nos últimos trinta anos?
O JM é um imbecil. E isto só prova que por cá as faculdades têm imbecis que se fazem passar por investigadores.
Palavra que eu gramava vê-los, ao vivo, a dizerem isto a verdadeiros cientistas e a traders de Wall Street ou da City.
A faculdade de Ciências de Aveiro já organizou umas palestras sobre o assunto. Conheço esse cientista e para a próxima quero lá vê-los a mandarem estas bocas de cretinice soberba.
Palavra. Mete nojo. Mete nojo porque v.s são ignorantes e trafulhas.
Imagine que amanhã você ascendia ao cargo de 1º ministro. Teria obviamente o Ricardo Salgado, o Mota e outros a fazerem lobby. Posso então deduzir que lhes cederia em toda a linha, jamais seria capaz de lhes dizer não?
««Assista a conferências que as há, onde convidam traders da City para explicarem os modelos matemáticos e como estes não foram pensados para uso social.»»
Zazie,
Isso deve ter sido uma grande descoberta. Nunca ninguém lá na finança se tinha lembrado disso.
É verdade Zazie, não percebo nada disto. Mas peço humildemente a sua ajuda. Não me quer mandar os modelos para ver se aprendo a fazer alguma manipulação social?
“Foi com o Marcelismo que começou o Estado social. Os velhotes do campo ainda se lembram, assim como se lembram das Casas do Povo, com médico de borla e serviços de enfermagem de borla e atendimento personalizado porque os médicos ainda eram Joões Semana.”
Até se tropeçava em tantos médicos e enfermeiros de borla que andavam aí pelos cantos do país!
Ah que saudades eu tenho das noites de jogatina e copos de três na casas do povo!
Meu caro, isso aí de tanto benefício à borliú não era um sintoma perigosissimo de comunismo?
Eu sei como funcionavam esses modelos. Assisti a contarem-me como mais 1oo zeros ou menos era igual, porque o crescimento era de tal modo louco que ganhavam sempre.
E sei de quem foi de propósito a Wall Street para inspeccionar modelos matemáticos de um grande banco que estavam errados.
Estava tudo errado. E, na altura, essa pessoa disse isso ao banco- que o cliente podia levar uma gigantesca banhada e o próprio banco, pois aqueles modelos tinham erros, apesar de bater tudo certo nos lucros fabulosos que proporcionavam.
Uns meses depois, à tabela do subprime a coisa rebentou e quem ficou a arder foram os shareolders.
E foram demissões atrás de demissões, dos principais e ninguém controlava nada. Porque basta um tipo numa desk para levar uma instituição à falência ou fazer ele bruta fortuna e dar o fora.
Se não fosse o bailout tinha sido verdadeiro caos para muitos bancos sabotados pelos que estão sempre colados ao FED- já que foram eles quem criou o FED e quem manda na Casa Branca.
“Imagine que amanhã você ascendia ao cargo de 1º ministro. Teria obviamente o Ricardo Salgado, o Mota e outros a fazerem lobby”
Em primeiro lugar não seria capaz de ser PM. Em segundo lugar respondo-lhe com uma pergunta: em Portugal foi sempre assim? Ou seja, os baqueiros é que mandam no país, no capítulo dos investimentos públicos com o dinheiro de todos?
Não foi. E precisamente por isso e ainda por outro motivo ainda mais relevante- a proclamação republicana de que é a política que manda no económico e não o contrário que temos um governo dito de esquerda liderado por um Mentiroso que até nisso mente.
Por acaso, para si ainda chego. Mas v. há-de ir a uma conferência dessa pessoa e eu quero ver se com ele fala com esse ar de bimbo ignaro e arrogante.
Eu não sou financeira mas tenho pessoas próximas que são. E v. está totalmente por fora de ambas as coisas.
Nem sabe o que são esses modelos matemáticos e zero de como funicona a finança.
E pergunto-lhe, só por causa de coisas. Por cá já foram organizadas conferências pela Universidade de Aveiro, precisamente no departamento de física e matemática.
“Em primeiro lugar não seria capaz de ser PM. Em segundo lugar respondo-lhe com uma pergunta: em Portugal foi sempre assim? Ou seja, os baqueiros é que mandam no país, no capítulo dos investimentos públicos com o dinheiro de todos?
Não foi.”
Então você reconhece que é possível dizer-lhes que não. E a culpa é dos capitalistas e dos lobbystas?
Tenho pena que pensem que a responsabilidade social só começa na política. Deve ser por isso que nem na política começa. A responsabilidade, seja a que título for, é coisa para todos. A Moral também é coisa para todos.
O Espírito Santo tem o que tem, porque há um Estado que lhe garante o direito de propriedade. Caso contrário, já teria sido pilhado, como foi em 1975. Quando esticam demais a corda, em nome duma falsa vaca sagrada a que chamam “maximizar o lucro do accionista”, sobrepondo o interesse pessoal aos interesss dos outros, arriscam-se a perder o equilíbrio, a perdfer mais do que ganham, a causar tragédias sociais. O lucro é justo, enquanto for razoável, enquanto não for uma vaca sagrada.
Eu ao LR digo o mesmo. Vamos todos assistir a uma conferência dessas e depois quero ver se também se armam em bestas como aqui.
V.s sabem que eu cá sou mais é bolos. Mas não sou estúpida e, acerca desta crise, estive a par desde o início, quando v.s todos garantiam que era mais um mero processo de crescimento.
Um bolhita habitual que até é normal e faz parte dos processos de crescimento e que as leis da economia explicam.
Era isto que v.s todos diziam aqui. E estavam a zero porque ao menos eu ainda leio literatura e tenho contactos que nenhum tem.
O El Karoui, perante o descalabro, justificou-se assim:
” Os nossos modelos são concebidos para funcionarem em situações normais, ordinárias. Não para períodos de sobreaquecimento, de bolha, quando os comportamentos não são os mais racionais”..
Pois é. Esta coisa do irracional tem um peso do caraças. E nem esses génios lhes chegam.
“Eu sei como funcionavam esses modelos. Assisti a contarem-me como mais 1oo zeros ou menos era igual, porque o crescimento era de tal modo louco que ganhavam sempre.
E sei de quem foi de propósito a Wall Street para inspeccionar modelos matemáticos de um grande banco que estavam errados.”
Só não percebo como a rentabilidade dos bancos antes da crise nunca ultrapassou os 20/30%. Exigia-se que fosse superior a 1.000%.
Obviamente a culpa é dos políticos. Mas…atenção! Porque esta explicação porque demasiado evidente não é certa.
Quem escolhe os políticos que mandam nos partidos?
Quem são os grupos de escolha?
Quem escolheu Passos Coelho para o PSD? Foram as bases? Pois sim. Votaram, lá isso votaram. Mas daí à escolha directa vai uma diferença como a escolha dos deputados que temos, a la carte e pelos directórios partidários.
Repito: em política o meu modelo de valores, aproxima-se do marcelismo.
Em relação aos modelos matemáticos é como lhe digo. A conferência na Universidade de Aveiro teve mesmo essa finalidade. Foi em Maio do outro ano.
E isto porque os cientistas também não se apercebem que estes estudos são muito recentes, sem experiência em aplicação social, já que são feitos para estudos de comportamento atmosférico e movimentos caóticos na natureza.
E a economia e finança é feita por seres de carne e osso. O efeito da golpada não é controlável por nenhum modelo que funciona em ambiente ideal- como se fosse o vácuo.
E isto serve para fazer multiplicar quando a vaga de criação de dinheiro ajuda. Depois há a golpada, sempre a golpada por ganância humana e não há modelo que sirva para nada.
Para controlar nada. Até houve bancos onde esses quants foram obrigados a parar. Quanto mais faziam mais asneira dava.
“os baqueiros é que mandam no país, no capítulo dos investimentos públicos com o dinheiro de todos?”
Os banqueiros não mandam. Aproveitam-se do Estatismo e dos Socialiismo. Ou seja do Poder que o Estado e os Políticos têm sobre as pessoas e as coisas das pessoas.
Fazer uma obra é condição para ficar na História. Narcisismo, justificar o seu lugar, distribuir benesses com o dinheiro dos outros para arranjar um clientela.
Se houvesse limite ao defice/dívida e aos impostos já isso não aconteceria.
“O Espírito Santo tem o que tem, porque há um Estado que lhe garante o direito de propriedade. Caso contrário, já teria sido pilhado, como foi em 1975. Quando esticam demais a corda, em nome duma falsa vaca sagrada a que chamam “maximizar o lucro do accionista”, sobrepondo o interesse pessoal aos interesss dos outros, arriscam-se a perder o equilíbrio, a perdfer mais do que ganham, a causar tragédias sociais. O lucro é justo, enquanto for razoável, enquanto não for uma vaca sagrada.”
Já pensaste fazer uma campanha a convencer os clientes do BES a tirarem de lá o dinheiro, para não ajudarem o lobbysta-mor? Se tiveres sucesso, leva-lo à falência num instante e isso é bem mais eficaz do que vires aqui apelar à sua moralidade.
É pá, isto é bestial. É sabedoria a rodos. Olhem só, o José e a Zazie, por exemplo, sabem tanto de economia e de liberalismo como eu sei de teoria bosónica das supercordas criptovirtuais. Somos todos cientistas, pá!
Nassim Taleb, um bloker arrependido, de Wall Street, sobre os tais génios, disse assim:
Essa gente têm dogmas tão perigosos como os ideólogos do Kremlin. Se eu vos der um medicamento que provoca o cancro, vou para a cadeia. E o que acontece se vos der uma medida de risco que não leva na devida conta esses mesmos riscos? (…) Os matemáticos financeiros foram aldrabados pela forma em detrimento da substância. As equações funcionam no papel mas falham a realidade.
E fica à beira da raiva quando fala naqueles que “ao quererem eliminar o improvável, generalizaram modelos de matemática financeira que acreditavam regular a gestão do risco, quantificando-o.”
E tens o maior defeito que também tem o João Miranda. A mania que a compreensão do mundo precisa de conhecimento de técnica microscópica.
E o azar do Miranda é que, neste assunto, nem conhecimento micro de detalhes de finança tem e falta-lhe a visão mais vasta de compreensão do mundo.
V.s deviam ler boa literatura e estudar História. Por aí aprende-se alguma coisa.
Porque não é imaginando-se aquilo que nunca serão- experts financeiros por lerem umas tretas de jornal e juntarem a doutrina dos gurus, que conseguem compreender corno.
“O que estou a dizer é que uma economia em que os seres humanos são racionalmente egoístas e apenas procuram o seu interesse próprio não maximiza, praticamente nunca, através de uma mão invisível e sem ajuda adicional, o bem-estar da sociedade; estou a dizer que o encanto com a racionalidade do interesse próprio tem de ser devidamente ponderado para evitar o risco de se tornar num perigoso dogma ideológico.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
em 2000 a produção automóvel mundial andava pelos SETENTA E CINCO milhões de carros; o mercado só tinha capacidade para absorver CINQENTA milhões; sobravam, CADA ANO, 25 milhões; supondo que cada carro ficava a 10 000 euros à saída da fábrica então ficavam por vender: 25 milhões vezes 10 000 euros = DUZENTOS E CINQUENTA MIL MILHÕES !!! Contas semelhantes a estas podem ser feitas para a elctrónica (30% do comércio mundial); para a construção de casas; etc. Escoar este excesso de produção só podia ser feita com base no “pague depois, sem juros”. Foi assim que se mantiveram em alta as taxas de cescimento dos países industrializados o que foi bom para as economias e para os governos. A banco constituiu o mecanismo que intermediou o produtor e o consumidor; entretanto a própria capacidade de endividamento dos consumidores esgotou-se; a produção tem de reencontrar o reequilíbrio, a níveis mais baixos, nos anos vindouros e assim: terminou o crescimento dos PIB dos países ricos; terminou a solidez financeira da banca; terminou a estabilidade política; o pleno emprego; o estado social; o comércio sem fronteiras; a emigração; e por aí adiante. Hoje a dívida grega é lixo, amanhã serão as dívidas de outros estados, depois as dívidas de grandes bancos, depois as de grandes empresas, depois as dos particulares e por aí adiante. Quando termina este retrocesso ? No novo equilíbrio daqui a uns cinquenta anos, talvez.
Concordo com a Zazie. Estamos em plena demência colectiva. Futebol a rodos. Novelas q.b. Ronaldos que substituem Einstein no ideário juvenil(e não só). Pão e circo. Voltámos ao império romano…
Estou a achar muita piada. Primeiro o JCD, depois o João Miranda, apanham umas migalhas, uma vírgula aqui, uma preposição ali e… helas! Apanhei-o!
O Jose ou a Zazie tiram-lhes as palas, e lá voltam a deixar o LR e o Lucky a chapinhar na merda. Mas estes não se importam. Estão lá sempre.
Uma base em Filosofia é um avanço para muita coisa. Porque Filosofia não é Economia nem treta para burros.
É difícil e dá uma capacidade de entendimento de muita coisa. A começar por se perceber que aquilo a que v.s chamam “filósofos”- os tais gurus das teorias económicas, nunca o foram e não passaram de pensadores de segunda num ramo que nem é filosofia- a dita economia política.
Por isso é que depois se baralham todos a querem explicar o apriorismo austríaco contra o pragmatismo de Chicago e nem sequer os conceitos podem entender, pois isso é teoria de conhecimento- coisa que desconhecem.
Sabes que não sou de extremos. Os “Espíritos Santos” todos são bem-vindos, enquanto forem pessoas equilibradas. Quando exagerarem, causarão mais mal do que bem.
“No mundo dos produtos derivados, os nossos modelos são utilizados para “reduzir a realidade” a fim de tomar decisões melhores do que se não existissem modelos de todo. Mas é um pouco mais modesto. Como o repito há mais de vinte anos, não se faz especulação, tenta-se reduzir os riscos dos produtos derivados. Não é a mesma coisa.”
Quem disse isto e retirou as credenciais aos “especuladores” foi Nicole El Karoui, catedrática em Paris VI. Uma das tais matemáticas financeiras.
E isto nem é preciso para se saber o problema dos modelos matemáticos.
Para isso é preciso conhecer quem trabalhe na área, já que não é treta que alguém consiga aprender por auto-didatismo.
Ora esta malta nem a conferências vai!
Nem sequer dentro do ramo científico conhecem o que alguns colegas fazem.
E isso é que é a grande anedota. Até eu que sou mais é bolos consigo estar a par de conferências que estes experts de liberalismo económico nunca ouviram falar nem deram por nada.
O JM é cientista biólogo e tem a mania que é tudólogo em ciência e nunca divulgou estas conferências feitas cá.
Veio gente de várias partes do mundo. E foi aí para o Norte- em Aveiro. Era suposto estarem interessados, já que gostam de cagar de alto como se fossem eles os peritos e tudo o resto gente ignara que lhes contraria as manhas doutrinárias.
Agora vem com tretas moralistas e pergunta se são maus.
Não são maus nem bons. Há gente a trabalhar neste meio que sabe tanto como v. porque vive apenas para o mundinho do cifrão.
Mas há quem se interrogue acerca do que faz e esses sim- são interlocutores válidos.
E a finança já nem sequer é um mundo para economistas. Devia saber de onde vêm os principais quants e traders que estão à frente dos principais bancos.
São os geniozinhos que largaram a Ciència por se fartarem de viver de bolsas e que tiveram aqui a porta aberta para ficarem milionários eunquanto o diabo esfrega o olho.
Eu conheci um puto de teorias de cordas em Cambridge- um brasileiro que em menos de 10 anos ficou multimilionário.
Terminou o tripus e candidatou-se a um banco. E assim como ele foram dezenas e centenas deles em todo o mundo.
E são ainda. É aí, em putos com pos-doc e geniozinhos da ciência que eles os recrutam.
E posso dar-lhe um exemplo- para uma única vaga há grandes bancos que andam a seleccionar candidato durante mais de 6 meses e entre esses qualificados.
“Embora os economistas não tenham uma intuição especial sobre a natureza humana, não tenho dificuldade em aceitar a hipótese de que basta o interesse próprio quando os mercados são perfeitos e completos e toda a propriedade é de alguém, pois neste caso os actos praticados por cada um são irrelevantes para as decisões e bem estar dos outros. Mas em todas as outras circunstâncias – isto é, no mundo real, em que os mercados nem são perfeitos, nem completos – a hipótese do interesse próprio é inadequada e tem, muitas vezes, implicações muito nefastas. Por exemplo, o interesse próprio diz que se uma empresa puder obter um contrato com o Estado por um terço do preço ao pagar luvas a um funcionário público desonesto, ou ao financiar ilegalmente um partido, deve racionalmente fazê-lo se a probabilidade de ser apanhada e a pena não forem superiores ao benefício conseguido; ora isto leva a que conscientemente se corrompa a sociedade e o Estado e se contribua para a ineficácia da justiça.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
O quê? Os tribunais metidos na política e a julgar a política?
Isso é precisamente o que acaba de defender, ao contrário: a separação de poderes.
O problema de fundo é a influência nefasta de certos lobbies como o da construção das Motas Engis e os bancos, como o BES nas opções de política económica do Governo.
Antes das eleições, o lobbie da construção ameaçou o governo que viria com uma revolução se não lhes dessem o que queriam. Tenho para aí a entrevista de um dos próceres.
OUtra questão que pode ser abordada é a alta corrupção.
No Público de hoje, cita-se Abel Pinheiro em escuta telefónica para um dos responsáveis do GES ” Fazendo as contas, nós metemos na mão da sua gente ( o BES) mais de 400 milhões de euros nas últimas três semanas.”
É disto com que se compram os melões. E os advogados de certas firmas. Um nome sempre na berlinda: Proença de Carvalho.
“Sabes que não sou de extremos. Os “Espíritos Santos” todos são bem-vindos, enquanto forem pessoas equilibradas. Quando exagerarem, causarão mais mal do que bem.”
Não é extremo nenhum, porra. Se as pessoas estiverem genuinamente convencidas que o grupo BES é a “fonte do mal”, só têm de o castigar tirando de lá a conta. Seria o mercado, com o seu sentido ético, a funcionar.
Os liberais à portuguesa agora defendem os modelos matemáticos… os interessados devem ir aos arquivos ver o que os mesmos dizem dos modelos matemáticos quando aplicados a outros casos… aquecimento global por exemplo.
Mas onde é que os Bancos querem medir todas as variáveis do comportamento humano? Eles pretendem apenas medir riscos, pois a principal actividade dos bancos é geri-los.
Olha este… com que então gerir o risco… os modelos do aquecimento global são para dar suporte a uma conspiração a nível mundial e blá blá. Que palermas.
“Um homem devia ver-se não como separado ou isolado do seu semelhante, mas como um cidadão do mundo, um membro da vasta liga das nações… e no interesse desta grande comunidade, deveria sempre sacrificar o seu pequeno interesse próprio”.
“As equações funcionam no papel mas falham a realidade.”
Quando as equações falham a realidade é sinal que são erradas. É quase como o ridículo das pessoas dizerem que os erros se devem ao programa informático.
O problema é que as equações não foram desenvolvidas pelos matemáticos (ilusão!) mas pelo sr Ricardo Salgado e seus pares.
Vejo que não percebeu a diferença entre o uso de modelos matemáticos por entidade privada, em que esta assume os riscos do erro no modelo, e o uso de modelos matemáticos por entidades públicas, em que estas procuram impor políticas públicas como se não existisse risco de erro no modelo.
Infelizmente para o contribuinte americano, a GM, se bem que mais pequenina, continua “vivinha da silva”. Mais um exemplo de uns capitalistas (neo)liberais que convenceram Bush e Obama a despejar billions na “coisa”.
“o objectivo de maximizar o valor para o accionista não é consistente nem com a maximização do valor para a empresa, nem para a sociedade. E porquê? Porque quando se limitam os objectivos de uma organização a um grupo dos seus intervenientes – neste caso os accionistas – criam-se conflitos com todos os outros grupos e isso origina custos acentuados e entropias, uns e outros fazendo com que o óptimo seja impossível.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
“O quê? Os tribunais metidos na política e a julgar a política? (…)”
Aqui há umas semanas, o governo assinou o contrato de construção do troço Poceirão-Caia do TGV. Toda a gente sabe, governo e lobbies, que um país em pré-falência não consegue mobilizar recursos para tal obra. Então porque se assinou o contrato? Tudo leva a crer que para pagar indemnizações. Isto não justificava a abertura de um processo pela PGR?
Que produziu essa afirmação foi precisamente a matemática financeira e grande perita, Nicole El Karoui. Uma das gurus dos “brokers”.
Mas disse mais que isso. Que o problema reside precisamente nesses “brokers” que confiam cegamente nesses modelos que lhes permitem arriscar e mostrar que estão respaldados por “cientistas”.
“o objectivo de maximizar o valor para o accionista não é consistente nem com a maximização do valor para a empresa, nem para a sociedade. E porquê? Porque quando se limitam os objectivos de uma organização a um grupo dos seus intervenientes – neste caso os accionistas – criam-se conflitos com todos os outros grupos e isso origina custos acentuados e entropias, uns e outros fazendo com que o óptimo seja impossível.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
“uma empresa só vence quando põe consciência e alma em tudo o que realiza, e partilha isso com todos os seus funcionários e clientes, a fim de criar nestes o entusiasmo e a paixão por aquilo que a empresa faz”
Ninguém percebe. Só os liberais à portuguesa é que percebem. O que este tipo disse sobre os modelos… andou meses, anos a desancar nos modelos. Mas os modelos da “alta finança” que fodam países inteiros, já são bons. São liberais. Como é que dizes? Vai dar banho ao cão. E pelo caminho vai dar sangue.
@Arnaldo pare de dizer o que devem ser as empresas e como devem funcionar. Não há uma regra. Quem lá está é que sabe as suas razões. Há até muita gente que só quer estar ocupado. Outros querem-se divertir e realizar um projecto, um sonho. Outros querem o máximo lucro possível.
Vai correr mal para eles e para nós que temos de facto uma dívida superior. O ouro do etc e tal que os xuxas tentaram vender, mas que não lhes foi permitido, vai valendo até 1011. depois…
A crise fincanceira e económica foi causada pelos “mercados de casino”. Mudem a mesa. E as fichas, já agora. Ponham um olheiro para fiscalizar os batoteiros, porque são muitos. A Goldman é a cabeça da hidra.
Seria o mercado, com o seu sentido ético, a funcionar.
O planeta liberal é um lugar feliz… Steve Jobs numa entrevista à Wired em 1996, com a sua capacidade de descodificar assuntos aparentemente complexos:
When you’re young, you look at television and think, There’s a conspiracy. The networks have conspired to dumb us down. But when you get a little older, you realize that’s not true. The networks are in business to give people exactly what they want. That’s a far more depressing thought. Conspiracy is optimistic! You can shoot the bastards! We can have a revolution! But the networks are really in business to give people what they want. It’s the truth.
Vamos todos tirar as contas do BES e colocar o sentido ético do “mercado” a funcionar. Hehe. Que anedotas estes tipos.
“Alternativas a isso há várias, em países africanos, em países árabes.
Talvez V/ as prefira.”
De que raio está você a falar. Há nesses países limites ao Poder do Estado sobre as pessoas? Nesses países as pessoas são livres? A propriedade privada está protegida do Poder. Há um Estado que não vive de uma clientela que pretende viver ás custas de uma minoria? As pessoas podem investir sabendo que daqui a 5 anos as regras não vão mudar todas?
Todos estão certos e todos estão errados. É o socialismo que leva as nações a endividarem-se até ao tutano. E é o capitalismo selvagem que de forma mafiosa mete o estado a gastar o que não tem em obras faraónicas e a oferecer uma sociedade de consumo e bem estar que não tem forma de garantir e sustentar.
Onde começa uma coisa e acaba outra? Eu não sei. Capitalismo de Estado ? Socialismo neo-liberal ? Não sei, só sei que esta merda nem é socialismo nem é capitalismo, ou são ambas, ou o que quer que seja.
Andam a discutir o sexo d0os anjos, só chegámos aqui por existirem as duas coisas, não se pode culpar apenas uma.
Andam a discutir teoria económica com 50, 100 ou 150 anos, patético, quando o mundo hoje nada tem a ver, são coisas novas. Novos teóricos irão explicar que o pior dos dois mundos juntaram-se numa metamorfose parasita e criaram algo de que nos levou ao colapso.
Tudo isto é uma sociedade corrupta, e em breve vamos assistir ao estoiro disto tudo a nível global.
E sei que o que vai emergir das cinzas não vai ser coisa boa, nunca foi no passado.
Aliás, uma parte da cidade ficar fechada e com tendas de enfermagem montadas por causas dos bónus da finança é coisa bué de parecida com ir às docas à sexta-feira.
Dever-se-ia prestar mais atenção, por exemplo, aos mitos da Bíblia. Caso da Torre de Babel, ou de Sodoma e Gomorra. Ou então à mitologia grega. Está tudo lá. A Zazie percebe o que quero dizer.
“O estado grego e outros estados, embarcaram na aventura neo. Endividaram-se como se não houvesse tecto, incentivados e activamente ( no caso da Goldman foi isso mesmo) ajudados por esses beneméritos do bem público.”
Essa aventura neo só pode ser ‘matrixiana’. Estamos a entrar numa nova dimensão. Os ‘neo’ que vocês falam eram uns gajos que não queriam estados, agora passaram a ser uns gajos que queriam estados ultragordos.
Na verdade, esta linha de argumentação é tão absurda que é verdadeiramente imbatível.
“Se houvesse regulação bancária em modo prudente e decisores políticos que travassem o endividamento público, decorrente também do privado, com o incentivo ao consumo, a par do gasto com as obras de vulto, haveria dificuldades nesses países?”
As voltas que o mundo dá. Até aqui, os políticos que exigiam que o estado parasse a senda da engorda, eram os ‘neo”. Agora, deviam ter existido políticos que travassem a engorda e esses é que combatiam os ‘neos’.
“De quem a culpa? De todos? Não, de quem manda e de quem incentivou os poderes públicos a gastar. Quem foi? Bancos.
Estados Unidos, Austrália, Hong-Kong, Singapura, Canadá, Nova Zelândia são exemplos de países livres e prósperos.
Vivem da livre empresa, da iniciativa e recompensam os que trabalham e os que produzem.
Na Europa, e particularmente em Portugal, a ficção do «Estado Social» serve para sustentar os lobbies, os mais ricos, as classes priveligiadas, o alto funcionalismo,etc. à custa da espoliação dos contribuintes e da classe média e numa perpespectiva mais vasta à custa da exploraçãio das classes trabalhadoras.
O actual «estado social» é bom para o sr.juiz, o sr. engenheiro, o sr.professor, o sr.artista qualquer, o sr.director, o sr.regulador; o sr.administrador/gestor público, o sr.sindicalista funcionalizado, o sr.politico e o sr,empresário subsidiado.
Este «estado social» tira o suor e o trabalho dos pobres para engordar os ricos.
E não ve venham com ideologias da treta pois a verdade é esta.
Daqui pr’a frente deve ser como nos EUA: quem não trabalha nem produz, não come!
Vão pregar socialismo e social-democracia para a puta que vos pariu!
“Os Estados Não Sociais são melhores? Quais são eles?”
Não há estados não sociais. Tirando mini-países. O Fim da História ainda não chegou, chegou o Fim dos Estado Social. O Estado no Ocidente tem limites ao poder do Estado sobre as pessoas, uma vez que é uma Republica, mas como é Social não tem limites ao poder que tem sobre a Moeda, a Economia e o Trabalho e Propriedade das pessoas. É preciso que a Republica também chegue aí e limite o que os Políticos podem fazer à Economia.
“A crise fincanceira e económica foi causada pelos “mercados de casino”. Mudem a mesa. E as fichas, já agora. Ponham um olheiro para fiscalizar os batoteiros, porque são muitos. A Goldman é a cabeça da hidra.”
A crise financeira foi criada pelo Estado Social. Precisou de aquecer a economia para sustentar os seus gastos crescentes, a demografia e a crescente produtividade.
No passado bastava só fazer estradas ou casas para crescer.
Se não tivessemos a 1ºGuerra e a 2ºGuerra Mundial e o Comunismo já teríamos chegado a este problema mais cedo. Fartámo-nos de partir janelas e repará-las.
“V. fez uma pergunta de caca onde negava a possibilidade de lucros astronómicos por parte da banca, pois os nºos não diziam isso.
Eu respondi-lhe que os nºs não incluíam estes lucros e devia ter-lhe dito tudo por todas as letras”
Nos bancos e em muitas outras empresas há e sempre houve bónus por objectivos. Se os bancos aqui abusam e entram em níveis de risco elevado é porque sabem que estão protegidos da falência pelos poderes públicos. A solução é fácil – retire-se-lhes essa protecção.
“V. deve ser ingénuo- porque nem sabe que dinheiro é que é lavado na City.”
É espantosa essa sua clarividência, que afere com tamanho rigor os meus níveis de ignorância.
“Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.
Isso foi artigo de uma revista recentemente. Fiquei espantado.”
Pois está. Só que a capacidade de refinar a trafulhice tem-se desenvolvido à velocidade da luz.
E a globalização e os esquemas dos CEOs empresariais, mais os hedge funds e a criação de produtos extremamente sofisticados é que foi a novidade.
Mas é claro que não há bolhas feitas por meras leis da economia. Há quem as monte.
Sempre houve. O John Law ficou famoso por uma delas. Eles é que nunca contam estas historietas.
Não é por acaso que em França ainda existem palavras tabu por causa dessa do Mississipi.
E quem era o John Law. Não era judeu. Era jogador.
Era um batoteiro profissional que conseguiu chegar a conselheiro do rei e ficar dono de o banco de França e do monopólio do Mississipi- tráfico de escravos- inclusive.
A existência de uma economia liberal, que até defendo, não implica a anulação total do Estado, que a meu ver deve regular algumas áreas, como a Educação ou o Ordenamento. Embora os EUA sejam os maiores produtores de Ciência, não me parece a instrução média de um americano seja muito elevada…
penso que a maior parte dos liberais não quereria ver crianças a pedir esmola ou idosos a morrer de fome. Trata-se apenas de por a trabalhar quem está em idade activa.
Qualquer pessoa que olhe para as contas da maioria dos Estados no Ocidente, desde os EUA ao Japão passando pela a Europa vê que é impossível continuarem a viver como estão. A única coisa que todos estão a fazer agora é agravar o problema.
“…a anulação total do Estado, que a meu ver deve regular algumas áreas, como a Educação ou o Ordenamento. Embora os EUA sejam os maiores produtores de Ciência, não me parece a instrução média de um americano seja muito elevada…”
A maioria da educação nos EUA está nas mãos do Estado. A Suécia é mais liberal que os EUA na Educação.
Diga lá a metade dos portugueses que não pode ter TV Cabo, que tem de por o carro de lado e andar de transporte público ou de bicicleta, que não pode tomar o pequeno-almoço no café nem comprar o almoço e o jantar no take-away, ou que tem de voltara comprar roupa na feira. Há vinte anos atrás vivia-se assim em grande parte do país. Tenta convencer metade dos portugueses a voltar a esse estilo de vida. Isto ainda vai dar bronca, e não é só em Portugal.
E escusa de fazer demagogia alterando as palavras. Eu não disse que sabia- disse que tinha conhecimento directo.
Vá lá fazer joguinhos escolásticos com a mongalhada porque comigo já sabe que não pegam.
Eu disse que era “mais é bolos”- logo, foi demagogia de caca insinuar que eu afirmei saber de finança.
Depois disse que v.s não sabem nem podem saber algo que não se aprende por auto-didatismo.
E expliquei que estar a par é uma mais valia.
Ora v.s nem a par, nem com contactos, nem com nada.
V.s são como os comunas e a utopia da URSS. Citam os gurus e garantem, tal como eles garantiam, que lá longe, no estrangeiro, há quem saiba que os gurus estão certos.
É nisto a que se resume a vossa caricatura de doutrina de bolhas financeiras. E nem sequer em relação à causa das bolhas atinam entre v.s Os que seguem os gurus austríacos dizem que os v.s gurus são uns aldrabões.
#199, um professor da universidade disse-me o contrário, mas também está mais dentro do ensino superior americano, o qual saliente-se, é de longe mais eficiente que o nosso. Pura e simplesmente expulsam os alunos que não estudam e chumbam às cadeiras. E quem quer fazer o curso em metade do tempo, tem essa opção. Mas não há Queimas com bebedeiras e Quins…
O Estado Social é aquele que incentiva o assistencialismo. Em que 60% podem votar para viver ás custas de 40% e depois passa a 70% para viver ás custas de 30% de depois 80% para viver ás custas de 20% e depois cai o edifício todo.
Por exemplo- até no léxico se nota o vosso atavismo.
Se alguém falar em jogo de casino a propósito da banca, descabelam-se todos que é sacrilégio, é comuna, quer o socialismo, quer destruir o sistema capitalista e mais não sei quantos de histerismo.
Acontece que essa é a gíria pela qual os financeiros apelidam a própria actividade.
reformar o Estado Social consiste em libertar a sociedade. Reduzir o peso do Estado, acabando com todas as despesas perdulárias. Isso implica, por exemplo, extinguir concelhos, freguesias, governos civis, institutos e fundações, despedindo quem está a mais. Dar opção de escolha na Educação, Saúde e Segurança Social. Privatizar empresas como a CGD ou a TAP. Liberalizar o mercado de arrendamento e o mercado de trabalho. Combater iniciativas que ponham em causa a liberdade dos cidadãos, como o chip electrónico nos automóveis. Eis alguns exemplos de medidas.
Sobre a ignorância e o conhecimento, cada um convence-se o melhor que pode. Perante o espelho, provavelmente, não será muito difícil desmontar a máscara fatal.
“Oh amigos liberais, acabar com o Estado Social consiste em pôr a trabalhar quem está em idade activa?”
Consiste em não incentivar o assistencialismo. Consiste em que 60% não poderem votar para viver ás custas de 40% e 30 anos depois 80% votarem para viver ás custas de 20% e depois 10 anos depois cair tudo.
“No ME, poucos, acho.”
Se o ME, o Estado não tivesse o Poder total sobre o ensino já muita gente teria percorrido outros caminhos. A educação não seria uma aposta de casino, tudo colocado no mesmo número na roleta. Haveria mercado. O mercado começa pelas ideias. Se há ideias diferentes há mercado.
O importante é saber escrever o básico, ler um texto com linguagem informal, utilizar a máquina de calcular e brincar com o Magalhães. Tretas difíceis que estruturem o pensamento e obriguem a pensar… nahhhh… démodé…
“V.s são como os comunas e a utopia da URSS. Citam os gurus e garantem, tal como eles garantiam, que lá longe, no estrangeiro, há quem saiba que os gurus estão certos.”
Terá extrema dificuldade em encontrar alguma posta do Blasfémias em que nos curvemos respeitosamente perante esses tais gurus.
Aliás, você e o José é que trouxeram à liça os modelos matemáticos, atribuindo as culpas de uma crise global a uma simples ferramenta operacional. E da importância de ir ouvir os traders (meros peões de brega, sabia?) a congressos em que, aí sim, seríamos todos iluminados pela verdade.
“O importante é saber escrever o básico, ler um texto com linguagem informal, utilizar a máquina de calcular e brincar com o Magalhães. Tretas difíceis que estruturem o pensamento e obriguem a pensar… nahhhh… démodé…”
“atribuindo as culpas de uma crise global a uma simples ferramenta operacional”
Embora tenha arrumado a pasta, não arrumei o sentido de verdade para reposição da ideia que escrevi.
O que disse foi que este capitalismo de “mercados” entrou numa vertigem tal que se apoderaram avidamente de modelos matemáticos de gurus que lhes deram a ilusão de poderem suplantar o que nunca será suplantado: a incerteza do comportamento humano. E depois escrevi e citei uma das tais matemáticas cujo modelo foi seguido a defender-se das acusações daqueles que lhes chamaram charlatões.
E escrevi que foi este ideário que orientou os “mercados” dos derivados.
O que não escrevi e escrevo agora é que enquanto os tais modelos serviram, não houve avisos dos génios matemáticos para haver maior cuidado. Incharam de vaidade por se verem os artífices do casino. Como depois a coisa deu para o torto arranjaram logo desculpas de mau pagador: que os modelos só para gente e circunstâncias normais e patati patata.
nem os EUA ou a Austrália estão 100% livres do «social». Ninguém no século XXI quererá ver crianças a trabalhar ou deficientes a pedir esmola. Seria um retrocesso. Mas isso não implica que o Estado tenha de sustentar gente que não quer sujar as mãos na agricultura ou na indústria. Penso naqueles que recebem o RSI… o qual aliás já deveria ter tido um ponto final. Adultos em idade activa não deveriam receber um tostão do Estado.
A escola pública ensinava dantes. O manual de António Sousa Franco, explica. E este até foi ministro. De Guterres. E artífice número um da desbunda de gastos.
.
Pequenas questões:
.
a) O que é isso que pomposamente se chama de Banco Centrais ? Quem são os donos ? Quem manda neles ? Quem dá ordem para se imprimir mais ‘thin air money ? São o País de que herdam o nome ? São os Estados ? É a Politica ? São os Governos eleitos ? Afinal quem é o verdadeiro dono de todo o papel moeda que anda para aí a circular ?
Todo o dinheiro que um Banco empresta não regressa em deposito ao sistema bancário ? X vende um andar, Y compra com emprestimo ao Banco e paga, X deposita no sistema bancário o dinheiro que recebeu, certo ? Então houve ‘bubles’ na habitação, onde é que está o dinheiro que desapareceu e foi preciso os Contribuintes fazerem ‘bail outs’ para não perderem o dinheiro que tinham depositado no sistema bancário ? Será que está metido debaixo do colchão ? Ou fizeram charutos com notas de mil que arderam como no tempo dos volframistas ?
–
Pois é chama-lhe modelos matemáticos …
É isso, José. Já estavam a querer dar a volta com mentira básica.
Parece que gostam de ter plateia de analfabetos para ganharem uns pontitos com tretas destas.
Ninguém explicou ou reduziu a crise a modelos matemáticos.
Agora v.s sim- juravam a pés juntos que não havia crise nenhuma- que era tudo um down natural de crescimento e tudo super-controlado pela tal da mãozinha marota.
Isso sim- v.s negaram até os bancos desatarem a falir que houvesse qualquer crise.
E nunca a perceberam.
E pior que isso- nem curiosidade têm em perceber.
Sabe porquê?
Porque têm medo. Têm medo que a doutrina, a fezada, possa ficar abalada.
.
Texto de 2 Nobeis já que só isso parece dar credito ao pessoal cá da terra:
.
“This was likely to have been a massive flight out of the European currency by hedge fund hyenas, zombie banks, and their allies in certain central banks, Finance Ministry, Parties and Politicians.
.
There are two competing explanations of the current crisis. One is that we are seeing the crisis of the welfare state, with its modest provisions for the health, education, and welfare of its citizens. This is hogwash. The social safety net is everywhere frayed and threadbare.
.
In reality, we are seeing the crisis of the globalized, hot money, casino economy of recent decades, based on speculation, derivatives, securitization, over-financialization, industrial and infrastructural stagnation, declining standards of living, union-busting, and cultural barbarism. This is the real explanation, and it is these degenerative phenomena which must be rolled back.
.
It is the second wave of a world economic depression of cataclysmic proportions, which is likely to include the disintegration of the euro and the British pound unless a serious counterattack against the speculators is mounted soon.
.
It’s said that the cure is to cut spending and raise taxes – in other words, austerity and deflation. That, of course, is the same kind of crude nonsense which made the last depression so severe.
.
In a depression, austerity does not work. It drives down production, drives down tax receipts, and drive up unemployment – ask by example Herbert Hoover and Heinrich Brüning. Even worse, austerity destroys the political system and opens the door to totalitarian solutions.
.
The alternative is to attack speculation and prepare an economic recovery program through national credit creation job creation.”
.
Desculpem não traduzir, o google dará alguma ajuda.
.
Esta gente anda muito preocupada com a Educação Sexual, no meu tempo já se ensinava no oitavo ano o que eram as DST’s, a puberdade e a anatomia básica dos aparelhos reprodutores. O que eles querem é outra coisa, mas isso já é outra discussão. Ora mais importante que isso era uma disciplina série sobre Economia e Finanças obrigatória para todos os estudantes. É certo e sabido que a sociedade portuguesa tem um défice crónico de cultura financeira. A maioria dos jovens adultos não faz ideia do que é uma balança de pagamentos, um orçamento de Estado, para onde vão os impostos, o que é o IVA, como se pagam as obras públicas… Se calhar, nem interessa aos actores do Regime que haja cultura financeira… Pois se assim fosse, haveria mais poupança, menos endividamento, mais competitividade…
Dívida pública, segundo SOusa Franco ( pág. 197, edição da Vega):
“conjunto das situações passivas que resultam para o Estado do recurso ao crédito público. Pode falar-se em dois sentidos: em sentido estrito e amplo. A dívida pública financeira cabe na primeira.
E em duas páginas explica o resto.
> Os homens das finanças têm culpa de quê? Eles gerem um negócio. Tem riscos. Por vezes corre bem, outras mal.
Ah. Os passadores de droga tambám só vendem a quem compra.
Mas esses não têm anúncios na TV, rádio, jornais e placards, todos os dias, anos a fio, a impingir crédito fácil. E quando os viciados quinam sem pagar, não têm os governos a sugar o povo para pagar a dívida. Uma pequena e decerto insignificante diferença.
(E se tratassemos os bancos como as empresas farmacêuticas, que também não podem vender opiáceos à discrição?)
«O que não escrevi e escrevo agora é que enquanto os tais modelos serviram, não houve avisos dos génios matemáticos para haver maior cuidado. Incharam de vaidade por se verem os artífices do casino. »
É verdade. Houve matemáticos que avisaram. Inclusive matemáticos portugueses.
Mas os géniozinhos matemáticos da finança não avisaram e estavam ceguinhos por isso que disse- pela ganância.
Porque aquele mundo corrompe se não houver sensibilidade para mais coisas.
Razão pela qual também existem matemáticos e traders que, de um dia para o outro, largam tudo para irem fazer cinema- por exemplo- ou montar um bar.
Acontece assim. Em vendo a loucura e não sendo básicos são capazes de mudar de pele.
Mas é verdade que dentro do meio os géniozinhos negavam problemas.
Estes modelos matemáticos não são sequer ferramenta que possa ser entendida por todos os pares.
Porque eles v~em da física teórica, onde também ninguém entende o detalhe específico de cada um.
Desde o crash de 87 que se fala em modelos matemáticos / informáticos em Wall Street. Na altura chegaram a atribuir as culpas do crash ao chamado “program trading”, cuja utilização chegou inclusivamente a ser regulamentada pela SEC. Já em finais dos anos 90, 2 gurus que tinham ganho o prémio Nobel, levaram o fundo LTCM à falência. Isto para lhe dizer que a utilização de modelos matemáticos nos mercados financeiros deve ter barbas tão grandes como os próprios mercados e todos sabem que não há modelos perfeitos. Por isso lhe repito, os modelos de que você fala eram (são) uma simples ferramenta e quem os utiliza (traders e analistas) não passam de simples peões de brega, por muitos milhões que recebam de bónus.
O livro nem tem data de edição, mas comprei-o em 1984.
Portanto, antes das bolhas. Até das dot-coms.
E o pobre do Sousa Franco já lá está também. Paz à sua alma.
LR, para terminar que vou dormir e já reclamam por estar aqui:
Esses modelos ditos “clássicos” foram seguidos ultimamente noutra vertente. Os gurus que se afoitaram em descobrir “regras” de comportamento quantificáveis foram os mais seguidos.
Aliás. A tal conferência em Aveiro teve este resultado. Houve pega e desacordo entre os próprios quants que vieram debater com os cientistas dos movimentos caóticos.
Pelos motivos que o José enunciou. Porque os teóricos da ciència também têm essa fezada que a teoria pode explicar tudo e nunca aceitam que os aspectos psicológicos e humanos alteram tudo.
E entre os traders/quants passa-se o mesmo. Há quem não consiga sair da micro-escala que habita.
Este foi até o balanço da conferência- houve gente a negar os próprios modelos e a dizê-lo publicamente. No sentido de explicarem como são incontroláveis em determinados momentos.
Bem, acabar com o Estado Social, afinal, talvez não seja exactamente acabar. É mais “tal como o conhecemos” ou “que não incentive o assistencialismo”.
Quanto a não conseguir financiamento, essa é muito boa. Se o PIB é 165 mil milhões de euros, como é que não há 35 mil milhões de euros para pagar o Estado Social?
Mais uma vez, há aqui um problema moral, não apenas económico… A sociedade actual tem todo o esplendor dos pecados capitais que estão bem descritos pela moral judaico-cristã e pela mitologia grega. A malta troça do Prof. João César das Neves mas daqui a algumas décadas ainda lhe darão razão em muitos aspectos.
Têm tantas barbas e têm-se tornado cada vez mais sofisticados que eu gostava é que o LR me dissesse quem é que os estuda e aplica cá.
É que modelos matemáticos há muitos. Chama-se a isso a “biblioteca” dos quants.
Mas estes de teorias caóticas não são nem coisa básica nem sequer por cá se aprende nada disso.
Aliás, os traders antigos até eram pessoas apenas com meras licenciaturas. E nem usavam nada disso. Há textos online de matemáticos tugas a explicar a diferença.
Isto é teoria do caos e quanto muito usa-se no estudo dos fenómenos atmosféricos.
Mas é coisa de tal modo complexa que quem quer fazer doutoramento nisso tem de passar por vários lados e estagiar na América ou com mais meia dúzia de teóricos na Europa.
O PIB só é 165 mil milhões com o crédito todo que existe. É o crédito que dá muito emprego e actividade económica. Nós nunca estivémos tão “ricos” como agora.
Os gastos do Orçamento de 2010 são à volta de 81 mil milhões. Nem tudo é social obviamente mas a maioria é o. Dos 81 mil milhões cerca de 20% são pedidos emprestados.
#232, Luck
exemplifica bem como nenhuma modelo matemático funciona. Há a tal imprevisibilidade humana que duma esferografica que custa 5 na papelaria passa a valer 500 porque o Papa assinou com ela.
.
Para onde foi o dinheiro ?
Se alguém a comprou por 5 a papelaria depositou-o no sistema bancário salvo se fez com a nota de 5 um charuto e o fumou. Se passou a valer 500 por causa emocional relacionada com o Papa, válida para uns mas que não vale nada para outros, resta saber se alguém comprou essa esferografica. Se a comprou, mesmo com dinheiro emprestado pela Banca, quem vendeu faz esse dinheiro regressar em deposito ao circuito bancario. Multiplique este mecanismo por milhões de transacções e negocios diários. A determinado momento o Banco apresenta-se publicamente sem dinheiro para pagar aos depositantes que nele CONFIARAM. Falido. Onde é que está o dinheiro ? Para onde foi o dinheiro ? Desapareceu nalgum incendio do sistema bancário ? Foi mandado para Marte ?
.
Se ninguém a comprou mas alguém acreditou que uma coisa de 5 vale 500 poderá ter sido aceite por algum Banco como hipoteca de qualquer emprestimo. Mas se os Banco acreditou foi anginho, são valores emocionais como um quadro do Picasso que para uns vale milhões para outros vale zero, casino.
.
Já temos uma despesa pública que, de acordo com o OE 2010, ultrapassa os 50% do PIB. Como o défice é persistente e pelos vistos não aceitas que se toque no sacrossanto estado social, deduzo então que sugeres mais aumentos de impostos? Num país pobretana e já com um nível de tributação semelhante aos nórdicos?
Tu não pagas impostos, pois não
Tem piada que na Austrália o Partido Trabalhista governou 16 dos últimos 27 anos. Formou governo em 2007. Na Nova Zelândia o Partido Trabalhista governou 15 dos últimos 26 anos. Perdeu o governo em 2008. São ambos membros da Internacional Socialista.
Tal como Pessoa, não sei nada de finanças.
Mas li atentamente as duas centenas e meia de comentários que para trás ficaram.
Como um aluno que gosta de aprender. Costumava sempre eleger um professor.
Elegi o Madureira.
Os outros parecem verdes.
Não acabas com o Estado Social. Cortas no Estado Social o que não servir para nada. E cortas o que puderes no Estado não social, principalmente no Estado Partidário. Conservas o Estado Social (aliás, um Estado Social muito melhor), a carga fiscal desce e as contas públicas equilibram-se.
Acontece é que, neste caso, foi o próprio sistema que mostrou como os tais instrumentos que deviam servir o capitalismo, servem também para dar tiros no próprio pé.
E aí é que depois há os que são aparados pela economia base que não provoca estas crises e cuja função não é apenas fabricar milionários.
Estados Unidos, Austrália, Hong-Kong, Singapura, Canadá, Nova Zelândia são exemplos de países livres e prósperos.
-……………..
Este nunca deve ter olhado para as contas dos EUA nem reparado que a Austrália está no Top10 da bancarrota.
Há muitos que até dizem que esta obsessão pelos PIIGS é para desviar as atenções das contas de países como esses, EUA, UK, Austrália, Japão e afins …
.
Outros Catedráticos em FINANÇAS PUBLICAS e PRIVADAS dos que cumprem horário completo a ensinar os alunos a tempo inteiro e a trabalharem nos laboratórios e departamentos de investigação nas Universidades em que trabalham obrigatoriamente em exclusivo e de que são empregados, têm opiniões completamente diferentes na mesma ‘CIENCIA’:
The Failure of Mainstream Economics:
.
The economics profession, particularly in the universities, rarely addresses the actual “real world” functioning of markets. Theoretical constructs centered on mathematical models serve to represent an abstract, fictional world in which individuals are equal. There is no theoretical distinction between workers, consumers or corporations, all of which are referred to as “individual traders”. No single individual has the power or ability to influence the market, nor can there be any conflict between workers and capitalists within this abstract world.
.
By failing to examine the interplay of powerful economic actors in the “real life” economy, the processes of market rigging, financial manipulation and fraud are overlooked. The concentration and centralization of economic decision-making, the role of the financial elites, the economic thinks tanks, the corporate boardrooms: none of these issues are examined in the universities’ economics programs. The theoretical construct is dysfunctional; it cannot be used to provide an understanding of the economic crisis.
.
Economic science is an ideological construct which serves to camouflage and justify.
.
A set of dogmatic postulates serves to uphold free market capitalism by denying the existence of social inequality and the profit-driven nature of the system is denied. The role of powerful economic actors and how these actors are able to influence the workings of financial and commodity markets is not a matter of concern for the discipline’s theoreticians. The powers of market manipulation which serve to appropriate vast amounts of money wealth are rarely addressed. And when they are acknowledged, they are considered to belong to the realm of sociology or political science.
.
This means that the policy and institutional framework behind this global economic system, which has been shaped in the course of the last thirty years, is rarely analyzed by mainstream economists. It follows that economics as a discipline, with some exceptions, has not provided the analysis required to comprehend the economic crisis. In fact, its main free market postulates deny the existence of a crisis. The focus of neoclassical economics is on equilibrium, disequilibrium and “market correction” or “adjustment” through the market mechanism, as a means to putting the economy back “onto the path of self-sustained growth”.
.
Não sou dado a conspirações, nunca fui, mas acho que não é coincidência tantas notícias nos últimos dias na imprensa britânica em que metem fotos “divertidas” da Merckel e do Sarkozy
Inglaterra tem a economia de rastos há muitos anos, muito antes desta crise, só tem disfarçado a crise profunda com a desvalorização da libra. Toda a industria britânica tem vindo a morrer gradualmente, perderam todas as grandes marcas de automóveis, algumas vendidas ao desbarato a chineses. Alemanha e França para todos os efeitos ainda preservam industrias sólidas, da aviação aos automóveis, da industria aeroespacial aos comboios. Os EUA esses remeteram-se a uma nação de consumidores, comprando tudo a chineses, até a industria espacial comprometeram, mais dia menos dia nem temo meios para lançar um satélite.
Há um claro interesse britânico e americano em derrubar a Europa, só não vê quem não quer.
Ontem não comi a sopa.
E não jantei mais que uma sandes, por aprender Economia Política, nestes recontros de sábios.
Grátis, se me ensinam quantos leio, aqui e ali deparando com notáveis mudanças de convicção e saber.
A provar como vai numa roda-viva o mundo, dado a estoirar por crescer.
“Economic science is an ideological construct which serves to camouflage and justify.
.
A set of dogmatic postulates serves to uphold free market capitalism by denying the existence of social inequality and the profit-driven nature of the system is denied”
É esse o problema que elenquei e apontei as causas nos tais matemáticos aproveitados pelos “traders”.
Não são apenas os modelos matemáticos ditos clássicos e que se aprendem na Teoria Económica das faculdades. São os mais recentes, os esotéricos e os que justificam a aposta “segura” nos derivados.
São esses, uma das causas da desgraça porque prometeram o que nunca poderiam dar, ou pelo menos iludiram suficientemente quem neles acreditou.
Foi isso o que disse a tal matemática francesa seguida pelos traders.
Há uma conspiração nas universidades de economia do mundo inteiro para ensinar aos estudantes ‘coisas erradas’. Essa conspiração incluiu a criação de modelos matemáticos artilhados para darem resultados que não são verdadeiros e que têm como objectivo manter um sistema que não funciona – os mercados livres.
Os produtos financeiros derivados fazem parte da conspiração. Por trás, está apenas ciência esotérica, sem qualquer sustentação económica e sem a menor base científica. Os derivados são produtos malignos, sem qualquer utilidade que não seja a de encherem o bolso dos conspiradores, deixando pelo caminho alguns traders também milionários.
Essa conspiração estava de tal maneira bem urdida que os governos se endividaram até estoirar, porque todos os governantes foram enganados pelos conspiradores – disseram-lhes que conseguiam pagar os empréstimos e os governos acreditaram, quando não era verdade. Os bancos centrais estão também nas mãos dos conspiradores.
Só o estudo de Filosofia permite ver a luz e obter o conhecimento suficiente para entender como foi urdida a conspiração, que enganou as melhores universidades do mundo.
Não há conspiração alguma. O que existe e é sabido e contestado é a apetência dos traders por modelos de garantia de sucesso.
Que modelos poderiam escolher para sustentarem perante os seus clientes, a cientificidade das aplicações e assim ganharem o céu dos justos ( são quase todos justos e escolhidos como povo)?
Recorrerem à mitologia científica das teorias elaboradas em especulações esotéricas sobreo caos e as probabilidades de ocorrência de um furacão na península de Kamtchaka.
Foi assim que compraram ( foi isso mesmo) como bons traders que se julgam, as teses científicas mais elaboradas e incomprensívels na sua formulação a não ser pelos especialistas que lhas venderam e concluiram em modo simples: podem comprar e vender dentro destes parâmetros. E foi isso que os trader disseram aos seus clientes. Estados, incluidos, como a Grécia.
A bolha do risco foi menorizada até à irrisão. Com garantia científica, dos melhores matemáticos do género e daqueles com teses orientadas nas melhores escolas.
A soberba dá nisto: burros na água e cobardia de carácter para reconhecer depois as asneiras básicas.
Porque a asneira é mesmo básica: não há teoria científica alguma capaz de explicar o comportamento humano e as suas variáveis.
E quem acredita que a Matemática consegue fazer isso, é porque acha que uma pessoa é igual a uma asa de um avião.
João Rendeiro, o trader do BPP, traído pelas circunstâncias, escreveu um artigo no i de hoje.
Suponho que nas entrelinhas acaba por dizer o mesmo que por aqui fui escrevendo: nada é certo no mundo da alta finança. Nada é matemático. É tudo simplesmente humano. Demasiado, para o gosto de alguns.
“Alguns destes traders, brilhantes na profissão do engano, abandonam tudo e dedicam-se literalmente à pesca.”
pudera… é que a profissão é de alto nível de stress. podem ganhar muito, como podem muito perder dum momento para o outro… é que esses sabem, ou deviam saber, que os tais modelos matemáticos são uma treta e quando as máquinas se embalam em grandes corridas é muito difícil inverter o sentido da marcha, como podem estoirar se alguma areia minúscula, aquela que os modelos matemáticos não previram, entra nas mecânicas!… mas, muitos, deixam-se embriagar pelas altas velocidades das transacções, dos ganhos e pelos altos índices de adrenalina… adictos, uns, de ressaca alguns, e em cura de desintoxicação, dedicando-se à pesca ou à aguarela, uma minoria!…
Pois, mas a frase continua: é tudo demasiado humano, para o gosto de alguns. Os que preferem acreditar piamente nos modelos matemáticos de laboratório, para sustentar a criação de riqueza virtual. E que gerou a crise em que caimos.
aquilo que raramente se aborda, por aqui e não só, é a questão do crescimento económico e até dos seus modelos… e andou-se, também, a alimentar artificialmente esse crescimento, com a dívida pública, mas, sobretudo, com a dívida privada… as empresas, os bancos, os accionistas só podem ter ganhos “interessantes” nos nossos países ocidentais, que sofrem uma concorrência directa e desleal com a produção de países com crescimentos de dois dígitos… em suma, os inconvenientes da globalização.
é evidente que os governos foram coniventes, também por ignorância, das estratégias económicas do milagre da multiplicação virtual dos ganhos em que “todos podiam ganhar”…
as empresas porque podiam vender cada vez mais, os accionistas e outros investidores, porque já nem precisavam de investir directamente na economia real, naquela que cria riqueza e cria postos de trabalho, e até podiam fazer fortunas…
os “pelintras”, que ganhavam salários mínimos ou pouco mais e quase não tinham onde caír mortos, que passavam a comprar um jazigo de família T2 a crédito, que na realidade valia metade ou dois terços do que era avaliado pelos bancos, que, apesar dos juros baixos, ganhavam a dois ou três carrinhos e na embalagem, no empréstimo ao construtor e no empréstimo ao comprador e quanto maior a avaliação maior o ganho…
os governos, mesmo os “Pxuxalistas” mas também os PPxuxalistasD, que não quiseram ver que as promessas de crescimento e de pleno emprego, prometidos pela multiplicação milagrosa do empréstimo barato, não daria em crescimento nenhum e ainda menos de pleno emprego…
claro que os governos, mesmo sendo ignorantes e seduzidos pelas sereias do crédito fácil e barato, têm responsabilidades, mas as tais sereias estavam ao serviço do marqueting bancário e dos modelos de crescimento económico, que têm de ser mudados… porque insustentáveis!…
É verdade. Esses traders que pura e simplesmente largaram tudo nem eram propriamente caloiros.
Há casos de gente que tinha sonhos românticos na Ciência e largou-os por esta também se ter tornado uma grande farsa de publicações de papers e financiamentos para nada. E depois caíram na finança por um motivo simples- é a finança que absorve o mercado de trabalho que dantes ofereciam empresas.
E estas pessoas largaram literalmente tudo. Não foi para se dedicarem à pesca mas sei de um caso que decidiu ir fazer cinema- sonho que tinha em miúdo e outros deram em Djs montando restaurantes.
Assim- largar tudo por terem um bruto flash do engano e sem sentido em que se tinham metido.
Eu li a thread em oblíquo mas formou-se-me um pensamento que tenho estado a maturar. Este pessoal propõe o quê, politicamente falando, que possa levar alguém a votar neles ou num partido que se oriente pelas ideias que defendem? Eu só li destrói isto, acaba com aquilo e corta no outro. Não leio uma proposta que diga o que fazer ou como fazer depois de alegremente implodir o estado social e quaisquer valores morais que lhe estejam associados. Donde se pergunta, com alguma justiça: o que pretendem fazer depois da terraplanagem?
Se for assim, nunca vão juntar mais do que meia dúzia de criaturas para jogar uma bisca lambida ao roda bota-fora.
Mas talvez seja esse propósito, porque enquanto a utopia não dá com as trombas na realidade, podem sempre argumentar que na teoria funciona e que são apóstolos injustiçados.
«não há teoria científica alguma capaz de explicar o comportamento humano e as suas variáveis.
E quem acredita que a Matemática consegue fazer isso, é porque acha que uma pessoa é igual a uma asa de um avião.»
Ora bem. A questão é mesmo esta e é preciso conhecer-se o meio científico de onde eles vieram para se perceber o perigo de entregar a estes geniozinhos formas de multiplicação milagrosa do ar em dinheiro.
Estas pessoas eram teóricos de gabinete. Excelentes cabeças mas pessoas que nem sequer trabalhavam com coisas verificáveis, a nível científico.
A matemática é puramente abstracta; a física teórica é ficção abstracta. E tudo isto requer uma vida fechada para tudo o resto.
Esta gente vive dentro de equações- e nem sequer experiência de vida têm porque tendem a recrutá-los cada vez mais novos.
E, mesmo que fossem velhos- os cientistas- a sério- de onde os vão buscar- têm vida de ETs.
Ora depois isto transitou para a criação de modelos matemáticos que nem sequer têm tradução universal.
É uma espécie de alquimia onde chega a haver gente a desenvolver linguagem informática e matemática nova- sem que mais ninguém a conheça.
Mas é gente com grande QI, claro- e currículo seleccionado entre os melhores- logo, a mitificação cientóina cria uma aura que só uma grande asneira é capaz de deitar a perder.
Têm uma vantagem- a tradição do rigor académico. Mas tudo isso sempre foi feito em mundos artificiais- sem aplicação sequer a alterações climatéricas, quanto mais a alterações comportamentais num mundo onde circula o grande poder do capital.
E é aqui que o gigantesco erro radica- os cientóinos não entendem o mundo, por muito inteligentes que possam ser.
A crise não se explica apenas por isto- mas estes modelos explicam outra coisa- a impossibilidade de travar o efeito dominó quando as oscilações e irracionalides alteram o pressuposto ideal que os justifica.
«Donde se pergunta, com alguma justiça: o que pretendem fazer depois da terraplanagem? »
eheheh
Essa é uma boa pergunta que eu fiz há uns anos quando me dei conta deste fenómeno neo-revolucionário.
Não querem nada. Querem precisamente o mesmo que queriam os maoístas- uma revolução e depois o paraíso vem por si.
Claro que isto prova que as ideologias não acabam- renovam-se a função é sempre a mesma.
O mais estranho (aparentemente) é outra coisa- teoricamente isto é capricho da idade das borbulhas e eles já são demasiado crescidinhos para isso.
Mas creio que a resposta para a contradição é outra- ninguém vota em nenhum grupo de maluquinhos a proporem regressão social e civilizacional em remakes às avessas do 4 Yorkshiremen.
Mas o liberalismo económico está aí- isto é suporte doutrinário daquilo que por aqui se falou- dos onzeneiros- E esses não têm partido, nem andam a votos- são lobby.
Esse act dos Monty Python é fabuloso. Não o encontro sem ser num espectáculo ao vivo em Los Angeles, se não estou em erro, mas a qualidade é ordinareca.
Eu não discordo de algumas propostas ou, de forma mais lata, tendências. Não consigo é perceber é porque rejubilam de ver a tenda a ser consumida pelas labaredas se eles próprios não sabem como sair. Já disse isto mais que uma vez: parecem preferir ter a razão a ter qualquer outra coisa.
os nossos políticos e professores universitários, na sua maioria, vivem fechadas num mundo completamente ao lado do dito «país real». Não há teoria económica que resista à realidade social, cultural e antropológica do povo português. Já Maquiavel dizia que a mesma solução em povos diferente traduz-se em resultados distintos. Não vale a pena copiar para cá o Estado Social nórdico num povo que foge aos impostos e que não valoriza a património público, assim como não vale a pena fazer disto uns EUA porque esse governo cairia semanas depois.
Zeca é a pachacha da tua mãe, ó grunha.
————————————
O que eu queria era que todos os que negaram o que o José disse, apresentassem bibliografia de contraditório à que ele deixou.
Está aqui- e, pela minha parte agradeço.
Roger-Pol Droit et François Henrot- Le Banquier et le philosophe
Apenas uma nota para abordar um tópico ainda não aflorado:
Uma das leituras recorrentes por parte daqueles que acham que a culpa da situação em que nos encontramos é a que resulta da, pelo menos aparente, insuficiente regulação dos mercados.
Passando ao lado do facto de que, em todas as anteriores crises financeiras, também se ter apontado como “remédio essencial” a “maior e melhor regulação” dos mercados, cabe todavia perguntar por que razão se continua a permitir a existência de um sistema bancário assente em reservas fraccionárias?
Explico-me: se amanhã for ao banco e depositar 1000 euros à ordem, o banco, se a taxa de reservas obrigatória (determinada pelo Banco Central) for, por exemplo, de 10%, irá, legalmente, emprestar 900 euros ((1-10%) * 1000) até ali anteriormente inexistentes (o banco emprestou foi 90% do valor do meu depósito) criando assim dinheiro a partir do nada. No direito romano, tal prática corresponderia à apropriação indevida de propriedade alheia e, como tal, a uma prática criminosa.
Muitas vezes em comentários seus, como o #289, preciso de reler o nome do autor do comentário para ter a certeza que não fui eu que o escrevi, tal é a minha concordância com o conteúdo.
Apenas escrevo isto para lhe dar uma forcinha para continuar a escrever por mim, que não sou grande coisa no teclado.
“Après l’orgie spéculative, l’austérité pour (presque) tous
Le gouvernement des banques
L’insolence des spéculateurs suscite une vive opposition populaire et contraint les gouvernements à prendre quelques distances avec la finance. Le 20 mai, le président Barack Obama a qualifié de « hordes de lobbyistes » les banquiers qui s’opposaient à son projet de réglementation de Wall Street. Ceux qui signent les chèques vont-ils continuer à écrire les lois ?”
Depois da orgia especulativa, a austeridade para (quase) todos
O governo dos bancos
A insolência dos especuladores suscita uma viva oposição popular e leva os governos a dirtanciarem-se da finança. A 20 de maio, o presidente B. Obama chamou “hordes de lobbyistas” os banqueiros que se oponham ao seu projecto de regulamentação de Wall Street. Aqueles que assinam cheques vão continuar a escrever as leis?
…”La portée des mesures que l’Allemagne, la France, les Etats-Unis, le G20 prendront contre la spéculation dans les semaines qui viennent nous dira si l’humiliation quotidienne que « les marchés » infligent aux Etats et la colère populaire qu’attise le cynisme des banques, auront réveillé chez nos gouvernants, lassés d’être pris pour des valets, le peu de dignité qui leur reste.”
O alcance das medidas que a Alemanha, a França, os USA, o G20 adoptarão contra a especulação nas próximas semanas nos dirá se a humilhação quotidiana que “os mercados” inflingem aos Estados e a ira popular provocada pelo cinismo dos bancos, terão despertado nos governantes, cansados de serem tomados por lacaios, o pouco de dignidade que lhes resta.
muito a ler e aprender no texto de Serge Halimi que se situa entre dois precedentes excertos rapidamente traduzidos:
Com o seu exemplo lembrou-me de outra questão: de onde vem o dinheiro para pagar as taxas de juro do BCE?
Se o Banco central por cada 100 euros emitidos recebe 101 (taxa de 1%), de onde vem esse 1 euro já que apenas foram impressos 100?
“#232, Luck
exemplifica bem como nenhuma modelo matemático funciona. Há a tal imprevisibilidade humana que duma esferografica que custa 5 na papelaria passa a valer 500 porque o Papa assinou com ela.”
Os modelos matemáticos são aproximações uns erram mais outras menos, faz tudo parte da pesquisa dos humanos em encontrar as melhores soluções ou seja o maior lucro. É essa busca constante que faz com que medicamentos sejam mais baratos, que fazer o mapa de DNA de uma pessoa tenha descido de 500000 de dólares para 20000 dólares em 10 anos. Para isso acontecer houve gente que errou, fez asneiras e descobriu outro caminho.
É assim que avança a ciência, ou qualquer actividade humana.
Depois temos os “cisnes negros” as catástrofes. Na maior parte dos casos impossível gerir algo para o dia a dia e estar preparado para uma catástrofe. A Redundância afecta a Riqueza e a Eficência. Não não temos casa em Lisboa preparadas para resistir a um sismo como o de 1755, se tivéssemos estaríamos mais pobres noutras coisas.
“Concerteza, mas não parece que seja essa a linha de argumentação do Luís Rocha e do Lucklucky.”
Para além da insustentabilidade estrutural referi acima: Demografia, Produtividade.
Mas sistema tal como está é insustentável mesmo sem a demografia. O sistema incentiva o desperdício, o clientelismo e a taxação dos melhores. Ou seja recompensa quem não produz ou se esforça.
Quando escrevi que não me parecia aquela a linha de raciocínio do Luis Rocha e do Lucklucky, baseava-me nos escritos que tenho lido (no caso do Luis também em cerca de 30 anos de conhecimento pessoal). E o que concluí eu, então? Que, mesmo que não houvesse qualquer “problema demográfico”, seriam contrários ao Estado Social por convicção filosófica/ ideológica/ política.
Por princípio sou contrário a todo o garantismo que hoje existe dos chamados direitos positivos (saúde, educação, seg social, habitação, etc), que constituem basicamente o chamado Estado Social por 2 razões fundamentais:
– Esses direitos exigem esforço individual para os obter;
– O seu garantismo é muitas vezes fonte de parasitagem e leva frequentemente à violação de direitos naturais (aqueles que o Estado deve de facto garantir) designadamente a liberdade individual.
A minha tese é que o mundo ocidental foi tão longe a inventar “garantismos”, que hoje vai ter de retirar muitos deles sob pena de colapso financeiro generalizado.
E concordo, mas também considero a necessidade de moralizar a vida face aos resultados desiguais, imprevistos e inevitáveis do sistema económico. Isso é o que me leva a defender um ponto de equilíbrio num Estado Social que proteja as pessoas da má sorte, que permita a todos ter segurança, educação, saúde e justiça, sem contudo alimentar a preguiça e a parasitagem. Como tudo na vida, também o Estado Social pode dar melhores resultados e custar menos. É esse Estado Social que quero preservar.
#293, tocou pontos interssantes,
.
“Já Maquiavel dizia que a mesma solução em povos diferente traduz-se em resultados distintos. Não vale a pena copiar para cá o Estado Social nórdico num povo que foge aos impostos e que não valoriza a património público, assim como não vale a pena fazer disto uns EUA porque esse governo cairia semanas depois”
.
NÃO HÁ UM MODELO DE ESTADO SOCIAL:
.
O que se associa erradamente a Estado Social são de facto DIREITOS CIVILIZACIONAIS de todos à Saúde, Educação, Idade de Reforma, Pensões de Velhice e apoio no Desemprego. Pela sua universalidade a todos os Cidadãos não é monopolizavel por uma qualquer corrente politica ou partidária donde não é um modelo de Estado seja marxista, não marxista, Democracia, Monarquia ou Ditadura. Como tal não há um modelo especial ou de governança que se possa tipificar como ESTADO SOCIAL por insustentado ou monopolio de qualquer ideologia ou regime. São DIREITOS CIVILIZACIONAIS acima do modelo de Estado na sua evolução contra o Obscurantismo e a Miséria.
.
A forma de implementar esses Direitos Civilizacionais, a garantia de não falirem, a gestão, o custo, a poupança nos impostos e a relação ‘qualidade-preço’ é outra questão. Pode ser Publica ou Privada ou outra qualquer embora sempre pago pelos Impostos de todos os Cidadãos e como tal todos com acesso aos mesmos em igualdade de circunstâncias e preço.
.
.
“Não vale a pena copiar para cá o Estado Social nórdico num povo que foge aos impostos”
O que não vale a pena é teimar e copiar para cá o Sistema de Impostos nordicos e os Mecanismos Fiscais de Bruxelas num povo que foge aos impostos. Nesses Países inventou-se o modelo que se ajusta à maneira de ser dos respectivos Povos. Cita bem “Já Maquiavel dizia que a mesma solução em povos diferente traduz-se em resultados distintos”. Não tenho qualquer duvida que ninguém abdica de qualquer dos Direitos Civilizacionais atrás referidos.
.
Reduzir fortemente quem foge aos impostos, a sustentabilidade a longo prazo destes Direitos Civilizacionais que nada tem a ver com a baixa natalidade nem com o aumento da esperança de vida, o reacender da Economia e do Emprego ambos em queda livre, mais disponibilidade de dinheiro ao fim do mês nos Bolsos dos Empregados e nas Tesorarias dos Empregadores com todas as vantagens resultantes para o mercado, para o tecido produtivo do nosso País, para a competitividade dos preços de qualquer produto/serviço Português a concorrer com estrangeiros interna e externamente etc,
só lá vai por aqui (e o pouco que fugiria aos impostos entraria sem receio de repressão como Poupança no sistema bancário Português deixando de fugir como agora para o estrangeiro e para offshores):
.
“-IMPOSTOS E FISCALIDADE:
.
6) ABOLIÇÃO de todos os Impostos colectando-os num só INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e consumido dentro de Portugal (**)
.
7) AMNISTIA Fiscal para resolver o estado de falência do Tecido Económico Nacional e de insolvência do grande numero de Cidadãos e Famílias à semelhança do já praticado antes e depois do 25 de Abril, incluindo actualmente em vários Países da EU.
.
(**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
.
-SEGURANÇA SOCIAL:
.
8) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo ISU – Imposto Social Único colectado sobre tudo o comprado e consumido dentro de Portugal (***)
.
9) Instauração da PENSAO NACIONAL ÚNICA até 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses.
.
10) Criação do FUNDO de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, com depósitos mensais variáveis dos Cidadãos que queira proteger um adicional ao valor da Pensão Nacional Única quando atingir a idade a reforma; ou em caso de falecimento antecipado a família ser reembolsada do dinheiro que depositou na Segurança Social acabando-se com o actual arresto indevido dessas importâncias a favor do Estado (****)
.
(***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
(****) Na fase de transição do velho para o novo Sistema, transitariam para o Fundo Nacional de Reforço da Pensão Nacional Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores que correspondam à diferença entre o valor da Pensão Nacional Única e o valor da correspondente Pensão que estabelecia o momento da Inscrição na Segurança Social do Cidadão.”
.
Para gáudio dos Blasfémios talvez Portugal! para bem dos não Blasfémios um outro pais qualquer.
GostarGostar
ABAIXO DE LIXO É ESTERQUEIRA…TIPO SANITA NÃO?
GostarGostar
Até é possível que seja a própria Moody’s.
GostarGostar
Quem emprestou à Grécia não sabia onde estava a meter-se?
É uma coisa que nunca percebi, porque é que um banco empresta, sabendo que a probabilidade de o empréstimo não ser pago é muito grande. Até devia ser crime! Não sabem onde é que devem parar?
GostarGostar
Pecados capitais e veniais. Atenção aos dois primeiros.
http://www.paginaoriente.com/catecismo/pecadoscapitaiseveniais.htm
1. Soberba – Basto-me, não dependo de ninguém!
2. Avareza. – Quanto mais tenho, mais quero
3. Luxúria. – Sensualidade, incontinência sexual.
4. Ira. – Descontrole cerebral, por perda do auto-domínio
5. Gula. – Amor excessivo às iguarias.
6. Inveja. – Ele tem. Porque não tenho?
7. Preguiça. Não a patológica (por doença); mas a que leva ao desconhecimento de Deus e à prática de boas obras.
GostarGostar
Avareza não é uma boa tradução. A boa tradução é ganância.
GostarGostar
Se as agências de rating não fossem as eternas optimistas Portugal já seria junk há muito. Só nos primeiros 4 meses do ano a Dívida Publica subiu 5,2% .
GostarGostar
Agora é que é arriscar e comprar. 😉
(Se alguém fizer uma fortuna à conta desta dica pode pagar-me um jantarinho num sítio simpático em jeito de agradecimento, ok?)
GostarGostar
No Estado de Nova Iorque também à beira da falência os Políticos inventaram mais uma para conseguirem cumprir os contributos obrigatórios para fundo de pensões: vão pedir um empréstimo de 6 Billions de Dólares. A quem? Ao mesmo fundo de pensões…
Quando os políticos têm demasiado poder sobre o que é nosso…
GostarGostar
E a dívida pública oficial, que se mantinha estagnada desde 1985, cresce consistentemente desde 2004.
GostarGostar
#9
Mas a ideia deve ter sido dum financeiro genial, porque os políticos não sabem fazer isso.
GostarGostar
Porque é que parecem só poder existir agências de rating nos EUA?
Porque é que ficam alguns muito “indignados” só com a perspectiva de estas começarem a existir na Europa?
A Europa não pode?
Porque não?
Os americanos são mais “honestos”?
Acaso os EUA têm uma situação melhor que a da UE? (aqui respondo:muito pelo contrário)
“É uma coisa que nunca percebi, porque é que um banco empresta, sabendo que a probabilidade de o empréstimo não ser pago é muito grande. Até devia ser crime! Não sabem onde é que devem parar?”
É uma coisa a que os liberais parecem ter alguma dificuldade em responder.
GostarGostar
#4:
Perguntem à Goldman Sachs que a explicação é simples, mas não a dizem: por um lado incentivaram os empréstimos. Por outro, apostaram na queda do rating e empocharam das duas maneiras.
Como é que isto se chama? Capitalismo neo-liberal. Os “mercados”…
GostarGostar
#12
Como eu já disse há uns dias ao LR chama-se uma emboscada.
GostarGostar
Uma pergunta: este inenarrável Mentiroso, ignorante e arrogante, está à altura do que precisamos hoje, para Portugal?
Não. Claro que não está e toda a gente sabe disso, mesmo os seus apaniguados mais inteligentes ( os que andam aqui, não contam porque lhes falta o requisito).
E daí? Deixa andar, dizem os comentadores, banqueiros, deputados, presidente da República, partidos de oposição, etc.
Porquê?
PORQUE NÃO SABEM. NÃO SABEM O QUE FAZER. É essa a resposta.
Entretanto o Mentiroso anda por aí a tentar enganar a própria sombra.
GostarGostar
Como se não soubessem que o lucro é uma curva que tem um máximo. Não souberam parar e ultrapassaram o máximo. Agora, a culpa é só dos políticos… Mas alguém acredita?
GostarGostar
Neste momento, o Mentiroso atingiu um estatuto invejável: idiota útil.
GostarGostar
A culpa é do capitalismo neo. Precisamente o que os querem impingir aqui, alguns crentes fervorosos nas virtudes dos “mercados”.
Ainda não sabem que os mercados não existem como entidade colectiva organizada. Ou seja, falam sempre nisso como se fosse mas é o seu oposto.
GostarGostar
Parafraseando Shakespeare: “…first of all, let´s kill all the brokers”.
GostarGostar
Os mercados são coisas bonitas se as pessoas forem inteligentes e tiverem moralidade. Quando não, podemos esperar grandes tragédias sociais. As tragédias sociais não são essenciais para o progresso (isto é antes que alguém venha dizer que o contrário). E a culpa tem de ser dividida a meias com os políticos.
GostarGostar
Quem não consegue pagar é o estado grego e a culpa é do capitalismo… enfim.
GostarGostar
Em resposta ao Arnaldo Madureira (post 4).
Meu caro,
Á Banca de hoje pouco interessa se o devedor tem ou não capacidade de solvência.
Em primeiro lugar porque o sistema fraccionário actual permite-lhe alavancar os balanços contabilísticos de forma expedita, precisamente com o recurso a mais endividamento.
Depois porque sabe que o Estado, o mesmo é dizer o contribuinte, acabará por pagar a divida, com juros acrescidos.
Por último, porque as garantias reais, exigidas no momento de ceder o empréstimo, regra geral suportam com vantagen e lucro acrecdido o montante a resgatar.
Os lucros obscenos e siucessivos são disso prova cabal.
Cumprimentos,
NSP
GostarGostar
Claro que é Portugal!
Quem é o credor no seu perfeito juízo empresta dinheiro a um país teso, governado por um PM analfabeto e que ainda por cima tem um nome grego?
GostarGostar
@Arnaldo e José
Obrigado por mais uma demonstração de que a falta de lógica são inatas no Português, típicas da influência do jacobinismo, estatismo e socialiismo.
Com esse poder todo que o vosso Estado tem de endividar ainda têm a lata de se vitimizarem!
Não sabem fazer simples contas de somar, subtrair e dividir? Se não sabem porque é que se arrogam no direito de ter tanto poder?
Que tal a obrigação de 0,35% de superavite cada ano? ou seja zero dívida?
GostarGostar
Uma das razões da nossa desgraça colectiva vem explicada no Público de hoje, nas páginas 10 e 11:
Escom/Ges e vários escritórios de advogados.
Isso junto a certos políticos, mais o período negro das privatizações cavaquistas, misturado com a incompetência atávica do PS, particularmente Guterres, fizeram de nós o que somos: um país à beira da catástrofe.
GostarGostar
António Barreto está a dizer isto mesmo no telejornal de Mário Crespo, por outras palavras.
GostarGostar
Porque é que ficam alguns quase numa mistura de pânico/indignação só com a mera hipótese de existirem agências de rating na Europa?
Que pasa?
É um ramo que está vedado aos europeus?
Porquê?
Não podem , num qualquer país do continente, fundar uma?
Porquê tanto horror?
Só os EUA (ainda mais falidos que a UE) é que têm “credibilidade”?
GostarGostar
#20:
O estado grego e outros estados, embarcaram na aventura neo. Endividaram-se como se não houvesse tecto, incentivados e activamente ( no caso da Goldman foi isso mesmo) ajudados por esses beneméritos do bem público.
Atingiram as raias da falência num instante de poucos anos.
Se houvesse regulação bancária em modo prudente e decisores políticos que travassem o endividamento público, decorrente também do privado, com o incentivo ao consumo, a par do gasto com as obras de vulto, haveria dificuldades nesses países?
O que motivou, em primeiro lugar, a catástrofe?
O gasto. A despesa. Para quem foi o dinheiro? Para o estrangeiro, para alguns privados, particularmente bancos e para o povo em geral que comprou o que já não podia comprar se lho tivessem assinalado com restrições a tempo.
De quem a culpa? De todos? Não, de quem manda e de quem incentivou os poderes públicos a gastar. Quem foi? Bancos.
GostarGostar
#23
Acabei de escrever que os políticos têm tanta culpa como os “geniais homens das finanças”. A menos que ache que “os geniais homens das finanças” não têm culpa nenhuma, não vejo qual possa ser a nossa discordância.
Quanto à obrigação de superavit, se leu com atenção tudo o que escrevi, sabe que concordo consigo.
GostarGostar
#26
É óbvio que os Bancos, conluiados com a classe política a quem vendem previlégios, são os culpados e principais beneficiados da desgraça que se avizinha. Seja ela qual for. O irreversível empobrecimento, ou a miragem da salvação a troco da pouca liberdade que ainda mantemos. Ou ambas.
A eles deve ser endereçada a revolta surda.
GostarGostar
#20
Os Estados não conseguem pagar, as empresas não conseguem pagar, as famílias não conseguem pagar.
Tenho pena que os nossos liberais gostem de tudo o que os agentes “dos mercados” fazem. Arre, tudo o que é demais é erro!Assim, nunca conseguirão simpatia para políticas não-súcialistas.
GostarGostar
“first of all, let´s kill all the brokers”
ehehehehe
GostarGostar
««Assim, nunca conseguirão simpatia para políticas não-súcialistas.»»
Mas quem é que quer simpatia?
GostarGostar
««É óbvio que os Bancos, conluiados com a classe política a quem vendem previlégios, são os culpados e principais beneficiados da desgraça que se avizinha. »»
Caloteiros não pagam, a culpa é de quem empresta.
GostarGostar
quanto mais rápido o barco afundar, mais rápido começaremos a nadar… uma benção…
GostarGostar
««Acabei de escrever que os políticos têm tanta culpa como os “geniais homens das finanças”. A menos que ache que “os geniais homens das finanças” não têm culpa nenhuma, não vejo qual possa ser a nossa discordância.»»
Os homens das finanças têm culpa de quê? Eles gerem um negócio. Tem riscos. Por vezes corre bem, outras mal. Em geral ganham dinheiro. Homens de finanças não têm responsabilidades pelo que corre mal a alguns clientes que se endividam e não conseguem pagar. Nem têm responsabilidades públicas. Quem tem responsabilidades públicas que são eleitos para isso.
GostarGostar
Os liberais são o melhor do capitalismo. Não podem é mandar na política…
Modelo? Já tivemos um e que deu bom resultado económico: o marcelismo. Quem acabou com ele? Os comunistas e socialistas que temos. Mais uns tais MES, que agora reuniram em livro toda a aventura que durou desde o início dos anos setenta do século passado até á década de oitenta. Em pouco mais de dez anos, destruiram uma Economia que crescia a taxas que só o Brasil, hoje em dia.
Há uns curiosos que dizem que era por causa do colonialismo. Esquecem que nessa altura, o esforço de guerra levava uma fatia substancial do produto interno bruto. Tanta que logo que acabou a guerra colonial e os soldados regressaram pensei cá para a minha ignorancia: isto agora é que vai ser crescer, porque não há essa despesa.
Ora passados dois anos, estávamos na bancarrota e pior do que hoje. Responsável número um? Votre ami e ses amis comunistes.
Nem queriam ouvir falar da Europa, cuja adesão já andava a ser planeada antes de 25 de Abril ( é verdade e parece-me histórico).
Passados mais dois anos, votre ami, por força da leitura semanal de Jean Daniel do Nouvel Obs já só jurava pela adesão.
GostarGostar
“Se houvesse regulação bancária em modo prudente e decisores políticos que travassem o endividamento público, decorrente também do privado, com o incentivo ao consumo, a par do gasto com as obras de vulto, haveria dificuldades nesses países?”
Então os Políticos do Estado Grego que se endividaram loucamente fariam os regulamentos que evitariam que se endividassem?
“Para quem foi o dinheiro? Para o estrangeiro, para alguns privados, particularmente bancos”
Você é um caso sério de ignorância. O dinheiro vai na maioria para pagar as promessas sociais malucas que os políticos fazem. No caso do Estado Português 20% do que gasta é dinheiro pedido emprestado. Vá ver no Orçamento onde 20% do dinheiro é gasto.
“De quem a culpa? De todos? Não, de quem manda e de quem incentivou os poderes públicos a gastar. Quem foi? Bancos.”
Uma mulher de minisaia está mesmo a pedi-las não é?
São os Estados que decidem vender dívida. Ou seja os políticos votados por gente que não sabe fazer contas. Como você.
Não sabe somar, subtrair e dividir. Você. Não protesta quando um Presidente diz que há mais vida para além do defice.
Mas sendo assim porque é que está tão chateado então com as agências de rating? Só vão fazer com que os Estados não se endividem tanto. Não é o que você quer?
O que demonstra mais uma vez que não diz coisa com coisa.
GostarGostar
Os caloteiros não pagam porque a agiotagem foi de cabotagem.
GostarGostar
Arnaldo (#27),
Mas porque será que os políticos teimam em se associar a quem não se recomenda como os “criminosos financeiros” como são para aqui retratados? Se gerirem sempre em equilíbrio orçamental, jamais necessitarão de se endividar. Ou foram tb os financeiros que obrigaram os políticos à despesa desmesurada?
GostarGostar
Lucky:
Eu nada sei. Mas V. sabe que se farta…
GostarGostar
Comecemos pela primeira:
“Então os Políticos do Estado Grego que se endividaram loucamente fariam os regulamentos que evitariam que se endividassem?”
Já ouviu falar na regra da separação de poderes e de autonomia das instituições de regulação financeira, mesmo no próprio Estado?
Já ouviu falar em conselheiros do príncipe?
Ou para si, é tudo ao molho e fé no cifrão?
GostarGostar
Vamos para o caso da ignorância que me atribui, sobre o destino do dinheiro:
Para quem foi o dinheiro? Investimento público? Sim, sem dúvida. E o gasto com isso mesmo gerou riqueza? Também? A que custo acrescido? Pelo menos mais 30 ou 40%. Roubados, literalmente no esquema de corrupção de obras a mais e trabalho mal feito. Por empresas privadas que chulam o Estado com a conivência dos fiscalizadores.
Qual a percentagem de dinheiro dos fundos europeus, desviado para o bolso desses privados dos “mercados”? Pelas minhas contas empíricas, pelo menos 30 %. Por baixo…
GostarGostar
José,
“Os caloteiros não pagam porque a agiotagem foi de cabotagem.”
Agiotagem? Nunca a Europa teve um período tão longo de taxas tão baixas.
GostarGostar
Isso é riqueza que entra nos “mercados”? Sem dúvida. Mercedes e mais carros alemães, aos milhares são a prova disso mesmo.
Quem ganhou? Os alemães? Também. E a troco de quê? Abatimento ao efectivo da nossa indústria.
Acha ignorância este raciocínio?
GostarGostar
A agiotagem não se mede apenas pelo nível das taxas de juro mas também pelos cds e pelos “produtos” financeiros. Pensava-o mais sofisticado.
E quem são os mestres desse mester? Os onzeneiros de sempre. Os judeus dos bancos.
GostarGostar
A crise é financeira, dizem-nos. E é. Mas…como começou?
É aí que reside a resposta e ela vem com os apêndices elencados: neoliberalismo.
GostarGostar
“Modelo? Já tivemos um e que deu bom resultado económico: o marcelismo.”
O marcelismo tinha um quase inexistente Estado Social e durou pouco.
Números:
Click to access map03-2010.pdf
GostarGostar
Números
Click to access map02-2010.pdf
GostarGostar
#32
Meu caro,
Nem sempre deixar de pagar é sinónimo de ser caloteiro. A realidade não é assim tão simples. E o dinheiro não é um religião(ou não devia ser…).
O facto é que os Bancos continuam a lucrar. Mesmo com a crise que a outros afunda. Talvez tenham descoberto o milagre da multiplicação…
Sejamos sérios e objectivos. A Banca é hoje uma ciência matemática. Alicerçada em estudo sociologicos, comportamentais e estatísticos. E com uma enorme componente especulativa.
A Lei do mais forte só pode(deve) ser legitimada quando a contenda proporciona às partes armas idênticas. Assim é no mundo dos Homens.
.
GostarGostar
O nosso parque automóvel comparado com o da Áustria ( um país pobre, como toda a gente sabe e que vive da agricultura porque ninguém lha abateu ao efectivo) é um mostruário da nossa riqueza.
GostarGostar
“A Banca é hoje uma ciência matemática.”
Exactamente. Literalmente. Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.
Isso foi artigo de uma revista recentemente. Fiquei espantado.
GostarGostar
José,
“Para quem foi o dinheiro? Investimento público? Sim, sem dúvida. E o gasto com isso mesmo gerou riqueza? Também? A que custo acrescido? Pelo menos mais 30 ou 40%. Roubados, literalmente no esquema de corrupção de obras a mais e trabalho mal feito. Por empresas privadas que chulam o Estado com a conivência dos fiscalizadores.”
A maioria dos economistas e até a própria Comissão Europeia tem-se insurgido contra a realização dos mega-projectos. Sócrates, a quem compete defender o interesse comum e não interesses privados, insiste teimosamente em realizá-las. A culpa é portanto toda dos privados, certo?
GostarGostar
Números
Click to access map07-2010.pdf
É só consultar
http://www.dgo.pt/oe/2010/Proposta/index.htm
http://www.dgo.pt/oe/2010/Proposta/Mapas/index.htm
Não tenham medo dos números.
GostarGostar
Foi com o Marcelismo que começou o Estado social. Os velhotes do campo ainda se lembram, assim como se lembram das Casas do Povo, com médico de borla e serviços de enfermagem de borla e atendimento personalizado porque os médicos ainda eram Joões Semana.
Alguém contesta?
GostarGostar
José,
“A agiotagem não se mede apenas pelo nível das taxas de juro mas também pelos cds e pelos “produtos” financeiros. Pensava-o mais sofisticado.”
Os CDSs são seguros contra a insolvência, sabia? O objectivo do seu aparecimento foi a cobertura de riscos.
GostarGostar
“A culpa é portanto toda dos privados, certo?”
Sabe porque é que este Mentiroso anda a teimar nessa ideia?
Pergunte ao Ricardo Espírito Santo.
GostarGostar
LR:
A questão não é essa. A questão é a profusão e variedade dos instrumentos e a sua sofisticação a um tal grau que os próprios profissionais não os entendem.
Não sou eu que digo. O capitalismo neo, sofisticou-se a tal ponto que o real deixou de contar, perante a riqueza gerada pelo virtual. A crise veio daí, como sabe.
GostarGostar
Este quadrado do Luck julga que mostra inteligência por chamar estúpidos aos outros.
Faz muito bem em arrumar estes papagaios imbecis, José.
Eles nem percebem corno de finança mas decoraram a cartilha e rezam ao mercado, como podiam rezar a Santa Bárbara.
GostarGostar
Lixo:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/06/moodys-corta-rating-da-grecia-para-lixo.html
GostarGostar
José,
“Exactamente. Literalmente. Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.”
So what? Deveriam fazer as contas à mão?
GostarGostar
A questão para mim é esta:
Os voluntariosos e bem intencionados que acreditam nas virtualidades do neoliberalismo e cuja ambição seria ocupar um dos andares superiores no edifício sede da Goldman Sachs em Nova Iorque deviam parar para pensar no modelo que defendem.
GostarGostar
Acaso sabem o léxico que os próprios usam para os produtos financeiros?
Aos mais básicos até chamam “baunilha”. Depois têm calão de acordo com a capacidade de golpada que aquilo permite.
Os exóticos são esses. E não há um único trader, daqueles a sério- dos centros financeiros- não é cá- que não chame casino ao que fazem.
GostarGostar
Não deviam. Mas acreditaram cegamente em modelos de tal modo sofisticados e cientificamente “comprovados” que deram com os burros na água.
Os ratings da Islândia estavam como, um mês antes da falência?
Os matemáticos não podem calcular todas as variáveis do comportamento humano.
GostarGostar
José,
“Sabe porque é que este Mentiroso anda a teimar nessa ideia?
Pergunte ao Ricardo Espírito Santo.”
Porra, mas ele é que tem responsabilidades perante o país, náo é o Ricardo Salgado.
GostarGostar
Algum destes papagaios tem a menor das menores ideias do que são os modelos matemáticos e como permitiam crescimento de tal modo louco que nem os próprios tinham controle naquilo?
Não sabem. Não sabem porque isto é feito por tipos da física quântica, da matemática das teorias do caos e esta malta nem sonha o que se pode fazer com isso.
E os próprios fizeram asneira porque aplicaram modelos teóricos sem contar com a intervenção humana.
GostarGostar
Absoluta razão Zazie..além do mais estão bêbados…
Os veterinários australianos estão perplexos perante um fenómeno nunca antes visto. Dezenas de papagaios aparentemente bêbados têm caído de árvores e do céu na cidade de Palmerston, nos últimos dias.
De acordo com a veterinária Lisa Hansen citada pela Associated Press, cerca de 30 papagaios da espécie Rainbow Lorikeet deram entrada no hospital veterinário de Palmerston com sintoma de embriaguez. Em média chegam oito aves à clínica por dia, que estão a ser tratada com uma espécie de papa e frutas frescas
Para já os especialistas desconhecem a causa da aparente bebedeira, mas suspeitam que possa ser uma planta ou um vírus misterioso que esteja a deturpar os sentidos das aves.
GostarGostar
««Exactamente. Literalmente. Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.»»
José,
Deviam recorrer a quem? Ao José Sócrates? Ao Zandinga?
GostarGostar
Sabem eles o que sucedeu quando a crise rebentou e como os próprios bancos nem conseguiam detectar o tal lixo tóxico ou ter uma ideia de como controlar a cena?
Não sabem. E os modelos matemáticos que eram usados em suposto “clima neutro”- sem alteração do efeito probabilísticos- não foram alterados pois não foram pensados para momentos de crise.
E isso ainda gerou maior descalabro e maiores golpadas com os que sabiam onde havia lixo e a quem o tinham impingido.
GostarGostar
Este sabia-a toda…viu o futuro muito antes de qualquer um de nós..para lá caminhamos..a geração chipbrother..
GostarGostar
“Já ouviu falar na regra da separação de poderes e de autonomia das instituições de regulação financeira, mesmo no próprio Estado?”
Já ouviu falar dos bancos Centrais que baixam os Juros para os Políticos poderem dizer que a economia está crescer quando na verdade se pode estar é a endividar? Já ouviu falar do Banco de Portugal e do Dr. Constâncio? Já ouviu falar do Tribunal Constitucional?
A única regulação que pode funcionar é a das pessoas. E isso só sucederá quando as pessoas tiverem informadas.
“Para quem foi o dinheiro? Investimento público? Sim, sem dúvida. E o gasto com isso mesmo gerou riqueza? Também? A que custo acrescido? Pelo menos mais 30 ou 40%. Roubados, literalmente no esquema de corrupção de obras a mais e trabalho mal feito. Por empresas privadas que chulam o Estado com a conivência dos fiscalizadores.”
O Investimento Publico é relativamente pequeno comparado com os gastos correntes do Estado. Já lhe disse informe-se. Veja os números.
“Isso é riqueza que entra nos “mercados”? Sem dúvida. Mercedes e mais carros alemães, aos milhares são a prova disso mesmo.
Quem ganhou? Os alemães? Também. E a troco de quê? Abatimento ao efectivo da nossa indústria.
Acha ignorância este raciocínio?”
Sim ignorancia. A nossa industria nunca competiu com os Alemães. E se não tivesse cá a AutoEuropa nem queira imaginar os nosso números nas exportações.
Qual é a sua fonte para a compração dos parques automóveis de Portugal e Austria?
GostarGostar
José,
“Os matemáticos não podem calcular todas as variáveis do comportamento humano.”
Mas onde é que os Bancos querem medir todas as variáveis do comportamento humano? Eles pretendem apenas medir riscos, pois a principal actividade dos bancos é geri-los.
GostarGostar
“Porra, mas ele é que tem responsabilidades perante o país, náo é o Ricardo Salgado.”
Ah! V. ainda acredita nisso?
O Espírito Santo está em todas, na nossa crise.
GostarGostar
Mas estes neo-tontos dizem sempre o mesmo. Quando eu lhes perguntava, há vários anos, como era isso da finança em mundo globalizado e ganância sem freio, gozavam comigo.
E diziam as mesmas banalidades que dizem agora- que é coisa simples de taxas de juros e de empresas que estão cotadas na bolsa.
Isto apenas prova que a doutrina ideológica será sempre um perigo.
E que a economia não dá cultura a ninguém- Se estudassem História podiam aprender com os erros do passado.
Mas o mundo deles é utópico- só tem presente a apontar para futuro radioso.
GostarGostar
José,
O Ricardo Salgado não ganhou eleições nem assumiu responsabilidades governativas. Para ele tudo o que vier é ganho. Não é suposto defender o intersse público.
GostarGostar
LR,
Não faça perguntas estúpidas.
V. nem enxerga a sua ignorância.
Assista a conferências que as há, onde convidam traders da City para explicarem os modelos matemáticos e como estes não foram pensados para uso social.
Entende? Não entende sequer aquilo a que a própria gíria chama “espíritos animais”?
Não entende porque v. nem pelo cinema tem a menor ideia do que é finança e do que se faz nela.
GostarGostar
LR, #70:
V. entende o que quis dizer?
Os investidores querem o menor risco possível e como não acreditam apenas em Zandingas ( mas acreditam em pior que isso) recorreram à ideia genial dos modelos matemáticos sofisticados, às teorias complexas do risco, do caos e os cultores de tal disciplina são pequenos heróis entre esses raiders da alta finança e da segurança mundial, a risco reduzido à incerteza.
Mas é este factor- a incerteza do comportamento humano- que os matemáticos não dominam em equação.
E mo entanto, é a eles que recorrem para os tais modelos. Zandingas? Pior que isso, porque o Zandinga coitado, apostava a credibilidade numa crendice. Estes apostam zero porque são apenas aprendizes de feiticeiro.
GostarGostar
#31
Não quer simpatia? Vem para aqui argumentar por puro diletantismo? Tenho pena.
#32
Sim, se, como se prova, quem empresta sabe que empresta a um provável caloteiro, porque não terá alternativa a ser caloteiro. Já outros comentaristas explicaram exemplarmente o fenómeno.
#34
Há liomites para tudo. Ganhar moderadamente, é justo. Desproporcionadamente, é ganância. A ganância é um pecado capital. O liberalismo económico, ao contrário do loiberalismo político, não tem moral. Temos pena, porque é por isso que não tem adeptos e o súcialismo não tem alternativa capaz de ganhar eleições.
#35
Os liberais são o melhor do capitalismo, se tiverem noção dos limites, se não justificarem a ganância, se não disserem cada um que se governe, se não puder estudar, não estude, se não puder tratar a saúde, não trate, se não amealhou ou “os mercados” lhe roubaram o que amealhou, que morra na miséria.
#36 e #38
Tanto é ladrão o que entra, como o que fica à porta. Já escrevi acima, a culpa é repartida a meias entre “os génios das finanças” e os políticos. Equilíbrio financeiro? Devia ser obrigatório!
GostarGostar
Os números não podem ser um fim em si mesmos. Antes instrumentais.
E quando desligados do concreto, entendidos como meras abstracções, trazem consequências perigosas.
É óbvio que os desiquilíbrios desencadeados pela assimetria no acesso á informação, patrocinados pelos orgãos de informação, com o beneplácito do poder político, traduzem-se neste abismo de atroz desigualdades.
Neste mundo, para que uns poucos ganhem, muitos outros têm de perder.
Não é mera ideologia. São factos que a história escreve e rescreve.
GostarGostar
#73:
Claro que não e V. deve tirar as consequências dessa noção. Quem foram os governantes que disseram não aos banqueiros de topo, nos últimos trinta anos?
Conhece algum?
GostarGostar
O JM é um imbecil. E isto só prova que por cá as faculdades têm imbecis que se fazem passar por investigadores.
Palavra que eu gramava vê-los, ao vivo, a dizerem isto a verdadeiros cientistas e a traders de Wall Street ou da City.
A faculdade de Ciências de Aveiro já organizou umas palestras sobre o assunto. Conheço esse cientista e para a próxima quero lá vê-los a mandarem estas bocas de cretinice soberba.
Palavra. Mete nojo. Mete nojo porque v.s são ignorantes e trafulhas.
GostarGostar
José,
“Ah! V. ainda acredita nisso?
O Espírito Santo está em todas, na nossa crise.”
Imagine que amanhã você ascendia ao cargo de 1º ministro. Teria obviamente o Ricardo Salgado, o Mota e outros a fazerem lobby. Posso então deduzir que lhes cederia em toda a linha, jamais seria capaz de lhes dizer não?
GostarGostar
Se não fosse por coisas, até pedia a esse cientista que visse aqui arrumar estes idiotas e reduzir o JM à sua insignificância.
Estes estúpidos nunca na vida saíram de Portugal e nem sequer o mundo científico conhecem, quanto mais o financeiro.
GostarGostar
««Assista a conferências que as há, onde convidam traders da City para explicarem os modelos matemáticos e como estes não foram pensados para uso social.»»
Zazie,
Isso deve ter sido uma grande descoberta. Nunca ninguém lá na finança se tinha lembrado disso.
GostarGostar
Zazie,
“Não faça perguntas estúpidas.
V. nem enxerga a sua ignorância.”
É verdade Zazie, não percebo nada disto. Mas peço humildemente a sua ajuda. Não me quer mandar os modelos para ver se aprendo a fazer alguma manipulação social?
GostarGostar
“Foi com o Marcelismo que começou o Estado social. Os velhotes do campo ainda se lembram, assim como se lembram das Casas do Povo, com médico de borla e serviços de enfermagem de borla e atendimento personalizado porque os médicos ainda eram Joões Semana.”
Até se tropeçava em tantos médicos e enfermeiros de borla que andavam aí pelos cantos do país!
Ah que saudades eu tenho das noites de jogatina e copos de três na casas do povo!
Meu caro, isso aí de tanto benefício à borliú não era um sintoma perigosissimo de comunismo?
GostarGostar
««Se não fosse por coisas, até pedia a esse cientista que visse aqui arrumar estes idiotas e reduzir o JM à sua insignificância.»»
Zazie,
Não precisa de mandar vir um gajo de fora. Então a Zazie não dá conta do recado? Parece dominar bem essa coisa dos modelos da finança.
GostarGostar
Descobri o artigo de que falava. É pena não estar disponível on line, mas veio na revista de Março de 2010.
GostarGostar
Eu sei como funcionavam esses modelos. Assisti a contarem-me como mais 1oo zeros ou menos era igual, porque o crescimento era de tal modo louco que ganhavam sempre.
E sei de quem foi de propósito a Wall Street para inspeccionar modelos matemáticos de um grande banco que estavam errados.
Estava tudo errado. E, na altura, essa pessoa disse isso ao banco- que o cliente podia levar uma gigantesca banhada e o próprio banco, pois aqueles modelos tinham erros, apesar de bater tudo certo nos lucros fabulosos que proporcionavam.
Uns meses depois, à tabela do subprime a coisa rebentou e quem ficou a arder foram os shareolders.
E foram demissões atrás de demissões, dos principais e ninguém controlava nada. Porque basta um tipo numa desk para levar uma instituição à falência ou fazer ele bruta fortuna e dar o fora.
Se não fosse o bailout tinha sido verdadeiro caos para muitos bancos sabotados pelos que estão sempre colados ao FED- já que foram eles quem criou o FED e quem manda na Casa Branca.
GostarGostar
#80:
“Imagine que amanhã você ascendia ao cargo de 1º ministro. Teria obviamente o Ricardo Salgado, o Mota e outros a fazerem lobby”
Em primeiro lugar não seria capaz de ser PM. Em segundo lugar respondo-lhe com uma pergunta: em Portugal foi sempre assim? Ou seja, os baqueiros é que mandam no país, no capítulo dos investimentos públicos com o dinheiro de todos?
Não foi. E precisamente por isso e ainda por outro motivo ainda mais relevante- a proclamação republicana de que é a política que manda no económico e não o contrário que temos um governo dito de esquerda liderado por um Mentiroso que até nisso mente.
GostarGostar
Por acaso, para si ainda chego. Mas v. há-de ir a uma conferência dessa pessoa e eu quero ver se com ele fala com esse ar de bimbo ignaro e arrogante.
Eu não sou financeira mas tenho pessoas próximas que são. E v. está totalmente por fora de ambas as coisas.
Nem sabe o que são esses modelos matemáticos e zero de como funicona a finança.
E pergunto-lhe, só por causa de coisas. Por cá já foram organizadas conferências pela Universidade de Aveiro, precisamente no departamento de física e matemática.
V. assistiu?
Sabe o que se debateu?
Sabe quem foram os conferencistas?
Esteve a par?
GostarGostar
Matemáticos do génio financeiro das matemáticas aplicadas ás finanças:
Nicole El Karoui, Hélyette Geman e Marc Yor.
Com certeza indivíduos com as melhores notas de curso…
GostarGostar
José,
“Em primeiro lugar não seria capaz de ser PM. Em segundo lugar respondo-lhe com uma pergunta: em Portugal foi sempre assim? Ou seja, os baqueiros é que mandam no país, no capítulo dos investimentos públicos com o dinheiro de todos?
Não foi.”
Então você reconhece que é possível dizer-lhes que não. E a culpa é dos capitalistas e dos lobbystas?
GostarGostar
#63 e #73
Tenho pena que pensem que a responsabilidade social só começa na política. Deve ser por isso que nem na política começa. A responsabilidade, seja a que título for, é coisa para todos. A Moral também é coisa para todos.
O Espírito Santo tem o que tem, porque há um Estado que lhe garante o direito de propriedade. Caso contrário, já teria sido pilhado, como foi em 1975. Quando esticam demais a corda, em nome duma falsa vaca sagrada a que chamam “maximizar o lucro do accionista”, sobrepondo o interesse pessoal aos interesss dos outros, arriscam-se a perder o equilíbrio, a perdfer mais do que ganham, a causar tragédias sociais. O lucro é justo, enquanto for razoável, enquanto não for uma vaca sagrada.
GostarGostar
Eu ao LR digo o mesmo. Vamos todos assistir a uma conferência dessas e depois quero ver se também se armam em bestas como aqui.
V.s sabem que eu cá sou mais é bolos. Mas não sou estúpida e, acerca desta crise, estive a par desde o início, quando v.s todos garantiam que era mais um mero processo de crescimento.
Um bolhita habitual que até é normal e faz parte dos processos de crescimento e que as leis da economia explicam.
Era isto que v.s todos diziam aqui. E estavam a zero porque ao menos eu ainda leio literatura e tenho contactos que nenhum tem.
GostarGostar
O El Karoui, perante o descalabro, justificou-se assim:
” Os nossos modelos são concebidos para funcionarem em situações normais, ordinárias. Não para períodos de sobreaquecimento, de bolha, quando os comportamentos não são os mais racionais”..
Pois é. Esta coisa do irracional tem um peso do caraças. E nem esses génios lhes chegam.
GostarGostar
Zazie,
“Eu sei como funcionavam esses modelos. Assisti a contarem-me como mais 1oo zeros ou menos era igual, porque o crescimento era de tal modo louco que ganhavam sempre.
E sei de quem foi de propósito a Wall Street para inspeccionar modelos matemáticos de um grande banco que estavam errados.”
Só não percebo como a rentabilidade dos bancos antes da crise nunca ultrapassou os 20/30%. Exigia-se que fosse superior a 1.000%.
GostarGostar
#91:
Obviamente a culpa é dos políticos. Mas…atenção! Porque esta explicação porque demasiado evidente não é certa.
Quem escolhe os políticos que mandam nos partidos?
Quem são os grupos de escolha?
Quem escolheu Passos Coelho para o PSD? Foram as bases? Pois sim. Votaram, lá isso votaram. Mas daí à escolha directa vai uma diferença como a escolha dos deputados que temos, a la carte e pelos directórios partidários.
Repito: em política o meu modelo de valores, aproxima-se do marcelismo.
GostarGostar
Em relação aos modelos matemáticos é como lhe digo. A conferência na Universidade de Aveiro teve mesmo essa finalidade. Foi em Maio do outro ano.
E isto porque os cientistas também não se apercebem que estes estudos são muito recentes, sem experiência em aplicação social, já que são feitos para estudos de comportamento atmosférico e movimentos caóticos na natureza.
E a economia e finança é feita por seres de carne e osso. O efeito da golpada não é controlável por nenhum modelo que funciona em ambiente ideal- como se fosse o vácuo.
E isto serve para fazer multiplicar quando a vaga de criação de dinheiro ajuda. Depois há a golpada, sempre a golpada por ganância humana e não há modelo que sirva para nada.
Para controlar nada. Até houve bancos onde esses quants foram obrigados a parar. Quanto mais faziam mais asneira dava.
GostarGostar
Aprendam.
GostarGostar
“os baqueiros é que mandam no país, no capítulo dos investimentos públicos com o dinheiro de todos?”
Os banqueiros não mandam. Aproveitam-se do Estatismo e dos Socialiismo. Ou seja do Poder que o Estado e os Políticos têm sobre as pessoas e as coisas das pessoas.
Fazer uma obra é condição para ficar na História. Narcisismo, justificar o seu lugar, distribuir benesses com o dinheiro dos outros para arranjar um clientela.
Se houvesse limite ao defice/dívida e aos impostos já isso não aconteceria.
GostarGostar
Arnaldo,
“O Espírito Santo tem o que tem, porque há um Estado que lhe garante o direito de propriedade. Caso contrário, já teria sido pilhado, como foi em 1975. Quando esticam demais a corda, em nome duma falsa vaca sagrada a que chamam “maximizar o lucro do accionista”, sobrepondo o interesse pessoal aos interesss dos outros, arriscam-se a perder o equilíbrio, a perdfer mais do que ganham, a causar tragédias sociais. O lucro é justo, enquanto for razoável, enquanto não for uma vaca sagrada.”
Já pensaste fazer uma campanha a convencer os clientes do BES a tirarem de lá o dinheiro, para não ajudarem o lobbysta-mor? Se tiveres sucesso, leva-lo à falência num instante e isso é bem mais eficaz do que vires aqui apelar à sua moralidade.
GostarGostar
É pá, isto é bestial. É sabedoria a rodos. Olhem só, o José e a Zazie, por exemplo, sabem tanto de economia e de liberalismo como eu sei de teoria bosónica das supercordas criptovirtuais. Somos todos cientistas, pá!
GostarGostar
LR,
V.s sabe o que são os prémios para traders?
V, tem, a menor ideia quanto levava para casa um desses putos de Wall Street?
V. tem a noção que há gente que escolhe o banco e não o inverso?
V. alguma vez assistiu na City, aos bonus do fim de ano (geralmente dados em Fevereiro ou Março?
Montavam tendas de enfermagem- tendas com ambulâncias e enfermeiros de socorro e eles caíam que nem tordos de bêbados!
Eu vi isto antes de rebentar a bolha. Vi isto e chegou para pensar que o mundo anda doido e que a treta era simulacro que ia rebentar.
GostarGostar
Imbecil- liberalismo é uma treta que qualquer pessoa com base em filosofia domina.
Já quem tem apenas base doutrinária e nem um corno de Filosofia entende é que não é capaz de entender nada.
V.s parecem aqueles ignorantes de boca aberta frente ao televisor a imaginarem que as imagens vêm caninas por dentro dos fios.
Não só não sabem como são intelectualmente subservientes e incultos.
GostarGostar
José,
“Obviamente a culpa é dos políticos. Mas…atenção! Porque esta explicação porque demasiado evidente não é certa.
Quem escolhe os políticos que mandam nos partidos?
Quem são os grupos de escolha?”
Isso é irrelevante. A partir do momento em que os políticos são sufragados pelo conjunto do eleitorado, terão de ser responsabilizados.
GostarGostar
Eu não disse?
GostarGostar
Nassim Taleb, um bloker arrependido, de Wall Street, sobre os tais génios, disse assim:
Essa gente têm dogmas tão perigosos como os ideólogos do Kremlin. Se eu vos der um medicamento que provoca o cancro, vou para a cadeia. E o que acontece se vos der uma medida de risco que não leva na devida conta esses mesmos riscos? (…) Os matemáticos financeiros foram aldrabados pela forma em detrimento da substância. As equações funcionam no papel mas falham a realidade.
E fica à beira da raiva quando fala naqueles que “ao quererem eliminar o improvável, generalizaram modelos de matemática financeira que acreditavam regular a gestão do risco, quantificando-o.”
GostarGostar
Pi-Erre: outro sábio. Porventura matemático e de barbas compridas até aos pés…Mr. Natural, i presume?
GostarGostar
“Isso é irrelevante. A partir do momento em que os políticos são sufragados pelo conjunto do eleitorado, terão de ser responsabilizados.”
É irrelevante? E responsabilizados por quem, já agora?
GostarGostar
“Imbecil- liberalismo é uma treta que qualquer pessoa com base em filosofia domina.”
Olha, agora temos o imbecilismo-liberal-zazismo.
GostarGostar
Tu és um calhau- ó Pierre.
E tens o maior defeito que também tem o João Miranda. A mania que a compreensão do mundo precisa de conhecimento de técnica microscópica.
E o azar do Miranda é que, neste assunto, nem conhecimento micro de detalhes de finança tem e falta-lhe a visão mais vasta de compreensão do mundo.
V.s deviam ler boa literatura e estudar História. Por aí aprende-se alguma coisa.
Porque não é imaginando-se aquilo que nunca serão- experts financeiros por lerem umas tretas de jornal e juntarem a doutrina dos gurus, que conseguem compreender corno.
GostarGostar
“O que estou a dizer é que uma economia em que os seres humanos são racionalmente egoístas e apenas procuram o seu interesse próprio não maximiza, praticamente nunca, através de uma mão invisível e sem ajuda adicional, o bem-estar da sociedade; estou a dizer que o encanto com a racionalidade do interesse próprio tem de ser devidamente ponderado para evitar o risco de se tornar num perigoso dogma ideológico.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
GostarGostar
Mr. Natural em alta rotação de rap.
GostarGostar
em 2000 a produção automóvel mundial andava pelos SETENTA E CINCO milhões de carros; o mercado só tinha capacidade para absorver CINQENTA milhões; sobravam, CADA ANO, 25 milhões; supondo que cada carro ficava a 10 000 euros à saída da fábrica então ficavam por vender: 25 milhões vezes 10 000 euros = DUZENTOS E CINQUENTA MIL MILHÕES !!! Contas semelhantes a estas podem ser feitas para a elctrónica (30% do comércio mundial); para a construção de casas; etc. Escoar este excesso de produção só podia ser feita com base no “pague depois, sem juros”. Foi assim que se mantiveram em alta as taxas de cescimento dos países industrializados o que foi bom para as economias e para os governos. A banco constituiu o mecanismo que intermediou o produtor e o consumidor; entretanto a própria capacidade de endividamento dos consumidores esgotou-se; a produção tem de reencontrar o reequilíbrio, a níveis mais baixos, nos anos vindouros e assim: terminou o crescimento dos PIB dos países ricos; terminou a solidez financeira da banca; terminou a estabilidade política; o pleno emprego; o estado social; o comércio sem fronteiras; a emigração; e por aí adiante. Hoje a dívida grega é lixo, amanhã serão as dívidas de outros estados, depois as dívidas de grandes bancos, depois as de grandes empresas, depois as dos particulares e por aí adiante. Quando termina este retrocesso ? No novo equilíbrio daqui a uns cinquenta anos, talvez.
GostarGostar
Concordo com a Zazie. Estamos em plena demência colectiva. Futebol a rodos. Novelas q.b. Ronaldos que substituem Einstein no ideário juvenil(e não só). Pão e circo. Voltámos ao império romano…
GostarGostar
Estou a achar muita piada. Primeiro o JCD, depois o João Miranda, apanham umas migalhas, uma vírgula aqui, uma preposição ali e… helas! Apanhei-o!
O Jose ou a Zazie tiram-lhes as palas, e lá voltam a deixar o LR e o Lucky a chapinhar na merda. Mas estes não se importam. Estão lá sempre.
GostarGostar
Pois é, ó imbecil.
Uma base em Filosofia é um avanço para muita coisa. Porque Filosofia não é Economia nem treta para burros.
É difícil e dá uma capacidade de entendimento de muita coisa. A começar por se perceber que aquilo a que v.s chamam “filósofos”- os tais gurus das teorias económicas, nunca o foram e não passaram de pensadores de segunda num ramo que nem é filosofia- a dita economia política.
Por isso é que depois se baralham todos a querem explicar o apriorismo austríaco contra o pragmatismo de Chicago e nem sequer os conceitos podem entender, pois isso é teoria de conhecimento- coisa que desconhecem.
GostarGostar
Zazie (#102),
A finança é uma vergonha. Quem é que esses traders pensam que são? O Cristiano Ronaldo?
GostarGostar
#100
Luís
Sabes que não sou de extremos. Os “Espíritos Santos” todos são bem-vindos, enquanto forem pessoas equilibradas. Quando exagerarem, causarão mais mal do que bem.
GostarGostar
“No mundo dos produtos derivados, os nossos modelos são utilizados para “reduzir a realidade” a fim de tomar decisões melhores do que se não existissem modelos de todo. Mas é um pouco mais modesto. Como o repito há mais de vinte anos, não se faz especulação, tenta-se reduzir os riscos dos produtos derivados. Não é a mesma coisa.”
Quem disse isto e retirou as credenciais aos “especuladores” foi Nicole El Karoui, catedrática em Paris VI. Uma das tais matemáticas financeiras.
GostarGostar
Zazie,
“V.s sabe o que são os prémios para traders?”
Sei.
“V, tem, a menor ideia quanto levava para casa um desses putos de Wall Street?”
Tenho.
“V. tem a noção que há gente que escolhe o banco e não o inverso?”
Tenho.
“V. alguma vez assistiu na City, aos bonus do fim de ano (geralmente dados em Fevereiro ou Março?”
Não.
“Montavam tendas de enfermagem- tendas com ambulâncias e enfermeiros de socorro e eles caíam que nem tordos de bêbados!
Eu vi isto antes de rebentar a bolha. Vi isto e chegou para pensar que o mundo anda doido e que a treta era simulacro que ia rebentar.”
Irrelevante. Os tipos embebedam-se todos os fins de semana. E o que causou a crise foi a bebedeira do crédito, não a dos bónus.
“
GostarGostar
E isto nem é preciso para se saber o problema dos modelos matemáticos.
Para isso é preciso conhecer quem trabalhe na área, já que não é treta que alguém consiga aprender por auto-didatismo.
Ora esta malta nem a conferências vai!
Nem sequer dentro do ramo científico conhecem o que alguns colegas fazem.
E isso é que é a grande anedota. Até eu que sou mais é bolos consigo estar a par de conferências que estes experts de liberalismo económico nunca ouviram falar nem deram por nada.
O JM é cientista biólogo e tem a mania que é tudólogo em ciência e nunca divulgou estas conferências feitas cá.
Porquê?
Não esteva a par?
GostarGostar
#116
a Zazie tem toda a razão. Espero que o caro Luís Lavoura leia este comentário.
GostarGostar
Veio gente de várias partes do mundo. E foi aí para o Norte- em Aveiro. Era suposto estarem interessados, já que gostam de cagar de alto como se fossem eles os peritos e tudo o resto gente ignara que lhes contraria as manhas doutrinárias.
GostarGostar
E para se defender dos ataques, desarma assim:
O que se passou foi que as pessoas ( ou seja, os brokers) começaram a rolar a 240 Km por hora em carros concebidas para andar a 120″…
Melhor classificação da ganância, por uma especialista apreciada pelos onzeneiros, é difícil.
GostarGostar
José,
“É irrelevante? E responsabilizados por quem, já agora?”
No âmbito da separação de poderes que você defende (e eu também), pelos tribunais. Em última instância, pelo eleitorado, mas esta é geralmente tardia.
GostarGostar
Como também estamos a falar de filosofia, aqui vai uma citação de um livro:
Le banquier e le philosophe. De François Henrot e Roger-Pol Droit. Franceses e recomendados pela revista Philisophie que recomendo vivamente.
GostarGostar
Ó José, tem de explicar a estes aprendizes de onzeneiro o que é um onzeneiro. Não adianta usar pérolas.
GostarGostar
Eu nem digo mais nada porque o JM mete dó.
Agora vem com tretas moralistas e pergunta se são maus.
Não são maus nem bons. Há gente a trabalhar neste meio que sabe tanto como v. porque vive apenas para o mundinho do cifrão.
Mas há quem se interrogue acerca do que faz e esses sim- são interlocutores válidos.
E a finança já nem sequer é um mundo para economistas. Devia saber de onde vêm os principais quants e traders que estão à frente dos principais bancos.
São os geniozinhos que largaram a Ciència por se fartarem de viver de bolsas e que tiveram aqui a porta aberta para ficarem milionários eunquanto o diabo esfrega o olho.
Eu conheci um puto de teorias de cordas em Cambridge- um brasileiro que em menos de 10 anos ficou multimilionário.
Terminou o tripus e candidatou-se a um banco. E assim como ele foram dezenas e centenas deles em todo o mundo.
E são ainda. É aí, em putos com pos-doc e geniozinhos da ciência que eles os recrutam.
E posso dar-lhe um exemplo- para uma única vaga há grandes bancos que andam a seleccionar candidato durante mais de 6 meses e entre esses qualificados.
GostarGostar
“Embora os economistas não tenham uma intuição especial sobre a natureza humana, não tenho dificuldade em aceitar a hipótese de que basta o interesse próprio quando os mercados são perfeitos e completos e toda a propriedade é de alguém, pois neste caso os actos praticados por cada um são irrelevantes para as decisões e bem estar dos outros. Mas em todas as outras circunstâncias – isto é, no mundo real, em que os mercados nem são perfeitos, nem completos – a hipótese do interesse próprio é inadequada e tem, muitas vezes, implicações muito nefastas. Por exemplo, o interesse próprio diz que se uma empresa puder obter um contrato com o Estado por um terço do preço ao pagar luvas a um funcionário público desonesto, ou ao financiar ilegalmente um partido, deve racionalmente fazê-lo se a probabilidade de ser apanhada e a pena não forem superiores ao benefício conseguido; ora isto leva a que conscientemente se corrompa a sociedade e o Estado e se contribua para a ineficácia da justiça.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
GostarGostar
#125:
O quê? Os tribunais metidos na política e a julgar a política?
Isso é precisamente o que acaba de defender, ao contrário: a separação de poderes.
O problema de fundo é a influência nefasta de certos lobbies como o da construção das Motas Engis e os bancos, como o BES nas opções de política económica do Governo.
Antes das eleições, o lobbie da construção ameaçou o governo que viria com uma revolução se não lhes dessem o que queriam. Tenho para aí a entrevista de um dos próceres.
OUtra questão que pode ser abordada é a alta corrupção.
No Público de hoje, cita-se Abel Pinheiro em escuta telefónica para um dos responsáveis do GES ” Fazendo as contas, nós metemos na mão da sua gente ( o BES) mais de 400 milhões de euros nas últimas três semanas.”
É disto com que se compram os melões. E os advogados de certas firmas. Um nome sempre na berlinda: Proença de Carvalho.
GostarGostar
#127:
Não leram o Gil Vicente? Vão à Wikipedia.
GostarGostar
Arnaldo,
“Sabes que não sou de extremos. Os “Espíritos Santos” todos são bem-vindos, enquanto forem pessoas equilibradas. Quando exagerarem, causarão mais mal do que bem.”
Não é extremo nenhum, porra. Se as pessoas estiverem genuinamente convencidas que o grupo BES é a “fonte do mal”, só têm de o castigar tirando de lá a conta. Seria o mercado, com o seu sentido ético, a funcionar.
GostarGostar
# 116
O Luís Lavoura é daqueles em que foi tudo para a Ciência e não sobrou para mais nada.
Esse não entende.
Mas há por aí uma boa cabeça em estado mais ou menos puro- por ter bom QI ´que é capaz de entender- o Miguel Madeira.
Nem sei qual é a área dele. Mas é alguém com raciocínio rápido.
GostarGostar
Vocês sabem qual a actividade liberal que dá muito dinheiro honesto ( em princípio) em Portugal?
O de fiscalizador de obras públicas e não só. São milhões.
GostarGostar
E o José ainda vai a sábio
ahahahaha
Verdade. O José é extremamente inteligente e tem essa capacidade visão mais ampla e sem espartilhos de tretas ideológicas.
GostarGostar
Os liberais à portuguesa agora defendem os modelos matemáticos… os interessados devem ir aos arquivos ver o que os mesmos dizem dos modelos matemáticos quando aplicados a outros casos… aquecimento global por exemplo.
GostarGostar
“Seria o mercado, com o seu sentido ético, a funcionar”
SERIA!!! Como dizia o Jô Soares, SERIA MAS NÃO É!
GostarGostar
O BES não é o grupo do mal. Se fosse multimilionário punha lá o dinheiro, actualmente.
O problema é que o BEs manda de mais em Portugal. E não necessariamente no interesse geral.
O tempo em que se dizia que o que era bom para a GM era bom para os EUA já passou. Porque a GM acabou. E os EUA não.
GostarGostar
#113
Excelente comentário.
GostarGostar
Olha este… com que então gerir o risco… os modelos do aquecimento global são para dar suporte a uma conspiração a nível mundial e blá blá. Que palermas.
GostarGostar
Inteligente não me acho por aí além e não é falsa modéstia. Porque a tenho em quantidade suficiente para ter essa necessidade.
GostarGostar
“Um homem devia ver-se não como separado ou isolado do seu semelhante, mas como um cidadão do mundo, um membro da vasta liga das nações… e no interesse desta grande comunidade, deveria sempre sacrificar o seu pequeno interesse próprio”.
Adam Smith, A Riqueza das Nações
GostarGostar
“As equações funcionam no papel mas falham a realidade.”
Quando as equações falham a realidade é sinal que são erradas. É quase como o ridículo das pessoas dizerem que os erros se devem ao programa informático.
O problema é que as equações não foram desenvolvidas pelos matemáticos (ilusão!) mas pelo sr Ricardo Salgado e seus pares.
GostarGostar
#134
Avaliador, Gestor por conta do Estado…
GostarGostar
Olha-me este hipócrita… E os cientistas climáticos palermóide? Recorrem a quem? Ao sócrates? Ao Zandinga? Ou a ti? Não há limite para a lata.
GostarGostar
Caro Anónimo (#140),
Vejo que não percebeu a diferença entre o uso de modelos matemáticos por entidade privada, em que esta assume os riscos do erro no modelo, e o uso de modelos matemáticos por entidades públicas, em que estas procuram impor políticas públicas como se não existisse risco de erro no modelo.
GostarGostar
Essa é que é a grande verdade… banalidades… e ao estilo cassete. Como o bom do PC.
GostarGostar
Mais uma vez sem números. É gente incapaz de fazer contas.
Em 2004 cada Português devia 8300 Euros via Dívida do Estado (sem contar com EP’s e Municípios)
Em Maio de 2010 cada Português deve mais de 14000 Euros via Dívida do Estado (mais uma vez sem contar com EP’s e Municípios)
Ou seja um aumento de cerca de 70% da Dívida em 6 anos e 4 meses anos, no mesmo período o Crescimento económico não chegou a 10%.
GostarGostar
José,
Infelizmente para o contribuinte americano, a GM, se bem que mais pequenina, continua “vivinha da silva”. Mais um exemplo de uns capitalistas (neo)liberais que convenceram Bush e Obama a despejar billions na “coisa”.
GostarGostar
Já tu dominas os modelos de tudo e mais alguma coisa. Só emigram os melhores… estes ficam por cá. Agarrados como lapas. A mamar.
GostarGostar
“o objectivo de maximizar o valor para o accionista não é consistente nem com a maximização do valor para a empresa, nem para a sociedade. E porquê? Porque quando se limitam os objectivos de uma organização a um grupo dos seus intervenientes – neste caso os accionistas – criam-se conflitos com todos os outros grupos e isso origina custos acentuados e entropias, uns e outros fazendo com que o óptimo seja impossível.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
GostarGostar
José,
“O quê? Os tribunais metidos na política e a julgar a política? (…)”
Aqui há umas semanas, o governo assinou o contrato de construção do troço Poceirão-Caia do TGV. Toda a gente sabe, governo e lobbies, que um país em pré-falência não consegue mobilizar recursos para tal obra. Então porque se assinou o contrato? Tudo leva a crer que para pagar indemnizações. Isto não justificava a abertura de um processo pela PGR?
GostarGostar
#143, Lima:
Que produziu essa afirmação foi precisamente a matemática financeira e grande perita, Nicole El Karoui. Uma das gurus dos “brokers”.
Mas disse mais que isso. Que o problema reside precisamente nesses “brokers” que confiam cegamente nesses modelos que lhes permitem arriscar e mostrar que estão respaldados por “cientistas”.
É esta a estupidez.
GostarGostar
“o objectivo de maximizar o valor para o accionista não é consistente nem com a maximização do valor para a empresa, nem para a sociedade. E porquê? Porque quando se limitam os objectivos de uma organização a um grupo dos seus intervenientes – neste caso os accionistas – criam-se conflitos com todos os outros grupos e isso origina custos acentuados e entropias, uns e outros fazendo com que o óptimo seja impossível.”
António Sampaio e Mello, A Responsabilidade Social das Empresas e o Lucro, ciclo de debates ACEGE
Uma asneira pegada.
GostarGostar
#148
Tem toda a razão. E se acrescentar a dívida das empresas e das famílias esse número deve mais do que tripliocar.
GostarGostar
Mas isso é um problema que também temos por cá. Na Educação, por exemplo. De onde vêm os nossos modelos “científicos”?
Nem preciso de responder porque me repito.
GostarGostar
“Isto não justificava a abertura de um processo pela PGR?”
Com este PGR? Só em fantasia.
Mas ainda assim não é caso policial. É caso político, apenas. E o Presidente da República não sabe que é assim?
Porque não corre com este Mentiroso? Por táctica eleitoral.
GostarGostar
“uma empresa só vence quando põe consciência e alma em tudo o que realiza, e partilha isso com todos os seus funcionários e clientes, a fim de criar nestes o entusiasmo e a paixão por aquilo que a empresa faz”
GostarGostar
Os Estados Sociais com todo o Poder:
-Sobre o Valor do Dinheiro
-Sobre o Dinheiro das pessoas
-Sobre a Economia
-Sobre os Impostos
-Sobre a Regulação
São os grandes causadores da crise económica. Estas gerações que estão no poder, são os maiores ladrões de gerações.
Em Portugal os resultados estão à vista, cada vez menos Portugueses querem criar empresas.
GostarGostar
Ninguém percebe. Só os liberais à portuguesa é que percebem. O que este tipo disse sobre os modelos… andou meses, anos a desancar nos modelos. Mas os modelos da “alta finança” que fodam países inteiros, já são bons. São liberais. Como é que dizes? Vai dar banho ao cão. E pelo caminho vai dar sangue.
GostarGostar
#159
Alternativas a isso há várias, em países africanos, em países árabes.
Talvez V/ as prefira.
GostarGostar
@Arnaldo pare de dizer o que devem ser as empresas e como devem funcionar. Não há uma regra. Quem lá está é que sabe as suas razões. Há até muita gente que só quer estar ocupado. Outros querem-se divertir e realizar um projecto, um sonho. Outros querem o máximo lucro possível.
E uma grande parte delas falha.
GostarGostar
Vai correr mal para eles e para nós que temos de facto uma dívida superior. O ouro do etc e tal que os xuxas tentaram vender, mas que não lhes foi permitido, vai valendo até 1011. depois…
GostarGostar
#159
Os Estados Não Sociais são melhores? Quais são eles?
GostarGostar
#159:
Assim só havia os paises de Leste e faliram politicamente.
Não há nenhum outro país ocidental, assim.
E ainda mais: quem manda em países como Portugal, são os chulos da alta finança. Os liberaloides. Ou seja o contrário do que disse.
GostarGostar
A crise fincanceira e económica foi causada pelos “mercados de casino”. Mudem a mesa. E as fichas, já agora. Ponham um olheiro para fiscalizar os batoteiros, porque são muitos. A Goldman é a cabeça da hidra.
GostarGostar
O planeta liberal é um lugar feliz… Steve Jobs numa entrevista à Wired em 1996, com a sua capacidade de descodificar assuntos aparentemente complexos:
Vamos todos tirar as contas do BES e colocar o sentido ético do “mercado” a funcionar. Hehe. Que anedotas estes tipos.
GostarGostar
#162
Há sempre 2 lados. Não sou o único que estou aqui a dizer como é que as empresas devem funcionar. É sintomático que só a mim tenha chamado a atenção.
GostarGostar
“Alternativas a isso há várias, em países africanos, em países árabes.
Talvez V/ as prefira.”
De que raio está você a falar. Há nesses países limites ao Poder do Estado sobre as pessoas? Nesses países as pessoas são livres? A propriedade privada está protegida do Poder. Há um Estado que não vive de uma clientela que pretende viver ás custas de uma minoria? As pessoas podem investir sabendo que daqui a 5 anos as regras não vão mudar todas?
GostarGostar
# 120
LR,
V. fez uma pergunta de caca onde negava a possibilidade de lucros astronómicos por parte da banca, pois os nºos não diziam isso.
Eu respondi-lhe que os nºs não incluíam estes lucros e devia ter-lhe dito tudo por todas as letras-
V. deve ser ingénuo- porque nem sabe que dinheiro é que é lavado na City.
GostarGostar
Arnaldo,
Imagino que o António Sampaio e Mello deve ser gestor de uma miríade de empresas em que tudo funciona em autêntica paz celestial.
GostarGostar
Todos estão certos e todos estão errados. É o socialismo que leva as nações a endividarem-se até ao tutano. E é o capitalismo selvagem que de forma mafiosa mete o estado a gastar o que não tem em obras faraónicas e a oferecer uma sociedade de consumo e bem estar que não tem forma de garantir e sustentar.
Onde começa uma coisa e acaba outra? Eu não sei. Capitalismo de Estado ? Socialismo neo-liberal ? Não sei, só sei que esta merda nem é socialismo nem é capitalismo, ou são ambas, ou o que quer que seja.
Andam a discutir o sexo d0os anjos, só chegámos aqui por existirem as duas coisas, não se pode culpar apenas uma.
Andam a discutir teoria económica com 50, 100 ou 150 anos, patético, quando o mundo hoje nada tem a ver, são coisas novas. Novos teóricos irão explicar que o pior dos dois mundos juntaram-se numa metamorfose parasita e criaram algo de que nos levou ao colapso.
Tudo isto é uma sociedade corrupta, e em breve vamos assistir ao estoiro disto tudo a nível global.
E sei que o que vai emergir das cinzas não vai ser coisa boa, nunca foi no passado.
GostarGostar
E quanto aos bónus e à bebedeira dos bónus é óbvio que não sabe nada.
Nada de nada. Se soubesse não respondia com essa treta de “eles embebedam-se todos os dias”.
O tanas- o valor de um bónus podia ser uma quantia superior a 2 anos de trabalho.
Ou mais. O leque dos ordenados na finança é do mais aleatório possível.
Imagino que também diga que esteja a par.
Eu sei que não está. É coisa que até entre eles é segredo.
GostarGostar
««E quanto aos bónus e à bebedeira dos bónus é óbvio que não sabe nada.»»
Mas, tirando a Zazie, alguém sabe alguma coisa?
GostarGostar
Aliás, uma parte da cidade ficar fechada e com tendas de enfermagem montadas por causas dos bónus da finança é coisa bué de parecida com ir às docas à sexta-feira.
V.s são morcões com piada, mas são morcões.
“:O)))))
GostarGostar
Por detrás da crise actual do capitalismo há um problema moral grave. O resto são tretas.
GostarGostar
# 174-
Onde, João Miranda?
No mundo, ou aqui?
Aqui, acho que sou a única pessoa com esse conhecimento directo.
Porquê?
GostarGostar
Dever-se-ia prestar mais atenção, por exemplo, aos mitos da Bíblia. Caso da Torre de Babel, ou de Sodoma e Gomorra. Ou então à mitologia grega. Está tudo lá. A Zazie percebe o que quero dizer.
GostarGostar
“O estado grego e outros estados, embarcaram na aventura neo. Endividaram-se como se não houvesse tecto, incentivados e activamente ( no caso da Goldman foi isso mesmo) ajudados por esses beneméritos do bem público.”
Essa aventura neo só pode ser ‘matrixiana’. Estamos a entrar numa nova dimensão. Os ‘neo’ que vocês falam eram uns gajos que não queriam estados, agora passaram a ser uns gajos que queriam estados ultragordos.
Na verdade, esta linha de argumentação é tão absurda que é verdadeiramente imbatível.
“Se houvesse regulação bancária em modo prudente e decisores políticos que travassem o endividamento público, decorrente também do privado, com o incentivo ao consumo, a par do gasto com as obras de vulto, haveria dificuldades nesses países?”
As voltas que o mundo dá. Até aqui, os políticos que exigiam que o estado parasse a senda da engorda, eram os ‘neo”. Agora, deviam ter existido políticos que travassem a engorda e esses é que combatiam os ‘neos’.
“De quem a culpa? De todos? Não, de quem manda e de quem incentivou os poderes públicos a gastar. Quem foi? Bancos.
Fantástico. Já não tenho mais palavras…
GostarGostar
# 174.
e v. sabe alguma coisa das conferências científicas onde se convidam traders para se debater estes assuntos?
Foi a alguma?
Divulgou aqui alguma?
GostarGostar
Estados Unidos, Austrália, Hong-Kong, Singapura, Canadá, Nova Zelândia são exemplos de países livres e prósperos.
Vivem da livre empresa, da iniciativa e recompensam os que trabalham e os que produzem.
Na Europa, e particularmente em Portugal, a ficção do «Estado Social» serve para sustentar os lobbies, os mais ricos, as classes priveligiadas, o alto funcionalismo,etc. à custa da espoliação dos contribuintes e da classe média e numa perpespectiva mais vasta à custa da exploraçãio das classes trabalhadoras.
O actual «estado social» é bom para o sr.juiz, o sr. engenheiro, o sr.professor, o sr.artista qualquer, o sr.director, o sr.regulador; o sr.administrador/gestor público, o sr.sindicalista funcionalizado, o sr.politico e o sr,empresário subsidiado.
Este «estado social» tira o suor e o trabalho dos pobres para engordar os ricos.
E não ve venham com ideologias da treta pois a verdade é esta.
Daqui pr’a frente deve ser como nos EUA: quem não trabalha nem produz, não come!
Vão pregar socialismo e social-democracia para a puta que vos pariu!
GostarGostar
#43
“Acha ignorância este raciocínio?”
Acho.
GostarGostar
“Os Estados Não Sociais são melhores? Quais são eles?”
Não há estados não sociais. Tirando mini-países. O Fim da História ainda não chegou, chegou o Fim dos Estado Social. O Estado no Ocidente tem limites ao poder do Estado sobre as pessoas, uma vez que é uma Republica, mas como é Social não tem limites ao poder que tem sobre a Moeda, a Economia e o Trabalho e Propriedade das pessoas. É preciso que a Republica também chegue aí e limite o que os Políticos podem fazer à Economia.
“A crise fincanceira e económica foi causada pelos “mercados de casino”. Mudem a mesa. E as fichas, já agora. Ponham um olheiro para fiscalizar os batoteiros, porque são muitos. A Goldman é a cabeça da hidra.”
A crise financeira foi criada pelo Estado Social. Precisou de aquecer a economia para sustentar os seus gastos crescentes, a demografia e a crescente produtividade.
No passado bastava só fazer estradas ou casas para crescer.
Se não tivessemos a 1ºGuerra e a 2ºGuerra Mundial e o Comunismo já teríamos chegado a este problema mais cedo. Fartámo-nos de partir janelas e repará-las.
GostarGostar
««Aqui, acho que sou a única pessoa com esse conhecimento directo.»»
Mas isso salta à vista. A Zazie é quem mais sabe aqui, e até sabe se os outros sabem ou não.
GostarGostar
Zazie,
“V. fez uma pergunta de caca onde negava a possibilidade de lucros astronómicos por parte da banca, pois os nºos não diziam isso.
Eu respondi-lhe que os nºs não incluíam estes lucros e devia ter-lhe dito tudo por todas as letras”
Nos bancos e em muitas outras empresas há e sempre houve bónus por objectivos. Se os bancos aqui abusam e entram em níveis de risco elevado é porque sabem que estão protegidos da falência pelos poderes públicos. A solução é fácil – retire-se-lhes essa protecção.
“V. deve ser ingénuo- porque nem sabe que dinheiro é que é lavado na City.”
É espantosa essa sua clarividência, que afere com tamanho rigor os meus níveis de ignorância.
GostarGostar
««e v. sabe alguma coisa das conferências científicas onde se convidam traders para se debater estes assuntos?»»
A Zazie até sabe das conferência. Podia ter mandado um email a avisar.
GostarGostar
“Sabe a quem recorreram para avaliar as probabilidades no capítulo dos seguros e do risco? Aos matemáticos e alguns modelos de cálculo de probabilidades.
Isso foi artigo de uma revista recentemente. Fiquei espantado.”
Não me admiro.
GostarGostar
# 178
Pois está. Só que a capacidade de refinar a trafulhice tem-se desenvolvido à velocidade da luz.
E a globalização e os esquemas dos CEOs empresariais, mais os hedge funds e a criação de produtos extremamente sofisticados é que foi a novidade.
Mas é claro que não há bolhas feitas por meras leis da economia. Há quem as monte.
Sempre houve. O John Law ficou famoso por uma delas. Eles é que nunca contam estas historietas.
Não é por acaso que em França ainda existem palavras tabu por causa dessa do Mississipi.
E quem era o John Law. Não era judeu. Era jogador.
Era um batoteiro profissional que conseguiu chegar a conselheiro do rei e ficar dono de o banco de França e do monopólio do Mississipi- tráfico de escravos- inclusive.
GostarGostar
#171
Até pensei que ias bater no “tonto” que citei no comentário #158.
GostarGostar
A existência de uma economia liberal, que até defendo, não implica a anulação total do Estado, que a meu ver deve regular algumas áreas, como a Educação ou o Ordenamento. Embora os EUA sejam os maiores produtores de Ciência, não me parece a instrução média de um americano seja muito elevada…
GostarGostar
#182:
Então se acha, pouso a minha pasta, como diria o outro.
Com uma palavra: não confie tanto nisso.
GostarGostar
181 “Daqui pr’a frente deve ser como nos EUA: quem não trabalha nem produz, não come!”
Bébés, crianças em idade escolar, velhos, doentes, estúpidos, aleijados: injecção atrás da orelha! E vão morrer longe que ninguém lhes faz o funeral!
GostarGostar
# 186
e para que havia eu de lhe mandar um e.mail de uma faculdade de Aveiro se o cientista é v.
Acaso costuma pedir a bloggers para o informarem daquilo em que se considera expert?
Eu não mandei e.mail a blogger nenhum. E nem sequer disse o nome do cientista que até é conhecido.
Não tenho nenhum blogue de divulgação de eventos.
E nem sequer de coisas da minha área costumo misturar com blogosfera.
Tirando isso não somos amigos, nunca o vi na vida, não tenho qualquer trato mais próximo consigo e não sou sua conselheira financeira.
GostarGostar
#192
penso que a maior parte dos liberais não quereria ver crianças a pedir esmola ou idosos a morrer de fome. Trata-se apenas de por a trabalhar quem está em idade activa.
GostarGostar
#183
O próprio Estado Social irá à televisão dizer que “a notícia do seu fim é manifestamente exagerada”.
GostarGostar
Qualquer pessoa que olhe para as contas da maioria dos Estados no Ocidente, desde os EUA ao Japão passando pela a Europa vê que é impossível continuarem a viver como estão. A única coisa que todos estão a fazer agora é agravar o problema.
GostarGostar
#190
.. em comparação com a instrução de quem? Quais são os dados?
GostarGostar
#194
Como não, se são contra O ESTADO SOCIAL?
GostarGostar
“…a anulação total do Estado, que a meu ver deve regular algumas áreas, como a Educação ou o Ordenamento. Embora os EUA sejam os maiores produtores de Ciência, não me parece a instrução média de um americano seja muito elevada…”
A maioria da educação nos EUA está nas mãos do Estado. A Suécia é mais liberal que os EUA na Educação.
GostarGostar
#196
Diga lá a metade dos portugueses que não pode ter TV Cabo, que tem de por o carro de lado e andar de transporte público ou de bicicleta, que não pode tomar o pequeno-almoço no café nem comprar o almoço e o jantar no take-away, ou que tem de voltara comprar roupa na feira. Há vinte anos atrás vivia-se assim em grande parte do país. Tenta convencer metade dos portugueses a voltar a esse estilo de vida. Isto ainda vai dar bronca, e não é só em Portugal.
GostarGostar
Oh amigos liberais, acabar com o Estado Social consiste em pôr a trabalhar quem está em idade activa?
GostarGostar
# 184
E escusa de fazer demagogia alterando as palavras. Eu não disse que sabia- disse que tinha conhecimento directo.
Vá lá fazer joguinhos escolásticos com a mongalhada porque comigo já sabe que não pegam.
Eu disse que era “mais é bolos”- logo, foi demagogia de caca insinuar que eu afirmei saber de finança.
Depois disse que v.s não sabem nem podem saber algo que não se aprende por auto-didatismo.
E expliquei que estar a par é uma mais valia.
Ora v.s nem a par, nem com contactos, nem com nada.
V.s são como os comunas e a utopia da URSS. Citam os gurus e garantem, tal como eles garantiam, que lá longe, no estrangeiro, há quem saiba que os gurus estão certos.
É nisto a que se resume a vossa caricatura de doutrina de bolhas financeiras. E nem sequer em relação à causa das bolhas atinam entre v.s Os que seguem os gurus austríacos dizem que os v.s gurus são uns aldrabões.
E dizem-se todos teóricos do liberalismo.
GostarGostar
#199, um professor da universidade disse-me o contrário, mas também está mais dentro do ensino superior americano, o qual saliente-se, é de longe mais eficiente que o nosso. Pura e simplesmente expulsam os alunos que não estudam e chumbam às cadeiras. E quem quer fazer o curso em metade do tempo, tem essa opção. Mas não há Queimas com bebedeiras e Quins…
GostarGostar
De facto reconheço a minha ignorância nestes assuntos. Alguém me acompanha?
GostarGostar
“Como não, se são contra O ESTADO SOCIAL?”
O Estado Social é aquele que incentiva o assistencialismo. Em que 60% podem votar para viver ás custas de 40% e depois passa a 70% para viver ás custas de 30% de depois 80% para viver ás custas de 20% e depois cai o edifício todo.
GostarGostar
Por exemplo- até no léxico se nota o vosso atavismo.
Se alguém falar em jogo de casino a propósito da banca, descabelam-se todos que é sacrilégio, é comuna, quer o socialismo, quer destruir o sistema capitalista e mais não sei quantos de histerismo.
Acontece que essa é a gíria pela qual os financeiros apelidam a própria actividade.
GostarGostar
@ Luís
Não estava a falar do ensino superior. O importante na escola é o começo e as bases.
GostarGostar
E cito Brecht: Como é difícil governar! Se não fossem os governantes, o trigo, em vez de crescer para cima, enterrava-se.
E por aí fora que vou descansar,
GostarGostar
# 204 eu acompanho-o e aposto que não vem muito mais gente atrás.
“:O))))
GostarGostar
Ora cá está uma ideia simples e com a qual concordo inteiramente:
O importante no ensino são as bases, o começo.
Quem saberá mais disto assim?
No ME, poucos, acho.
GostarGostar
#201
reformar o Estado Social consiste em libertar a sociedade. Reduzir o peso do Estado, acabando com todas as despesas perdulárias. Isso implica, por exemplo, extinguir concelhos, freguesias, governos civis, institutos e fundações, despedindo quem está a mais. Dar opção de escolha na Educação, Saúde e Segurança Social. Privatizar empresas como a CGD ou a TAP. Liberalizar o mercado de arrendamento e o mercado de trabalho. Combater iniciativas que ponham em causa a liberdade dos cidadãos, como o chip electrónico nos automóveis. Eis alguns exemplos de medidas.
GostarGostar
Se for preciso agarram-se às vírgulas para provarem que dissemos uma asneira e assim a doutrina deles fica provada, bastando saberem nada.
Nada de nada. De uma forma patética. Porque até podia acontecer de ser um blogue onde se podia aprender umas coisas do que eles julgam que sabem.
Por exemplo- eu até gostaria de aprender. Mas sei que não é aqui.
Aqui ensina-se uma coisa que não precisa de aprendizagem- ensina-se a ter fé numa doutrina.
Ora para isso eu prefiro a boa da religião católica.
Sempre tem ensinamentos com muitos séculos e não vende ciganice.
GostarGostar
Sobre a ignorância e o conhecimento, cada um convence-se o melhor que pode. Perante o espelho, provavelmente, não será muito difícil desmontar a máscara fatal.
GostarGostar
“Oh amigos liberais, acabar com o Estado Social consiste em pôr a trabalhar quem está em idade activa?”
Consiste em não incentivar o assistencialismo. Consiste em que 60% não poderem votar para viver ás custas de 40% e 30 anos depois 80% votarem para viver ás custas de 20% e depois 10 anos depois cair tudo.
“No ME, poucos, acho.”
Se o ME, o Estado não tivesse o Poder total sobre o ensino já muita gente teria percorrido outros caminhos. A educação não seria uma aposta de casino, tudo colocado no mesmo número na roleta. Haveria mercado. O mercado começa pelas ideias. Se há ideias diferentes há mercado.
GostarGostar
#206
O importante é saber escrever o básico, ler um texto com linguagem informal, utilizar a máquina de calcular e brincar com o Magalhães. Tretas difíceis que estruturem o pensamento e obriguem a pensar… nahhhh… démodé…
GostarGostar
Parece que o Blasfemias anda a bloquear certas palavras. Pelo menos duas mensagens não passaram.
GostarGostar
#199
É melhor ver Education at a Glance Table C1.5. e Table C1.6.
GostarGostar
Zazie,
“V.s são como os comunas e a utopia da URSS. Citam os gurus e garantem, tal como eles garantiam, que lá longe, no estrangeiro, há quem saiba que os gurus estão certos.”
Terá extrema dificuldade em encontrar alguma posta do Blasfémias em que nos curvemos respeitosamente perante esses tais gurus.
Aliás, você e o José é que trouxeram à liça os modelos matemáticos, atribuindo as culpas de uma crise global a uma simples ferramenta operacional. E da importância de ir ouvir os traders (meros peões de brega, sabia?) a congressos em que, aí sim, seríamos todos iluminados pela verdade.
Temos de facto muito a aprender consigo.
GostarGostar
#210
Pois, mas “reformar” não é a mesma onda de “acabar com”.
GostarGostar
Arnaldo, desilude-te, o Estado Social tal como o conhecemos hoje vai mesmo acabar. Pela simples razão que não se consegue financiar.
GostarGostar
“O importante é saber escrever o básico, ler um texto com linguagem informal, utilizar a máquina de calcular e brincar com o Magalhães. Tretas difíceis que estruturem o pensamento e obriguem a pensar… nahhhh… démodé…”
😀
A Escola Publica ensina o que é a Dívida Publica?
GostarGostar
“atribuindo as culpas de uma crise global a uma simples ferramenta operacional”
Embora tenha arrumado a pasta, não arrumei o sentido de verdade para reposição da ideia que escrevi.
O que disse foi que este capitalismo de “mercados” entrou numa vertigem tal que se apoderaram avidamente de modelos matemáticos de gurus que lhes deram a ilusão de poderem suplantar o que nunca será suplantado: a incerteza do comportamento humano. E depois escrevi e citei uma das tais matemáticas cujo modelo foi seguido a defender-se das acusações daqueles que lhes chamaram charlatões.
E escrevi que foi este ideário que orientou os “mercados” dos derivados.
O que não escrevi e escrevo agora é que enquanto os tais modelos serviram, não houve avisos dos génios matemáticos para haver maior cuidado. Incharam de vaidade por se verem os artífices do casino. Como depois a coisa deu para o torto arranjaram logo desculpas de mau pagador: que os modelos só para gente e circunstâncias normais e patati patata.
GostarGostar
#217
nem os EUA ou a Austrália estão 100% livres do «social». Ninguém no século XXI quererá ver crianças a trabalhar ou deficientes a pedir esmola. Seria um retrocesso. Mas isso não implica que o Estado tenha de sustentar gente que não quer sujar as mãos na agricultura ou na indústria. Penso naqueles que recebem o RSI… o qual aliás já deveria ter tido um ponto final. Adultos em idade activa não deveriam receber um tostão do Estado.
GostarGostar
# LR:
«atribuindo as culpas de uma crise global a uma simples ferramenta operacional.»
Onde é que eu disse isso?
Quem é que aqui “atribuiu culpas” apenas aos modelos matemáticos?
Quem?
Ninguém.
Falou-se dos modelos como se falou de produtos, quando v.s. nesse campo, queriam reduzir a treta a uma mera questão de taxas de juros.
Entendido?
Para esse detalhe que v. banalizou como meras taxas de juros é que nós recordámos produtos exóticos e modelos matemáticos.
Mais nada. Isto não é apenas uma ferramenta- a menos que v. nem saiba em que consistem os modelos matemáticos, e nunca só por si explicaria a crise.
GostarGostar
#219:
Não resisto a mais uma.
A escola pública ensinava dantes. O manual de António Sousa Franco, explica. E este até foi ministro. De Guterres. E artífice número um da desbunda de gastos.
GostarGostar
.
Pequenas questões:
.
a) O que é isso que pomposamente se chama de Banco Centrais ? Quem são os donos ? Quem manda neles ? Quem dá ordem para se imprimir mais ‘thin air money ? São o País de que herdam o nome ? São os Estados ? É a Politica ? São os Governos eleitos ? Afinal quem é o verdadeiro dono de todo o papel moeda que anda para aí a circular ?
Todo o dinheiro que um Banco empresta não regressa em deposito ao sistema bancário ? X vende um andar, Y compra com emprestimo ao Banco e paga, X deposita no sistema bancário o dinheiro que recebeu, certo ? Então houve ‘bubles’ na habitação, onde é que está o dinheiro que desapareceu e foi preciso os Contribuintes fazerem ‘bail outs’ para não perderem o dinheiro que tinham depositado no sistema bancário ? Será que está metido debaixo do colchão ? Ou fizeram charutos com notas de mil que arderam como no tempo dos volframistas ?
–
Pois é chama-lhe modelos matemáticos …
GostarGostar
É isso, José. Já estavam a querer dar a volta com mentira básica.
Parece que gostam de ter plateia de analfabetos para ganharem uns pontitos com tretas destas.
Ninguém explicou ou reduziu a crise a modelos matemáticos.
Agora v.s sim- juravam a pés juntos que não havia crise nenhuma- que era tudo um down natural de crescimento e tudo super-controlado pela tal da mãozinha marota.
Isso sim- v.s negaram até os bancos desatarem a falir que houvesse qualquer crise.
E nunca a perceberam.
E pior que isso- nem curiosidade têm em perceber.
Sabe porquê?
Porque têm medo. Têm medo que a doutrina, a fezada, possa ficar abalada.
GostarGostar
.
Texto de 2 Nobeis já que só isso parece dar credito ao pessoal cá da terra:
.
“This was likely to have been a massive flight out of the European currency by hedge fund hyenas, zombie banks, and their allies in certain central banks, Finance Ministry, Parties and Politicians.
.
There are two competing explanations of the current crisis. One is that we are seeing the crisis of the welfare state, with its modest provisions for the health, education, and welfare of its citizens. This is hogwash. The social safety net is everywhere frayed and threadbare.
.
In reality, we are seeing the crisis of the globalized, hot money, casino economy of recent decades, based on speculation, derivatives, securitization, over-financialization, industrial and infrastructural stagnation, declining standards of living, union-busting, and cultural barbarism. This is the real explanation, and it is these degenerative phenomena which must be rolled back.
.
It is the second wave of a world economic depression of cataclysmic proportions, which is likely to include the disintegration of the euro and the British pound unless a serious counterattack against the speculators is mounted soon.
.
It’s said that the cure is to cut spending and raise taxes – in other words, austerity and deflation. That, of course, is the same kind of crude nonsense which made the last depression so severe.
.
In a depression, austerity does not work. It drives down production, drives down tax receipts, and drive up unemployment – ask by example Herbert Hoover and Heinrich Brüning. Even worse, austerity destroys the political system and opens the door to totalitarian solutions.
.
The alternative is to attack speculation and prepare an economic recovery program through national credit creation job creation.”
.
Desculpem não traduzir, o google dará alguma ajuda.
.
GostarGostar
#223
Esta gente anda muito preocupada com a Educação Sexual, no meu tempo já se ensinava no oitavo ano o que eram as DST’s, a puberdade e a anatomia básica dos aparelhos reprodutores. O que eles querem é outra coisa, mas isso já é outra discussão. Ora mais importante que isso era uma disciplina série sobre Economia e Finanças obrigatória para todos os estudantes. É certo e sabido que a sociedade portuguesa tem um défice crónico de cultura financeira. A maioria dos jovens adultos não faz ideia do que é uma balança de pagamentos, um orçamento de Estado, para onde vão os impostos, o que é o IVA, como se pagam as obras públicas… Se calhar, nem interessa aos actores do Regime que haja cultura financeira… Pois se assim fosse, haveria mais poupança, menos endividamento, mais competitividade…
GostarGostar
””’ disse
tenho aqui uma esferográfica
na loja vale: 5 euros
se tiver sido de um Papa vale: 500 Euros
se afinal for falso volta aos 5 Euros.
Para onde foi o Dinheiro?
GostarGostar
Dívida pública, segundo SOusa Franco ( pág. 197, edição da Vega):
“conjunto das situações passivas que resultam para o Estado do recurso ao crédito público. Pode falar-se em dois sentidos: em sentido estrito e amplo. A dívida pública financeira cabe na primeira.
E em duas páginas explica o resto.
GostarGostar
E pronto. A pasta já está arrumada.
GostarGostar
Excelente. Qual a data e que ano escolar José?
GostarGostar
> Os homens das finanças têm culpa de quê? Eles gerem um negócio. Tem riscos. Por vezes corre bem, outras mal.
Ah. Os passadores de droga tambám só vendem a quem compra.
Mas esses não têm anúncios na TV, rádio, jornais e placards, todos os dias, anos a fio, a impingir crédito fácil. E quando os viciados quinam sem pagar, não têm os governos a sugar o povo para pagar a dívida. Uma pequena e decerto insignificante diferença.
(E se tratassemos os bancos como as empresas farmacêuticas, que também não podem vender opiáceos à discrição?)
GostarGostar
«O que não escrevi e escrevo agora é que enquanto os tais modelos serviram, não houve avisos dos génios matemáticos para haver maior cuidado. Incharam de vaidade por se verem os artífices do casino. »
É verdade. Houve matemáticos que avisaram. Inclusive matemáticos portugueses.
Mas os géniozinhos matemáticos da finança não avisaram e estavam ceguinhos por isso que disse- pela ganância.
Porque aquele mundo corrompe se não houver sensibilidade para mais coisas.
Razão pela qual também existem matemáticos e traders que, de um dia para o outro, largam tudo para irem fazer cinema- por exemplo- ou montar um bar.
Acontece assim. Em vendo a loucura e não sendo básicos são capazes de mudar de pele.
Mas é verdade que dentro do meio os géniozinhos negavam problemas.
Estes modelos matemáticos não são sequer ferramenta que possa ser entendida por todos os pares.
Porque eles v~em da física teórica, onde também ninguém entende o detalhe específico de cada um.
GostarGostar
José (#224),
Desde o crash de 87 que se fala em modelos matemáticos / informáticos em Wall Street. Na altura chegaram a atribuir as culpas do crash ao chamado “program trading”, cuja utilização chegou inclusivamente a ser regulamentada pela SEC. Já em finais dos anos 90, 2 gurus que tinham ganho o prémio Nobel, levaram o fundo LTCM à falência. Isto para lhe dizer que a utilização de modelos matemáticos nos mercados financeiros deve ter barbas tão grandes como os próprios mercados e todos sabem que não há modelos perfeitos. Por isso lhe repito, os modelos de que você fala eram (são) uma simples ferramenta e quem os utiliza (traders e analistas) não passam de simples peões de brega, por muitos milhões que recebam de bónus.
GostarGostar
O livro nem tem data de edição, mas comprei-o em 1984.
Portanto, antes das bolhas. Até das dot-coms.
E o pobre do Sousa Franco já lá está também. Paz à sua alma.
GostarGostar
Foi para que classe ou ano liceal?
GostarGostar
LR, para terminar que vou dormir e já reclamam por estar aqui:
Esses modelos ditos “clássicos” foram seguidos ultimamente noutra vertente. Os gurus que se afoitaram em descobrir “regras” de comportamento quantificáveis foram os mais seguidos.
Charlatães, chamaram-lhes agora.
Os modelos que V. refere são outros.
Inté,
GostarGostar
Aliás. A tal conferência em Aveiro teve este resultado. Houve pega e desacordo entre os próprios quants que vieram debater com os cientistas dos movimentos caóticos.
Pelos motivos que o José enunciou. Porque os teóricos da ciència também têm essa fezada que a teoria pode explicar tudo e nunca aceitam que os aspectos psicológicos e humanos alteram tudo.
E entre os traders/quants passa-se o mesmo. Há quem não consiga sair da micro-escala que habita.
Este foi até o balanço da conferência- houve gente a negar os próprios modelos e a dizê-lo publicamente. No sentido de explicarem como são incontroláveis em determinados momentos.
GostarGostar
240:
Faculdade de Direito. Finanças Pùblicas e Direito Fiscal.
GostarGostar
#216 e #222
Bem, acabar com o Estado Social, afinal, talvez não seja exactamente acabar. É mais “tal como o conhecemos” ou “que não incentive o assistencialismo”.
Quanto a não conseguir financiamento, essa é muito boa. Se o PIB é 165 mil milhões de euros, como é que não há 35 mil milhões de euros para pagar o Estado Social?
GostarGostar
Novidades daquelas semi EP’s com função social do Governo Americano para aquecerem e bem olearem o mercado da habitação e manterem o subprime:
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601109&sid=an_hcY9YaJas&pos=10
Fannie-Freddie Fix at $160 Billion With $1 Trillion Worst Case.
GostarGostar
Imbecil de Luck foi para doutorados.
Porquê? gostavas de lá ir chamar ignorantes a todos?
Eu pagava para te ver numa cena destas públicas.
Juro. Tu és daquele género de fanático ignorante que pode ser perigoso se tiver poder.
GostarGostar
“Faculdade de Direito. Finanças Pùblicas e Direito Fiscal.”
Ha! Demasiado tarde tem de ser de pequeno.
Obrigado.
GostarGostar
#244
Com o índice de fertilidade que temos não vai ser preciso muito para haver dificuldades…
GostarGostar
Concerteza, mas não parece que seja essa a linha de argumentação do Luís Rocha e do Lucklucky.
GostarGostar
#183
De acordo consigo. Mas a explicação não fica por aí.
GostarGostar
Perdão. #185
GostarGostar
Mais uma vez, há aqui um problema moral, não apenas económico… A sociedade actual tem todo o esplendor dos pecados capitais que estão bem descritos pela moral judaico-cristã e pela mitologia grega. A malta troça do Prof. João César das Neves mas daqui a algumas décadas ainda lhe darão razão em muitos aspectos.
GostarGostar
# 238
Têm tantas barbas e têm-se tornado cada vez mais sofisticados que eu gostava é que o LR me dissesse quem é que os estuda e aplica cá.
É que modelos matemáticos há muitos. Chama-se a isso a “biblioteca” dos quants.
Mas estes de teorias caóticas não são nem coisa básica nem sequer por cá se aprende nada disso.
Aliás, os traders antigos até eram pessoas apenas com meras licenciaturas. E nem usavam nada disso. Há textos online de matemáticos tugas a explicar a diferença.
Isto é teoria do caos e quanto muito usa-se no estudo dos fenómenos atmosféricos.
Mas é coisa de tal modo complexa que quem quer fazer doutoramento nisso tem de passar por vários lados e estagiar na América ou com mais meia dúzia de teóricos na Europa.
GostarGostar
O PIB só é 165 mil milhões com o crédito todo que existe. É o crédito que dá muito emprego e actividade económica. Nós nunca estivémos tão “ricos” como agora.
Os gastos do Orçamento de 2010 são à volta de 81 mil milhões. Nem tudo é social obviamente mas a maioria é o. Dos 81 mil milhões cerca de 20% são pedidos emprestados.
GostarGostar
Okay hora de ir. Boas Noites.
GostarGostar
E mesmo um doutoramento em teoria do caos é coisa que pode demorar muitos anos a testar um mero problema teórico.
Faz-se isso em Los Alamos e Thalassa, por exemplo.
GostarGostar
#232, Luck
exemplifica bem como nenhuma modelo matemático funciona. Há a tal imprevisibilidade humana que duma esferografica que custa 5 na papelaria passa a valer 500 porque o Papa assinou com ela.
.
Para onde foi o dinheiro ?
Se alguém a comprou por 5 a papelaria depositou-o no sistema bancário salvo se fez com a nota de 5 um charuto e o fumou. Se passou a valer 500 por causa emocional relacionada com o Papa, válida para uns mas que não vale nada para outros, resta saber se alguém comprou essa esferografica. Se a comprou, mesmo com dinheiro emprestado pela Banca, quem vendeu faz esse dinheiro regressar em deposito ao circuito bancario. Multiplique este mecanismo por milhões de transacções e negocios diários. A determinado momento o Banco apresenta-se publicamente sem dinheiro para pagar aos depositantes que nele CONFIARAM. Falido. Onde é que está o dinheiro ? Para onde foi o dinheiro ? Desapareceu nalgum incendio do sistema bancário ? Foi mandado para Marte ?
.
Se ninguém a comprou mas alguém acreditou que uma coisa de 5 vale 500 poderá ter sido aceite por algum Banco como hipoteca de qualquer emprestimo. Mas se os Banco acreditou foi anginho, são valores emocionais como um quadro do Picasso que para uns vale milhões para outros vale zero, casino.
.
GostarGostar
Arnaldo (#244),
Já temos uma despesa pública que, de acordo com o OE 2010, ultrapassa os 50% do PIB. Como o défice é persistente e pelos vistos não aceitas que se toque no sacrossanto estado social, deduzo então que sugeres mais aumentos de impostos? Num país pobretana e já com um nível de tributação semelhante aos nórdicos?
Tu não pagas impostos, pois não
GostarGostar
#183
Tem piada que na Austrália o Partido Trabalhista governou 16 dos últimos 27 anos. Formou governo em 2007. Na Nova Zelândia o Partido Trabalhista governou 15 dos últimos 26 anos. Perdeu o governo em 2008. São ambos membros da Internacional Socialista.
GostarGostar
Tal como Pessoa, não sei nada de finanças.
Mas li atentamente as duas centenas e meia de comentários que para trás ficaram.
Como um aluno que gosta de aprender. Costumava sempre eleger um professor.
Elegi o Madureira.
Os outros parecem verdes.
GostarGostar
Bem, mas o LR, sem querer, acabou a dizer o mesmo que eu.
Que isto são detalhes e peões de brega. Pois são.
Porque as crises são montadas. Acrescento eu.
São crises internas ao sistema- ao contrário das que podem ter factores políticos ou sociais externos, mas são montadas.
E isto é que v.s nunca dizem porque querem santificar banqueiros.
GostarGostar
#258
Não acabas com o Estado Social. Cortas no Estado Social o que não servir para nada. E cortas o que puderes no Estado não social, principalmente no Estado Partidário. Conservas o Estado Social (aliás, um Estado Social muito melhor), a carga fiscal desce e as contas públicas equilibram-se.
GostarGostar
Acontece é que, neste caso, foi o próprio sistema que mostrou como os tais instrumentos que deviam servir o capitalismo, servem também para dar tiros no próprio pé.
E aí é que depois há os que são aparados pela economia base que não provoca estas crises e cuja função não é apenas fabricar milionários.
GostarGostar
#260
Agradeço a distinção.
GostarGostar
Arpão disse
14 Junho, 2010 às 11:52 pm
Estados Unidos, Austrália, Hong-Kong, Singapura, Canadá, Nova Zelândia são exemplos de países livres e prósperos.
-……………..
Este nunca deve ter olhado para as contas dos EUA nem reparado que a Austrália está no Top10 da bancarrota.
Há muitos que até dizem que esta obsessão pelos PIIGS é para desviar as atenções das contas de países como esses, EUA, UK, Austrália, Japão e afins …
GostarGostar
#239 …amen
GostarGostar
««Austrália está no Top10 da bancarrota.»»
novidades
GostarGostar
.
Outros Catedráticos em FINANÇAS PUBLICAS e PRIVADAS dos que cumprem horário completo a ensinar os alunos a tempo inteiro e a trabalharem nos laboratórios e departamentos de investigação nas Universidades em que trabalham obrigatoriamente em exclusivo e de que são empregados, têm opiniões completamente diferentes na mesma ‘CIENCIA’:
The Failure of Mainstream Economics:
.
The economics profession, particularly in the universities, rarely addresses the actual “real world” functioning of markets. Theoretical constructs centered on mathematical models serve to represent an abstract, fictional world in which individuals are equal. There is no theoretical distinction between workers, consumers or corporations, all of which are referred to as “individual traders”. No single individual has the power or ability to influence the market, nor can there be any conflict between workers and capitalists within this abstract world.
.
By failing to examine the interplay of powerful economic actors in the “real life” economy, the processes of market rigging, financial manipulation and fraud are overlooked. The concentration and centralization of economic decision-making, the role of the financial elites, the economic thinks tanks, the corporate boardrooms: none of these issues are examined in the universities’ economics programs. The theoretical construct is dysfunctional; it cannot be used to provide an understanding of the economic crisis.
.
Economic science is an ideological construct which serves to camouflage and justify.
.
A set of dogmatic postulates serves to uphold free market capitalism by denying the existence of social inequality and the profit-driven nature of the system is denied. The role of powerful economic actors and how these actors are able to influence the workings of financial and commodity markets is not a matter of concern for the discipline’s theoreticians. The powers of market manipulation which serve to appropriate vast amounts of money wealth are rarely addressed. And when they are acknowledged, they are considered to belong to the realm of sociology or political science.
.
This means that the policy and institutional framework behind this global economic system, which has been shaped in the course of the last thirty years, is rarely analyzed by mainstream economists. It follows that economics as a discipline, with some exceptions, has not provided the analysis required to comprehend the economic crisis. In fact, its main free market postulates deny the existence of a crisis. The focus of neoclassical economics is on equilibrium, disequilibrium and “market correction” or “adjustment” through the market mechanism, as a means to putting the economy back “onto the path of self-sustained growth”.
.
GostarGostar
#267
GostarGostar
Não sou dado a conspirações, nunca fui, mas acho que não é coincidência tantas notícias nos últimos dias na imprensa britânica em que metem fotos “divertidas” da Merckel e do Sarkozy
http://www.guardian.co.uk/world/2010/jun/14/angela-merkel-germany-coalition-collapse
Inglaterra tem a economia de rastos há muitos anos, muito antes desta crise, só tem disfarçado a crise profunda com a desvalorização da libra. Toda a industria britânica tem vindo a morrer gradualmente, perderam todas as grandes marcas de automóveis, algumas vendidas ao desbarato a chineses. Alemanha e França para todos os efeitos ainda preservam industrias sólidas, da aviação aos automóveis, da industria aeroespacial aos comboios. Os EUA esses remeteram-se a uma nação de consumidores, comprando tudo a chineses, até a industria espacial comprometeram, mais dia menos dia nem temo meios para lançar um satélite.
Há um claro interesse britânico e americano em derrubar a Europa, só não vê quem não quer.
GostarGostar
.
-BARROSO – Alto risco de regresso à Ditadura em Portugal, Grecia e Espanha
Nightmare vision for Europe as EU chief warns ‘democracy could disappear’ in Greece, Spain and Portugal
http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1286480/EU-leaders-thrash-rescue-package-Spain-faces-bankruptcy.html#ixzz0qt9pO0qB
.
.
-Fannie Mae e Freddie Mac BAIL OUT DE 1 TRILIAO ?
GSEs: $1 Trillion Dumping Ground for Bad Bank Loans
http://www.ritholtz.com/blog/2010/06/gses-1-trillion-dumping-ground-for-bad-bank-loans/
.
-SEPARAÇÃO DAS EMPRESAS DE INVESTIMENTOS DOS BANCOS COMERCIAIS
US banks set to lose swaps fight
http://edition.cnn.com/2010/BUSINESS/06/14/volker.swaps.us.banks.ft/?hpt=Sbin
.
.
-MUNDIAL DA BOLA:
Riot police storm World Cup stadium as security staff stage sit-in over low wages
http://www.dailymail.co.uk/news/article-1286409/WORLD-CUP-2010-Riot-police-storm-stadium-break-low-wages-protest.html#ixzz0qtBt66MY
GostarGostar
Ontem não comi a sopa.
E não jantei mais que uma sandes, por aprender Economia Política, nestes recontros de sábios.
Grátis, se me ensinam quantos leio, aqui e ali deparando com notáveis mudanças de convicção e saber.
A provar como vai numa roda-viva o mundo, dado a estoirar por crescer.
Sincerely, thank all of you.
GostarGostar
.
dedicado ao super-sabio 272,
.
La banca española pide fondos récord al BCE ante el cierre de los mercados
Las entidades solicitaron 85.600 millones en mayo – Francisco González subraya que el capital internacional está cortado para la mayoría de empresas y bancos
http://www.elpais.com/articulo/economia/banca/espanola/pide/fondos/record/BCE/cierre/mercados/elpepueco/20100615elpepieco_2/Tes
.
El futuro de la izquierda europea
Malos tiempos para la socialdemocracia
La izquierda pierde peso en los Gobiernos y en las instituciones de la UE, a pesar del fracaso de las políticas conservadoras y neoliberales en la crisis
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Malos/tiempos/socialdemocracia/elpepiint/20100614elpepiint_4/Tes
GostarGostar
#268:
“Economic science is an ideological construct which serves to camouflage and justify.
.
A set of dogmatic postulates serves to uphold free market capitalism by denying the existence of social inequality and the profit-driven nature of the system is denied”
É esse o problema que elenquei e apontei as causas nos tais matemáticos aproveitados pelos “traders”.
Não são apenas os modelos matemáticos ditos clássicos e que se aprendem na Teoria Económica das faculdades. São os mais recentes, os esotéricos e os que justificam a aposta “segura” nos derivados.
São esses, uma das causas da desgraça porque prometeram o que nunca poderiam dar, ou pelo menos iludiram suficientemente quem neles acreditou.
Foi isso o que disse a tal matemática francesa seguida pelos traders.
GostarGostar
José
Deixa ver se estou a entender bem:
Há uma conspiração nas universidades de economia do mundo inteiro para ensinar aos estudantes ‘coisas erradas’. Essa conspiração incluiu a criação de modelos matemáticos artilhados para darem resultados que não são verdadeiros e que têm como objectivo manter um sistema que não funciona – os mercados livres.
Os produtos financeiros derivados fazem parte da conspiração. Por trás, está apenas ciência esotérica, sem qualquer sustentação económica e sem a menor base científica. Os derivados são produtos malignos, sem qualquer utilidade que não seja a de encherem o bolso dos conspiradores, deixando pelo caminho alguns traders também milionários.
Essa conspiração estava de tal maneira bem urdida que os governos se endividaram até estoirar, porque todos os governantes foram enganados pelos conspiradores – disseram-lhes que conseguiam pagar os empréstimos e os governos acreditaram, quando não era verdade. Os bancos centrais estão também nas mãos dos conspiradores.
Só o estudo de Filosofia permite ver a luz e obter o conhecimento suficiente para entender como foi urdida a conspiração, que enganou as melhores universidades do mundo.
É assim?
GostarGostar
Está a desentender.
Não há conspiração alguma. O que existe e é sabido e contestado é a apetência dos traders por modelos de garantia de sucesso.
Que modelos poderiam escolher para sustentarem perante os seus clientes, a cientificidade das aplicações e assim ganharem o céu dos justos ( são quase todos justos e escolhidos como povo)?
Recorrerem à mitologia científica das teorias elaboradas em especulações esotéricas sobreo caos e as probabilidades de ocorrência de um furacão na península de Kamtchaka.
Foi assim que compraram ( foi isso mesmo) como bons traders que se julgam, as teses científicas mais elaboradas e incomprensívels na sua formulação a não ser pelos especialistas que lhas venderam e concluiram em modo simples: podem comprar e vender dentro destes parâmetros. E foi isso que os trader disseram aos seus clientes. Estados, incluidos, como a Grécia.
GostarGostar
A bolha do risco foi menorizada até à irrisão. Com garantia científica, dos melhores matemáticos do género e daqueles com teses orientadas nas melhores escolas.
A soberba dá nisto: burros na água e cobardia de carácter para reconhecer depois as asneiras básicas.
Porque a asneira é mesmo básica: não há teoria científica alguma capaz de explicar o comportamento humano e as suas variáveis.
E quem acredita que a Matemática consegue fazer isso, é porque acha que uma pessoa é igual a uma asa de um avião.
GostarGostar
Por coincidência andamos outra vez a reboque dos judeus da finança.
Isto não é estar contra os judeus. É apenas reconhecer que Gil Vicente já sabia tudo, no séc.XVI,(pouco depois da Inquisição pura e dura).
Onzeneiros é o que dá. Ganância como matriz de comportamento resulta nisto: falência de Estados e pessoas.
GostarGostar
A Zazie disse ontem aqui uma coisa curiosa:
Alguns destes traders, brilhantes na profissão do engano, abandonam tudo e dedicam-se literalmente à pesca.
Há quem se iluda por mais tempo.
GostarGostar
João Rendeiro, o trader do BPP, traído pelas circunstâncias, escreveu um artigo no i de hoje.
Suponho que nas entrelinhas acaba por dizer o mesmo que por aqui fui escrevendo: nada é certo no mundo da alta finança. Nada é matemático. É tudo simplesmente humano. Demasiado, para o gosto de alguns.
GostarGostar
é assustador constatar que existem pessoas que pensam (?) como o José…
GostarGostar
É ainda mais assustador pensar que há quem não entenda certas coisas básicas e simples.
GostarGostar
“nada é certo no mundo da alta finança.”
Obviamente. Nunca foi. E hoje, já nem a dívida pública é certa.
GostarGostar
“Alguns destes traders, brilhantes na profissão do engano, abandonam tudo e dedicam-se literalmente à pesca.”
pudera… é que a profissão é de alto nível de stress. podem ganhar muito, como podem muito perder dum momento para o outro… é que esses sabem, ou deviam saber, que os tais modelos matemáticos são uma treta e quando as máquinas se embalam em grandes corridas é muito difícil inverter o sentido da marcha, como podem estoirar se alguma areia minúscula, aquela que os modelos matemáticos não previram, entra nas mecânicas!… mas, muitos, deixam-se embriagar pelas altas velocidades das transacções, dos ganhos e pelos altos índices de adrenalina… adictos, uns, de ressaca alguns, e em cura de desintoxicação, dedicando-se à pesca ou à aguarela, uma minoria!…
GostarGostar
Pois, mas a frase continua: é tudo demasiado humano, para o gosto de alguns. Os que preferem acreditar piamente nos modelos matemáticos de laboratório, para sustentar a criação de riqueza virtual. E que gerou a crise em que caimos.
GostarGostar
aquilo que raramente se aborda, por aqui e não só, é a questão do crescimento económico e até dos seus modelos… e andou-se, também, a alimentar artificialmente esse crescimento, com a dívida pública, mas, sobretudo, com a dívida privada… as empresas, os bancos, os accionistas só podem ter ganhos “interessantes” nos nossos países ocidentais, que sofrem uma concorrência directa e desleal com a produção de países com crescimentos de dois dígitos… em suma, os inconvenientes da globalização.
é evidente que os governos foram coniventes, também por ignorância, das estratégias económicas do milagre da multiplicação virtual dos ganhos em que “todos podiam ganhar”…
as empresas porque podiam vender cada vez mais, os accionistas e outros investidores, porque já nem precisavam de investir directamente na economia real, naquela que cria riqueza e cria postos de trabalho, e até podiam fazer fortunas…
os “pelintras”, que ganhavam salários mínimos ou pouco mais e quase não tinham onde caír mortos, que passavam a comprar um jazigo de família T2 a crédito, que na realidade valia metade ou dois terços do que era avaliado pelos bancos, que, apesar dos juros baixos, ganhavam a dois ou três carrinhos e na embalagem, no empréstimo ao construtor e no empréstimo ao comprador e quanto maior a avaliação maior o ganho…
os governos, mesmo os “Pxuxalistas” mas também os PPxuxalistasD, que não quiseram ver que as promessas de crescimento e de pleno emprego, prometidos pela multiplicação milagrosa do empréstimo barato, não daria em crescimento nenhum e ainda menos de pleno emprego…
claro que os governos, mesmo sendo ignorantes e seduzidos pelas sereias do crédito fácil e barato, têm responsabilidades, mas as tais sereias estavam ao serviço do marqueting bancário e dos modelos de crescimento económico, que têm de ser mudados… porque insustentáveis!…
GostarGostar
# 279
É verdade. Esses traders que pura e simplesmente largaram tudo nem eram propriamente caloiros.
Há casos de gente que tinha sonhos românticos na Ciência e largou-os por esta também se ter tornado uma grande farsa de publicações de papers e financiamentos para nada. E depois caíram na finança por um motivo simples- é a finança que absorve o mercado de trabalho que dantes ofereciam empresas.
E estas pessoas largaram literalmente tudo. Não foi para se dedicarem à pesca mas sei de um caso que decidiu ir fazer cinema- sonho que tinha em miúdo e outros deram em Djs montando restaurantes.
Assim- largar tudo por terem um bruto flash do engano e sem sentido em que se tinham metido.
Há quem não tenha estes flashs e se drogue.
GostarGostar
E há quem prefira mitificar os enganos- fazendo disto doutrina ideológica- como se passa por aqui com os neo-tontos.
GostarGostar
#288.
Eu li a thread em oblíquo mas formou-se-me um pensamento que tenho estado a maturar. Este pessoal propõe o quê, politicamente falando, que possa levar alguém a votar neles ou num partido que se oriente pelas ideias que defendem? Eu só li destrói isto, acaba com aquilo e corta no outro. Não leio uma proposta que diga o que fazer ou como fazer depois de alegremente implodir o estado social e quaisquer valores morais que lhe estejam associados. Donde se pergunta, com alguma justiça: o que pretendem fazer depois da terraplanagem?
Se for assim, nunca vão juntar mais do que meia dúzia de criaturas para jogar uma bisca lambida ao roda bota-fora.
Mas talvez seja esse propósito, porque enquanto a utopia não dá com as trombas na realidade, podem sempre argumentar que na teoria funciona e que são apóstolos injustiçados.
GostarGostar
# 277
«não há teoria científica alguma capaz de explicar o comportamento humano e as suas variáveis.
E quem acredita que a Matemática consegue fazer isso, é porque acha que uma pessoa é igual a uma asa de um avião.»
Ora bem. A questão é mesmo esta e é preciso conhecer-se o meio científico de onde eles vieram para se perceber o perigo de entregar a estes geniozinhos formas de multiplicação milagrosa do ar em dinheiro.
Estas pessoas eram teóricos de gabinete. Excelentes cabeças mas pessoas que nem sequer trabalhavam com coisas verificáveis, a nível científico.
A matemática é puramente abstracta; a física teórica é ficção abstracta. E tudo isto requer uma vida fechada para tudo o resto.
Esta gente vive dentro de equações- e nem sequer experiência de vida têm porque tendem a recrutá-los cada vez mais novos.
E, mesmo que fossem velhos- os cientistas- a sério- de onde os vão buscar- têm vida de ETs.
Ora depois isto transitou para a criação de modelos matemáticos que nem sequer têm tradução universal.
É uma espécie de alquimia onde chega a haver gente a desenvolver linguagem informática e matemática nova- sem que mais ninguém a conheça.
Mas é gente com grande QI, claro- e currículo seleccionado entre os melhores- logo, a mitificação cientóina cria uma aura que só uma grande asneira é capaz de deitar a perder.
Têm uma vantagem- a tradição do rigor académico. Mas tudo isso sempre foi feito em mundos artificiais- sem aplicação sequer a alterações climatéricas, quanto mais a alterações comportamentais num mundo onde circula o grande poder do capital.
E é aqui que o gigantesco erro radica- os cientóinos não entendem o mundo, por muito inteligentes que possam ser.
A crise não se explica apenas por isto- mas estes modelos explicam outra coisa- a impossibilidade de travar o efeito dominó quando as oscilações e irracionalides alteram o pressuposto ideal que os justifica.
GostarGostar
# 289
«Donde se pergunta, com alguma justiça: o que pretendem fazer depois da terraplanagem? »
eheheh
Essa é uma boa pergunta que eu fiz há uns anos quando me dei conta deste fenómeno neo-revolucionário.
Não querem nada. Querem precisamente o mesmo que queriam os maoístas- uma revolução e depois o paraíso vem por si.
Claro que isto prova que as ideologias não acabam- renovam-se a função é sempre a mesma.
O mais estranho (aparentemente) é outra coisa- teoricamente isto é capricho da idade das borbulhas e eles já são demasiado crescidinhos para isso.
Mas creio que a resposta para a contradição é outra- ninguém vota em nenhum grupo de maluquinhos a proporem regressão social e civilizacional em remakes às avessas do 4 Yorkshiremen.
Mas o liberalismo económico está aí- isto é suporte doutrinário daquilo que por aqui se falou- dos onzeneiros- E esses não têm partido, nem andam a votos- são lobby.
GostarGostar
#291.
Esse act dos Monty Python é fabuloso. Não o encontro sem ser num espectáculo ao vivo em Los Angeles, se não estou em erro, mas a qualidade é ordinareca.
Eu não discordo de algumas propostas ou, de forma mais lata, tendências. Não consigo é perceber é porque rejubilam de ver a tenda a ser consumida pelas labaredas se eles próprios não sabem como sair. Já disse isto mais que uma vez: parecem preferir ter a razão a ter qualquer outra coisa.
GostarGostar
Zazie,
os nossos políticos e professores universitários, na sua maioria, vivem fechadas num mundo completamente ao lado do dito «país real». Não há teoria económica que resista à realidade social, cultural e antropológica do povo português. Já Maquiavel dizia que a mesma solução em povos diferente traduz-se em resultados distintos. Não vale a pena copiar para cá o Estado Social nórdico num povo que foge aos impostos e que não valoriza a património público, assim como não vale a pena fazer disto uns EUA porque esse governo cairia semanas depois.
GostarGostar
Os Loucos
Há vários tipos de louco.
O hitleriano, que barafusta.
O solícito, que dirige o trânsito.
O maníaco fala-só.
O idiota que se baba,
explicado pelo psiquiatra gago.
O legatário de outros,
o que nos governa.
O depressivo que salva
o mundo. Aqueles que o destroem.
GostarGostar
Afinal o que é que esta doida da zeca propõe ? Ou só se esqueceu de tomar os comprimidos?
GostarGostar
#289
Leia a sequência #31 #33 #78. Também não sei o que querem. Mistério
GostarGostar
Zeca é a pachacha da tua mãe, ó grunha.
————————————
O que eu queria era que todos os que negaram o que o José disse, apresentassem bibliografia de contraditório à que ele deixou.
Está aqui- e, pela minha parte agradeço.
Roger-Pol Droit et François Henrot- Le Banquier et le philosophe
Patrick Williams- La trahison des maths
Nassim Taleb
Nicole el Kaouri
aqui , para se ter uma ideia.
Hélyette Geman .
Marc Yor
GostarGostar
Apenas uma nota para abordar um tópico ainda não aflorado:
Uma das leituras recorrentes por parte daqueles que acham que a culpa da situação em que nos encontramos é a que resulta da, pelo menos aparente, insuficiente regulação dos mercados.
Passando ao lado do facto de que, em todas as anteriores crises financeiras, também se ter apontado como “remédio essencial” a “maior e melhor regulação” dos mercados, cabe todavia perguntar por que razão se continua a permitir a existência de um sistema bancário assente em reservas fraccionárias?
Explico-me: se amanhã for ao banco e depositar 1000 euros à ordem, o banco, se a taxa de reservas obrigatória (determinada pelo Banco Central) for, por exemplo, de 10%, irá, legalmente, emprestar 900 euros ((1-10%) * 1000) até ali anteriormente inexistentes (o banco emprestou foi 90% do valor do meu depósito) criando assim dinheiro a partir do nada. No direito romano, tal prática corresponderia à apropriação indevida de propriedade alheia e, como tal, a uma prática criminosa.
GostarGostar
Romão:
Muitas vezes em comentários seus, como o #289, preciso de reler o nome do autor do comentário para ter a certeza que não fui eu que o escrevi, tal é a minha concordância com o conteúdo.
Apenas escrevo isto para lhe dar uma forcinha para continuar a escrever por mim, que não sou grande coisa no teclado.
GostarGostar
“Après l’orgie spéculative, l’austérité pour (presque) tous
Le gouvernement des banques
L’insolence des spéculateurs suscite une vive opposition populaire et contraint les gouvernements à prendre quelques distances avec la finance. Le 20 mai, le président Barack Obama a qualifié de « hordes de lobbyistes » les banquiers qui s’opposaient à son projet de réglementation de Wall Street. Ceux qui signent les chèques vont-ils continuer à écrire les lois ?”
Depois da orgia especulativa, a austeridade para (quase) todos
O governo dos bancos
A insolência dos especuladores suscita uma viva oposição popular e leva os governos a dirtanciarem-se da finança. A 20 de maio, o presidente B. Obama chamou “hordes de lobbyistas” os banqueiros que se oponham ao seu projecto de regulamentação de Wall Street. Aqueles que assinam cheques vão continuar a escrever as leis?
…”La portée des mesures que l’Allemagne, la France, les Etats-Unis, le G20 prendront contre la spéculation dans les semaines qui viennent nous dira si l’humiliation quotidienne que « les marchés » infligent aux Etats et la colère populaire qu’attise le cynisme des banques, auront réveillé chez nos gouvernants, lassés d’être pris pour des valets, le peu de dignité qui leur reste.”
O alcance das medidas que a Alemanha, a França, os USA, o G20 adoptarão contra a especulação nas próximas semanas nos dirá se a humilhação quotidiana que “os mercados” inflingem aos Estados e a ira popular provocada pelo cinismo dos bancos, terão despertado nos governantes, cansados de serem tomados por lacaios, o pouco de dignidade que lhes resta.
muito a ler e aprender no texto de Serge Halimi que se situa entre dois precedentes excertos rapidamente traduzidos:
http://www.monde-diplomatique.fr/2010/06/HALIMI/19180
GostarGostar
#298 Eduardo F.
Com o seu exemplo lembrou-me de outra questão: de onde vem o dinheiro para pagar as taxas de juro do BCE?
Se o Banco central por cada 100 euros emitidos recebe 101 (taxa de 1%), de onde vem esse 1 euro já que apenas foram impressos 100?
GostarGostar
“#232, Luck
exemplifica bem como nenhuma modelo matemático funciona. Há a tal imprevisibilidade humana que duma esferografica que custa 5 na papelaria passa a valer 500 porque o Papa assinou com ela.”
Os modelos matemáticos são aproximações uns erram mais outras menos, faz tudo parte da pesquisa dos humanos em encontrar as melhores soluções ou seja o maior lucro. É essa busca constante que faz com que medicamentos sejam mais baratos, que fazer o mapa de DNA de uma pessoa tenha descido de 500000 de dólares para 20000 dólares em 10 anos. Para isso acontecer houve gente que errou, fez asneiras e descobriu outro caminho.
É assim que avança a ciência, ou qualquer actividade humana.
Depois temos os “cisnes negros” as catástrofes. Na maior parte dos casos impossível gerir algo para o dia a dia e estar preparado para uma catástrofe. A Redundância afecta a Riqueza e a Eficência. Não não temos casa em Lisboa preparadas para resistir a um sismo como o de 1755, se tivéssemos estaríamos mais pobres noutras coisas.
“Concerteza, mas não parece que seja essa a linha de argumentação do Luís Rocha e do Lucklucky.”
Para além da insustentabilidade estrutural referi acima: Demografia, Produtividade.
Mas sistema tal como está é insustentável mesmo sem a demografia. O sistema incentiva o desperdício, o clientelismo e a taxação dos melhores. Ou seja recompensa quem não produz ou se esforça.
GostarGostar
Quando escrevi que não me parecia aquela a linha de raciocínio do Luis Rocha e do Lucklucky, baseava-me nos escritos que tenho lido (no caso do Luis também em cerca de 30 anos de conhecimento pessoal). E o que concluí eu, então? Que, mesmo que não houvesse qualquer “problema demográfico”, seriam contrários ao Estado Social por convicção filosófica/ ideológica/ política.
GostarGostar
Pensamento filosófico? o do Luck?
Ele diz que os portugueses se deviam organizar para criar um país novo, sem Estado.
É isto que ele defende, com o seu “pensamento filosófico”.
Há gente internada por menos.
GostarGostar
Arnaldo,
Por princípio sou contrário a todo o garantismo que hoje existe dos chamados direitos positivos (saúde, educação, seg social, habitação, etc), que constituem basicamente o chamado Estado Social por 2 razões fundamentais:
– Esses direitos exigem esforço individual para os obter;
– O seu garantismo é muitas vezes fonte de parasitagem e leva frequentemente à violação de direitos naturais (aqueles que o Estado deve de facto garantir) designadamente a liberdade individual.
A minha tese é que o mundo ocidental foi tão longe a inventar “garantismos”, que hoje vai ter de retirar muitos deles sob pena de colapso financeiro generalizado.
GostarGostar
#305
E concordo, mas também considero a necessidade de moralizar a vida face aos resultados desiguais, imprevistos e inevitáveis do sistema económico. Isso é o que me leva a defender um ponto de equilíbrio num Estado Social que proteja as pessoas da má sorte, que permita a todos ter segurança, educação, saúde e justiça, sem contudo alimentar a preguiça e a parasitagem. Como tudo na vida, também o Estado Social pode dar melhores resultados e custar menos. É esse Estado Social que quero preservar.
GostarGostar
#293, tocou pontos interssantes,
.
“Já Maquiavel dizia que a mesma solução em povos diferente traduz-se em resultados distintos. Não vale a pena copiar para cá o Estado Social nórdico num povo que foge aos impostos e que não valoriza a património público, assim como não vale a pena fazer disto uns EUA porque esse governo cairia semanas depois”
.
NÃO HÁ UM MODELO DE ESTADO SOCIAL:
.
O que se associa erradamente a Estado Social são de facto DIREITOS CIVILIZACIONAIS de todos à Saúde, Educação, Idade de Reforma, Pensões de Velhice e apoio no Desemprego. Pela sua universalidade a todos os Cidadãos não é monopolizavel por uma qualquer corrente politica ou partidária donde não é um modelo de Estado seja marxista, não marxista, Democracia, Monarquia ou Ditadura. Como tal não há um modelo especial ou de governança que se possa tipificar como ESTADO SOCIAL por insustentado ou monopolio de qualquer ideologia ou regime. São DIREITOS CIVILIZACIONAIS acima do modelo de Estado na sua evolução contra o Obscurantismo e a Miséria.
.
A forma de implementar esses Direitos Civilizacionais, a garantia de não falirem, a gestão, o custo, a poupança nos impostos e a relação ‘qualidade-preço’ é outra questão. Pode ser Publica ou Privada ou outra qualquer embora sempre pago pelos Impostos de todos os Cidadãos e como tal todos com acesso aos mesmos em igualdade de circunstâncias e preço.
.
.
“Não vale a pena copiar para cá o Estado Social nórdico num povo que foge aos impostos”
O que não vale a pena é teimar e copiar para cá o Sistema de Impostos nordicos e os Mecanismos Fiscais de Bruxelas num povo que foge aos impostos. Nesses Países inventou-se o modelo que se ajusta à maneira de ser dos respectivos Povos. Cita bem “Já Maquiavel dizia que a mesma solução em povos diferente traduz-se em resultados distintos”. Não tenho qualquer duvida que ninguém abdica de qualquer dos Direitos Civilizacionais atrás referidos.
.
Reduzir fortemente quem foge aos impostos, a sustentabilidade a longo prazo destes Direitos Civilizacionais que nada tem a ver com a baixa natalidade nem com o aumento da esperança de vida, o reacender da Economia e do Emprego ambos em queda livre, mais disponibilidade de dinheiro ao fim do mês nos Bolsos dos Empregados e nas Tesorarias dos Empregadores com todas as vantagens resultantes para o mercado, para o tecido produtivo do nosso País, para a competitividade dos preços de qualquer produto/serviço Português a concorrer com estrangeiros interna e externamente etc,
só lá vai por aqui (e o pouco que fugiria aos impostos entraria sem receio de repressão como Poupança no sistema bancário Português deixando de fugir como agora para o estrangeiro e para offshores):
.
“-IMPOSTOS E FISCALIDADE:
.
6) ABOLIÇÃO de todos os Impostos colectando-os num só INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e consumido dentro de Portugal (**)
.
7) AMNISTIA Fiscal para resolver o estado de falência do Tecido Económico Nacional e de insolvência do grande numero de Cidadãos e Famílias à semelhança do já praticado antes e depois do 25 de Abril, incluindo actualmente em vários Países da EU.
.
(**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
.
-SEGURANÇA SOCIAL:
.
8) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo ISU – Imposto Social Único colectado sobre tudo o comprado e consumido dentro de Portugal (***)
.
9) Instauração da PENSAO NACIONAL ÚNICA até 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses.
.
10) Criação do FUNDO de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, com depósitos mensais variáveis dos Cidadãos que queira proteger um adicional ao valor da Pensão Nacional Única quando atingir a idade a reforma; ou em caso de falecimento antecipado a família ser reembolsada do dinheiro que depositou na Segurança Social acabando-se com o actual arresto indevido dessas importâncias a favor do Estado (****)
.
(***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
(****) Na fase de transição do velho para o novo Sistema, transitariam para o Fundo Nacional de Reforço da Pensão Nacional Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores que correspondam à diferença entre o valor da Pensão Nacional Única e o valor da correspondente Pensão que estabelecia o momento da Inscrição na Segurança Social do Cidadão.”
.
GostarGostar
Arnaldo (#306),
O socialismo provoca bem mais desigualdades que o capitalismo.
GostarGostar
Quem fala em socialismo, tu ou eu?
GostarGostar