Paula Teixeira da Cruz, proteccionismo e a predação neocolonial
12 Julho, 2010
Paula Teixeira da Cruz sobre proteccionismo nas telecomunicações:
Estamos a falar de uma empresa de sucesso num espaço lusófono. Amputar a PT de uma parte substancial do seu futuro seria transforma-la numa “petezinha” regional. Os poderes especiais existem tanto no sector público como no privado. Defendo o proteccionismo nos sectores estratégicos e este é um deles.
Em resumo, devemos proteger o nosso mercado para que as nossas empresas sejam grandes no mercado dos outros. Algo me diz que isto não vai resultar.
(link via Insurgente)
11 comentários
leave one →

Pergunta o jornalista:
“É essa a maneira de Paula Teixeira da Cruz estar na política?”
Responde a entrevistada:
“E vai continuar a ser”.
Óptimo. Cada um tem o direito de pensar como bem entende. Só que a senhora, pelos vistos, enganou-se na porta: o partido em que queria entrar não era aquele em que está (tem um D a mais na sigla), mas o do lado (sem D). Claro que está sempre a tempo de voltar atrás e acertar na porta. Oxalá!
Entretanto, aguarda-se com curiosidade nova entrevista da senhora, sobre o mesmo assunto, dentro de 2 ou 3 semanas…
GostarGostar
A ideia de que o uso da golden share é um acto de esquerda (pois, de facto, agradou ao PCP e ao BE) leva-nos a alargar a ideia de “esquerda” – não só para nela incluir Paula Teixeira da Cruz, como também para lá enfiar outros, desde Cavaco Silva a Paulo Portas, passando por Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa…
GostarGostar
São os chamados conservadores. Liberais e conservadores são nomes que fazem comichão aos portugueses.
GostarGostar
quais são os custos para os cão-tibuintes
‘daquilo’ a que os politiqueiros chamam ‘independência nacional’?
na falta de pão
fornecem nacionalismo
GostarGostar
2.medinaribeiro disse
12 Julho, 2010 às 5:40 pm
Eles podem não ser de esquerda, mas sem dúvida estão do mesmo lado, do lado do estatismo intervencionista, keynesiano, tão de agrado de toda a esquerda orfã do sovietismo. Querem um Estado gordo, inchado de imponência à custa dos contribuintes cada vez mais pobres. Viver à custa dos outros é o que eles querem. São todos amigos do alheio.
GostarGostar
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, afirmou que a golden share do Estado na PT “está lá para ser utilizada quando deve”, afirmando que o “interesse estratégico” para o país é que esta empresa tenha “dimensão e escala”.
Então se a PT é uma empresa tão estratégica como afirmou porque não a nacionaliza? Porque foi esta empresa privatizada?
A demagogia é tramada…
GostarGostar
Usar ou não a golden share ultrapassa a discussão de ser uma medida de esquerda ou direita. Se a crise que Portugal atravessa já não é novidade para o mundo, mais insegurança económica estaríamos a transmitir se uma das nossas maiores empresas nacionais passasse a ser monopolizada pelos nuestros hermanos. Fazendo referência a Paulo Portas, o importante neste problema é afirmar “patriotismo económico”, e o uso da golden share, ainda que seja declarado ilegal pela União Europeia, considero que foi uma medida acertada para proteger os interesses nacionais.
GostarGostar
Nuno Gonçalves,
Se o pudesse ler, o seu homónimo autor do políptico do Museu Janelas Verdes coraria de vergonha.
É que ele não compreenderia como é que alguém, não sabendo do que fala, ousa emitir opinião.
GostarGostar
Nuno Gonçalves,
“(…) mais insegurança económica estaríamos a transmitir se uma das nossas maiores empresas nacionais passasse a ser monopolizada pelos nuestros hermanos.”
Eu sei que o Sócrates na sua propaganda nacionaleira pretendeu transmitir demagogicamente essa ideia, mas não estava em causa a venda da PT à Telefónica. Esta, propunha-se apenas comprar a participação da PT na Vivo, uma empresa brasileira, aceitando para tal pagar uma pipa de massa – 7,15 mil milhões.
GostarGostar
Esta gente não se toca.
Costumo beber umas caipirinhas com o meu amigo molusco lá do outro lado do Atlântico.
Na próxima caipirinha vou pedir para ele invocar o patriotismo económico e nacionalizar a parte dos antigos colonizadores por conta do ouro roubado.
GostarGostar