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Efemérides…

27 Julho, 2010
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40 anos sobre a morte de Salazar.

Compreende-se, lendo a peça do i, algum do “argumentário – tipo” de um certo sebastianismo popular, ainda muito português (ou, talvez, apenas  muito popular).

9 comentários leave one →
  1. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    27 Julho, 2010 16:00

    É enternecedor saber que S. deixou na CGD uma conta de 1371 euros.
    Eu nem percebo para que é que ele precisava de dinheiro.

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  2. Licas's avatar
    Licas permalink
    27 Julho, 2010 16:20

    Salazar (algumas notas dispersas sobre A.O.S.)

    A.O.S. sempre confundiu duas coisas: o confesso, acredito que sincero, amor ao País e aos Portugueses, com a inevitabilidade de se manter no Poder, porque de outra forma, quanto a ele, seria o caos, o que evidentemente, o leva não a escolher colaboradores no Governo, mas meros executantes do seus desígnios.
    Embora se aceitem opiniões contrárias, a repressão policial, via Polícia Política, caracterizou-se por uma hábil contenção: a tal Ditadura foi magistralmente comedida, não fazendo hecatombes de mortes, nem sendo assim visível aos olhos inexperientes. Teve como base o binómio boato/medo que mantém eficientemente a tal paz nas ruas e nas consciências de que ele gostava tanto de se gabar promover.
    Quanto à Industrialização, não foi particularmente feliz com os Empresários: partindo de um reduzido escol nitidamente pró-Salazarista, mas decididos a não terem muitas preocupações quanto à necessidade de actualização de equipamento e/ou métodos de gestão, compraram a sua lealdade com a obtenção de matérias primas, como óleos, algodão, café, cânhamo, a muito baixo custo mercê de um sistema quase esclavagista dos trabalhadores nas Colónias.
    Uma grande dissimetria se pôde observar no modo de vida dos Portugueses na Metrópole: as províncias miseráveis e carentes de infra-estruturas básicas, as cidades, vá que não vá, grande porção gozando de algum conforto e alimentação saudável. De maneira que nos anos 50-60 deparou-se-nos em emigração importante da província para as cidades (Lisboa) ao nível da que se verificou de todo o território para a Europa (França e não só).
    A Guerra Colonial viria a perturbar três décadas de tranquilidade imposta mas real.

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  3. Palnira's avatar
    Palnira permalink
    27 Julho, 2010 16:34

    Para a esmagadora maioria dos portugueses, a revolta da tropa em 28 de Maio foi uma acção libertadora – e a chegada de Salazar ao poder foi um alívio

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  4. Francisco's avatar
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    27 Julho, 2010 17:01

    Salazar virá a ser recordado como um grande maçon, que foi. Salazar era um grande adepto dos princípios da liberdade, da igualdade e da fraternidade, que realizou, dadas as circunstâncias história, de uma maneira peculiar. (A propósito, só hoje fiquei a saber que José Saramago também era maçon). Sobre a Maçonaria recomendo vivamente a leitura do livro «O Relato Secreto da Implantação da República, feito por Maçons e Carbonários», da Guerra e Paz.

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  5. Licas's avatar
    Licas permalink
    27 Julho, 2010 17:11

    Continuando (e terminando)

    Se A.O.S. foi fraquíssimo economista, equilibrar as Contas Públicas é uma gota de água no oceano da Economia, no que releva a Política Externa, então, foi um verdadeiro zero, um desastre, pois nunca compreendeu o mundo em que viveu nem sopesou as forças em confronto, de modo a minimizar os estragos para Portugal. O seu mundo era, ao critério de um leigo como eu, um Mundo a preto e branco: de um lado os anjos, do outro, os demónios.
    Qualidade negociadora, NULA.
    E bastava ter recordado is clássicos, no caso António Vieira: a Guerra (Colonial), um monstro que nos leva as vidas e os cabedais . . .

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  6. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Julho, 2010 17:30

    O Prof. Salazar foi o único governante socialista que esta nação já teve.

    Preocupa-se com os pobres e os banqueiros e os grandes industriais não mandavam palpites à governação.

    Se o Mário Sores tivesse sido ou se ainda fosse tão socialista como o saudoso Prof. Salazar, Portugal não seria uma das nações mais pobres da Euro e como o maior leque de injustiça sociais.

    Antigamente a Nação tinha dinheiro e crédito.

    Hoje tem dívidas para três ou quatro gerações!

    Como diz o Vasco Santana, «sucialistas» há muitos, ó seus palermas!

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  7. Outside's avatar
    Outside permalink
    27 Julho, 2010 18:18

    O Sr. Piscoiso aparenta ser ovelha rosa com a Sra. LICAS aparenta ser ovelha orangina…quintais diferentes e tão amigos.

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    27 Julho, 2010 23:55

    Um texto importante para entender Salazar e as circunstâncias …

    http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/07/salazar-na-historia.html

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  9. Francisco's avatar
    Francisco permalink
    28 Julho, 2010 00:19

    Salazar: «Os verdadeiros democratas somos nós» (in Discursos e Notas Políticas, volume IV, página 120).

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