Desfasamento entre a realidade e o símbolo na política portuguesa
27 Agosto, 2010
Sá Fernandes junta-se ao CDS, BE e PCP para impedir a abertura de hipermercados ao Domingo à tarde/noite no concelho de Lisboa. Motivo:proteger o pequeno comercio. Note-se:
– hipermercados: centros comerciais e supermercados podem abrir (estes fazem concorrência muito mais directa ao pequeno comércio, excepto mercearias, que os hipermercados)
– Domingo à tarde/noite: hipermercados podem abrir em todos os outros horários
– no concelho de Lisboa: o que implica que todos os hipermercados de Loures, Cascais, Almada etc poderão abrir ao Domingo à tarde/noite
Portanto, a medida não serve para nada. Mas para um eleitorado irracional, romântico e emocional o símbolo é que conta. Estes gajos estão do lado dos pequenos contra os grandes.
133 comentários
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Muito bom.
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que palhacada.
criam-se leis para evitar que os consumidores tenham oportunidade de exercer a sua liberdade, neste caso, a sua liberdade de comprar o que quiserem, onde, e como quiserem. Ainda por cima querem evitar que os hipermercados estejam abertos… num período em que o comércio tradicional está fechado!!
tudo isto nao para proteger o verdadeiro pequeno comércio, mas sim um “comércio tradicional” completamente fossilizado que se recusa a evoluir e que quer impor pela forca da lei hábitos e limitacoes na liberdade dos consumidores.
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Não podes criar, ser melhor, não podes ter iniciativa. O portuguesito que sempre lixar o raro Português que não procura conformar-se à mediocridade com leis, regras e limitações.
Veja-se o comportamento da Associação Nacional de Farmácias:
http://www.publico.pt/Sociedade/farmacia-impedida-de-continuar-aberta-24-horas-por-dia_1453103
“Farmácia impedida de continuar aberta 24 horas por dia”
“Infarmed muda de ideias depois de queixa de farmácias da ANF”
Os resultados de um país que não quer aprender a competir cá dentro é ser incapaz de competir lá fora.
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É claro que o “pequeno comércio” também é afectado pelas compras online.
Já alguém pensou em fechar a net aos fins de semana?
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Como os Belmirinhos agradecem o vosso empenho.
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As outras não abrem 24h/dia porque não querem!
E há necessidade de [todas] as farmácias estarem abertas 24h/dia?
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1) Há quem seja um defensor, activo e consequente, dos sobre-lucros de actividades protegidas;
2) Há quem, de forma activa e consciente, se esteja permanentemente nas tintas para os consumidores.
3) Há quem seja um promotor, activo e consequente, da não criação de emprego e, desse modo, do desemprego,
e há quem, sendo tudo o que precede, tenha o topete de se armar em defensor dos desvalidos!
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Só a bimbalhada é que é contra isto.
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O BE e o PCP não surpreende, mas o CDS…
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#6, Eduardo,
Também há quem, a coberto de defender o consumidor, queira mais mercado. Tudo é argumentável.
Pessoalmente, estou-me a borrifar. Estejam hipermercados abertos ou não ao Domingo, tenho uma semana para fazer as compras. Tenho pena de quem passa um Domingo num hipermercado ou num centro comercial, normalmente de fato de treino roxo.
Agora, por favor, nem entrem na ladaínha dos ditos consumidores (hipermercados) nem da dos pequenos comerciantes— ao menos a última tem a virtude de ser genuína.
Cada vez mais estou convencido que há cartel entre os hipermercados para manterem hoje as margens mais altas da Europa Ocidental. Acabem com o grosso do pequeno comércio (a ASAE está a fazer esse trabalho), e vamos ver como cresce o custo de vida, especialmente dos géneros alimentícios— onde os hipermercados têm as maiores margens.
Já agora, o pequeno comerciante não pode mais comprar ao agricultor do lado, como fez durante décadas. Tem de comprar nos mesmos locais onde compram os hipermercados, claro que com outras condições de preço e de pagamento. Aposto, no entanto, que os nossos liberais do costume não noticiam isto como um atentado à liberdade do consumo.
Há muito que o Estado deixou de proteger os pequenos do poder discricionário dos grandes. Hoje protege os grandes do poder de iniciativa dos pequenos.
Se querem estrear o novo fato de treino roxo e as Nike que nunca viram terra ou corrida no Centro Comercial ou no Hipermercado perto de vós, força lá, manada!
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Sou um consumidor que não tem nenhum interesse nos lucros dos hipermercados e tenho sido bastante prejudicado por esta irracionalidade de impedir a abertura dos hipermercados ao domingo à tarde.
Se em Lisboa os hipers fecharem ao domingo pode ser que vá explorar um pouco mais os hipers dos outros concelhos das redondezas.
Penso que quem quer impedir a abertura dos hipers ao domingo à tarde em Lisboa está a prestar um péssimo serviço aos lisboetas.
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Francisco Colaço:
Esta bimbalhada só sabe passar as tardes de fim-de-semana enfiada nos supermercados.
São jacobinos consumistas e foleiros. Em qualquer cidade civilizada as pessoas preferem o comércio local.
Mais, em Londres o valor das casas e dos bairros até se nota por isso. Num bairro caro não há a puta dos hipermercados. Toda a gente faz as compras nas pequenas lojas e ao fim-de-semana conhecem outras formas de ocupar o tempo.
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E se alguém disser a esta bimbalhada que o domingo é dia de descanso e por tradição religiosa vai-se à missa e não se passa o dia a fazer compras, insultam-no.
Mas, se for judeu que disser isto e até se recuse a fazer exame ou testo num sabath, entopem. Caso contrário havia a linha da denúncia por crime de anti-semitismo.
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E viva o CDS por se lembrar disto!!!
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Zazie
Já reparou quem começou a insultar?
Quer impor um estilo de vida específico a toda a gente por decreto camarário? Já agora, o decreto pode incluir os meios de vida necessários para o estilo que defende?
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Eu estou farta de boicotar abaixo assinados desses mega centros que ainda se queixam que não os deixam vender.
E é claro que defendo o pequeno comércio. Tenho pó a essa porcaria de hipermercados. Parece uma coisa para zombies. Até se perdem lá dentro.
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Ficam histéricos e compram tudo como se fossem enfiar-se em bunker com medo da guerra.
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E depois queixam-se da “obesidade”.
Esta malta enfarda que nem porcos. E compra toda a porcaria que lhes cheire a pechincha.
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“Ficam histéricos e compram tudo como se fossem enfiar-se em bunker com medo da guerra.”
Já pensou porque será?
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E têm sempre dezenas de cartões de desconto e “linha branca” das “grandes superfícies”.
Cambada de morcões.
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Porque são novos-ricos. Ainda devem ter o trauma do trisavô que passou fome.
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Dantes era as arcas frigoríficas na sala ou na casa de jantar, a fazer de “cristaleira”.
Agora são os telemóveis e os frigoríficos com não sei quantas divisões para o caso de vir a guerra.
E guardam lá tudo. Até as cebolas e alhos e panos-do-pó e coisas assim
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Já reparou que v. merece ser insultado?
Repare bem e enfie a saca de batatas pela cabeça abaixo que dá ideia que também é dos que precisa.
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“Porque são novos-ricos. Ainda devem ter o trauma do trisavô que passou fome.”
Trisavô? Basta chegar aos pais. Não tem ideia do que era a vida em Portugal nos anos 40?
Mas não é por isso que as pessoas enchem os carros de compras. É porque muitas vezes não têm outras ocasiões para fazer as compras para um período longo. Ou porque querem aproveitar os preços mais baixos de um produto que gastam muito.
Realmente o mundo talvez fosse mais bonito se toda agente tivesse condições para ter um estilo de vida bonito. Mas querer impor um estilo de vida e ainda insultar quem não o pode ter parece-me uma má ideia.
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“Já reparou que v. merece ser insultado?”
Discordo. Acho que nem a Zazie merece ser insultada.
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o conas, v.s é que querem impor o estilo de vida de bimbo a toda a gente, palhaços.
V.s é que estão do lado dos que impõe porque são “grandes superfícies” e merdas de monopólios estrangeiros.
V.s é que fazem parte dos que sacralizam os hipermercados como novas catedrais.
V.s é que se pudessem exterminavam toda a tradição.
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Tu és um tolinho que enfiaste a carapuça. Mais nada.
Eu estava a comentar o post da única maneira que me ocorreu. Há tretas que não merecem mais.
Estou farta destas taras de novo-riquismo morcão que agora até julga que com isto fazem provas ideológicas de teoria política.
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Zazie
Se a tradição é ilustrada pelo seu comentário #25, acho que não quero essa tradição.
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E é claro que bato palmas ao CDS por não ter ido atrás.
E não foram por alguma razão. Porque, se calhar, em termos partidários, por muito merdoso que também seja, ainda é dos raros sítios onde há gente conservadora sem a pancada do “progressismo internacionalista”.
Porque são nacionalistas e não são chungosos como v.s. E lá sabem que estar do lado do pequeno comércio é uma luta inglória. É uma resistência contra a terraplanagem do mau-gosto.
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Tu querias era outra coisa mas eu não te atendo.
Não estou a dialogar com ninguém. Estou a deixar um comentário de agradecimento ao CDS.
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Saloio. Quem se enfia nessas trampas gasta mais em gasolina que se comprasse na mercearia do bairro.
E, defender o pequeno comércio serve para isso mesmo. Para se poder ter lojas ao pé de casa sem precisar de gastar horas e gasolina com carro.
V.s gastam mais a poupar que se ficassem quietos e apenas comprassem o necessário.
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Isto é moda lumpen. É coisa de gente sem raízes, Nem é cena de povo. É de imitação urbana de tudo “à americana rica”.
Passam as tardes de fim-de-semana enfiados em centros comerciais e hipermercados com as criancinhas atrás.
Mete nojo.
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E nem sabem andar a pé. Só de carro. E não vão à loja da esquina porque o passeio ao hiper é sagrado.
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“Saloio.”
Por acaso não sou dessa região. 🙂
“Quem se enfia nessas trampas gasta mais em gasolina que se comprasse na mercearia do bairro.”
Como a Zazie não se enfia nessas trampas não pode comparar. Mas eu comparo e regra geral prefiro os hipers.
“poder ter lojas ao pé de casa sem precisar de gastar horas e gasolina com carro”
Nem todas as pequenas lojas do meu bairro juntas conseguiam ter a variedade de produtos de um hiper. A menos que inclua um hiper ao qual posso ir a pé, que no fundo também é uma loja do meu bairro.
Quanto a ir sem carro, não estou a ver onde ia arranjar tempo para trazer na mão a quantidade de produtos que de carro trago de uma só vez.
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#32,
Zazie, pela profusão de comentários poderá ser apelidado doravante de «órgão de Estaline» ou de «AK47». 😉
A manada em Portugal é sensível ao seu próprio conforto imediato, sem pensar que no futuro poderá vir a colher as consequências desse imediatismo, e bem amargas elas serão.
O Oligopólio dos hipermercados, que hoje existe já— e disso já há muito me convenci— será bem sentido doravante. Dou um exemplo: em 1997, em Lisboa, não comprava legumes cujo preço passasse de PTE 100/Kg, ou seja, cinquenta cêntimos. Hoje, passados apenas treze anos, em clima de fraca inflação, é normal meter essa fasquia no euro e meio, ou seja, três vezes mais. Os preços não subiram três vezes mais. O que mudou?
Oligopólio, digo-vos— e bem pior será quando finalmente o pequeno comércio der o berro. Muito embora me esteja borrifando socráticamente à polémica estéril da abertura dos Domingos, não estou se isso significar o encerramento das pequenas lojas. É que, blindados pela legislação higienicamente amiga do grande partido belmirista português, os pequenos comerciantes têm de comprar os legumes— bons ou maus— das mesmas fontes onde os grandes os compram. Resultado: 1Kg de tomates é pago a cerca de 30¢ ao produtor e vendido a euro, euro e meio nos hipers, supers e pequenos comerciantes.
Se os pequenos comerciantes pudessem comprar a 40¢ e vender a 60¢ ao consumidor final, quem perdia? Ah, é verdade, perdia o Belmiro, o Jerónimo, os Marchés todos. Mas os liberais do costume esquecem-de disto. Afinal, um liberal não terá de comer amanhã. São capitalistas, mas esquecem-se do primeiro pressuposto da economia de mercado: nenhum comprador é por demais influente no sistema, nenhum vendedor é por demais influente no sistema.
A propósito, a margem comercial de 50% do meu exemplo é até superior à que era praticada nos anos 70 e 80, quando os pequenos comerciantes governavam o mercado de distribuição de produtos alimentares.
Eu sou capitalista. Eu sou liberal. Eu quero ordem. Eu quero assegurar o meu futuro e o futuro dos meus filhos. Não sirvo assim interesses senão os meus. E sinceramente não quero que o direito de comer seja apanágio da classe endinheirada.
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#34
A abertura aos domingos não afecta grande coisa às guerras entre hipers e outros comerciantes. A minha questão é
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que às vezes sou obrigado a ir ao hipers a horas que me transtornam e não posso lá ir quando precisava.
Se está preocupado com os oligopólios não se esqueça dos bancos e das construtoras. É que ao pé desses as distribuidoras são uns anjinhos.
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«Também há quem, a coberto de defender o consumidor, queira mais mercado», Francisco Colaço
Mas não será o mercado o melhor defensor do consumidor?
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«O BE e o PCP não surpreende, mas o CDS…», Jaime Piedade Valente
Onde está a surpresa da inclusão do CDS quando, até nas palavras dos seus dirigentes, repetidamente se afirma a sua profissão de fé não liberal?
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E para aqueles – e parece que são alguns – que defendem os seus modelos e os querem impor aos outros através de diversas formas de proibição, tenham boa nota que a defesa da liberalização dos horários tanto se aplica aos hipermercados, como às lojas de conveniência, farmácias, dentistas, cinemas, etc. E, claro está, ninguém é obrigado a praticar horários alargados…
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Qual é que é o problema disto tudo?
Antes de haverem hiper/super/mega-mercados, o pequeno comerciante, ou seja aquele que tinha a sua pequena loja especializada num determinado negócio tinha mais lucro se a sua loja se situasse numa rua com mais comércio, porque como se sabe comércio puxa comércio e ninguém que tem como destino uma qq loja não consegue evitar espreitar outra montra.
O problema é quando essa rua deixa de ter movimento, ou porque está na moda ir a outra rua ou porque tiveram que fazer obras na estrada e a rua está o caos durante um mês… . Nessa altura esses pequenos negócios podem ter que fechar portas.
Qual é o negócio que tem mais clientela ou é mais seguro porque tem clientela todos os dias do ano? É o da venda de comida. As mercearias! O talho, a peixaria e a padaria são já bastante especializados mas à mercearia temos de ir todos os dias.
Então lembraram-se de juntar todas estas especialidades e fazer os mercados. Como todos os outros negócios perceberam que era ali que as pessoas iam, aproximaram-se e encontraram um canto debaixo do telhado do mercado, mas logo o telhado ficou pequeno e decidiram apliá-lo até atravessar a rua.
Hoje os mega mercados juntam a esses negócios feiras populares, cinemas, restaurantes…toda uma panóplia de coisas que custam dinheiro e que abrangem a maior parte das actividades que as pessoas fazem quando não estão a trabalhar, porque “já que temos que ir fazer compras da semana/mês aproveitamos e jantamos e depois vemos um filme e compramos os sapatos para o puto e os gormitis”.
Mesmo quando não temos de comprar comida vamos lá porque estamos entediados em casa e já estamos fartos da televisão e sabemos que no megamercado há sempre algo que podemos fazer, ver, COMPRAR.E o pequeno comércio ao ar livre só é agradável quando o tempo está agradável.
Mas a única solução é mesmo expulsar as lojecas dos _mercados.
Se a partir de hoje lá só se comprasse comida as pessoas consumiam menos, o que é mau para a economia, os preços seriam mais caros e não haveria espaço para tantas lojecas sobreviverem, mas a qualidade desses produtos decerto melhoraria e provavelmente as pessoas seriam mais felizes porque o dia em que tinham comprado aquela coisa que era mesmo útil tinha sido um dia solarengo e agradável em que tinham aproveitado para fazer um piq-nic naquele jardim fantástico,onde poderia estar um mega-mercado, o cão tinha saído à rua mais do que 10min por dia para as necessidades,os putos não tinham ficado em casa à frente da televisão ou não tinham levado um par-de-estalos porque estavam fartos de pedinchar ou de andar atrás de um carrinho a chiar…
A culpa será dos dias de chuva ou dos que não gostam de ler quando tá de chuva. Estará um jogo em família dentro de portas fora de moda.
Agora que podemos comprar tudo na net ainda se justifica aquela panóplia de lojecas nos mega-mercados? Talvz a excepção sejam as lojas de roupa que convém mesmo provar antes de comprar. Daí actualmente haver um andar exclusivamente dedicado a isso em cada mega-mercado. Mas então que voltem para a rua. 10 sacos de papel com tops lá dentro não pesam assim tanto que seja preciso transportá-los de carro.
Sabem o que eu digo?
Os mega-mercados estão para morrer, mesmo que os abram aos domingos à noite, porque as pessoas estão fartas de andarem aborrecidas e o dinheiro já não abunda tanto e as casas não estão a ficar maiores para levar com tanta tralha.
As pessoas estão a voltar à rua. Faça chuva ou sol
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“Mas não será o mercado o melhor defensor do consumidor?”
e vemos isso nos combustíveis…
e vemos isso no ensino…
e vemos isso na saúde…
e vemos isso nas comunicações…
sâo apenas alguns, poucos, exemplos.
de facto estamos bem defendidos!
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qual a diferença entre os que defendem a abertura dos hiper aos domingos e os que defendem o dumping dos chineses.
não é Zazie? quando afundarem o pequeno comércio, os pequenos retalhistas, as pequenas e médias empresas, quando estiver tudo no desemprego temos o mercado a funcionar.
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É isso mesmo.
Mas, se for loja chinoca é neo-liberalismo e vá de apoiar, nem que seja grande armazém comprado a pronto em lavagem de dinheiro.
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Francisco Colaço:
A Zazie, Sou gaja- zazie dans le metro do Raymond Queneau.
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Os hipermercados só são nefastos em localidades com parcas dezenas de milhar de habitantes.
Os hipermercados prejudicam o comércio das grandes cidades, se junto das pequenas e médias lojas.
Os hipermercados não prejudicam as lojas de marca, os produtos de luxo.
Os hipermercados são úteis se abertos à tarde e noite, para os utentes de cidades como Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.
Os hipermercados existem (e são necessários) em qualquer grande e desenvolvida cidade, e notória capital de país.
Se, e caso lisboeta, as centenas de lojas, de qualquer ramo de actividade, tivessem ao longo de décadas melhorado o serviço (desde o atendimento aos produtos e sua exibição, passando pela higiene, mais o bom-gosto, etc, etc), como se constata na Áustria ou em França, em Espanha ou na Itália), por certo teriam cativado clientes. Culpa deles, da javardice.
(E não me venham com a justificação “é típico”, “é identitário”…).
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Ainda agora fui ao Senhor Gomes que é a mercearia onde faço as compras.
Defronte tenho um restaurador de mobiliário que trabalha desde os 12 anos e que, no outro dia, me restaurou uma cadeira rotativa do meu bisavô por 38 euros.
E deixou-a na mercearia, que o Senhor Gomes guarda.
Mais acima tenho a melhor drogaria que alguma vez vi na vida. Tem tudo. Desde cimento, a terra, a sacos de aspirador de marcas e modelos desaparecidos, a shampoos e cremes de todas as marcas.
E o senhor da drogaria é um castiço que ainda veste bata branca.
Na esquina da rua tenho uma padaria- das antigas- aquelas que o Gabriel Silva jurava que nunca tinham existido em parte alguma, que abre a partir das 5 da tarde e de manhã. Tem balcão de mármore e azulejos azuis, lindíssimos e pão quentinho- em forno de carvão, duas vezes ao dia.
E por aí fora. Lojas pequenas, excelentes, a dois passos de casa, sem precisar de enfiar na trampa de carro para nada. Compra-se a caminho de casa. Não se perde tempo nenhum.
E em Londres ainda é melhor. Até tenho mercado urbano das velhinhas e velhinhos ricos da zona onde se compram pechinchas de antiguidades e livros excelentes.
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ò Mister: ninguém está a dizer que os hipermercados deviam desaparecer.
Está-se é a dizer que podem estar fechados ao domingo para o pequeno comércio não acabar definitivamente.
Entendido?
Há que saber ler, já agora.
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Pegando no título deste post: o premente “Desfasamento entre a realidade e o símbolo”, para muita gentinha, não é o pequeno comércio atingido pelos hiper, mas sim a notícia que desde há horas chegou e vai anestesiar ainda mais, por momentos e ocasionalmente, a decadência tuga: Simão renunciou à selecção “nacional” de futebol — porventura uma tragédia nacional.
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E o Mister nem sabe do que fala. Há mais javardice em trampas como o Mini Preço que numa boa mercearia de bairro.
Mas v.s pelam-se pela porcaria desde que seja em “grande superfície”.
E estão-se nas tintas para o atendimento chinoca em loja de 300 porque é em nome do capitalismo selvagem lá longe.
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E compram toda a merda inútil e estragada em lojeca chinesa, só por ser barato.
Até a HM confessou que compra blusas nos chineses.
E eu vi umas fotografias com umas blusas de tal modo estrambólicas que só podiam ter sido compradas na máfia chinoca.
Uma coisa que faz favor… até a Côncia ganhava um prémio de fino gosto por comparação…
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Não. Este post é uma prova, um testemunho do autor que é um neoliberal.
Se não dissesse isto podia pensar-se que era comuna e assim, pelos pequeninos.
Ele é internacionalista e faz as contas às inutilidades de defesa da tradição porque a marcha da História e do Hayek é inexorável.
(tirando para o pequeno comércio chinoca que esse faz bem à saúde lá longe).
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Zazie 46,
E o pequeno comércio (a sua mercearia, a sua drogaria, a sua padaria, mais as mercearias, as drogarias, as padarias noutros locais), vão abrir ao domingo, ou nas tardes de sábado, como alternativa aos hiper ?
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Zazie 46,
Recomendo-lhe que leia com atenção o meu # 44
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Estão todos abertos ao sábado.
Todos!
O Gomes nem férias faz. Trabalha o ano inteiro e só aos domingos é que descansa.
E é gente honrada. Verdadeiro povo, de Trás-os-Montes.
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Esta tara de se dizer que se não houver hiper aberto a não sei quantos kms de casa, ao domingo, se morre à fome é coisa do mais possidónio que pode existir.
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#(uns quantos) Zazie,
Não tendo usado nas suas frases o particípio passado, dificilmente me seria visível o seu sexo.
#37, Eduardo,
Tresler, recondicionar e descontextualizar é coisa abrantina, e não o esperava de si. Quando disse «Também há quem, a coberto de defender o consumidor, queira mais mercado», referia-me explicitamente aos grandes distribuidores. Estes usam engenhos matreiros e tresviados, como os que usam a pedofilia para aprovar leis draconianas, vexatórias e limitadoras da liberdade para defender os direitos de autor perpétuos. O mercado é o mercado deles, e posso garantir-lhe com três desvios padrões de confiança que estes comerciantes se estão perfeitamente a borrifar para o seu bem-estar, felicidade ou mesmo se você existe.
Vamos, no entanto, cravar a adaga no seu argumento, assumindo que eu estava a falar do mercado pela sua definição económica. Ora (Zazie, ajude-me aqui), como o mercado é o ponto de encontro dos vendedores e dos compradores, quanto menos vendedores tiver, menos mercado terá.
Ora, o que estes vendedores querem é sacudir a concorrência, apropriando-se dos consumidores (os cidadãos não lhes interessam). Quando o Senhor Gomes tiver fechado as portas, e com eles todos os senhores gomes do país, terá menos mercado, pois o número de compradores mantém-se (você terá de comer amanhã), mas o número de vendedores diminui. Mais, quando as margens baterem no tecto pelo cartel, o mercado ainda será menor: menor porque o valor transaccionável até pode ser o mesmo, mas o número de produtos transaccionados será menor.
Amigo, como lhe digo, estou-me perfeitamente a borrifar para os trabalhos domingueiros. O povão tem que dar uso aos fatos de treino roxos e às sapatilhas Nike imaculadamente brancas. Outros, mais pobres, usarão fatos de treino roxos e sapatilhas Nyke (ZhongHua) imaculadamente brancas. Mais gostaria que os pequenos comerciantes tivessem a _liberdade_ de comprar a quem lhes aprouvesse os legumes e as frutas, e o Belmiro que se entretivesse a vender produtos chinocas mais caros que nas lojas chinocas de bairro— para chinesices ele tem jeito.
Agora, não troque futuro por conforto. A manada, que troca futuro por conforto, nem merece o conforto nem terá o futuro. (esta tem de ir a negrito, senão ninguém a lê)
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Abertos todos os dias, até perto das nove da noite e ao sábado de manhã e de tarde.
No meu bairro e em muitos mais bairros que ainda existem (felizmente) em Lisboa.
Não é coisa de subúrbios com rua A, Lote B, à 3ª Circular.
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Eu recomendo à Zazie Fascista Tosca que vá à praça. Há lá muita coisa boa e nunca irá desaparecer a não ser por obra dos Fascistas da ASAE. E deixem de se meter na vida dos outros.
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Eles nem pensam nisso. Nem pensam que o mercado diminuiu e que a vida de trabalhadores independentes também.
Eles, na volta, defendem que os descendentes dos senhores Gomes sejam o povo que vive do RSI.
E só são pela iniciativa privada se for monopólio estrangeiro ou máfia chinesa.
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Lá tinha de vir o mongolóide do comuna às avessas do Luck. Este anda num combate com o duplo do passado e tem de fazer a prova da ortodoxia neo-tonta de meia em meia hora.
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Eu recomendo-te é que uses o cartão da ortodoxia e tentes pagar a uma puta ou experimentar bater punhetas a grilos.
Não te aturo. Tu és o exemplo e prova provada que qualquer imbecil pode decorar um papel sem precisar de ser actor.
Tu representas a caricatura neo-liberal no seu esplendor.
Tu e o Peluche.
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#54, Zazie,
Esta manada do Portugal Moderno ainda não descobriu as virtudes das máquinas termodinâmicas de transferência de calor, vulgo frigoríficos.
Os computadores deles não são feitos em silício, mas em silex.
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Ocabrão chama fascista a toda a gente. Grande filho de um bode.
Um palonço para quem tudo é fascista e nazi se não defender qualquer imbecilidade que lhe pareça coincidir com a cartilha neo-tonta.
Rais parta os ignorantes. Este LuckLucky e o Peluche são retardados mentais.
Nem pensam- despejam os termos acusatórios, como a escardalhada- chamam fascista a toda a gente.
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Zazie,
Coloque aqui uma notória capital de país europeu, ou uma grande cidade europeia, que não tenha e não lhe seja útil um hipermercado a uma conveniente distância (para o comércio “tradicional” e para o hiper).
Exemplo tuga: O Colombo está bem situado; o El Corte, não.
E, sff, não generalize, porque nem todos os utentes dos hipermercados o fazem para se exibirem e encherem javardamente os automóveis com compras.
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Eles só numa coisa é que ainda são biológicos- no cérebro bovino comprado na Feira da Golegã.
Aí, sim, ainda sabem dar valor à tradição.
Se não fosse a Feira, era lixado para albergar o neurónio solitário no porta-moedas.
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Ó Mister: v. não sabe ler?
V. leu alguma letra onde eu tivesse negado a existência de supermercados e lojas de conveniência?
V. não lê. Inventa coisas.
O que eu sei é que na Bélgica é mil vezes pior. Aí fecha tudo o que é hiper bem cedo, ao sábado.
É a tradição protestante.
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V. tem a mania de dizer que tem ataques de shopping às onze da noite, ao domingo.
Ok. Podia dar-lhe para pior. Mas não generalize. Nem toda a gente tem esses ataques.
Tem outros.
Que são à borla, por exemplo.
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Estamos a “falar” de hipermercados e não de lojas de conveniência ou de supermercados.
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Lucklucky,
Vós tendes alguma fixação com os fascistas. Será uma relação amor-ódio. Veja também isto.
A terceira é a melhor. vem de um jornal chamado Pravda (é pena que não tenha o teclado cirílico aqui configurado), e pode vê-la aqui. E veja só, encontrei a notícia em Português. Cito:
Se é comunista, ajude-me a enviar os nossos amigos Bernardino Soares, Jerónimos de Sousa, Odetes Santos e pandilha associada passar férias num desses campos. Olhe, pode ser num perto de Murmansk, para eles irem fazer compras aos hipermercados de São Petersburgo.
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Mas, se quiser, podemos falar em bairros de outras capitais e comparar quais é que têm as tais grandes superfícies e quais os que se ficam pelo comércio local.
Isso sim, é um bom teste. Porque o resultado é ter bairros caros sem hiper e bairros chungas cheios deles.
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O Luck não é comuna nem é nada. É apenas parvo.
Eu até guardo as napoleónicas dele. Ele diz que Portugal viveu 800 anos de ditadura e que qualquer dia os Portugueses liberais juntam-se e criam um país livre das amarras do Estado.
(sic) não inventei. São palavras dele e costumo postar estas citações no Cocanha.
Mas é uma caricatura dos outros que não diferem assim tanto na parvoeira.
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Óptimo: para mim, pode ser útil um hiper aberto às 23h00 a um sábado ou a um domingo, para adquirir qualquer coisa inesperadamente em falta.
Tal como na segunda-feira seguinte posso comprar algo na frutaria ou no talho.
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V. não está a falar de nada, Mister. V. inventa. Faz como o Peluche- cria uma fantasia que ninguém defendeu para poder vender o peixe.
Neste caso, defende a trampa da terraplagem das grandes superfícies contra a sobrevivência do pequeno comércio, sem nenhum argumento.
Acha que é ao domingo que dá o amok das compras às pessoas “progressistas”.
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Atente, se quiser, nos dois primeiros parágrafos do meu # 63
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E modernas. Isto tudo é muito moderno. Muito contra o passado facista da lojeca de bairro.
É bom que a lojeca de bairro acabe para parecermos todos “americanas ricas”. Tudo enfiado no Opel em romaria domingueira à catedral de consumo.
É para chatear a padralhada que fica sem clientes.
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Ainda se fosse no último parágrafo do seu 69…
“:OP
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#72, Zazie,
Além de não conhecerem os frigoríficos, não sabem o que é uma loja de conveniência.
Bom, afinal os computadores que usam são ábacos e as compras feitas em reais da Dona Maria Pia
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Sobre o assunto, recomendo este post da Maria João Marques do Cachimbo de Magritte e Farmácia Central:
http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2010/08/liberalizacao-dos-horarios-dos.html
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Agora os 2 primeiros do 63, para que servem?
hãaããã?
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Sinceramente, nunca perceberam que andam a trocar o conforto imediato por futuro? Fizeram isso com as SCUT.
Agora vão pagá-las.
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As lojas de conveniência têm este nome estranho e podem pensar que é onde se encomendam as ucranianas.
Já os frigoríficos servem para guardar os panos do pó e as cebolas.
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Repito:
Desde que um hiper se situe numa conveniente distância…
No seu # 46, afinal, “ninguém está a dizer que os hipermercados deviam desaparecer…
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Eles não pensam, Francisco.
Eles papagueiam a cantiga que julgam estar na moda.
E o que importa é estar na moda- ser-se progressista e pelo capitalismo dos grandes.
Os pequeninos, por natureza, nasceram para ser comunas e viverem do RSI, por isso é bom que a concorrência dos grandes estrangeiros acabe rapidamente com eles que é para poderem enfardar a toda a hora.
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Mister- v. não sabe o que quer mas acha que assim é pelo capitalismo e fica bem parecer que se pertence à “esquerda capitalista e neo-liberal”, para se ser moderno.
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As lojas de conveniência CONVÉM estar abertas em momentos, horas, em que os senhores Gomes descansam merecidamente.
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Eu curto muito capitalistas neo-liberais de esquerda. Distinguem-se por serem contra a padralhada.
Acho mesmo que a cena deve ter alguma coisa com a padralhada e na volta apanham os pequenos comerciantes à tabela.
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OK, Zazie: “não sei o que quero”.
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Sim, Esteja descansado que enquanto o senhor Gomes dorme há uma ucraniana de conveniência que espera por si.
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Sempre que vem esta conversa ao barulho v. diz que é por causa dos amoks de cigarros às 11 da noite de domingo.
Ou porque lhe falta qualquer outra coisa em casa e um hiper faz muita falta nestes momentos.
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Mas em momento algum eu aqui escrevi contra a existência dos pequenos comerciantes ?
Excepto um reparo para a estagnação parcial ou total, do modo como, ao longo de décadas não quiseram evoluir ? — último parágrafo # 44
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A Maria João Marques está com o “frenesim da vida moderna”.
Podia ser pior. Isto dos frenesins a atacarem ao domingo é cá uma coceira que faz favor…
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Quiserem evoluir para quê?
Para se tornarem Mini Preços de trampa?
Desde quando se encontra em que puta de Mini Preço o que o droguista do meu bairro tem?
Em lado nenhum. Parece uma Polux em meia dúzia de m2.
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Vou fotografar a padaria do meu bairro (os turistas ficam malucos com aquilo) e a drogaria com o senhor de bata branca, impecável.
Merecem um post. Mereciam até uma boa de uma medalha, como portugueses que já não se fazem.
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87,
Ucraniana ou tuga, tanto faz, se extraordinária.
Paletes delas, todas as noites no harém e enquanto os merceeiros dormem.
Ou seja: “uma ucraniana perto de si”.
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Aliás. Nós por cá ainda temos gente autóctone com lojas destas.
Nas grandes capitais da Europa são a chungaria emigrante com trampas de monhés e ninguém se queixa.
E é no monhé que se encontra o “desentupidor de canos”, por exemplo, em Londres ou Oxford, porque mais ninguém sabe o que é isso.
Preferem pagar fortunas a outros melros para desentupirem a treta.
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Nós temos comércio local português, feito por portugueses que merecem todo o respeito e ajuda.
Mas preferem gastar com a chungaria das máfias chinesas.
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Ah e já me esquecia. O Senhor Gomes até leva a casa as compras, às velhotas e velhotes do bairro.
Basta telefonar que ele, ou a Dona Elsa (a mulher) fazem o jeitinho e levam a casa, sem se pagar mais.
Tudo coisas que o frenesim da vida moderna da Maria João Marques desconhece.
O frenesim da vida moderna prefere passar horas em bichas de carros e tardes e manhãs de domingo, à cata das “grandes superfícies”.
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Como não sou comerciante, não tenho de defender o pequeno ou o grande comércio.
Como consumidor, frequento o comércio que me é mais favorável em qualidade e preço e gostaria de o fazer a qualquer hora e em qualquer dia.
Se vendesse pêssegos e a clientela dos pêssegos fosse noctívaga, gostaria que a loja só abrisse à noite.
Sobre as lojas de bairro, para além da farmácia, do café e da tabacaria, não sei que seja.
Ah os pomares, onde vendem fruta que no dia seguinte está podre.
Quando vi a mulher do pomar, no supermercado a comprar vegetais, até lhe pisquei o olho.
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Tu, enquanto não tirares as ligaduras da focinheira não vês nada.
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“Consumir a qualquer hora do dia ou da noite” até é uma citação bacana que retrata estes “frenéticos da vida moderna”.
Estão sempre com o frenesim do shopping, à falta de outros…
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Mas a piada é quando eles dão lições de moral a quem é funcionário público ou assim.
Que podia muito bem montar o seu negociozinho.
Pois podia. Mas o negociozinho que já está montado e é o pão da boca de muita gente, esse é velho e caduco e deve ser ultrapassado pela sobrevivência darwiniana dos mais fortes.
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“Vós tendes alguma fixação com os fascistas. ”
Tem razão poderia dizer Estatismo, Dirigismo.
Eu estudo o Fascismo, quase todos os dias, e reconheço-o facilmente nos dias de hoje, Ciano, Balbo, De Bono são minhas companhias. O Fascismo é a tendência natural, lógica da “terceira via”. A partir do momento em que a esquerda abandona a propriedade dos meios de produção e coloca os empresários a produzir para eles, temos o Fascismo naturalmente, é só uma questão de pequenos passos e um certo tempo para um aggiornamento, embora o envelhecimento económico seja menor que numa sociedade comunista a renovação é também muito lenta.
O exemplo da classe política-jornalistica da UE ter anulado referendos sem problemas de maior é só reflexo dessa normalidade cultural, da união entre a cultura política europeia e o fascismo.
Um bom exemplo dos resultados da autarquia fascista é por exemplo a Italia no começo da sua Guerra em 1940, ainda produzia aviões biplanos como um dos principais caças. Retrato de uma economia que se tornou demasiado lenta a combater formulas e dogmas.
E para dar mais um exemplo do Estado Fascista aqui vai uma História de Impostos:
Durante a Segunda Guerra Mundial um avião Britânico é abatido pela anti aérea Italiana no Sul junto a Crotone.
Tempos depois chega à Regia Aeronautica(Força Aérea Real) uma inquirição de propriedade/cobrança pela Alfândega dos materiais importados…
A maioria das pessoas são Fascistas e nem sequer o sabem.
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Que é para depois darem alimento áquelas moças da caixa que trabalham a qualquer hora do dia ou da noite.
Um bacano da esquerda liberal da moda até dizia que é assim que elas crescem- sentadas a passar códigos de barra a toda hora.
Crescem para os lados.
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É isso mesmo- a maioria das pessoas são facistas e não se dão conta.
Já as que são retardadas mentais têm cá uma perspicácia de auto-análise de meter inveja.
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Mais quais frenéticos da vida moderna?
A vida faz-se actualmente pelos diversos meridianos, onde a noite e o dia se confundem. Frenético porquê? Por estar nas calmas a comer uma sandes de atum às três da matina?
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É tudo uma questão de pequenos passos. Um dia a defesa de um comerciante, amanhã o Furer.
É por isso, para evitar os fascios e os furer que é bom termos maus governos e entregar as políticas às organizações do grande capital sem rosto.
Esses roubam mas não vendem totalitarismos- secam naturalmente a concorrência para nosso bem e da selva.
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Sim, filho, come o atum às 3 da matina e não digas que podias comer outra coisa que é feio ser-se invejoso.
Cada um come o que pode e quando consegue.
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Atum, só se for Bom Petisco.
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O senhor Gomes anda a enganar-te, pois o melhor atum é o Tenório.
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Em pleno Verão, numa qualquer ilha açoriana (de preferência na Horta post encerramento do Peter’s e no reservado ao ar livre da Pousada Santa Cruz, com o Pico no outro lado), uma sande de atum às 03h00, acompanhada por verdelho ou cerveja fresca, é extraordinário !
(O merceeiro da cidade não “acharia” que foi um momento frenético, só porque o verdelho fora comprado num hiper açoriano).
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Também não “calharia” mal uma sande de atum acompanhada por cervejola fresca, daqui a minutos, por exemplo na esplanada do Centro Vasco da Gama –um hiper !– se em frente estivesse um ecran gigante para ver o jogo da Supertaça europeia.
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Puta que os Pariu, sempre a querer mandar na vida alheia. O comércio devia poder estar aberto 24h por dia, contando apenas com o livre arbítrio do comerciante e consumidor. Se me der na real gana e ir fazer compras às 2h da madrugada porque é que não o posso fazer. No Estados Unidos posso !!! Simples, porque na Europa existe uma corrente ideológica de comunas que considera tabu deixar aos agentes económicos a liberdade de escolherem os horários de trabalho que mais lhes interessa. E não me venham com a treta dos trabalhadores. A legislação laboral já prevê estas coisas todas e garanto que com a crise que por aí anda ia haver muito trabalhador feliz por lhe ter sido oferecido a possibilidade de ganhar horas extra de madrugada ou de ter um emprego novo com umas horitas ao Domingo. Então se é bom para todos, consumidores, vendedores e trabalhadores porque é que não se liberalizam os horários ? Simples, porque o horário de trabalho é o principal meio de controle que a esquerdalha sindical ainda tem para controlar os trabalhadores e os patrões.
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#112, Conde Venceslau Fernandes,
Nos Estados Unidos, as leis anti-trust só falharam uma vez— contra a Microsoft— e os cartéis são activamente combatidos.
Em Portugal, como nos Estados Unidos, os grandes comerciantes fazem leis para se defenderem dos pequenos e impedirem o acesso à actividade em condições justas. Por isso é que existe a ordem dos médicos. Por isso é que existe o grémio lobístico das empresas de distribuição.
Por isso é que o Senhor Gomes não pode comprar à Dona Adelina, agricultora, os agriões que ela cultiva nas valas de irrigação. Por isso é que o Senhor Gomes tem de ir comprar à cooperativa (vulgo primeiro ladrão resquício de estalinismos experimentais), mas não nos mesmos termos de prazo de pagamento e de preço a que compra o hipermercado. Por isso é que o Senhor Gomes vai vender a preços de hipermercado— elevadíssimos—, mas com muito menores margens, enquanto a Dona Adelina vê uma miséria pelo seu trabalho. Aqui houve desregulamentação, liberalismo económico ou liberdade comercial? Isso os nossos liberais do costume não denunciam.
A Zazie defende os pequenos comerciantes. Eu, filho de dois antigos pequenos comerciantes, não os defendo especialmente, se morrerem ao menos que seja porque teve de ser. Defendo, sim, o meu direito de comer daqui a dez anos. Defendo regras JUSTAS e não ditadas pelos hipermercados para promover as suas próprias vendas e impedir os pequenos de explorar nichos de mercado.
Por mim, no limite, se tivesse de escolher entre o fim dos hipermercados ou dos pequenos comerciantes, bye-bye Belmiro. Prefiro ter trezentos pequenos vendedores a competir entre si do que três hipermercados em cartel.
Será isso tão difícil de entender?
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Gosto de ir comprar ao pequeno comércio da minha zona. Não há filas de zombies ‘empacotados’ para pagar na Caixa e há sempre vida num sorriso acolhedor para esclarecer ou dizer o adeus.
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Porque é que os estabelecimentos não podem ter a liberdade de abrir 24H por dia se assim quiserem para viabilizar o seu negócio ? Se cumprirem com os seus empregados é o Estado que fica ofendido ??? S Paulo, Nova Iorque etc etc a vida tem 24H. Nisto também há algum culto a algum deus desconhecido ? Há Empresários de 1ª, 2ª e 3ª entre aqueles que ainda aguentam a loja ou uns que investem avalisados/subsidiados pelo Estado ou entre uns castiços que julgam que este Portugal é para empreender ??
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Não rezo, mas ‘valha-me god’
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É este o ‘caminho para o socialismo da Constituição’ que uns defendem com unhas e dentes e outros atacam com dentes e unhas: tal qual :)))
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Francisco Colaço,
“Em Portugal, como nos Estados Unidos, os grandes comerciantes fazem leis para se defenderem dos pequenos e impedirem o acesso à actividade em condições justas. Por isso é que existe a ordem dos médicos. Por isso é que existe o grémio lobístico das empresas de distribuição.”
A ordem dos médicos – tal como qualquer outra ordem – é estabelecida por decreto e nos seus Estatutos tem um artigo que torna coerciva a inscrição dos médicos (ou dos advogados, engenheiros, economistas, etc) e o pagamento da respectiva quota. Mais não é do que um imposto encapotado. Que eu saiba, as empresas de distribuição não são obrigadas a integrar a respectiva associação.
“Por isso é que o Senhor Gomes não pode comprar à Dona Adelina, agricultora, os agriões que ela cultiva nas valas de irrigação.”
Ainda não percebi porque é que o Sr. Gomes não pode comprar à D. Adelina. Não haverá por aí um decreto qualquer a “indicar o caminho”?
“Por isso é que o Senhor Gomes vai vender a preços de hipermercado— elevadíssimos—, mas com muito menores margens, enquanto a Dona Adelina vê uma miséria pelo seu trabalho.”
Tem a certeza que os hipermercados têm maior margem que as mercearias de bairro? Se olhar para as contas das grandes superfícies, vè margens minúsculas.
“Aqui houve desregulamentação, liberalismo económico ou liberdade comercial? Isso os nossos liberais do costume não denunciam.”
Não haverá antes excesso de regulamentação?
“Defendo regras JUSTAS e não ditadas pelos hipermercados para promover as suas próprias vendas e impedir os pequenos de explorar nichos de mercado.”
Curioso, do que eu me tenho apercebido é de regras para, supostamente, se proteger os pequenos comerciantes.
“Prefiro ter trezentos pequenos vendedores a competir entre si do que três hipermercados em cartel.”
Mas porquê 8 ou 80? Você não concebe que possam coexistir grandes superfícies e comércio tradicional? O que é que impede este de estar também aberto 24 horas por dia?
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«Também há quem, a coberto de defender o consumidor, queira mais mercado. Tudo é argumentável.», Francisco Colaço #9
««Eu sou capitalista. Eu sou liberal.»», Francisco Colaço #34
««Também há quem, a coberto de defender o consumidor, queira mais mercado», Francisco Colaço
Mas não será o mercado o melhor defensor do consumidor?»» Eduardo F. #37
«Tresler, recondicionar e descontextualizar é coisa abrantina, e não o esperava de si. Quando disse «Também há quem, a coberto de defender o consumidor, queira mais mercado», referia-me explicitamente aos grandes distribuidores.», Francisco Colaço #55
Confesso não perceber a sua indignação ou onde terei eu descontextualizado os seus comentários.
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O Peluche e as suas paneleirices de jogos florais.
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E os pequenos comerciantes só não trabalham 24 horas por dia porque não são grandes comerciantes.
E as facilidades de crédito é por culpa de serem pequenos.
É esta a lógica da batata neo-tonta.
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As facilidades são para os grandes e vivam os cartéis monopolistas.
É a conclusão que se tira de todas estas manias.
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#116, Eduardo,
Tresleu ao considerar que quando falava em «mais mercado», não falava exclusivamente dos grandes comerciantes. Tudo está claro no sentido da frase, se ler o resto do parágrafo.
Finalmente, se leu o resto do outro comentário, onde o explicava, terá visto que o argumento édos que falam do consumidor para terem o seu mercado, com as suas regras, não as do consumidor. (Won’t anyone think of the children?)
Eles não querem mercado, como entendido na economia. Querem o seu mercado, restrito e protegido.
Como não deve ter lido os meus comentários na íntegra, indico-lhe que terminei um dos comentários desta forma:
Não é liberal o suficiente? Je veut tout simplement ma libérté, parle pas à moi d’anarchie.
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Caro Francisco Colaço,
Perdoar-me-á mas continuo sem o entender. Defeito meu, sem sombra de dúvida.
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MEDITAÇÕES METAFISICAS
Há agora três teses sobre os portugueses , “A Manipulação dos Espíritos” , ainda , “ A Anestesia Televisiva das Lusas Almas Penadas” e a mais recente(Mental Obesity-Prof.Andrew Oitke) de sofrerem de “OBESIDADE MENTAL” por se terem viciado em estereótipos , EM JUIZOS APRESSADOS , em pensamentos tacanhos e em imensas CONDENAÇÕESPRECIPITADAS . Todos têm opinião sobre tudo , mas não sabem nada . Apenas “banalidades” , preconceitos e lugares-comuns .
As telenovelas e os telejornais são os hamburgers do espírito.
Não sabem ler (e quando sabem , não conseguem entender) , não sabem escrever , não sabem ouvir , não sabem falar correctamente e consequentemente não sabem pensar .
Os seus “miolos” estão se transformando em “banha de cobra”
Ataca-se a escola e a família , onde pululam os desenhos
animados , videojogos e telenovelas .
A família é contestada , a tradição é esquecida , a religião é
abandonada , a cultura banalizou-se , o folclore entrou em
queda , a arte é fútil , paradoxal ou doentia .
Floresce a pornografia , o cabotinismo , a imitação , a sensaboria , o egoísmo ea corrupção .
Publicitam-se os efeitos mas ignoram-se as causas .
Tudo tendo como causa a comunicação social (lato sensu)
que não informa , apenas pretende seduzir , agredir ou manipular . Só a parte doentia e apodrecida da realidade
chega aos jornais .
O Professor Andrew Oitke não receia as profecias de
Nostradamus (2012) . Apenas aconselha dieta mental …
Cogito ergo sum .
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Tenho semanas em que trabalho num horário (trabalho por turnos) que não me permite fazer compras em qualquer estabelecimento e por vezes precisaria e só teria oportunidade de o fazer em horários pouco ortodoxos (por exemplo às 3 da manhã ou ao domingo). Não é em função do consumidor que os diversos comerciantes têm de se organizar?
Porque não tenho o direito de poder fazer compras em qualquer altura… se for vantajoso para um qualquer comerciante funcionar no horário que quiser porque não poderá este fazê-lo?
E a mim que me permite fazer compras às horas determinadas para um estilo de vida não coadunável com o meu horário de trabalho?
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O Peluche masturba-se com estes jogos florais.
Não se deve dar trela a onanistas.
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#125, Magistral_estratega,
Eu trabalhei também por turnos enquanto me licenciava (a três turnos) e claramente tinha mais tempo para tudo, até para as compras, já que tinha alternadamente manhãs ou tardes livres.
Aliás, a vantagem de se trabalhar por turnos é essa.
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Bom, eu até tenho uma vantagem sobre todos: vivo numa quinta. Até agora não fazia horta, mas a subida estúpida e injustificada dos géneros alimentares dos últimos anos fez-me mudar de ideias.
Quando os lisboetas virem os legumes a três ou quatro euros, justificados com inúmeras crises agrícolas inexistentes mas devidamente propaladas aos quatro ventos pela comunicação social, eu estarei a comer da terra (a menos que o nosso poder político me obrigue a certificar os legumes da minha horta mesmo para consumo próprio, como já fazem com o gado).
Os hambúrgueres (inventados certamente no Hamburgo pós guerra para controlo de pragas) já lhes estão a subir à cabeça. Se tivessem estado na África Negra em zonas de guerra, como eu, e vissem a quase totalidade da população sem acesso às usuais necessidades alimentares, que tomamos por certas no Ocidente, garanto-vos que tinham outra opinião quanto ao cartel dos hipermercados— bem pior do que o dos bancos ou o das operadoras telefónicas— que em último efeito irá provocar mais injustiça social do que todos os políticos portugueses juntos.
Meninos mimados de barriga cheia podem-se dar ao luxo de imaginar mundos ideais.
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mas que palhaçada,os politicos são uns trocas,ás vese falam em democracia e igualdade,em especial quando querem casar eles com eles e elas com elas,e outra coisas mais,então onde está a igualdede,se eles os politicos obrigassem o desgoverno em deitar cá para fora uma lei que todo o comercio teria liberdade de abrir 24 horas caso entendesse,isso é que era igualdade o resto são demagogias baratas.
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#129, Valente,
Como digo, estou-me a borrifar para os horários, preocupa-me somente o cartel. Mas vamos parafraseá-lo a si, erros gramaticais preservados:
se eles os politicos obrigassem o desgoverno em deitar cá para fora uma lei que todo o comercio teria liberdade de comprar a quem quisesse conforme entendesse,isso é que era igualdade o resto são demagogias baratas.
Como eu disse antes, mais um menino que não viu um dia de fome na vida nem esqueletos humanos a metros de si, nem soube o que era nã saber se pode comprar comida para amanhã. Gostaria de ter vivido sempre no seu mundo, mas três anos em África (dois dos quais em zonas terrivelmente desfavorecidas) mudaram-me as perspectivas e aguçaram-me as cautelas e o engenho.
Sempre fiz as compras. Um quilograma de tomates de época custava cerca de cinquenta escudos em 1997, e custa entre euro e euro e meio hoje. Em treze anos, sobe entre quatro e seis vezes.
O seu capitalismo funciona na perfeição (para o Belmiro e o Jerónimo Martins). O meu capitalismo pressupõe que há número suficiente de vendedores para que nenhum seja preponderante.
A propósito, nem sequer acredito que manter horários como estão vá salvar o pequeno comércio. Mas se adiar a morte, mantendo pelo menos um simulacro de número elevado de vendedores, seja.
A propósito, não acham estranho que a saída do José Manuel Fernandes como director do Publico, e a lei que liberaliza os horários das grandes superfícies sejam quase coincidentes?
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…e depois o merceeiro, o talhante e o droguista do bairro não tem ar condicionado, não tem multibanco, não tem carrinhos para levar as compras até ao carro, não tem produtos de linha branca, não tem promoções, não troca os produtos de sítio, conhece as nossas preferências. Até nos cumprimenta, pergunta pela família e trata por tu!
Os belmiros querem lá saber quem somos, estão lá para chupar o tutano, sejam eles clientes, empregados ou pequenos comerciantes.
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#130 colaço como está enganado,se não fosse essa
concorrencia estariamos a pagar possivelmnte esse tomate a cinco eros,
como não precisa comprar os tomates não
sabe qual as diferenças,e quem precisa de comprar e seja organisado vai onde é mais barato o resto são tretas.
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#132, Valente,
Agradeço a sensatez do seu ponto de vista. Contudo, continua a estar errado.
Os tomates em Portugal andam tão raros, que se justifique em treze anos subirem seis vezes? Somos porventura um povo sem tomates, ou temos falta de tomates? Pelo que ouço, somos um povo de tomates, até de excedente de tomates, e andamos a exportar a nossa produção nacional por esse mundo fora, que é excelente. Os custos de produção não aumentaram quatro a seis vezes em treze anos. Alguém nos anda a tentar convencer de que não temos tomates, e esse alguém é o Belmirocas e pandilha associada!
Há uma outra falta de tomates. O que é certo é que grande parte dos clientes do hipermercados não terão tomates, pois não são agricultores. E precisam por isso de adquirir um bom par deles, pois os que terão lá por casa casa já estão podres e ninguém os recomenda.
—————–
Agora a sério: o aumento do preço dos ditos produtos frescos indicia cartel. Antes dos anos noventa e das suas leis higiénico-securitárias, os agricultores vendiam directamente às mercearias. Hoje, se uma mercearia vender um tomate sem um selo de qualidade estatal, arrisca-se a uma visitinha da ASAE com a respectiva multa, e ainda lhes levam os tomates por cima.
O Sócrates e o Belmiro estrampalham-se a rir com a falta de tomates desta gente toda. Acabe-se o pequeno comércio e em cima das arcas frigoríficas (a da sala, a servir de cristaleira), estará um bibelô (o cliente do hiper dadora bibelôs). Esse bibelô terá em baixo uma plaquinha com esta legenda:
E pronto! Só me dá para a tomatada.
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