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Impostos aumentam (again), cortesia do PS

27 Agosto, 2010

De mansinho (e sem grande eco, note-se), deram-nos a conhecer a introdução de um novo imposto, eufemisticamente chamado de «mecanismo de garantia de potência» e que se traduz em mais uma taxazinha que reverte em em favor das empresas eléctricas.

Disseram-me que existe um partido da oposição que se afirma visceralmente contra qualquer aumento de impostos, ameaçando isto e aquilo. O melhor é esperar para ver …

Entretanto, e porque o negócio da energia subsidiada vai dando bodos a toda uma clientela (e que a parolice e compadrio tenta vender como «Portugal estando na frente…» ….»), pode o leitor confirmar na sua factura de electricidade, a qual julgo não será muito diferente da que de seguida se apresenta, e em que os impostos e rendimentos retirados aos particulares em favor das negociatas «verdes» ditos «custos de interesse económico geral que resultam de medidas de política energética», somam já mais de 50% do valor pago.

Os objectivos de propaganda, que são fórmulas de favorecimento de clientelas e compadrios,  tem custos. Elevados. Mas pagos, como sempre, pelos mesmos. Até quando?

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37 comentários leave one →
  1. 27 Agosto, 2010 15:48

    E falta aí a taxa do audiovisual…

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  2. 27 Agosto, 2010 16:37

    E o mais interessante é que o novo imposto se destina a financiar as loucuras das eólicas, isto é: porque, em média, por falta de vento, as eólicas só conseguem produzir electricidade em 30% da sua “capacidade” instalada, há a necessidade de investir em centrais “tradicionais” para acorrer à satisfação da procura de electricidade sempre que as eólicas não funcionem.

    Este sobrecusto (de investimento) da factura eléctrica decorrente da intermitência das eólicas (e das solares) soma-se ao sobrecusto, também de investimento, para acorrer à sobreprodução das eólicas, ou seja, nas verbas aplicadas na construção de albufeiras dotadas de equipamento de bombagem que armazenam a energia produzida (sob a forma de água) quando ela não é necessária (perdendo 25% no processo).

    Ver, para uma explicação fornecida por quem sabe, este post do Prof. Pinto de Sá.

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  3. Silva Freixes permalink
    27 Agosto, 2010 16:56

    Esta entregue a bicharada, quando não há assunto, adeus ó vindima

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  4. Licas permalink
    27 Agosto, 2010 17:00

    Com tanta CORTESIA como não deixaremos de estar gratos
    POSCOISAMENTE ao Zézinho das Ventoínhas?

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  5. DesconfiandoSempre permalink
    27 Agosto, 2010 17:09

    Se não investirmos noutras formas de produzir energia, continuaremos dependentes e pagantes crónicos de facturas eléctricas mais caras do que o que estamos a investir nas eólicas.
    O problema é mais de associação eólica=Sócrates.
    Ah, e sempre podem semear por aí umas nucleares…

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  6. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    27 Agosto, 2010 17:39

    Este mes tenho uma conta de 210,00 euros, dos 123,00 são para pagar a, e cito, “politica energetica”. Puta que os pariu.

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  7. lucklucky permalink
    27 Agosto, 2010 17:41

    “Até quando?”

    Até quando os portugueses deixarem de seguir parvamente cada mania que os jornalistas-políticos inventam.

    “Se não investirmos noutras formas de produzir energia, continuaremos dependentes e pagantes crónicos de facturas eléctricas mais caras do que o que estamos a investir nas eólicas.”

    E quais são essas extraordinárias facturas electricas mais caras que as eólicas?

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  8. Zero permalink
    27 Agosto, 2010 17:52

    Os 47,6 euros não pagam só os «custos de interesse económico geral que resultam de medidas de política energética», mas também os custos de tansporte da energia. Não tenho de cabeça o peso da tarifa de acesso mas julgo que ela rondará para a BTN algo entre os 20 e os 25% (se quiser saber o peso exacto tenho muito gosto em procurá-lo para si). Donde decorre que os 62,2% (peso dos 47,6 no total da factura) deve ser subtraído do percentual estimado. Os custos das medidas de política geral cairiam para um intervalo entre 37 e 42,2%. Não é que faça muita diferença …. mas sempre se ganha em credibilidade na crítica, que de resto subscrevo.

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  9. Silva Freixes permalink
    27 Agosto, 2010 18:23

    Todos nós podemos reclamar.

    Se é uma factura de valor elevado é porque consome.

    A factura é detalhada

    Eu confiro a minha.

    Não quero contribuir para o Mexia do psd.

    Ele que vá trabalhar para as obras

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  10. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    27 Agosto, 2010 18:57

    #5 desconfiandosempre disse

    O que é que tem o nuclear? Todos os paises desenvolvidos incluindo os sempre tão citados nordicos, teem centrais nucleares há dezenas de anos, e se calhar esse facto ajudou-os e chegar onde estão. Nós chicoespertos como sempre, não gostamos do nuclear, esquecemo-nos que a Espanha aqui ao lado tem sete centrais nucleares, e se não fosse o imbecil do Zapatero que é uma especie de Socrates já tinham mais tres em construção. Ficamos para trás, e ainda dizemos mal. É preciso ser muito estupido!

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  11. Doom permalink
    27 Agosto, 2010 19:01

    Esse partido de oposição não diz nada porque os seus mais altos responsáveis actuais são ou foram actores importantes dessa fraude energética, por exemplo Passos Coelho trabalhava na Fomentinvest de Ângelo Correia, empresa ligada a sectores de energia renovável como a solar (a maior fraude de todas as energias renováveis).

    A extrema esquerda aplaude cegamente estas políticas só porque ideologicamente é verde, esquecendo-se que isto tudo nada tem de ambiental, é uma fraude económica em larga escala, não existe política de eficiência energética por exemplo, e isto que este post documenta tem terríveis implicações na economia, emprego, prejudicando sobretudo as empresas, os pobres e a classe média. Os pobres vão pagar os subsídios dos carros eléctricos que apenas os ricos poderão comprar. O Zé e a Maria com o seu Clio e Corsa a ganhar ordenado mínimo é que vão subsidiar os gadgets eléctricos de 30 e 50 mil euros para os pseudo-modernistas passearem os seus carros eléctricos e Sócrates mostrar o quanto somos um país moderno. Tal como no cheque em branco para construir mais autoestradas e TGV’s por parte de partidos como o PCP e BE, eles estão-se nas tintas para os pobres, estão ao lado destes grandes negócios bancários, energia e construção, e provavelmente procuram eles próprios a falência do país e a multiplicação de pobreza extrema para engordar as fileiras partidárias.

    O bloco central de interesses está enterrado nestes negócios terceiro-mundistas até ao pescoço, e o governo de Sócrates está enterrado nisto para usar como pura propaganda dum suposto país de modernidade. Aquele artigo imbecil do New York Times mostrou bem para que serve esta fraude. Propaganda !

    Mas ninguém denuncia isto, para além de 2 ou 3 blogues, a comunicação social portuguesa não existe, é apenas um instrumento de propaganda também, de contrário nunca chegaríamos a esta dramática situação.

    Este país está condenado, e a única coisa que nos salvará o futuro dos nossos filhos e netos é o país falir o mais rapidamente possível.

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  12. Cristo permalink
    27 Agosto, 2010 19:11

    Se essa parcela extra na factura eléctrica vos entusiasma, fiquem a saber que parte desse valor é/foi para pagar energia que foi oferecida a Espanha ou vendida a preços muito abaixo do subsidio que nós pagamos. Ou seja, nessa parcela andamos a pagar electricidade que em muitos casos nem foi consumida em Portugal e parte dela foi mesmo oferecida aos espanhóis a custo zero ou a preços muito baixos, mas recebendo os produtores o subsidio de tabela, pago por todos nós.

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  13. MDN permalink
    27 Agosto, 2010 19:53

    9#

    Dificilmente o nosso problema será falta de energia nuclear.

    Pessoalmente acho que as energias renovaveis sao uma boa aposta que não se deveriam refletir na conta dos utilizadores, primeiro porque a UE dá muito dinheiro pa desenvolver estas iniciativas e depois porque este sector é de utilidade publica e essencial para o desenvolvimento do pais. O que não quer dizer que concorde com a politica de subsidios atribuido ao mesmo, se alguem quer uma empresa competitiva não se pode concentrar em subsidios estatais que são finitos.

    Conclusão, a energia e os impostos associados não sao da responsabilidade das renovaveis, são antes responsabilidade da corrupçao e compadrio, já frequentes em todos os sectores. Os funcionarios publicos recebem a reforma da CGA, e os nossos politicos deste tipos de empresas.

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  14. Luis Moreira permalink
    27 Agosto, 2010 20:30

    Mas não vamos na frente da verde? Não? então não andamos a dar lições ao mundo com a EDP a investir nos US e no mar do Norte? seus ingratos, ignorantes, blasfémicos…

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  15. henrique pereira dos santos permalink
    27 Agosto, 2010 22:22

    Gabriel,
    Para ser sério tem de ir ver bem o que são esses custos de interesse geral. Atirar isso exclusivamente para cima das eólicas pura e simplesmente não é sério.
    henrique pereira dos santos

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  16. Pedro C permalink
    27 Agosto, 2010 23:10

    #12, Caro Dos Santos,

    Poderia, então, fazer-nos o favor de nos dizer como “nasce” esse acréscimo de cerca de 60%?

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  17. 27 Agosto, 2010 23:56

    Ele há os «custos de interesse geral» e há os «proveitos de interesse particular»…

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  18. Licas permalink
    28 Agosto, 2010 00:11

    As energias alternativas

    Muita agente (os ignorantes) penam lá porque é zero o custo de produção (o vento é a borla, assim como a luz do Sol e as ondas a bater na praia). ERRO FATAL por o preço de estabelecimento/manutenção POR KWH PRODUZIDO ser ainda PROIBITIVO em relação à eneria eléctrica produzida pelas centrais a carvão, e mesmo da Energia Nuclear.

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  19. Francisco Colaço permalink
    28 Agosto, 2010 01:14

    #15, Licas,

    Com a quantidade e a qualidade do nosso urânio, devíamos ter pelo menos duas centrais nucleares a funcionar.

    As energias alternativas estão todas erradas. portugal pode ser um país de cabeças-de-vento, mas não é um país de vento. Contudo, é e muito bem, um país de Sol. Infelizmente os nossos cabeças-de-vento devem ter uma insolação, porque escolheram as tecnologias fotovoltaicas em vez das térmicas.

    Enfim, confirma a ideia que tenho do Ministro Mariano Gago (estive brevemente a trabalhar com o LIP no fim do curso): é teimoso como uma mula, e não parece saber fazer contas.

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  20. Francisco Colaço permalink
    28 Agosto, 2010 01:19

    #14, Eduardo. F.,

    Na mosca.

    Ainda vamos ter que pagar um imposto para as cabras da Raia, imposto de interioridade usado por «Spill Over» quase na totalidade em Lisboa.

    E vão os burros pagando as cabras para sustentar as sanguessugas.

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  21. libertas permalink
    28 Agosto, 2010 01:42

    esse cliente não paga taxa de audiovisual?!

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  22. 28 Agosto, 2010 02:43

    Ó Gabriel, a culpa é dos professores, como todos sabem (eheheh).

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  23. 28 Agosto, 2010 02:44

    Enfiaram-vos o barrete pela cabeça … abaixo.

    Os professores, avisaram.

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  24. 28 Agosto, 2010 03:00

    “Encomendas”

    O Jornal de Negócios tem um artigo tão pouco rigoroso que parece uma “encomenda”. Se centenas de professores se reformaram e foram substituídos por docentes com salário mais baixo, se se fecham escolas ao ritmo que se conhece e se os salários estão congelados e as progressões na carreira residuais, como é que se pode avançar com números destes?
    No fim do artigo escreve-se que os gastos foram feitos através de outros ministérios com funções no mesmo sector. Como não diz quais nem em que percentagens, fica em causa a intenção com que se escolheu o título da notícia.

    Educação representa 31% da subida dos gastos do Estado
    “(…)Deste aumento, 31% veio de gastos ligados à educação – directamente, através da tutela correspondente, ou através de Ministérios com funções no mesmo sector.”

    efeitos esperados
    http://www.correntes.blogs.sapo.pt/775154.html

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  25. Nuno permalink
    28 Agosto, 2010 05:50


    A roubalheira está à vista e os casos são inúmeros.
    Gostava que houvesse muita gente, toda a gente, a saber refilar, mesmo com alguma chatice, mas com sucesso.
    É incrivel o que se passa porque os poucos que reclamam ainda por cima são gozados e sofrem represálias.

    Nuno

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  26. Gabriel Silva permalink*
    28 Agosto, 2010 11:55

    Henrique Pereira Dos Santos (17)

    «para ser sério», o Henrique tem de ler o que escrevi e certamente concluirá que nem sequer falei em eólicas.

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  27. Licas permalink
    28 Agosto, 2010 17:45

    Não sei se repararam . . .
    Já ouvi um par de vezes na TV Sócrates discursar empolgado (como sempre) das 100 escolas que vão inaugurar-se.
    Deve de estar a falar para Piscoisos e similares pois deixa em silencio as
    _____SETECENRAS QUE VÂO SER ELIMINADAS.
    ___Só realmente o Piscoisico rebanho é que APLAUDIRÁ A MEDIDA.

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  28. Licas permalink
    28 Agosto, 2010 18:03

    ______SETECENTAS !!! _____________

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  29. Smcg permalink
    14 Setembro, 2010 10:24

    Olá estava aqui a ver este post e surgiu algo que inocentemente nunca tinha reparado. Como posso também ficar com custo zero na contribuição audiovisual.

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  30. Patrício permalink
    23 Outubro, 2010 07:12

    Custos de Interesse Económico Geral em 2010 Milhões Euros
    Sobrecusto da PRE (610,892 Milhões são do próprio ano de 2010
    e os restantes 194,213 Milhões são ajustamentos de 2008 e 2009) 805,123
    CMEC (Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual) 305,026
    Sobrecusto do Agente Comercial (gestão dos CAE remanescentes) 248,060
    Rendas aos Municípios pela concessão da Distribuição em BT 239,102
    Sobrecusto da Região Autónoma da Madeira 67,151
    Sobrecusto da Região Autónoma dos Açores 66,456
    Sobrecustos da RAA e da RAM respeitantes a 2006 e 2007 19,693
    Planos de Promoção do Desempenho Ambiental 18,231
    Rendas dos Défices Tarifários de BT (2006) e BTN (2007) 20,026
    Remuneração dos terrenos afectos aos centros produtores 13,406
    Plano de Promoção da Eficiência no Consumo 11,500
    ERSE 6,358
    Limpeza de corredores de Linhas Aéreas 4,590
    OMIP, SA e OMI Clear, SA 1,093
    Autoridade da Concorrência (AdC) 0,368
    Tarifa Social 0,124
    Custos ou proveitos anos anteriores com aquisição energia eléctrica 116,992
    Custos ou proveitos anos anteriores relacionados com os CIEG 37,036
    TOTAL 1.980,335

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  31. Patrício permalink
    23 Outubro, 2010 07:19

    Peço desculpa por não ter conseguido editar a tabela dos CIEG de forma intacta, mas penso que se lê com facilidade. Esta tabela pode ser encontrada na página 13 do documento da ERSE, de Dezembro de 2009, respeitante às tarifas para 2010.
    http://www.erse.pt/pt/electricidade/tarifaseprecos/tarifasreguladasem2010/Documents/Tarifas%202010_Dezembro_final.pdf

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  32. PMP permalink
    23 Outubro, 2010 10:04

    Concordo com a construção de uma central nuclear privada sem subsidios ou garantias estatatais que esteja dentro da Área Metropolitana de Lisboa, que é o maior consumidor de electricidade.

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