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alternativa precisa-se

13 Setembro, 2010
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Quando lideravam o PSD, Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva quiseram o poder e explicaram aos portugueses porque o queriam. O primeiro, para pôr termo definitivo à revolução, levar a direita para o governo e enviar para a caserna os militares revolucionários que insistiam em não abandonar o poder. O segundo, para privatizar a economia, pôr cobro à paralisia a que nos conduzira o Bloco Central, e para colocar Portugal definitivamente na CEE. Em ambos os casos, foi em ruptura com o Partido Socialista que a direita conseguiu fazer o seu caminho e convencer os portugueses que merecia o seu voto.

Fora estes dois casos de projectos políticos claros para o país, a direita enveredou sempre pela «doutrina» de que o poder não se conquista, mas que lhe cairá, de podre, no regaço. Durão Barroso, o máximo expoente desta mentalidade, sintetizou-a bem ao dizer que tinha a certeza de que seria um dia primeiro-ministro, só não sabia era quando… O modo como Guterres saiu de cena e a forma como a direita chegou, por causa disso, ao governo, reforçou esta convicção tacticista, que nunca mais abandonou a mentalidade dos sucessivos chefes do PSD.

O que se tem passado nos últimos anos deveria, contudo, levar os chefes da direita a entender que as circunstâncias que a levaram com Durão Barroso ao governo, não só não se repetirão, como serão cada vez menos prováveis à medida que o tempo for passando. Por um lado, eles já deviam ter entendido que José Sócrates não será destronado pelos jornais, menos ainda pela mão do Presidente da República, mas apenas nas urnas. Por outro lado, estas quase duas décadas de poder socialista transformaram profundamente o país, tornando-o refém do estado e, consequentemente, mais avesso a mudanças políticas que não o convençam de que não piorará mais ainda a sua débil situação.

Por isso, não basta à direita, principalmente ao PSD, que tem a obrigação de ganhar eleições, fazer sucessivos arranjos de pessoas (no que, aliás, não tem sido parca…) e prometer que o seu pessoal dirigente conseguirá melhores resultados com o modelo socialista de gestão do estado, isto é, com o malfadado Estado Social. Chegados ao ponto que chegamos, a direita tem obrigação de apresentar ao país um programa político que se proponha reformar efectiva e profundamente o modelo social em que vivemos há muito tempo, com os resultados que estão à vista de todos. E não tem que recear que o PS a acuse de querer acabar com o Estado Social e que isso a faça perder votos, devendo explicar aos portugueses que foi exactamente o dito cujo Estado Social quem os levou à situação em que se encontram. Ficar refém desses votos terá como única consequência não proceder às reformas de que o país verdadeiramente necessita, se alguma vez chegar ao governo, e ficar por lá pouco tempo, como, aliás, sucedeu com Durão Barroso.

Por último, a direita deve apresentar uma alternativa ao país o quanto antes e, se quiser ser convincente, com o conjunto dos dois partidos que a representam, o PSD e o CDS.

32 comentários leave one →
  1. o sátiro's avatar
    13 Setembro, 2010 02:31

    Ora aí está um post esclarecido.

    Mas parece que o problema não está só no “Estado Social”.

    EStá tb na toda poderosa máquina administrativa-socialista-socrática que sustenta Sócrates no poder político e partidário, e que consome milhões.

    inclui-se tb a burocracia do “estado social”…

    Porque razão as tradicionais Direcções Gerais dos ministérios deram lugar a Institutos Públicos, com as mesmas ou menos funções, E a diferença de que HÁ MAIS LUGARES NO TOPO E COM ESTATUTO DE GESTORES PÚBLICOS???

    E até agora, apesar do défice orçamental, Sócrates não mexeu uma vírgula, não fundiu, não extinguiu, não mudou nada deste monstro burocrático, de um sectarismo xuxa de loucos.

    PORQUE É AÍ QUE ESTÃO OS SUSTENTÁCULOS DE SÓCRATES DENTRO DO PS!!!

    Idem para as aberrações dos observatórios…..as E.P.E s…etc…etc…

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  2. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    13 Setembro, 2010 05:19


    O texto é bom mas enferma de um erro grave: a Direita não está representada no parlamento; quanto muito, o PSD e o CDS servem-lhe de estribo.
    Provavelmente, a Direita não está organizada para enfrentar a bagunçada originada pela abrilada. É um cancro que tem cura muito difícil, se a tiver. De duas uma, ou morre a nação, ou extirpa-se o tumor que já se sabe que é maligno.

    Nuno

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  3. ferreira's avatar
    ferreira permalink
    13 Setembro, 2010 08:32

    Estou convencido que a maioria do desemprego se deve aos maus empresários em parceria com este governo pois quanto mais desorientação política e económica existir mais fácil é de lapidar e enriquecer à custa de todos nós. Veja-se o despedimento colectivo de 112 do casino esttoril com milhões de lucros quem está por detras desta destruição de trabalho para dar lugar à precaridade.Esta mentalidade de velhos que governa o país prejudica gravemente o futuro dos nossos jovens e de portugal

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  4. PadreBorga's avatar
    13 Setembro, 2010 09:01

    Um erro! Cavaco Silva, colocar-nos definitivamente na CEE? Mas afinal, esse mui ilustre Professor, não era há época contra a adesão às CEE????

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  5. Adalberto Gomes's avatar
    Adalberto Gomes permalink
    13 Setembro, 2010 09:22

    Ainda não mudou o ciclo economico – ora, o PSd não está interessado, está interessado em barrar o caminho e complicar a vida ao cidadão

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  6. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    13 Setembro, 2010 09:27

    #2

    Apoiado. O post tem uma premissa errada: a identificação do PSD com a direita. Se não há direita, a culpa não é do PSD. Provavelmente, como insinua, a direita acha que não vale a pena activar-se na política. A verdade é que a direita dos negócios faz bons negócios com a esquerda. A direita das ideias só gosta das poltronas dos blogues.

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  7. Isabel Santos's avatar
    Isabel Santos permalink
    13 Setembro, 2010 09:31

    Devem, em 1º lugar, arranjar um Líder com carisma e sabedor e que, não fale por entreposto Líder

    Lsabel Santos

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  8. Eduardo's avatar
    13 Setembro, 2010 09:58

    Ou seja, a direita precisa de alguém com coragem de perder eleições.

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  9. Berto's avatar
    Berto permalink
    13 Setembro, 2010 10:33

    Entendo o seu ponto de vista, mas não se esqueça que foi precisamente nos anos de governo cavaco que o tecido produtivo português começou a ser destruído, a parca agricultura deu lugar à eucaliptização, as pescas destruídas, a indústria pesada foi à vida, e quando se começaram a criar empresas de alto valor tecnológico muito devido aos fundos europeus, estas foram depois desmembradas e vendidas, e veja só, por ex-ministros e acessores de cavaco que aumentaram (e bem) a sua conta bancária. Os governos socialistas que se seguiram apenas geriram a incompetência restante espalhando ainda mais incompetentes pelas estruturas do estado. O estado social, contráriamente ao que por aí se diz, não tem qualquer culpa deste estado de coisas. Tatcher e reagan encarregaram-se de lançar as sementes do neo-liberalismo atacando e minando o estado social. Infelizmente os seus seguidores multiplicam-se por essa europa fora e portugal não foge à regra. Que o país precisa de mudar estamos todos de acordo. Só não acredito nesta direita tal como não acredito na pseudo-esquerda que actualmente (des)governa. Nem passos nem portas têm competência, idoneidade e honestidade para gerir um país. Junte-lhe o sócrates e restante pandilha e aí temos a direita nacional em todo o seu esplendor: corrupta e incompetente. E no fim a culpa é do estado social…

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  10. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    13 Setembro, 2010 11:08

    Vamos ver. O que o Rui A. apelida de Estado Social não é mais do que uma Enércia Económica Social. O problema não está no estado social português, que é, diga-se, muito semelhante a qualquer outro estado desenvolvido do mundo… uns pós a mais ali, uns pós a menos acolá.

    O problema está na enércia do conjunto da sociedade. Enércia no empreendedorismo. Enércia no aproveitamento das vantagens comparativas de Portugal. Enércia na promoção da riqueza e detecção de negócios. Enércia na organização e no procurement de mercados externos.

    Veja bem, caro Rui A., não é sustentável cortar alguns dos apoios actuais sem que tal não signifique um atestado de morte aos beneficiarios. O expoente máximo do Liberalismo economico é, creio eu, os EUA. Ora, verificamos que o desemprego naquele país é históricamente elevado. E é-o não porque o mercado de trabalho seja rígido. Sendo flexivel o despedimento, essa flexibilidade não aportou incremento no emprego. Nem podia.

    Isso é uma falácia. Na verdade o mercado não produz emprego, e esse sim, é o motivo principal.

    O grande problema de Portugal assenta noutras coisas. Excluindo o sector bancário, as empresas que constituem o PSI português serão empresas que sobrevivem sem que o estado lhes proporcione negócios (directa ou indirecatmente)?

    É bom de ver, o sucesso empresarial em Portugal está muito ligado ao poder politico. Ora são players que actuam num monopolio, ora actuam em oligopólios.

    Cavaco Silva e todos os governos posteriores, quer do PS, quer do PSD, privatizaram monopólios.

    Um erro enorme para a economia. É impossivel entrar num mercado monopolista. Não há investimentos nesses sectores por parte da concorrencia (que não existe ou é insipiente)… e portanto não há criação de riqueza, nem de emprego, nem de impostos.

    É facil produzir e vender em monopolio. A EDP nao tem concorrencia e a PT e a GALP e a TAP e a CP e muitas outras. Os unicos sectores aonde se privatizou sem monopolio, a banca, resultou numa verdadeira economia de mercado. Há bancos a concorrer uns com os outros sem que haja abuso de posição dominante… e isso beneficiou o país.

    Pelo contrario, os sectores que mais alavancam os PiB’s nacionais, estão monopolizados. O estado já não participa maioritariamente no capital, mas de forma indirecta foi/é participante no statos quo que permite a essas empresas a esmonia do mercado.

    Os restantes PSI’s da economia estão directamente ligados aos negocios do Estado. Obras públicas e empresas dessa área são parte fundamental do PSI, juntamente com as empresa monopolistas privatizadas… e sobram muito poucas cujo sucesso adveio de inputs de massaroca do estrangeiro, enfim exportadores de bens e serviços.

    Portanto mudar o status quo presente significa uma só coisa: incentivar investimentos. Isentar de impostos investimentos nas áreas monopolistas das empresas privatizadas. Reduzir impostos a investimentos em sectores chave da economia e que contrinuam para o aumento das exportações e/ou redução de importações.

    O PSD, ao invés de propôr maior fexibilidade nos despedimentos, deveria ter proposto o caminho para a meritocracia laboral. A substituição de quem se acomodou ao posto de tabalho por quem quer trabalhar. Isso sim. O povo compreende e está de acordo.

    Nunca este país sairá da mediocridade sem que hajam governantes que pensem o desenvolvimento da economia. A visão actual, as propostas de aumentos de impostos ou redução drástica e cegas da despesa, é uma visão contabilistica da economia. Reduzida a despesa despedindo funcionarios públicos de forma abrupta só irá trazer piores resutados. Esses excedentes despedidos não encontrarão trabalho porque a economia não os produz e viverão de subsidios eternamente. É pior a emenda que o soneto.

    As coisas devem ser feitas com lógica, e a primeira é definir um rumo de desenvolvimento económico-empresarial para o país. Só depois de bem assente a estrategia e implementado o rumo é que podemos pensar em medidas correctivas na despesa, em sua estricta subserviencia.

    Hoje, pensasse ao contrario… despedir, retirar apoios de sobrevivencia, emagrecer para resolver a questão de curtissimo prazo e depois voltar a fazer o mesmo dentro de pouco tempo, num ciclo vicioso sem fim. Nunca estas medidas de cortes acabarão se não se pensar no desenvolvimento.

    RB

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  11. Berto's avatar
    Berto permalink
    13 Setembro, 2010 11:15

    #10#

    Nem mais!

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  12. JPO's avatar
    JPO permalink
    13 Setembro, 2010 11:18

    #10
    Concordo totalmente com o comentador Ricciardi.
    É pena esta visão da realidade portuguesa não estar representada em nenhum dos partidos politicos portugueses.

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  13. António Fiúza's avatar
    António Fiúza permalink
    13 Setembro, 2010 11:36

    #10
    A palavra enércia não existe.

    #4
    Se era há época? É difícil responder a essa pergunta. Se perguntasse se era à época, já lhe podia responder que não, não era contra.

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  14. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    13 Setembro, 2010 11:54

    A Direita que temos é S ociallista. São um pouco mais conservadores nos costumes e pronto. Logo não se pode esperar muita coisa diferente.
    Depois os Portugueses gostam de coisas “grátis” isto é aquelas que se pagam mais tarde ou que pagam outros e para isso estão dispostos a entregar todo o poder que tenham.

    E quando um Governo faz m… não querem tomar conta do assunto. Preferem que seja o FMI, a Europa , os Alemães…

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  15. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    13 Setembro, 2010 12:05

    #10 Concordo com a maior parte da analise feita, excepto na parte que diz respeito aos bancos. Se é verdade que aparentemente vivem em concorrencia, por outro lado tambem se teem encostado bem ao estado, apoiando as grandes construtoras parasitas, com as quais alguns bancos até vivem numa promiscuidade pouco saudavel, (p. ex. Millennium Bcp/Teixeira Duarte), e apoiando uma das razões do nosso colapso financeiro, a aquisição de casa propria, porque durante muitos anos, o estado tambem incentivou essse negocio.
    Portugal tem que dar uns passos atrás no seu nivel de vida, para poder assegurar um futuro melhor, porque continuando a viver uma especie de prosperidade artificial baseada na divida do estado é suicidio puro.

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  16. Piscoiso's avatar
    13 Setembro, 2010 12:12

    Eu só não concordo com a enércia.

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  17. Outside's avatar
    Outside permalink
    13 Setembro, 2010 12:23

    “Por último, a direita deve apresentar uma alternativa ao país o quanto antes e, se quiser ser convincente, com o conjunto dos dois partidos que a representam, o PSD e o CDS.”

    Que barrigade de riso que esta conclusão me provocou !

    Poeira nos olhos.

    Excelentes comentários (históricos e factuais) os comentários a #9 e #10.

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  18. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    13 Setembro, 2010 12:41

    «Eu só não concordo com a enércia.» Picoito

    ehehehe

    Pois é, a (E)nércia. Uma nova palavra para definir falta de (I)nergia do Estado.

    RB

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  19. Insurrecto Meditativo's avatar
    13 Setembro, 2010 13:27

    O PSD precisa somente de introduzir números na sua mensagem. Não pode unicamente opinar acerca de um determinado assunto. Os números são fulcrais.

    Ninguém pode dar a volta aos números, pode só esquecê-los.

    Se o PSD insistir em referi-los, o PS será obrigado a tocar neles. Quando o fizer, não tenham dúvidas, será o seu fim.

    Por onde anda a estratégia política do PSD? Lançar a ideia da revisão constitucional sem primeiro assegurar a união do partido em torno da mensagem é ridículo. É um erro amador, digo. E o preço está agora a ser pago: sondagens que dão vantagem a um partido que, confrontado com a realidade económica em que Portugal vive, está ideologicamente pegado ao Bloco e ao PCP.

    Daniel, London School of Economics.

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  20. Insurrecto Meditativo's avatar
    13 Setembro, 2010 13:30

    O que tem prejudicado o PSD não é a retórica venenosa do gajo da licenciatura intrujada. Não é, acreditem. O que tem prejudicado é a desunião em torno da ideia. O povo percebe pouco destes assuntos, mas estranha sempre quando o partido que dá a ideia não se entende sobre a mesma.

    Transmite aquela sensação do “estes gajos nem sabem o que estão a fazer”.

    A isto, mas só depois do acima referido, entra o José Sócrates e a sua ideologia, o Socracretinismo.

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  21. Magistral_estratega's avatar
    13 Setembro, 2010 13:33

    Diz Sócrates que caminhos para a excelência… a propósito do número de alunos admitidos no Ensino Superior…

    Se nos esquecermos das facilidades de progressão até lá, das fragilidades formativas do ensino primário e secundário ou da permissividade do ensino superior…

    Ou até da oferta desregulada de cursos e vagas tendo em conta a capacidade de absorção do mercado relativamente aos novos licenciados…

    Um logro…

    http://saudeeportugal.blogspot.com

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  22. Magistral_estratega's avatar
    13 Setembro, 2010 13:34

    Algum problema com os comentários?

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  23. António P. Castro's avatar
    António P. Castro permalink
    13 Setembro, 2010 13:52

    4, PadreBorga

    Como sempre, mal informado, além de urgentemente necessitado de aprender a escrever.
    Se V. fosse o Padre Borga, este era o Papa Bento…

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  24. Magistral_estratega's avatar
    13 Setembro, 2010 13:57

    Dizia eu…

    Sócrates dizia há pouco que caminhamos para a excelência, isto a propósito do número de ingressos no Ensino superior…

    Isto se nos esquecermos de:
    – Facilidade de progressão nos mais diversos níveis formativos, desde a primária até ao ensino superior.
    – Das fragilidades formativas da maioria das nossas universidades e institutos superiores.
    – Da oferta desregulada de cursos e vagas
    – Da incapacidade do mercado de trabalho absorver os licenciados.
    – Do sorvedouro de dinheiro empregue nestas ineficiências.
    – Da falta de estratégia na elaboração dos planos curriculares ao não evidenciarem a necessidade de criar profissionais competentes e habilitados aos seus ramos de actividade como forma a elevar a qualidade das diversas prestações de serviços e actividades…
    – Da ilusão criada nos jovens de que de facto a realização pessoal se atinge com a realização de um curso superior.
    – Da falta de investimento em cursos técnico-profissionais o que a longo prazo levará à inexistência/insuficiência de, por ex, mecânicos, pintores, electricistas, etc de qualidade…

    Um logro é o que o ensino superior actualmente é… e pior ainda… uma despesa das famílias e do estado que poderia ser direccionado para a efectiva criação de emprego.

    http://saudeeportugal.blogspot.com

    Existe algum problema com os comentários? É que já se perderam uma meia dúzia de mensagens (que não foram publicadas).

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  25. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    13 Setembro, 2010 15:07

    “governo cavaco que o tecido produtivo português começou a ser destruído, a parca agricultura deu lugar à eucaliptização, as pescas destruídas, a indústria pesada foi à vida,”

    Que patetice, a industria pesada foi à vida porque não era rentável, idem para agricultura, pescas. As pessoas queriam mais dinheiro.

    “Tatcher e reagan encarregaram-se de lançar as sementes do neo-liberalismo atacando e minando o estado social. ”

    Thatcher e Reagan salvaram o Estado Social. Era ter continuado a economia dos anos 70 mais um bocadinho e a Europa e EUA teriam-se transformado em Argentinas com inflação a 100%…

    “O estado social, contráriamente ao que por aí se diz, não tem qualquer culpa deste estado de coisas.”

    85% dos gastos do Estado são ordenados e pensões. O Estado gasta 20% a mais do que tem.
    O Estado Social precisa de muita gente a fazer muitas transações para colectar muitos impostos. A maneira de incentivar tal coisa é baixar as taxas de juro para valores record. O Estado Social fica satisfeito e os Bancos também.

    Mas isso não foi suficiente. Nem lá fora nem cá onde tais valores de juros só produziram medíocres de 1% de crescimento. Impossível quando o Estado cresce várias vezes esse valor… logo chega a dívida… e os Bancos também gostam da dívida tal como o Estado Social.

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  26. castanheira's avatar
    castanheira permalink
    13 Setembro, 2010 15:52

    A principal proposta do PS para sair da crise é aumentar os impostos ;
    A principal proposta do PSD é aumentar ainda mais os impostos simulando que os não aumenta dizendo que quem pode deve pagar a propria educação e saúde . Ora isto de fazer pagar duas vezes a mesma coisa é um brutal aumento de impostos encapotado para aqueles cidadãos que já tudo pagam;A proposta do PSD só não seria ridicula se os impostos fossem reduzidos na proporção , caso contrario é um verdadeiro embuste , sendo mais papista do que o papa , isto é mais socialista do que o PS . É por essas confusões que o PSD não conseguirá derrotar o PS , pois não é mais do que o reverso da mesma moeda , a moeda socialista.

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  27. António P. Castro's avatar
    António P. Castro permalink
    13 Setembro, 2010 17:06

    Sócrates diz que quer mais 40% de licenciados em 2020.
    Se se tratar de “licenciaturas” como a dele – por fax, num domingo…-, até poderão ser mais 200 ou 300%, digo eu.

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  28. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    13 Setembro, 2010 17:27

    #25

    OE 2010
    Despesa total 81,2
    Despesa com Pessoal 18,7
    Prestações sociais 36,8
    (18,7+36,8)/81,2=68%

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  29. o baralho's avatar
    13 Setembro, 2010 19:25

    Ou eu me engano, ou palpita-me que o Sócrates vai ver cair-lhe o poder novamente no regaço.

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  30. António Lemos Soares's avatar
    António Lemos Soares permalink
    14 Setembro, 2010 14:33

    Se o PSD quiser chegar ao Poder nos tempos mais próximos, tem que seguir um caminho que, desde 1985, deixou, sequer, de ponderar.Debater-se a nível ideológico: retomar a linha social-democrata, não marxista, social-cristã e popular, que era a sua desde 1974.
    A perspectiva neo-liberal que domina o Partido desde o «Cavaquismo» pelo menos, foi ultrapassada pela própria realidade do factos. Enquanto a actual liderança não se aperceber disto, os resultados eleitorais não melhorarão.
    Parece-me que se tem seguido, no PSD, precisamente, a linha contrária a esta.

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  31. António Lemos Soares's avatar
    António Lemos Soares permalink
    14 Setembro, 2010 14:44

    A desastrada proposta do PSD de revisão constitucional: inoportuna; não sujeita a debate interno no partido e muito mal explicada ao eleitorado; trouxe duas consequências de todo previsiveis, menos para os «génios», que cercam a cúpula do meu Partido.

    1.ª – Deu ao governo socialista; esgotado por anos de promessas por cumprir e por novos «amanhãs que cantam», que se recusam a chegar, uma causa social por que lutar: o que as sondagens já vêm, como se esperava, a confirmar;

    2.ª – Ofereceu ao candidato do BE. e do PS. às presidenciais, Manuel Alegre, um programa eleitoral completo e gratuíto, pronto a utilizar sempre que necessário, durante a campanha eleitoral de 2011, que se avizinha.

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  32. Eleuu's avatar
    15 Setembro, 2010 17:16

    a gente a pensar que estava como está devido à crise. mas parece que é devido aos hospitais e às escolas. espera que se calhar tem que acabar com hospitais e escolas para pagar a quem

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