ética republicana
5 Outubro, 2010
Alguém será capaz de enunciar quais são os valores que conformam a famosa “ética republicana”, não esquecendo obviamente de os contrapor aos que fundamentam as monarquias constitucionais e democráticas modernas?
7 comentários
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Foi em nome da «ética e valores republicanos» que um grupo de militares, revoltosos do 5 de Outubro de 1910 e maçons encartados fizeram o 28 de Maio de 1926.
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Foram republicanos aqueles que teorizaram sobre a necessidade de regenerar a Repíblica. A Ditadura – que eses republicanos maiusculavam – surgia-lhes como uma necessidade para que a República se purificasse e reencontrasse os seus valores. A ditadura desde que republicana e sobretudo se jacobina não causava reservas aos homens da I República. Antes pelo contrário.
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A “ética republicana” é um conceito de que se começou a falar, apenas, no século XVIII.
Foi a tentativa de regressar ao conjunto de valores de uma mítica “República Romana” da época clássica, que se desconhecia no geral, mas que se pretendia, no entanto, recuperar…
Como é óbvio, esta perspectiva nada teve a ver com os factos de 1789 e muito menos com os de 1910.
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O cargo de chefe do Estado é eleito pelos cidadãos e não hereditario ?…
A 2a camara do Parlamento (quando existe) não esta reservada à aristocracia ?…
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Numa monarquia, primeiro saca o Rei e os nobres, seguidos, se houver uma monarquia constitucional, dos diversos eleitos, que encaminham o saque às elites posicionadas nas empresas dependentes do Estado. Numa monarquia o direito de sacar é hereditário, e o direito de aturar idiotas como reis indiscutível, no próprio decurso da vida democrática.
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Numa república, sacam primeira e equalitariamente os eleitos, e encaminham o saque às elites que se encontram nas empresas dependentes do Estado. Na república, quem tem direito de sacar é escolhido pelo povo, cujo pelo menos tem voz na escolha dos idiotas, ladrões e peculantes máximos da nação, e é por isso ultimamente responsável por todo o rega-bofe que inevitavelmente ocorre no decurso da vida democrática.
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São os valores da extinção dos pressupostos irracionais como fundamento legitimador e como prática política. A hereditariedade, a linhagem, o título, a função de ministro de uma confissão religiosa, etc., não devem constituir, é absurdo que constituam, fundamento para o exercício de determinado cargo ou o acesso a determinado estatuto. Por inerência da deslegitimação deste fundamento da acção política, também as práticas que dele decorram – o nepotismo, a cunha, a discriminação, a antimeritocracia, etc. – se tornam injustificáveis à luz da ética republicana.
Não digo que não haja monarquias onde o nepotismo e a corrupção sejam residuais, nem que, no Portugal republicano que temos, isto não se verifique. Fez uma pergunta no plano dos princípios. É nesse que lhe respondo.
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Quando um politico português fala em Ética Republicana, é escusado por a mão na carteira pois já fomos assaltados.
A Ética Republicana está plasmada nas afirmações de Elisa Ferreira do PS
O Dinheiro não é dele (Rui Rio – Câmara Municipal do Porto) o dinheiro é do PS.
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