Já chega – II
Em Maio o PSD levianamente aprovou o PEC socialista. Porque era preciso, senão era a bancarrota, as taxas de juro da dívida disparavam acima dos então assustadores 4%, credibilidade, sinal de confiança, etc. Aumentaram-se os impostos e prometia-se vagamente não subir tão acentuadamente a despesa. Dizia o governo que com isso seria suficiente para se atingir o deficite combinado para 2010 e para 2011.
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Passados 4 meses, o que temos? As taxas de dívida pública continuaram a subir para uns agora respeitáveis 6,3%, ninguém deu credibilidade, ninguém teve confiança, ninguém «acalmou». Nem podiam: o governo não fez sequer o que se comprometeu e esconde o que se passou.
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Sim, algo se passou para que o mesmo governo tenha anunciado novas medidas já com efeitos já no OE de 2010, bem como uma avassaladora receita extraordinária (portanto o anterior pec não foi cumprido), e pretenda aplicar medidas fortes e suplementares para 2011 (portanto o que o governo apresentara falhou ou tinha buracos escondidos).
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Querem agora forçar a aprovação do OE com base nessas mentiras, enganos, contas escondidas e falhanços. Sem dar um aí e como se fosse a coisa mais natural, senão mesmo urgente. Mas, externamente, a aprovação não terá qualquer efeito positivo: eles sabem que o governo não cumpre nem é transparente. Se há coisa que tem prejudicado os ratings, confianças e quejandos, é a actuação deste governo, do seu PM e do seu ministro das finanças. Com eles, não há quem acredite na mais dura das medidas ou na mais suave das intenções. Nem em qualquer projecção de deficite, de receita, de despesa. Já não dá.

Com efeito, já ninguém acredita nessa corja de aldrabões. Mas não há anãozinho que não reclame do PSD a viabilização do Orçamento.
Claro que isto, assim, não vai lá. Nem à bomba, como dizia o outro.
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Também afirmo ‘já chega’! Mas, e apesar de ter escrito, também, o quão céptico estou em relação a se conseguir alguma solução, ou melhoria, da nossa situação (cuja aspecto mais grave é dar um empurrão a uma forte e provocada recessão e se criar uma conjuntura persistente de levada taxação da nossa economia e sociedade, sem ainda assim se ter garantia de resolver o essencial: o despesismo e gigantismo do Estado, a desistência da restruturação da administração), acho que não há outro caminho que não seja a abstenção por parte do PSD e CDS-PP, com os votos contra (hipocritamente) do BE e do PCP. Ou seja, necessitamos do OE e de deixar Sócrates ainda mais uns meses a levar-nos à miséria certa e garantida (para além da mentira, da falta de ética, do défice democrático…)
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Porque é que não vais ler o Jornal de Negócios,
antes de postares esta m…d. ?
Já não te chamavam tantas vezes ignorante…
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Este zeca á mesmo abrantes da tola…
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é mesmo
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Oh Zeca…espera pelos próximos capítulos…não cantes ‘de galo’…porque vais mesmo ‘ficar cá com um galo’…Em 2011 tudo, mas tudo implica todos os indicadores económicos e financeiros de Portugal estarão não pior, mas terrrivelmente pior. A começar pela dívida do Estado, por via de aumento da despesa pública e de não se conseguirem as receitas, pelos impostos, e a terminar nestes tais juros da chamada Dívida Soberana e…ah, o défice! Infelizmente é o que iremos ter, oh Zeca. Mas juro que a mim, não me apetecia nada mesmo!
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Sou um pequeno empresário e habitual leitor deste blogue . No início deste ano empreguei todas as minhas poupanças e pedi um empréstimo adicional, para completar um projecto de investigação tecnológica. Tenho, desde setembro, terminado e em venda, um produto dirigido ao mercado das empresas. Ao apresentá-lo, a generalidade das respostas que tenho recebido – algumas de multinacionais – são de que consideram a inovação interessante e útil, mas que não se vão comprometer com qualquer compra antes de saberem se o OE vai, ou não, ser aprovado. Acho o Sócrates um filho da p***, cab*** dum mentiroso patológico, indigno de ser Presidente de uma Junta de Freguesia, quanto mais de um País. Sei que este orçamento é vergonhoso, e mais vergonhosos ainda, todo o discurso e a prática política que nos trouxeram até aqui. Mas para mim o futuro é hoje. Para mim, e para os meus cinco empregados, não há “médio prazo”. Ou o OE é aprovado e se gera um clima de menor incerteza, que permita algum investimento, ou então estaremos no desemprego dentro de três a quatro meses. Tão simples como isto. Oito meses de incerteza e caos político e económico, equivaleriam à destruição de muitas empresas. Derrube-se de lá os vigaristas, sim; mas só quando se puder eleger de imediato outros mais capazes no seu lugar.
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assino em baixo miguel. excelente comentário. É mesmo isto que está em causa.
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O PSD e PPC só podem votar contra o orçamento se apresentarem um plano de cortes no desperdicio do sector publico alargado equivalente a pelo menos 2 milhões de euros.
isso exige cortes no numero de entidades e nos fornecimento externos em pelo menos 25%, do governo, direcções gerais, institutos, empresas municipais, empresas publicas, RTP, Parque Escolar, Banco de Portugal, CP, REFER, IEFP, AICEP, IAPMEI, CGD, etc
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« Ou o OE é aprovado e se gera um clima de menor incerteza….»
a ter em conta o sucedido com o PEC I e o PEc II, a aprovação do OE apenas gerará MAIOR incerteza: não sabe o que se passará, os irresponsáveis permanecem à frente de coisa o que impede qualquer retoma da confiança, nada do que dizem se torna real, permanecerá na obscuridade a real situação financeira do país pois que ainda não foi explicado o que e onde correu mal, a irresponsabilidade e engano não permitirão qualquer recuperação de credibilidade.
Um única certeza acontecerá: os impostos subirão e o rendimento diminuirá.
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Se o PPC perceber alguma coisa de mercados financeiros vota contra o orçamento e apresenta uma lista de cortes de 2 mil milhões por ano (muito fácil).
Desde que disse que poderia votar contra os juros baixaram.
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