E qual é relevância disso para o caso em questão?
21 Outubro, 2010
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Muio francamente se o príncipe tivesse morto à pancada uma mulher das várias que os homens da sua família costumam ter às meis dúzias o tribunal também iria dizer que ele era heterossexual com tendências heterossexuais?
9 comentários
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Oh Helena… Pare lá com essa demagogia.
Por mais que lhe custe admitir, neste caso “O homem mordeu o cão”.
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Helena, bela Helena, é a excepção que exige descrição. A regra é assumida por “default”.
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…se o homicídio tivesse ocorrido na Arábia Saudita, o assassino não teria passado um só dia na prisão”
Pois não.
E se um membro da família real britânica matasse um empregado?
Provavelmente seria um acidente.
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Ó Piscoiso, acha mesmo que essa questão pode colocar-se? Não consegue ver a diferença, pois não? Você disse tudo naquele SE.
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Isto faz lembrar alguns posts que de vez em quando aparecem no Blasfémias. Ex:
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Não, minha santa, o tribunal nada diria porque ser heterossexual é normal, quer queiram ou não. A anormalidade é que é notícia, aliás só por essa razão se compreenderá a presença diária nas tvs do fabiano que faz de primeiro ministro. E sim, a paneleiragem tem tiques fascistas quando não são mesmo os chefes dos partidos fascistas ( fascismo com aquelas camisas todas alinhadas e o paganismo que o define é, como se sabe, na Áustria, na Holanda ou na velha Albion, muito mariconço).
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Cara helenafmatos:
Para julgar este caso, era relevante saber qual o cariz da relação existente entre o arguido e a vítima. Se, mediante os elementos constantes no processo, se provou que a relação era de cariz homossexual, qual é o problema em afirmá-lo? Não consta que o tribunal dizer que uma pessoa é (ou aparenta ser homossexual), mediante os indícios que existem no processo, constitua um crime. É que quem diz a verdade não comete crime algum. Ou estará esta matéria abrangida pelo segredo de Estado ou segredo profissional? Não vamos andar aqui a levantar problemas onde eles não existem. Tiro o chapéu ao tribunal por não ter cedido a pressões (que devem ter sido muitas) e ter condenado o dito princípe como se de um simples cidadão (sem poder nem influência) se tratasse.
PS: se o dito princípe tivesse assassinado uma namorada ou esposa, o tribunal provavelmente não teria de ser tão explícito. Isto porque, nos termos da lei, os factos notórios não carecem de prova.
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O problema, Helena, é que na Arábia Saudita a homosexualidade é crime punido com a pena de morte. Ao contrário do crime de morte. Por isso, este príncipe (na Arábia Saudita há dezenas) preferiu confessar o assassínio do seu criado mas continua a negar ser homosexual…
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Era relevante na medida que o juiz conclui que não há prova que o príncipe tivesse a intenção de matar o empregado.
Só há prova que não se preocupava se o matava ou não.
Essa falta de preocupação foi provada nos “jogos” homossexuais masoquistas que o príncipe praticava regularmente ao empregado. Alguns deles tendo já posto, potencialmente, em perigo a vida do empregado várias vezes.
Got it?
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