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E qual é relevância disso para o caso em questão?

21 Outubro, 2010

«Um porteiro do hotel, que se assumiu como gay, descreveu a relação entre empregado e patrão como “obviamente homossexual”. Dois acompanhantes, Pablo Silva e Louis Szikora, também testemunharam que tiveram encontros de cariz sexual com o príncipe. O seu telefone estava repleto de fotografias de Abdulaziz em posições “comprometedoras”, sustentou a acusação. Por tudo isto, o príncipe “é homossexual, ou tem tendências homossexuais”, concluiu o delegado do Ministério Público»

.

Muio francamente se o príncipe tivesse morto à pancada uma mulher das várias que os homens da sua família costumam ter às meis dúzias  o tribunal também iria dizer que ele era heterossexual com tendências heterossexuais?

9 comentários leave one →
  1. Alexandre's avatar
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    21 Outubro, 2010 11:33

    Oh Helena… Pare lá com essa demagogia.
    Por mais que lhe custe admitir, neste caso “O homem mordeu o cão”.

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  2. João Mendes's avatar
    João Mendes permalink
    21 Outubro, 2010 11:43

    Helena, bela Helena, é a excepção que exige descrição. A regra é assumida por “default”.

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  3. Piscoiso's avatar
    21 Outubro, 2010 12:15

    …se o homicídio tivesse ocorrido na Arábia Saudita, o assassino não teria passado um só dia na prisão”
    Pois não.
    E se um membro da família real britânica matasse um empregado?
    Provavelmente seria um acidente.

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  4. Nuno Castelo-Branco's avatar
    21 Outubro, 2010 12:28

    Ó Piscoiso, acha mesmo que essa questão pode colocar-se? Não consegue ver a diferença, pois não? Você disse tudo naquele SE.

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  5. Miguel Madeira's avatar
    21 Outubro, 2010 13:35

    Isto faz lembrar alguns posts que de vez em quando aparecem no Blasfémias. Ex:

    O “Quem?”

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  6. galaaz's avatar
    galaaz permalink
    21 Outubro, 2010 15:17

    Não, minha santa, o tribunal nada diria porque ser heterossexual é normal, quer queiram ou não. A anormalidade é que é notícia, aliás só por essa razão se compreenderá a presença diária nas tvs do fabiano que faz de primeiro ministro. E sim, a paneleiragem tem tiques fascistas quando não são mesmo os chefes dos partidos fascistas ( fascismo com aquelas camisas todas alinhadas e o paganismo que o define é, como se sabe, na Áustria, na Holanda ou na velha Albion, muito mariconço).

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  7. Motinha's avatar
    Motinha permalink
    21 Outubro, 2010 16:38

    Cara helenafmatos:
    Para julgar este caso, era relevante saber qual o cariz da relação existente entre o arguido e a vítima. Se, mediante os elementos constantes no processo, se provou que a relação era de cariz homossexual, qual é o problema em afirmá-lo? Não consta que o tribunal dizer que uma pessoa é (ou aparenta ser homossexual), mediante os indícios que existem no processo, constitua um crime. É que quem diz a verdade não comete crime algum. Ou estará esta matéria abrangida pelo segredo de Estado ou segredo profissional? Não vamos andar aqui a levantar problemas onde eles não existem. Tiro o chapéu ao tribunal por não ter cedido a pressões (que devem ter sido muitas) e ter condenado o dito princípe como se de um simples cidadão (sem poder nem influência) se tratasse.

    PS: se o dito princípe tivesse assassinado uma namorada ou esposa, o tribunal provavelmente não teria de ser tão explícito. Isto porque, nos termos da lei, os factos notórios não carecem de prova.

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  8. Fernando G. Pereira's avatar
    Fernando G. Pereira permalink
    21 Outubro, 2010 19:46

    O problema, Helena, é que na Arábia Saudita a homosexualidade é crime punido com a pena de morte. Ao contrário do crime de morte. Por isso, este príncipe (na Arábia Saudita há dezenas) preferiu confessar o assassínio do seu criado mas continua a negar ser homosexual…

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  9. TaCerto's avatar
    TaCerto permalink
    21 Outubro, 2010 20:19

    Era relevante na medida que o juiz conclui que não há prova que o príncipe tivesse a intenção de matar o empregado.
    Só há prova que não se preocupava se o matava ou não.
    Essa falta de preocupação foi provada nos “jogos” homossexuais masoquistas que o príncipe praticava regularmente ao empregado. Alguns deles tendo já posto, potencialmente, em perigo a vida do empregado várias vezes.
    Got it?

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