Directo ao Assunto, hoje, às 23h, na RTPN
Embora o texto não tenha sido escrito a pensar no personagem, julgo ser oportuno dedicá-lo ao mui especializado Miguel Noronha:
«Sempre me divertiu a ingenuidade das análises políticas que tudo perspectivam a partir da economia. Alguns “peritos” gostam de referir que Bill Clinton tinha um cartaz no gabinete com os dizeres: “É a economia, estúpido”. Para azar dos que se esforçam por extrair alguns gramas de sabedoria dessa historieta, poucos presidentes norte-americanos foram tão intrinsecamente políticos como Clinton. Salvo em momentos excepcionais, as coisas do Mundo e dos homens nunca foram assim – até as guerras clássicas tiveram causas políticas, como demonstrou Donald Kagan (“On the origins of war”, 1995). As opções políticas podem exteriorizar-se economicamente mas não é por isso que perdem a sua verdadeira matriz: não há uma só decisão formalmente macroeconómica que não seja politicamente motivada. As causas efectivas das opções políticas são políticas também, para além da sua roupagem e efeitos económicos.
Aquilo que se passou antes e durante as várias fases da polémica do acordo para viabilizar o OE pode explicar-se na adaptação à realidade do dito que se tem como preferido de Clinton: é a política, estúpido!»

Hoje vou consolar-me a ver o ilustre Prof. Dr. CAA a malhar na «velha«!….
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Caro Arlindo,
Talvez se engane…
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Os cidadãos do Quatar -não os trabalhadores extrangeiros-, nos seus tempos aúreos (s/ impostos, universidades gratuítas…), alguma vez se preocuparam com o seu sistema político? era uma república, uma monarquia, um protecturado? democracia, ditadura ??? Era para o lado que dormiam melhor…. Essas “perguntas” -qual é o regime político- só aparecem com as crises económicas. Não será? Aqui em Portugal, quando é que se começou a por em dúvida o regime político? Foram ociosos, de barriga cheia, a questionar o sistema político? Aguardo esclerecimento logo às 23:00. Obrigado.
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(…)Aquilo que se passou antes e durante as várias fases da polémica do acordo para viabilizar o OE pode explicar-se na adaptação à realidade do dito que se tem como preferido de Clinton: é a política, estúpido!»
ou então…
como é que Portugal chegou à situação em que se encontra?
foi a politica, estupido!
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Prof. CAA:
Já que não vai me dar essa consolação, e para V. Exª. não ficar atrás do seu amigo Passos Coelho e do próprio recandidato Cavaco, os quais divulgaram doutos pareceres através das «redes sociais» (facebook e twitter), espero sinceramente que o ilustre anuncie em directo e ao vivo na RTPN alguma coisa de substancial através do «orkut»…
Cumprimentos,
Arlindo da Costa
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«análises políticas que tudo perspectivam a partir da economia»
Ainda ontem em conversa com um amigo,
acabava por concluir algo semelhante.
Tantos e tantos economistas a parlar nas TV,
que em verdade verdade, nada conseguem explicar ou demonstrar.
Não foi culpa da ‘economia’, foi culpa das opções da ‘política’.
Mas também, com o carrossel Barroso – Santana – Sócrates, produtos refinados
das novas universidades/ensino do regime, que podia esperar-se?
Lamentavelmente, as universidades da Nação (anterior regime), com Marcelo, foram igualmente incapazes de nos fazer acertar com a política e economia: a questão ultramarina.
Agora, acertaram com a destruição do Estado.
E com o regresso à emigração.
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Ontem e hoje os juros da divida portuguesa não pararam de subir, tendo esta tarde os juros a 10 anos chegado quase aos 6,5%. Este pequeno pormaior, devia-nos estar a preocupar a todos, e principalmente quem tem responsabilidades politicas.
A continuar esta tendencia, mais semana menos semana, estamos a atingir a marca fatidica dos 7%.
A fronteira aberta para a entrada do FMI.
É evidente que os credores não confiam neste governo, e esta historia do engano de 830 milhões de euros(?????) é fatal para a quase inexistente reputação deste governo e deste ministro das finanças. Mas há outra razão, na minha modesta opinião já se vê, que está a por nervosos os mercados: os 25% do eleitorado que vale hoje a extrema esquerda em Portugal e que muito provavelmente no proximo ano irá subir. Isto é inedito na Europa, ou mesmo em qualquer democracia. A vontade dos portugueses é soberana, mas quem empresta o dinheiro não tem nada a ver com isso, e esta situação não vai de certeza ajudar-nos em nada no futuro.
Todos sabemos que quem vive na pobreza ou mesmo na miseria, mas tem direito a voto, é vulneravel a determinado tipo de mensagens populistas, que levam as pessoas a acreditar nos amanhãs que cantam. E aí o FMI pode fazer muito pouco.
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Um bando de incompetentes, se poderá dizer deste governo, não que a malta seja estúpida, que não é, pois bem tira partido do mando para enriquecer em famelga e individualmente, em questão de gestão do País, da fazenda pública, porém, é que dá bota, incompetente, sem carácter, por irresponsável, como o dirá deste presidente do conselho, o nosso primeiro, algum dia, algum advogado mais amigo da verdade, honesto e decente.
E entregues estamos por tempos e tempos, depois do buraco em que nos meteram esse PS e o PSD seu irmão do governo de si mesmos, roubalheira.
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Agradeço a dedicatória. Só acho mal que não terem perguntado ao Manuel Fernandes o que ele achava do OE.
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A esmagadora dos economistas portugueses não têm qualquer ideia de como desenvolver Portugal e resumem-se ou a pedir a redução da despesa pública (o que está certo pois o desperdicio é enorme) ou a defender obrás públicas e gastos em ordenados públicos sumptuosos.
Mas a politica é a economia e vice-versa (pelo menos em 90% das vezes), pelo menos até que a pobreza seja erradicada.
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Cavaco a criticar o nível da discussão na AR e JoanaAmaralDias a relembrar a recusa do apolítico Cavaco em ir à Assembleia prestar contas…
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Tenho pena mas não vejo esse programa.
Não por si, mas não consigo tomar a sério nem a rapariga nem o funcionário PS que o acompanham no programa.
Já tentei, mas quando esses dois falam não me consigo concentrar no que dizem.
Deve ser defeito meu.
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… não é defeito, é feitio 🙂
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Eu gosto do Miguel Noronha.
E, claro que todas as guerras têm causas políticas.
E, claro que, hoje em dia, assumida que está ademocracia como sistema mais que perfeito, toda a política se baseia na visão/opção por um sistema económico: os grandes sistemas políticos fundam-se sobre as grandes filosofias económicas acerca dos poderes e intervenção do Estado na economia: maior ou menor. Se é muito grande, tendemos ao comunismo; se é muito pequena, ao liberalismo puro; se é assim assim, ao Estado Social Europeu.
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