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24 Novembro, 2010
«Regressar ao Liberalismo Clássico», o meu artigo hoje publicado no site da OrdemLivre.org.
11 comentários
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«Regressar ao Liberalismo Clássico», o meu artigo hoje publicado no site da OrdemLivre.org.
É pena o artigo no seu final, vir mais uma vez se confundir o liberalismo politico com a mitologia económica neo-liberal.
O mito/religião neo-liberal assenta na falácia do mercados eficientes que se auto-regulam, num equilibrio de elevado emprego.
Ora isto é uma impossibilidade matemática, devido ao continuo aumento da produtividade que aumenta o desemprego, à continua acumulação de activos pelos mais ricos, que diminui a procura total e aumenta o desemprego, e pela tendência para a especulação financeira que provoca crises bancárias, que a seguir se propagam a toda a economia, aumentando o desemprego.
Assim o mercado a longo prazo tende sempre para desiquilibrios com elevadas taxas de desemprego, decréscimo de salários e fortes recessões.
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Se se pudesse argumentar com liberais, deixariam de existir liberais.
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Que grande confusão vai na cabeça do comentador PMP !!! Safa!!!!!
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será que Rui A. é homem suficiente para ler o primeiro comentário(de PMP)? caso contrário , como será possível contraditar em termos dahrendorfianos?
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Sr. Pi,
A sua cabeça é que não deve ter capacidade de perceber o que eu escrevi. Não seja tonto.
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“Que grande confusão vai na cabeça do comentador PMP !!! Safa!!!!!”
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Ou na sua, Pi Erre.
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O mito do equilibrio geral é das coisas mais estúpidas que alguma existiram em termos de filosofia económica. Pode-se não concordar com a ideia que os mercados estão sempre em perfeito desiquilibrio ou equilibrio dinâmico mas daí a dizer que é confuso é que não passa pela cabeça de ninguém.
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Mas, também, em Portugal isto está mesmo assim. Bizarro e estranho. Até no Cachimbo de Margrite agora deram-lhe para usar a ideologia nazi para atacar os… Alemães e tudo! lololololololol
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Lá vou eu ter que reler o Antero de Quental antes de passar aos enlatados anglófonos. hahahahhahahahahahahahhh
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Bom comentário, PMP. No meio do liberalismo político mete-se mitologia sem qualquer ligação com a realidade.
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Antero, pois claro:
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta…
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo…
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo…
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade…
Interrogo o infinito e às vezes choro…
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
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Mas seria possivel que os liberais politicos, onde me incluo, possam convergir para propostas realistas de reforma do país, sem entrar em tretas de baixar salários ou aumentar o emprego através do aumento do desemprego ?
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Caro Rui A.,
para quem não tem formação em Ciência Política (ou afins) como eu, é um prazer ler um texto tão bem escrito e que denota uma profunda reflexão sobre o tema.
Só tenho pena que o que escreve não seja motivo de uma reflexão mais alargada (e serena) na sociedade portuguesa e que, por exemplo, o PSD ao apresentar o seu projecto de revisão constitucional (onde pára, já agora?) não tenha tido a preocupação de a enquadrar primeiro numa reflexão deste género.
Seria interessante, por exemplo, fazer uma análise crítica da Constituição Portuguesa à luz do que escreve (porque não uma Constituição anotada?). O que corresponde a um “Constitucionalismo Liberal” e o que corresponde a um “Constitucionalismo Social”? Como ficaria depois de expurgada dos seus elementos marcadamente ideológicos e estatizantes?
Note que ainda assim, aos “verdadeiros direitos fundamentais dos cidadãos, que são os de primeira geração (vida, propriedade, liberdade, justiça universal e fundada na lei, etc.)” eu acrescentaria a uma Constituição Liberal a preocupação em dotar a que a sociedade de uma “rede social mínima” (confesso que não sei exactamente qual a formulação não-excessivamente-intervencionista).
Obrigado pela sua reflexão.
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Agradeço as suas palavras, caro António Carlos.
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