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ordemlivre.org

24 Novembro, 2010
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«Regressar ao Liberalismo Clássico», o meu artigo hoje publicado no site da OrdemLivre.org.

11 comentários leave one →
  1. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Novembro, 2010 12:10

    É pena o artigo no seu final, vir mais uma vez se confundir o liberalismo politico com a mitologia económica neo-liberal.
    O mito/religião neo-liberal assenta na falácia do mercados eficientes que se auto-regulam, num equilibrio de elevado emprego.
    Ora isto é uma impossibilidade matemática, devido ao continuo aumento da produtividade que aumenta o desemprego, à continua acumulação de activos pelos mais ricos, que diminui a procura total e aumenta o desemprego, e pela tendência para a especulação financeira que provoca crises bancárias, que a seguir se propagam a toda a economia, aumentando o desemprego.
    Assim o mercado a longo prazo tende sempre para desiquilibrios com elevadas taxas de desemprego, decréscimo de salários e fortes recessões.

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  2. será's avatar
    será permalink
    24 Novembro, 2010 12:17

    Se se pudesse argumentar com liberais, deixariam de existir liberais.

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  3. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    24 Novembro, 2010 12:23

    Que grande confusão vai na cabeça do comentador PMP !!! Safa!!!!!

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  4. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    24 Novembro, 2010 12:24

    será que Rui A. é homem suficiente para ler o primeiro comentário(de PMP)? caso contrário , como será possível contraditar em termos dahrendorfianos?

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  5. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Novembro, 2010 12:30

    Sr. Pi,
    A sua cabeça é que não deve ter capacidade de perceber o que eu escrevi. Não seja tonto.

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  6. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    24 Novembro, 2010 12:33

    “Que grande confusão vai na cabeça do comentador PMP !!! Safa!!!!!”
    .
    .
    Ou na sua, Pi Erre.
    .
    .
    O mito do equilibrio geral é das coisas mais estúpidas que alguma existiram em termos de filosofia económica. Pode-se não concordar com a ideia que os mercados estão sempre em perfeito desiquilibrio ou equilibrio dinâmico mas daí a dizer que é confuso é que não passa pela cabeça de ninguém.
    .
    .
    Mas, também, em Portugal isto está mesmo assim. Bizarro e estranho. Até no Cachimbo de Margrite agora deram-lhe para usar a ideologia nazi para atacar os… Alemães e tudo! lololololololol
    .
    .
    Lá vou eu ter que reler o Antero de Quental antes de passar aos enlatados anglófonos. hahahahhahahahahahahahhh

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  7. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    24 Novembro, 2010 13:59

    Bom comentário, PMP. No meio do liberalismo político mete-se mitologia sem qualquer ligação com a realidade.

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  8. Piscoiso's avatar
    24 Novembro, 2010 14:04

    Antero, pois claro:
    Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
    tronco ou ramo na incógnita floresta…
    Onda, espumei, quebrando-me na aresta
    Do granito, antiquíssimo inimigo…

    Rugi, fera talvez, buscando abrigo
    Na caverna que ensombra urze e giesta;
    O, monstro primitivo, ergui a testa
    No limoso paúl, glauco pascigo…

    Hoje sou homem, e na sombra enorme
    Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
    Que desce, em espirais, da imensidade…

    Interrogo o infinito e às vezes choro…
    Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
    E aspiro unicamente à liberdade.

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  9. PMP's avatar
    PMP permalink
    24 Novembro, 2010 14:54

    Mas seria possivel que os liberais politicos, onde me incluo, possam convergir para propostas realistas de reforma do país, sem entrar em tretas de baixar salários ou aumentar o emprego através do aumento do desemprego ?

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  10. António Carlos's avatar
    António Carlos permalink
    24 Novembro, 2010 15:24

    Caro Rui A.,

    para quem não tem formação em Ciência Política (ou afins) como eu, é um prazer ler um texto tão bem escrito e que denota uma profunda reflexão sobre o tema.
    Só tenho pena que o que escreve não seja motivo de uma reflexão mais alargada (e serena) na sociedade portuguesa e que, por exemplo, o PSD ao apresentar o seu projecto de revisão constitucional (onde pára, já agora?) não tenha tido a preocupação de a enquadrar primeiro numa reflexão deste género.
    Seria interessante, por exemplo, fazer uma análise crítica da Constituição Portuguesa à luz do que escreve (porque não uma Constituição anotada?). O que corresponde a um “Constitucionalismo Liberal” e o que corresponde a um “Constitucionalismo Social”? Como ficaria depois de expurgada dos seus elementos marcadamente ideológicos e estatizantes?
    Note que ainda assim, aos “verdadeiros direitos fundamentais dos cidadãos, que são os de primeira geração (vida, propriedade, liberdade, justiça universal e fundada na lei, etc.)” eu acrescentaria a uma Constituição Liberal a preocupação em dotar a que a sociedade de uma “rede social mínima” (confesso que não sei exactamente qual a formulação não-excessivamente-intervencionista).

    Obrigado pela sua reflexão.

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  11. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    25 Novembro, 2010 13:40

    Agradeço as suas palavras, caro António Carlos.

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