Eurobonds em poucas linhas
6 Dezembro, 2010
O António e a Maria têm uma sociedade, sendo óbvio que não se entendem e que têm interesses muito distintos nessa sociedade. Nota-se que a Maria é que paga as contas e que as dívidas pessoais do António excedem o razoável. A sociedade do António e da Maria pediu um empréstimo. Quem é que os futuros credores deve exigir que seja o responsável legal pelo pagamento da dívida: o António e a Maria separadamente, apenas a Maria ou a sociedade constituida pelos 2?
25 comentários
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JM,
Você insiste que a economia de um país ou de um bloco como a Zona Euro é como uma empresa familiar ou um mercado de feira, mas não é de todo por causa dos impostos !
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Um país funciona com moeda-estado (fiat-money) e o euro também pode ser, mas inda não é totalmente uma moeda-estado, pois não existe um emissor unico do euro e de divida publica.
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A vantagem do “fiat-money” é que não necessita de materiais precisos ou outros para ser emitida pelos estados. Basta-lhe que seja imposta a sua aceitação como meio de pagamento no comercio, no pagamento de dividas e principalmente como unica forma de pagamento de impostos ao estado (aqui é que está a força e a simplicidade do fiat-money).
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Assim um estado que quer construir uma estrada e uma feira para permitir que o sector privado possa mais facilmente se deslocar á feira para comprar e vender os seus produtos, contrata um empreiteiro que faz a estrada e recebe fiat-money do estado. A seguir o empreiteiro compra bens e serviços ao sector privado, e paga impostos, e no fim do ano tem algum lucro e paga impostos.
Assim o fiat-money pago pela estrada propga-se a todo o sector privado e acaba destruido no estado em impostos ao fim de algum tempo.
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Assim todos ganham pelo seu trabalho ou a fazer estradas para o estado ou a vender produtos aos que fazem estradas para o estado.
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Oi,
Eu adicionei o seu blog na Central Ceticismo. Esse site reúne em um só lugar, todos os melhores sites sobre ceticismo, ateísmo, ciência e evolucionismo. De forma que o usuário possa ter um acesso fácil à atualização dos sites listados, sem necessitar recorrer um a um na busca por novos posts.
Se possível, façamos uma parceria, com divulgação mútua de banners.
abrs,
Central Ceticismo
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Não sei se essa foi bem conseguida…
No mundo real o credor vai bater à porta onde a probabilidade de reaver o seu dinheiro é mais certa e mais rápida. Vai ter com a Maria.
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Curiosamente a Maria parece muito interessada em manter a sociedade. Parece que a sociedade com o António também lhe traz vantagens, mesmo com as dívidas do António. Será que o coração económico da Maria tem razões que a razão de quem está de fora desconhece?
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que paguem os prof.s do ensino superior. são mais que os ratos(estou com o PMP)
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“A sociedade do António e da Maria pediu um empréstimo” Ela (singular) sociedade pede algo, ela sociedade deve responder pelo que pede. Os sócios (plural) só o são porque assim decidiram ser.
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Um país/estado não se rege pelas mesmas regras economicas de uma empresa, por causa do estado ser o emissor da moeda e por causa dos impostos.
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O resto nem vale a pena discutir sem se entender o básico.
Vão estudar o que é o fiat-money, mas não confundam com o crédito bancário.
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««O resto nem vale a pena discutir sem se entender o básico.»»
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Para discutir não será necessário entender o post?
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Cheira-me que esta pergunta tem rasteira… Aguarda-se o post com a resposta à pergunta.
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Eu não preciso estudar o que é o “fiat-money”, afinal, o caso proposto por João Miranda não é assim um Zimbábue! Mesmo com o poder de imprimir papel a qualquer título, tanto um país/estado quanto o António, quando gastam mais do que tem, são garfados pelos bancos central e/ou privado.
Caro João Miranda, vós expondes A armadilha para o próximo passo: a perda de autonomia política dos estados dessa famigerada União Européia. Ou seja, a Maria paga a dívida, mantem a sociedade, mas manda sozinha na coisa toda.
Passo esse inscrito , para mim, na mesma agenda que eliminou completamente a autonomia familiar contra o Estado – feminismo, divórcio, aborto, casamento homossexual, etc.
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Melhor seria fazer um desenho senhor postante!…O seu português é uma miséria…e andamos nós a pagar propinas dos nossos filhos para engordar prof.s ignorantes
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Exercício meramente académico já que a senhora Merckl não quer eurobonds
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O problema pode ser resolvido com um conselheiro matrimonial.
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à sociedade. e a Maria devia ter mais cuidado . o António já devia ter um historial jeitoso antes da Maria e ele se tornarem sócios ( as mulheres sempre a acharem que os homens mudam …)
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O António deve, com certeza, ser defenestrado, mais tarde ou mais cedo.
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JM,
O titulo do seu post, é eurobonds em poucas linhas, por isso pensei que se referia à comparação de uma hipotética emissão de divida publica em euros por uma entidade supranacional da zona euro, com a divida de pessoas e empresas.
A comparação entre um estado e uma empresa ou particular é totalmente errada sob o ponto de vista económico, por isso não é possivel tirar conclusões de uma lado para o outro.
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A minha opinião é de que o euro como está desenhado (desenhado por crentes neo-neo-liberais) é uma parvoíce que não beneficia ninguém.
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O euro só poderá funcionar se a emissão de divida publica em euros for feita por uma unica entidade supranacional e se o BCE tiver um duplo mandato de inflacção moderada e baixo desemprego como nos EUA, UK, Australia, Canadá, etc. (todos estes paises são liberais)
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Outra hipótese que li à pouco num comentário no Cachimbo M. é a Alemanha sair do euro, e emitir novos marcos (1 para 1) e deixar o euro desvalorizar pelo menos uns 25% (paridade com o dolar)
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Com a promiscuidade que grassa, provavelmente seria melhor analisar priomeiro as relações mais íntimas entre o António e a Maria.
O post só mostra como eles se f**** nas relações empresariais, não mostra na intimidade. E de há algum tempo para cá, esse parece ser o factor mais importante nas relações entre a economia e os cidadãos e entre os países poderosos e os mais fracos da Europa.
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Colocam-se portanto posts para estimular a capacidade intelectual dos comentadores.
Há que entender o post para comentar o post.
O post é sempre supremo, dogma inabalável.
Não serão portanto permitidos paradoxos ou assimetrias ao post, à priori excelentemente formulado pelo autor do mesmo.
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Boa pergunta para fazeres ao Rendeiro do BPP, ou então o Vale de Azevedo, que passou pela Buenos Aires, agora a São Caetano , – forma ou licencia novos “artistas de variedades”
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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=457335
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O Banco Central Europeu (BCE) voltou hoje a comprar títulos de dívida pública de Portugal e da Irlanda. A intervenção do BCE nos mercados de dívida representa mais uma tentativa do banco central em travar a escalada dos juros destes países e, ao mesmo tempo, devolver alguma confiança ao mercado.Nesta altura, o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos subia até aos 6,102%, depois de ter encerrado nos 6,077% na passada sexta-feira. No mesmo sentido, a ‘yield’ das OT irlandesas com a mesma maturidade avançava até aos 8,195%.
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Afinal o BCE também pode comprar divida pública às segundas-feiras sem que os deuses dos mercado perfeitos e eficientes mandem castigos divinos.
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Fico à espera que o Piscoiso (único à altura) perceba o poste para não responder como o JM quer… é que aquela preposição não se coloca numa empresa …
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Está-lhe a custar assim tanto a actual realidade europeia?
ah, ah: temos pena!
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Estou farto de rir porque – precisamente – fartei-me de emprestar dinheiro a um casal como esses mesmos nomes (António e Maria).
Falta acrescentar a parte menos engraçada: ambos perderam os empregos (e não estão minimamente interessados em arranjar outros), e eu fiquei sem ver um cêntimo do que emprestei…
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Vamos mas é ajudar a Alemanha a sair do Euro, e retornar a uma verdadeira moeda forte, o MARCO alemão que sirva de farol ao capitalismo liberal europeu.
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Isso sim é que era uma decisão de mulher da Angela Merkel. Sem medo dos PIIGS.
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Isto do Euro é para fracos.
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