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Salário mínimo: porque existe e sobrevive?

6 Dezembro, 2010

Para os trabalhadores com emprego, é uma forma de  afastar concorrentes mais novos.

Para as empresas, é uma barreira à entrada de concorrentes. Os concorrentes não podem concorrer com base no custo do trabalho (mais elevado nas empresas envelhecidas e mais baixo nas novas empresas).

É por esta razão que os chamados “parceiros sociais” concordam com a manutenção de um salário mínimo. Os trabalhadores desempregados e as empresas que não chegam a ser criadas não estão representadas na chamada “concertação social”.

Por outras palavras, o salário mínimo é uma barreira à entrada de concorrentes que agrada a todos os instalados na vida.

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53 comentários leave one →
  1. PMP permalink
    6 Dezembro, 2010 11:38

    Existe investigação sobre o tema do salário minimo desde o inicio do século XX ou antes.
    Todo o mundo moderno tem salário minimo.
    Conclusão patusca dos neo-neo-liberais : não deve haver salário minimo !
    .
    Sem salário minimo e sem “estabilizadores automáticos”, o sistema capitalista inviabiliza-se a si próprio, por causa da diminuição da procrura agregada.
    Se a fisica ou a quimica fosse com esta economia neo-liberal, ainda não sabiamos que os elementos se podiam classificar numa tabela periodica.
    .
    Está demonstrado até pelos neo-liberais/monetaristas (menos tontos que os neo-neo) que o salário minimo foi benefico, pois é um mecanismo que mantém a procura total mais alta que sem salario minimo.

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  2. 6 Dezembro, 2010 11:43

    ó jm, um dia quando acordar vai ver que o seu liberalismo em teoria é perfeito mas na prática não funciona. sem salario minimo iriam aparecer milhentes empresas e milhentos postos de trabalho a 350 euros/mes e logo a seguir milhentas pessoas iam a correr atrás desses lugares… acorde! a sua teoria é perfeita mas na sua base é corroida por 2 factores: a informação desigual entre os agentes/empresas e o poder oligopolista das grandes empresas.

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  3. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:43

    ««Existe investigação sobre o tema do salário minimo desde o inicio do século XX ou antes.»»

    Não é preciso muita investigação. Basta um gráfico da oferta e da procura.

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  4. Portela Menos 1 permalink
    6 Dezembro, 2010 11:44

    Aqui vai um repeat para não perder muito tempo:

    Como é que é possível continuar a sustentar empresas e uma economia baseadas em custos salariais baixos? para concorrer com a China?
    o miserável salário mínimo até poderia ser ajustado à economia portuguesa mas, num contexto de União, a moeda única está construída à imagem e semelhança do Marco alemão; querer comparar o desempenho de GESTÃO E ORGANIZAÇÃO Empresarial entre Portugal e Alemanha é o mito dos neo-liberais.

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  5. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:44

    ««Sem salário minimo e sem “estabilizadores automáticos”, »»

    Por acaso o salário mínimo bloqueia os estabilizadores automáticos. Impede que o preço do atrabalho se ajuste a quedas na procura.

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  6. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:46

    ««Está demonstrado até pelos neo-liberais/monetaristas (menos tontos que os neo-neo) que o salário minimo foi benefico, pois é um mecanismo que mantém a procura total mais alta que sem salario minimo.»»
    .
    Isso é falso. Salário mínimo causa desemprego. Desemprego reduz a procura agregada. Eventual aumento do salário dos que permanecem empregados não compensa desemprego.

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  7. Carlos Duarte permalink
    6 Dezembro, 2010 11:47

    “Para as empresas, é uma barreira à entrada de concorrentes. Os concorrentes não podem concorrer com base no custo do trabalho (mais elevado nas empresas envelhecidas e mais baixo nas novas empresas).”

    Caro JM, esta passou-me ao lado… se o custo do trabalho é maior nas empresas mais antigas, então como é que o salário mínimo impede a entrada de novos concorrentes? Nas empresas mais antigas tem, por norma, pessoal a ganhar ACIMA do salário mínimo devido a ajustes salariais normais. As empresas “novas” poderiam sempre pagar “apenas” o salário mínimo e serem mais competitivas por essa via… Não comece agora a confundir o despedimento individual (que favore as novas empresas) com o salário mínimo (que afecta as empresas ao mesmo nível de VA por igual).

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  8. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:47

    SM,
    Dei-lhe um argumento no post para mostrar que o salário mínimo fortace a assimetria (incluindo assimetria de informação) entre insiders e outsiders, fortalecendo eventuais oligopólios.

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  9. PMP permalink
    6 Dezembro, 2010 11:49

    JM,
    Se a procura baixa as empresas despedem gente e a procura torna a baixar, e as falências aumentam e o desemprego sobe mais, criando um ciclo depressivo.
    .
    Isto foi percebido em 1933 !
    .
    Com os deficits publicos, incluindo os subsidios de desemprego, a procura estabiliza e a recessão estabiliza, permitindo ao sector privado recomeçar a expandir.

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  10. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:49

    ««Caro JM, esta passou-me ao lado… se o custo do trabalho é maior nas empresas mais antigas, então como é que o salário mínimo impede a entrada de novos concorrentes?»»
    .
    Porque as novas empresas não podem oferecer salários abaixo do mínimo. O salário mínimo é fixado pelas empresas antigas e é aquele que elas podem suportar. Ninguém pode entrar no mercado pagando salários mais baixos.

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  11. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:50

    ««Se a procura baixa as empresas despedem gente e a procura torna a baixar, e as falências aumentam e o desemprego sobe mais, criando um ciclo depressivo.»»
    .
    Parece-me um argumento contra o salário mínimo, dado que este cria desemprego. Desemprego baixa a procura etc etc

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  12. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 11:56

    Portela menos 1,
    .
    A economia não é o resultados dos nossos desejos. Não se pode optar por uma economia de salários baixos ou por uma economia de salários altos. As coisas são como são. Nenhum país chega aos salários elevados por decreto.

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  13. Bulimunda permalink
    6 Dezembro, 2010 12:00

    DEFENDE ENTÃO QUE UM PROFESSOR UNIVERSITÁRIO GANHE 45O EUROS MÊS DURANTE 10 ANOS OU MAIS? É QUE COMO EXISTEM MUITOS CANDIDATOS ..E OS QUE LÁ ESTÃO FALAM DO PÚLPITO…
    O salário mínimo é algo que nem devia ser questionado..sabe o que é viver com menos de 500 euros? Eu contacto com muita dessa gente de forma indirecta…não imagina…e ase assim porque não pagar em géneros ou mesmo como na idade média o patrão dormir com a operária na 1ª noite após o casamento…o senhor feudal era assim que fazia…tradições que se deviam ter mantido..como as 20 horas de trabalho, o dias de férias por ano…e despimentos selvagens…Ah Charles Dickens tu sim descreves-te os tempos em que a felicidade do Oliver Twist era um exemplo a seguir..que grandes esperanças que esses tempos voltem…

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  14. Bulimunda permalink
    6 Dezembro, 2010 12:02

    A loucura colectiva é uma das piores coisa que pode acontecer à sociedade…e ela está aí outra vez a tocar á porta..
    http://bulimunda.wordpress.com/2010/11/30/frase-dos-tempos-que-correm-2/

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  15. PMP permalink
    6 Dezembro, 2010 12:04

    JM,
    O salário minimo não cria desemprego a longo prazo. Isso está provado.
    A razão fundamental é que sem salário minimo as empresas tenderiam a pagar cada vez menos e assim o rendimento total desceria e a procura total também, o que causaria desemprego.
    Essa foi a situação no sec. XIX com a revolução industrial.

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  16. Tony permalink
    6 Dezembro, 2010 12:12

    se 500 euros são um entrave então todas as empresas que não podem pagar isto devem falir são empresas achinesadas não dá nem para a prestação da casa e depois faz como Salazar dizia comam pedras

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  17. Portela Menos 1 permalink
    6 Dezembro, 2010 12:13

    JM, “Não se pode optar por uma economia de salários baixos ou por uma economia de salários altos”
    O meu ponto é mais em termos de Organização e Gestão de 90% do tecido industrial português (micro/pequenas/médias empresas) e não das do tipo PSI20, ié, como podem empresas como a AuroEuropa pagar o que pagam? – porque, como mais umas dezenas de empresas, têm gestão moderna, transacionam produtos added value e, mais importante, têm UMA CULTURA DE RESPEITO PELOS SEUS TRABALHADORES, conceito que não faz parte do dicionário dos liberais radicais.

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  18. Daniel Marques permalink
    6 Dezembro, 2010 12:13

    “Isso é falso. Salário mínimo causa desemprego. Desemprego reduz a procura agregada. Eventual aumento do salário dos que permanecem empregados não compensa desemprego.”
    De acordo com a wikipedia o consenso anterior entre economistas relativamente a que o salario minimo cause desemprego tem vindo a ser desmentido por estudos empiricos. A situacao ja nao e’ tao consensual… Economia nao eh fisica…

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  19. JoaoMiranda permalink*
    6 Dezembro, 2010 12:15

    ««De acordo com a wikipedia o consenso anterior entre economistas relativamente a que o salario minimo cause desemprego tem vindo a ser desmentido por estudos empiricos.»»

    Explique lá, do ponto de vista teórico, como é possível um estudo empírico desmentir a lei da oferta e da procura.

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  20. Outside permalink
    6 Dezembro, 2010 12:16

    Para um post algo surreal deixo aqui SIMPLES questôes:
    1. Tem noção do que é (sobre)viver com 500 euros mensais, com filhos, com renda, com as despesas inerentes a fazer parte desta sociedade ? Sem hortas no logradouro e sem tachos profissionais.
    2. Propõe óbviamente? duplo horário laboral, trabalhos acumulativos portanto para esses priveligiados que auferem os 350 euros.
    3. Sem alma nem coração, não haverá sociedade que vingue.

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  21. PMP permalink
    6 Dezembro, 2010 12:28

    JM,
    A lei é da procura e da oferta. Essa é a relação da causalidade.
    A economia não pode ficar no sec. XIX. Tem de evoluir como o resto do conhecimento.
    A economia é um sistema altamente complexo, não-linear e por isso altamento dependente das setas de causalidade e altamente dependente de passos inter-temporais.
    .
    A simplificação dos New Classics e hoje dos neo-neo liberais que fazem a analogia da feira na economia é como se na fisica nunca tivesse existido a relatividade ou os quanticos.

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  22. 6 Dezembro, 2010 12:33

    Voilà.

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  23. 6 Dezembro, 2010 12:37

    Sim, de um ponto de vista grosseiro é isso mesmo. Mas é controlado e assumido. O salário mínimo impede que a concorrência pelo posto de trabalho se faça ao nível da sobrevivência. Quem tiver que ir ao nível da sobrevivência para ser competitivo, terá que ser assunto para o colectivo resolver e habitualmente é por meio de subsídios. Tens razão em quase tudo, mas faltava esta parte.

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  24. Ricciardi permalink
    6 Dezembro, 2010 12:41

    «Para as empresas, é uma barreira à entrada de concorrentes. Os concorrentes não podem concorrer com base no custo do trabalho » JM
    .
    Excelente argumento. Abolir o salario minimo é um convite à concorrencia. Manter o salario minimo é uma barreira à entrada.
    .
    Eu diria mais… é uma barreira excelente à entrada de novos negócios assentes no baixo valor acrescentado.
    .
    Que diabo. Porque é que será que os Alemães, Japoneses, Holandese, Americanos, tendo salarios tão elevados conseguem ter empresas?
    .
    Um mistério…
    .
    RB

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  25. 6 Dezembro, 2010 12:42

    O salário mínimo apenas impede o dumping pessoal. Considerando que há um mínimo de dignidade nas pessoas. Poderá haver quem ache que o mínimo para qualquer pessoa é apenas a alimentação mínima para a manter viva. Felizmente a maioria dos portugueses tem uma visão diferente da pessoa humana.

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  26. Farroscal II permalink
    6 Dezembro, 2010 12:48

    Existe um gajo muito estupido aqui no Brasil que se chama Lula. Não é que o idiota dobrou o salário mínimo em menos de 5 anos. O estupido nem se toca no que fez… fez o Brasil se atrasar ainda mais, fez o Brasil perder competitividade, fez o Brasil ser o país mais penalizado pela crise mundial. Aliás o aumento de consumo que se verificou é apenas um mito… um boato. As empresas estão todas falidas e o desemprego aumenta todos os dias.
    Eu não sou propriamente adepto de politicas de esquerda mas também não queiramos ser completamente tapados.
    Porque é que nós portugueses continuamos a querer inventar a roda se ela já foi inventada há tanto tempo? mesmo que se queira dizer que o salário minimo atrapalha a competitividade das empresas, não deixa de ser verdade que se eu quero ter uma sociedade de consumo tenho que ter quem consuma. Se eu abolir o salário mínimo o poder de compra vai baixar automáticamente pois os patrões nunca irão pagar salários justos. Preferirão aumentar os seus lucros. Aí é que seria o colapso do capitalismo. Era voltar à época da revolução industrial. Deixemo-nos de utopias. Ou será que o autor do post defende que a igualdade e os direitos a uma boa vida é só para alguns?

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  27. PMP permalink
    6 Dezembro, 2010 12:56

    O problema do salário minimo é muito importante quer em termos gerais macro-economicos quer para tentar encontrar soluções para o país.
    .
    Tem muito a ver também com o facto de portugal gastar 2500 milhões de euros por ano de ajudas ao emprego e formação profissional (fora os subsidios e rsi).
    .
    Será que com 2500 milhões de euros por ano não se poderiam criar empregos produtivos por exemplo na floresta e agricultura ?

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  28. Carlos permalink
    6 Dezembro, 2010 12:59

    JM,

    Quer montar uma empresa pagando a alguém 350€?
    Tente um regime de prestação de serviços, a recibos verdes.
    Se a pessoa não aceita esse sistema… é a lei da oferta e da procura.

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  29. jones permalink
    6 Dezembro, 2010 13:02

    o salário minimo é uma barreira sim, mas não aos” instalados da vida” (quem é que se instala na vida com um ordenado mínimo?) , é uma barreira a que muita boa gente explore outras pessoas ao nível da semi-escravatura do sec XIX.

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  30. 6 Dezembro, 2010 13:19

    Já agora: se houver um rendimento universal que assegure o mínimo, já se poderia prescindir do salário mínimo.

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  31. Carlos Duarte permalink
    6 Dezembro, 2010 13:50

    “Porque as novas empresas não podem oferecer salários abaixo do mínimo. O salário mínimo é fixado pelas empresas antigas e é aquele que elas podem suportar. Ninguém pode entrar no mercado pagando salários mais baixos.”

    Caro JM, Vc. parte da falácia que as empresas “antigas” pagam todas a salário mínimo. Não pagam! Por norma pagam ACIMA do salário mínimo, por via das actualizações salariais. Junte isto à incapacidade para o despedimento individual por incompetência não-dolosa e quem sai prejudicado são as empresas antigas, não as novas.

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  32. Bovino permalink
    6 Dezembro, 2010 13:51

    A “lei da oferta e da procura” e o argumento deste toto…e um gajo e suposto bater plaminhas a estes cromos?

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  33. quim-da-loja permalink
    6 Dezembro, 2010 14:12

    Claro que até daria para concordar com o sr. JM, fosse, o salário mínimo de que se fala, de € 1.000 ou € 1.500… agora, com um “valor simbólico” de < €500… deixem-me rir.
    Sim, num país aonde já, e há muito tempo, se cobra € 20, por uma fotocópia/autenticação notarial, salários de € 500 não fazem mais sentido (exemplo de muitos outros incontáveis e ridiculamente desproporcionados custos a que não podemos fugir).
    O que também não faz qualquer sentido é, precisamente, o oposto a este, o salário máximo não ter limites. Esse sim! Descaradamente obscenos e não justificados, nem pelos mercados nem pelos currículos, causadores dos exagerados custos de bens essenciais ao nosso quotidiano e, em particular, à produção, como a energia eléctrica, os combustíveis, a água, os transportes e "brisas", a banca, a justiça, até como os próprios impostos, etc., etc., … e muitos outros, inflacionados por simpatia ou reflexo daqueles.
    Sobre isto não se opina… não fica bem, vai afectar muitos "afectados"… pois é!
    Deve-se é continuar a "bater no ceguinho", é forçar e insistir no mesmo apelo à morte do “famigerado salário mínimo"… como só disso se compusesse o custo dum produto, como se não existissem, já, alternativas e muitas para iludir o actual mercado do trabalho.
    E o rega-bofe continua!

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  34. 6 Dezembro, 2010 14:18

    No limite, sem o salário mínimo até se trabalha à borla, só para satisfazer o João Miranda.

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  35. Por outra permalink
    6 Dezembro, 2010 14:39

    Salário mínimo é uma chatice, impeditiva de a exemplo da Idade Média haver trabalhadores esfomeados, agradecidos de, simplesmente, trabalharem de graça.

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  36. Daniel Marques permalink
    6 Dezembro, 2010 14:57

    “Explique lá, do ponto de vista teórico, como é possível um estudo empírico desmentir a lei da oferta e da procura.”
    Caro JM,
    Leis economicas nao sao leis da natureza sao conceitos teoricos baseados em assumpcoes. Aplicando a lei da oferta e da procura ao salario minimo temos que o ponto de equilibrio sera onde as 2 curvas se intersectam. Se o salario minimo esta acima do preco de equilibrio temos que havera mais procura que oferta de trabalho ou seja desemprego. Nao eh necesario ser de um intecto muito elevado para ver as falhas deste modelo sendo a mais relevante que o trabalho nao e’ uma simples commodity e outros a rigidez do mercado laboral e a assimetria de informacao. O modelo teorico de procura e oferta nao pode ser assim ser aplicado de forma simples e directa ao mercado de trabalho. Como disse ha estudos empiricos que mostram que nao eh universal que o salario minimo crie desemprego. Devolvo-lhe a pergunta: se ha estudos que falsificam as conclusoes de lei da oferta e da procura quando aplicadas ao mercado de trabalho como pode ser esta lei considerada universal?

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  37. Daniel Marques permalink
    6 Dezembro, 2010 15:07

    Outra pergunta: Porque ha desemprego em pleno emprego (posicao de equilibrio no mercado de trabalho)?

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  38. PMP permalink
    6 Dezembro, 2010 15:17

    A lei é da Procura e da Oferta, essa é a relação de causalidade num sistema capitalista monetário, com Estado, empresas, consumidores e financiadores.
    Isto quer dizer que para um nivel determinado de procura total o sistema capitalista acerta a oferta num tempo relativamente curto, mas não instantâneo.
    A procura total é a soma da procura do estado, mais o consumo e o investimento do sector privado.
    A procura total determina o emprego e os salários em função da tecnologia e do investimento já realizado.
    .
    Mas o problema é que o pseudo-equilibrio que se gera entre procura e oferta e emprego e salários é instável e sujeito a choques, como por exemplo uma crise financeira como a de 2008.
    .
    Esse choques provocam diminuição do consumo por via do medo o que amplia a crise e gera desemprego, criando um ciclo vicioso.

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  39. Outside permalink
    6 Dezembro, 2010 15:21

    Por outra ou seja que grande demagogia diria sem saber bem ao que venha a jusante não interessa desde que a motante nem o mínimo necessário se mantenha porque felicidade e alegria é ter trabalho/ordenado garantido, nos mínimos e nas profundidades do aceitável pela sociedade, em conformidade com o empreendedor empresário que arrisca o seu, apenas o seu qual mecenas altruista para o qual o mínimo é inaceitável, apenas é legislável e obrigatório que tormento para aquele que forma/cria empresa onde há-que pagar infelizmente a mão-de-obra inerente à funcionabilidade do negócio.

    Querem estórias e ficções, criatividade e lirismos ?
    É só pedirem porêm como no paradoxo, não haverá dinheiro que pague tal produção.

    Não sabem o que é trabalho ! Só entendem o “emprego” de tal termo.

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  40. Outside permalink
    6 Dezembro, 2010 15:24

    Propõe a abolição do salário mínimo ?
    Aceite a requisição sob garantia de eficiência e justiça da mesma em ambas as partes .

    O QUE PROPÔE ?

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  41. da Costa permalink
    6 Dezembro, 2010 16:26

    Para muitas dezenas de milhares de portugueses, é o salário nosso de cada mês.
    Custa-me a entender como muitas das nossas empresas ( ou fusecas)
    não conseguem dar um aumento de 28 cêntimos por dia a cada um dos seus trabalhadores. Em contrapartida, há empresas povoadas por parasitas que no final do mês recebem um gordo cheque e a sua produtividade é muitas vezes duvidosa. Quem não puder pagar uma bica de dois em dois dias a cada um dos seus funcionários, é melhor fechar as portas pois não tem futuro.

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  42. Arlindo da Costa permalink
    6 Dezembro, 2010 16:43

    Eu gostava de ter um empregado como o Dr.João Miranda.
    Ia-me custar pouco.
    Fico sempre admirado com gente que vende a sua «força de trabalho» por tão pouco.
    Felizes os pobres de matéria…

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  43. Fincapé permalink
    6 Dezembro, 2010 16:57

    “Salário mínimo: porque existe e sobrevive?”
    Huuuummmm! Vamos lá pensar! Esta é difícil!
    Sei, lá! Na realidade, o facto de não se poder oferecer ao trabalhador meia tigela de arroz, para competir com os chineses que oferecem uma inteirinha, dificulta um pouco a economia portuguesa!
    Talvez para tentarmos ser civilizados!? Esta coisa antiquada ainda interessa a meia dúzia de fanáticos!
    Talvez para obrigar as empresas a procurar trabalho qualificado e a modernizar-se!? Coisa absolutamente desnecessária se de forma tão fácil se puder dar a tal meia tigela de arroz.
    Talvez para chatear os patrões que têm de dispor de três ou quatro meses de rendimento para comprar um Ferrari, quando o poderiam comprar num único mês?!
    Conclusão: de qualquer mneira, obriga-se os indígenas a gastar o pouco cérebro que resta a procurar soluções para a economia, quando há medidas tão fácei ao alcance de qualquer um.

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  44. Hugo SS permalink
    6 Dezembro, 2010 16:59

    A evolução da sociedades em termos morais é uma lástima, é uma autentica vergonha, nos dias de hoje ainda se defender a escravatura é completamente incompreensível. No limiar do liberalismo estamos a falar de trabalhar sem qualquer direito…. Acho que quem defende isto devia ser “preso” porque a determinada altura estamos a falar de usurpação das pessoas.

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  45. anónimo convicto permalink
    6 Dezembro, 2010 19:29

    João Miranda,

    Você vive com o salário mínimo? Se não vive, porque teima em dizer que é possível viver abaixo do salário mínimo? Se por um acidente cósmico, as leis deste país permitissem tamanha escravatura, só haveria duas soluções para as suas “cobaias” da experimentação neo-liberal: ou engrossavam as fileiras do crime, ou imigravam. Que belo “Mengele”da sociologia você não daria!

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  46. 6 Dezembro, 2010 21:16

    Aqui, no Blasfémias, há um post que convém recordar: A crueldade do salário mínimo.
    Por coincidência, retomei o mesmo caso no meu blogue ontem, actualizando-o com informação mais recente no post Salário mínimo e Samoa americana que termina com duas perguntas: será que nunca mais aprendemos? Inclusive certa espécie de economistas?

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  47. Bulimunda permalink
    6 Dezembro, 2010 21:39

    O retrato do nosso tempo…all fake…all…

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  48. maurio permalink
    6 Dezembro, 2010 21:48

    Será que em Portugal, o salário mínimo já não dá mesmo para um trabalhador sobreviver? No Brasil com a mercearia mais de três vezes mais barata? O salário mínimo já vai em metade ( 230 euros )! Será que não dá mesmo para espremer mais? Será que os trabalhadores vão começar a cair de inanição no posto de trabalho, podendo com isso estragar as máquinas e parar a produção dando prejuízo de milhares de euros. Com os bens de primeira necessidade subindo de preço quanto é que dará para tornar o salário do trabalhador braçal mais competitivo, será que ele com trezentos euros podia sobreviver?
    Recorde-se que o primeiro salário mínimo correspondia ao salário equivalente ao necessário para alimentar um casal de escravos com dois filhos, normalmente um dos filhos morria antes de poder trabalhar pelo que só sobrevivia um para o patrão/dono não empobrecer pois quando o escravo morria já havia uma peça nova para o substituir. O rendimento da escrava era quase nulo pois perdia seu tempo cuidando dos filhos. Mas hoje em Portugal a mulher trabalha e o estado toma conta das crianças nas escolas, portanto ainda dá para pagar menos?
    Mas aqui vai um pouco de história. Pode ser que incentive alguém a pesquisar como é que se vive com o salário mínimo? Como se alimenta essa gente? Recordar é sobreviver!!!!
    http://www.uni-vos.com/opiniao1.html
    “Portanto, o fim da escravidão não se deu por um surto de solidariedade e compaixão que se abateu sobre a consciência da humanidade. Longe disso! Na verdade, o sistema escravista terminou porque passou de algo extremamente lucrativo para algo extremamente oneroso; além de ultrapassado e incompatível com o sistema capitalista que, a passos largos, tornava-se hegemônico no mundo inteiro a partir do século XIX. Por mais paradoxal que possa parecer, a alternativa do trabalho assalariado (também chamado ideologicamente de trabalho livre, e condição sine qua non para o sistema capitalista) era muito mais barato e proporcionava uma possibilidade de exploração muito maior e mais eficaz do que o trabalho escravo.
    Na escravidão, o escravo era uma mercadoria e todo o seu trabalho tem a aparência de trabalho não-pago; já que ele não recebe pagamento algum, e sua subsistência é garantida com parte daquilo que ele mesmo produz durante sua jornada de trabalho. Ao contrário, no trabalho assalariado, cria-se a ilusão de que o trabalho está sendo pago quando, na verdade, o salário é apenas o pagamento em dinheiro do mínimo necessário para que o trabalhador se mantenha vivo e consiga reproduzir sua força de trabalho no dia-a-dia. “No primeiro caso, a relação de propriedade oculta o trabalho do escravo para si mesmo; no segundo, a relação monetária dissimula o trabalho gratuito do assalariado.” (Marx)

    Mesmo sabendo-se que os escravos eram mantidos em condições subumanas, é preciso reconhecer que essa manutenção gerava um custo para os seus proprietários. Esses custos eram necessários e inevitáveis para que a mercadoria escravo não se deteriorasse antes que ele compensasse o investimento feito, no ato de sua compra, pelo seu senhor. Portanto, mesmo que de forma precária e desumana, os Senhores eram obrigados a vestir, dar moradia (as senzalas), cuidar da saúde (despesas com médicos e remédios) e alimentar seus escravos.
    Sendo assim, a substituição do escravo pelo trabalhador assalariado representou não só a possibilidade real e concreta da diminuição drástica desses custos, como também a transferência desses mesmos custos para o próprio trabalhador. Além disso, liberou o grande montante de dinheiro gasto na compra de escravos, para a aquisição de máquinas, matérias-primas, terras, etc. Ou seja, paga-se um salário para o trabalhador que mal serve para suprir suas necessidades mais básicas, e coloca-se sobre o seu corpo esquálido a responsabilidade de, com esse salário, morar, vestir, alimentar-se, cuidar da própria saúde, etc. Em outras palavras, o advento do trabalho livre significou a “liberdade” do trabalhador de morrer por conta própria. Como escreveu Marx em seu livro: Manuscritos Econômico-Filosóficos:”

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  49. carlux permalink
    7 Dezembro, 2010 00:35

    Ouvi esta conversa a dois patrões, e já lá vao uns 10 anos: “Então pá, como vai o negócio? Safas-te?”, a resposta foi: ” Uns dias melhor, outros pior, mas sabes como é, PARA A GENTE VAI CHEGANDO!…” Delicioso conservadorismo egoísta… 🙂

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  50. Carlos Dias permalink
    7 Dezembro, 2010 01:43

    Vamos lá ver se conseguimos compreender este facto sociológico-económico-filosófico.
    Toda a gente fora de Portugal sabe que:
    PORTUGAL É UM PAÍS POBRE COM UMA ECONOMIA ATRASADA
    E não há discurso ou conversa fiada que o contradiga.
    Claro que não me refiro a meia dúzia de empresas, discotecas ou mesmo restaurantes – quanto a isso estamos conversados, a passagem de ano vai ser na neve.

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  51. Carlos Dias permalink
    7 Dezembro, 2010 01:45

    Digo isto por não ser de esquerda nem de direita.
    Acho que agora o mais importante é a pose.

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  52. jmlm permalink
    7 Dezembro, 2010 09:22

    O problema desta economia são os salários baixos, a começar pelo salário mínimo.
    Podem desenvolver teorias sobre a concorrência, na macro economia, na falta desta ou de outra qualquer, mas continuamos na mesma, salários baixos não levam a lado nenhum, aliás se assim fosse hoje Portugal era concerteza uma potência.
    Teorizar sobre o salário mínimo é “bonito” dá nas vistas, ficamos com ar de investigadores destas “cenas”, mas de facto não leva a lado nenhum.
    Dignidade no trabalho.

    VIVA PORTUGAL

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  53. Bruno Nunes permalink
    16 Dezembro, 2010 18:35

    Meu caro,
    Vá trabalhar para a China! Ou então passe um mês com 475 € e diga-me se é possivel viver com esse salário. E depois diga que as empresas deviam poder pagar até menos que isso. Tenha juízo na cabeça. Nunca lhe deve ter faltado pão na mesa… Santa ignorância…

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