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Só é ‘directa’ quando lhes interessa

18 Janeiro, 2011
by

António Comprido, o novo secretário-geral da associação portuguesa das empresas petrolíferas (APETRO), disse ao Diário Económico:

«- Como se justifica que os preços dos combustíveis estejam aos mesmos níveis de quando o petróleo atingiu os 148 dólares, em Julho de 2008? O preço do petróleo não tem influência na formação dos preços da gasolina?
Sendo os produtos refinados provenientes do petróleo, obviamente, que há uma relação entre as cotações dos dois produtos. E essa correlação é linear no longo prazo. No entanto, no curto prazo e quando comparamos dois momentos pontuais, nem sempre tem de haver uma correlação directa.»

A explicação tem toda a lógica, é claro. Tanta quanto aquela, incessantemente avançada pelos porta-vozes da mesma organização, que andaram anos e anos a garantir ser inevitável a subida dos preços dos combustíveis em Portugal 2 ou 3 dias depois de o barril de petróleo ter subido nos mercados internacionais. A ‘correlação’ tem destas coisas: interessa afirmá-la quando serve de álibi; e distanciá-la quando já coexistem outras desculpas capazes de acalmar (ainda mais) o rebanho…

42 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    18 Janeiro, 2011 17:09

    Acho piada ao traduzirem “gestational carrier” por “barriga de aluguer”.
    Obsessão economicista.

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  2. Piscoiso's avatar
    18 Janeiro, 2011 17:10

    Ops
    Este comentário era para o post anterior.

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  3. metro's avatar
    metro permalink
    18 Janeiro, 2011 17:40

    andem de transportes públicos, lol

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  4. votoembranco's avatar
    votoembranco permalink
    18 Janeiro, 2011 17:48

    Sai-se da terra bem cedinho e sempre pelas estradas nacionais com as bermas pejadas de enormes armazéns sem espaço para ver a paisagem.
    Chegados aí a uns 10 km da fronteira, por causa das coisas, (é conveniente já ter a luz da reserva acesa), atesta-se em Espanha.
    De caminho vamos até Vigo, ao Alcampo por ex., e atestamos a mala de tudo o necessário para um mês. desde compotas até ao arroz carolino.
    De regresso, podemos parar no caminho para o almocinho regado com rosal.
    Próximo da fronteira, atestamos novamente e regressamos pelo mesmo trajecto.
    Garanto-vos que no mínimo o passeio e o almocinho ficam de borla e ainda sobram uns trocos.
    E principalmente ficamos com a consciência tranquila de, pelo menos desta vez, não sustentamos os pançudos.
    E no Domingo votoembranco.

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  5. Rxc's avatar
    Rxc permalink
    18 Janeiro, 2011 17:58

    Espero a resposta ‘mirandesa’.

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  6. Anonimo curioso's avatar
    Anonimo curioso permalink
    18 Janeiro, 2011 18:08

    Ora viva,
    Tendo por base os seguintes valores:
    – valor médio do petróleo nos 3 meses em que foi mais caro em 2008
    – valor médio do petróleo nos últimos 3 meses
    – câmbio euro/dólar em 2008 e câmbio euro/dólar actualmente
    – impostos em 2008 vs impostos em 2011
    E explicar-me porque raio estão a ser praticados estes preços? No que li na Comunicação Social o preço do petróleo e a taxa de câmbio explicam o aumento mas não houve um jornalista que se dignasse a fazer as contas atrás referidas e a questionar as petrolíferas com base nas contas.

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  7. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    18 Janeiro, 2011 18:08

    A maior parte do preço é imposto.

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  8. manel z's avatar
    18 Janeiro, 2011 18:19

    CAA,
    Sugiro-lhe que compre o livro Principles of Marketing do Kotler, abra-o no capitulo de Pricing e dê uma vista de olhos. Pode também adquirir o Microeconomics do Varian, se preferir explicações mais teóricas sobre elasticidades. Advogados…

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  9. O Raio's avatar
    18 Janeiro, 2011 18:24

    O preço da gasolina é causado pelos impostos altos e por se ter liberalizado no mercado no tempo de Durão Barroso.
    É óbvio que com três ou quatro operadores no mercado não pode haver concorrência… só se fossem estúpidos…
    Quanto aos impostos, há um acordo feito no âmbito da Comissão Europeia de que nenhum país baixaria os seus impostos sobre os combustíveis.

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  10. Joao Santos's avatar
    Joao Santos permalink
    18 Janeiro, 2011 18:30

    Quanto valia um escravo? Se os navios negreiros lograssem arribar com 80 ou 90 por cento da carga embarcada, se a saúde à chegada fosse a mesma da largada, pois claro que o preço seria bom. Mas o lucro da carga poderia variar muito, tal como o tempo na travessia. Dependia do porto de desembarque, do local da venda, da disposição dos compradores. E quem arrasta com um passado destes, mercadejante, barganhista, onde vale a cara do freguês, a manigância mais descarada, o disfarce apropriado, o carro podre e pintado antes da venda, bem que pode vender a gasolina ao preço que lhe der na real gana. Estamos desgraçados há séculos.

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  11. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Janeiro, 2011 18:43

    Calma que a china andou a largar lixo tóxico…
    .
    .
    Segurem no dólar, senão…
    .
    .
    Entretanto, lindo gráfico bullish. lolololololololol
    .
    .
    http://stockcharts.com/h-sc/ui?s=$TNX
    .
    .
    É o bicho, é o bicho, vou-te devorar…

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  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Janeiro, 2011 18:47

    “Sugiro-lhe que compre o livro Principles of Marketing do Kotler, abra-o no capitulo de Pricing e dê uma vista de olhos. Pode também adquirir o Microeconomics do Varian, se preferir explicações mais teóricas sobre elasticidades. ”
    .
    .
    Sim, sim. Isso e rosquilhos:
    .
    .
    “Portugal tem o gasóleo mais caro da Europa, a seguir à Grécia e à Finlândia, custando 67,38 cêntimos ainda sem impostos, indicam os dados mais recentes da Comissão Europeia.
    .
    Os dados mais recentes do boletim sobre combustíveis da Direcção Geral da Energia da Comissão Europeia, relativos a 3 de Janeiro, indicam que em Portugal cada litro de gasóleo ainda sem impostos é 3,7 cêntimos mais caro que a média dos 27 países da UE.
    .
    O gasóleo mais caro da Europa é o da Grécia (70,63 cêntimos), seguido da Finlândia (70,06 cêntimos). Os mais baratos são o da Irlanda (57,2 cêntimos/litro), Áustria (58,4 cêntimos) e Reino Unido (59,1 cêntimos).”
    .
    In http://www.autoportal.iol.pt/noticias/geral/gasoleo-sem-impostos-em-portugal-e-o-terceiro-mais-caro-da-europa
    .
    .
    E ainda há quem os defenda. lololololololol

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  13. CAA's avatar
    18 Janeiro, 2011 18:51

    manel z

    Ser-me-ia muito fácil recomendar-lhe vários livros acerca da concorrência, das teses jurídicas acerca da prática concertada e do abuso de posição dominantes (deixo isso ao PMF que se doutorou sobre a matéria). Poderia estar aqui a citar capítulos de múltiplas obras que qualquer economista desconhece – isso, aliás, nem seria um feito assinalável.

    Mas não o vou fazer porque o seu comentário denota uma grosseira incompreensão acerca do que está em causa.

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  14. CAA's avatar
    18 Janeiro, 2011 18:55

    «A maior parte do preço é imposto.»

    Bem o sei. Só que sempre o foi.
    E uma entidade que se quer séria não pode variar de pretextos e de causas justificativas consoante o sentido dos ventos. Aqueles senhores alegaram a subida do preço do barril quando isso lhes era conveniente. Subiram os preços cá poucos dias após estes terem subido nos mercados.
    Os anos em que o preço mais variou foram aqueles que os operadores exibiram lucros mais altos.

    Agora juram que “não há relação directa” entre os dois factos que usaram e abusaram desde há muitos anos…

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  15. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    18 Janeiro, 2011 19:02

    Ah!… mas os carros elétricos já andam por aí e vão ser distribuídos a todos os portugueses, graças ao nosso PM.
    Estamos safos. Que se lixem a gasolina e o gasóleo.
    Penso eu de que…

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  16. LR's avatar
    18 Janeiro, 2011 19:10

    Carlos,

    A APETRO tem razão e há muita demagogia quanto ao preço dos combustíveis. Obviamente que no longo prazo o preço da matéria prima é determinante. Mas o preço dos combustíveis está directamente relacionado com o preço dos combustíveis refinados – para a Europa a referência é o mercado spot de Roterdão – e este nem sempre evolui em paralelo com o preço do crude. Há oscilações, para cima ou para baixo, causadas por múltiplos factores, desde picos de procura a défices ou excessos na capacidade global de refinação. Certo é que o mercado dos combustíveis é dos mais transparentes que existe, os preços em Portugal (antes de impostos) estão em linha com a média europeia e ainda ninguém provou que há abuso de posição dominante.

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  17. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    18 Janeiro, 2011 19:20

    É muito simples, o preço da gasolina está mais alto como está o da electricidade, etc
    A explicação científica está no…., devido ao …., enfim, não há qualquer razão para baixar esses preços.
    Ou há?

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  18. e-ko's avatar
    18 Janeiro, 2011 19:23

    CAA,

    já ando a dizer essas coisas há uma data de anos pela blogo… desisti!… estes gajos, nem para eles são bons!…
    .
    para rir, descubram as diferenças:
    http://e-konoklasta.blogspot.com/2011/01/o-segredo-e-alma-do-bpnegocios.html

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  19. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    18 Janeiro, 2011 19:43

    O José Manuel Coelho anda por todo o país a denunciar os CORRUPTOS e a CORRUPÇÃO (ainda hoje distribui «sacos azuis» e «batatas» à major na cidade de Gondomar) e verifico que todos os outros candidatos não falam na corrupção e quando lhes fazem perguntas assobiam para o lado.

    Onde está a comunicação social deste país (até houve um jornal matutino que está promovendo um petição on-line da treta ou para inglês ver…); onde estão os blogguers inflamados que falam «contra» a corrupção; onde estão os comentadores e os paineleiros que falam «contra» a corrupção?
    Todos esses dignatários e paladinos na luta «contra» a CORRUPÇÃO, NÃO DEVIAM ESTAR AIO LASDO DESTE BOM HOMEM OU PELO MENOS DAR VOZ A ELE E FAZER ECO DAS SUAS DENÚNCIAS?
    Ou o combate à corrupção é um exercício teórico de especulação intelectual ou para entreter conversas de café e debates da treta nas pantalhas televisivas?
    Aqui fica o repto!

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  20. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Janeiro, 2011 20:05

    “Certo é que o mercado dos combustíveis é dos mais transparentes que existe, os preços em Portugal (antes de impostos) estão em linha com a média europeia e ainda ninguém provou que há abuso de posição dominante.”
    .
    .
    Caro LR, se é assim, como explica o grande diferencial entre os preços no UK e os de Portugal? No caso do gasóleo, tem acima a notícia que confirma margens acima dos mercados mais concorrenciais.
    .
    .
    A prova faz-se pelos preços. E neste caso, está bem visível que as margens em Portugal estão acima da média da Europa. O que contraria o que Vc. defende.

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  21. JBP's avatar
    JBP permalink
    18 Janeiro, 2011 20:20

    A gasolina em Portugal seria mais barata do que em Espanha se a carga fiscal aplicada sobre os produtos petrolíferos fosse igual nos dois países, indicam dados divulgados hoje pela Comissão Europeia.

    Sem impostos cada litro de gasolina 95 em Portugal custaria 62,03 cêntimos, ou seja 0,21 cêntimos mais barata do que os 62,24 cêntimos em Espanha.

    De acordo com a Direcção Geral de Geologia e Energia, a 3 de Janeiro cada litro de gasolina 95 passou a custar em média 1,48 euros, dos quais 58,3 cêntimos são imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) e 27,7 cêntimos de IVA (que aumentou no início do ano), ou seja, os impostos têm um peso de 58 por cento no valor total de cada litro.

    Já em Espanha o peso dos impostos sobre a gasolina é de 50,5 por cento, sendo esta uma das taxas sobre a gasolina mais baixas da Europa.

    Com impostos, o litro de gasolina 95 em Portugal custa 1,48 euros, cerca de 22,4 cêntimos mais cara que em Espanha, onde custa 1,256 euros.

    A diferença de preços resulta em poupanças médias de 13,44 euros para um condutor que ateste o depósito em Espanha com 60 litros de gasolina 95.

    No último boletim de 2010, a 20 de Dezembro (ainda com o IVA antigo), a gasolina portuguesa era a 9.ª mais cara (incluindo impostos) enquanto o gasóleo era o 12.º mais caro. Aos preços de hoje, Portugal tem a sétima gasolina mais cara com impostos e o 8º gasóleo mais caro entre os 27 países da União Europeia.

    O secretário-geral da APETRO, a associação que representa as petrolíferas portuguesas, defende uma harmonização da fiscalidade nos combustíveis entre Portugal e Espanha, sob pena de não se poder falar num mercado ibérico.

    «Estamos ao lado de um país que pratica das menores fiscalidades da Europa nos combustíveis. Como representante do sector gostaria de ter uma harmonização fiscal entre os dois países, pelo menos. Se falamos de um mercado ibérico em que num mesmo bem de um lado há uma carga fiscal muito superior ao outro então não há mercado ibérico nenhum», disse António Comprido.

    Já o vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) prefere comparar a carga fiscal sobre os combustíveis com os rendimentos disponíveis dos portugueses e dos outros povos europeus.

    «Quando nos dizem que a carga fiscal está na média europeia eu acredito que esteja, mas pergunto se a carga fiscal está de acordo com o rendimento mínimo disponível dos portugueses em relação à média europeia. Aí temos um desfasamento grande», disse António Amaral.

    «Era preciso que houvesse vontade do Governo de tentar regular a carga fiscal, ou então fazer com que as petrolíferas reduzam os custos de produção», sublinhou.

    Portugal tem o gasóleo mais caro da Europa a seguir à Grécia e à Finlândia, custando 67,38 cêntimos ainda sem impostos, indicam os mesmos dados da Comissão Europeia.

    http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=8702&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

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  22. Trader's avatar
    Trader permalink
    18 Janeiro, 2011 20:55

    O Raio Posted 18 Janeiro, 2011 at 18:24

    O preço da gasolina é causado pelos impostos altos e por se ter liberalizado no mercado no tempo de Durão Barroso.

    Provavelmente desehava um défice nos combustíveis tal como criámos na energia, como se um dia não tivéssemos que pagar a conta de qualquer forma, como aconteceu na energia em que nós temos tido aumentos consecutivos enquanto no resto do mundo o custo baixou.
    Já agora raio, se me permite, em relação à nossa troca de argumentos de há uns dias, em que falámos das PPP’s de Cavaco versus as socialistas, fiz ontem este gráfico, talvez seja esclarecedor: http://img600.imageshack.us/img600/2719/stat.gif

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  23. LR's avatar
    18 Janeiro, 2011 21:33

    Caro Anti-comuna,

    “Caro LR, se é assim, como explica o grande diferencial entre os preços no UK e os de Portugal? No caso do gasóleo, tem acima a notícia que confirma margens acima dos mercados mais concorrenciais.”

    Tradicionalmente, o UK tem os preços antes de impostos mais baratos da Europa. Talvez seja relevante o facto de serem o maior produtor europeu. A Itália é o país que apresenta geralmente preços mais elevados. De Janeiro de 99 a Novembro de 2010 e considerando PREÇOS MÉDIOS MENSAIS, o UK apresentou em média para esse período de quase 12 anos preços inferiores à média europeia em 11% para a gasolina e 5% para o gasóleo. Mas em contrapartida têm a fiscalidade mais elevada o que os coloca sistematicamente com os preços mais caros para o consumidor. Considerando o mesmo período de quase 12 anos, são os seguintes os pesos médios da fiscalidade (ISP + IVA) para a gasolina e gasóleo, respectivamente:
    UK 71,51% 69,61%
    UE 63,63% 56,20%
    PT 61,10% 51,62%
    SP 57,41% 50,58%

    Por outro lado, o desvio dos preços antes de impostos em Portugal face à média da UE e face a Espanha, não são nada de escandalizar e não sei se cobrem os maiores custos de transporte e de distribuição interna. Considerando o dito período de quase 12 anos, são os seguintes os nossos “escandalosos” diferenciais médios para a UE e Espanha, na gasolina e no gasóleo (EM CENTS):
    UE 0,65 0,69
    SP 0,34 0,45

    Preços e fiscalidade retirados deste site:
    http://www.dgge.pt/default.aspx

    Há cerca de 2 anos, fiz um exercício sobre esta questão dos preços. Apesar dos dados não estarem actualizados, julgo que as conclusões se mantêm válidas. Ver as postas:

    Em defesa da GALP

    Em defesa da GALP (II)

    Em defesa da GALP (III)

    Em defesa da GALP (IV)

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  24. duarte's avatar
    duarte permalink
    18 Janeiro, 2011 22:33

    Na composição do preço dos combustíveis e não só, haverá que contabilizar os chorudos ordenados e outras mordomias de Fernando Gomes e muitos outros boys. (Infelizmente demasiados para a pequenez do país).

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  25. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Janeiro, 2011 22:44

    Caro LR, não desprezo o seu estudo mas acaba por reconhecer um constante preço acima dos mercados “maiores”. Embora o caso austriaco mostre que estar perto de grandes centros consumidores beneficia mesmo sendo pequeno. Mas o caso irlandês mostra que a periferia não pode servir de desculpa para preços maiores.
    .
    .
    O caso português (como o espanhol ou italiano) mostram é que os chamados custos de marketing e entrada do mercado está cheio de fricções que impede uma maior concorrência entre distribuidores, logo preços mais altos.
    .
    .
    Num produto como a gasolina ou o gasóleo, em que a margem de refinação é pequena, também nos mostram que é na comercialização que as maiores dificuldades em obter as vantagens de um mercado bastante concorrencial: preços mais baixos.
    .
    .
    O que se passa é isto e Vc. reconhece. Em Portugal (como noutros mercados) não existem fornecedores alternativos ao principal refinador que impede, por exemplo, melhor gestão de stocks (por exemplo, reservas sazonais) ou tão pouco, políticas agressivas de conquista de quota de mercado. Na verdade, os concorrentes apenas competem no marketing e não na refinação, não podendo atacar a liderança do próprio refinador. Por isso seguem a melhor estratégia, no ponto de vista da empresa, seguir o líder e maximizar a rentabilidade.
    .
    .
    O que o CAA refere é um sintoma de falta de concorrência. Os operadores são mais rápidos a reagir a aumentos de preços dos custos (seja petróleo seja o produto refinado) e conseguem passar fácilmente aos consumidores o aumento de custos (a tal elasticidade na procura) mas já são mais lentos a passar a queda dos custos ao consumidor porque não existem pressão concorrencial para tal. Penso que este atraso na passagem da queda dos custos para os consumidores é também um evidente sinal de falta de concorrência.
    .
    .
    Há factores que foram falados para esta falta de concorrência. Aqui há tempos, quando um conhecido operador desistiu de concorrer em Portugal, uma das causas que apontava para a saída foi que não tinha capacidade logística para importar o produto e como baseia a sua estratégia comercial num produto melhorado (leia-se, com mais octanas na prática), acabava por comprar à Galp, estando dependente na mesma desta. Os rumores foram que se queixaram da falta de vontade política em Portugal de permitir que operadores estrangeiros pudessem aceder a determinadas estruturas logísticas que lhes permitiria aceder ao produto crackado na Holanda. E as alternativas espanholas, como vivem num sistema semelhante ao nosso, também inviabilizaria o acesso a produto. Essa empresa acabou por vender a distribuição à própria Galp.
    .
    .
    Ora, entre os rumores e a verdade dos factos, não podemos muito mais fazer que especular. Mas o que os números revelam é que antes de impostos (e isso é que importa) os mercados onde são mais baratos os produtos são aqueles onde existe mais que um refinador. E, penso, é este mesmo o problema, apara além de eventuais incapacidade logística de trazer o produto de outros mercados fornecedores.
    .
    .
    Se há preços acima dos mercados mais competitivos, isso é em si o sinal que estamos sob um mercado ineficiente e cheio de fricções. Se a actualização dos preços é mais lenta na queda que na subida, é outra prova que o mercado não funciona bem.
    .
    .
    Eu não discuto aqui a questão fiscal. Discuto apenas o preço do produto, margens da distribuidora e comparo-os com os mercados mais competitivos. E onde haja pelo menos dois ou mais refinadores que permitem aos distribuidores, por exemplo, gerir melhor os stocks, etc.
    .
    .
    Na minha opinião, a olhómetro, note, estou convencido que estamos perante um mercado dominado pelo refinador.
    .
    .
    Declaração de interesses: sou accionista da Galp.

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  26. LR's avatar
    18 Janeiro, 2011 23:56

    Caro Anti-comuna,

    Leu as postas que linkei? Analisou o gráfico que publiquei na 1ª delas? Reparou que os picos dos preços antes de impostos e final coincidem? Reparou na volatilidade da margem bruta?
    Com toda essa concorrência monopolista que você refere, o preço dos refinados em Portugal é 0,6 a 0,7 cents superior aos preços médios da UE e 0,35 a 0,45 superior aos de Espanha que tem mais de um refinador. Num país periférico, com baixa produtividade dos factores, por que haveríamos de ter preços inferiores? E tem a certeza que o diferencial cobre o custo do transporte do produto crackado de Roterdão? E o custo de distribuição interna? Sabia que em Portugal existem apenas 2 pipelines, um entre Sines e Aveiras e outro entre Leça e o aeroporto Sá Carneiro? O grosso da distribuição é feita por camião. Só da refinaria de Leça saem cerca de 700 por dia para abastecer a zona Norte e têm ainda de vir mais alguns de Aveiras. Compare com a Espanha (e a maioria dos países europeus) que possuem redes de pipelines ligando as principais áreas de consumo. E em Portugal ainda há um custo político adicional, pois a “clarividência energética” do Sócrates levou a que sejamos dos poucos países a ter já adoptado uma estúpida directiva comunitária que obriga a utilizar um mínimo de 7% de biodiesel na produção de gasóleo. O preço para a Galp desta matéria prima forçada é praticamente o do produto refinado, a que acresce o ISP que a Galp deixou agora de poder deduzir. Só isto representa, considerando os preços vigentes em 2010, um acréscimo no custo da matéria prima de quase 4 cents por litro. À boa maneira socretina, temos aqui mais uma negociata para amigalhaços (dizem que a Martifer, grupo Mota), pois vedaram à Galp a importação de biodiesel que ficaria em menos de metade do preço.
    Em suma, meu Caro, diaboliza-se demasiado a Galp e, de uma forma cíclica, quando os combustíveis começam a subir em espiral como está a acontecer de novo. Só que ninguém olha com atenção para os números, embora lhe faça a justiça de considerar que você não é desses.

    Já agora, também a minha declaração de interesse: não trabalho nem nunca trabalhei para a Galp, directa ou indirectamente; nem sou nem nunca fui seu accionista (mas gostaria de ter sido…).

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  27. Vitor matos's avatar
    Vitor matos permalink
    19 Janeiro, 2011 00:11

    Mas em Espanha o preço também irá subir, logo o melhor mesmo é arranjar algum meio alterativo, e o burro está em extinção… Chegar a cavalo ao serviço, com estilo de Cowboy, meio John Wayne meio Clint Eastwood… Ui fixe… O serviço Mala-posta vai ser em breve reaberto… e charruas e carruagens serão moda novamente em Portugal… Tipo Alentejo sem lei…

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  28. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    19 Janeiro, 2011 00:15

    Tenho comprado gasóleo em Portugal quase ao preço de Espanha, embora normalmente o compre lá.
    E esta hein?
    É só saber procurar.
    O resto é basófias.

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  29. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    19 Janeiro, 2011 00:15

    Não é, são.

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  30. Trader's avatar
    Trader permalink
    19 Janeiro, 2011 00:51

    Acho que nesta discussão um dos problemas é as pessoas discutirem duas coisas distintas. As grandes queixas e a maior incompreensão da população nacional é relativamente a Espanha, e aí efectivamente são os impostos que explicam a diferença ao contrário do que a generalidade das pessoas pensam. Os preços antes de impostos em Portugal são até mais baixos. Ou pelo menos eram nos últimos anos.

    Mas olhando para o cenário europeu, eu penso que de facto existe um problema. Recorrendo aos dados da DGGE do mês de Novembro, o mais recente comparativo da UE-27 disponível no site, a gasolina antes de impostos é o 5º mais elevado da UE, e o gasóleo antes de impostos é o 3º mais elevado.
    Agora as causas disto desconheço, se é um problema de concorrência ou apenas de acesso a matéria prima ou de refinação, mas dado o peso na refinação que a Galp e a Repsol tem em ambos os países, não me surpreenderia haver problemas de concorrência/mercado, problema esse no caso da gasolina disfarçado em Espanha via impostos, e disfarçado em ambos os países no gasóleo.

    Relativamente a impostos, no caso do gasolina em Portugal são os 9º mais elevados da UE27, é mau, mas acaba por não ser muito “chocante” dada a nossa triste realidade económica e fiscal.
    No caso do gasóleo é 16º mais elevado (ou 12º mais baixo), ou seja, a fiscalidade é abaixo da média UE27.

    Espero não me ter enganado a construir estes gráficos, se alguém detectar algum erro agradeço a rectificação:

    Gasolina PVP: http://img5.imageshack.us/img5/9420/gasolinapvp.png
    Gasolina PST: http://img443.imageshack.us/img443/8134/gasolinapst.png
    Gasolina Impostos: http://img218.imageshack.us/img218/1747/gasolinaimp.png

    Gasóleo PVP: http://img413.imageshack.us/img413/9380/gasoleopvp.png
    Gasóleo PST: http://img4.imageshack.us/img4/8748/gasoleopst.png
    Gasóleo Impostos: http://img717.imageshack.us/img717/2623/gasoleoimp.png

    Fonte: http://www.dgge.pt/

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  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Janeiro, 2011 01:03

    Caro LR, fui ler os seus artigos.
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    “Num país periférico, com baixa produtividade dos factores, por que haveríamos de ter preços inferiores?”
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    Porque estamos a falar de um dos maiores sectores de capital intensivo em Portugal, menos sujeito ao custo de factores internos. Repare que o crude é importado, descarregado, posto nas refinarias e distribuido. Não passa por quase mais ninguém.
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    ” E o custo de distribuição interna? Sabia que em Portugal existem apenas 2 pipelines, um entre Sines e Aveiras e outro entre Leça e o aeroporto Sá Carneiro?”
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    Sabia. São da Galp. O que confirma aquilo que lhe disse. Além disso a Galp já tomou de assalto Sines, não é verdade?
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    “E em Portugal ainda há um custo político adicional, pois a “clarividência energética” do Sócrates levou a que sejamos dos poucos países a ter já adoptado uma estúpida directiva comunitária que obriga a utilizar um mínimo de 7% de biodiesel na produção de gasóleo. ”
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    Infelizmente é mais generalizado do que se pensa. A começar na Alemanha e a acabar nos países nórdicos.
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    “À boa maneira socretina, temos aqui mais uma negociata para amigalhaços (dizem que a Martifer, grupo Mota), pois vedaram à Galp a importação de biodiesel que ficaria em menos de metade do preço.”
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    Aqui concordo em absoluto. Mas a Galp nem se queixa muito porque detém o monopólio das infraestruturas de carga edescraga de refinados.
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    “Em suma, meu Caro, diaboliza-se demasiado a Galp e, de uma forma cíclica, quando os combustíveis começam a subir em espiral como está a acontecer de novo. Só que ninguém olha com atenção para os números, embora lhe faça a justiça de considerar que você não é desses.”
    .
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    Eu não diabolizo a Galp, pois ela joga com os trunfos que lhe é permitido pelo actual sistema económico. Apenas registo que, mesmo que a volatilidade dos PVP esteja correlacionada com os custos do produto (seria até bastante alarmante que não o fizesse, pois um cartel nunca pode mostrar que o é), o preço antes de impostos é por sistema abaixo dos mercados europeus e semelhante aos espanhois. Embora Vc. diga que é mais caro que os preços em Espanha, eu não tenho a certeza que o sejam, segundo julgo saber.
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    .
    Também não embarco nessa de atacar a Galp pelos “lucros milionários”, não apenas porque tenho interesse nela mas simplesmente que, pese embora haver um mercado ineficiente, não considero que seja tão escandaloso assim. Há produtos e serviços em Portugal com roubalheiras muito piores, como por exemplo, concessões de parques de estacionamento, portagens, etc. e poucos falam destes problemas.
    .
    .
    Eu apenas digo que o mercado português de combustiveis não é ineficiente e denota cartelização, liderada pelo líder.
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    .
    Mas não se preocupe que eu não pensei que Vc. tivesse alguma coisa a ver com a Galp. Isto são discussões normais, entre gente que não anda para aqui a defender interesses económicos. Embora eu tenha uma pequena posição accionista na Galp, também sou capaz de reconhecer que ela vive num sistema que a beneficie. Uma coisa são as ideias, outra os interesses pessoais e desde que não colidam… ;))

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  32. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Janeiro, 2011 01:06

    Só gostaria de corrigir isto:
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    “Eu apenas digo que o mercado português de combustiveis não é ineficiente e denota cartelização, liderada pelo líder.”
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    Para isto, claro:
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    Eu apenas digo que o mercado português de combustiveis NÃO É EFICIENTE e denota cartelização, liderada pelo líder.
    .
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    Mil desculpas a si, caro RL, e aos demais leitores.

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  33. Trader's avatar
    Trader permalink
    19 Janeiro, 2011 01:31

    ERRATA: (a maioria dos gráficos apenas tinham 26 países, faltando um)

    Sendo assim, dados de Novembro 2010

    Antes de impostos tínhamos a 6º gasolina mais cara, e o 4º gasóleo mais caro

    A nível de impostos, na gasolina os 10º mais altos, o no gasóleo, abaixo da média da UE27, o 12º mais baixo.

    Gasolina PVP: http://img5.imageshack.us/img5/9420/gasolinapvp.png
    Gasolina PST: http://img834.imageshack.us/img834/8134/gasolinapst.png
    Gasolina Impostos: http://img203.imageshack.us/img203/1747/gasolinaimp.png

    Gasóleo PVP: http://img703.imageshack.us/img703/9380/gasoleopvp.png
    Gasóleo PST: http://img196.imageshack.us/img196/8748/gasoleopst.png
    Gasóleo Impostos: http://img263.imageshack.us/img263/2623/gasoleoimp.png

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  34. Trader's avatar
    Trader permalink
    19 Janeiro, 2011 01:49

    Porque estamos a falar de um dos maiores sectores de capital intensivo em Portugal, menos sujeito ao custo de factores internos. Repare que o crude é importado, descarregado, posto nas refinarias e distribuido. Não passa por quase mais ninguém.
    ——

    Concordo consigo anti-comuna, afinal a Galp tornou-se o nosso maior exportador, 2,4 milhões de toneladas de produtos refinados, sobretudo gasolina e fuelóleo, certamente é porque tem preços competitivos no mercado global.

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  35. LR's avatar
    19 Janeiro, 2011 02:12

    Caro Anti-comuna,

    Vamos admitir que a Galp tem todo esse poder monopolista que diz – algum terá com certeza, num país dominado por empresas incumbentes nos principais sectores. De quem é a culpa desta “garantia” de mercado? Mas vamos admitir que não haveria a mínima barreira à entrada no sector. Será que o nosso mercado é suficientemente atractivo para justificar outra refinaria e todos os investimentos na logística de distribuição? E volto a questioná-lo, o diferencial de preços antes de impostos compensa transportar e distribuir refinados em Portugal?

    E lembre-se que os lucros da Galp hoje não resultam tanto dos combustíveis refinados, mas sobretudo do gás natural. Mas quando a produção no Brasil entrar em cruzeiro, aí sim, teremos a empresa com lucros astronómicos. Como sabe, as grandes margens no negócio do petróleo não estão na refinação nem na distribuição, mas sim na extracção.

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  36. LR's avatar
    19 Janeiro, 2011 02:19

    Trader,

    A Galp exporta sobretudo gasolina, que produz em excesso e importa gasóleo em que há défice. Investimentos feitos recentemente nas 2 refinarias irão permitir refinar uma maior quantidade de gasóleo por barril. No entanto a exportações – sobretudo para os States – são a preços marginais e não é à conta delas que a Galp compõe a sua conta de exploração.

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  37. manel z's avatar
    19 Janeiro, 2011 02:56

    CAA,
    Construir preços com base nos preços da concorrência não é necessáriamente cartelização.
    Escolher um preço não tem de ser necessáriamente pegar no custo médio e espetar-lhe com uma margem alvo.
    Existem factores como elasticidade da procura, número de concorrentes, custos de refinação, para além da incorporação da informação/previsão da evolução dos preços do petróleo nos preços actuais do combustível, e isto é fundamental.
    O peso de cada um destes elementos na decisão dos preços varia ao longo do tempo, consoante as condições, o que pelos vistos é uma chatice.
    O LR sabe do que fala.

    PS: Elabore-se uma portaria ou um decreto-lei, sei lá, a definir o leque de justificações possíveis na subida do preço dos combustíveis, para não gerar confusão na cabeça dos advogados.

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  38. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Janeiro, 2011 12:21

    “De quem é a culpa desta “garantia” de mercado? Mas vamos admitir que não haveria a mínima barreira à entrada no sector. Será que o nosso mercado é suficientemente atractivo para justificar outra refinaria e todos os investimentos na logística de distribuição? ”
    .
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    A culpa é do poder político. E dos reguladores.
    .
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    O Patrick Monteiro de Barros achava que sim.
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    Mas o principal até era o regulador e o poder político investigar quais as barreiras à entrada do nosso mercado e criar condições para que o mercado funcione sem tantos obstáculos. Por exemplo. Posso trazer um navi-tanque e descarregar nos portos nacionais produto refinado? Posso armazenar este produto? E estes são meros exemplos.
    .
    .
    Repare que com a agressividade dos supermercados os preços começam a baixar. Vamos ver é se eles têm pernas para aguentar a pedalada.

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  39. LR's avatar
    19 Janeiro, 2011 12:44

    Estamos de acordo Anti-comuna, retirem todas as barreiras à entrada, seja a potenciais refinadores ou a distribuidores. Se a Galp faz lobby para que elas se mantenham – e acredito que o faça – está a defender os seus interesses. Ao poder político é que se exige que resista às pressões.
    Quanto aos supermercados (e sobretudo grandes superfícies), também eles compram, como sabe, o produto à Galp. Acontece que eles abdicam de quase toda a margem do retalhista (actualmente deve andar nos 12 cêntimos por litro), porque aquele não é o seu negócio, mas apenas um “isco” para atrair consumidores para o shopping. Mas isso é concorrência, venha ela.

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  40. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Janeiro, 2011 13:16

    Exacto, caro LR. Cabe ao poder político resistir às pressões e não apenas. Não há em Portugal uma consciência dos políticos pró-concorrência. Por várias razões mas a maior é a desconfiança sobre o poder dos mercados. Mas também para o poder político mudar é preciso os consumidores mudarem.
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    Aqui o importante é separar duas visões antagónicas. A visão empresarial, cuja gestão deve defender os seus interesses e vender o mais caro possível, ou melhor, com as margens mais altas possíveis. E a Galp deve-o fazer. A outra visão é a do consumidor, que deve pedir preços mais baixos com a mesma ou mais qualidade.
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    Uma das regras para analisar estes problemas de concorrência nos mercados é atender à regra de ouro de um preço. (http://www.thinkfn.com/wikibolsa/Lei_de_um_pre%C3%A7o) Se há distorções nos mercados, os preços alteram-se. E alteram-se à medida que a ineficiência aumenta. É por isso que se nalguns mercados os preços são mais baixos quer dizer que o mercado português é ineficiente.
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    E de nada vale virem-me com teorias microeconómicas ou de marketing, como alguns tentam fazer. A lei de um preço continua a ser a mais válida para aferir da eficiência dos mercados.
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    Como consumidor quero preços mais baixos com alta qualidade. Como investidor procuro margens altas, se possível monopólios (ou oligopólios) e menos eficiência possível. E isso poucos realmente conseguem separar mentalmente. Faz-me lembrar às vezes aqueles tipos com 1000 acções da EDP que sentem satisfação quando este lhes sobe os preços da electricidade. eehhhehehhehh

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  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Janeiro, 2011 13:29

    Nem de propósito. Falei ontem da roubalheira nos parques de estacionamento e hoje sai esta noticia:
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    http://economico.sapo.pt/noticias/parques-de-estacionamento-multados-em-19-milhoes_109085.html
    .
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    Juro que é coincidência e não tenho acesso a qualquer informação privilegiada. O que se passa é que comparo bastante os preços praticados em Portugal e os de Portugal com outros países. E noto que em Portugal há demasiados sectores que roubam os consumidores. E estou a falar de roubo descarado, porque o é mesmo. Com o beneplácito do poder político. Ou corrupção mesmo. Então nos parques de estacionamento…

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  42. Xavier Cortez's avatar
    Xavier Cortez permalink
    20 Janeiro, 2011 19:26

    Independentemente dos comentários económicos, fiscais ou jurídicos que o tema evidentemente merece, a verdade é que há muita margem de manobra para os preços baixarem.
    Um exemplo prático.
    Normalmente abasteço no posto Galp da Arrábida em Vila Nova de Gaia, junto ao ex-Carrefour, hoje Continente. Os preços do posto são 6 cêntimos mais baixos que os restantes postos Galp. Além disso como faço compras no Continente/Modelo, tenho vales de 5 cêntimos por litro até ao máximo de 60 litros por abastecimento. Depois de abastecer, o posto dá-me um vale cujo valor correspondente a 5 cêntimos por litro abastecido para gastar em compras naqueles supermercados. Em resumo, abastecendo 60 litros de gasóleo (ou gasolina) tenho um desconto de 16 cêntimos por litro, ou, se preferirem, 9.60€ (bem sei que desse valor parte é suportado pelo supermercado).
    Se os consumidores que lá forem têm esse desconto por litro é porque existe muita margem de descida dos preços e isso só não acontece por que não querem.

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