O dia dos prodígios
Ou a A doença da normalidade pelo Rui Ramos no EXPRESSO: «Quanto mais tempo vai a ‘crise’ continuar a ser uma causa sem consequências nas rotinas táticas dos partidos? A normalidade está a começar a parecer uma doença ou um vício. Talvez o reino dos nossos políticos já não seja deste mundo. Esperamos deles uma palavra, um gesto, uma atitude, um esforço que eles, na sua sabedoria, percebem já não valer a pena. O que importa discute-se em Bruxelas, decide-se em Berlim. É isso? Ou estamos apenas perante a estupefação de indivíduos que cultivaram algumas habilidades, mas não foram ensinados para enfrentar grandes acontecimentos? O atual pessoal político preparou-se para gerir e arbitrar pequenas coisas. O povo estava engaiolado no Estado social, e o Estado social estava encaixado na Europa unida. Era o fim da história. Nunca lhes terá passado pela cabeça, nem aos seus domadores, que este mundo pudesse mudar. Agora, o que há para fazer toca de tão perto o maquinismo do regime – a redução dos cidadãos a funcionários, utentes, pensionistas, subsidiados e protegidos -, que ninguém quer mostrar a cara, a não ser para depois apanhar os cacos.

Cada vez mais famílias estão “ligadas à máquina” que o Estado social representa, com a agravante de a ela estarem também ligados os que a gerem. E para além de a gerirem, dependem dela para estar, porque só estando é que se sobrevive. Se olharmos para o que se está a passar com a reacção dos EUA e da Europa (completamente passiva) ao que se passa na Líbia e percebermos como ela é fiel ao que se passou no tempo do senhor Guterres relativamente ao que aconteceu há não muitos anos no sul da Europa, percebemos logo que continua tudo na mesma: estamos deitados de boca aberta debaixo das tetas da vaquinha e o resto é paisagem. O vento há-de nos empurrar para um lado qualquer. Mas claro, fazemos umas reuniões de vez em quando para discutir a situação, que geralmente acabam com o anúncio da data da próxima reunião, em que se marcará outra. O orçamento foi ontem e o próximo está à porta. E como nos dirão, necessitaremos de mais estabilidade, não vá o desastre acabar e faltar assunto.
GostarGostar
Digam-me lá se isto é normal.
.
Andámos durante anos a discutir com o Brasil o acordo ortográfico, que estamos agora a implementar devagar, devagarinho…como convém, que o pessoal não gosta de correrias.
.
Um dos aspectos em discussão no acordo foi a acentuação do antropónimo ANTÓNIO, que ficou com dupla grafia: para nós acento agudo no primeiro ó, para os brasileiros acento circunflexo. Dá para imaginar as horas perdidas na discussão.
.
Ontem fui levantar o cartão de cidadão. O acento de António tinha desaparecido. Parece que para os nossos serviços de identificação o acordo não se aplica…e não é só para o acento de António, o meu pai, que é Júlio, também perdeu o acento e a minha mãe, que era Cacilda e tinha passado a ser Cassilda…voltou a ser Cacilda.
.
E assim, de uma penada, lixaram toda a ortografia da família.
.
Agora digam-me lá : este País é para ser levado a sério?
GostarGostar
–
AZ, de facto o Brasil quando se escreve com ‘o’ lê ‘o’ ou ‘ô’. Aqui llê-se isso e ‘u’. Quando se escreve com no Brasil ‘u’ lê-se ‘u’. No Brazil quando se lê ‘z’ escreve-se ‘z’, aqui umas~é com ‘s’, outras com ‘z’. É obvio que estas charadas que uns intelectuais defendem com latim e não sei que mais apenas armam a maior confusão nos ditados dos putos e não só. Simplifiquem e modernizem porque se continuará a falar e a escrever Português. É tempo de certos ‘jarrões’ académicos aprenderem a sair das torres de marfim e de vaidades catedráticas passeadas em discussões intelectualoides de latinadas que já nãoi embasbacam ninguém. Só falta aparecerem para aí a escrever Pharmacia como no principio do seculo passado. Afinal também seria ‘histórico’ como o Latim …
.
.
GostarGostar
Alguém compreende para que é que o Estado precisa de 9 canais de televisão (RTP-Açores, RTP-Madeira, RTP-N, RTP-1, RTP-2, RTP-I, RTP-África, RTP-Mobile e RTP-Memória) e 14 (sim, 14!!!) canais de rádio?
GostarGostar
Lamento, mas não abro links que me levam para esse jornal da escrita tropical.
GostarGostar
Com tanta confusão fico sem saber se cágado leva assento ou não.
GostarGostar
Ou será acento?
GostarGostar
“Só falta aparecerem para aí a escrever Pharmacia como no principio do seculo passado.” Se dependesse de mim, era assim que se escrevia.
GostarGostar
“Só falta aparecerem para aí a escrever Pharmacia como no principio do seculo passado.” Aliás, isto é um exemplo da mesma qualidade do acordo ortográfico, desenhado para a mentira, para os que sabem que são ignorantes e para os que não sabem que são ignorantes. A transformação do ph em f é ao nível do símbolo fonético; coisa completamente diferente de pretender omitir consoantes que existem, trabalham ao nível da acentuação (um c antes de outra consoante abre a vogal e por isso que lá está) e só não são ditas porque as pessoas falam mal. As pessoas ignorantes, claro. Eu digo Egipto, digo telespectador; não digo “igito”, nem “telespetador”.
GostarGostar
Alguém percebeu o que o Anonimo (não é anónimo) escreveu?
GostarGostar
U acordo (t)orto grafico a uma otima oção!
GostarGostar
durer, guarde o adjectivo “idiota” para si. Ou prefere adjetivo ? Sabe-me explicar a “Teoria das Cordas” ? Pois é humildade intelectual é muito bonito. E quem tem tempo para saber mais alguma coisa a obrigação social é explicar, não é ‘armar-se aos cucos’. Por mi (ou prefre mim ?) assunto arrumado. Amigos como dantes.
GostarGostar
Acho que o Anonimo, se exprimiria melhor em linguagens ideográficas, talvez em linguagem gestual, já que lhe falha aptidão para as palavras.
GostarGostar
Nunca escrevi “idiota” em lado nenhum. Escrevi “ignorante”. É diferente. A ignorância vem da preguiça e não é irremediável.
GostarGostar
Rui Ramos com a lucidez a que nos habituou, postou aqui um artigo que publicou no Expresso, e que normalmente deveria provocar uma serie de comentarios condizentes com a importancia do assunto. Mas não. Apareceu logo alguem a desviar a conversa para o acordo ortografico, e depois foram todos atrás disso. Eis como se desvia uma conversa que incomada os acomodados. O que só veio dar razão ao autor do post: estão todos “normalizados”.
GostarGostar
dürer,
.
Pronuncia «Á-TUAL» ou «A-TUAL», com vogal aberta ou fechada?
GostarGostar
A C da Silveira,
.
A língua portuguesa deixará de ser falada em Portugal muito antes de os nemesii do acordo ortográfico se calarem (apesar de o lerem então em Inglês mal traduzido).
.
Quanto ao tema em questão, parece ser consensual, já que não suscita opiniões contrárias.
GostarGostar
Tem razão, A C da Silveira. A minha contrição.
O artigo de Rui Ramos é verdadeiramente notável. De tal modo lúcido e completo que parece não deixar espaço para comentários.
GostarGostar
JP,
.
Os europeus sempre foram muito passivos. Por essa razão se deixaram engolir em guerras após guerras. Agora é a vez dos alemães se deixarem engolir pelo resto da Europa, que não passa de uma grande máquina do Estado e que está a ir ao fundo. Um dia a Alemanha reagirá, deixará a UE por referendo do povo alemão e a UE deixará de existir. Claro, nenhum europeu agora acredita nisso, tal como não acreditaram antes que as guerras viriam. Não há almoços grátis para ninguém, só que os europeus são preguiçosos e tentam até ao fim o seu almoço grátis.
GostarGostar
Fatalidade tuga: ciclicamente (des)governados por irresponsáveis, impreparados, incultos e desleixados políticos.
Se estivermos atentos ao que também acontece em muitas(!) autarquias, nas CCDR’s, nos governos civis, constatamos que parte substancial do país está manietado e refém de gente e de gentalha que ‘está’ na política porque irrelevantes nas suas profissões ou colocada pelos partidos.
O artigo de Rui Ramos explicita o “bom caminho” indicado por Sócrates & seus.
GostarGostar
.
Ex abundanctia enim cordis os loquitur
.
Promptius est omnibus judicare quam facere
.
Vox populi, vox Dei est
.
O artigo de Rui Ramos é daqueles que É. Não comento porque É mesmo como escreveu. Sem controversia ou contraditório. Parabens.
.
GostarGostar
Pronuncia «Á-TUAL» ou «A-TUAL», com vogal aberta ou fechada?
Meu caro, numa língua como a nossa vai sempre encontrar excepções à regra. E o exemplo é enganador porque actual deriva de actuação. Você não diz AC-tuação? Aliás, se tirar o c a actuação, vai ser muito mais difícil explicar a sua origem. Este AO apenas afasta as palavras da sua etimologia, que é necessária, entre outras coisas, para ensinar a língua.
GostarGostar
Perante as palhaçadas que diariamente assistimos por parte das diversas oposições, principalmente as palhaçadas do PSD e seus acólitos, é necessário que haja eleições antecipadas para que Sócrates reconfirme e alargue a sua maioria, pois é impossível governar um país de tansos com um partido da oposição tão fraquinho e com um PR já ressabiado e vingativo.
Não tenho dúvidas se este ano houver eleições antecipadas Sócrates «rapa» isto com uma perna às costas.
A oposição que vá pregar o «liberalismo tuga» para a Suiça ou para Singapura, já que são assim tão bons!
GostarGostar
Com amigos como Arlindo Costa, Sócrates nem precisa de inimigos!…
GostarGostar
O Arlindo tem o molde mental do seu ÍDOLO, portanto também fará carreira.
A última *descoberta* do engenheiro relativo é o de pavonear-se com o
*êxito* de ter (supostamente) deminuido o défice à custa do corte dos salários.
E foi de só de 10% ! O que seria se tivésse sido de 20% . . .
E os Arlindos (e Belos) embandeiram em arco.
GostarGostar
Realmente Sócrates faz a diferença.
Imaginem só, se o bimbalhão do Passos Coelho estivesse «à frente» do «Guverno»!
O BCE já nos tinha retirado o crédito e a reforma dourada do Catroga já estaria reduzida a 1500 euros dos 10.000 que ele aufere limpinhos todos os meses deste nefando «Estado Social»…
Ou será que os opositores a Sócrates descobriram petróleo no Beato, na Lourinhã ou na Malveira da Serra?
GostarGostar
Cara Helena Matos,
Sou um seu indefectível leitor e venho pedir-lhe que não reproduza o português mutilado do Expresso. É que não tenho nada a ver com os negócios e medos do Dr. Balsemão e gosto muito da minha língua.
Não custa nada: basta lembrar como se escreve nas línguas dos países civilizados, repondo as consoantes que os brasileiros compraram.
GostarGostar
Escrever pharmacia ou PHILOSOPHY? Ou PHILOSOPHIE em francês e alemão? Ou ACTUEL, ou AKTUEL?
Ná!!!! Isso é como se escreve em Cabridge, Oxford, Harvard, Sorbonneou Heidelberg onde não há analfabetismo, e no séc. XXI.
E nós estamos mais perto do Brasil (que é apenas ligeiramente mais analfabeto que o Zimbabué). Sim, acho que não merecemos escrever como escrevíamos. Perdemos esse direito, quando perdemos a corrida para o 1º mundo.
GostarGostar