É possível ter esperança para lá do FMI?
No dia em que se soube que o Ministério da Administração Interna não estava a entregar o IRS e as contribuições para a Segurança Social que desconta aos seus funcionários – empresários que usaram o mesmo expediente já acabaram na prisão –, 100 militares da GNR, 50 agentes da PSP e um número indeterminado de cães garantiram a segurança de 67 passageiros que embarcaram em Beja para Cabo Verde. Todos esses homens terão lá estado pouco tempo: o próximo voo comercial só está marcado para Maio. Até lá as infraestruturas que nos custaram muitos milhões de euros continuarão de portas fechadas. E depois não se sabe bem quantas vezes abrirão. Dificilmente encontraríamos, mesmo com muita imaginação, melhor exemplo de desvario para ilustrar o descalabro a que chegámos – e logo no dia em que os técnicos do BCE, do FMI e da União Europeia já estavam com os narizes mergulhados nas contas nacionais.
O que se passou com o aeroporto de Beja – para onde chegaram a prometer a construção de uma estação de lançamento de pequenos satélites! – é apenas uma gota de água no oceano de despesas em infraestruturas de que nunca se retirará retorno. Pior: muitos dessas infraestruturas implicam despesas de operação e manutenção que engordam diariamente a factura que pagamos. Ora como não temos mais dinheiro, é provável que muitas destas nossas fantásticas infraestruturas acabem como as “autobahn” (autoestradas) da antiga RDA: tão esburacadas e perigosas como um caminho de carros-de-bois.
Este exemplo, por nos mostrar o que não devemos fazer, obriga-nos a pensar no que poderá ser feito para que exista alguma esperança ao fundo do túnel onde estamos. É certo que o primeiro e indispensável passo para ter qualquer esperança terá de passar por remover, nas eleições, o “querido líder”, como se referiu a José Sócrates um congressista de Matosinhos. É certo que isso também implica alterar a forma de fazer política – e também de fazer jornalismo – e deixar de inventar caso atrás de caso para evitar sempre e sempre discutir o essencial, e o essencial é saber como mudamos de vida. Radicalmente.
A ladainha mais ouvida por estes dias é a de que chegaram aí uns senhores que vão mandar em nós. E que de pouco valerão as escolhas eleitorais, pois tudo será determinado pelo acordo que terá de ser firmado até 15 de Maio para receber o dinheiro necessário para coisas tão elementares como pagar os salários aos trabalhadores das empresas de transportes ou aos militares das Forças Armadas. Não é bem assim.
O que é que é certo? Que os que nos vão emprestar dinheiro nos imporão um muito maior rigor orçamental, o que é bom em si mesmo, mesmo que custe muito no curto prazo. Mas se a UE, o BCE e o FMI vão obrigar o Estado a gastar menos dinheiro, não nos dizem como devemos organizar esse Estado. E há, no essencial, duas formas de olhar para o problema da organização e das funções do Estado: manter tudo de acordo com o modelo seguido nos últimos 30 ou 40 anos, o que significará que pelo simples efeito da demografia viveremos eternamente à míngua e, mesmo assim, passaremos a vida em curas de emagrecimento; ou pensar que o Estado não tem de ser decalcado daquilo que temos, que há outras formas de garantir os serviços públicos e que temos de encontrar fórmulas para limitar a tendência dos governos para prometerem o que não podem pagar.
Portugal não está como está porque houve uma crise internacional – Portugal está como está porque não consegue gerar crescimento e desenvolvimento económico. Portugal – Estado e privados – endividou-se ao ritmo de 10 por cento do PIB ao ano, nos últimos 15 anos, porque produz pouco e gasta muito. As medidas do FMI ajudar-nos-ão a gastar menos, mas não resolvem, só por si, o problema da incapacidade de gerar riqueza.
Há semelhanças entre o ponto em que estamos e a situação da Suécia no final da década de 1980. Nos vinte anos anteriores a carga fiscal tinha duplicado e o crescimento económico tinha caído, permitindo que o país perdesse todos os anos lugares na tabela dos mais ricos do mundo. Foi então que os suecos resolveram mudar de vida. Em 15 anos o peso do Estado na economia desceu de 56 para 45 por cento do produto, uma quebra de onze pontos (o FMI sugere que em Portugal se cortem dez pontos). O Estado social foi completamente reformado, diminuindo certas prestações mas, sobretudo, alterando a lógica do sistema pois foi introduzida concorrência no fornecimento dos serviços – concorrência entre entidades públicas e concorrência com os privados. Diminuíram, ou desapareceram mesmo, os organismos destinados a comandar a economia e a condicionar as escolhas individuais. Por fim o Estado retirou-se dos sectores onde a sua presença não era necessária. O resultado foi o regresso do crescimento económico e uma aceleração da melhoria das condições de vida. Na Suécia ninguém fala da “crise internacional”.
O modelo sueco é apenas um dos modelos possíveis. Conviria também olhar para a Dinamarca ou para a Holanda. Ou seguir o esforço reformista do Reino Unido. Em todo o lado se está a mudar de paradigma, evoluindo do Estado de Bem Estar (Welfare State) para a Sociedade do Bem Estar (Welfare Society). O Estado, em vez de procurar monopolizar a prestação de serviços públicos, deve privilegiar o estabelecimento de parcerias e a criação de redes cívicas, que passam a ser a chave para a configuração dos diferentes serviços públicos. Mais: ao introduzir concorrência nos sectores sociais pode-se conseguir o que se alcança no resto da economia, isto é, mais inovação, melhores serviços e menores custos.
Mudar esta lógica não corresponde a acabar com o Estado Social, antes a devolver o protagonismo aos cidadãos e à sociedade, encontrando fórmulas locais, variadas, de prestar melhores serviços gastando muito menos dinheiro. Ao acabar com a lógica do Estado-faz-tudo e do Estado-comanda-tudo é possível reduzir de forma estrutural, e não apenas conjuntural, a despesa pública, e ao mesmo tempo manter o nível dos serviços.
Mudar a velha lógica implica também vencer o preconceito – o que, num país em ruínas, pode atemorizar. Sobretudo quando há demagogos à solta. E muito pouca vontade de pensar ou, sequer, de olhar para soluções diferentes.
Mas para mudar basta-nos ter vergonha a sério, não apenas vergonha fingida.
Público, 15 Abril 2011

não tem importância nenhuma!
como os resultados – mais uma vez históricos – que o ovelha dolly esteve hoje a anunciar no canal de propaganda dos mafiosos – estamos aqui e estamos a correr com a maralha da troika…
claro que eu não tenho a capacidade do “arlindo abrantes costa” para explicar melhor a coisa…
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desde fontes que o rectângulo não sabe fazer mais nada.
dos ‘barões da caliça’ aos ‘reis do asfalto’.
xuxas ricos, contribuintes pobres.
o estado engorda à custa dos contribuintes
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Não se entende as críticas. Afinal, no primeiro trimestre, o governo conseguir criar um superávite orçamental. Coisa nunca vista em democracia, dizem eles!
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Deve ser por isso que já chegamos aos peditórios nos organismos públicos, para ajudar o Estado, não é?
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“Maternidade Alfredo da Costa pede ajuda a utentes
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A Maternidade Alfredo da Costa está a pedir ajuda aos utentes para tentar aliviar os problemas orçamentais, muito embora o director desta instituição tenha sublinhado que ninguém é obrigado a contribuir.
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«Desde o início da semana estamos a escreever no pé de página de todos os documentos entregues aos nossos utentes uma pequena frase sugerindo a todos que podendo e querendo poderão fazer um depósito na conta da maternidade», explicou o director da maior maternidade portuguesa.
Ouvido pela TSF, Jorge Branco lembrou que a maternidade que dirige «tem um orçamento muito restritivo este ano como outras instituições».
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«Para mantermos o mesmo número de serviços e a mesma qualidade seria bom que alguém que tenha possibilidade de o fazer e o queira fazer faça algumas transferências», acrescentou.
Jorge Branco adiantou ainda que «de momento, não temos nenhuma entrada de dinheiro nessa conta» e garantiu que será passado um recibo a quem desejar ajudar esta maternidade.”
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In http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1831565
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Agora pensem nisto. Que irão pensar suecos, finlandeses ou alemães, quando sabem que os hospitais portugueses andam a pedir esmolas mas os governantes passeiam-se em carros de alta cilindrada e recentes?
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A sério. Ponham-se no lugar deles. De gente habituada a saber distinguir o trigo do joio, em matéria de gastos estatais e públicos? O que acham que eles vão pensar dos portugueses?
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Eu tenho uma profunda vergonha quando tenho que falar com algumas pessoas que me abordam a questão da falência portuguesa. É impossível fazer controlo de danos, quando até eu me enojo com o que assisto.
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Ainda não é desta que deitarei fora o meu passaporte português. Mas trocava-o bem por um de um Norte Independente.
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As figurinhas que andam as autoridades portuguesas a fazer e as suas élites…
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Excelente texto! So falta mesmo encontrar a pessoa certa para tomar as dificeis decisoes em como emagrecer o estado e retornar a enconomia e a criacao de emprego aos investidores/entrepeneurs. Nao ira ser facil, pois a economia ainda ira encolher antes de comecar a expandir. Acredito em Portugal e nos Portugueses. So nao acredito e no actual (des)governo!
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Isto está a tornar-se doentio. Os Abrantes actuais e os Abrantes futuros – Blasfémias incluído – estão a dar uma imagem igualzinha ao que têm dado os “comités centrais” do PSD e do PS. A discussão política está ao nível da sarjeta, venha de um qualquer assessor do governo ou de um pretendente a secretário de estado do PSD. E o Blasfémia está a tomar partido, nada a opor. Mas não sei se isto vai lá com Talibãs.
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“A discussão política está ao nível da sarjeta, venha de um qualquer assessor do governo ou de um pretendente a secretário de estado do PSD. E o Blasfémia está a tomar partido, nada a opor. Mas não sei se isto vai lá com Talibãs.”
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Portela, foi este governo que iniciou esta forma agressiva de fazer política. E continuam. Ouviu um ministro a apelidar de terroristas os críticos? Incluindo aqui o próprio ministro das finanças?
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Depois as mentiras, manipulações e a perfidia é marca de toque deste governo, que gerou um clima político quase radical. E penso que isto ainda é o inicio de algo que pode vir a ser mais perigoso. Mas só de pensar nisso, até fico receoso do que isto pode gerar.
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Veja-se a propaganda sobre o superavite orçamental, que eu tenho quase a certeza que é falso e martelado. E dou-lhe apenas uma ideia do que se está a passar. O governo está a transferir despesas para determinados organismos, que por sua vez não são pagos agora, para enganar os portugueses. Portugueses, os investidores e restantes parceiros europeus.
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O que o governo está a fazer é mesmo um crime. E, assim sendo, é natural um radicalismo e até intolerância cada vez maior para o comportamento indigno dos nossos governantes. É o declinio moral dos nossos governantes que está a levar o país para um radicalismo cada vez mais acutilante.
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E ainda faltam quase dois meses paras as eleições. ;))
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(…) O governo está a transferir despesas para determinados organismos, que por sua vez não são pagos agora (…)
é a luta pela sobrevivência; vale tudo e ao terrorismo do governo responde o “arco da governação” com morteirada.
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Mas para quem gosta de observar fenómenos sociais, económicos, políticos e culturais, veja-se esta peça notável da SIC:
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http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2011/4/portugal-2011-especial-comercio16-04-2011-232628.htm
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Esta crise será um bocado longa e dolorosa para este tipo de PMEs. O consumo mal caiu, nestes últimos anos. E este terá que cair no seu peso relativo ao PIB. E só pode cair de duas maneiras ou um mix delas. Ou a produtividade sobe para acomodar os actuais niveis de consumo, ou o consumo terá mesmo que cair para valores que se auto-sustentem, sem a alavancagem financeira, isto é, até que se equipare à produtividade. O caminho pode ser, mais ou menos longo, mas terá que ser feito. O ideal seria pela via do aumento da produtividade e respectivo crescimento económico.
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Mas ao vermos a peça com atenção, já se denota uma mudança de mentalidades, tanto das ditas classes populares como às classes médias altas. E até nas empresas, que sabem que a saída para a crise e poderem crescer é mesmo apostar no mercado externo.
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É por isso que, ao contrário do José Gil, eu vejo esta crise como uma oportunidade para Portugal mudar de vida. Será dificil e até se calhar quase impossível. Mas estou optimista, pois acredito que Portugal acabará por encontrar o seu caminho, à medida que alguns bons exemplos vão frutificando.
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Mas esta peça é mesmo notável. Mostra que Portugal está a atravessar uma mudança profunda, incluindo no seu eu comércio, que está a sofrer e deverá sofrer ainda mais, uma razia nunca antes vista. Mas também que Portugal vai sofrer uma completa reestruturação económica no comércio e nos serviços. Germinando assim as sementes de um futuro melhor e mais promissor. O futuro o dirá se eu não tenho razão.
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JMF, esqueceu-se de dizer que na Suécia está frio e às 15h é de noite. Estamos em Abril e os meus filhos têm passado as tardes na praia: Em Junho, Julho, Agosto e Setembro está um calor de “criar bicho”; às 20h está-se lindamente na praia! às 14 Horas só se pensa em ir para lá….
Às 22 h está um calor que não se pode estar em casa…. e há tantas esplanadas por aí….
Queira-se, ou não, o clima influencia a produção – trabalho. Os Suecos não têm praias a 15m do local de trabalho; nem os ingleses, ou os holandeses – bem podem trabalhar.
Queira-se,ou não, os países do Sul da Europa não são iguais aos escandinavos
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JMF, concordo com o que refere da “sociedade social”
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não se encontrariam mais exemplos?
um aeroporto pelo menos é um sítio donde se levanta voo
há minas de ouro chamadas câmaras municipais que dão notas a rodo e de onde nunca se produz um lingote
uma mina só serve para nos afundar um poucochito mais
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Mas eu gostava de destacar um homem que, mesmo passando a vida a dar corda à propaganda sócretina, está a tentar fazer do ICEP uma verdadeira máquina estatal de apoio ao nosso tecido produtivo. O Basilio Horta.
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Hoje ele faz estas declarações, um bocado agastado com a intolerância de alguns europeus com o comportamento dos portugueses.
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“O presidente da AICEP elogiou hoje a capacidade exportadora das empresas portuguesas, sublinhando que a manter-se a tendência de crescimento o país mostrará a “esses nórdicos que é possível dar a volta”.
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Basílio Horta destacou, num encontro com empresários em Lisboa sobre oportunidades de investimento na Colômbia, que as exportações aumentaram 20 por cento em Fevereiro (face ao mês homólogo de 2010) e cresceram, em termos reais, 14 por cento em Janeiro e Fevereiro, sendo que, segundo as indicações preliminares, Março será também “um bom mês”.
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“Se mantivéssemos este ritmo já não entravamos em recessão. Se chegássemos ao fim do ano com um crescimento de 12 por cento, seria possível um crescimento modesto mas que não fosse negativo”, disse o dirigente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), reconhecendo que será difícil manter o ritmo.
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Enaltecendo o trabalho das empresas portuguesas e o impacto das exportações na economia, Basílio Horta afirmou que servem também para “mostrar a estes nórdicos de sangue frio como somos capazes de mudar as coisas e ir para a frente”, numa alusão à ajuda externa.
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O presidente da AICEP considerou que “o tecido exportador nacional é que está a alimentar a economia portuguesa”, sublinhando que “é fundamental que esta tendência de crescimento se mantenha” para dar “uma grande surpresa ao FMI, à OCDE e até ao próprio Governo que agora já fala em recessão”.
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Basílio Horta lamentou que esteja a ser criada uma imagem externa de Portugal “que entristece a todos” e apelou à união dos portugueses, para que não continuem a permitir o que os finlandeses e outros se permitem dizer sobre o país.”
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In http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1831383
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Podemos criticar o homem por estar sempre alinhado com as mentirolas deste governo, mas que tem feito um bom trabalho no ICEP, isso tem. E tem mesmo razão nalgumas criticas e análises que faz á actual situação económica portuguesa.
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Mas se ele se sente “ofendido” com o que alguns nórdicos dizem e querem fazer a Portugal, ele também deveria meter a mão na consciência e ver que as nossas autoridades não dao um bom exemplo ao resto da europa. Como já referi anteriormente, é dificil de engolir um pedido de esmolas por parte de um hospital público, quando há bastante dinheiro a ser mal gasto, a começar por governantes que se passeiem em carros de alta cilindrada. Para povos como os nórdicos, em que até presidentes de càmara deslocam-se de bicla para o trabalho para pouparem, verem os nossos governantes e dirigentes da AP a deslocarem em carros caros e importados, e depois os hospitais andarem a pedirem esmolas… Isso para eles é um bocado inconcebível. E pouco dificil de entender, como se pode valorizar determinadas coisas em detrimento de outras.
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O caso da maternidade que anda a pedir esmolas nunca aconteceria num país nórdico. Em último caso, num país nórdico, seriam os próprios funcionários e gestores hospitalares que abdicavam de parte dos salários para preencher as necessidades dos utentes/pacientes. Ou seja, a cultura de serviço público é de tal forma mais evoluída, que seriam os funcionários públicos a dar o exemplo de solidariedade para com os mais neecssitados. Mas em Portugal pede-se esmolas para se pagar salários aos funcionários públicos e aos gestores hospitalares. Uma vergonha só possível num país como o nosso, com uma merda de funcionalismo público.
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É por isso, em parte, que existe esta intolerância com Portugal. Porque não existe uma verdadeira cultura de solidariedade e serviço público em Portugal mas apenas parasitismo no Estado. À custa dos mais pobres, claro está. E aqui o Basilio Horta deveria saber que os exemplos que damos ao mundo não são dignos nem mostramos sequer ter atingido um estádio de civilização digno de uma UE.
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perdoada?
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“Queira-se, ou não, o clima influencia a produção – trabalho. Os Suecos não têm praias a 15m do local de trabalho; nem os ingleses, ou os holandeses – bem podem trabalhar.
Queira-se,ou não, os países do Sul da Europa não são iguais aos escandinavos”
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Se fosse verdade, os portugueses não trabalhavam mais horas que os escandinavos. Mas trabalham. O problema é outro e nada tem a ver com o clima. Além disso, logo que os dias começam a crescer, as actividades ao ar livre explodem e muitas esplanadas estão a abarrotar. Sobretudo nos últimos dias, que tem estado dias limpidos e azuis, lembrando Portugal, com excepção da temperatura.
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Não sejamos ignorantes. Se Portugal tem um nivel de vida inferior aos nórdicos, nada tem a ver com o clima. Mas isso…
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O Basílio Horta que é da Direita Histórica e que não se traveste com essas etiquetas de «neo-liberalismo» trotsquista, vai ser cabeça de Lista do PS por Leiria.
Aliás, toda a direita histórica do CDS, a ala tecnocrática do PSD e até alguma extrema-direita, todos eles apoiam a única solução para Portugal: Sócrates!
O resto é paisagem…
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Arlindo da Costa,
Pelo que você diz, Sócrates prepara-se, qual Salazar dos novos tempos, em formar a sua União Nacional. Voltaríamos ao Portugal uno e indivisível, agora do Minho ao Corvo. Diga-se que isso quadra muito bem com o perfil fascizante do Sócrates.
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Para que precisamos de trabalhar se compramos tudo feito? Chatisse!…
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O aeroporto de Beja vai ser mais um elefante branco como inúmeros campos de futebol que só trazem despesa.Eu lamento é que,especialmente,as televisões dêem a notícia do modo que a deram: vôo Beja abo Verde,quando afinal o avião teria iniciado a sua viagem em Lisboa! não sei quantos passageiros a bordo quando afinal terá sido uma comitiva especial! Quando nos deixamos disto?Quando os portugueses acordarem.
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