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Pura incompetência

5 Julho, 2011

Porto e Vigo distam cerca de 120 km. A CP «consegue»  ter um serviço de automotoras que liga as duas cidades em 3 horas, uma média de 40 km por hora. No final do século XIX, com locomotivas a vapor a viagem conseguia-se fazer por metade do tempo.

Ainda assim, todos os dias uma média de 13 passageiros paga 12,5 euros de bilhete para essa viagem.

Agora e depois de ser incapaz de proporcionar um serviço decente ligando duas regiões com 5 milhões de habitantes, a Administração da CP vai fechar o serviço por motivos de dar prejuízo: 19.600 euros por mês. Até é pouco atendendo a tudo o que a CP faz para que aquilo dê prejuízo.

Ora, sem em vez de 13 passageiros diários, a CP fizesse o mínimo esforço de ter  ter 26, já seria uma linha rentável.

São números absolutamente ridículos de passageiros que tornariam uma linha rentável.  A incompetência de quem administra aquilo é notória e deveriam ser imediatamente dispensados com justa causa, sem indemnização.

 

77 comentários leave one →
  1. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 13:17

    Mas em contrapartida o TGV já vai dar dinheiro. lolololololol
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    Mudando de assunto. Parece que os crentes na teoria do aquecimento global já admitem, repito, já admitem, que as temperaturas globais deixaram de subir. Claro que, o que motiva esta paragem na subida das temperaturas é outra coisa. No entanto, abandonar a religião e a fezada é do caraças.
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    O paper:
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    Click to access pnas-201102467.pdf

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    E o comentário deo autor do blogue que nos mostra o estudo:
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    “My take on it from the paper – “We don’t know what’s going on, but we aren’t going to admit that” – Anthony”
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    In http://wattsupwiththat.com/2011/07/04/a-peer-reviewed-admission-that-global-surface-temperatures-did-not-rise-dr-david-whitehouse-on-the-pnas-paper-kaufmann-et-al-2011/
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    Que chatice. os factos contradizem as teorias dos gajos. ehehheheheeh

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  2. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 13:21

    A ligação Figueira da Foz–Coimbra enferma do mesmo mal: 40\nbsp;Km/h. Será que esse é o limite máximo de velocidade das novas composições?

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  3. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 13:29

    Uma pergunta para os mais bem informados.
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    Qual a velocidade média do Alfa entre Lisboa e Porto? E qual a velocidade média prevista numa eventual ligação de TGV Lisboa-Porto?
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    A chatice toda é que, nos tempos modernos, o comboio continua a ter poucas simpatias junto do público consumidor. Esse é o problema. O consumidor prefere usar o automóvel, mesmo que custe mais, por causa da mobilidade maior asssociada, sua flexibilidade e ser mais cómodo.
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    E não me digam que eu sou contra o comboio, pois eu gosto dos bichos. Andar neles e até em museus. Mas uma coisa é o que eu gosto, outra, a rentabilidade deles.

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  4. vitorsilva's avatar
    5 Julho, 2011 13:44

    >>O consumidor prefere usar o automóvel, mesmo que custe mais
    duvido que essa preferencia continue se a gasolina custar por exemplo 2€/l

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  5. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 13:51

    Anti…:
    Na sua afirmação “a chatice toda é que, nos tempos modernos, o comboio continua a ter poucas simpatias junto do público consumidor”, esqueceu-se de acrescentar “português”. “Público consumidor português”. Uma rápida volta pelo google, mostra-lhe como o comboio é usado e protegido noutros países, até (veja bem ) para fins turísticos (onde são usados aqueles velhinhos que os nossos cérebros consideraram obsoletos). Mais: se tivermos em conta a inevitável evolução do preço do petróleo, facilmente concluimos que estamos a fazer mal as contas e que alguém devia estar preso por decidir optar por promover o transporte rodoviário. Mas tenho que admitir que não somos os únicos a optar pelo encerramento de linhas. Os gregos estão a fazer o mesmo. Grande exemplo…

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  6. Dédé's avatar
    Dédé permalink
    5 Julho, 2011 13:54

    Dispensados, não despedidos. E já agora subsistidos por profissionais que percebam de caminhos de ferro. Iam ver que resultava, como aconteceu quando na TAP substituíram o boy e barão do PSD, Cardoso e Cunha por um gestor da aviação.

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  7. jose silva's avatar
    jose silva permalink
    5 Julho, 2011 13:56

    Gabriel, ha ai equivocos.

    O serviço Porto-Vigo fazia tambem de interregional dado que tinha 14+4 paragens intermedias que lhe acrescem cerca de 1 hora de duraçao. Os 13 passageiros nao se referem a totalidade da linha mas sim ao troço que foi cortado, ou seja, a ligaçao de Valença a Vigo. O serviço vai continuar a existir como Porto-Valença deixando de ser um serviço internacional, passando a a ser verdadeiramente interregional.

    O melhor teria sido suspender as 4 paragens que o comboio fazia entre Valença e Vigo onde apenas 13 passageiros as usavam.

    Mas a inteligencia nao abunda nem a Norte nem no Terreiro do Paço.

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  8. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 13:57

    “duvido que essa preferencia continue se a gasolina custar por exemplo 2€/l”
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    Pode acontecer. Mas se isso for verdade, nada como privatizar o sector e deixar os privados assumirem as suas apostas. E não o Estado, porque o custo desses erros são quase sempre maiores que os do sector privado e são pagos pelos nossos impostos.
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    “Uma rápida volta pelo google, mostra-lhe como o comboio é usado e protegido noutros países, até (veja bem ) para fins turísticos (onde são usados aqueles velhinhos que os nossos cérebros consideraram obsoletos)”
    .
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    São poucos os países onde o sector é rantável. Por isso, é batermos na mesma tecla. O que preferem os portugueses? Medicamentos para os pobre ou velhinhos ou financiar transportes ineficientes?
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    Se me disser assim. Olhe, os seus impostos pagam os medicamentos aos velhinhos pobres, eu fico satisfeito. Se me disser que os meus impostos pagam transportes públicos ineficientes, eu fico fulo.

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  9. Piscoiso's avatar
    5 Julho, 2011 13:57

    AC
    Essa de o automóvel ser mais cómodo que o comboio…
    só se for de Bentley com motorista.

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  10. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 14:01

    “Essa de o automóvel ser mais cómodo que o comboio…
    só se for de Bentley com motorista.”
    .
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    Desculpe, mas a comodidade não se mede apenas pelos assentos. Mas tempos de espera, deslocações para as próprias estações, ar condicionado, etc.
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    Eu gosto de andar de comboio, mas não sou tolo e sei bem a comodidade que eu tenho quando me desloco de carro face ao comboio.
    .
    .
    PM E pode meter aí a privacidade, etc.

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  11. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 14:03

    Meus caros,
    .
    O comboio é o melhor meio de transporte. No entanto a CP tem feito tudo para os tornar um inferno. Se quiserem ir da Covilhã para a Figueira da Foz, têm de mudar em Coimbra-B (o que é normal, compreensível). Pois têm de esperar quase duas horas por uma ligação para a Figueira da Foz.
    .
    Se vierem do Intercidades de Lisboa para a Figueira da Foz, acabarão por esperar uma hora e tal em Coimbra-B.
    .
    Nos Intercidades, nem nos Alfa, não existe uma tomada 230V 50 Hz para cada assento. Nos dias de hoje, é coisa que deveria existir até nos suburbanos. Nem nas salas de espera das estações existem essas tomadas, têm decerto medo que lhes roubemos demasiada energia eléctrica.
    .
    Neste passadismo suicidário, neste paradigma de autismo e desprezo pelo cliente, a quem continuam a chamar utente, como podem sobreviver? Aposto que se privatizarem a CP, certas linhas desaparecerão, mas serão substituídas e bem por autocarros, com custos de estrutura menores e pontos de equilíbrio mais modestos. Outras linhas terão mais qualidade, mais pessoas e mais horários.

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  12. Piscoiso's avatar
    5 Julho, 2011 14:04

    Tempos de espera?
    Onde?
    Nos semáforos?
    Nos locais para estacionar?
    Nas filas de trânsito?
    Nos acidentes?
    etc.

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  13. Piscoiso's avatar
    5 Julho, 2011 14:05

    O automóvel dá estatuto.
    Ponto final.

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  14. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 14:10

    “Tempos de espera?
    Onde?”
    .
    .
    Os próprios comboios têm horários que impedem a comodidade de fazermos a viagem de acordo com as nossas necessidades e prioridades. Qualquer transporte público, com excepção do taxi, sofre este problema. E é desvantagem demasiadas vezes descurada por quem analisa estes problemas.
    .
    .
    Por exemplo, imagine que eu tenho uma reunião a 100 kms. daqui. O que me fica mais barato? O carro ou o comboio? Só o tempo que vou perder ao usar transportes públicos é um custo que depois se reflecte nas minhas opções.
    .
    .
    E olhe que eu prefiro optar sempre pelo comboio em detrimento do carro. (Mas isso porque eu odeio conduzir em ambientes urbanos e não sou grande condutor.) Mas quanto toca a tomar a decisão do comboio eu peso outros factores, como receber chamadas e poder ter privacidade nessas conversas, se eu posso ganhar tempo (e tempo é cada vez mais dinheiro) ao usar a viatura própria.
    .
    .
    Não sejamos ligeiros a analisar isto. E, repito, gosto bastante de viajar de comboio.

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  15. anti-comuna's avatar
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    5 Julho, 2011 14:14

    Mas sobre as noticias do fecho dessas linhas. Toda a gente protesta, mas depois a ssiduidade (e uso) dessas linhas é baixa.
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    .
    Podem dizer que a CP não investe mais nas linhas e nos comboios. Até aceito a crítica. Mas, por amor de deus, se os comboios andam vazios, é porque não existe procura. E os que se queixam, normalmente nem usam os comboios.
    .
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    É o saudosimo por um transporte público, que antes teve um grande papel nas nossas sociedades e hoje é descurado.
    .
    .
    Vamos lá ser sérios nestas coisas. Se existem as linhas e não são usadas, para quê manter um serviço que custa os olhos da cara e só é usado por meia dúzia de gatos pingados?

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  16. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 14:16

    Piscoiso,
    .
    Por uma vez concordo consigo. Olhe que quando digo que vou de autocarro+comboio da Covilhã para a Figueira (o comboio é impossível pelas razões acima indicadas), olham-me de lado. Quando digo que por dois quilómetros não dou a chave ao carro e vou a pé, sou considerado esquisito. Por mim, viajava de comboio para todo o lado.
    .
    O comboio é o meio de transporte mais seguro e mais económico. É a CP que o faz caro com uma estrutura dos anos 70 e uma dedicação ao cliente inspirada nos amanhãs de karaoke dos idos de 75. Nem precisamos de novas composições, pois o Flecha de Prata dá mais de 140 Km à hora em plano e a brincar. Precisamos de usar o comboio para estações importantes e o autocarro nos percursos intermédios. Com conforto, rede sem fios, tomadas para portáteis, música ambiente e aspecto limpo, coisas que são baratas de realizar e que depressa se concretizam.
    .
    Basta assar em lume rápido, se possível a lança-chamas, os idiotas que estão na cúpula da CP e colocar lá quem saiba de comboios. E despedir quem estiver a mais. Não gosto de despedir, mas é assim que tem de ser; quem está a mais deve sair. E se for realmente bom, não deixará de haver quem o contrate.
    .
    (É por isso que acho que despedir na função pública vai criar desempregados crónicos.)

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  17. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 14:20

    Anti-Comuna,
    .
    De uma estatística que me lembro de ter lido lá para o início do ano, Portugal foi o único país da Europa onde a ferrovia teve menos procura de 1980 até 2010, década a década. Todos os outros países, a partir de 2000, aumentaram a utilização das linhas.
    .
    É a CP, caro amigo! Não culpe o meio de transporte comboio, Anti-Comuna, culpe quem deve ser culpado.

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  18. Jorge Manuel Brasil's avatar
    Jorge Manuel Brasil permalink
    5 Julho, 2011 14:20

    Será que os transportes públicos terão de ser rentáveis? Não seria muito melhor afirmar que são as suas gestões que têm a obrigação de bem planearem para que os custos sejam diminuídos e não apresentarem como soluções o encerramento, pura e simples, de vias que estão mal exploradas? Quando é que serão, neste país, pedidas as responsabilidades a quem não sabe ser um bom gestor?
    jorge manuel brasil mesquita
    lisboa, 05/07/2011

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  19. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 14:22

    Colaço, eu vivo num país onde o comboio é tradição levada a sério. E no entanto, apesar da qualidade do serviço ser superior à portuguesa, mesmo assim as pessoas preferem usar a viatura própria. A generalidade dos que usam o comboio são mesmo aqueles que quase o usam todos os dias, nas deslocações para o trabalho.
    .
    .
    E Vc. até pode ficar a saber que nos comboios têm bares, etc. Mas a vida é como é. Vc. não pode obrigar ninguém a usar o comboio.
    .
    .
    Por isso eu digo. Privatizem o mercado e vejam se depois surgem interessados na sua exploração. Aí é que tinhamos o teste a sério. Porque, uma coisa são as nossas opiniões pessoais (legítimas como qualquer outra coisa), outra é a realidade dos factos. E os factos mostram isto mesmo: transporte de passageiiros por ferrovia não dá dinheiro.

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  20. anti-comuna's avatar
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    5 Julho, 2011 14:24

    Colaço, dê-me fontes que eu estou disposto a aceitar tudo o que me digam sobre as rentabilidades e uso do comboio. Mas eu não conheço nenhum estudo que me demonstre ser rentável o transporte de passageiros, excepto em ambientes urbanos densamente povoados.

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  21. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 14:25

    Anti-Comuna,
    .
    Tem razão, tempo é dinheiro. E quando conduz, não tem tempo, porque o tempo é da estrada. Quando é conduzido, o tempo é seu.
    .
    Quanto a atender uma chamada, a menos que tenha um kit mãos livres, sabe concerteza o valor das multas. No comboio pode ter a dita privacidade se se sentar um pouco mais longe dos outros, ou se usar o texto. Nem sempre os comboios vão cheios.
    .
    Finalmente, nem sempre o comboio é o melhor meio de transporte. A 100 Km de distância, num lugar onde não haja estações por perto e os outros transportes sejam inexistentes, como parques industriais fora das grandes cidades, o automóvel é a única opção. Agora, mais vale entrar em Lisboa ou no Porto de comboio do que tentar estacionar o carro.

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 14:31

    “Finalmente, nem sempre o comboio é o melhor meio de transporte. A 100 Km de distância, num lugar onde não haja estações por perto e os outros transportes sejam inexistentes, como parques industriais fora das grandes cidades, o automóvel é a única opção. ”
    .
    .
    É o que lhe estou a dizer. Tirando centros urbanos e densamente povoados, a ferrovia não é competitiva. A menos que tivessemos linhas ferroviárias como as de autocarros. É impossível.
    .
    .
    É chato ser assim, mas as coisas são como são.
    .
    .
    Quanto à privacidade, não é a mesma coisa. Se usa linhas com frequência (não digo em Portugal, porque os comboios andam vazios) sabe que não existe privacidade no comboio.
    .
    .
    Repito-lhe. As vantagens da viatura própria são maiores que as do comboio. Com excepção de meios urbanos. A vida é mesmo assim. Podemos não gostar do pópó, mas é uma ferramenta superior ao comboio.
    .
    .
    E volto a repetir. Eu gosto imenso de comboios, tanto de andar neles como em museus. Mas não posso pedir o impossível. E, lá está. Ou pago impostos para uma coisa ou para outra. Para todas é impossível. E nestas coisas não pode haver romantismos.

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  23. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 14:39

    O operador alemão anunciou em 2010 um aumento dos lucros espectacular em 2009. Apesar de tudo, as receitas com a longa distância caíram 17% e com os regionais 19% em 2009. Talvez tenha razão quanto à viabilidade do comboio nos regionais. Dou-lhe razão aí. Mas na longa distância não me dou por vencido. O problema da longa distância, pelo menos neste país, é as ligações com as contrapartes regionais, e lembre-se dos Intercidades da Guarda e de Lisboa que não ligam com os suburbanos da Figueira da Foz. E não têm fichas eléctricas, nem rede sem fios, nem música ambiente.
    .
    Leva-nos no entanto de centro a centro de cidade, e isso é fantástico.

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  24. jose silva's avatar
    jose silva permalink
    5 Julho, 2011 14:43

    Ac,

    Ja lhe disse no outro dia, no transporte de mercadorias, o comboio custa metade da rodovia. So o transporte maritimo e´ mais barato. Se ja aceita a viabilidade da ferrovia em meio urbano, e´ uma evoluçao positiva.

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  25. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    5 Julho, 2011 14:43

    Em vez de se dar um pontapé no rabo de quem não tem vida para gerir seja o que for, vai-se acabando com a rede de transportes públicos. Quando ela estiver acabada, qualquer crise nos combustíveis, seja de preço, seja da sua falta no mercado, irá criar problemas graves no país. Já para não falar das pessoas mais velhas que já não podem deslocar-se em automóvel próprio. Quando não havia “doutorados” e outros especialistas em transportes, quando o petróleo era barato, quando não havia problemas com o ambiente, os transportes públicos progrediam. Agora com todos esses factores a apontarem a necessidade da melhoria do serviço público de transportes, está a acabar-se com eles. Merda de raça a espontaneidade da vida gerou. Merda de ideologia essa raça criou.

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  26. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 14:47

    “Mas na longa distância não me dou por vencido. ”
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    .
    Acredito no que diz. Não existe um verdadeiro mercado ferroviário, tanto nacional como internacional. O facto do Estado estar metido em tudo, prejudica ainda mais as coisas.
    .
    .
    Vou-lhe dar o meu exemplo pessoal. Eu quis ir a Portugal de férias de comboio. Não o pide fazer. A viagem era demasiado longa, com tempos de espera malucos, mudanças de estações e os preços carissimos. Fui de carro. Prferia ir de comboio. Mas eu não estava a pensar em fazer um interrail, mas apenas uma vigaem agradével de comboio, atravessando parte da Europa.
    .
    .
    E, note bem o caricato da coisa. Ficou-me mais barato usar carro que o avião. Mas, claro, de carro tive custos não financeiros, como stress, comer mal, etc. Mas como gosto de ver paisagens, cidades, etc. Tive que optar pelo carro. Mas se tivesse a opção de comboio, que me fosse mais cómoda a nível de transbordos, teria optado pelo comboio, mesmo mais caro. Eram umas férias diferentes.
    .
    .
    É como lhe digo. Isto é mais complicado do nos parece.
    .
    .
    Eu nestas coias evito o meu romantismo pela análise fria dos factos. Olhe é como eu considerar a luta contra o aquecimento global uma fraude. No entanto, nas minhas opções pessoais, levo muito a séirio, tanto os parâmetros ambientais como os financeiros. Gosto bastante de usar a bicla quando vou fazer compras, quando tenho que ir algum lado, etc. No entanto, nestas coisas temos que ser frios e racionais e pôr de lado os nossos gostos pessoais, quando analisamos questões de natureza colectiva.

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  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 14:52

    “Se ja aceita a viabilidade da ferrovia em meio urbano, e´ uma evoluçao positiva.”
    .
    .
    Mas eu sempre aceitei. Já alguma vez me viu dizer que era impossível haver linhas rentáveis? Nunca o disse. No entanto, desde que surgiu o automóvel e este se tornou mais acessível ao público, as ferrovias entraram em declinio. É a realidade dos factos. Um concorre contra o outro e a ferrovia perde. Basta comparar alguns mapas ferroviários dos USA ou de algus países europeus. Quanto mais estradas menos ferrovias. É a evolução natural das coisas.
    .
    .
    É como eu gostar mais dos discos em vinil mas achar que só porque eu e mais aluns gatos pingados achamos que a musica é melhor quando gravad nesse tipo de “armazés de sons” iriamos impedir os CDs. Não pode ser. Uma coisa é o nosso romantismo e até crenças, outra a realidade dos factos.

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  28. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    5 Julho, 2011 14:52

    Caro Francisco Colaço
    “A 100 Km de distância, num lugar onde não haja estações por perto e os outros transportes sejam inexistentes, como parques industriais fora das grandes cidades”
    Ora aí está.
    Tirando certas redes ferroviárias, que obviamente são mais eficazes que o automóvel, infelizmente a ferrovia não é consentânea com a as necessidades contemporâneas.
    Uma articulação entre o terrestre e o ferroviário seria sempre útil, mas para isso era preciso trabalhar.
    Quanto ao kit mãos livres isso custa meia dúzia de euros.

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  29. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    5 Julho, 2011 14:56

    “Eu quis ir a Portugal de férias de comboio. Não o pide fazer.” 🙂

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  30. Joaquim's avatar
    Joaquim permalink
    5 Julho, 2011 14:57

    Gabriel,
    Concordo que o prejuízo é ridículo e não justifica de forma alguma o encerramento da linha. Mas, antes de publicar o post, podia ao menos ter confirmado as contas.
    13 passageiros diários x 12,5 euros por viagem x 30 dias = 4.875,00 euros.

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  31. JFP's avatar
    JFP permalink
    5 Julho, 2011 15:02

    O post está repleto de inexactidões e deveria merecer ao autor a indispensável correcção.

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  32. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 15:03

    Anti…:
    O seu raciocínio parte de dois pressupostos errados: as pessoas gostam mais de andar de automóvel e o transporte ferroviário é sempre mais caro. São errados porque se baseiam no que temos, à custa do tal investimento em auto-estradas que nos trouxe onde estamos e do estímulo ao transporte individual (com o consequente desinvestimento no transporte colectivo). Depois de tudo isso, sim é verdade. O problema é que o inevitável agravamento do preço do petróleo vai baralhar todas as contas e mostrar que somos dos países mais desprotegidos perante essa situação.

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  33. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    5 Julho, 2011 15:07

    Há camaradas aqui que não sabem que os combóios, em Portugal, já foram privados. Um velho senhor, nascido em 1920, explicava como percebeu em jovem que o socialismo não resultaria. Contava ele que ia visitar os pais e tinha que fazer percursos em duas linhas, uma pública e outra privada. Não preciso de explicar o resto…
    *
    Aquecimento global. Por caridade, alguém me explica como é que MEDE… que isto não é só a malta andar encalorada…
    Diz o galaró:
    “Um copinho, dois copinhos, três copinhos de arguardente, as meninas cá da terra fazem um calor à gente…”
    Responde o velhote:
    “Um copinho, dois copinhos, três copinhos de licor, levas um murro nos cornos, passa-te já o calor…”
    Esta parábola contém em si toda a polémica do aquecimento global…

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  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 15:13

    “São errados porque se baseiam no que temos, à custa do tal investimento em auto-estradas que nos trouxe onde estamos e do estímulo ao transporte individual (com o consequente desinvestimento no transporte colectivo).”
    .
    .
    Mas há algum país da Europa onde o transporte individual não ganhou ao transporte colectivo? Seja sincero. Até na Suiça, onde têm uma rede ferroviário bem boa, as pessoas preferem o carro.
    .
    .
    É chato mas é verdade. O comboio perde em quase todo o lado para o carro. Não vale a pena inventarmos razões para tal. Noutros países, como na noruega, que tem uma rede de estradas e auto-estradas miserável, onde andar de carro custa os olhos da cara (até para entrar nas cidades se pagam portagens) e no entanto as pessoas preferem o carro. Portanto, não nos deixemos enganar pelos desejos. temos que ser frios e realistas.
    .
    .
    Não se deixem enganar pelos vossos desejos. O automóvel ganha ao comboio quase sempre. E sendo assim, as pessoas tomam opções racionais. E por muito que nos enganemos, dizendo que é possível inverter isto, é mentira. Os custos não irão justificar esse investimento, porque será smepre negativo. E dizerem-me que poderia ser ao contrário, não basta o desejo. É preciso factos.
    .
    .
    É por isso que a minha posição é simples: liberalizem o mercado, porque se houver procura, os privados irão tentar ganhar dinheiro.
    .
    .
    E os cenários catastrofistas (desde o fim da energia barata até ao colapso da civilização ocidnetal devido ao aquecimento global) não passam de fantasias, cuja probabilidade é minima.

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  35. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    5 Julho, 2011 15:29

    Sobre o aquecimento global, em forma de parábola:
    Um velhote pegou num termómetro e mediu a febre. Como o valor era alto, conclui que o termómetro estava avariado. Conclusão, lixou-se. Nem chegou a saber de onde vinha a febre.

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  36. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    5 Julho, 2011 15:32

    Joaquim: sobre as contas, veja ao menos o link que o Gabriel colocou no post:
    http://porto.taf.net/dp/node/7850

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  37. Pedro's avatar
    Pedro permalink
    5 Julho, 2011 15:35

    A Renfe propos à CP um serviço conjunto Vigo Porto que seguiria para Espanha pela linha da Beira Alta e entrava em espanha em Vilar Formoso e seguia para Salamanca e daí para Saragoça e Barcelona. Achou preferível mantar a ligação regional Vigo Porto e a Renfe colocou o Trenhotel Vigo Barcelona por uma linha velho a norte de tras-os- montes até Leon seguindo depois para Barcelona.

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  38. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    5 Julho, 2011 15:47

    Acrescentei agora no post mais um lik para pormenores sórdidos.
    http://porto.taf.net/dp/node/7850
    Ao que me contam, só mesmo os totós ou gente de fora pagam bilhete numa parte do trajecto…

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  39. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 15:50

    TAF, peça a privatização do sector. Depois veremos se dá dinheiro essas ligações. ehehehehheh
    .
    .
    PM Nunca fui a Vigo de comboio. Nem nunca irei tão pouco se for de TGV. ehehhehehhe
    .
    .
    Declaração de interesses: tenho famelga por aqueles lados e é quase visita obrigatória ali. Mas de comboio? ehehhhehheh
    .

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  40. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 15:55

    Anti…
    Se reparar, nos seus argumentos estão as respostas para as minhas dúvidas. Prefere andar de automóvel? Tudo bem, desde que tenha dinheiro para o pagar (refere a Noruega e eu digo que não tardaremos muito a sentir o mesmo). No entanto, é-lhe oferecida uma alternativa de qualidade em termos de transporte público. É assim que as coisas funcionam e vão funcionar cada vez mais. Em primeiro lugar, porque os problemas da escassez de petróleo é uma realidade que só não está a ser mais sentida porque os preços actuais justificam que se explorem jazidas até agora consideradas pouco rentáveis (aqui já estamos com um problema). Em segundo lugar, porque em parte alguma as políticas orientadoras do ordenamento do território devem ser definidas pelos privados (que podem e devem aproveitar-se delas, mas nunca defini-las).

    Não vai ser preciso esperar muito. O governo já anunciou querer portagens em todas as SCUT até Agosto. Tendo em conta o modo como se desenhou a nossa rede rodoviária, isto quer dizer que muitas regiões do país vão suportar um preço altíssimo, com consequências não só na “mobilidade”, mas também no custo de vida. Para agravar a situação, não têm alternativas (grande parte das antigas vias estão intransitáveis e oferta pública não rodoviária não existe). Usando o seu raciocínio, essas pessoas vão fazer “opções racionais”: manterem-se quietas à espera da morte, ou porem-se a andar se tiverem idade para isso. Os que sairem, ou vão para o estrangeiro, ou vão aumentar o desemprego no litoral (porque não há oferta de trabalho e porque as qualificações que têm não lhes oferece grandes alternativas). Ora, como temos um probleminha para resolver chamado “dívida” que resulta de muito mais do que do despesismo do estado, o fim da história fica ao seu critério, mas não parece ser muito feliz.

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  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 16:05

    “No entanto, é-lhe oferecida uma alternativa de qualidade em termos de transporte público.”
    .
    .
    Onde ela existe, as pessoas preferem o carro. Que mais quer que lhe diga? Só se eles meterem gajos e gajos a ofrecerem serviços de acompanhemtno é que acredito que parte dos consumidores eram capazes de optar pelo comboio.
    .
    .
    Desculpe-me que lhe diga. Ou Vc. conhece só os comboios da CP ou não costuma viajar. Na Europa o comboio perde quase sempre para o carro, mas nos USA é a mesma coisa. Nem a AMtrack, que tem um serviço 5 estrelas, consegue bater o carro. E estamos a falar de um mercado intercontinental por excelência.
    .
    .
    Desculpe-me que lhe diga. Vcs. vivem num mundo de ilusões e recusam-se a admitir a realidade. Ponto final, parágrafo.
    .
    .
    “Em primeiro lugar, porque os problemas da escassez de petróleo é uma realidade que só não está a ser mais sentida porque os preços actuais justificam que se explorem jazidas até agora consideradas pouco rentáveis (aqui já estamos com um problema).”
    .
    .
    Sim, mas mesmo a estes preços do crude, os comboios perdem para os carros. No futuro os custos energéticos subirão? É a sua opinião e a probabilidade é menor do que se pensa.
    .
    .
    “Em segundo lugar, porque em parte alguma as políticas orientadoras do ordenamento do território devem ser definidas pelos privados (que podem e devem aproveitar-se delas, mas nunca defini-las).”
    .
    .
    Então Vc. o que Vc. advoga é pôr a população a viver em reservas, como nos indios nativos americanos, e centralizar todo o processo, não a favor das pessoas (que preferem o carrro em detrimento do comboio) mas contra as pessoas. Comunismo? Não obrigado.
    .
    .
    “O governo já anunciou querer portagens em todas as SCUT até Agosto. Tendo em conta o modo como se desenhou a nossa rede rodoviária, isto quer dizer que muitas regiões do país vão suportar um preço altíssimo, com consequências não só na “mobilidade”, mas também no custo de vida.”
    .
    .
    E provalemnte, tal como na Noruega (e até noutros lados) vão preferi o carro em vez do comboio. Ponham lá as portagenzinhas, liberalizem o sector ferroviário e veremos se as pessoas escolherão o comboio ao invés do carro.
    .
    .
    “Usando o seu raciocínio, essas pessoas vão fazer “opções racionais”: manterem-se quietas à espera da morte, ou porem-se a andar se tiverem idade para isso.”
    .
    .
    Liberalizem o mercado e veremos. Não pode é inventar o futuro para enquadrar os seus desejos presentes. É isto.
    .
    .
    Eu até penso que um dia vamos ser teletransportados, mas é a minha opinião. Até lá, tenho que me cingir á realidade dos factos e ao que há. E o que é previsivel em termos de elevada probabilidade. Não me guiar apenas pelos meus sonhos tecnológicos. E, note bem, se vier a acontecer isso, nem vou precisar de carros nem comboios. eheheheheh
    .
    .
    Vá lá. Não sejam luditas, ok?

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  42. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    5 Julho, 2011 16:13

    «Mas se isso for verdade, nada como privatizar o sector e deixar os privados assumirem as suas apostas. E não o Estado, porque o custo desses erros são quase sempre maiores que os do sector privado e são pagos pelos nossos impostos.» Anti-comuna
    .
    eheheh, caro Anti-comuna deixo-lhe esta máxima do Pedro Arroja que me parece feita à medida, para si em algumas coisas, e para os liberais em todas, ora aqui vai:
    .
    «Se os seus pais se governassem apenas por argumentos de racionalidade económica, tinha-no deitado ao mar logo no dia em que você nasceu. Você só lhes deu prejuízo»
    .
    Rb

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  43. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 16:18

    Ricciardi, até nessa citação, o Arroja falha como o cão do teixeira. É sabido que ter bastantes filhos no regime demográfico anterior era uma questão sobretudo económica. E esta hein? ehehehhehehh
    .
    .
    Em todo o caso, Vc. não quer que eu pague os filhos dos outros, pois não? ;))
    .
    .
    O vosso problema é que estão sempre a inventar justificações para não admitirem a verdade dos factos. Façam como eu. Engulam um bagacinho e mudem de ideias. ;))

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  44. carneiro's avatar
    5 Julho, 2011 16:29

    desculpem meter-me numa conversa onde não sou especialista. Mas se aquilo só dá despesa é fechar e mais nada. A única incompetência da CP foi a de manter em funcionamento tantos anos um troço que só dá prejuízo.

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  45. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 16:34

    Estas discussões são castiças e fazem-me lembrar uma coisa que aconteceu aqui há uns anos atrás.
    .
    .
    Aqui há uns anos atrás, eu usava bastante uma linha de autocarro. Porquê? Porque tinha uma paragem quase á porta do prédio onde vivia e que me deixava mesmo para a escola que frequentei. Como frequentava todos os dias a linha e em vários horários, conhecia mais ou menos, os passageiros da zona onde vivia, daquela linha.
    .
    .
    Por questões de mudança operadas na linha, essa linha mudou e deixou se passar na paragem quase em frente ao meu prédio. O que é que os moradores decidiram fazer? Portestar contra a mudança da linha, cuja paragem foi mudada para uma rua adjacente.
    .
    .
    O que é que aqueles moradores fizeram? Reuniões dos condominios, lojistas (tem um centro comercial perto) para realizarem um protesto contra a empresa concessionária da linha de autocarros e contra a Cámara Municipal. Mas aquela gente toda protestava contra a mudança da linha mas raramente andavam naquele autocarro. Curiosamente, eu era o mais afectado.
    .
    .
    Alguém se lembrou de me pedir a opinião sobre o assunto. E eu disse-lhes assim: olhem, que eu saiba, eu sou o único com passe aqui, que usa aquela linha naquela paragem. É chato que vou ter que andar um bocado a pé, mas aqui nesta zona quase ninguém usa aquela linha, naquela paragem e eu sou o único. Se eu tiver companhia de moradores da outra rua, fico contente, que assim não ando com desconhecidos no autocarro.
    .
    .
    Esta situação, creio, é semelhante. Os que mais fazem barulho, querem a linha, naquela paragem, mas nunca a usam. Enfim, isto é velho e sempre foi assim.
    .
    .
    PM Esta história aconteceu no Grande Porto, numa linha que ligava a zona de umas conhecidas faculdades do Porto e uma cidade vizinha do Porto. O que mostra que estamos mal habituados.

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  46. CAL's avatar
    CAL permalink
    5 Julho, 2011 16:40

    Estive na Alemanha a passeio e o que mais me impressionou foram os transportes públicos. Muitos comboios combinando horários e também as ligações com ônibus e até bondes (elétricos). Na compra de bilhete para o itinerário pretendido, vem tudo explicado, os traslados com coincidências de horários. Nas escadas de acesso às plataformas, existe, num dos lados, rampa para as malas com rodas, é muito prático. Os carrinhos de bebes tem duas rodas de diâmetro bem maior para galgar melhor os degraus, inclusive, de dentro das carruagens. Tendo possantes carros e excelentes auto-estradas (autobahn), existe a cultura dos transportes públicos.
    Na França, muitas linhas de comboios, e sempre, com muitos passageiros.
    Em Portugal nada do governo é administrado, é empurrado com a barriga por pançudos incompetentes, com salários de magnatas. Não interessa mudar, se quisessem, fariam Auditorias.

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  47. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    5 Julho, 2011 16:52

    ahahaaha
    .
    A análise de rentabilidade uma rota vai muito além das contas de merceeiro. É preciso saber, em primeiro lugar, e antes de fechar o que quer que seja, se há potencial de crescimento no serviço prestado. Isto é, se há mercado ou se na realidade o serviço que se presta é tão mau que desmotiva a procura e a incita a correr atrás de alternativas.
    .
    Neste sentido, não faço ideia se a rota pode ser rentabilizada. Provavelmente a gestão é tão fraquinha que nem pensa em desenvolver o negócio. Parece-me que serão uns meros mangas-de-alpaca que analisam o passado e prescrevem o futuro, sem ter a noção de que alterando o presente podem colher frutos futuros.
    .
    Por principio, os serviços publicos devem ser rentaveis e eficientes. Mas nem todos tem que ser lucrativos. É a diferença entre ministrar serviços de interesse público e ministar meros serviços publicos. Por exemplo, a Vacinação é um serviço prestado pelo estado por ser de interesse público. Além de aproveitar o individuo vacinado, aproveita o conjunto de individuos que compõem a sociedade, porque a infecção de um contamina a saúde geral.
    .
    Rb

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  48. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 17:15

    Anti…
    Só posso repetir o que lhe disse na minha resposta anterior: prefere andar de carro? Tem todo o direito. Pague! A opção que um governo deve tomar não é facilitar-lhe a vida, mesmo que só tenha em conta o que isso representa em custos. É isso e só isso que estamos a discutir. Comunismo? Sabe bem que essa é a opção da maior parte dos países do ocidente. O que um governo não pode fazer (ok, não deve), é dificultar-lhe uma opção e não lhe oferecer alternativa. Tudo o resto é especulação.

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  49. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 17:21

    Ricciardi,
    .
    Bingo!
    .
    No entanto, dou razão ao Anti-Comuna. Ele não está a dizer que os comboios são maus. Está a dizer é que as pessoas vêem mais vantagens no automóvel (conforto, flexibilidade) do que no comboio ou no autocarro (descanso, custo).
    .
    O custo de posse de um automóvel, mesmo de 15 ou 20 mil euros, é sempre maior do que um passe de autocarro ou de comboio. Vejo com algum gozo como as pessoas fazem as contas aos bilhetes, comparando-os tout-court com o preço do combustível. Se calhar o automóvel e a respectiva manutenção sai-lhes de graça, sei lá eu.
    .
    É certo que um automóvel a andar só tem um preço por quilómetro×pessoa muito mais alto que o comboio. Porém, quatro pessoas num carro andarão com conforto e por muito menos que nos transportes públicos, mesmo considerando os custos de amortização e de manutenção dos veículos, especialmente em trajectos curtos, onde a opção autocarro é deveras cara.
    .
    Dando razão ao Piscoiso, andar de comboio é percebido aqui como sendo para pelintras. Este é um problema português com grandes ramificações, e não apenas no transporte.

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  50. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 17:27

    Francisco Colaço:
    O problema que se discute do preço do combustível, não tem que ver com o que sai do bolso do consumidor no momento em que enche o depósito. Tem que ver com o que sai do país, no momento de o importar.

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  51. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    5 Julho, 2011 17:30

    Trinta e três,
    .
    O país são as pessoas. E como as pessoas não deixam que se construa uma central nuclear por cá, ou importa gasolina ou carvão, porque às horas em que o comboio anda (salvo a madrugada, que é ventosa em Portugal) as eólicas estão geralmente paradas.

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  52. A. C. da Silveira's avatar
    A. C. da Silveira permalink
    5 Julho, 2011 17:37

    Quem é que acredita que uma linha onde um comboio faz 500 km/dia (120X4), portanto 15000Km/mes, tenha uma receita bruta de 16500 euros(44X12,50EX30) dê um prejuizo de apenas 20000 euros/mes. Estes gestores devem ter aprendido a fazer contas com o Teixeira dos Santos, ou com o ex sec de estado Emanuel, que passaram seis anos a enganar-se nas contas do estado, não acertaram uma . Com analfabetos da aritmetica a gerirem milhares de milhões do nosso dinheirinho desta maneira, não admira que o país esteja na bancarrota!

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  53. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    5 Julho, 2011 17:50

    «Se os seus pais se governassem apenas por argumentos de racionalidade económica, tinha-no deitado ao mar logo no dia em que você nasceu. Você só lhes deu prejuízo»
    Comer também só me dá prejuízo. Mas teimosamente continuo a comer. Idem para ter uma casa confortável, ter uma TV, etc., etc. Quem escreveu essa frase não conhece o conceito de utilidade.

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  54. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    5 Julho, 2011 17:53

    Incompetência é que se avista na empresa do Marco António, o Metro do Porto.
    Aquilo devia fechar e já!

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  55. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    5 Julho, 2011 17:53

    “O problema que se discute do preço do combustível, não tem que ver com o que sai do bolso do consumidor no momento em que enche o depósito. Tem que ver com o que sai do país, no momento de o importar.”
    Trinta e três: as locomotivas são feitas em Portugal? a energia que é utilizada tem qual fonte? Tem a certeza que é nacional?

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  56. Joaquim's avatar
    Joaquim permalink
    5 Julho, 2011 17:55

    Tiago,
    Eu li o artigo. Pelo vistos, com mais atenção que outros.
    TAF: “13 passageiros x 4 comboios diários x 365 dias x 12,5 euros/bilhete”
    Gabriel: “todos os dias uma média de 13 passageiros paga 12,5 euros de bilhete para essa viagem”

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  57. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    5 Julho, 2011 17:56

    “Incompetência é que se avista na empresa do Marco António, o Metro do Porto.
    Aquilo devia fechar e já!”
    O que tu queres sei eu…´
    Eu também sou contra todos os serviços públicos que não utilizo…

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  58. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 18:00

    Francisco Colaço:
    Más contas, muito más contas. A energia consumida na produção de elctricidade tem, como está fartinho de saber, outras variantes possíveis. Algumas, até, de produção nacional.

    Centrista:
    Já foram e nada impede que voltem a ser. Aí está mais vantagem.

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  59. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 18:25

    “O custo de posse de um automóvel, mesmo de 15 ou 20 mil euros, é sempre maior do que um passe de autocarro ou de comboio. Vejo com algum gozo como as pessoas fazem as contas aos bilhetes, comparando-os tout-court com o preço do combustível. Se calhar o automóvel e a respectiva manutenção sai-lhes de graça, sei lá eu.”
    .
    .
    Ora nem mais. O automóvel paga uma catraifada de impostos malucos, o combustivel paga uma catraifada de impostos malucos, seguros caros, manutenção cara, etc. Mas as pessoas mesmo gostam.
    .
    .
    Mas quando eu ouço alguns a protestar contra os bilhetes dos auto-carros, comboios, etc. em Portugal, farto-me de me rir. E, mais ainda, em Portugal o Estado subdidia este tipo de transportes colectivos e mesmo assim a malta gosta de andar de pópó. O que é ainda mais surrealista. Queixam-se de que, quando há comboios, são caros, etc e não andam neles. Se acabam com eses comboios, aqui del rei, que é o fim do mundo. Ora bolas.
    .
    .
    Depois, como eu já vi tugas a subir o Jungfrau, pagam forte e feio e não se queixam. Ora bolas!
    .
    .
    Mas como não se pode mudar a carola às pessoas, o melhor é liberalizar o sector e privatizar. Depois se verá se vale a pena ou não.
    .
    .
    Quando me dizem que os comboios são serviços públicos, eu digo que se o fossem, a malta utilizava-os. Não os tulizando, não é serviço público. E deixem-se de teorias, porque um serviço público só o é, se existe procura e não existem alternativas. Ora, as pessoas preferem as alternativas (o pópó) mesmo que lhes custe muito mais. E qualquer pessoa que preze a liberdade e respeita as ideias alheias, só tem que aceitar este comportamento humano.
    .
    .
    Alguns acham que só porque dizem bem dos comboios, são mais espertos que os demais. Eu já o disse e repito. Gosto de comboios, tanto andar neles como vê-los em museus. Mas considero uma estupidez da minha parte exigir um serviço financiado pelos meus concidadãos, quando há necessidades mais prementes para colmatar. É que sinto repulsa ter um subdidio estatal (quando ando de comboio) e, simultaneamente, haver pobres em Portugal e venhilnhos, que morrem ou sofrem bastante por não terem dinheiro para medicamentos. Ou acesso a cuidados de saúde. Ou morrem de frio no Inverno, porque não há quem pense que, se calhar, serviço público era financiar o aquecimento aos velhinhos.
    .
    .
    Agora, isto é latino, o português gosta muito de show off. E luxos. Gosta de mostar o seu BMW ou Mercedes, mesmo que deixe de comer para pagar o seu pópó. E gosta de ter comboios para andarem vazios e às moscas, e há necesssidades das populações, que deveriam ter um serviço público e não o há. E quem diz comboios, diz estações de metro luxuosas, aeorportos caríssimos, estádios da bola caríssimos, etc. Até a merda das rotundas são luxuosas.
    .
    .
    E quando me atacam pessoalmente dizendo que eu que pague o meu pópó, claro que o pago. Mas também pago e não bufo quando viajo de comboio. E já paguei fortunas para viajar de comboio, só pelo gosto de viajar de comboio. Como andar em comboios turísticos ou viajens malucas, mas que mde dão gozo por viajar nesses bichos. E até pago bem para visitar museus de comboios e até maquetes de comboios, sejam elas N, Z, H0 ou O. Mas uma coisa são os meus vicios privados e meus luxos. Outra coisa é impôr aos demais os meus gostos, seja viajar de comboio ou de barco.
    .
    .
    Mas enfim. Como já o disse. Provavélmente quem mais faz barulho são aqueles que menos usam o comboio.

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  60. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    5 Julho, 2011 18:25

    “Já foram e nada impede que voltem a ser. Aí está mais vantagem.”
    É como os automóveis. Também podiam ser feitos todos em Portugal. Mas não são. E não são por vários motivos. Primeiro porque não somos competitivos (nomeadamente por uma questao de escala). O mesmo se aplica às locomotivas. Neste caso, é irrelevante. Já comprámos as locomotivas e não precisamos de outras.

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  61. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 18:28

    Centrista:
    Já ouviu falar da Sorefame? Olhe que a história do seu encerramento não é assim tão linear…

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  62. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    5 Julho, 2011 18:38

    É verdade, é verdade.

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  63. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    5 Julho, 2011 19:02

    “Em todo o caso, Vc. não quer que eu pague os filhos dos outros, pois não? ;))”
    Pagas! Pois claro que pagas e são eles quem te paga a reforma!

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  64. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    5 Julho, 2011 19:03

    “Em todo o caso, Vc. não quer que eu pague os filhos dos outros, pois não? ;))”
    Pagas! Pois claro que pagas e é uma sorte para ti porque são eles quem te paga a reforma!

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  65. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 19:07

    Só cá falta os monstrinho das bolachas. lololololol
    .
    .
    Mas nem serão os meus filhos a pagarem a reforma, sou dos que acredita no sistema capitalista. Leia-se: investir para o Inverno. lolololololol

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  66. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 19:22

    Eu conheço uma linha em Portugal que foi modernizada, gastaram verdadeiras fortunas em estações novas, limpas, etc. Comboios elctricos para a malta não se queixar das máquinas e das carruagens. E aumentou a procura por esse melhor serviço? NÂO!
    .
    .
    Pois eu digo-vos que o comboio não tem procura porque as pessoas não gostam de viajar de comboio.
    .
    .
    Só no Norte há dois museus maravilhosos de comboios antigos. Um no Arco de Baúlhe outro em Lousada. A maioria estão ás moscas. No sul, no Entroncamento é a mesma coisa.
    .
    .
    A verdade tem que ser dita. O comboio é um transporte de luxo e não é para qualquer um. É, goste-se ou não, um transporte de luxo para élites. E, tal como na ópera, quem quiser usufruir dese luxo que o pague. E o resto são ficções.
    .
    .
    O comboio para passageiros só é competitivo sob determinadas condições. E em Portugal há poucas condições para tal. E mesmo assim, é ver os luxos que se fazem em Portugal. Basta viajar na Linha do Oriente ou no Metro do Porto. Há ali muito dinheiro mal enterrado e não houve a preocupação em poupar e racionalizar. Foi mesmo gastar á tripa forra. Quando o dinheiro cai do céu, em nome de um serviço público inexistente, gastam-se fortunas.
    .
    .
    Poderão dizer-me que pode ser diferente. Pois pode. Mas não é o Estado a financiar abortos económicos e financeiros. Nem luxos alheios.
    .
    .
    Compare-se o preço dos transportes públicos em Portugal com a generalidade dos países onde existem competitivos transportes públicos. Os preços em Portugal são demasiado baratos. Logo, nunca uma CP ou outra similar será eficiente, se gasta muito mal o dinheiro e tem défices de exploração inconcebíveis.
    .
    .
    Façam como eu. Querem viajar de comboio? Paguem e não bufem. E, além disso, quem gosta mesmo de viajar de comboio, tanto lhe dá ter assentos de madeira como de pele. Aliás, os mais caros costumam ser aqueles com bancos de madeira, duros mas que são um must.
    .
    .
    Se querem trnsportem públicos ferroviários, privatizem e deixem os privados tentar ganhar dinheiro nos bichos. Agora, financiar o que é mal gerido, tem pouca procura e cada vez mais um meio de transporte para determinadas élites… Vou ali e já venho.

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  67. José Pinto Basto's avatar
    José Pinto Basto permalink
    5 Julho, 2011 19:28

    O comboio Porto-Vigo não deve ser encerrado e sim reutilizado em passeios turísticos, com almoços lanches e arraiais cá e lá e até nas estações intermédias a preços económicoas para os velhotes e não só. Esta linha não pode encerrar porque isto é serviço público, nem todo o serviço público tem de dar lucro. Não se pode privar as populações que vivem ao longo deste percurso deste serviço público. Se não sabem dar rentabilidsade a isto é porque são incompetentes. Concepcionem…
    Se os bilhetes custam 12,50 € e os comboios andam vazios ponham os bilhetes a metade do preço e os passageiros triplicam ou mais.
    Parece é que anda aqui burrice a mais na gestão da coisa…

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  68. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 19:52

    “Não se pode privar as populações que vivem ao longo deste percurso deste serviço público. ”
    .
    .
    Exacto. Em especial aqueles que só os vêm a passar.
    .
    .
    Ó meu amigo, se as populações não andam de comboio, acha que é privar de um serviço público?
    .
    .
    Não há dúvida que temos em Portugal verdadeiros génios. Se as populações não usam os comboios, mesmo subsidiando os bichos, Vc. ainda me quer convencer que aquilo é um serviço público? lolololololol
    .
    .
    Olha, e que tal Vc. começar a vijar naqueles comboios uma vez por mês? Se calhar até ajudava a manter aquilo, não? eheheheeheheh
    .
    .
    A sério. Isto é de partir o coco. Como se pode dizer que se fechar a linha aos passageiros é privar as populações se um serviço público? lololololol
    .
    .
    Aliás, se calhar nem mesmo de borla as pessoas irão andar de comboio!
    .
    .
    Ponham os olhinho nisto, meus amigos. O país está endividado, quase falido e Vcs. ainda estão convencidos em manter ilusões? Ponham isto na vossa carola: as pessoas não gostam de andar de comboio. E a maioria delas, quase que aposto, só raramente pôem os seus traseirinhos num. lololololol

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  69. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 20:37

    Anti-comuna:
    Você parece ser detentor de um aprofundado estudo que prova que os portugueses não querem andar de comboio. Provavelmente, nesse estudo também se diz que os portugueses querem viver em apartamentos suburbanos com marquises fechadas e andar em ruas onde outros cospem. Ou seja, que os portugueses querem o que existe e não querem o que não existe. Brilhante!

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  70. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Julho, 2011 20:51

    “Você parece ser detentor de um aprofundado estudo que prova que os portugueses não querem andar de comboio”
    .
    .
    Não preciso de nenhum estudo. Basta ver a frequência dos comboios tugas. A própria razão para o fecho da ligação Porto-Vigo é a falta de clientes.
    .
    .
    E os preços dos comboios em Porutgal, face aos preços internacionais europeus são muito mais baixos. Acho que alguns que se queixam dos preços da CP deviam viajar noutros países, como a Suiça, Holanda ou até mesmo em França.
    .
    .
    Quer que lhe diga qual a linha que foi modernizada e está ás moscas? E até me lembro do sonho dos governos em fazer das estações de comboi verdeiros centro comerciais. lolololololol E tanto dinheiro mal gasto…
    .
    .
    Mas se calhar ainda alguém me vai provar que em Portugal o comboio tem muita procura…

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  71. Trinta e três's avatar
    5 Julho, 2011 21:26

    Anti-comuna:
    Será difícil que alguém lhe mostre que há procura para uma coisa que quase não existe.

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  72. A. R's avatar
    A. R permalink
    5 Julho, 2011 21:58

    Então e o gestor hospitalar (mau), médico (pior), avençado (muito) que gosta tanto de comboios, que queria abrir linhas de comboio por baixo da escrivaninha e foi um um grande malcriadão na campanha presidencial não protesta? Não paga ele mais 13 bilhetes para a linha ser rentável?

    E querem estes trolhas um TGV!!

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  73. confrade's avatar
    confrade permalink
    5 Julho, 2011 23:37

    Eu vou de Lisboa Porto algumas vezes, o comboio é bom … mas prefiro carro. De comboio é assim: saio de casa pouco depois das 7, apanho no PQ Nacoes o AP das 8, chego ao Porto as 11 e ao meu destino final 11:30.
    Da carro… saio de casa as 8 e estou no meu destino pouco depois das 10:30. É mais caro o carro? É sim, mas quando vamos 3 de comboio são 90 euros para la , mais 90 para cá… mais taxis. E venham-me dizer que comboio é melhor!

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  74. Joselini's avatar
    Joselini permalink
    7 Julho, 2011 00:28

    “Porto e Vigo distam cerca de 120 km.”
    Mentira. Essa é a distância em linha recta. Um cálculo feito assim por alto aponta para uma distância real de 165 quilómetros.

    “A CP «consegue» ter um serviço de automotoras que liga as duas cidades em 3 horas, uma média de 40 km por hora.”
    Mentira. Aqui se vê como o erro anterior influenciou o discurso. A distância real é de 165km e o tempo de percurso real é de 3:15.
    A velocidade comercial resulta assim em 51 quilómetros por hora.
    É uma velocidade baixa, mas que está em linha com a velocidade comercial praticada por comboios interregionais em linhas secundárias.

    “No final do século XIX, com locomotivas a vapor a viagem conseguia-se fazer por metade do tempo.”
    Impossível. Uma velocidade comercial de 110 quilómetros por hora no fim do século XIX?! Para um serviço interregional?!? (sim, porque aquele serviço é basicamente um interregional que atravessa uma fronteira)

    “Ainda assim, todos os dias uma média de 13 passageiros paga 12,5 euros de bilhete para essa viagem.”
    Não sei de onde vêm estes dados, mas vou dá-los como bons. Note-se que aquele comboio não serve só para ligar Porto a Vigo.

    “Agora e depois de ser incapaz de proporcionar um serviço decente ligando duas regiões com 5 milhões de habitantes(…)”
    Esse argumento dos cinco milhões é muito bonito mas não faz sentido nenhum – falando nas cidades directamente servidas pelo serviço e, vá, juntando Braga e Guimarães, teremos sequer um milhão de habitantes? Se calhar temos, talvez até mais, mas cinco milhões é um número falacioso. Falar na “Região Norte” e na “Galiza” é muito bonito mas não tem nada a ver com a realidade de um serviço que abrange apenas uma pequena parcela daquelas regiões.

    “(…) a Administração da CP vai fechar o serviço por motivos de dar prejuízo: 19.600 euros por mês. Até é pouco atendendo a tudo o que a CP faz para que aquilo dê prejuízo.”
    Aqui até lhe dou razão. Não posso deixar de notar que há tanto desperdício e dinheiro mal gasto na CP que se calhar o encerramento de serviços como este (que apesar de tudo até serve pessoas) não deveria ser feito antes de algumas outras medidas, provavelmente mais justas e, quiçá, eficazes.

    “Ora, sem em vez de 13 passageiros diários, a CP fizesse o mínimo esforço de ter ter 26, já seria uma linha rentável.”
    Em que dados suporta esta conclusão? Lembre-se que:
    – Nem todos os passageiros efectuam a totalidade do percurso Porto-Vigo
    – Boa parte dos passageiros não paga bilhete inteiro
    – Um acréscimo de passageiros levaria a um acréscimo (talvez não muito significativo) de custos, pelo que não basta “tapar” o prejuízo com bilhetes…

    “São números absolutamente ridículos de passageiros que tornariam uma linha rentável.”
    Não são ridículos. Fazendo as contas “correctas” (19600/12.5/30=52 aprox) temos que seria necessário um acréscimo de mais de meia centena de passageiros por dia (todos os dias) a fazer o percurso entre Porto e Vigo e pagando bilhete inteiro para que fosse sequer atingido um break-even.
    Isto é realista num serviço que dificilmente se consegue estabelecer como alternativa ao modo rodoviário, e em que o aspecto crítico (velocidade) só poderia ser sequer atenuado com recurso a elevado investimento na infraestrutura?

    “A incompetência de quem administra aquilo é notória e deveriam ser imediatamente dispensados com justa causa, sem indemnização.”
    A solução típica para todos os problemas, não é? Notem, eu não tenho dúvidas que certas cabeças deveriam “rolar”, mas tendo em conta o chorrilho de disparates que foram produzidos por quem escreveu o artigo (e que eu desmontei nas linhas anteriores) não me parece que o autor esteja em posição de exigir seja o que for das pessoas que, mal ou bem, tomam as decisões.

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  75. JMLM's avatar
    JMLM permalink
    7 Julho, 2011 09:18

    Plenamente de acordo, mas para isso era preciso ter um primeiro ministro com “eles” no sitio. É claro que esses senhores dos comboios já há muito que deveriam ser despedidos. Isto é são reformas não é andar a despedir simbolicamente governadores civis, em época de incêndios.

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  76. Fartinho da Silva's avatar
    Fartinho da Silva permalink
    8 Julho, 2011 01:47

    Imaginem este post se se tratasse da ligação entre Lisboa e Madrid!

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