Agora somos todos federalistas
19 Julho, 2011
É engraçado olhar 20 anos para trás e constatar a histeria anti-federalista que então se gerou, da esquerda à direita, muito por “mérito de Portas y sus muchachos” do Independente. Era o tempo do dinheiro fácil da UE, havia que “estoirá-lo” à nossa vontade. Agora que o dinheiro se tornou difícil, é vê-los a berrarem por uma solução europeia, um governo europeu, um orçamento europeu. Ainda hoje, Cravinho veio dar uma ajuda. Mudam-se os tempos, mudam-se os centralismos…

Lástima deste Cravinho que nao foi profeta na sua terra só pela culpa de querer adiantarse um quinquenio no futuro. Cinco anos…isso nao é tempo nenhum para um CV que se preçe
“Em 2006, enquanto deputado socialista, criou um plano de anticorrupção que consistia em colocar sob suspeita uma pessoa cujas declarações de rendimentos não correspondessem ao seu real património. Esta proposta foi rejeitada pelo parlamento”
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Portas & Cravinho agora. Bravo, para dois pouco bravos.
Até do Dr Cavaco PM, retenho um fácies pouco simpático para com a ideia de uma Europa federal.
Não deve ter estudado muito de História na sua formação académica.
Mas era então um principiante PM, dado a seguir de perto algumas opiniões de outros dessa altura. Lady Tacher por ex.
Vale que de então para cá, cresceram todos muito.
Cravinho por ex, o protector da imagem da corrupção na JAE do seu tempo, da estupidez da Ota, ou das Autorroutes de borla para todos pagas por alguns.
Agora, dizem que é da Europa, de uma certa Europa que não tem que estar para os/nos aturar.
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Cravinho quer garantir que há alguém para pagar as nossas contas (actuais e futuras). Claro que nada melhor que imputar aos alemães aquela mania muito germânica de enriquecer à custa do seu próprio trabalho, realidade que se quer travestida pela asserção segundo a qual eles enriquecem na medida do empobrecimento que “impõem” aos PIIGS. E assim se completa a circularidade da argumentação segundo a qual, como nós bem conhecemos, se pode resumir a: “os ricos que paguem a crise”.
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Impressionante as figuras lamentáveis que esta gente viciada no défice, logo, na dívida faz.
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Vão destruir a Europa por décadas. Quando digo Europa não me refiro ao projecto totalitário Unionista.
Mas às relações diferentes culturas europeias.
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E porque é que não falam no preço a pagar pelo federalismo? Querem os governantes portugueses remetidos a um papel de figurantes, cuja acção se limita praticamente a tomar medidas de grande “alcance”, como mudar o “dress code” dos ministérios? Então avante. É que convém contar a história TODA, para que o eleitorado saiba com o que conta, e depois não virem mais tarde chorar que este está-se borrifando para eleições, por exemplo. Para quê votar se certos eleitorados ficarão sem soberania?
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De resto, o preço a pagar pelas “eurobonds” é mesmo a perda do que resta da soberania da parte dos países dependentes em prol dos países contribuintes. Mas há países com outro peso e brio, como a Espanha e a Itália, que vão engolir tal coisa a muito custo. Se é certo que a Alemanha não vai querer correr o risco de ver “explodir” os custos do seu financiamento se os Estados mais gastadores não corrigirem os seus desiquilibrios, e por isso vai exigir mandar em quem teria de “sustentar”, os países dependentes lembrarão que os seus défices também têm origem nas distorções derivadas da zona euro. Pelo facto de as políticas comuns serem definidas em função da Alemanha e dos seus “satélites”. Somando a isto uma enorme desconfiança, quando não mesmo animosidade aberta, entre os líderes europeus, o ambiente está mais que estragado.
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Quanto à agência de rating europeia, convém lembrar que são os credores que avaliam os devedores, não o contrário. Como a Europa está endividada ao exterior, de nada serve uma agência europeia, porque são os credores da Europa que a avaliam, de nada serve a Europa avaliar-se a si própria. Era tão bom, não era? Aliás, Portugal devia criar uma agência, para ver se consegue enganar alguém.
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” … para que o eleitorado saiba com o que conta…”
Este eleitorado compra-se por um prato de lentilhas (com bocados de presunto). Desde que seja para mandriar está tudo bem.
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Rangel disse: preparem-se para uma GUERRA na Europa.
O tio Arlindo já anda há meses a dizer isso e já tomou medidas preventivas!
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Cravinho não deu nenhuma ajuda. Disse a VERDADE! E fá-lo há muito tempo. Não muda de discurso! Seguro não pode dizer o mesmo.
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Pine Tree, mas não vai haver dinheiro para mandriar. Não veja só um ponto de vista. Os “líderes” dos países dependentes vão vender o “peixe” da “solidariedade” europeia, da distribuição da “riqueza”, etc., enquanto os responsáveis alemães não têm pejo em dizer ao seu eleitorado para não se preocupar, porque os empréstimos aos periféricos são um bom negócio para a Alemanha. Por acaso “não” sabíamos isso. Há expectativas que sairão defraudadas e depois vai andar tudo à chapada. Não estão a ver bem o que é a conflitualidade social em países como a Espanha, com um povo muito mais aguerrido e já com uma “sede” aos alemães que não é pouca.
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Esmeralda,
“Cravinho não deu nenhuma ajuda. Disse a VERDADE! E fá-lo há muito tempo. Não muda de discurso!”
Interessam-me mais os actos de Cravinho do que o seu discurso. E dos seus actos, temos as nacionalizações de 75, os projectos megalómanos, as SCUTs que se pagavam a si próprias. Porventura involuntariamente, Cravinho foi das pessoas que mais contribuiu para o crescimento da corrupção.
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Realmente, cretinice e oportunismo é esta nova moda da Direita e dos Liberais, dizerem Hoje o que a Esquerda dizia Ontem.
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portela menos 1,
“Realmente, cretinice e oportunismo é esta nova moda da Direita e dos Liberais, dizerem Hoje o que a Esquerda dizia Ontem.”
Tem a certeza que a esquerda há 20 anos defendia o federalismo??? Na altura era crime de lesa-pátria…
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Lionheart, vistas bem as coisas já há muito eleitorado sem soberania. Reformas de 200, 100 ou menos euros não dá para prevalecer a soberania na casa de ninguém …
Teso também tem soberania ?
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Os federalistas saiem reforçados desta crise em todos os estados membros: “It is an unusual moment when British politicians, more than the Germans, are urging closer European integration” – Gavin Hewitt, BBC Europe editor
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