Tresler
Toda a impensa escreve: «Partido de Merkel perde eleições regionais em Berlim».
Jornalisticamente falando, «perde eleições» quem está no poder. Não era o caso. Logo, a notícia correcta seria «SPD renova vitória em Berlim». Ou ainda mais factual: «Coligação de esquerda vence em Berlim mas perde maioria».
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É que os factos podem ser chatos chatos, mas não há volta a dar-lhes.
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1. O governo estadual de Berlim era formado pela coligação entre SPD e a extrema-esquerda do Die Lieken.
2. Os partidos da coligação perderam votos e deputados: 6 deputados o SPD e 4 o Die Liken.
3. «O Partido de Merkel» ganhou votos e deputados: +2% e + 2 deputados.
4. Os 2 partidos de esquerda que até agora governavam em maioria, perderam-na e provavelmente terão de chegar a um entendimento com o Verdes.
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Aliás, é já uma tradição nacional qualquer leitor mais avisado ter de se socorrer de fontes não-portugueseas para saber verdadeiramente o que se passa na maior parte dos países. Veja-se também o caso das recentes eleições eleições na Dianamarca.
Pergunte-se a qualquer pessoa e todos dirão que os sociais-democratas ganharam as eleições naquele país. Errado.
Na verdade, foram o segundo partido mais votado. Perderam votos e um deputado. Tiveram o pior resultado eleitoral nos últimos 100 anos.
O partido do primeiro-ministro cessante subiu votos e teve mais um deputado.
Apesar disso, a líder social-democrata será primeira-ministro. Porque os partidos mais á esquerda aumentaram a sua votação e os parceiros conservadores do actual governo desceram muito. A esquerda formou uma coligação com maioria parlamentar. Normal. Já por cá ainda haveria um chiliques e desmaios de raiva se um segundo partido mais votado fosse chamado a governar em maioria. Mas é o que há….
Ainda um pormenor: os jornalistas portugueses, para além dessas omissões, ainda condimentaram as peças com referência a uma eventual penalização governamental por causa das restrititivas leis de imigração. Azar: a nova primeira-ministro e o seu partido são defensores intransigentes dessas mesmas leis e nem pensam sequer em as rever….

ja “escrevemos” sobre as eleiçoes na Dinamarca ou nesse caso nao houve “mau jornalismo” ?
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Portela,
o que lhe posso dizer a não ser que leia o que escrevo?
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Por esse raciocínio brilhante sou levado a concluir que “Jornalisticamente falando” o Benfica este ano não perde o campeonato.
Jornalisticamente falando, «perde o campeonato» quem ganhou o anterior. Não é o caso. Logo, a notícia correcta será, nessa eventualidade, «FCP renova vitória na 1ª liga».
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GSilva,
pode facultar o link, sff ?
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Portela
se tiver a paciencia de ler para além das primeiras linhas do artigo acima é capaz de encontrar o que procura.
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Caro GSilva, eu li o seu post, completamente.
Para além da referência a “uma eventual penalização governamental por causa das restrititivas leis de imigração” eu não vi nenhum ponto para concluir que os jornalistas são todos “politicamente correctos”. Mas, normalmente, aqui pelo Blasfémias quando o mensageiro não nos dá “boas notícias” é o ai Jesus que se conhece!
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Por falar em ser correcto e factual, 2 pontos:
– O partido que estava coligado com o SPD é o Die Linke, não Like.
– É uma omissão infeliz a das multiplas sondagens nacionais que dão pouco mais de 30% de apoio à coligação actual.
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O título está bem feito, para quem quer chamar leitores à notícia (objectivo #1 do título)
Pega-se em algo que quase todos conhecem, de preferência polémico, e constrói-se o título a partir daí.
SPD? E depois quem lê?
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Os títulos de imprensa aqui criticados poderiam, sem dúvida, ser mais rigorosos, estou de acordo. Mas não mentem…
Infelizmente, este texto é bem mais enganador que os títulos criticados, porque o autor se “esqueceu” dos Liberais (FPD). Não é possível esquecer-se dos Liberais alemães, porque eles estiveram em quase todos os governos da Alemanha desde os anos 50, ora com o SPD, ora com a CDU/CSU e foram sempre decisivos na formação das maiorias governamentais naquele país. São quase sempre eles vezes quem decide quem vai para o governo, se o SPD ou a CDU/CSU.
O facto é que a coligação de Merkel, no poder, inclui os Liberais. E os Liberais levaram uma sova. Por isso a coligação que suporta o governo de Merkel desceu. E na realidade a coligação liderada pela senhora Merkel perdeu as eleições porque não as ganhou. Quem estava no poder em Berlim (SPD e aliados) continuou lá e quem queria o poder em Berlim (CDU/CSU e aliados) permanecerá na oposição. Portanto os partidos que apoiam a coligação de Merkel perderam as eleições em Berlim…
Uma omissão destas só se explica por má fé ou ignorância em relação ao papel do FPD (os Liberais alemães). Qualquer das duas hipóteses é péssima…
Quanto à Dinamarca, a verdade é que a senhora bonita que lidera os sociais-democratas tirou o lugar ao primeiro-ministro Rasmussen. Quem vai governar em Copenhaga será a senhora Helle Thorning-Schmidt e não o senhor Rasmussen. Quem ganhou então as eleições? Foi o senhor Rasmussen??? Não me parece…!!!
Quem tresleu aqui os resultados das eleições na Alemanha e Dinamarca, foram os jornais? Talvez, mas alguém fez ainda pior nesta entrada do Blasfémias…
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“Ainda um pormenor: os jornalistas portugueses, para além dessas omissões, ainda condimentaram as peças com referência a uma eventual penalização governamental por causa das restrititivas leis de imigração. Azar: a nova primeira-ministro e o seu partido são defensores intransigentes dessas mesmas leis e nem pensam sequer em as rever….”
O que o Gabriel Silva escreveu antes torna esta passagem um bocado irrelevante – afinal, se a vitória da esquerda foi devida ao bons resultados do “Bloco de Esquerda” (Enhedslisten) e do “MLS” (Radikale Venstre) locais, o que interessa para “saber para onde sopra o vento” é as posições desses partidos sobre as leis de imigração (tenho certeza quase absoluta que a Enhedslisten é contra, o RV não faço a mínima ideia).
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Mais como é que sao chatos estes “neos”…
Segundo intenta explicarnos o Gabriel para ser explicativamente exactos nao devemos dizer “Os sociais-democratas do SPD venceram hoje as regionais em Berlim” ou “Partido de Merkel perde eleições regionais em Berlim ” quando o correcto sería:
«SPD renova vitória em Berlim». Ou ainda mais factual: «Coligação de esquerda vence em Berlim mas perde maioria».
E na Dinamarca:
“Na verdade, foram o segundo partido mais votado. Perderam votos e um deputado. Tiveram o pior resultado eleitoral nos últimos 100 anos”.
Tao tiquismiquis e cuidadosos com as explicaçoes em completo detallhe.
Mais quando um intenta que lhe aclarem a modo de explicaçao factual como e posivel que podem “desaparecer por arte da magia” milhoes em fundos no BPN, bilhoes no Leman Brothers, bolhas financieiras e immobiliarias, a bomba financienra mundial a punto de explodir, (de momento só toca explodir a bomba financiera grega e suas consequencias) outranto quando alguem pede explicaçoes ao detalhe em perdas de guerras perdidas lá no Oriente Medio…
Neste caso nao há posibilidade de explicarse com detalhe. Deixase mais para a fabulaçao e a imaginaçao de cada qual. Estou casi seguro de que nao e factual dizer ¿Como é esta que um menino-inversor de 30 e poucos anos possa fazer ·desaparecer -por -arte -de- magia” 2.000 milhoes de dólares de um conhecido banco inversor mundial”
O novo-lingoaxe neo prohibe (ou recomenda nao dizer) nao é apropiado emplear a palabra “por arte deemagia” relativo a desapariçoes fantasmagoricas de miles de milhoes em bancos nem em guerras com prestigio duvidoso e resultados mais duvidosos ainda…
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Agora para distair o povo fala-se da Madeira, esquecendo o que os anormais estão fazendo ao país. O caso C.Estoril Sol quie despediu 113 trabalhadores sem que o estado investiga-se, prepara-se para mais 130 trabalhadores, isto é que preocupa não é a Madeira. Estamos entregues a governantes que nunca trabalharam e que que nos empobrecem dia a dia.
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Em relação a Berlim, um facto de que muitos se estão a esquecer foi a eleição do Partido Pirata. Este partido, que não serve para as contas habituais direita/esquerda teve quase 9% dos votos.
Isso significa que em deputados a esquerda ganhou pouco, a direita perdeu um bocado bom (com a eliminação do liberais do FDP) e os piratas elegeram 15 deputados.
Mas já agora, não será também tresler dizer que a CDU subiu dois deputados e ignorar que todos os deputados do FDP se perderam?
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Na realidade, a frase “a esquerda ganhou pouco” está incorrecta. A esquerda perdeu pouco estará mais correcta (se assumirmos que os Verdes e os Piratas não são de direita nem de esquerda, será a direita e a esquerda perderam…)
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Para entender por onde está ficando o buraco global…
Sera um buraco “negro” de esos?
http://www.publico.es/dinero/397262/cuando-los-ricos-pagaban-el-63
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Miguel Madeira,
«O que o Gabriel Silva escreveu antes torna esta passagem um bocado irrelevante – afinal, se a vitória da esquerda foi devida ao bons resultados do “Bloco de Esquerda” (Enhedslisten) e do “MLS” (Radikale Venstre) locais, o que interessa para “saber para onde sopra o vento” é as posições desses partidos sobre as leis de imigração…»
Sim, essa é a leitura que se pode fazer do resultado das eleições. Mas eu não escrevi uma análise sobre esse resultado, mas sim uma critica à análise jornalistica já publicada.
E o facto é que a tais leis da imigração não impediram que o partido principal do governo cessante aumentasse a sua votação, nem que o partido da nova primeira-ministra seja opositor a qualquer alteração as mesmas.
O que certamente tornará abusiva a referência corrente nas noticias publicadas a uma suposta relevância eleitoral de tal «issue».
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João Branco
«Mas já agora, não será também tresler dizer que a CDU subiu dois deputados e ignorar que todos os deputados do FDP se perderam?»
De uma forma geral, a queda do FDP foi referida nas notícias publicadas, logo não lhe faço referência.
A minha alusão á subida de votação de 2 deputados da CDU é ali inserida como um facto que contrasta e desmente a ideia trasmitida pelos jornalistas da «perda» de Merkel.
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Bem,
A CDU só governa a Alemnha em Maioria Absoluta (Impossível) ou com os Liberais. Como nem a CDU vai ter maioria absoluta, nem os liberais os 5% necessários para entrar no parlamento, podemos desde já concluir que em 2013 Frau M. vai às favas. isto poque com a subida dos verdes o SPD nem precisa de ser o partido + votado para ser governo. Como as regionais são sempre consideradas barómetros para as nacionais, a notícia está certíssima.
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É típico. A maioria dos jornalistas portugueses é formatada na ideologia politicamente correcta, segundo a qual esquerda é “bom” e direita é “mau”.
E não conseguem, esses jornalistas, dar apenas notícias. De um modo geral vertem opinião, fazem ápartes, enfim, fazem aquilo que acham ser correcto, porque quem está do lado do “bem” está sempre em missão para promover esse “bem” e denunciar o “mal”.
Por exemplo, sobre o terrorista Breivik, ficámos a saber pela nossa comunicação social que era um “fundamentalista cristão”. Ora o homem ele mesmo se confessa agnóstico e basicamente um cristão cultural.
A cobertura da vida política americana, essa é de cair para o lado. Quem se fundamente nos media nacionais, fica convencido que o Peresidente Obama está num andor e todos os americanos lhe acendem velas, exceptuando alguns, poucos que são “de extrema direita” e “fundamentalistas cristãos”.
Enfim, há que dar desconto, eata malta está atrasada 30 anos, em matéria de deontologia profissional.
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O que Gabriel teme dizer …mais outros dizem e pensam. E nao só factualmente…
http://www.elpais.com/articulo/opinion/Caen/liberales/elpepiopi/20110920elpepiopi_2/Tes
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E para terminar o cuadro e a mirada sobre estos mega-ricos que estes neo-neos tanto defendem miremos desde este ponto:
• Aunque también circula por la red quienes dicen que La revista Forbes es una farsa que muestra sólo millonarios populares de segundo nivel como Bill Gates o Warren Buffet, logrando desviar la atención sobre las actividades ilícitas que cometen los Verdaderos Mega-Ricos como por ejemplo quienes están detrás de la Reserva Federal. y citan a los:
Poderosos de los Poderosos:
Las principales familias dueñas de la Reserva Federal:
1. Familia Rothschild (Londres, Berlín e Israel)
2. Familia Rockefeller (USA e Israel)
3. Familia Morgan (Inglaterra)
4. Familia Warburg (Alemania)
5. Familia Lazard (París, Francia)
6. Familia Mosés Israel Seif (Italia, Israel)
7. Familia Kuhn, Loeb (Alemania y USA)
8. Familia Lehman Brothers (USA)
9. Familia Goldman Sachs (USA)
Se tendrá que investigar..
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«Mas, de qualquer maneira, usar “perdeu” quando o partido da oposição continua na oposição é perfeitamente banal – veja-se “John+Kerry+perdeu”, ou “Ségolène+Royal+perdeu” (ainda que no caso de Royal muitas das respostas sejam combinações de palavras que não se referem a ela ter perdido as eleições).»
http://ventosueste.blogspot.com/2011/09/o-partido-de-merkel-perdeu.html
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A Helena é portuguesa e vive há muitos anos na Alemanha.
O post dela sobre as eleições alemãs tira todas as teimas: http://conversa2.blogspot.com/2011/09/oculos-de-penafiel.html
Eu defendo há muito tempo que os Blogs são melhor fonte de informação que os órgãos de comunicação social tradicionais. É preciso é saber escolhê-los 🙂
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O tipo corta nas parcerias e encosto dos privados que vivem do Estado e a HM bufa.
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É burra. Acho mesmo que não existe outra explicação.
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Informação, jornalistas e comentadores inviesados! Se não procuramos outras informações. estamos mal!
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É só olhar para a quantidade de gaffes de Obama. Quantas apareceram nos medias tugas?
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Por exemplo chamar ás placas tectónicas placas teutónicas.
http://content.usatoday.com/communities/theoval/post/2011/05/obama-goof-teutonic-shift-in-middle-east/1
Se fosse Bush abria telejornais.
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O Bush era um Cristo e, a acreditar nos media de esquerda ( quase todos), era pouco menos que analfabruto ( na verdade foi, até ao momento, o presidente com melhor currículo académico, com cursos em Harvard e Yale). Mas adiante.
Conta-se uma muito gira.
Numa visita ao Vaticano Bush foi passear com o Papa num barco. O Papa caíu ao mar e Bush saíu do barco, caminhou sobre as águas e salvou o Papa.
Títulos dos jornais, no dia seguinte: “BUSH NÃO SABE NADAR”
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Bush por alguém que não votou nele:
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http://theamericanscholar.org/dubya-and-me/
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Viva,
não entendo nada desse animado debate clubista sobre quem está de um lado ou outro de muros que ruiram à mais de 20 anos, quanto a mim há quem faça as contas certas (e as pague e não peça mais emprestado do que pode pagar, etc) e quem prefira não fazer contas e carregar na semântica.
Só para dizer que estou a ler hoje este post e que agradeço muito. Li todos os jornais portugueses e bastantes ingleses e americanos e em todos fiquei apenas com a ideia de que o partido da Sra. Merkel tinha reduzido votação, deputados e perdido o “poder”, sempre com especial ênfase no “mais uma vez”. Idem no caso da Dinamarca. Agradeço sinceramente os factos, que é tudo o que basta para formar opinião e cada vez é mais difícil encontrá-los sem estarem já mastigados de alguma forma.
A quem deseja ardentemente o fim do reinado da Sra. Merkel como resolução dos seus problemas pessoais e da cura para a sida, recomendo a leitura desta entrevista do responsável do SPD para as Finanças: http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,785704,00.html
um grande bem haja,
Buiça
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Tem toda a razão. A comunicação soial, com regras excepções, limitam-se a noticiar o que lhes sopram ao ouvido. Repare-se como , em certos dias, algumas notícias aparem em quase todos os jornais e na televisão, sempre apresentadas da mesma maneira. É por isso que, cada vez mais, os jornais têm menos leitores e as televisões generalistas menos espectadores. Mas ainda há muita gente que se deixa enganar, isso é verdade. Lamentavelmente.
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Mais uma…
http://photoblog.msnbc.msn.com/_news/2011/09/20/7862290-barack-obama-joins-open-government-partnership-for-group-photo
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