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Não aprendem!

12 Outubro, 2011
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O Ocidente está em pré-colapso por via do intervencionismo e do despesismo voraz ao qual nenhum Estado resiste. Como terapêutica, o “filantropo” Soros e um conjunto de instalados e fiéis guardiões do establishment vêm propôr mais intervenção, mais impostos, mais dívida, em suma, mais Estado. E Estado Central, por norma o mais omnipotente e dificilmente controlável pelos cidadãos, mas sempre manipulável pelos lobbies.

É natural que os “apelantes” defendam os seus interesses. Mas irracional que os cidadãos acreditem em qualquer solução vinda de quem os trouxe à actual situação.

30 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    12 Outubro, 2011 16:28

    Afinal os grandes beneficiários do Estado Social são os Soros, os Ricardos Salgados, etc, etc.
    Quem lhes tira o Estado Social, tira-lhes tudo!

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  2. honni soit qui mal y pense's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    12 Outubro, 2011 16:28

    soros ganhou milhões com a saída da libra do sme

    apostou e ganhou … um betwin do caraças

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  3. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    12 Outubro, 2011 16:40

    E repare, caro LR, no subscritor tuga: Antonio Vitorino.
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    Mas o Soros é apenas uma peça da engrenagem americana, que tenta salvar-se, intrometendo-se cada vez mais nos assuntos europeus, sem resolver o problema em casa. E quem tem telhados de vidro…
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    Mas isto de nada vai servir. Os alemães parecem andar a passo de caracol mas estão a encostar os gajos à parede.
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    Aliás, depois das medidas proteccionistas contra os chineses, os americanos estão a ficar isolados. E estão a criar muitos problemas no seu relacionamento com a Europa. Este Obama (curiosamente é adorado na Europa e em Portugal, apesar de ser o menos presidente europeísta desde o Woodrow Wilson) está a cavar um profundo fosso entre os USA e a Europa. A cada dia que passa, à medida que o declinio americano se torna cada vez mais visivel, os gajos julgam-se os maiores do mundo, quando estão sob o risco de sofrerem um colapso e uma implosão política.
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    Esta semana os chinocas assinaram com os russos, mais uns acordozitos, um que é mesmo importante. (Para além dos militares, no segredo dos deuses.) Um acordo de venda de gás russo aos chineses, que vigorará por… 30 anos! Só lhes falta resolver os preços, para que se torne efectivo. Sem falar que em 2010, o maior parceiro comercial russo foi a China, tornando-se agora esta a número 1 com a Rússia. os americanos tudo tentaram para impedir o acordo e não o conseguiram.
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    Os mesmos russos fizeram com os europeus (sob a batuta da Alemanha) um novo pipeline para fornecer gás à Europa (chegando à Alemanha sem passar pela Polónia, finalizando no UK), que assim já não dependemos da volatilidade política da Ucránia e da Turquia. Os americanos tudo fizeram para impedir o acordo e o pipeline e perderam.
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    Agora temos a questão grega. Que é financeira mas também geopolítica. Os gregos estão cada vez mais dependentes dos alemães, apesar de agora andarem a comprar (mesmo em austeridade) tanques de guerra aos americanos. Aqui os americanos estão a tentar lixar o euro e a tentarem apaziguar o novo poderio turco. Curiosamente os russos estão a tornar-se nos defensores dos cipriotas gregos contra os turcos e nas potenciais gigantescas reservas energéticas dos seus mares, cobiçadas pelos turcos, que conseguiram o apoio dos americanos.
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    E ao passo que os americanos decidiram subir a escalada contra a China, ontem o Obama deu a entender que vão atacar o Irão, quando este anuiu em parar o seu desenvolvimento de combustível nuclear se alguém lhes vender esse mesmo combustível com fins pacíficos e civis. Mais uma dor de cabeça para a NATO, que pode partir-se a qualquer momento. Parece que não aprenderam com os erros, o mais vergonhoso, o líbio.
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    Os USA, em breve, só terão aliados bélicos. Não percebo esta nova estratégia americana. Acham que o mundo lhes deve alguma coisa e paguemos a saída da sua crise. Vão ter uma má surpresa, ai isso vão. Este Obama é pior presidente dos USA, desde a II Guerra. Se calhar bem pior que o Nixon! Glup!

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  4. LR's avatar
    12 Outubro, 2011 16:51

    Caro Anti-comuna, eu sou geralmente céptico quanto a essas teorias da conspiração, designadamente a de que os “gringos” querem arrumar com o euro. Um colapso, seja do euro ou do dólar, seria um cataclismo financeiro ao qual ninguém escaparia e no qual, ninguém de bom senso de qualquer dos lados do mar estará interessado. O meu maior receio é que aconteça um colapso de ambas as moedas pela irresponsabilidade despesista dos 2 lados. Palpita-me que a Ângela Merkel é a única pessoa verdadeiramente sensível a esse risco.

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  5. jose.gcmonteiro's avatar
    jose.gcmonteiro permalink
    12 Outubro, 2011 17:16

    Anda tudo aos patacos.
    Os corruptos de ser obrigados a comê-los à dentada.

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  6. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    12 Outubro, 2011 17:16

    “Caro Anti-comuna, eu sou geralmente céptico quanto a essas teorias da conspiração, designadamente a de que os “gringos” querem arrumar com o euro. Um colapso, seja do euro ou do dólar, seria um cataclismo financeiro ao qual ninguém escaparia e no qual, ninguém de bom senso de qualquer dos lados do mar estará interessado.”
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    Eu tenho dúvidas. Por um lado, há bem pouco tempo, ficamos a saber que os bancos americanos estão demasiado expostos à dívida (e sobretudo seus derivados) europeia. Logo, se o euro implodir, vão mais depressa para o buraco que os próprios europeus. Por outro lado, a forte concorrência do euro e do yuan (que os chinocas querem tornar livremente transaccionado no prazo de 5 anos) está a trazer enormes problemas ao dólar. E ao complexo militar americano. Note bem isto. O dólar faz parte da política de segurança nacional do Pentagno, há muitos anos. (Se eu encontrar aí uma interessante entrevista de um ex-militar americano a explicar o porquê, porei aqui o link.) E faz porquê? Porque se os USA tiverem o dólar em bolandas, é no complexo militar que terão de cortar a fundo. O que inviabilizaria a política agressiva bélica que os neocon*as implantaram, após o 11 de setembro. Se o dólar perder o estatudo de senhoriagem que ainda detém, é o próprio poderio militar americano que colapsa. (E os chinocas e russo sabem-no e por isso andam sempre a pedir uma nova de reserva mundial.)
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    Agora, o principal problema europeu, não é tanto estrutural (tirando os países periféricos, menos a Irlanda) é o financeiro, sob duas formas. Bancos fracos e insolventes e estados despesistas. Os europeus não querem seguir o modelo americano nem inglês. (Que o palhaço do Cavaco andou a pedir hoje em Florença, colando-se aos interesses americanos. Esperemos pela resposta do Checo, que o humilhou uma vez e poderá humilhar outra vez. Eu tenho vergonha deste cavaco.) E o modelo americano e inglês é este: imprimir para sair da crise e exportá-la via desvalorizações cambiais. Os alemães não querem este modelo. Querem o euro e com rigor financeiro e bancos reestruturados.
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    Mas é cada vez mais nítido o divórcio entre uma Europa liderada pela Alemanha e uma Europa dependente desta Alemanha mas dependente militarmente e políticamente dos USA. O modelo alemão retirará os países periféricos da dependência económica de outros, e da própria Alemanha, embora não o pareça. Mas colocará estes países mais dependentes politicamente da Alemanha. Principal objectivo da Merkel. Porque a Alemanha (ou melhor, parte da Alemanha) já descobriu que os interesses dos americanos não são coincidentes com os europeus. (Este fim de semana, o principal defensor e responsável pela decisão alemão de participar na guerra do Afeganistão, um general alemão, veio publicamente atacar a estratégia americana e dizer bem alto: esta participação milutar é um completo fracasso.) E as primaveras nos países norte-africanos, instigadas precisamente pelas fundações do Soros, podem-se virar-se contra a Europa. Em especial na Libia, que vão colocar no poder um regime semelhante ao taliban afegão, com a gravante que ficam a cerca de 2 mil kms. de Lisboa, passível de ser atingida por misseis iranianos. E a Alemanha já se apercebeu do erro deste belicismo americano.
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    O que se está a jogar agora, caro LR, não é apenas o nosso futuro económico. É o nosso futuro político e militar, não apenas no mundo, mas dentro da NATO. (Que está a gerar fortes divisões dentro da própria CDU de Merkel, que tem o Joschka Fischer como uma espécie de cão-de-guarda, apesar de ser de outro partido, mas exprimir as opiniões do Kojl e seus antigos colaboradores. O que se está a passar na Europa e na Alemanha é prenúncio de uma divisão no mundo ocidental. (Com o RU cada vez mais longe dos interesses estratégicos europeus e alemães.)
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    E os americanos estão a dar o litro para continuarem a mandar na Europa. E tudo vale, até arrancar olhos. A nossa sorte (que os alemães devem ter como garantido, por isso meteram o BND a investigar quem semeava as tempestades e os ataques especulativos contra o Euro e a Europa) foi que a banca de investimento americana se colocou a jeito.
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    Agora, caro LR, não é preciso teorias de conspiração. Quando os interesses coincidem, nada como todos a ajudar à festa para tentar lixar os europeus. Mas veja como agora até é a JPM a apelar ao investimento na dívida dos países periféricos. Descobriram que a Alemanha não irá usar o modelo americano e as perdas poderão mesmo ser reais e não vai ser dinheiro dos alemães ou do BCE a salvar os lucros e as apostas da banca de investimento americana. Como dizia, quando os interesses coincidem, não é preciso teorias da conspiração. (No entanto, sabemos bem quem andou a fazer reuniões com bancos de investimento americanos e hedge funds a concertar posições e ataques ao euro e á dívida soberana. Olhe, o Paulson, fez dinheiro com essses negócios, mas este ano está tudo a correr-lhe mal. Aliás, os shorts no euro só têm dado prejuízos aos gajos.)

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  7. Gonçalo's avatar
    12 Outubro, 2011 17:39

    Não aprendem MESMO.
    Ou então, já aprenderam tudo e sabem que o dinheiro que mandam lançar na Economia acaba nos bolsos deles.
    É preciso fazer mudanças significativas…
    http://notaslivres.blogspot.com/2011/10/balanca-comercial-bons-sinais.html

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  8. LR's avatar
    12 Outubro, 2011 17:55

    Caro Anti-comuna, não sei se os problemas são assim tão complexos e burilados como o meu Amigo os pinta. Neste momento, está todo o Ocidente atolado em dívida e parece-me que a grande cisão passa pela forma de a baixar. Os “gringos” e vários europeus, que não apenas os “bifes” pretenderão a via inflacionária da emissão de moeda; a Ângela, que me parece ser a única pessoa clarividente no meio de toda esta barafunda, opta pela via mais consistente do rigor orçamental. Mas mesmo no seio dos “gringos”, os “QEs” do Bernanke são bastante contestados. Teoricamente por parte dos Ron Pauls & quejandos, pragmaticamente talvez pelo Pentágono que estará a chegar à conclusão que já não consegue por si só assegurar a estabilidade do dólar. Porque até agora, o dólar aguentou-se à conta do exército americano que lhe garantia o efeito refúgio e não o contrário. Eu acho que a solução para todo este imbróglio era muito simples e já a tenho por aqui defendido: reunir o G20 numa espécie de “Bretton Woods II” e todos os países assumirem o objectivo de excedentes orçamentais e implementarem de imediato políticas consequentes. Quando os mercados se convencessem que o pessoal remava todo para o mesmo lado, é muito possível que as expectativas se invertessem e as economias entrassem na senda de um crescimento mais sustentado. Isto será do efectivo interesse de todos, Rússia e China incluídas. As lógicas de poder e os múltiplos lobbies é que podem inviabilizar um cenário deste tipo.

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  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    12 Outubro, 2011 18:22

    “Mas mesmo no seio dos “gringos”, os “QEs” do Bernanke são bastante contestados. Teoricamente por parte dos Ron Pauls & quejandos, pragmaticamente talvez pelo Pentágono que estará a chegar à conclusão que já não consegue por si só assegurar a estabilidade do dólar. ”
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    .
    Pois são bastante contestados. Mas veja bem quem os contesta. Os mesmo que pedem que se corte nos défices orçamentais, são os mesmos que se opõem aos impostos sobre os mais ricos, os que querem acabar com a Reserva Federal, mais proteccionismo (e subir a guerra contra a China e demais quem lhes faça sombra na corrida pela hegemonia mundial) e alguns querem mesmo proibir a imigração e correr com os ilegais.
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    Agora, é evidente que Vc. tem toda a razão nisto aqui:
    .
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    “Eu acho que a solução para todo este imbróglio era muito simples e já a tenho por aqui defendido: reunir o G20 numa espécie de “Bretton Woods II” e todos os países assumirem o objectivo de excedentes orçamentais e implementarem de imediato políticas consequentes. ”
    .
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    Mas isso implicava políticas de austeridade nos USA. E estabilidade do dólar. Mas não querem. Nem mesmo os opositores ao Obama, que por isso andam agora a fazerem leis para atacarem ainda mais a China. É que, de um lado, temos os Krugmans a pedirem mais despesa pública e défices. Por outro, temos os republicanos, que mesmo não sendo tão despesistas como o Obama (e basta ver o desastre que foi o Bush, neste aspecto) têm as mesmas características. Aliás, não foi o Bush que tudo fez para criar as condições para surgir o subprime, quando o Estado “garantia” o empréstimo para as hipotecas, mesmo que não tivessem dinheiro e empregos?
    .
    .
    Claro que os americanos querem sol na eira e chuva no nabal. Querem combater a crise com mais despesismo, mas não quer aumentar os impostos nem fazer reformas económicas. Querem ter um dólar baixo (tese seguida pelo Soros e todos ligados à Reserva Federal e aos bancos de investimento, já que o carry trade é uma máquina de fazer dinheiro) mas não querem perder o estatuto de reserva nem perder a credibilidade internacional, que como Vc. bem diz, é uma relação simbiótica. Ou seja, aquilo está ingovernável e em completa oposição à Europa, que é onde as populações mais adeptas são das medidas de austeridade.
    .
    .
    A questão aqui é saber se os europeus querem mesmo facilidades ou seguir as asneiras dos americanos. Os americanos conseguiram lixar os japoneses no Acordo de Plaza. Os chineses não vão cair nessa esparrela. E os europeus estão divididos. Divididos entre os que pedem resultados imediatos mas empurrar os problemas com a barriga, como o Cavaco. E os como a Merkel que quer na Europa aquilo que foi feito na Alemanha.
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    .
    Claro que o facto de estarmos no Euro limitou as opções dos facilitistas. É que o euro se for para o galheiro, os custos serão ainda maiores que fazer agora reformas económicas e ter austeridade. Aí a Merkel já ganhou a batalha. Só tem que prolongar aposta, sem deixar afundar completamente o barco. Talvez ela vá conseguir aquilo que deseja. Demonstrar que a austeridade é a cura e não a doença. É por isso que eles andam connosco ao colinho. ehheheh

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  10. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    12 Outubro, 2011 18:27

    Já agora, um apontamento interessante. Os americanos (como muitos europeus) estão a fazer mal alguma análise à China. Pensam que pressionar a China a valorizar a sua moeda, estão a lixra os gajos. Mas estão a ver mal o problema, tanto do ponto de vista económico como político. Económico, porque para combaterem a inflação, valorizar a sua moeda, é mesmo prioritário para o regime. Nem precisavam de pressão nenhuma. O regime pode colapsar a qualquer momento se a inflação continuar alta ou a subir mais. Por outro lado, os chineses querem tirar a supremacia ao dólar e por isso, quanto mais forte a sua moeda, melhor. Só têm medo de valorizações disruptivas. (Aliás, a mesma coisa na Europa, desde que a volatilidade não seja alta e dê tempo aos agentes económicos em se adaptar à valorização…)
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    .
    Acho é que o desespero dos americanos lhes está a cegar e perderem a frieza na análises destes problemas todos. Vão pagar bem caro. Só tenho pena que nós paguemos também pelas asneiras alheias.

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  11. TaCerto's avatar
    TaCerto permalink
    12 Outubro, 2011 19:03

    Mas não foi o “menos estado” que sub regulou as transacções imobiliárias que mostrou isto tudo?
    Isto = transacções de toda a espécie não reguladas internacionalmente?

    Devo andar distraído.

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  12. TaCerto's avatar
    TaCerto permalink
    12 Outubro, 2011 19:06

    Não mostrou que sem regras as empresas/estados tendem cada vez mais a só defendem os interesses imediatos dos accionistas/votantes? E que esses interesses imediatos podem deitar abaixo todo o tecido económico-social?

    Devo andar distraído.

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  13. tina's avatar
    tina permalink
    12 Outubro, 2011 20:00

    Bom post, LR. Isto explica perfeitamente a razão para a Europa estar assim, o irrealismo desta gente que por uma lado quer mais impostos para um fundo de salvação e por outro quer crescimento económico. E é inacredítável que eles realmente pensam que podem fazer a economia crescer, assim sem mais nem menos.

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  14. António's avatar
    António permalink
    12 Outubro, 2011 20:09

    Espera aí, espera aí: o “establishment” quer mais estado e mais impostos???

    LOOOOOL

    Melhor blog de comédia não há. sim senhor agora ri-me com gosto. Obrigado.

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  15. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    12 Outubro, 2011 20:46

    É o Complexo Estado Social-Bancário
    .
    A Finança ganha dinheiro emprestando ao Estado Social.
    Os proponentes do Estado Social ganham clientela, poder.
    .
    Qualquer banco português defende o défice e a dívida do Estado até o descobrirem que o Governo já não podia pagar…agora só querem um travãozinho até serem pagos, mas depois voltará tudo ao mesmo.
    .
    O ultraliberal Chile(10% de dívida publica) fez muitos menos negócios com a Goldman Sachs que o Portugal que “caminha para o soci@lismo” (mais de 100% de dívida publica).

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  16. PMP's avatar
    PMP permalink
    12 Outubro, 2011 23:33

    LR,
    Você continua a não querer entender que não é possivel criar uma moeda Federal sem divida Federal .
    Não é uma questão ideológica mas técnica .
    Quem não quer divida Federal não pode querer uma moeda Federal, é só isto que o Soros diz.
    É apenas racionalidade em vez de acreditar em fantasias.

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  17. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    12 Outubro, 2011 23:42

    “Devo andar distraído.”
    .
    Essa é a menos má das hipóteses…

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  18. LR's avatar
    13 Outubro, 2011 00:10

    PMP,
    Se utopicamente os Estados amanhã resolvessem amortizar totalmente a dívida, isso significa que a moeda teria de ser extinta?

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  19. PMP's avatar
    PMP permalink
    13 Outubro, 2011 00:26

    LR,
    Penso que você queria perguntar o seguinte :
    Se amanhã os BANCOS CENTRAIS resolvessem comprar toda a divida publica, ela seria transformada em moeda (ou depositos à ordem ) ?
    Sim claro que sim, é a operação inversa á emisão de divida.
    Veja que a divida publica está por definição no sector privado e é apenas o gasto do estado que não é retornado em impostos.
    A moeda em notas são simplesmente divida publica comprada pelos bancos centrais, o que se chama de cedência de liquidez, isto no pressuposto convencional de que todos os gastos do estado são esterilizados por divida.
    .
    Não entendo a rejeição deste simples facto contabilistico, a menos que seja por caso daquele mito que os economistas não gostam de contabilidade.

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  20. LR's avatar
    13 Outubro, 2011 00:45

    PMP,
    Não, não quis dizer isso. A hipótese que formulei era a de não haver pura e simplesmente dívida pública, os Estados terem equilíbrio ou excedentes orçamentais. É impensável a existência de moeda nessa hipótese?

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  21. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    13 Outubro, 2011 08:20

    “A moeda em notas são simplesmente divida publica ”
    .
    Não. Ou por outra deveria ser apenas produção feita pela sociedade e pouco crédito.
    No presente sim ,cada vez mais notas são divida publica.E privada. Um desastre de proporções extraordinárias.

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  22. PMP's avatar
    PMP permalink
    13 Outubro, 2011 11:13

    LR,
    Conhece algum paíse sem divida publica ?
    Se não existisse divida publica que é um activo do sector privado, (normalmente o activo mais liquido e com pouco risco moeda propria), então o sector privado não tinha acesso a moeda-estado, no fim do periodo fiscal, só crédito bancário.
    Mas então não podia existir o capital social dos bancos , que em principio deverá estar aplicado em activos de baixo risco e liquidos, normalmente divida publica.
    Acho que já expliquei o ciclo infinito de criação de moeda/divida publica :
    a) Estado emite 100 milhões de moeda iniciais normalmente por compra de ouro, mas pode ser por compra de qualquer coisa, mas o ouro serve para comprar divisas quando é necessário.
    b) Estado emite 90 milhões de divida que é comprada com os 100 milhões iniciais, 10 milhões ficam em notas.
    A taxa de juro sobe . O Banco Central compra 10 milhões de divida para manter taxa de juro no nivel pre-escolhido
    c) Estado cobra 80 mihões em impostos ao longo do ano , o deficit é de 10 milhões, os juros tendem a subir, banco central compra mais divida publica
    d) Estado gasta 90 milhões ao longo do ano e os juros tendem a descer, o Banco Central vende divida para fazer subir os juros para o nivel que quer.
    e) Ciclo infinito onde o equilibrio económico é medido pela taxa de inflação. Verifica-se ainda nos ultimos 60 anos que a taxa de inflação de 2% que o BCE tem como objectivo não é a ideal para o crescimento económico , mas sim 3%, tal como o Miguel Cadilhe vem dizendo há 10 anos ou mais.
    .
    Num sistema monetário com moeda propria , o termo divida publica não tem significado concreto , quer apenas dizer que o sector privado acumula um activo (moeda que paga juros) para aplicar as suas poupanças.

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  23. LR's avatar
    13 Outubro, 2011 14:42

    PMP,

    Meu Caro, não complique. A dívida pública existe porque existem défices públicos. Se não existisse, mais recursos sobrariam para o investimento produtivo, mais as empresa privadas poderiam emitir, acções ou dívida. E os bancos aplicariam os seus recursos naquilo que é a sua verdadeira missão, o financiamento da economia, fosse por crédito directo aos agentes económicos, fosse por compra de acções e dívida privada. O efeito da dívida pública, debaixo do mito que se trata de uma aplicação sem risco (está-se a ver…), é desviar os recursos da sua alocação óptima, financiando consumo em vez de investimento.

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  24. PMP's avatar
    PMP permalink
    13 Outubro, 2011 15:29

    LR,
    Não fuja do tema.
    Parece afinal que a contabilidade não é mesmo uma ciencia que agrade a economistas.
    Portugal não tem moeda própria, logo não se pode aplicar a regra geral de um sistema monetário moderno, mas no conjunto da Zona Euro aplicam-se as regras gerais.
    Você repete as frases sem perceber as relações de causalidade.
    Então se não exsitir moeda à partida , de onde vêm os recursos (moeda) dos privados para comprarem activos ?

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  25. LR's avatar
    13 Outubro, 2011 17:13

    PMP,
    Vem da riqueza que criam através da produção. A moeda não passa de mero instrumento de troca.

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  26. JCA's avatar
    JCA permalink
    13 Outubro, 2011 17:28

    .
    Meter a agulha para esviaziar a ‘buble’ do imobiliario para automaticamente enfiar a Banca em balanços com ‘default’ arrastando os Governos uqe se espalharam nas soluções. Foi uma ‘jogada de mestre’ ….. duns chicos-espertos que se esqueceram que tinham pés de barro, são microbios no meio da força social que tiveram o condão de estupidamente acordar.
    .
    Soros está a recuar porque a reação natural está aí: nacionalização dos Bancos.
    .
    E os hedge funds também já começaram a entrar em falência;
    .
    Buffett made ONLY $62,855,038 last year
    http://money.cnn.com/2011/10/12/news/economy/buffett_taxes_2010/
    .
    Paulson loses more in September, fund now off 47 percent
    http://news.yahoo.com/paulson-loses-more-september-fund-now-off-47-162951444.html%3B_ylt%3DAhuPXTd0YvSSdsf0cCx4Z2Os0NUE%3B_ylu%3DX3oDMTQ4bjhyMjJpBG1pdANTZWN0aW9uTGlzdCBGUCBCdXNpbmVzcwRwa2cDYTc3YjFmMzQtNjNmNC0zZWFjLWIxMDQtODgxOWVhMGMzNzBkBHBvcwM1BHNlYwNNZWRpYVNlY3Rpb25MaXN0BHZlcgMwZjAzOGE5MC1mMWU1LTExZTAtYTMzYi02MmJlZjUzZjE3ODk-%3B_ylg%3DX3oDMTFpNzk0NjhtBGludGwDdXMEbGFuZwNlbi11cwRwc3RhaWQDBHBzdGNhdANob21lBHB0A3NlY3Rpb25z%3B_ylv%3D3
    .
    E as agencias de rating que classificam sentimentos ……. (julgava-se que era Economia, porque Finanças é tudo de sentimentos, confianças etc tretas). É tempo da Economia Real as IGNORAR, a que cria riqueza sustentada, não as Finanças da riqueza especulativa que vive da especulação delas:
    .
    It’s time we ignored Moody’s, Fitch and Standard & Poor’s
    Well, thank you Moody’s Investor Services. Just imagine where we’d all be without the blinding insights of this august corporation, with its 4,500 staff spread over 26 countries
    http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/alistair-osborne/8814463/Its-time-we-ignored-Moodys-Fitch-and-Standard-and-Poors.html
    .
    PREC’s feitos à punh*t*
    .

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  27. PMP's avatar
    PMP permalink
    13 Outubro, 2011 17:36

    LR,
    Você não gosta mesmo de contabilidade !
    Então se não existir dinheiro à partida em nenhuma parte do sector privado como pode o sector privado comprar activos em dinheiro ?
    Até já o Adam Smith explicou isso à 250 anos, mas ele provavelmente sabia contabilidade.

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  28. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    13 Outubro, 2011 18:40

    adam smith era um moralista pertencia ao padrado,como já dizia o nosso eça de queiroz!
    de economia, percebe a minha empregada doméstica e qualquer maya taróloga acerta mais e melhor no futuro que os economistas da nossa praça.

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  29. LR's avatar
    14 Outubro, 2011 11:23

    PMP,
    Não confunda as coisas. Você pode ter dinheiro a circular no mercado e a dívida pública ser zero. O dinheiro representa apenas uma responsabilidade do banco central ou dos bancos emissores se houver vários. Para garantir a estabilidade da moeda, deve ter reservas, desejavelmente ouro. Quando começa a emitir para além das reservas ou a partir da compra de dívida pública, entramos na fase do dinheiro falso e a potenciar um crescimento com base em dívida. Foi assim que o mundo chegou ao estado actual.

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  30. analfabeto's avatar
    analfabeto permalink
    15 Outubro, 2011 18:52

    Se escolhemos um play-boy para PM e descobrimos um pseudo nobel da economia para PR não nos podemos queixar do “SITIO” mal frequentado onde nos encontramos e vamos morrer com o tsunami que já vem a caminho …

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