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Salários públicos e salários privados

16 Outubro, 2011
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Quando, sábado, ouvi Passos Coelho referir que na Administração Pública se ganha mais do que no sector privado lembrei-me de ter ouvido exactamente o mesmo há cerca de dez anos a um professor da Universidade Católica, Miguel Gouveia. Fui aos meus arquivos e encontrei a apresentação sobre Finanças Públicas que lhe escutara aí por volta de 2002.

Este slide é dessa apresentação. Identifiquei aí a fonte da informação: um estudo publicado no Boletim do Banco de Portugal em 2001. Encontrei esse estudo por via deste post do professor Pedro Pita Barros, também ele a dar razão a Passos Coelho: na administração pública ganha-se mesmo mais do que no sector privado, e ganha-se mais quando se comparam remunerações para trabalhadores com o mesmo grau de formação e com os mesmos anos de experiência (o que desmente as justificações dadas pelo secretário-geral da UGT, João Proença e do eterno dirigente da CGTP, Carvalho da Silva). É natural que estes dados tenham evoluído na última década, mas não encontrei nenhum estudo mais recente. Porém, sabendo que o aumento de desemprego colocou muito maior pressão sobre os salários do sector privado do que sobre os salários do sector público, o natural é que o diferencial se tenha alargado e não que tenha estreitado (no meu sector, comunicação social, foi isso que aconteceu). Estou com curiosidade de ver se algum órgão de informação é capaz de citar este único estudo existente ou se, em contrapartida, ficam apenas pelo ping-pong da troca de declarações entre políticos e sindicalista. Tenho pouca esperança.

PS. O primeiro comentário a este post remete para um estudo mais recente, Salários e Incentivos na Administração Pública em Portugal, informação que agradeço. Cito das conclusões:

Controlando para os atributos individuais observáveis, os trabalhadores do sector público auferem um prémio salarial relativamente aos seus congéneres do sector privado, tendo este prémio aumentado ao longo do período 1996-2005. Tal evolução ocorreu particularmente para os trabalhadores licenciados no início da carreira.
Os prémios variam de acordo com o género e a região do local de trabalho. Com efeito, as mulheres (em particular nas regiões menos desenvolvidas) beneficiam de um prémio superior ao dos homens (especialmente aqueles cujo local de trabalho se situa em áreas mais desenvolvidas).

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42 comentários leave one →
  1. 16 Outubro, 2011 14:35

    Salários e Incentivos na Administração Pública em Portugal – 2009
    http://www.bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/Publicacoes/Paginas/BdPPublicationsResearchDetail.aspx?PublicationId=345

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  2. 16 Outubro, 2011 14:37

    Tenho de ter esperança.

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  3. 16 Outubro, 2011 14:41

    É falso.

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  4. Tolstoi permalink
    16 Outubro, 2011 14:52

    As pessoas gostam de chavões e frases feitas e estudam pouco, é bom divulgar e sem medo

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  5. Fernando S permalink
    16 Outubro, 2011 15:21

    jmf1957 : “É natural que estes dados tenham evoluído na última década,…”
    .
    Sim, evoluiram, a diferença aumentou :
    “Entre 1999 e 2008 o crescimento acumulado das remunerações por empregado no sector publico foi de 58% contra 35,3% no sector privado” (Cf.”Public Wages in Euro Area”, Occasional Paper n° 112/June 2010, ECB) ; citado em Vitor Bento, “O No Cego da Economia”, pag 96, Lisboa, Fevereiro 2011.

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  6. Manuel Silva permalink
    16 Outubro, 2011 15:24

    Algumas observações:

    O jornalista JMF encontrou um post na net e cita-o parcialmente. Diz não conseguir encontrar estudo mais recente. Curiosamente, 5 minutos depois, alguém coloca um link para um estudo mais recente. Fica assim demonstrada a capacidade de trabalho jornalístico de JMF. Mas há mais- JMF publica o artigo às 14h30 de hoje e no blogue do professor Pita Barros que JMF linka, ontem, pelas 23:55, isto é, sensivelmente 14 horas antes da publicação deste post no Blasfémias, Tomás Belchior refere o estudo de 2009 e coloca o link para o Insurgente onde tal estudo é referido e está linkado. Nada disto JMF viu.
    Além disso JMF satisfaz-se com um estudo de 2001 em que os dados mais recentes são de 2000. Recorde-se que o euro foi introduzido como moeda corrente em 2002. Ainda se lembram do Windows 2000 ? Isto diz bem da actualidade desse estudo.
    Há um estudo de 2009, como aqui e no Insurgente foi referido. Esse estudo trabalha os dados de 2005, ano do primeiro governo Sócrates. Como é público os aumentos dos funcionários públicos foram inferiores à inflação e inferiores aos aumentos no sector privado, excepção feita ao ano eleitoral de 2009 em que foram superiores à inflação mas sem compensarem as perdas anteriores. Recorde-se ainda os congelamentos salariais e de progressões na carreira bem como o corte médio de 5% nas remunerações dos funcionários públicos, coisa que JMF também não refere.
    Este post servio para avaliar a capacidade técnica de JMF e também o seu rigor intelectual.

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  7. 16 Outubro, 2011 15:24

    Eu sou inscrito no PSD desde 1979 e julgo que todos os comunistas sejam desonestos, nem que todos os PSDês sejam honestos. Se for capaz, encontre os erros de cálculo do Eugénio Rosa.

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  8. Von permalink
    16 Outubro, 2011 15:25

    Não argumento, sem estudar pormenorizadamente a questão. Apenas dois reparos. Parece-me que a inesgotável camada directiva e de administração da função pública, absorve grande parte desse, aparente, desfasamento com o sector privado. E não, este não um argumento sindical, é um argumento factual. Por outro lado, em serviços da função pública de backoffice ou de funcionamento continuado, isto é, fora do contacto com o público, o horário de trabalho é bastante dilatado e em termos remuneratórios, muito baseado em fórmulas entre os 500 e 1000 euros.

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  9. 16 Outubro, 2011 15:25

    e NÃO julgo que todos os comunistas

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  10. Fincapé permalink
    16 Outubro, 2011 15:26

    Quando se fazem estes estudos, a bem da verdade, dever-se-ia dizer se os valores comparados se referem aos salários se àquilo que os trabalhadores efetivamente recebem. Estes estudos parecem normalmente maliciosos. Como estou a falar do que sei, pergunto: quando se analisam os 1000 euros que muitos jovens recebem em determinadas empresas, a comparação que se faz é aos cerca de 1500 euros que deveria ter de vencimento para receber os mil ou aos 500 ou 600 euros que constam da folhas de vencimento, já que os outros euritos entram por outras vias?

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  11. 16 Outubro, 2011 15:30

    Se dizem que os médicos dos hospitais privados ganham menos do que os dos públicos, não acredito. Idem quanto aos engenheiros das câmaras municipais, relativamente aos das empresas privadas. E os professores das universidades privadas, em comparação com as das públicas. E os professores do ensino não superior. Como deviam saber, basta encontrar um caso contrário à afirmação para que a afirmação seja falsa. Agora, digam-me quem é que ganha mais.
    Quanto ao estudo. Já foi muito debatido. O erro do estudo foi o de não ter conferido os salários pelas declarações de irs. As tabelas não dizem nada.

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  12. 16 Outubro, 2011 15:33

    Automóveis, combustível para o serviço profissional E PARTICULAR. Prémios. Telemóveis. Almoços. Planos de saúde. Etc. Nada foi contabilizado. Eu sei que quem trabalha em empresas privadas e beneficia destas mordomias julga que na administração pública é igual. Acreditem que não é.

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  13. Manuel Silva permalink
    16 Outubro, 2011 15:48

    Gostaria ainda de acrescentar um facto que ainda não referi e que altera as conclusões do estudo de 2009 que usa os dados de 2005.
    Como se sabe houve uma forte saída de funcionários públicos por aposentação, com penalização do valor da pensão que irão receber. Como é lógico só suporta uma penalização quem aufere um montante que, após diminuído pela tal penalização, ainda mantém um valor razoável. Ou seja, terá sido nas camadas de funcionários públicos de salários mais elevados que terá havido maior número de aposentações antecipadas. Assim sendo mais desviado está o estudo face aos dados actuais e mais errónea a afirmação de Passos Coelho.

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  14. 16 Outubro, 2011 15:51

    Exemplo de mau estudo da questão é a comparação dos vencimentos dos professores. Limitaram-se a consultar as tabelas e pareceu que os do público ganham mais. Mas, como são incompetentes, não descobriram que:
    1º os vencimentos dos professores do particular calculam-se, multiplicando o valor horário pelo número de horas letivas, que pode ser superior a 22, mantendo-se o horário total de trabalho.
    2º os vencimentos dos professores do público são os que estão na tabela, sem qualquer alteração possível, porque o governo proibe que os professores tenham mais do que 22 horas letivas.
    Tudo isto está, entretanto, agravado, porque os governos pararam a contagem de anos de trabalho dos funcionários públicos – já estão a roubar 4 anos – além de terem cortado até 14% neste ano (no vencimento e metade do subsídio de Natal) e mais 14% ( a partir do próximo ano).

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  15. Pois é... permalink
    16 Outubro, 2011 16:08

    Estes estudos são, quase sempre, a voz do dono.
    O problema está em comparar vencimentos reais como os da função pública, com declarações fiscais intrujadas como as do privado que tributa por conta própria.

    Alguns dos habituais que aqui escrevem sabem bem o que quero dizer…

    Para solucionar o problema financeiro do país bastaria isto: declarações fiscais públicas, do conhecimento de todos. Então se veria com alguns dos moralistas bem falantes não passam de hipócritas que pouco mais declaram que o ordenado mínimo, assim fugindo à cidadania e empurrando o ónus do estado do país para a despesa. Alguns que por aqui escrevem deixavam de aparecer. Eu sei e eles sabem…

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  16. 16 Outubro, 2011 16:21

    Sabiam que até há quem meta na contabilidade das empresas as faturas dos almoços? Às vezes, estamos a jantar e cada um paga o seu, mas alguém pergunta se pode ficar com a fatura total!

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  17. Pois é... permalink
    16 Outubro, 2011 16:41

    Faturas dos almoços?! Isso é trocos!
    E os telemóveis para os filhos? E as jóias para a esposa? E as viagens para a amante? E o carro novo de dois em dois anos?
    And so on…

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  18. Oi! permalink
    16 Outubro, 2011 16:54

    E depois aparecem com reformas próximas do mínimo e é uma injustiça! Porque será? Muito inteligentes? E a colecta de dados é o que se apresenta. Os gajos do BP até nunca detectaram nada de grave na sua área de acção! Tá tudo no carril, a não ser o cheque careca do Tóino.

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  19. lucklucky permalink
    16 Outubro, 2011 17:16

    É muito fácil resolver este problema. Cada serviço do estado excepto soberania pode ser concorrido por um privada e passa a ganhar de acordo com a quantidade de pessoas que lá vão assim como o privado. E se fechar porque as pessoas preferem ir ao privado despede-se.

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  20. Gineto permalink
    16 Outubro, 2011 18:39

    A “lógica” da diferença funcionário público/privado não funciona para os pensionistas. E, no entanto, eles também ficaram sem os 13 e 14 meses. Porque estavam mesmo à mão. E ninguem fala deles. Lá chegarão.

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  21. Carlos permalink
    16 Outubro, 2011 18:44

    É já óbvio que o PPC cometeu um enorme erro político ao evocar esta argumentação.
    Primeiro, porque será relativamente fácil demonstrar que não é verdade o que afirma (intuitivamente todos nós trabalhando no privado ou no público sentimos isso) o que poderá dar argumentos para que o Tribunal Constitucional se pronuncie desfavoravelmente;
    Segundo porque no público para a esmagadora maioria dos assalariados o salário é a totalidade do recebimento que aufere da entidade patronal ao contrário do privado onde ou os bónus formais são significativos face ao salário (viatura, gasolina, telemóvel, viagens, prémios etc.) ou são auferidos de forma informal por via da economia paralela. Aliás é óbvio que as empresas têm vantagem contabilísticas em remunerar parte dos seus custos de trabalho fora dos salários.
    Terceiro, e o mais importante, PPC ao dizer o que disse põe portugueses contra portugueses desfocando a necessidade de todos enveredarem por um desafio de aumento da produtividade e competitividade do país para se guerrearem em lutas de grupos sociais contra grupos sociais, pode dar-lhe benefícios de curto prazo que aliás duvido, mas a prazo ser-lhe-á fatal. Para um Homem de Estado, estamos falados.

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  22. Arlindo da Costa permalink
    16 Outubro, 2011 19:23

    PPC , mais cedo ou mais tarde, vai ter que admitir que não tem condições e sabedoria para ser Primeiro-Ministro dum país.
    Eu também queria ser piloto de aviões, mas o médico da tropa disse que eu tinha um pequeno problema na vista.
    Paciência, cá estou e muito feliz.
    Espero também que o Sr. PPC vá à sua vida e que seja muito feliz!

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  23. 16 Outubro, 2011 19:51

    De acordo com dados que têm sido divulgados, a diferença salarial entre privados e função pública só é favorável à segunda nos níveis de habilitações mais baixos.

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  24. 16 Outubro, 2011 20:28

    Boa tarde, e obrigado pela atenção dispensada ao meu post.
    Sem prejuízo da discussão que surgiu acima, a meu ver o aspecto crucial é que neste caso invocar a média do prémio salarial, quando a distribuição do prémio salarial é bastante diferente para salários baixos e para salários elevados, é enganador.
    A média invocada por Pedro Passos Coelho é correcta, poderá ser corrigida por alguns dos factores invocados em diversos comentários, mas a questão central é que se deveria tratar de forma diferente rendimentos diferentes se o argumento é o prémio salarial. Tal não foi feito. E tem riscos a médio prazo (no curto prazo, a segurança de emprego irá dominar, creio).

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  25. Tolstoi permalink
    16 Outubro, 2011 20:42

    Arlindo Costa

    “Problema na vista” está errado deveria escrever problema na visão.

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  26. Tolstoi permalink
    16 Outubro, 2011 20:45

    Arlindo Costa

    Eu já tinha reparado que tem problemas de visão.

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  27. NMJ permalink
    16 Outubro, 2011 20:54

    O funcionário público devia ganhar o ordenado mínimo nacional como nos privados e deveria haver uma categoria de funcionários públicos a trabalhar em regime de part time com serviços de 4 horas diárias, como existem nas caixas do Continente, Pingo Doce, etc. e a dar horas extras grátis ao Estado. Só assim salvamos o país da desgraça! Belmiro a Presidente!

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  28. cinete permalink
    16 Outubro, 2011 22:34

    Estuosd há muitos, diria o outro. A mim expliquem-me o seguinte: sou juiz há 25 anos. Tive os meus filhos na «primária» privada e pagava por inteiro; os pais dos garotos que trabalhavam no privado ()advogados, médicos, cabeleireiros, etc.) recebiam metade da prestação e recebiam o resto Estado (alguns confessavam-me que o faziam com vergoinha…); eu ia levar os meus filhos num velho Renault 19 e eles em bons BMW, Mercedes. O meu IRS era do escalão mais alto o deles era próximo dos mendigos… Sim, no privado ganha-se menos.

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  29. Zebedeu Flautista permalink
    16 Outubro, 2011 22:59

    Cinete mas esses não eram assalariados. Seriam profissionais liberais e empresários o que não abona nada em favor do empresariado português.
    Agora nos escalões mais altos do IRS retiram a possibilidade de amortizar as despesas de educação e ao mesmo tempo aumentam a comparticipação do Estado as escolas com contrato de associação.
    Ou seja se o mercado funcionar essas escolas podem baixar a mensalidade mas você paga mais na mesma e passa a ir de Renault 5 e os habilidosos podem começar a pensar em trocar por um Bentley.

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  30. Privatizado permalink
    16 Outubro, 2011 23:47

    Sendo 1 dos 507 930 trabalhadores que, em 2011.06.30, exerciam funções públicas na administração central do estado, verifico que, segundo muitos cometários publicados, não produzo nada e vivo à custa dos impostos dos seus autores.

    Aceitando esta visão, sonho ser privatizado!

    Privatizado, continuaria a exercer com lealdade as mesmas funções que me foram confiadas pelo estado; o meu rendimento desceria cerca de 10-15%, “em média”, em vez dos 10% que efetivamente nos estão a roubar este ano, bem como cerca de 24,3% que nos prometem roubar no próximo; passaria a pagar apenas 11% para a segurança social, em vez dos atuais 12,5% (1,5% para a ADSE e 11% para a CGA); mas passaria a ser um trabalhador produtivo, competitivo e contributivo!?

    Se os 231 435 educadores do sistema público me acompanharem neste sonho, a função pública iria libertar-se de cerca de 45,6 % dos seus trabalhadores, obrigando “o consumidor” a contrair empréstimos bancários para poder educar na escola privada as suas crianças, jovens e adultos de todas as idades, contribuindo assim para o “crescimento da economia”… e para a “criação de emprego”!??.

    Pessoalmente, iria perder o acesso às consultas privadas da ADSE (que custam 4,98 €), mas continuaria a ter acesso às consultas do SNS (que custam apenas 2,25 €): sendo doente crónico, poderia ser atendido, gratuitamente, pelo médico de família do centro de saúde e pelo cirurgião do hospital. Porém, há que diga que, tal como eu, estes 88 232 funcionários do Ministério da Saúde também “não produzem nada e vivem à custa dos nossos impostos”.

    Sendo privatizados para se tornarem trabalhadores produtivos, competitivos e contributivos, a função pública liberta-se de mais 18,1% da sua gordura. O crescimento da economia que daí resulta, além de contribuir para a “criação de emprego,” obrigaria ao pagamento dos serviços de saúde a “preços do mercado”!? Quem não pudesse pagar, nem contrair um empréstimo ou um seguro de saúde, por ser doente, teria sempre uma alternativa: roubar!?

    Com efeito, bastaria proceder-se à lipoaspiração de mais 35,0% da gordura da função pública, tornando produtivos, competitivos e contributivos os trabalhadores que exercem atividades de administração pública, defesa e segurança social: com apenas 1,3% de músculo na função pública, suportando as atividades de informação, de comunicação, de consultoria, artísticas e recreativas, toda a gente poderia roubar à vontade “nos mercados” deste esquelético estado novo!!!

    Fontes: DGAEP – BDAP 2005, SIOE 2011; declarações públicas do primeiro ministro.
    http://www.dgaep.gov.pt/upload/OBSEP/BOEP_05/DGAEP-OBSEP_BOEP_05.pdf
    http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/PrimeiroMinistro/Intervencoes/Pages/20111013_PM_Int_OE2012.aspx

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  31. Gh2 permalink
    17 Outubro, 2011 01:27

    E quanto ganha um polícia …do privado?

    Este J M F é mais um iletrado.

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  32. Gh2 permalink
    17 Outubro, 2011 01:29

    quanto custa um policia do … privado.

    Este JMF está mais iletrado

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  33. 17 Outubro, 2011 09:27

    Se tivesse um pouco de vergonha, o escriva metia a viola num saco.

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  34. Outside permalink
    17 Outubro, 2011 10:54

    JMF,
    Este post, este seu texto, esse powerpoint azulinho, TUDO ISTO, É FALSO. (ponto).
    Por muitas vezes que se repita uma mentira, não a tornamos verdade.
    E digo-lhe mais…devia ter vergonha de ter escrito isto, hoje.
    O FP já lhe deu alguns exemplos, eu posso-lhe dar dezenas mais.
    Repito…Esta postada É UMA VERGONHA, UMA INVERDADE, PURA PALHA.
    Se tivesse dignidade e brio profissional, JMF iria informar-se devidamente e apresentar FACTOS.

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  35. Pedro permalink
    17 Outubro, 2011 14:39

    Boa tarde,

    Coloco 1 questão:

    Quantos funcionários públicos estão disponiveis para trocar de emprego?

    ou seja, nas mesmíssimas condições! salário igual… tudo igual! quantos funcionários públicos trocavam do público para um patrão privado???
    e já agora, quantos funcionários públicos tem ordenados em atraso… e qts foram despedidos nos últimos anos???

    dia feliz…

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  36. Almeida Alves permalink
    17 Outubro, 2011 16:52

    Missionários públicos
    17 Outubro2011 | 11:24
    Pedro Santos Guerreiro – psg@negocios.pt

    Dava 24% do seu salário em troca da segurança de emprego vitalício?

    Dava 24% do seu salário em troca da segurança de emprego vitalício? Muitos funcionários públicos deram, mesmo que ninguém lhe tenha perguntado nada. Com os pensionistas, pior: ninguém lhes ouve sequer um pio. A decisão poupa milhões. Mas sendo uma medida com muito corpo, ela não tem pés nem cabeça. Acha mesmo que “é bem feita”?… Que é assim que se reestrutura o Estado?

    Muitos acham. Há uma colectividade numerosa que defende estes cortes com base em dois argumentos: o de que os funcionários públicos têm segurança no trabalho; e que ganham mais do que o sector privado. Esta raiva contra a Função Pública é já um sintoma de cisão social. Mas está assente em várias falácias.

    Os trabalhadores com contrato de função pública têm segurança do trabalho (apetece dizer: por enquanto). Mas estes cortes afectam muitos outros que a não têm: os funcionários das empresas públicas, de empresas municipais e de institutos que venham a ser extintos, se tiverem contrato individual de trabalho. Mas a principal falácia é outra: a de que os funcionários públicos ganham mais. Isso é verdade… em média.

    Segundo estudos do Banco de Portugal, os funcionários públicos auferem entre 10% e 20% de remuneração superior à iniciativa privada. No entanto, são os que estão nas funções de baixas qualificações que ganham mais, o que se inverte ao longo da hierarquia. Ou seja, quanto “pior” se é, mais se ganha face às empresas; quanto “melhor” se é, pior se ganha comparando com a iniciativa privada.

    Esta disfunção salarial é conhecida e não é resolvida, antes agravada, por este corte de salários cego. Quem mais ganha terá um corte superior a quem menos ganha, o que sendo socialmente justo, alarga o fosso face à iniciativa privada. O incentivo para sair da Função Pública (ou para baixar os braços) é agora grande e aqueles que o poderão fazer são os melhores. Há quem ache que são todos malandros e portanto é correr com eles. Essa sanha é míope: a desvalorização da Função Pública tem sido um pecado contra o Estado quase tão grande quanto foi a engorda do número dos seus quadros.

    O problema da Função Pública é ser grande demais para o que faz (ou produzir de menos para a dimensão que tem), estar muitíssimo mal chefiada, mal distribuída e enfeudada. Seria estrategicamente melhor para o Estado ter feito um despedimento do que este corte cego. Os custos sociais, no entanto, seriam impraticáveis, tendo em conta o desemprego.

    Ver tanta gente a exultar com esta navalhada é inquietante. Como o é ver que ninguém parece querer falar dos pensionistas, a quem também se retiram 14% das pensões dos próximos dois anos. Talvez seja porque os pensionistas não tenham sindicato… Mas não duvide: o Estado está a falhar num contrato que assinou. E se o Governo diz que 80% dos pensionistas não serão afectados, isso só significa que 80% das pensões são baixas.

    O Governo ainda não explicou as contas para um corte tão profundo. O desvio do défice do primeiro semestre explica muito mas não tudo. Parece claro que o corte prometido da despesa intermédia está a falhar, e que a reforma do Estado avança como um caracol. E que, portanto, Vítor Gaspar pôs cinto e suspensórios: cortou salários e pensões, que é a forma mais segura de garantir corte de despesa. Vítor Gaspar faz bem em assegurar o cumprimento das metas mas isso não pode significar a desistência do que Pedro Passos Coelho prometeu e ainda não fez. E, já agora, se o primeiro-ministro está tão cismado em encontrar os responsáveis políticos do desmando actual, devia actuar junto do mesmo sistema que o fez e fará medrar: o político. O financiamento partidário. O número de deputados. A reforma administrativa, que tem de ir mais longe.

    Não havia alternativa a medidas com este alcance. Mas havia outras medidas possíveis. Teria sido melhor um imposto extraordinário sobre todos os rendimentos e sobre todo o património. É polémico, claro, mas não menos do que cortar salários à Função Pública. O Governo, que está refém da sua própria pressão de cortar despesa, optou por um caminho que corre o risco da demagogia.

    O Estado não está a reestruturar a Função Pública, está a aniquilá-la. O país, no estado que está, precisa da “boa” administração do Estado e é esta que está a enxotar. Arrisca-se a ficar apenas com a “má”, que é a comparativamente cara e improdutiva. A todos pede agora compaixão: que apesar de tirar quatro salários dos próximos 48, seja missionário. A salvação do Estado deixou, pois, de ser uma questão de governação. Passou a ser uma questão de fé. Que a fé nos proteja.

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  37. Luis Fonseca permalink
    19 Outubro, 2011 23:46

    Porque é que ninguém fala da economia paralela. Aquela que não paga impostos. Quanto é que representa no PIB? Uns 20%.
    http://www.oje.pt/noticias/economia/economia-paralela-totaliza-197-do-pib
    Quem ganha com eles? Não serão os privados? Não será que não compensam os 10-15% da tal diferença?
    E os impostos não cobrados não ajudariam a equilibrar o OE?

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