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A adiar desde 2002

17 Outubro, 2011

Não me surpreende que Manuela Ferreira Leite tenha dito que bom, bom, era ter mais tempo para a consolidação orçamental. Em bom rigor devemos-lhe a ela um adiamento de cerca de 10 anos. Estamos a fazer agora, de forma muito mais radical ,  porque entretanto a situação agravou-se por inacção, o que ela adiou em 2002. Não é por isso supreendente que ela proponha que se adie mais uns anos.

20 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    17 Outubro, 2011 13:21

    Essa Manuela se tivesse vergonha na cara, punha-se a milhas, pois ela ainda pode ser chamada a juízo para dar umas explicaçõezinhas!

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  2. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    17 Outubro, 2011 13:26

    Para ela os 9% de défice em 2009 não eram prioridade. Nessa altura estava de mãos dadas com Sócrates numa das suas muitas contradições.

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  3. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    17 Outubro, 2011 13:40

    O outro pôs-se a milhas, mas não tem pingo de vergonha na cara.

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  4. Plus's avatar
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    17 Outubro, 2011 13:45

    Ora nem mais.
    E é por isso que a desculpa de “tempos de completa de excpecção” nunca devem ser tomados em conta.
    Pelo menos desde esses anos que vivemos de situação em situação absolutamente extraordinárias que ou levaram ao adiamento do problema ou à tomada de más decisões.
    O vários aumentos de impostos – como agora o IVA a 23% para qs tudo – é apenas um dos últimos exemplos.

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  5. tina's avatar
    tina permalink
    17 Outubro, 2011 13:50

    Também eu cheguei à conclusão que esta ala do PSD – MFL, JPP – é muito conservadora, muito reluctante em tomar acção.

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  6. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    17 Outubro, 2011 14:19

    A despesa pública não foi reduzida. Aplicou-se, mais uma vez, um imposto sobre a totalidade de certos rendimentos. É uma medida eficiente, mas pouco eficaz. Uma medida eficaz seria reduzir a dimensão presente e FUTURA de funcionarios públicos… e começar justamente por todo o excesso de gente que gravitam em instituições públicas que não aportam qualquer interesse ao país.
    .
    Mas, enfim, são opções de curto-prazistas que não enxergam mais do que o dia seguinte. Não vejo estratégia coerente que impeça que amanha não venha outro governo e reponha os impostos agora excepcionalmente feitos e, fundamentalmente, não vislumbro medidas que impeçam que se volte a sobredimensionar o aparelho de estado.
    .
    Amanha, até já no proximo ano de eleições, esta mesma gente que hoje faz o que faz, fará o inverso para ganhar eleições. E nada vai acontecer.
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    O essencial que se espera deste governo é que elimine todo e qualquer desperdicio. O desperdicio não altera a performance economica do país, pelo contrario, melhora-o. As medidas actuais não alteram a substancia, embora possam resolver a questão de hoje.
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    Não espero que estas medidas promovam melhorias na economia. Podem melhorar a percepcção que os credores têm acerca do nosso esforço e obter margem de confiança que permita renogociar, reescalonar, rever as condições do crédito.
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    Não, a economia vai entrar numa espiral de recessão. Destruir empresas e postos de trabalho cuja recuperação demorará muitissimo mais do que acabar com elas.
    .
    Espero que a estratégia dê certo. Isto é, espero que a determinação em obedecer aos pactos com a troika nos traga brevemente a confiança dos parceiros. E que eles entendam que nos esforçamos. Não obstante será algo muito incerto, atendendo a que nessa altura vamos outra vez negociar com eles sob pressão. A pressão de estarmos necessitados e com a economia em pantanas.
    .
    Ou então, e já me passou isso pela cabeça, confesso, a estratégia deste governo é fazer um jogo de poker. Ir a jogo arriscando o máximo. Se der certo ganha a mão. Se der errado (que é o mais provavel) cola-nos com a grécia aceleradamente e portanto, almejam por essa via, um perdão de divida.
    .
    O governo foi a jogo. Não quer renegociar antes de mostrar determinação e coragem a cortar a torto e a direito. E como provavelmente isto vai descambar numa espiral recessiva, espera que as medidas que entretanto estão a ser estudadas para a grécia (o perdão) venham tambem a ser aplicadas a Portugal.
    .
    Até lá, o sofrimento que o povo venha a ter com o desemprego, impostos, penhoras, incumprimento à banca, fome, etc, é encarado pelo governo como algo aceitavel para um bem futuro maior.
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    Rezemos aos santos para que, as medidas agora anunciadas deêm resultados mais rápidos do que o esperado. Esperemos que destrua mais rapidamente a economia, para mais rapidamente nos colarmos à grécia.
    .
    Rb

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  7. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    17 Outubro, 2011 14:33

    “Uma medida eficaz seria reduzir a dimensão presente e FUTURA de funcionarios públicos… e começar justamente por todo o excesso de gente que gravitam em instituições públicas que não aportam qualquer interesse ao país.”
    .
    Diminui-se o aumento de gastos – com défice não há redução de despesa publica – mas seria preferível o que disse.
    Já aqui propus a adopção de funcionários publicos: cada empresa tem desconto de impostos no valor do ordenado do funcionário publico que contratar reduzido da parte do ordenado que é pago pela dívida.

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  8. jose.gcmonteiro's avatar
    17 Outubro, 2011 14:55

    Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva, Freitas do Amaral, e a outros que tais, deviam ver canceladas as várias e chorudas pensões de reformas. Tapavam alguns buracos, que deixaram na péssima Governação.
    Passos Coelho devia ter coragem de o determinar. Mas, como diz o meu neto, só sabe bater nos Pequeninos!

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  9. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    17 Outubro, 2011 15:07

    Eu costume dizer que, aqueles que permanecem estoicamente a comandar um navio com um rombo no casco, não são corajosos, são idiotas com excesso fé.
    .
    Um tipo tem de ter o discernimento de analisar a situação de forma desapaixonada. O navio vai ao fundo, certamente, o melhor é mesmo atracar no porto mais próximo. A capacidade de um lider ou empresario de sucesso é mesmo esse. Acabar com os empreendimentos no tempo certo. Acabar, antes que eles acabem connosco.
    .
    Neste momento, só há uma positividade nesta estória toda. As exportações. O governo nada fez para esta positividade, ela já vinha em crescendo. E, tenho de confessar, embora a contragosto, esta dinamica vem do tempo de Socrates. Está hoje quase ao nivel pre-crise. Mas não pode crescer muito mais. Não há estatisticas acerca da capacidade instalada na industria que nos permita saber se ainda há margem para crescer nas exportações sem ser necessário investimentos.
    .
    Mas, para os montantes de que o país necessitava em termos de exportação, será necessário mais investimento fabril. Precisamos de vender mais e melhor. Para isso é preciso dinheiro. Sempre defendi que as Capitais de Risco seriam a resposta adequada a essa necessidade e menos o credito bancario, que é curto-prazista normalmente. Talvez fosse uma das tarefas do minsitro dos estrangeiros fazer por atrair mais para-financeiras estrangeiras para o país, indo ao países aonde está o dinheiro.
    .
    Portanto a concentração deve estar aí. No financiamento das actividades exportadoras.
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    Medidinhas com a que foi tomada – 1/2 hora de trabalho adicional – é uma farsa. Não contribui para NADA. O que devia ser feito era remunerar os turnos fora dos horarios normais de forma igual. O turno da noite ter o mesmo custo laboral que o turno de dia. Isto sim, poderia dar um upgrade de produção e fazer baixar na REALIDADE (e não de forma formal e aparente) o custo unitário do trabalho.
    .
    Mas, enfim, temos os gorvenantes que temos. Julgo que nenhum deles saber, ou quer saber, acerca das necessidades no campo, no terreno e ficam-se por fantasias.
    .
    Rb

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  10. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    17 Outubro, 2011 15:19

    Não é justo dizer que foi a Manuela Ferreira Leite quem adiou esta “pancada”, dolorosa, que agora nos deram. Quem adiou fomos nós, o povo português, com mais responsabilidade para os defensores do PS e seus companheiros, muitos deles apenas simpatizantes do Sócrates e das suas “certezas”…

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  11. António's avatar
    17 Outubro, 2011 16:10

    RB,

    porque em vez de fazer um MBA, não vem até ao burgo e forma um partidozito do contra para desgovernar este cantinho??

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  12. O SÁTIRO's avatar
    17 Outubro, 2011 16:39

    Permito-me discordar em absoluto.
    Devido ao défice de Guterres, de 2001,……….QUE NEM ELE SABIA O VALOR QDO FUGIU… e o BP do Constâncio apurou ser 4,4% em GOSTO DE 2002, MFL teve de apresentar medidas duras e rigorosas em tempo record (de agosto a Dezembro de 2002.
    Nessa altura, TODOS OS ANOS O DÉFICE TINHA QUE SER INFERIOR A 3%.
    E MFL conseguiu…
    Sókas teve…como agora PPC e gaspar…vários anos económicos para descer até aos 3%……..
    ESTA É A VERDADE DOS FACTOS…indesmentível e real.
    O défice e a dívida do Estado atingiram valores astronómicos com a governação Sókas.
    Já se fizeram centenas de estudos e gráficos sobre isso…..PPP, SCUTs, TGV,etc..etc…
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/10/confissao-da-bancarrota.html
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/10/bancarrota-corrupcao-ps-socrates-os.html
    Obviamente, agora é mais dificil baixar até aos 3%….e creio q é essa a preocupação de MFL (não me passou procuração…).
    Mas daí a dizer que MFL não combateu o défice…….só por má-fé……..ignorância crónica……..ou serviço prestado à “Máfia Socialista com Experiência na Maçonaria”, como a definiu de forma lapidar Henrique Neto

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  13. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    17 Outubro, 2011 17:06

    Sim tem razão António. Iria para desgovernar, porque de governos já temos a dose suficiente. Pode ser que desgovernando a coisa melhore. É a lei dos opostos. Se governar não dá resultado, desgovernar deve resultar.
    .
    Mas olhe que eu acho que este governo até está a governar, desgovernando. Acho mesmo que pretende liquidar a economia do país para se enfileirar na senda da grécia e obter os beneficios de 50% de perdão da divida. É um acto propositado, com um certa e magistral intenção. Destruir para não ser acusado de tudo ter feito para não destruir.
    .
    O plano B, aquele que PPC deixou transparecer numa entrevista, a saida do euro, é quase uma inevitabilidade. Se não for agora porcausa da ajuda de terceiros, será mais tarde quando a boavontade deles não estiver para aí virada. O facto é que as contas vão-se se ajustar pelos motivos errados. E sairemos piores do que o que entramos. O governo vai conseguir diminuir as importações liquidando a capacidade de compra das pessoas. O que é errado. Porque interessava-nos limitar as importações, mas não o consumo de bens nacionais.
    .
    Nas nossas vidas pessoais, se quiseremos deixar de gastar tanto a comprar coisas no supermercado, o que é que fazemos? baixamos os nossos rendimentos para as não poder comprar?
    .
    Pois, é isto que o governo está a fazer. A ideia devia ser outra. Como na nossa vida, a falta de dinheiro ou a necessidade em poupar faz-nos tentar fazer ou obter as mesmas coisas de forma diferente. Já não se chama o electricita para mudar a lampada, fazemo-lo nós. Já não compramos frango, criamo-lo nós. Até plantamos umas pencas no quintal se for preciso. Mas nunca abidcamos do nosso rendimento para deixarmos de comprar as coisas coercivamente. Isso não faz sentido. Não faz porque ao limitarmos o nosso rendimento, limitamos tambem a poupança.
    .
    Ora, o que o país precisa é que as importações sejam substituidas por produção nacional. Mas não precisa o país que a procura ou o poder de compra seja desvalorizado. Precisa é que se oriente a procura para aquilo que nos convem – neste caso reduzir o deficit externo.
    .
    Mas, não se pode, dizem. Não se pode tentar sobreviver, se isso implicar deixar de comprar ao estrangeiro. É ideologicamente incorrecto, dizem. É como se me dissessem a mim que não podia escolher aquilo que mais me interessa; é como se me dissessem que eu não posso criar frangos no meu quintal e que tenho de os ir comprar ao supermercado. Coitados dos produtores, não é. O que eles deixam de ganhar é o que eu passo a poupar.
    .
    Rb

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  14. O SÁTIRO's avatar
    17 Outubro, 2011 17:11

    o JMonteiro anda por aqui a defender a máfia corrupta que levou o país á bancarrota.
    Só um Q.I. muito pequenino acha que cortar nas pensões de meia dúzia resolve problemas de milhares de milhões.
    E pq não fala nos DOIS MILHÕES de €uros….tamos a falar de milhões, compreendeu, totozinho?..não em 7 ou 8 mil…de pensões………que a Câmara de Lisboa deu à fundação Saramago????
    Idem à Fundação Mário Soares…e outras associações e fundações amigalhaças dos xuxas.
    Claro, JMonteiro é mais um tótó que paga (será que paga???) dos seus impostos estes milhões, de forma masoquista, com o rabinho entre as pernas, sem abrir a boca, mas fica indignado com uns simples milhares de pensões acumuladas….dos políticos não xuxas, óbvio……que para os outros continua de rabinho entre as pernas, caladinho a pagar pq senão leva na mona…….

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  15. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    17 Outubro, 2011 19:36

    Mas, enfim, de acordo com as perspectivas a economia, o PiB, nos próximos DOIS anos cairá cerca de 6%. Ora, para recuperar esta queda previsivel precisamos de cerca de 12 anos. Para ficarmos igual. Isto é fantástico.
    .
    Rb

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  16. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    17 Outubro, 2011 19:42

    Como queres, pois, caro ANTONIO, que regresse à pátria?
    .
    Regressarei meu caro, regressarei, mas nunca antes de trabalhar em países aonde não exista crise. Em países em que os investimentos tem retorno. Aí, nunca investiria um tostão. As leis mudam de um dia para o outro. Não é possivel investirmos a contar com determinado enquadramento, legal, laboral, fiscal. Nada. Tudo muda em meses.
    .
    Consequnetemente ninguém de bom senso investe em portugal.
    .
    Eu, pessoalmente, ainda vou investindo, remetendo remessas para aí. Mas mesmo nessas, meu caro, tenho muita desconfiança. Hoje recebi um email do BCP a dar-me 6% numa aplicação. Mau sinal. Muito mau sinal….
    .
    Rb

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  17. Ricardo Lopes's avatar
    Ricardo Lopes permalink
    17 Outubro, 2011 22:40

    “o que o país precisa é que as importações sejam substituidas por produção nacional.”
    Ja ouviu falar em exportacoes?

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  18. André Couto's avatar
    17 Outubro, 2011 23:54

    João, a questão é simples. Dura, mas simples.
    Sem Economia não há Estado Social que aguente. Ponto. As despesas com o Estado Social aumentam exponencialmente ao mesmo ritmo que as Economias decrescem de vigor. Não há dinheiro para continuar este estado de coisas. 88% dos impostos recebidos são para pagar o Estado Social.

    Não há gorduras que consertem este problema. Temos duas hipóteses, ou pomos a Economia a crescer ou temos de cortar nas despesas. Ora se não dependemos só de nós para colocar a Economia a crescer o caminho só pode ser cortar onde se gasta. Estado Social.
    Temos pena mas não há alternativa.

    A Europa esta desindustrializar-se. Não irá começar a produzir desmesuradamente e a crescer como já cresceu. Sendo o Estado Social um produto da Revolução Industrial e da geração de riqueza, parece mais ou menos óbvio que se não se gerar riqueza, não se pode manter um Estado que tudo pague.
    Os portugueses sentem-se enganados, e com razão.
    Durante uma crise não seria a melhor altura para cortar no Estado ma sem cortar na Despesa Pública não sobreviveremos.

    Desde 2000 que este destino era perfeitamente identificável. Ninguém fez a ponta de um corno. Todos foram uma cambada de românticos que não quiseram enfrentar a realidade. O resultado está à vista.
    Vão-nos tirar ao prato na altura em que menos temos para comer, mas a culpa não é da mão que nos tira. É daqueles que, quando podiam e deveriam, nada fizeram. Perdemos 10 anos e agora atravessaremos o deserto, queiramos ou não, custe-nos ou não, não há mais nenhum caminho, podem vir comunistas, bloquistas, marxistas, trotskistas, maoistas, pode vir o Papa que a verdade não muda.
    É injusto? Sim.
    Há alternativa? Lamento, mas não.
    Vai doer? Oh se vai!
    E resolverá o problema? Não se sabe.
    Há que falar verdade aos Portugueses.

    Enquanto foi tempo não se fizeram manifestações e indignações. Andámos todos mansos? Agora é tempo de comer o feno porque não há dinheiro para ração.

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  19. António's avatar
    18 Outubro, 2011 08:39

    meu amigo RB, infelizmente tem razão, mas quem consegue fazer florescer negócios numa terra onde tudo muda a velocidade da luz, mesmo as vontades, aqui faria um brilharete.

    esperemos que tenha razão e que o nossos governantes estejam a fazer um jogo.

    espero que o saibam jogar, de outra forma estaremos fffffffffffff.

    desejo-lhe que nas sua novas paragens o sucesso o persiga.

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  20. Luis's avatar
    Luis permalink
    19 Outubro, 2011 15:50

    João Miranda,
    Comentário muito injusto, como sabe. A MFL foi a primeira a tentar colocar um travão no crescimento da despesa. Ténue e insuficiente? Sim, naturalmente. Mas um politico também depende das condições políticas objectivas e subjectivas para implementar as suas politicas. E em 2002 caiu o carmo e a trindade quando MFL começou a fazer o que fez. Isto num cenário que era muito diferente do actual.
    Avaliar, 9 anos depois, o que foi feito, à luz de um conjunto de circunstâncias totalmente diferentes, é muito injusto.

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