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O elogio da austeridade

18 Outubro, 2011

Por Eduardo Pitta:

Na Primavera de 1983, a crise económica e financeira obrigou o PS e o PSD a entenderem-se. Assim nasceu o IX Governo Constitucional, que tomou posse a 9 de Junho. Resultado de um acordo entre os dois partidos, Mário Soares chefiou um executivo com ministros socialistas (Almeida Santos, Jaime Gama e outros), social-democratas (Carlos Mota Pinto, Rui Machete e outros), renovadores (Francisco Sousa Tavares) e independentes (Ernâni Lopes e outros). Durou até 6 de Novembro de 1985. Nesses 29 meses, o governo do Bloco Central pôs as finanças do país em ordem. E pudemos entrar na Europa.

18 comentários leave one →
  1. jose.gcmonteiro's avatar
    18 Outubro, 2011 09:45

    É preciso criar cursos de formação e cultura política.
    Não há outros Mário Soares ou Mota Pinto.
    Portugal é e será sempre grande.

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  2. Monti's avatar
    Monti permalink
    18 Outubro, 2011 09:57

    “Agora vivemos uma crise parecida”
    Parecida (?) o tanas.
    Assim se vê, a vantagem de Mr Pitta em ver com entre-olhos.
    Este, também nunca divisou um troço de autoestrada a mais.
    ou uma rotunda que fosse.
    Vistas largas.
    Quanto ao regresso de Sócrates, deve estar a delirar.
    Talvez sofra de delirium tremes.

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  3. AB's avatar
    18 Outubro, 2011 10:11

    Vivi as duas realidades. Não são comparáveis!
    .
    De qualquer maneira a questão essencial começa a aparecer: a única medida que podia ter efeitos estruturais na despesa era a redução do número de funcionários públicos despedindo os que não são necessários, o que vai acabar por acontecer, já que a treta da diminuição gradual por não substituição dos que vão saindo tem sido isso mesmo: uma treta,
    .
    Até lá vão comer os cortes de subsídios e aumento de impostos agora decididos com a irresponsabilidade do costume.
    .
    Liberal não é, ou não devia ser, sinónimo de cego!

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  4. Observador's avatar
    Observador permalink
    18 Outubro, 2011 10:25

    Hummmm…..e que é feito dos:

    – Institutos Públicos e mais a miríade de (a)Fundações e a panóplia de Empresas Municipais?
    – Onde param as Parcerias Público-Privadas?

    Já ninguém se importa?!
    (ah….não convém mexer….pois…..)

    Pagam sempre os mesmos (e o que se “poupa” são “peanuts”).
    O elefante está no meio da sala.
    Estão a tapar o elefante com um cobertor na esperança que ele desapareça.
    O elefante continua lá.

    Assim não se vai a lado nenhum….ou melhor, até vai…..mas não é um “lado” muto agradável.

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  5. Gonçalo's avatar
    18 Outubro, 2011 10:29

    A situação é completamente diferente.
    Nessa altura tínhamos a faca e o queijo nas mãos. Agora, a globalização determina tudo e já não temos a soberania financeira.
    http://notaslivres.blogspot.com/2011/10/orcamento-2012-os-sinais-mais.html

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  6. Cachamorra's avatar
    Cachamorra permalink
    18 Outubro, 2011 10:40

    Até para se se ser honesto é preciso ter coragem. Faltou a Senhora Dona Pitta dizer que esse plano de austeridade resolveu em parte o problema das contas publicas à custa de muita pobreza e sacrificios dos Portugueses. Mas que no entanto não resolveu em nada o problema da competitividade e produção nacional. E ainda para continuar-mos a fazer algum exercicio de honestidade temos que reconhecer que as maiores empresas do setor produtivo estavam nas mãos do Estado.

    Também falta dizer quem tirou o país da agonia economica em que se encontrava foram os fundos que começaram a jurrar da então C E E em 1985.

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  7. Von's avatar
    Von permalink
    18 Outubro, 2011 10:52

    É uma abismal diferença, contar com alguns dos melhores, como em 1983. Agora, tal como nos últimos 25 anos, contam os que o partido quer que sejam os melhores. Geralmente não o são. Os governos dos últimos 25 anos, são um pouco como os comentadores políticos dos 3 canais de televisão, nas versões sinal aberto e cabo: fazem (dizem) as mesmíssimas coisas, repetem-se vezes sem conta, são absolutamente redundantes e ainda por cima bem pagos. Tenho de confessar que me parece a profissão de comentador político televisivo, a mais inútil de todas. Aliás, a mesma inutilidade dos políticos incompetentes.

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  8. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    18 Outubro, 2011 11:05

    Foi a moeda. A desvalorizaçlão da moeda.

    Rb

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  9. Cachamorra's avatar
    Cachamorra permalink
    18 Outubro, 2011 11:07

    Outra questão subjacente que poucos se atrevem a aflorar. Os dinheiros da divida destinaram-se à construição de habitação social? Escolas? Universidades? Jardins de infância? Lares para idosos? ? Estâncias de férias para os mais pobres?Aumentar a produção nacional e a competitividade das empresas publicas e privadas? A produção de bens alimentares? Não!
    Estoiraram tudo em p….. e pechaninas (desculpem o termo). Serviu para construir Resortes de luxo, marinas para barcos de recreio, campos de golf, comprar propriedades no Alentejo e no Ribatejo para satisfazer a ociosidade de preguiçosos e corruptos, construir mansões de luxo junto ao litoral desde Caminha a VRS António, que se encontram encerradas dez/onze meses por ano.
    Porque razão tenho eu que pagar os desvarios de governantes incompetentes comprometidos com esta orgia e este laxismo?
    Portugal durante vinte anos fazia lembrar Roma no apogeu do império, a abundãncia era tanta que o vinho corria por as ruas.

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  10. certo's avatar
    certo permalink
    18 Outubro, 2011 11:46

    e ora vejam lá o santo hipócrita, bem a imagem do santarrão !

    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2064326

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  11. Zé da Póvoa's avatar
    Zé da Póvoa permalink
    18 Outubro, 2011 12:27

    Mesmo descontando o facto de os políticos dessa altura (Eanes era PR) serem de outra cepa, mais sérios, com as mãos mais limpas e sem amigos ladrões, havia um pequeno “pormaior” que fazia toda a diferença. É que tínhamos moeda própria que apreciava ou depreciava conforme os interesses do momento. Por isso é melhor esperar que sejamos corridos do Euro para voltar a esses tempos.

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  12. fado alexandrino's avatar
    18 Outubro, 2011 12:34

    Pitta é ecunomista tem portanto desculpa.

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  13. JCA's avatar
    JCA permalink
    18 Outubro, 2011 12:48

    .
    Um pouco de História. Bastilha:
    .
    “it may be pertinent to highlight the last days of Queen Marie Antoinette, refereeing to Wikipedia, “She was finally tried by the Revolutionary Tribunal on 14 October 1793. Among the things she was accused of (most, if not all, of the accusations were untrue and probably lifted from rumours begun by libelles) were orchestrating orgies in Versailles, sending millions of livres of treasury money to Austria, plotting to kill the Duke of Orléans, incest with her son, declaring her son to be the new king of France and orchestrating the massacre of the Swiss Guards in 1792…The outcome of the trial had already been decided by the Committee of Public Safety around the time the Carnation Plot was uncovered, and she was declared guilty of treason in the early morning of 16 October, after two days of proceedings. On the same day, her hair was cut off and she was driven through Paris in an open cart, wearing a simple white dress. At 12:15 pm, two and a half weeks before her thirty-eighth birthday, she was executed at the Place de la Révolution (present-day Place de la Concorde).Her last words were “Pardon me sir, I meant not to do it”, to Henri Sanson the executioner, whose foot she had accidentally stepped on after climbing the scaffold. Her body was thrown into an unmarked grave in the Madeleine cemetery, rue d’Anjou, (which was closed the following year).Her sister-in-law Élisabeth was executed in 1794 and her son died in prison in 1795”.
    .
    .
    (Houve dinheiro da Banca Portuguesa para a Grecia ? Há para a Asia ? etc. E para Portugal não há liquidez ?)
    -Banks must take bigger losses on Greek loans, says German finance minister
    Limit on writedowns rejected in run-up to EU meeting that is expected to allow Greece to default on half its debts
    http://www.guardian.co.uk/business/2011/oct/16/banks-bigger-losses-loans-greece
    .
    (Não há nenhuma ‘GERAÇÃO À RASCA’, tudo sugere que as Governanças estão a fabricar intencionalmente um ‘JUVENTUDE SEM ABRIGO e UMA CLASSE MEDIA À RASCA’):
    -New generations in Europe tipping into homelessness
    http://uk.reuters.com/article/2011/09/12/us-europe-homelessness-idUSTRE78B6KE20110912
    .
    Como pacifista, recomendo a quem se meteu em Governanças e os ‘jovens copiões’ aventureiros ambiciosos ora em palco era melhor começarem a sair de fininho. Sem dar nas vistas. A coisa está mais brava e perigosa que virtualizam. Lembro-me bem que os ‘inexpugnaveis’ ex-URSS, o nosso anterior Regime etc cairam instantaneamente dum momento para o outro como um baralho de cartas.
    .

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  14. Dédé's avatar
    18 Outubro, 2011 13:47

    Então e a que é que vai agora Portugal aderir para voltarem a entrar os milhões do tempo do Cavaco?

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  15. da-se's avatar
    18 Outubro, 2011 14:07

    Fado Alexandrino,
    Gostei. O gajo é mesmo eCUnomista. Aliás, é com esse olho que ele vê. Parabéns!

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  16. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    18 Outubro, 2011 19:07

    Para:
    jose.gcmonteiro
    Posted 18 Outubro, 2011 at 09:45 | Permalink
    É preciso criar cursos de formação e cultura política. – Sem dúvida.
    Não há outros Mário Soares ou Mota Pinto. – E ainda bem!
    Portugal é e será sempre grande. – O problema é correr de vez com a esquerdalhada!

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  17. Von's avatar
    Von permalink
    18 Outubro, 2011 19:41

    Os comentários brejeiros e burgesos (sem u) de alguns, baixam o nível de qualquer debate. E mostram uma pobreza de espírito que mete dó.

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  18. PMF's avatar
    18 Outubro, 2011 21:51

    Essa ideia (tese) de um governo de bloco central PSD – PS, começou a ser bem quista, – parece-me – agora, junto de certos sectores mais cavaquistas que, curiosamente, começaram a repetir essa necessidade/Karma, todos (quase) em uníssono e ao mesmo tempo. Seria – deduzo eu – aquilo que Cavaco preferiria e, preferiria, desde logo, a partir do momento em que já não conseguiu “travar” o actual PSD (que já não será assim tanto dele).
    Pacheco Pereira começou a dar o mote, em termos públicos e claros (salvo erro, na semana passada) e agora, lá vão surgindo os seguidores, como, por exemplo, E. Pitta

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