o tgv do faraó
18 Outubro, 2011
Segundo o DN, Álvaro Santos Pereira terá afirmado que “as obras públicas “faraónicas” só “serão feitas se tiverem o objectivo de “melhorar a competitividade da economia portugueses”, por exemplo, tornando as exportações mais baratas através da “um modelo de ferrovia de bitola europeia”. Que me lembre, não tenho presente nenhum governante português dos últimos cem anos que tenha promovido “obras públicas faraónicas” com o objectivo de piorar a competitividade da economia portuguesa. As melhorias que essas obras promoverão é que variam conforme a versão de cada governante. Já os resultados dessas boas intenções estão à vista de todos.
10 comentários
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O Álvaro é um cromo.
O Ministro do Desemprego, dos Cortes e da Destruição da Economia devia ir para o Burkina Faso ensinar os indígenas a manejar a «bitola»…
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Não sejam mauzinhos…..!
Ele não é grande orador…ainda bem. Vai ser-lhe mais dificil iludir-nos… com as “faraónicas”
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rui.a., de facto, existem milhentas razões que contrariam a execução do tal tgv. Porém, quer parecer que você não entendeu bem o que o ministro afirmou. Trata-se de uma equação que ainda não vi apresentada nem estudada e, se calhar, poderá ser uma boa via de exportação tanto para Espanha como principalmente para outros países europeus. Não se trata de piorar mas antes melhorar a competitividade da economia portuguesa, se não com o tgv propriamente dito pelo menos com a correcção da bitola que já deveria ter sido feita há que tempos a caminhar para um século.
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“Os exemplos das melhorias que tais obras promoverão (que eu diria ‘promoveram’) é que têm variado.
com efeito, do centro comercial, que dizem cultural, de belém, de dez mil contos para os sessenta ou setenta, ao tempo de cavaco, num capricho de vaidade, da marina do funchal, às moscas, ao museu de la balena, às moscas, às scuts mais caras da oropa e assim mais ramificadas, tudo tem sido feito, supramente, à altura da vaidade de parecidos governantes, que lá quiseram encher a famelga de amigos, com isso julgando deixar nome imorredoiro sobre a obra .
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eu diria ‘promoveram’
Tem razão e não tem. Vejamos: a ideia do texto é relativa ao futuro dos resultados das obras públicas, não somente as já feitas, mas as anunciadas e as que hão-de vir, embora, reconheço, o “têm variado” remeta para o passado. Os resultados pretériotos, isto é, os que são já conhecidos das obras já realizadas vêm comentados na frase seguinte: “Já os resultados dessas boas intenções…”. Ainda assim, agradeço-lhe o comentário e vou compor melhor a frase que referiu.
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Que eu saiba,
o Egipto não tem TGV.
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Quando Mark Twain visitou o Egipto no século XIX, descobriu um uso sem precedentes para as múmias.
Uma via férrea estava a ser construída para atravessar o Egipto e os trabalhadores usavam múmias como combustível para as locomotivas, em lugar do carvão. Como elas estavam frequentemente cobertas ou cheias de betume ou piche, provavelmente queimavam bastante bem. Twain brincou dizendo que ouvira um engenheiro amaldiçoar as múmias das pessoas comuns que não queimavam tão bem como as múmias reais.
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De boas intenções está o inferno cheio.
A melhor boa intenção que os nossos políticos podem ter é deixarem de misturar intenções políticas com decisões económicas.
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“eu diria ‘promoveram’”
desculpe, rui, não tem que justificar, se lá foi lapso, que acontece a todos, se não, melhor, também concedo, nem fiz por mal, acredite, tão certo como pelo geral lhe reconheço saber de categoria e grande nível . sinceramente .
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Muito obrigado pelas suas palavras, caro certo, mas fiquei-lhe mesmo grato pela sua chamada de atenção, porque a frase estava mal redigida, de facto. Já a tentei compor um pouco melhor. Estas coisas acontecem quando, como no caso, se edita um post e se o corrige posteriormente duas vezes.
Cumprimentos cordiais,
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