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Óptimo! Nada será como dantes

18 Outubro, 2011
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Afirma Carlos Costa:

No final do programa, os mercados financeiros não serão exactamente iguais àqueles que conhecemos. Farão maior escrutínio, tanto no sector público como no privado. No final do programa, terá sido necessário não só o ajustamento mas também reduzir e estabilizar os rácios de endividamento dos actores da economia portuguesa.

 

Descodificando: a política orçamental terá que visar excedentes. Espero que Vítor Gaspar comece em breve a enunciar esse nobre objectivo.

5 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    18 Outubro, 2011 21:28

    Excedentes para irem para os bolsos dos mesmos.
    Cantiga velha, essa!

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  2. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    18 Outubro, 2011 22:18

    E’ lógico que países como Portugal ou a Grécia, mesmo que tudo corra pelo melhor, nunca mais conseguirão os mesmos níveis de credito. O tempo não volta para trás. E isso vai ter consequências nas políticas distributivas do Estado. Os cortes não são temporários. Vieram para ficar ate’ que Portugal tenha riqueza para poder fazer mais .

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  3. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    18 Outubro, 2011 22:56

    o trabalhador Américo Amorim, que irá esfalfar-se mais meia hora por dia …
    .
    “O OE para 2012 deixou-me confuso pois estava convicto de que havia mudado o Governo e era agora Passos Coelho o primeiro-ministro. De facto, Sócrates é que lançava “exigências adicionais sobre aqueles que sempre são sacrificados” e atacava “os alicerces básicos do Estado Social” (Passos Coelho), “tratando os portugueses à bruta dizendo-lhes ‘Não há outra solução’, indo buscar dinheiro a quem não pode”, motivo por que “[precisávamos] de um Governo não socialista em Portugal” (Passos Coelho de novo).
    Ora o Orçamento é só um rol de “exigências adicionais sobre aqueles que sempre são sacrificados” e ataques aos “alicerces básicos do Estado Social”. O Governo “olha para rendimentos acima de pouco mais de mil euros dizendo ‘Aqui estão os ricos de Portugal’, eles que paguem a crise” (ainda Passos Coelho), deixando de fora, por lapso, as grandes fortunas e os 7 mil milhões de dividendos que por aí se distribuem anualmente.
    O único dos “25 mais ricos” que pagará a crise é o mais rico deles, o trabalhador Américo Amorim, que irá esfalfar-se mais meia hora por dia sem remuneração (por isso me pareceu vê-lo, de cartaz na mão, no meio dos “indignados”). Felizmente emprega na sua Corticeira 3 300 outros trabalhadores, que irão dar-lhe 1 650 horas diárias de trabalho gratuito, equivalentes a 206 trabalhadores de borla. Poderá assim despedir 206 dos que não se contentam com ter trabalho e ainda querem salário.”
    APina/JN

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  4. Monti's avatar
    Monti permalink
    18 Outubro, 2011 23:28

    Há que manter a economia a funcionar: Requisito fundamental:
    Manter as pensões especiais do BdP.

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  5. Pedro's avatar
    19 Outubro, 2011 06:14

    As horas a mais não são gratuitas, apenas diluídas no salário.

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