é um comboio? é um tgv? é um «alta velocidade»? não: é um «alta prestação»!
Repare-se como são profundamente distintos os projectos do «alta velocidade» do Eng.º Sócrates e do ministro Vieira da Silva e o «alta prestação» do Dr. Passos Coelho e do ministro Álvaro Santos Pereira. O primeiro saía de uma terriola manhosa nos arredores de Palmela, enquanto que o segundo partirá da prestigiada vila do Poceirão. O primeiro teria sido feito sob a inaceitável pressão de Bruxelas, enquanto que o segundo foi «acertado» pelo governo português com a Comissão Europeia; o primeiro seria uma consequência de desastrados contratos internacionais feitos pelo governo Sócrates, já o segundo honrará a palavra dada pelo estado português, que é pessoa de bem; o primeiro saciaria a megalomania daqueles dois governantes, ao passo que o segundo «melhorará a competitividade da economia portuguesa, tornando as exportações mais baratas»; o primeiro seria construído com umas migalhas de Bruxelas e o resto com o dinheiro do contribuinte português, enquanto que o segundo aproveitará uns voluptuosos 1.300 milhões de fundos comunitários e nada nos custará; e, é claro, a grande e substancial diferença que explica a distinção onomástica: o «alta velocidade» chegaria aos 320 km/h, se os vagões circulassem em «lignes à grande vitesse», enquanto que o «alta prestação» não ultrapassa uns miseráveis 250 km/h. Tudo diferenças profundas que honram, simultaneamente, os compromissos eleitorais do PSD, a palavra recentemente dada pelo ministro da economia, os sacrifícios que estão a ser «pedidos» aos portugueses e as necessidades desenvolvimentistas da pátria. Fica apenas por esclarecer quanto nos custará isto em subsídios de férias e de Natal, mas nada que, mais tarde ou mais cedo, se não venha a saber.

Parece que a garrafa passou de meia vazia a meia cheia. Mas isso agora não interessa nada. Temos de fazer o que eles querem senão fecha-se a torneira.
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Um gajo com este currículo:
http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Governo/Perfis/Pages/DiogoSantiagoAlbuquerque.aspx
a dizer barbaridades destas…
“Mas a subida do IVA não vai ter efeitos muito negativos nos produtores nacionais?
Pode ter. E por isso o este governo insistiu em isentar certos produtos agrícolas e da viticultura, exactamente por que são áreas com dinamismo, onde se consegue exportar. O vinho traz um valor anual para Portugal de mil milhões de euros. Conseguiu-se alguma isenção. ”
http://economico.sapo.pt/noticias/agricultura-pode-ser-uma-arma-contra-o-desemprego_129356.html
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Alguma coisa me falha nesta magna isenção ao vinho exportador, porque as exportações são isentas de IVA.
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Mas isso sou eu, que me dedico às latas e aos parafusos. talvez algum iluminado in-co-mu-nis-ta… economista me possa elucidar.
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O comboio é de alta prestação para quem se aprestaa ver se presta: as construtoras. Se não prestasse, nunca se aprestariam a implantá-lo.
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Sejamos claros: o que se quer é 1.300 milhões de euros lá de fora na economia. Mas mesmo assim pode ser um péssimo negócio, como foram as SCUT. O meu problema é este: não estaremos daqui a cinco anos com mais uma empresa gestora completamente falida, com excesso de capacidade e com poucos passageiros/contentores transportados, à la Beja? (e com prémios de boa gestão milionários pagos aos vinte e sete competentíssimos e encartadíssimos gestores, que apenas andam de popó de topo de gama, porque isso de comboio é para a ralé)
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A seguir à não privatização da RTP outra vergonha nacional.
Nao vai acabar por aqui.
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recordando:
“O Grupo REFER é constituído por um conjunto de empresas que, actuando numa lógica de complementaridade, contribuem articuladamente para a modernização e desenvolvimento do caminho-de-ferro. REFER · Gestão da infra-estrutura ferroviária
RAVE · Rede de Alta Velocidade
REFER TELECOM · Telecomunicações
INVESFER · Valorização de património
FERBRITAS · Estudos, projectos e exploração de pedreiras
CPCOM · Exploração de espaços comerciais
GARE INTERMODAL DE LISBOA
FERNAVE · Formação e consultoria
METRO MONDEGO
Exploraćão de espaćos comerciais, estudos, projectos e exploracao de pedreiras? Complementaridade?
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Ligar Sines à rede de mercadorias europeias (linha de mercadorias em bitola europeia, que continue entre Espanha e França) é fundamental e urgente para captar o tráfego de super-porta-contentores, da rota da China, que passará a fazer-se pelo canal do Panamá a partir do seu alargamento em 2014 (Sines já recebe alguns, chegando a ter dois em simultâneo).
É um dos serviços que melhor podemos prestar, ser a porta de chegada e de partida das mercadorias da Europa para o mundo (não, não é a História, é a Geografia) e a distribuição de mercadorias pela Europa, ou a acumulção da Europa, far-se-á por linha férrea (neste momento Sines abastece já Madrid porque os portos de Valência e Barcelona estão estrangulados pelas suas cidades e demoram muitos dias a lá colocar as mercadorias, mas Sines abastece Madrid via entroncamento, veja-se a barbaridade! com todos os custos e atrasos) e também por navegação de cabotagem para o Norte da Europa (não, não, super-porta-contentores e passarão no Panamá 40 por dia, não se vão enfiar em Roterdão e afins; aliás já neste momento lá se fazem desdobramentos de navios, mais pequenos do que os super-porta-contentores, ou aligeiramentos de carga, para lhes permitir chegar a esses portos), o que gerará negócios nos outros portos nacionais e na reparação naval também.
Não se percebe como não está Sines desde o seu início ligado à rede ferroviária de mercadorias europeia. Olhe-se para um mapa, faz algum sentido os navios terem de contornar Portugal em demanda doutros portos? Quanto custa um dia mais de navegação? e passar o estreito de Gibraltar que tantas vezes não está navegável?
O negócio destes navios é arranjar um frete, carregar, fazer a mais rápida viagem possível (daí o novo canal do Panamá), descarregar logo (vejam lá para que as leis dos “direitos adquiridos” não dêem cabo do trabalho e do rendimento de todos) e arranajar com toda a urgência um novo frete. Isto também cria negócio na venda e carregamento de produtos de volta para a China, porque navegar vazios é tudo o que eles não querem.
Ligar Sines, ferrovia, bitola europeia, é fundamental e urgente fazer-se, seja o estado, sejam privados, seja quem for. Se for o estado vigiem o NOSSO dinheiro.
O resto são linhas para brincar aos comboios fazendo negociatas em benefício próprio e seria muito interessante saber-se todas as que os gatunos dos chuchas fizeram quando foram andar a assinar contratos à pressa com cláusulas altamente lesivas do estado em caso da suspenção que estava iminente. Negociatas feitas com as empresas, suas empresas, que parasitaram o estado, ou seja o dinheiro de todos nós, durante todo o consulado do engenheireiro corrupto.
Não há cadeias neste país, ou não entram lá aventalados? pois…
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Naturalmente que a Alemanha e a França estão a pressionar para que se faça o TGV.
Querem bago?
Então comprem os nossos tarecos e brinquedos!
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Embora seja adepto duma Companhia transeuropeia privada que construisse e explorasse os Comboios de Alta Velocidade numa logica de mercado pura (prejuizos/lucros), convirá começar-se o debate punlico para situarmos afinal qual o papel de Portugal no tema, ou melhor dos Impostos dos Portugeses e do Dinheiro que o Estado terá de pedir emprestado ao Estrangeiro na construção e na exploração se deficitária como habitual na ferroviaria portuguesa:
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“Una red de líneas de alta velocidad que permitirá transportar mercancías de una punta a otra de la Unión Europea en tren, SI LOS ESTADOS CUMPLEN SUS PROMESAS:
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=Bruselas convierte a España en la puerta ferroviaria para Europa
Bruselas incorpora dos proyectos españoles a la red básica europea.
Los futuros corredores de mercacías recibirán fondos europeos
· Rudi acusa al Gobierno de favorecer al mediterráneo
· El Gobierno catalán acudirá finalmente a la celebración del corredor Mediterráneo
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http://politica.elpais.com/politica/2011/10/19/actualidad/1319021781_963357.html
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