Prosa político-poética
O PÚBLICO de hoje traz um texto sobre a greve dos mineiros das Astúrias que está redigido nuam espécie de prosa político poética de apologia da violência.Vale a pena ler porque é uma espécie de manifesto sob a forma de artigo:
«Mal a greve começou, em Maio, os mineiros, organizados em equipas, bloquearam estradas e linhas férreas, impedindo a circulação da matéria-prima.» – Não só o bloqueio de estradas e vias férreas não faz parte do direito à greve como se omite que desses bloqueios já resultaram feridos, um deles grave: o passageiro de um comboio que chocou com uma dessas barricadas que bloqueiam as vias férreas.
«Usaram pneus de camião e incendiaram-nos. As autoridades locais e os representantes da indústria pediram ao Governo para iniciar o diálogo, mas o apelo não teve uma resposta concreta. Ao longo da última semana, o número de polícias cresceu nas Astúrias, com reforços a chegarem de Madrid e da Galiza.» – O diálogo não começa por culpa do governo que não responde concretamente aos apelos das autoridades locais e dos representantes da indústria.
«Polícias e mineiros já ficaram feridos nos confrontos – a polícia tem disparado balas de borracha, os mineiros foguetes lançados a partir de engenhos construídos com tubos. Alguns piquetes de greve – com os homens de cara coberta – espalharam-se pelos terrenos elevados e de arvoredo denso em redor das vias de comunicação, criando, com a polícia, um cenário de guerrilha.» Maravilha das maravilhas o cenário de guerrilha resulta da actuação da polícia com os tais piquetes de greve com homens de cara coberta ( Como sabem que são grevistas? Quem os identifica?..) . Logo o melhor será a polícia retirar-se para não criar cenários de guerrilha.
E nem falta o enquadramento histórico deste protesto. E assim temos esta evocação de 1934 nas Astúrias onde se lê o seguinte: «A contestação dos mineiros é também histórica nesta região autónoma, onde é recordada a grande sublevação de 1934, esmagada pelas forças de Franco – mais de 1500 mineiros, 200 civis e 280 polícias e militares mortos.» Não só a contabilidade dos mortos só conta e mal um dos lados como convirá lembrar que Franco não era então chefe de governo nem ministro da guerra. Era um general que o governo da Segunda República de Espanha encarregou de colocar fim à chamada República Socialista das Astúrias. Piedosamente no artigo omite-se o nome desses governantes e a sua condição republicana. Mas enfim esse é outro capítulo da prosa póetico-política e versa a chamada memória construída.

O que é que almoçou?
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“Piedosamente no artigo omite-se o nome desses governantes e a sua condição republicana.”
Talvez porque o nome “Lerroux” não diz nada a ninguém? (além que o governo era uma colgação com a CEDA, que não era propriamente “republicana”)
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Grave – é quem escreve, acredita que é mesmo assim.
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Grave – é o “chefe” da redacção deixar sair um artigo assim.
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Pelos vistos, todos acreditam piamente
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Aqui fica uma boa sua sugestão de leitura acerca de minas, mineiros, greves gerais, sabotagens, piquetes de greve, intervenções das autoridades, aproveitamento da situação pelos patrões (as empresas mais fortes aproveitavam a situação para comprarem as mais fracas), etc:
«GERMINAL», a obra-prima de Émile Zola (sobre as minas de hulha francesas do final do séc. XIX), com um único problema: encontrar o livro à venda em Portugal. À parte um ou outro alfarrabista, é possível apenas encontrá-lo na Europa-América, e em livro de bolso, com a inevitável letra microscópica. Uma tristeza.
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Ó Helena, você anda memo obcecada com esta coisa…, deixe lá a rapaziada brincar um pouco!!
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Ao quadrúpede que redigiu diligentemente a encomenda em apreço , sugere-se a leitura de ” 1934 : Comienza la Guerra Civil. El PSOE y la Esquerra emorenden la contienda”.
O autor é Pio Moa, e o prólogo de Stanley Payne.
Dos poucos autores que desmascaram , documental e factualmente,a ficção “komintern” que ainda vigora sobre o conflito.
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Ainda bem que ainda há algum jornalismo de causas.
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Pois, mas alguém sabe se o Relvas autoriza (quer dizer, se os patrões angolanos dele o autorizam a autorizar) a circulação, digamos, mais alargada desta notícia?
http://lishbuna.blogspot.pt/2012/06/e-depois-desta-ter-ficado-no-tinteiro.html
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é parecida com a prosa poética do nosso jornalismo sobre o apoio estatal á banca…
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E a licenciatura do Relvas?!
O que se passa?!
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os espanhóis de toda a parte são por sua natureza broncos, toscos, brutos, nada que compare com a civilidade ordeira e inteligente, lusitana …
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e a licenciatura?
eh, mais vale o Relvas sem licenças, como o sokras que já vimos, que muitos doutores autênticos incompetentes .
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Corror, Leninha
Atão mandaram lá a polícia fazer a mesma merda que já fazia pelo menos desde 1934 e aqueles malandros responderam à letra?
Corror corror!
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A prosa esquece as dezenas de Igrejas que foram queimadas pelos republicanos Astúrias, as dezenas de pessoas que foram mortas enquanto os comunas cozinhavam a Guerra Cívil. Esquece ainda a guerrilha nas Astúrias comandada por Carrillo desde Toulouse depois de Esttaline retirar e Franco ter vencido e como esses guerrilheiros foram convenientemente abandonados pelo mesmo Carrillo quando lhe deu jeito.
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Caro A.R.
Não sejas palerma.
Quem cozinhou a guerra civil foi o Franco e os porcos dos seus amigos.
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OMFG! Isto esta a tomar proporções de obssessão
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Mineiro pé-de-chumbo.
Ou: mineiro pede chumbo?
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“el 19 enero del 36 en un mitin en Alicante, Largo Caballero dice que si ganamos colaboraremos con nuestros aliados. Pero si triunfan las derechas, tendremos un doble trabajo. Colaborar con nuestros aliados desde la legalidad e ir a la guerra civil declarada. Que no digan que decimos las cosas por decir, que lo que decimos lo cumplimos”.
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Um tipico post enviesado com a assinatura A.R Use o cortex em vez do tronco cerebral e talvez deixe de dizer asneiras como acabou de fazer
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Josezito,
já te tinho dito,
que não é bonito
andares a enganar!
Chora agora,
Josezito, chora
porque o Belmiro vai embora
p´ra não mais voltar.
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Enganei-me, não era para aqui. Era para o jmf57.
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Como a coisa está má a Helena Matos vai segurando o empreguinho com tretas destas!
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um pouco como o que acontece na Grécia em que a imprensa rápidamente branqueou e abafou o assassinio de 3 funcionários bancários, que morreram devorados pelas chamas no Banco onde trabalhavam, num incendio ateado pelos indignários da esquerdalhada que vieram para a rua destruir e matar, como sempre foi apanágio da extrema esquerda. Os lideres destes partidos politicos e forças sindicais, deviam estar na prisão, mas como vemos na Grécia ainda concorrem a eleições……
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Se fosse só o Publico não estávamos mal, mas a maioria da comunicação está pejada de esquerdalha leninista.
Ainda há pouco via na SIC uma reportagem na Ucrânia, em que numa praça a que chamam da liberdade está uma figura do Lenine, e o rapaz jornalista passou como se fosse normal! Havia de estar uma figura do Hitler e teses de doutoramento eram feitas em barda.
Se o assunto são os candidatos americanos à presidência então a coisa atinge as raias do escândalo, tal o facciosismo. Ou já alguém ouvia falar em Guantanamo? Aliás, ainda chegam a ter a distinta lata de criticar o Bush filho passados quatro anos. E a recuperação da economia à la Obama, há reportagens sobr essa miragem?
Podia estar aqui o resto da tarde, que a falta de isenção é muito fértil.
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Do resultado de amanhã não resulta solução segura e pacifica. Nem de longe bem pelo contrário. A menos que haja uma reorientação na inflexibilidade austerista da União Europeia que não aparece no horizonte. É pena. Sugere que todos ganhariam.
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Abordagens ‘opostas’:
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-> Greek election is euro versus drachma, Samaras says
http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-18455465
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-> Alexis Tsipras: He’s got the euro in his hands
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The former communist who leads Greece’s anti-austerity Syriza party inspires devotion at home but dread in Brussels
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“Britain is far more generous with Wales than the European Union is with Greece. Compared with nearly $23bn in funds London sends to Wales every year, which is used to bolster local tax revenue and pay for services like healthcare and education, Greece receives on average about €2.9bn.”
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“Most people do not think of Britain… as having a monetary union. But it does, and these money transfers are the essence of what makes Britain’s common currency a success in knitting together a collection of regions and historically separate countries with different languages, cultures and economic profiles.”
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So what’s the big difference? Europe, for all its integrating ambitions, has been unable get a grip on the fiscal affairs of spendthrifts like Greece. “As a sovereign nation, Greece has had free rein to recklessly spend and borrow,” Thomas pointed out, “the result of which is its near-bankrupt condition.” Greece is paying for its own political failures and excesses – which, in turn, were made possible by cheap euros.
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The essence of what makes Britian special is unlimited rehypothecation of collateral held by a banking innstitution. Britain and Canada are the only states on the planet with rules that authorize “unlimited” re-pledging of collateral already previously pledged. As long as there is manpower and materials available the bank will finance it.
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http://www.independent.co.uk/news/people/profiles/alexis-tsipras-hes-got-the-euro-in-his-hands-7855058.html
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