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O desemprego dos professores

22 Julho, 2012
by

Vai por aí um enorme choradinho sobre o facto de, em 2012/1013, o Ministério da Educação ir contratar menos professores. E por muitos professores do quadro irem ficar sem turmas. Acusam-se os mega-agrupamentos, a revisão curricular e o tamanho das turmas, como se medidas destinadas a gerir melhor os recursos humanos não fossem necessárias, como se o dever do Estado fosse arranjar emprego para os professores e não utilizar da melhor forma o dinheiro dos nossos impostos.

Ninguém refere um dado essencial: há menos alunos nas nossas escolas. Há menos alunos porque os portugueses há muitos anos que deixaram de ter muitos filhos. No ensino básico, por exemplo, em 1985 havia 1.487.600 alunos no ensino público regular, em 2011 já só eram 932.297. Nos cursos gerais do ensino secundário  o pico foi atingido em 1996, com um total de 272.951 alunos, mas em 2010 já só eram 175.658.

Em contrapartida, o número de professores esteve sempre a crescer até 2005 e, de então para cá, só desceu marginalmente. Resultado: fazendo umas contas grosseiras sobre o rácio alunos/professores, que era de 15 para 1 no início da década de 1980, verifica-se que foi descendo sempre, passando a 12 para 1 no início da década de 1990, 9 para 1 na viragem do século e chegando ao mínimo de 7,72 para 1 no último ano para que há dados, 2010.

Poderá alguém explicar aos sindicatos dos professores e aos senhores jornalistas que, com menos alunos nas escolas porque há menos portugueses em idade escolar (uma escolha dos portugueses que têm menos filhos, não de nenhum governo), necessariamente haverá menos postos de trabalho para professores?

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240 comentários leave one →
  1. jorge fliscorno permalink
    22 Julho, 2012 09:13

    JMF concorda com turmas de 30 alunos?

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  2. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2012 09:18

    Fliscorno,
    .
    Como é que acha que se deve cortar no défice: 1. aumentando impostos; 2. cortando na despesa (67% da qual é salários e pensões)?
    .
    Dito de outra forma: acha que o tamanho das turmas deve ser independente da situação financeira do Estado?

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  3. professor permalink
    22 Julho, 2012 09:21

    Este POST é a prova provada da trágica incompetência dos Governos pós-25 de Abril .
    P.S.
    Também não concordo com turmas de 30 alunos (a não ser de ginástica…)
    Também em Portugal o problema não é do “excesso” mas o seu mau aproveitamento .
    Note-se , in casu , excesso dos que são subjectiva e objectivamente professores …

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  4. 22 Julho, 2012 09:23

    Mais uma bolha que rebentou!!!

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  5. 22 Julho, 2012 09:32

    Honestamente, nem compreendo grande parte do pavoneio que se faz sobre “as turmas de 30 alunos”. No ensino privado é bastante normal haverem turmas únicas para cada ano, que são constituídas por 30,31,32,33 alunos.
    Além disso, e no meio de tudo, não deixa de ser algo…. ¿irónica?, a instrumentalização sindicalista que um protesto alcança; em que a única menção aos estudantes se tem mantido nessa questão dos “30 alunos”.

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    • professor permalink
      22 Julho, 2012 09:45

      C&C
      Concretamente deve dizer-se que o número de alunos depende da disciplina , do professor e dos alunos .
      Pode até chegar-se ao pseudo absurdo de obter melhores resultados com 30 alunos do que com 3 alunos sobretudo se forem congenitamente burros …

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  6. jorge fliscorno permalink
    22 Julho, 2012 09:35

    João Miranda, sabe, certamente, que os professores de horário zero continuarão a receber o mesmo, não sabe? Não têm alunos mas há turmas com 30. Fantástico.

    Quanto à sua questão de onde cortar (isso dos “67% da qual é salários e pensões”), vejo um caminho. Se não tivermos médicos, juízes, enfermeiros, políticos, investigadores (o João é/foi investigador, não é/foi?) e todas as outras pessoas que trabalham no estado é garantido que haverá 0% de vencimentos e pensões pagas pelo estado (estas ao fim de algum tempo). Se assim fosse, pergunto-lhe: deixaria o estado de precisar de dinheiro?

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  7. Paulo permalink
    22 Julho, 2012 09:38

    Mas se o racio é 7 alunos/professor, porque há turmas de 30?
    .
    Estarão os topos de carreira a giboiar em sindicatos, comissões e outras actividades lúdicas?
    .
    A gestão nao devia começar por colocar na rua os ineficientes, os calões, e proporcionar melhores condições aos novos, muitas vezes com energia e ainda por cima mais baratos?
    .
    Não é óbvio que a solução é racionar um pouco a entrada, mas alargar muito a saída?

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  8. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2012 09:44

    Fliscorno,
    .
    Os profes com horário zero irão para uma bolsa de substituição. Nos próximos anos serão usados para reduzir o número de contratados. Eventualmente irão para bolsas de disponíveis da FP e se as coisas não melhorarem acabarão despedidos.
    .
    É necessário despedir cerca de de 100 mil funcionários para compensar a reposição de subsídios em 2013. Ainda sobram uns 500 mil. Não me diga que os serviços públicos não conseguem funcionar com 500 mil funcionários.

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  9. jorge fliscorno permalink
    22 Julho, 2012 09:48

    Há uma realidade observada de 30 alunos por turma e há uma realidade deduzida a partir de um número calculado com certos pressupostos. Qual delas estará errada?

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  10. Oscar Maximo permalink
    22 Julho, 2012 09:55

    A pergunta: Mas se o racio é 7 alunos/professor, porque há turmas de 30?
    Conduz a outra: Porque é que o horário do professor deverá ser mais reduzido que o do aluno?

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  11. Trinta e três permalink
    22 Julho, 2012 09:56

    JMF:
    Como jornalista que é, sabe que quando se conta uma história, não se devem omitir factos. Ora, já no tempo de Roberto Carneiro, quando o Prof. Fraústo da Silva fez os estudos que alicerçaram a reforma de então, se soube que, no virar do século, haveria menos 500 mil alunos no sistema. Que fez o ministério? E só os “pequeninos” devem ser responsabilizados pela incompetência?

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  12. jorge fliscorno permalink
    22 Julho, 2012 09:59

    João Miranda, não tenho a sua clareza dos números. Mas admito que existem funcionários públicos a mais. Poderíamos começar por dar o exemplo nos ministérios, descer para as câmaras, passar pelos governos civis… Não percebo é a razão da perseguição à classe docente, da qual nem faço parte, note-se. Aliás, até percebo. É fácil.
    .
    Mas se a sua preocupação é de facto a carga fiscal que cai nos portugueses e, consequentemente, a dimensão das turmas ser independente da situação financeira do estado, digo que devem existir prioridades. Eu cá mais facilmente dava os meus impostos para turmas mais pequenas do que para uma PPP. Mas são opções.

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  13. jorge fliscorno permalink
    22 Julho, 2012 10:01

    Não sabia que os alunos têm 35 horas de aulas por semana. Coitados, ao que isto chegou!

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  14. Oscar Maximo permalink
    22 Julho, 2012 10:03

    A pergunta de JF podia ser posta ao contrário: se todos fossem funcionários do Estado, de onde vinha o dinheiro? Há que atribuir o tipo e quantidade óptimas de funções do Estado, que de certeza foram ultrapassadas no caso português, e especificamente nas escolas.

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  15. 22 Julho, 2012 10:05

    Caro João,

    Asseguro-lhe, ao fim destes anos todos, ainda há professores de dactilografia, com horário zero, que ainda não chegaram à idade da aposentação.

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  16. jorge fliscorno permalink
    22 Julho, 2012 10:10

    A minha pergunta levava a outro caminho. É que mesmo não existindo funcionários públicos, o estado continuaria a precisar de imensas verbas, fruto de contratos ruinosos como as PPP (mas não só). A resolução dos problemas do país têm que passar por aí. Não basta olhar para os salários e pensões.

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  17. essagora permalink
    22 Julho, 2012 10:16

    Quanto à questão das turmas de 30 alunos, essa foi a realidade ao longo do meu período escolar. Acho que a turma mais pequena em que estive era de 26 e estive em algumas acima dos 30. Excepto quando entrei na universidade, porque passou a ser uma turma de 110.

    Isso não era questionado e nunca reparei que fizesse diferença.
    Suponho que se torne mais fácil para alguns alunos esconderem-se atrás dos números e mandriar ainda mais que o normal. Mas esses, de uma forma ou de outra acabam sempre por conseguir fazer isso.

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  18. Contumaz permalink
    22 Julho, 2012 10:29

    O Mário Nojeira devia ser responsabilizado pelos prejuízos que tem causado à educação ao longo de décadas.

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  19. Vicente Páscoa permalink
    22 Julho, 2012 10:30

    Cito o articulista: “o número de professores esteve sempre a crescer até 2005”. Acredito que seja verdade, corroboro até que seja verdade. Mas o postador não tira uma conclusão adequada, ou antes: tira a conclusão errada, com o devido respeito: a culpa cabe aos professores, portanto é lógico que sejam ejectados. A meu aviso não é esta a questão, que vem a ser: o Estado, através dos sucessivos “governos”, é que enganou os cidadãos – permitindo os cursos, senão mesmo incentivando os cursos (mas pelo menos possibilitando-os, pela inércia?). As causas serão muitas, mas arrisco que a principal tenha sido o cinismo e o desprezo pela boa administração que os mandantes normalmente têm. Era mais fácil, mais “barato” e se calhar dava milhões manterem “vivo o montro” em vez de o liquidarem.
    E o resto pode ser analisado, mas não culpando com acinte eventual os que vão agora enfrentar o desesperante desemprego.

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  20. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 10:31

    Jorge Fliscorno,
    .
    Não deverá ouvir aqui muito panegírico às PPP (Paga o Palerma Povo). Há contudo uma questão de escala. Mesmo no inviável cenário de redução de 100% dos custos das PPP (assumindo que depois não éramos obrigados a pagá-los com acréscimos, multas e juros pelas instâncias europeias), a poupança seria exígua face ao que exige o cabal equilíbrio do défice: c. 2400 milhões de euros vs. 11.000 milhões de euros. Pode começar por aí, e começará bem, mas simplesmente não se esgota nas PPP.
    .
    Há classes que estão claramente inflaccionadas. Havia cerca de 2000 professores com horários zero, enquanto hoje muitos alunos estão a ser desviados para escolas profissionais (isso é outra coisa que vai dar raia da grossa!) No fundo, dada a demografia e as facilidades de outros destinos, população escolar no ensino público decresce, e logo são necessários menos professores. Tout court, et comme ça.
    .
    Quanto a turmas de trinta alunos: sou desse tempo. Éramos trinta na primária. Aprendemos, e a maior parte dos meus colegas chegou a terminar o secundário e mais de metade da turma entrou pela universidade. Não creio que haja uma relação muito óbvia entre o tamanho da turma e o desempenho escolar. (Aliás, creio que turmas muito pequenas e apaparicadas podem influir negativamente nos alunos, mas descartemos isto.)
    .
    Jorge (compreenderá se não o tratar pelo outro nome), o interesse do calão e do professor de horário zero é contraposto pelo interesse de milhões de contribuintes. Para que o professor se mantenha no tacho doirado, alguém terá de desistir de parte do seu consumo para o pagar. Mais, se o professor em vez de ser pago pelo Estado, se tivesse de desenmerdar ou de emigrar, a capacidade do agora acangalhado contribuinte de consumir mantinha-se incólome. E no primeiro caso haveria um outro contribuinte a fazer parte da solução em vez do problema, e no último simplesmente menos um problema.
    .
    Quanto aos ditos professores, choca-me que pessoas supostamente bem formadas, inteligentes e com capacidade de comunicação não se consigam reformular (para isso existe a formação de adultos). Que não consigam enveredar por outras carreiras e carregar a sua cruz sem estar no Clube do dia 22. Será que não são assim tão inteligentes?
    .
    João Miranda, pode-me lembrar o que aconteceu aos organismos que não são capazes de se adaptar à constante mudança; como por exemplo, após o Câmbrico ou o Cretáceo?

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  21. trill permalink
    22 Julho, 2012 10:54

    Dos IP’s e das Fundações não tenho a lista… Nem das IP’s e das EM (empresas municipais).

    Observatório do medicamento e dos produtos da saúde
    Observatório nacional de saúde
    Observatório português dos sistemas de saúde
    Observatório vida
    Observatório do ordenamento do território
    Observatório do comércio
    Observatório da imigração
    Observatório para os assuntos da família
    Observatório permanente da juventude
    Observatório nacional da droga e
    toxicodependência
    Observatório europeu da droga e toxicodependência
    Observatório geopolítico das drogas
    Observatório do ambiente
    Observatório das ciências e tecnologias
    Observatório do turismo
    Observatório para a igualdade de oportunidades
    Observatório da imprensa
    Observatório das ciências e do ensino superior
    Observatório dos estudantes do ensino superior
    Observatório da comunicação
    Observatório das actividades culturais
    Observatório local da Guarda
    Observatório de inserção profissional
    Observatório do emprego e formação profissional
    Observatório nacional dos recursos humanos
    Observatório regional de Leiria
    Observatório permanente do ensino secundário
    Observatório permanente da justiça
    Observatório estatístico de Oeiras
    Observatório da criação de empresas
    Observatório Mcom
    Observatório têxtil
    Observatório da neologia do português
    Observatório de segurança
    Observatório do desenvolvimento do Alentejo
    Observatório de cheias
    Observatório da sociedade de informação
    Observatório da inovação e conhecimento
    Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento
    Observatório das regiões em reestruturação
    Observatório das artes e tradições
    Observatório de festas e património
    Observatório dos apoios educativos
    Observatório da globalização
    Observatório do endividamento dos consumidores
    Observatório do sul Europeu
    Observatório europeu das relações profissionais
    Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal
    Observatório europeu do racismo e xenofobia
    Observatório dos territórios rurais
    Observatório dos mercados agrícolas
    Observatório virtual da astrofísica
    Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais
    Observatório da segurança rodoviária
    Observatório das prisões portuguesas
    Observatório nacional dos diabetes
    Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
    Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
    Observatório estatístico
    Observatório dos tarifários e das telecomunicações
    Observatório da natureza
    Observatório da qualidade
    Observatório da literatura e da literacia
    Observatório da inteligência económica
    Observatório para a integração de pessoas com deficiência
    Observatório da competitividade e qualidade de vida
    Observatório nacional das profissões de desporto
    Observatório das ciências do 1º ciclo
    Observatório nacional da dança
    Observatório da língua portuguesa
    Observatório de entradas na vida activa
    Observatório europeu do sul
    Observatório de biologia e sociedade
    Observatório sobre o racismo e intolerância
    Observatório permanente das organizações escolares
    Observatório médico Observatório solar e heliosférico
    Observatório do sistema de aviação civil
    Observatório da cidadania
    Observatório da segurança nas profissões
    Observatório da comunicação local
    Observatório jornalismo electrónico e multimédia
    Observatório urbano do eixo atlântico
    Observatório robótico
    Observatório permanente da segurança do Porto
    Observatório do fogo
    Observatório da comunicação
    Observatório da qualidade do ar
    Observatório do centro de pensamento de política internacional
    Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais
    Observatório europeu das PME
    Observatório da restauração
    Observatório de Timor Leste
    Observatório de reumatologia
    Observatório da censura
    Observatório do design
    Observatório da economia mundial
    Observatório do mercado de arroz
    Observatório da DGV
    Observatório de neologismos do português europeu
    Observatório para a educação sexual
    Observatório para a reabilitação urbana
    Observatório para a gestão de áreas protegidas
    Observatório europeu da sismologia
    Observatório nacional das doenças reumáticas
    Observatório da caça
    Observatório da habitação
    Observatório do emprego em Portugal
    Observatório Alzheimer
    Observatório magnético de Coimbra

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  22. 22 Julho, 2012 10:56

    É facilimo resolver este problema.
    Primeiro que tudo despedir 90% do pessoal do Ministério da educação desde Lisboa até à aldeia mais pequenina de Portugal.
    Com o dinheiro que se poupava podiam contratar todos os professores e ainda dar um subsíidio aos tugas para terem filhos.
    Terceiro todos os professos que estão nos sindicatos deviam regressar imediatamete às escolas e dar aulas (isto é um castigo).
    Tenho mais ideias mas só as dou ao ministro.

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  23. 22 Julho, 2012 11:02

    eheh caro Colaço,

    Esse comentário está cheio de soundbytes interessantes:
    “Para que o professor se mantenha no tacho doirado, alguém terá de desistir de parte do seu consumo para o pagar. Mais, se o professor em vez de ser pago pelo Estado, se tivesse de desenmerdar ou de emigrar, a capacidade do agora acangalhado contribuinte de consumir mantinha-se incólume. E no primeiro caso haveria um outro contribuinte a fazer parte da solução em vez do problema, e no último simplesmente menos um problema.”
    .
    E o Clube do Dia 22, eheh

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  24. yoda permalink
    22 Julho, 2012 11:08

    “Mas se o racio é 7 alunos/professor, porque há turmas de 30?”

    Não me considero um génio, mas acho que não é necessário ser-se particularmente inteligente para perceber que o facto de um aluno, a partir do 2º ciclo ter uma média de 6 ou 7 professores deve ter alguma relevância no tema… enfim.

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  25. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 11:10

    ccz,
    .
    Pode parecer que estou a ser irónico. Não estou. Se Portugal quer subir o produto, que dispense funcionários públicos. Se quiserem, apenas depois de um período de formação e de reconversão profissional. Dou isso de barato.
    .
    Precisamos de comerciais com capacidade de falar várias línguas na nossa indústria. Temos professores e outros licenciados em línguas excedentários, sendo que os primeiros devem ter afinadas as faculdades de comunicação (diz-se capacidades em lunguagem técnica). Podem estudar, interiorizar as características distintivas de produtos e serviços e explicá-los aos potenciais compradores. Podem ser persuasivos. Homessa! Mais vale irem ganhar dinheiro a sério que se manterem num braço de ferro que, qualquer que seja o desfecho, sairão perdedores (e se o ganharem duplamente perdedores; marquem o que eu digo e ouçam o que se está a dizer da Grécia).

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  26. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 11:11

    yoda,
    .
    Não me considero um génio
    .
    Assim não se decepciona.
    .
    o facto de um aluno, a partir do 2º ciclo ter uma média de 6 ou 7 professores deve ter alguma relevância no tema
    .
    Um professor deverá ter uma média de 6 ou 7 turmas. Ainda bem que se não considera um génio.

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  27. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 11:15

    Trill,
    .
    Escala, homem! Diga-me quanto gastam os observatórios e institutos no total por ano. (pista: não é assim tanto; e embora seja muito mais do que se deveria, apenas arranha no défice!)

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  28. 22 Julho, 2012 11:15

    Essa das turmas dos 30 alunos é um embuste igual aos outros todos.
    Actualmente, seriam de 26 a 28 segundo instruções de ME. Não são. Façam o favor de irem às escolas ver as pautas e digam-me qual o número médio por turma.
    Com o aumento para 28-30 o número médio pouco subirá. Nem sequer acredito que fique nos 25, o que não impedirá de em situações pontuais se atingir os 30. Em contrapartida, as turmas a 20-22 alunos serão em muito maior número que as famigeradas turmas de 30.

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  29. yoda permalink
    22 Julho, 2012 11:16

    Peço desculpa, não me apercebi que tínhamos liberdade para inventar números. Sendo assim reformulo a minha argumentação com base no facto de que cada aluno tem, em média, 78 professores.

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  30. 22 Julho, 2012 11:25

    Eu nem quero acreditar em muitos comentários que aqui li. Então o número de alunos por turma não influencia os resultados e a qualidade de Ensino? Experimentem dar aulas a uma turma com 20 alunos e a uma turma com 30 alunos para verem a diferença dos resultados escolares. O papel do professor não se limita a dar matéria. A atenção individualizada é um fator importantíssimo e quantos mais alunos, menos atenção se pode dar. Para além disso, irá acrescentar muitas mais horas de trabalho feito em casa (horas não pagas) por haver mais relatórios, testes e fichas para corrigir.

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  31. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 11:31

    Trill,
    .
    Na sua lista inclui institutos que fazem trabalho a sério (como o Instituto Solar e Heliosférico e o Instituto Magnético) e cuja pesquisa serve, por exemplo, para fazer as cartas magnéticas de Portugal. Estão integrados em redes científicas transnacionais e estão ao abrigo de acordos externos. Logo, não os poderá extinguir sem o prévio acordo das redes em que participam (e diga-se de passagem, fazem parte da rede metereológica portuguesa, imprescindível para a economia).
    .
    Por outro lado, o que raio é um «observatório dos mercados do arroz» ou um «observatório da habitação»? (neste último só posso imaginar velhos tarados a olhar por binóculos através de janelas das habitações de jovens opulentas).

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  32. piscoiso permalink
    22 Julho, 2012 11:37

    Fazendo as contas…
    as turmas deveriam ter 7 alunos.

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  33. Trinta e três permalink
    22 Julho, 2012 11:47

    Apetece-me recordar que o Prof. Crato, antes de ser ministro, andou a explicar pelas televisões as gorduras do ministério da Educação que até garantiu poder ser implodido. Pelos vistos arrependeu-se e volta às receitas costumeiras de redução conjuntural de funcionários necessários, a que se seguirá um aumento de contratações. O costume.
    Apetecia-me recordar isto, mas, como o meu anterior comentário ainda está à espera de “aprovação” para ser publicado (devo ser o comentador mais perigoso deste blogue), não sei se faz sentido.

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  34. Portela Menos 1 permalink
    22 Julho, 2012 11:51

    parece haver por aqui comentadores com tachos em PPP tal a ênfase na sua defesa.
    entretanto, uma linha do blasfémias sobre este tema? http://arrastao.org/2587623.html#comentarios

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  35. Portela Menos 1 permalink
    22 Julho, 2012 11:55

    mais raro ainda é ver os “indignados com os funcionários públicos”aborrecerem-se com ninharias como esta:
    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/rendimento-maximo

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  36. 22 Julho, 2012 11:57

    Há um novo desporto nacional a suceder ao de “treinador de bancada”. Agora todos são ministros das finanças, e todos se dedicam ao jogo do “corte ao défice”. É bom sinal! Ao menos as pessoas preocupam-se, interessam-se, especulam…
    Há infelizmente – na maior parte dos casos – um denominador comum nas ideias que vão surgindo: as pessoas tem uma ideia limitada do Estado. Consideram os efeitos directos dos “cortes” mas esquecem os indirectos. Exemplo simples: pensem numa aldeia com 50 habitantes trabalhadores, dos quais 20 são funcionários públicos. São os 30 do “privado” que sustentam os custos (incluindo salários) destes últimos… Todavia, parte desse esforço tem retorno indirecto no talho, no café, no supermercado, etc… E também nos impostos gerados pela circulação do dinheiro. Não obstante, existe défice.
    A solução imediata – e “bronca” – é reduzir “à bruta” os funcionários públicos “a mais”… Efeito: toda a gente fica a perder, há necessidade de “ajustamentos” também nos privados, o défice (de forma “inesperada” aumenta ainda mais… etc. etc.).
    Esta “lengalenga” serve apenas para dizer que em matéria de “contabilidade do Estado” é preciso prudência, tempo e cálculo atento aos efeitos directos mas também aos indirectos… Senão está o “caldo entornado”… A precipitação nos cortes como expressão de “coragem política” pode transformar-se rapidamente em negligencia técnica… E lixar-nos ainda mais a vida! A (quase) todos…
    (escrito por um não “funcionário público”)

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  37. J.Pinto permalink
    22 Julho, 2012 11:59

    Acho que não estamos a ser racionais. Primeiro, não podemos comparar as atuais turmas de 30 alunos com as turmas de 30 alunos de há 30 anos. Será mais difícil ou mais fácil controlar os alunos atuais ou os que faziam parte das turmas há 30 anos?

    Segundo: a falta de dinheiro do Estado é um facto; o Estado necessita de cortar, principalmente depois de o Tribunal Constitucional ter proibido o corte dos subsídios.

    Até posso concordar com esta e outras medidas de redução de funcionários públicos desde que: não haja professores e outros funcionários públicos a ganhar muito (topo de carreira) enquanto outros ganham pouco (início de carreira); o Estado proíba pensões superiores a, por exemplo, 2500€ (eu desconto muito e não sei se irei ter direito a reforma); O Estado não continue a gastar à tripa forra fazendo contratos com privados que serão pagos no futuro por mim e/ou pelos meus filhos/netos; os políticos sejam responsabilizados criminalmente
    pela sua gestão;

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  38. J.Pinto permalink
    22 Julho, 2012 11:59

    Acho que não estamos a ser racionais. Primeiro, não podemos comparar as atuais turmas de 30 alunos com as turmas de 30 alunos de há 30 anos. Será mais difícil ou mais fácil controlar os alunos atuais ou os que faziam parte das turmas há 30 anos?

    Segundo: a falta de dinheiro do Estado é um facto; o Estado necessita de cortar, principalmente depois de o Tribunal Constitucional ter proibido o corte dos subsídios.

    Até posso concordar com esta e outras medidas de redução de funcionários públicos desde que: não haja professores e outros funcionários públicos a ganhar muito (topo de carreira) enquanto outros ganham pouco (início de carreira); o Estado proíba pensões superiores a, por exemplo, 2500€ (eu desconto muito e não sei se irei ter direito a reforma); O Estado não continue a gastar à tripa forra fazendo contratos com privados que serão pagos no futuro por mim e/ou pelos meus filhos/netos; os políticos sejam responsabilizados criminalmente
    pela sua gestão;

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  39. 22 Julho, 2012 11:59

    francisco: um professor até pode dar aulas a 30 alunos, mas ensináres-lhe-á mal, e não poderá dar atenção por exemplo aos casos de maior dificuldade por parte dos alunos.E para controlar o mau comportamento,bom,torna-se muito dificil assim.Acho que voce esta a falar um pouco á toa sem conhecimento da causa.
    Mss isto enquadra-se noutra coisa: aquilo que voce diz sobre funcionarios publico cheira demasiado a uma xenofobia anti-sector publico que voce tem e que já tenho vindo a notar.Repare: não são assim tão dispensaveis.O pais precisa de juizes, medicos e enfermeiros, policias .Haverá uns dispensveis mas não são todos.Até podiamos fechar serviços publicos, mas descer essa despesa é aumentar impostos nas pessoas.

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  40. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 12:31

    RR,
    .
    O país precisa de médicos, enfermeiros, juízes, militares, polícias e professores CONFORME AS SUAS NECESSIDADES REAIS. O Estado não pode ser uma agência de empregos eternos, e deve despedir pessoas que absolutamente não sejam necessárias. A bem de quem tem de ver os seus vencimentos à ponta de arma e por força de lei reduzidos de um conto substancial para suportar uma máquina de indolência e de privilégio.
    .
    E quanto ao outro caso, na Universidade das turmas que tive nas cadeiras que REGI (robótica, electrotecnia, electrónica, coisas simples assim!) uma superou os quarenta alunos. E a maioria passou com excelentes notas, E FORAM OS MELHORES ALUNOS DA CADEIRA SEGUINTE DA LINHA EDUCATIVA. Talvez o problema esteja no professor e na sua competência e não no tamanho da turma.
    .
    Como aluno, sempre tive em turmas de vinte e muitos, e até mesmo de mais de trinta alunos. E sabe uma coisa? Não me dei mal. Era o que tinha, e quando se tem o que se tem mais vale morder a bala, levantar a cabeça, e tirar o melhor da situação. Mas se quiser, apresente-me uma correlação estatística entre tamanho das turmas e desempenho profissional. Pode perguntar aos senhores Pearson, Spearman ou Kendall o que eles pensam sobre o assunto, e talvez lhes nos digam qualquer coisa considerável.

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  41. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 12:38

    Luis F.,
    .
    Espero que não seja economista.
    .
    Então, num circuito económico fechado, se 30 pessoas deixarem de ter de suportar 20 funcionários públicos através de elevados impostos, estas iriam colocar o dinheiro restante debaixo do colchão, ou iriam consumir e poupar na mesma aldeia? Santa paciência, Luís, se tirou um curso de economia ou tenho de lamentar a capacidade de avaliação do seu professor ou então pergunto-lhe onde obteve as equivalências.
    .
    Meu caro, os funcionários públicos são necessários para fazer funcionar o Estado. Sem Estado, ficamos bem piores. Com tanto Estado, ficamos mal que chegue! Agora, alegar que é melhor deixar todos os desfuncionais no lugar porque o dinheiro que eles ganham não iria para a economia é esquecer de onde o dinheiro vem.

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  42. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 12:44

    RR,
    .
    Voltando à palavra «xenofobia» (poderia chamar-lhe chauvinismo ou preconceito, visto tratarem-se de portugueses e não de xenos, estrangeiros, mas pronto, vamos brincar com ela):
    .
    O funcionário público português não pertence realmente a Portugal: quer ganhar como um alemão trabalhando como um grego. Tem a arrogância do inglês e a capacidade do marroquino. Sugir por isso que o funcionário público português seja pago a quotas pelos governos alemão, grego, inglês e marroquino, e que deixem os restantes portugueses fruir da riqueza que deveriam ganhar pelo seu trabalho. 😉

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  43. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 12:46

    J.Pinto,
    .
    Excelentes sugestões. Quanto é que elas valem? Fez contas?

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  44. J.Pinto permalink
    22 Julho, 2012 12:54

    Francisco Colaço,

    Sei perfeitamente que não valem muito, se compararmos com outras, mas é uma questão de moralidade…

    Se considerarmos que as pessoas mais contribuem (as que atualmente contribuem) serão as que terão menos direitos, então a injustiça é evidente. Se o Estado não tem dinheiro, e não tem, por que motivo é que se continua a pagar pensões de 4000, 5000€? não faz sentido, pois não? Corte-se aqui e depois, sim, corte-se onde realmente tem de cortar.

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  45. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 13:06

    J. Pinto,
    .
    Se quiser, faço-as por si. A questão da moralidade, conquanto principal nos negócios do Estado, é secundária quando falamos no défice. Como pouco ou nada pode mexer nas PPP sem que os gestores das ditas anuam, tão blindados estão os contratos socráticos e guterrinos, pode apenas agir para o futuro.
    .
    As pensões dariam uma poupança (se cortássemos de 3500€ para cima, essas contas já fiz) de, se a memória não me falha, cerca de 100 M€ por ano. Tem 11.000.000.000 de euros para cortar no défice e para passar a ter um estado sustentável. As suas medidas valem 1%, mesmo tendo em conta a sua pertinência e moralidade.
    .
    Pinto, é este o problema: andar a clamar Aqui d’el Rei! para as pensões e os ordenados de gestores é tentar esvaziar o mar balde a balde. Concordo consigo que se pode começar por aí (e deve), mas as medidas são puramente simbólicas, medidas a 1%. Restam os 99%. Onde os obteremos?
    .
    Estive durante anos em postos de gestão superior de multinacionais. Nunca tive uma proposta rejeitada pela administração. Os meus colegas perguntavam-me porquê, como o conseguia. AS CONTAS VALEM TUDO NAS PROPOSTAS. E ajudei muito colega a fazer as contas das propostas deles e a redigir as suas propostas.

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  46. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 13:13

    J. Pinto,
    .
    Antes que clame uma negaça ou um calote (detesto a palavra default) nas PPP, pense:
    .
    1) Subida imediata de juros da dívida portuguesa. Bastavam subir os juros 1,3% e anulavam as poupanças das PPP. (2,4G/ 180G). E eles iriam subir bem mais que isso mal se falasse em calote. Antes que o calote se desse em efeito começaríamos a pagar por ele. Menos de um ano depois estaíamos a arrepender-nos de o ter feito.
    .
    2) Multas, Juros de Mora e Indemnizações obrigados pelo tribunal europeu de justiça. Acabaríamos a repagar tudo, e muito mais.
    .
    Solução: dividir para conquistar. Solução de Patton nas Ardenas. Envergonhar os tipos das PPP de tal forma que, de bocado a bocado, nos deixem baixar os valores do esbulho a níveis razoáveis. O que está a ser feito.

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  47. licas permalink
    22 Julho, 2012 13:14

    Francisco Colaço
    Posted 22 Julho, 2012 at 12:31 | Permalink
    ___________

    Desculpe-me a intromissão, a despropósito.
    Mas quando dei com *senhores Pearson, Spearman ou Kendall* as minhas orelhas *esticaram*.
    É que o meu * métier* de sempre foi o *Data Processing* . . .
    Pelo que . . .
    Vem à colação a apropriada definição (não de m/ autoria)
    ESTATÍSTICA é como o *bikini* : muito embora revele absolutamente tudo, porém, esconde o essencial . . .
    (não lhe faço a injustiça de explicar mais) . . .

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  48. Eleutério Viegas permalink
    22 Julho, 2012 13:24

    A conversa das turmas de 30 alunos é conversa fiada par aarranjar empregozinhos… No tempo em que andei nestes níveis de ensino as turmas tinham 35 e, às vezes, 40… E aprendia-se muito mais que com os computadores, os portáteis, os “bimbalhães”, os power points e os quadros interactivos (era giz e quadro negro ou verde). Portanto, é como diz o João Miranda, ir correndo com estes excedentes o mais rápido possível. Estado que precisa de 700.000 pesos mortos para funcionar é contrapeso e deve ser eliminado.

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  49. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 13:24

    Licas,
    .
    A estatística não é perfeita, porém tem uma vantagem: consubstancia argumentos. Atirar ao ar que turmas de 30 alunos são piores que as de 20 apenas por causa de um raciocínio teórico ou de um instinto gutural é estúpido. Daí os senhores Kendall, Spearman e Pearson. Podem ar um 1, um -1 ou um zero às teorias inconsubstanciadas. Eu inclino-me a pensar que os senhores vão dar valores muito próximos do zero neste caso, e se algum professor me desse os dados, eu faria as contas e publicaria um paper.

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  50. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 13:25

    Em co-autoria, calro.

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  51. Eleutério Viegas permalink
    22 Julho, 2012 13:28

    Por mim, até podem cortar nas “prestações sociais” todas… O problema é que boa parte daquilo a que chama “prestações sociais” decorrem de descontos feitos para as garantir e de social têm muito pouco. Foram os próprios que abdicaram de rendimentos (na maior parte dos casos foram obrigados a isso) para terem pensões de reformas… Social, o tanas. Mas o que é esmolinha que o Estado arranjou para sacar dos nossos bolsos, vulgo “pensão mínima” ou “rendimento social”, para o nível zero, já!

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  52. 22 Julho, 2012 13:30

    *vêem, perdão.

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  53. 22 Julho, 2012 13:44

    já que estão tão preocupados com os meninos , mais valia então não terem fechado as escolinhas do botas com poucos alunos no interior , fazendo -os andar kms para irem à escola nos centros , e mandava-se pra lá os profs horário zero..

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  54. Marco permalink
    22 Julho, 2012 13:51

    Ninguém fala nas fundações “privadas” que são geridas com dinheiro do estado, ninguém fala porquê é que destas fundações só 140(acho) apresentaram relatório de contas ao ministério das finanças e aquelas que não apresentaram continuam a receber subsídios. Não fossem muitas destas fundações pertence de políticos e ex-políticos… Poupava-se tantos milhões nas fundações…..

    Nem ninguém fala como é que Portugal neste momento mantém 4 Presidentes da República com todas as mordomias inerentes ao cargo (se são amendoins? são, mas o exemplo nos cortes tem de vir de cima.)

    Voltando ao tema, se existem professores a mais? Existem, e os professores sabem disso, mas não percebo como é que alguns professores estão destacados noutras funções que não o de serem professores e continuam a receber salário de professor pago pelo ministério da educação. Contudo sou contra turmas com mais de 20 alunos, as turmas até 20 alunos são mais produtivas, os alunos tem um maior acompanhamento por parte do professor. Ao contrário do que foi escrito neste blog em artigos anteriores, ao reduzir-se o nr de alunos por turma não se baixa a qualidade de ensino, nas turmas maiores é que se baixa a qualidade de ensino e passo a explicar, nas escolas existe uma coisa chamada taxa de sucesso e taxa de insucesso. No caso das taxas de insucesso é colocado um tecto a partir do qual o professor tem de justificar perante os seus pares e a direção da escola o porquê daquele insucesso. Vamos supor que a direção da escola colocou o tecto em 20%, numa turma de 30 alunos pode-se reprovar 5 alunos ( ao 6 aluno já se tem de justificar) sem dar justificação a quem quer seja, numa turma com 20 alunos o numero desce para 3 alunos. Mas os senhores dizem que o professor pode passar os alunos, não elevando a fasquia, isso seria verdade se nas escola não houvesse comparação dos testes (em muitas os testes são iguais para todas as turmas) se não houvesse comparação do nr de negativas no mesmo concelho de turma. E se as escolas neste momentos não tivessem autonomia para contratar ou para suspender os serviços de um professor contratado ao final do ano.

    Se querem um país como deve de ser comecem a fazer a vossa parte, peçam factura até num simples café (ganha-se tanto dinheiro com os cafés), paguem os impostos, vão votar, fiscalizem e denunciem os casos de corrupção que conhecerem, sejam elementos activos na vossa comunidade.

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  55. Marco permalink
    22 Julho, 2012 13:56

    Se querem aumentar o racio de professores por alunos, aumentem ao nr de horas lectivas e retirem do horario dos professores os tempos gastos em reuniões da treta.

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  56. andrelara permalink
    22 Julho, 2012 14:02

    Este post é uma “meia análise”
    Números concretos na parte dos alunos (mas já agora,inclui o ensino profissional nas escolas públicas? neste momento devem ser metade das turmas…) mas quando chega aos professores apenas o comentário que o numero de professores desceu “marginalmente”.
    E dados concretos?
    Sairam dos quadros desde o último concurso (há 3 anos) pouco menos de 30000. Entraram no último concurso à volta de 200, 3/4 para o grupo de espanhol.

    Se o número de professor se mantém (mantêm-se? Não se mantém? Eu não sei…) é a custa de professores precários (ganham 1100 e vão continuar a ganhar enquanto não se integram no quadro)

    Se não se mantém, esta “escritura” é uma falácia…

    Quanto ao poupar, eu tenho uma solução..qualquer comissão manhosa, qualquer parceria publico-privada manhosa daria para poupar o equivalente a muitos anos de salários a professores, médicos, enfermeiros…

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  57. 22 Julho, 2012 14:02

    @ Francisco Colaço —
    Se ler com atenção verá que o texto não defende a manutenção do “status quo” relativamente à quantidade e peso do funcionalismo público. Nada disso. Apenas alerta para a necessidade de se evitarem leviandades no cálculo das medidas de reforma. É necessário mudar de paradigma. No entanto isso não se consegue à bruta, sem planeamento e atenção aos efeitos colaterais… Talvez eu me tenha explicado mal no exemplo da “aldeia”. Ou talvez você não tenha interpretado o carácter simbólico que ele pretendia ter…

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  58. 22 Julho, 2012 14:17

    “O funcionário público português não pertence realmente a Portugal: quer ganhar como um alemão trabalhando como um grego. Tem a arrogância do inglês e a capacidade do marroquino. Sugir por isso que o funcionário público português seja pago a quotas pelos governos alemão, grego, inglês e marroquino, e que deixem os restantes portugueses fruir da riqueza que deveriam ganhar pelo seu trabalho.”
    oh colaço, e onde é que estão os numeros e provas do que voce disse? É que se não tem, isso nao passará de um preconceito e de um mito.Eu tenho muitas duvidas desse historia, de que existem demasiados trabalhadores.Ou melhor, o francisco até podia cortar brutalmente, mas iso iria prejudicar a qualidade dos serviços.Normalmente quando o trabalho aumenta e o numero de trabalhadores dminiui, a qualidade do serviço prestado decresce, porque uma pessoa não consegue tomar conta de tantas tarefas.Eu plo contrário, uso muitos serviços publicos e os trabalhadores servem-me lá impecavelmente, pelo que isso acho que é mais um preconceito anti-publico que voce tem.
    Quanto ás turmas de 30, eu nao tenho os dados nem tenho o spss, portanto não posso fazer a investiga~ção(se me fizer o favor de fazer o cruzamento dos dados, estou-lhe agradecido).Mas vou puxar dos galões da minha experiencia pessoal: já tive diversas vezes aulas em turmas de 30 ou 40 alunos,e os resultados não são satisfatorios: ficou dificil para o professor explicar devidamente a matéria, ajudar e acompanhar os alunos com dificuldades e controlar o mau comportamento de alguns.Os resultados não foram animadores.As minha piores notas foram em turmas dese tamanho.Já quando foi em turmas pequenas, os meus resultados sempre foram melhores.Porque havia calma e estabilidade, porque o prfessor pode acompanhar-me e ajudar-me devidamente e aos meus colegas.
    Vocenão percebe a diferença entre fazer e fazer bem.Fazer é fácil: é um professor ir á escola , assinar o livro de ponto e receber o seu salario.Mas fazer bem é mais dificil: teem que se reunir as condições para que tal possa ser conseguido.Não se conseguem bons resultados de qualquer forma.Eu não percebo como é que se pode ter sucesso nma turma de 30 alunos , desculpe-me mas isso não faz sentido nenhum

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  59. A. R permalink
    22 Julho, 2012 14:21

    O 25 de Abril tirou a ética da política e destruiu economicamente, financeiramente e moralmente a belíssima herança que Salazar deixou. Pouco faltou para sermos uma colónia governada de Moscovo pelo PCP.

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  60. 22 Julho, 2012 14:24

    A.R: o tarrafal devia estar aberto só para tipos como tu serem torturados ate a morte

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  61. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 14:35

    Luís F,
    .
    Não há simbolismo algum. Se acaso os funcionários públicos deixarem de ser tantos, as empresas terão mais massa para gastar e poupar. E gastarão e pouparão e fruirão do fruto do seu trabalho em vez de andar a sustentar matulos. O dinheiro não se esboroa, não desaparace no ar. Este é o mal dos keynesianos: nunca perceberam que o Estado só deve intervir na economia quando a segurança das populações ou a segurança alimentar ou a segurança sanitária estiverem em risco.
    .
    Procure «the broken window syndrome» para ver a falácia do seu argumento. O café da terra e a oficina de automóveis (a economia como um todo) continuam a ter o mesmo consumo + poupança das trinta famílias do privado. Os cidadãos trabalhadores do privado vivem melhor com o fruto dos seus esforços (o que motiva a trabalhar mais) e eventualmente a economia absorve os trabalhadores excessivos, crescendo.
    .
    Sempre estive à frente de departamentos de manutenção e de logística. Pode imaginar que a primeira coisa que dizia aos meus homens era: «Aqui ninguém produz nada. Trabalhamos para que os outros possam produzir. Se fizermos bem o nosso trabalho, eles produzirão para nos pagar os salários. O nosso objectivo não é trabalhar ou produzir, é manter os outros a trabalhar e a produzir.»
    .
    Os funcionários públicos servem para isso mesmo: para manter o resto da sociedade a produzir. Um estado ligeiro estimula a produtividade, um estado escasso abate-a e um estado gordo estimula a indolência e é um ónus na produtividade. Tal como o departamento de manutenção das empresas, o que interessa é fazer o que se tem de fazer com o menor número de recursos possível. Um departamento de manutenção ou de logística demasiado gordo, além de trabalhar mal, não acrescenta qualquer valor à empresa e faz com que esta se torne menos competitiva. Desce a produtividade, visto que a empresa produz o mesmo (ou menos, por estúpido que possa parecer á primeira vista!) com mais recursos.
    .
    A linha entre o estado ligeiro e o estado gordo não é perceptível, nem equacionável, nem mesmo estática. Sabemos quando temos estado a mais quando vemos que uma parte substancial dos recursos dos trabalhadores produtivos vão para sustentar os trabalhadores dependentes, sem que por isso haja aumento perceptível dos serviços prestados. Ou quando muitos se encostam à indigência pois sabem que serão sustentados enquanto outros simplesmente desistem de procurar melhorar a sua vida porque simplesmente não vale a pena (não vão fruir o seu trabalho devido ao esbulho fiscal).
    .
    Por exemplo, para quê ter dez equipas se posso fazer o mesmo serviço com quatro e nos picos eventuais subcontratar fora? Para quê ter um professor por sete alunos se faço o mesmo com um professor por vinte ou trinta? Podem aqui não se concordar com as turmas de trinta, mas não vejo ninguém aborrecer as turmas de vinte alunos. Pode mandar para a função privada (após retreino voluntário) 65% da força de professores (20-7)/20. Mais coisa, menos coisa. O país agradece. O contribuinte à força agradece e aprecia, se isso for alargado a toda a função pública.

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  62. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 14:54

    RR,
    .
    Esqueceu-se de citar o “;-)” que estava no fim do que tinha dito. Não acha que lhe faria a diferença ter visto isso?
    .
    Dou de barato que as turmas podem ser de vinte alunos. Mandaremos por isso 65% dos professores ir encher a malga noutro lado e o país será mais eficiente (contas acima). E quem diz professores diz funcionários autárquicos, ministeriais, secretarinhas, acessores, diplomatas, militares, e longa irá a lista.
    .
    Com parte pequena desta massa salarial provinda das inutilidades dispensadas podemos contratar sem ser a trabalho temporário mais índios para lugares onde tradicionalmente havia demasiados chefes e por isso não funcionavam: serviços de saúde e na investigação económica por exemplo.
    .
    Temos de fechar universidades (sugiro que a primeira a ser fechada seja a de Lisboa, para ser simbólico) porque não há alunos suficientes para tantos cogumelos. Os edifícios e parte dos funcionários podem ser absorvidos pelo sector privado. Temos de fechar institutos e observatórios que não observam além do dia 22 (o das saídas profissionais!, que imbecilidade!)
    .
    Hoje já não faz sentido a regra de poder ir e voltar no mesmo dia a pé até à sede do concelho que foi a base da reforma do Mouzinho. Hoje há o automóvel. Pode-se agregar municípios segundo a regra 500 Km^2 ou 50000 habitantes. Para as freguesias, 100 Km^2 ou 1000 habitantes. Há que vender, arrendar, alienar o património devoluto do Estado que não se puder utilizar para albergar o que hoje o Estado arrenda, introduzindo-o na economia produtiva. Menos militares, melhor equipamento «Made in Portugal». Menos 20.000 militares são menos 600 milhões de euros anuais (2000* 14*1.23*2000) e com um terço disso podemos produzir em Portugal todos os brinquedos para a nossa defesa.
    .
    O Estado deve almejar não representar mais de 15% da economia (1 para 6, sensivelmente). Neste momento metade da economia tem de se sustentar a si própria e ao Estado, que representam não mais de 10% dos trabalhadores.
    .
    Réplicas? Números.

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  63. 22 Julho, 2012 14:58

    francisco, em materia de serviços publicos , é dificil saber-se o que é ou não é excessivo, porque nós cidadãos precisamos deles.De facto só o estado é que pode garantir a segurança, o ensino e a saude de uma forma digna e com condições, e de forma a que todos os cidadão possam beneficiar,e para ser sincero, ao contrário do assunto das ppp, o que me parece demagógico e achar que se podem dar uma valente facada no numero de funcionarios publicos sem que a qualidade dos serviços se ressinta.Não se pode fazer só as contas.Depois das contas , tem que se pensar muito antes de tomar as decisões.1º: não há dados nem provas que indiquem que os funcionarios publicos sejam uma cambada de chulos.Isso parece-me uma conversa de taberneiro ou de taxista.
    2º:Como em tudo na vida há despesa publica má, mas há outras que fazem falta: refiro-me ás areas vitais áo bem-estar dos cidadãos.Nos hospitais,com os doentes a aumentar e diminuindo os médicos o que acontece é que os doente vão sair prejudicados.Na policia,se se diminuir os efectivos , o crime aumenta.No ensino, se se diminuir os professores logo o ensino sairá prejudicado, porque nenhum professor por melhor que seja, é um super-homem, ninguém é perfeito e todos somos limitados nas nossas capacidades.Disse voce que o problema é os professores serem incompetentes.Eu digo que ninguém consegue melhorar o ensino com 40 alunos, por melhor que seja

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  64. 22 Julho, 2012 15:07

    “Temos de fechar universidades (sugiro que a primeira a ser fechada seja a de Lisboa, para ser simbólico) porque não há alunos suficientes para tantos cogumelos. Os edifícios e parte dos funcionários podem ser absorvidos pelo sector privado. Temos de fechar institutos e observatórios que não observam além do dia 22 (o das saídas profissionais!, que imbecilidade!)”
    Fechar, só em ultimo caso.Temos que ter em conta que isso é intervir nas livres opções das pessoas.As pessoas devem ser livres de escolher o que quiserem, e tem que assumir a responsabilidade dos seus actos.Isso parece-me um intervencionismo á la carte.Mas alguns podem ser fechados.E já agora proponho o seguinte: aumentar as vagas nos melhores cursos e diminuir as propinas destes.Ou seja, reduzir a oferta numas coisas e aumentar a procura noutras

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  65. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 15:12

    RR,
    .
    O RR pensa como um keynesiano. Atira-se dinheiro para os problemas e eles resolvem-se.
    .
    Em primeiro lugar terá a justiça de dizer nunca me ouviu falar de cortes indiscriminados. Falei sempre em corte cabal dos funcionários excessivos. E há-os aos magotes. Há demasiados chefes para poucos índios em quase todos os departamentos e muitos índios simplesmente não trabalham nem acham que devem trabalhar. (médico oftalmologista espanhol num hospital português, dezenas de cirurgias numa semana, Ordem dos Mérdicos (!) indignada, diz-lhe alguma coisa? Procure)
    .
    Só quem anda pelos ambientes protegidos do Clube 22 é que não sabe quanto é pernicioso ter um sector não produtivo (o Estado não é produtivo, e eu convido-o a enumerar funções essenciais do stado que sejam produtivas) excessivamente grande. Quanto ele pesa no comum dos mortais, que paga aquilo por que, ao contrário do sabonete ou do gelado, não opta consumir nem pode boicotar.
    .
    Uma empresa não vive sem um departamento de manutenção ou de logística. Porém um departamento não produtivo tem de fazer das tripas coração para manter a empresa a trabalhar (não é a trabalhar por si mesmo) com o mínimo de custos possíveis. Os custos do departamento de manutenção serão pagos pelos consumidores do produto, nunca se esqueça disto. No fundo 99% de disponibilidade com um custo de 1.000 é melhor que 99,9% com um custo de 100.000 para a maioria das empresas. O bom senso é mais importante que o brilhantismo dos resultados.
    .
    Não há simplesmente país para tanto estado. O Estado já está a mandar o país ao fundo, e continuará se não tomar medidas difíceis mas eficazes que aumentem a eficiência da máquina (aquelas que, creio, o Pedro Passos Coelho nunca irá tomar). Quando a lógica do Estado se inverte e o Estado passa a ser uma agência de privilégios e de empregos protegidos, o país está à beira do desastre.

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  66. 22 Julho, 2012 15:19

    @ Francisco Colaço –
    Você acredita no que diz. Não haja dúvida!
    Pena que não leia os outros com atenção, uma vez que não me passa pela cabeça que não entenda…
    Por acaso eu disse que não é preciso reduzir o funcionalismo público? O que lhe disse é que, em matéria de cálculo e planeamento de reformas, é preciso considerar os factores directos ao mesmo tempo os impactos indirectos, para que a “conta” esteja bem feita… Discorda?

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  67. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 15:22

    RR,
    .
    “Temos de fechar universidades (sugiro que a primeira a ser fechada seja a de Lisboa, para ser simbólico) porque não há alunos suficientes para tantos cogumelos.”
    .
    Mais uma vez, para si é mais importante o meio que o fim. O fim da universidade não é estar lá por estar, mas preparar profissionais de nível superior para o mercado de trabalho. Por ser por outros fins: empregar, dar prestígio à terra, pagar favores, dar tachos a investigadores de coisa nenhuma é que chegámos (sem acordo ortográfico!) ao pântano em que estamos.
    .
    Como sempre fiz: serve, utiliza-se. Não serve, fecha.

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  68. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 15:30

    Luís,
    .
    Leia-me bem, vou escrever em maiúsculas. NÃO HÁ IMPACTES (substantivo=impactes, adjectivo=impactos em Portugal) QUAISQUER NA REDUÇÃO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. Os funcionários públicos apenas tiram dinheiro de um bolso para dar a outros. O mesmo dinheiro continua no mesmo país. Infelizmente os acangalhados, chamados eufemistica e ironicamente contribuintes, ficam mais pobres e o país não fica mais rico porque O ESTADO NÃO PRODUZ RIQUEZA, QUANDO MUITO ASSEGURA A ORDEM PÚBLICA.
    .
    Deixe-me repetir: O ESTADO NÃO PRODUZ RIQUEZA. A MASSA SALARIAL COM TRINTA MIL OU OITOCENTOS MILHÕES DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NO PAÍS É A MESMA PORQUE O ESTADO VAI BUSCAR A UNS PARA DAR A OUTROS.
    .
    Já consegui expressar-me bem a ponto de lhe permitir entender o meu argumento, Luís? (O Luís é um desafio, e isto é um elogio! 😉

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  69. 22 Julho, 2012 15:45

    @ Francisco Colaço –
    Vc gosta de ser convincente!… Pelo menos esforça-se! Não obstante, o que sugere fazer com os funcionários a mais durante o tempo de readaptação destes? Queimá-los? Pagar-lhes subsídios? Donde virá o dinheiro? E o dinheiro que eles entretanto deixam na economia? Onde é que se vai buscar?
    Parece-me que a questão que nos separa tem mais a ver com planeamento no tempo do que outra coisa qualquer. Não hesitar nas medidas de fundo mas distribui-las correctamente para minorar desgraças maiores. Ah, note bem, não sou funcionário público, no entanto a minha empresa – como muitas outras – está a levar por tabela com a redução abrupta do consumo… Se está no privado deve saber o que se passa! A nossa “democracia” conseguiu dar-se ao luxo de gerar uma economia onde os factores de produção são mais caros que noutros países, apenas se mantendo os salários mais baixos… Ou seja um mercado onde quem compra, pouco pode comprar!…

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  70. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 16:00

    Luís,
    .
    O DINHEIRO QUE OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DEIXAM NA ECONOMIA É RETIRADO ÀS FAMÍLIAS DO PRIVADO QUE O TERIAM DEIXADO À MESMA CASO NÃO LHO TIVESSEM TIRADO. A SOMA É NULA. Aliás, é inferior, dado que o Estado compra coisas comó caraças do estrangeiro (a sede de um Centro de Segurança Social deste distrito foi forrada a mármore italiano e ao que me dizem não é caso único). E nem me deixe falar do material militar (a cadeira eléctrica para metade dos nossos competentíssimos generalecos era perfeitamente justa, dado o seu legado nesta crise).
    .
    Expressei-me bem, agora?
    .
    Quer lhes pague salários ou subsídios, a valor igual impacte igual na economia, na óptica das finanças públicas. Portanto, pode mandar metade dos funcionários públicos (recuso chamar-lhes FP por razões óbvias) para a rua, que a sua empresa terá o mesmíssimo consumo em Portugal. O Estado não produz riqueza, apenas move a dos outros.
    .
    É claro, a situação será diferente para as empresas que viviam penduradas no orçamento de Estado (a chamada empresa estado-capitalista).
    .
    A reduçaõ de consumo presente deve-se ao facto de seis mil milhões do nosso produto ir para fora em juros, juros do dinheiro que pedimos e que «dinamizou a economia» (isto é, pagou funcionários públicos excedentários). Não, meus caros, as auto-estradas só agora começaram a ser pagas.

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  71. 22 Julho, 2012 16:08

    ´francisco colaço:voce está a ser demasiado generico do que diz respeito a esse tema.O estado nao e ilimitado, nenhum é e tem que gerir bem, mas o estado não tem que criar riqueza(e se nao cria, foi porque se privatizou algumas empresas que criavam riqueza), mas sim a sua finalidade é servir quem paga impostos,proporcionando saude, proporcionando ensino, proporcionando segurança, coisas que o estado faz bem em portugal.Eu gosto dos seviços publicos que o estado tem, pelo que convido o francisco a explicar-me o que é que é para si o estado productivo e o ue é que é o excesso de funcionários publicos neste contexto,até porque nunca se sabe quando é que as necessidades aumentam.ou descem.Precisamos de policias,precisamos de médicos, precisamos de professores.Se há excesso francisco, então sinceramente não sei aonde é que há.
    Olhe, o alberto joao jardim , ainda na semana passada, falou em reduzir as corporacoes de bombeiros.Maldita hora a que ele disse isso.Passados uns dias depois apareceram os incendios.Isto de reduzir funcionarios sem pensar nas consequencias é tramado.
    Quanto ás faculdades o fim é preparar para o mercado de trabalho sim.Mas não é o estado nem o francisco que teem de decidir as minhas escolhas, ou seja, porque carga de água haverei de seguir um curso para o qual não tenho nenhuma hipotse de singrar?.Isso é uma autentica prátiica estailinista e anti-liberal que o paisd

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  72. 22 Julho, 2012 16:11

    Caro Francisco Colaço:
    Nos últimos anos 6 ou 7 anos o número de professores deve ter baixado mais de 25%, apesar do nº de alunos ter aumentado. Este ano previa-se que mais 25% dos professores fossem (temporariamente) para horário zero (embora o Doutor Crato, quando viu os números, se tenha retraído um bocadinho – http://educar.files.wordpress.com/2012/07/medidas-para-prevenc3a7c3a3o-do-abandono-escolar-2.pdf)
    Os números que cita estão um bocadinho atrasados – já quase não há professores nos Sindicatos (e ainda bem…) e muitos dos que estavam em serviços do Ministério da Educação estão a regressar às Escolas. Os professores, muitos casos, estão agora a fazer o dobro de trabalho que faziam há sete anos (todas as reduções por idades e cargos desapareceram – foram parar à componente não letiva) e estão no limite das suas capacidades físicas e mentais.
    Quanto a turmas de 30 alunos, se os alunos fossem os de há trinta anos atrás, fantástico. Mas queria vê-lo a enfrentar uma turma com um aluno pedrado, outro com uma naifa no bolso e outro, deficiente mental profundo, a borrar-se todo pelas pernas abaixo, numa turma de 20 alunos, numa aula de hora e meia, sem intervalo, como eu recentemente tive, para depois vê-lo a dizer o que diz aqui. E queria vê-lo à frente de um Mega-Agrupamento com 4.100 alunos e mais de 350 professores, com 60 escolas e jardins, a mandar bitaites e a por tudo na linha.
    Quanto aos colégios e turmas de 30 alunos, se eu pudesse escolher os meus alunos, apostaria em turmas de 35 – quando deu aulas no Ensino Superior cheguei a ter turmas teóricas com 50 alunos e excelentes notas (embora tivesse de dar apoio extra, não pago, a alguns alunos).
    Não estou preocupado com o desemprego – sou geólogo e na minha área tenho propostas para ganhar mais fora do ensino – mas gosto de dar aulas e fazer o meu trabalho na Escola, enquanto me deixarem (nos meus tempos livres faço o site Desporto Escolar de Leiria, tenho um clube de Astronomia na Escola com cerca de 15 observações por ano, faço cerca de 10 visitas de estudo e saídas de campo por ano, dou formação creditada gratuita a professores, tenho blogues de todas as turmas, mantenho o Facebook da minha Escola e ainda sou Presidente do Conselho Geral do meu Agrupamento, entre outras coisas).

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  73. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 16:25

    RR,
    .
    Pode fazer o mesmo curso numa outra universidade. Há engenharia mecânica e medicina e gestão e economia e direito em várias universidades. Mas com a cogumelização delas e o decréscimo populacional, já não são precisas tantas. É altura de arrepelar caminho e de encerrar. Serve? Usa-se. Não se pode usar? Encerra-se.
    .
    Se o RR insiste em manter uma universidade com cursos de zero alunos ou professores de horário zero ou funcionários autárquicos encostados nos armazéns; ou acha que porventura não é preciso despedir ninguém nem baixar salários na função pública por causa das pessoas; ou ainda acha que é preciso fazer mais estradas entre nenhures e lugar nenhum e aeroportos e linhas de TGV para dinamizar a economia; então diga-me: para manter esses privilégios não estará a roubar à economia real para dar aos privilegiados, os tençores e os sinequores do Estado?
    .
    De onde pensa que surge o dinheiro para pagar a tantos? Não é de certeza dos funcionários públicos, pois esses são e sempre serão receptores líquidos. É dos outros, dos que o pagam, e pagam-no crescentemente.
    .
    O país funcionaria igualmente bem se despedisse 50% dos funcionários públicos e reconvertesse 10% dos restantes.
    .
    E já agora: o ensino não é uma função essencial do Estado. Nem a saúde, para além da saúde pública. Eu defendo que deve haver um sistema público de saúde, (e aí concordo, somos excelentes nas urgências e medíocres nas consultas de especialidade), mas cada vez mais defendo o sistema cooperativo ou o sistema privado na gestão das escolas e hospitais. De qualquer forma, a saúde e a educação podem ser tanto asseguradas por entidades privadas como públicas. O mesmo não acontece com a polícia.
    .
    A polícia portuguesa é de qualidade superior. Com raras excepções diria que nos poderíamos medir homem a homem com qualquer outra polícia. Mas não precisamos de mais polícias, que gastam recursos e pouco acrescentam de valor (lei dos rendimentos decrescentes). Precisamos de melhores procedimentos extra-policiais, a começar pelo confuso e contraproducente corpo legislativo. Mais tecnologia, mais formação, no fundo fazer mais com o que se tem.
    .
    O RR vê o mundo pelos olhos do Clube do Dia 22. Conquanto seja compreensível a sua revolta, lembre-se que as suas quotas nesse clube são pagas por mim e pelos que trabalham no privado.

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  74. 22 Julho, 2012 16:52

    francisco, se houver 0 alunos nao faz sentido de facto.Mas como lhe disse, só em casos extremos é que se deve fechar.
    De acordo quantos aos tgvs e taps, quanto aos funcionarios publicos, para mim são bons e servem bem, e não sou contra a redução, SE ESTA NÃO PREJUDICAR A QUALIDADE DO SERVIÇO.É esse para mim o ponto,e eu tenho duvidas que a qualidade não sofra com isso.O francisco pelos vistos tem a certeza toda que não mas eu ainda duvido.É a sua opiniaop contra a minha.Sim, acho que só o estado É QUE GARANTE A TODOS o acesso á saude e á educação, não sou liberal nessa matéria, não acho que toda a despesa do estado seje condenável.Não digo que não haja despesa dispensável que se possa e se deva cortar, mas defendo ardentemente que a saude e a educacao devem-se manter,e fazem falta.Ainda vai ter que me explicar como é que a redução dos funcionarios não afecta a qualidade.E ai é que está o nosso ponto de discordia: o homem de ferro não existe!
    Eu tambem trbalho para os privados, mas orgulho-me de que o dinheiro dos impostos sirva para garantir o direito á saude e educação que noutros paises não tenho,e aqui sim.Portugal é longe de ser perfeito mas proporciona coisas que aprecio.

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  75. Nuno permalink
    22 Julho, 2012 17:20

    .
    Pergunto: se o Estado despedir os funcionário públicos — que, entretanto, se irão locupletar com imensos rendimentos provenientes de reformas e a sua acumulação, de subsídios para os mais variados fins, etc. tudo à custa do contribuinte –, essa gentinha toda não irá fazer pela vida desde o trabalho mais simples na agricultura até à possível emigração?
    Porquê tanta preocupação com o funcionalismo público que está numa posição invejável comparativamente com os restantes trabalhadores comuns, facilmente sujeitos ao desemprego e que se mantêm a alimentar a burra do Estado porque a tal são obrigados?
    Ça ne va pas sans dire, porquê continuar com o “serviço” de empresas de out-sourcing que ganham balúrdios e apenas, na maioria dos casos, prestam um “péssimo serviço”?
    Et encore: Se os discentes estiverem interessados e o professor for competente, com um contínuo capaz à porta, qual é o problema de haver turmas de 40, 6o ou 100 alunos? A selecção é natural de acordo com o aproveitamento.
    Não vale a pena alargar-me…
    .

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  76. esmeralda permalink
    22 Julho, 2012 17:21

    Fui professora e cumpri o número de anos exigidos! Confesso que a “garra” inicial veio a esfumar-se anos mais tarde! Tive turmas grandes, alunos de todos os estratos sociais, alguns que se deslocavam de biciclete e chegavam a casa de noite! Mas ficavam tristes quando não havia escola, porque em casa esperava-os os trabalhos que os pais lhes destinavam. E eram bons alunos. Depois fomos sendo desautorizados, tínhamos constantes problemas com pais e alunos: não podíamos apontar-lhe o dedo ao nariz. E eu passei a ter cuidado: nada de “perder a cabeça”! Quem quer anda, quem não quer não anda! Explicava isso mesmo aos pais logo de início. A falta de educação era outra coisa: seria não permitida. E fiz bons amigos com pais e alunos. Sempre houve professores sem turma nas escolas! Tinham outras funções, por vezes, bem mais chatas! Falou-se sempre da necessidade de fechar as escolas que formavam professores. Principalmente quando as escolas eram invadidas por advogados, engenheiros, e outros que entravam no campo dos professores. Nunca houve medidas! Agora qual é o motivo de tanto alarido, quando o número de alunos vem decrescendo de ano para ano?

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  77. licas permalink
    22 Julho, 2012 17:30

    Francisco Colaço
    Posted 22 Julho, 2012 at 13:24 | Permalink
    Licas,
    .
    A estatística não é perfeita, porém tem uma vantagem: consubstancia argumentos. Atirar ao ar que turmas de 30 alunos são piores que as de 20 apenas por causa de um raciocínio teórico ou de um instinto gutural é estúpido. Daí os senhores Kendall, Spearman e Pearson. Podem ar um 1, um -1 ou um zero às teorias inconsubstanciadas. Eu inclino-me a pensar que os senhores vão dar valores muito próximos do zero neste caso, e se algum professor me desse os dados, eu faria as contas e publicaria um paper.
    _________________
    Ao contrário da minha presunção . . .afinal a explicação era necessária.
    __________Uma correlação fortemente significativa entre X e Y, próxima de 1 ou -1 para amostras
    de tamanho grande (aí pelos milhares de observações) não significa necessariamente que exista qualquer
    relação (linear) entre X e Y (como muito bem sabe). Pelo outro lado uma correlação zero pode ocorrer entre duas
    variáveis relacionadas.
    Deixo ao seu superior escrutínio estes factos, de que não pude encontrar suporte bibliográfico mas são correntes
    em livros de Estatística Elementar:
    ___Conta-se aquela já velha anedota que na Inglaterra oitocentista as cidades com maior número de
    ninhos de cegonha eram as que maior número de nascimentos se observavam.
    ___Também as que o maior número de sacerdotes continha era a que tinha mais tabernas .
    Sempre ao dispor . . .

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  78. Ricardo permalink
    22 Julho, 2012 18:23

    Uma análise muito simples, mas que infelizmente muito poucos querem entender. Neste país parece que há classes intocáveis e corporativismos bacocos protagonizados por associações sindicais sem rumo, e abusando de um esquerdismo retrogada.
    Aproveito ainda este espaço para apresentar o meu novo projecto. Ecoseconomia.blogspot.pt. Espero que que visitem e comentem.

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  79. Pisca permalink
    22 Julho, 2012 18:46

    Economista para mim, na maioria dos casos é um iluminado que prevê o que nunca acontece e tem sempre explicações para o que nunca lhes passou pela cabeça, vidê as “surpresas” do Gaspar e Companhia

    O Colaço deve ser a alma-mater do assunto, com mestrado, se um dia for ministro (porque não ? o relvas e a cristas também são), os funcionários publicos deverão ser abatidos a tiro sejam eles quem for, antes disso devem comprar a bala num qualquer pingo doce, o Alexandre abre essa vertente de negocio vai já a seguir à saúde, para evitar despesas ao estado

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  80. 22 Julho, 2012 19:05

    contas e contas…
    desde 94 lecciono. nos ultimos 10 anos tenho 8 a 10 turmas por ano. anos houve com + de 270 alunos por semana.
    no meu grupo de docencia isto tem sido a norma…
    7 alunos por prof ?

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  81. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 19:47

    Depois de ler todos os comentários, eu só espero que o governo ouça o Francisco Colaço e aplique o que ele aqui preconizou.

    Apenas, meus ilustres demais companheiros de comentários, procurem saber quem é ESTE Francisco Colaço. Terão uma surpresa, não é, meu rapaz?

    Ainda estou para saber como é que escapaste DAQUELA vez? Lembras-te?

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  82. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 20:08

    JMF omite dados, pois, ao comparar o n.º de alunos, compara uma realidade do séc. XX, em que não existiam CEF, PIEF, PCA e profissionais, com os dados do séc. XXI referentes, em exclusivo, ao ensino regular, omitindo, assim, os alunos inscritos nos cursos acima citados.

    Esta forma de atuação é miserável (apaguem lá o comentário).

    Por outro lado, levados à letra os argumentos destes radicais de esquerda, não há dinheiro para ter este sistema de saúde, deixa-se morrer parte dos doentes e assim sucessivamente.

    Ó pá, vão mamar para outras tetas. Parte dos caramelos que escrevem nesta tasca andam, há anos, a mamar do Estado. Veja bem quem eles são.

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  83. 22 Julho, 2012 20:21

    @ Francisco Colaço –
    Não se expressou nem bem nem mal. Pura e simplesmente ignorou as perguntas directas que lhe fiz, nomeadamente:
    “o que sugere fazer com os funcionários a mais durante o tempo de readaptação destes? Queimá-los? Pagar-lhes subsídios? Donde virá o dinheiro? E o dinheiro que eles entretanto deixam na economia? Onde é que se vai buscar?”
    A nota que retenho da sua argumentação é um ódio indiscriminado à função publica. Tem direito a isso, agora não misture questões emocionais com argumentação racional, pois corre o risco de muita gente achar que está a ser desonesto…
    Não sei nem me interessa saber se é o seu caso, mas há muitos liberais que gostam de dar uma de fortes e determinados no “rachar a direito” contra os funcionários públicos quando na verdade apenas estão a mostrar leviandade na análise do país no seu todo… Os funcionários públicos e os generais que você sugere meter na “cadeira eléctrica” também são portugueses… E em relação a militares, muitos deles já verteram sangue por este País. Respeito se faz favor.

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  84. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 20:36

    Luís,
    .
    Leia acima. Dou de barato e por bem um período de foemação/reconversão profissional. E, mais uma vez, OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO DEIXAM DINHEIRO ADICIONAL NA ECONOMIA POIS VÃO BUSCÁ-LO AO BOLSO DE OUTROS AGENTES DA ECONOMIA. Chiça! O que é que o Luís não percebe?
    .
    Quanto aos ditos militares, foram eles que nos compraram submarinos e fragatas alemãs, pandures austíacos NBK que afinal deixam entrar água (:-D) e querem substituir a G3 por uma outra arma alemã. Não quiseram por nada tocar em submarinos ou blindados por feitos por trabalhadores portugueses. Esses generais (não todos os generais) não verteram felizmente o sangue por portugal, mas exigiram o sangue dos trabalhadores portugueses sem lhes dar nada em troca senão a importação de brinquedos estrangeiros.
    ,
    Finalmente, o que é de mais é de mais. Há um número insustentável de funcionários públicos. Podem estarmal distribuídos (logo os 10% de revonversão), mas são demais. Ou há funcionários ou se compra a privados. Os dois é que não.
    .
    Os países onde o Estado assegurava os empregos e grandes regalias aos seus funcionários estão falidos. Um deles está mesmo a ser (à falta de melhor termo) corrido do Euro.

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  85. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 20:41

    Tortulho,
    .
    Pare de fazer bluff. Não lhe fica bem. Finge conhecer-me ou saber quem eu sou. Duvido, senão nunca diria daquela vez escapei (vezes não faltaram, e muitas na mesma semana com as mesmas pessoas, e quem me conhece sabe os riscos que corri por outros durante a minha vida) diga-me abertamente para francisco.colaco@gmail.com. Se não, tente refutar as ideias, e não atacar o homem com nébulas e insinuações.

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  86. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 20:47

    O Estado tem de se retirar da economia, logo toca a privatizar as empresas que detinha.

    Após a privatização, aqui d’el Rei que o Estado não produz!!!

    Ó Francisco, tu que sabes tanto e és AMIGO DE QUEM ÉS (e nós sabemos quem são), já ouviste falar de ganhos indiretos?

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  87. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 20:49

    Pisca,
    .
    Por si, os funcionários públicos ficam onde estão, mesmo que arrastem o país ao fundo. Muito socialista de si.
    .
    Sabe quem são os primeiros a perder com um calote do Estado? Ah, pois, os funcionários públicos! Tantos se agarram ao bote que vai bote abaixo com todos eles.
    .
    E já agora, por que razão tenho eu o dever de sustentar uma casta (que são uma casta) de privilegiados e de indolentes, (com honrosas excepções, mesmo se poucas), cuja vida se resume à espera da próxima bica?

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  88. Nuno permalink
    22 Julho, 2012 20:49

    .
    Dirijo uma secção de 650 alunos leccionando um grupo de 120 que por sua vez se subdivide em conjuntos de 10 ou 12. que se destinam a diversas e, por vezes, distintas actividades. O resultado global está bem acima do satisfatório em todos os aspectos havendo, como se espera, uma selecção natural dos que decidem mudar o rumo ou até desistir.
    Todos trabalham muito e sem contabilizar horas incluíndo evidentemente o corpo docente muitas vezes com o sacrifício de fins de semana e férias para o que não há qualquer remuneração. Apenas uma avaliação final e possível classificação à semelhança dos alunos, estes sim cujo a+roveitamento lhes garante a progressão no curso.
    Parece que em Portugal apenas há o interesses nos professores — esquecendo os alunos –, nos seus vencimentos, colocações, horários de trabalho e, sobretudo, férias e folgas que não o tempo imprescíndivel para a preparação das aulas.
    É uma doença social que atinge todos os sectores de cima abaixo ou vice-versa e cujo fim não perspectiva nada de bom ou, por outras palavras, é o desastre e a desgraça completa.
    Uma situação lamentável.
    .

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  89. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 20:50

    Xico, tu atacas os funcionários do Estado e chamas-lhes, inclusive, nomes feiínhos. Depois queixas-te de ataques «ad hominem»?
    Tu sempre cuidaste dos teus interesses, nunca te puseste à frente da bala que ia para outrem.

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  90. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 20:54

    Tortulho,
    .
    Não me conhece de lado nenhum. Insinue noutro lado a outros.
    .
    Os meus amigos eu escolho a dedo. E, creia-me, que não são nem banqueiros nem destruidores de nações. Quanto aos seus, destruiram tudo o que tocava.
    .
    Refute as ideias, se tiver nessa cabeça capacidade de exarar e emitir argumentos suficientes e capazes. Não ataque o homem, pois retira todas as dúvidas acerca da sua inteligência.

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  91. Lobo Ibérico permalink
    22 Julho, 2012 20:59

    Tortulho,
    .
    “Apenas, meus ilustres demais companheiros de comentários, procurem saber quem é ESTE Francisco Colaço. Terão uma surpresa, não é, meu rapaz?
    Ainda estou para saber como é que escapaste DAQUELA vez? Lembras-te?”
    .
    [ citation needed ]
    .
    .
    Até agora, o Francisco Colaço é o único comentador deste blog (a par com o Anti-Comuna) que fundamenta integralmente todas as observações que faz – e de forma lapidar, em praticamente todas as intervenções. O caro Tortulho podia seguir-lhe o exemplo?

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  92. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:07

    Tortulho,
    .
    O multiplicador de ganhos no Estado é sempre menor que 1. No caso da segurança social é de 0,75 (25% vai para a máquina) e no restante estado anda pelos 75%-80% (a percentagem da despesa com funcionários públicos, pensões e parte do investimento e consumos intermédios). Por cada 3 € que eu pago ao Estado menos de 1 paga a un funcionário, o restante até 2/3 paga pensões e o resto paga dívida e consumos intermédios e investimento, grosso modo.
    .
    O que o Estado me tira eu deixo de gastar em Portugal, e o Estado vai gastar (muito dele para fora do país em quimeras de alta velocidade). Um funcionário público apenas transfere consumo meu para ele. Não digo que todos são dispensáveis, mas uma parte significativa são claramente excedentários e já deveriam ter ido trabalhar em qualquer outro lado.
    .
    Professores que têm turmas de 20 alunos (aqui ninguém as consideram excessivas) contra 7 alunos por professor (digamos 8) significa que 60% dos professores são excedentários. Pois retirando alguma margem para o ensino especial (turmas justificadamente pequenas) e para ensino prático oficinal e laboratorial (turmas de 10-15 alunos são ideais), digamos 50%!?
    .
    Por outro lado há um esvaziamento do ensino público em direcção ao variável (muito mau, pouco bom) ensino profissional. Mais professores se tornarão dispensáveis nos próximos anos. Repare que os números não são meus.
    .
    Como várias vezes estive em secções não produtivas da empresa, sinto no âmago aquilo que digo: fazer bem com o menos possível. Como a manutenção e a logística não são o motus da empresa, mas apenas secções auxiliares, convém ser o menos custoso possível para que não pese na estrutura de custos mais que o necessário. Na maioria das empresas a manutenção deve pesar entre 5% e 10% e a logística nunca mais que 3%, salvo quando há cadeia de frio. Assim mesmo, o Estado não deve pesar mais do que deve na economia. E o que tem ou usa ou liberta.

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  93. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:10

    Tortulho,
    .
    Mais uma vez, o Tortulho não me conhece de lado nenhum. Mas posso fingir que afinal o conhecia e que o Tortulho era um maricôncio de primeira e que passava as noites nos lados do Intendente à espera de uma enrabada.
    .
    Dois podem jogar esse jogo, lembre-se. E o maricas será o tortulho.

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  94. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:12

    E já agora, o meu nome é Francisco. Xico chama-me quem eu deixo, e é de mau tom arrogar-se a essa familiaridade das abreviaturas.

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  95. Francisco permalink
    22 Julho, 2012 21:13

    Qual a fonte de JMF? Há aqui uma diferença enorme de números:

    http://www.pordata.pt/Portugal/Ambiente+de+Consulta/Tabela/?MicroId=1042

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  96. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 21:19

    As pessoas revelam-se mais pela palavra do que pelos atos.

    E os teus últimos «comentários» revelam-te (cada vez mais).

    Quanto às tuas contas de merceeiro da treta, eu só posso julgar pela realidade que efetivamente conheço. A turma do meu filho mais velho tem 26 ou 27 alunos (11.º ano).

    A do mais novo tem 24 (salvo erro), com três meninos do Ensino Especial, incluindo-o a ele. Portanto, XICO, refaz lá as tuas contas. Muito gostaria eu que o mais novo tivesse apenas mais seis colegas na turma. Assim, poderia ter a atenção que a sua deficiência requer.

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  97. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:22

    Nuno,
    .
    Parece que em Portugal apenas há o interesses nos professores — esquecendo os alunos –, nos seus vencimentos, colocações, horários de trabalho e, sobretudo, férias e folgas que não o tempo imprescíndivel para a preparação das aulas.
    .
    Alguma vez teria de concordar consigo, Nuno. É isso mesmo: o interesse do produto do sistema de ensino (o aluno) e do seu consumidor (o mercado de trabalho) é secundário. O que interessa é manter o número de trabalhadores, mesmo se a linha de produção diminuiu e o interesse dos consumidores já não é o mesmo que antes.
    .
    Realmente, venham os merceeiros governar o país, pois os licenciados, mesmo se diplomados em couro de burro, só fizeram porcaria.

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  98. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:24

    Tortulho,
    .
    Acaba de condenar mais 5% de professores ao desemprego.
    .
    Então, meu amigo, sempre conseguiste casar? A gaja nunca percebeu que arrancas de empurrão? Aposto que isso te tornou popular nos calauzinhos de esquerda! (avisei!)

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  99. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 21:26

    Já agora, estás a jantar com o Passos? Ou ele deixou de te convidar?

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  100. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:26

    E, Tortulho, seu acéfalo, leia atrás onde excepcionei claramente o ensino especial.

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  101. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 21:29

    Com a tua idade, já não vais de empurrão nem com o Viagra.
    Percebo que a chifrada te incomode, mas… paciência, Xico, o bairro todo contribuiu.

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  102. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:30

    Deixe de fingir que me conhece, senão ainda o ponho a jantar com o José Castelo Branco (com passeio romântico depois no Castelo de São Jorge e juras de amor eterno). Já percebi que não pesca nada de temas económicos. Tem fezadas, daquelas que levaram Portugal onde levaram, mas não as consubstancia.
    .
    E claramente já disse que o Pedro Passos Coelho não tem estômago para tomar decisões corajosas. Se ele me conhecesse, claramente já teria cortado relações comigo. Mas no seu caso com o José Castelo Branco…

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  103. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 21:31

    Estás nervoso, Xico?

    Vê lá, não esgotes os adjetivos, pá!

    Vai lá ter com o Zezito Fernandes, que já está com comichão à tua espera…

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  104. 22 Julho, 2012 21:33

    colaço: 1ºpergunta: com que bases é que sustentas o teu ódio aos funionarios e porque é que dizes que são todos chulos?
    2ºhá bocado, falaste de correlacção: tens alguma correlacção que te permita afirmas que despedir funcionarios publicos nao afecta a qualidade de serviços? Só isso que queremos saber

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  105. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:34

    Nada apareceu na minha caixa de correio. O Tortulho é apenas um balão cheio de ar quente e nunca me viu, gordo ou magro. Anda a insinuar porque não sabe retorquir.
    .
    Deixe-me lá em paz ou contraponha racionalmente, se tiver capacidade de o fazer.

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  106. Tortulho no estômago permalink
    22 Julho, 2012 21:35

    O que nos vale é que o Xico pesca imenso de economia e procura aplicar a tudo – Educação, Saúde, Segurança, Exército, etc. – a lógica empresarial que ele sustenta e de que se conhecem os resultados que as suas lunteas refletem nos ruços pentelhos.

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  107. 22 Julho, 2012 21:36

    @ Francisco Colaço –
    A sua argumentação apressada e pouco atenta ao detalhe talvez aponte alguma tendência para precipitações… Julgamentos apressados…
    Exemplo: ao “publicar” o seu Email qualquer um – por exemplo um generais que você condenou à cadeira eléctrica… – amanhã poderá estar à sua porta! Recomendo-lhe mais cuidado. Não lhe ensinaram prudência na Católica? Pensei que as pessoas das renováreis eram mais cautelosas… 😛

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  108. licas permalink
    22 Julho, 2012 21:36

    Francisco Colaço
    Posted 22 Julho, 2012 at 20:54 | Permalink
    Tortulho,
    Refute as ideias, se tiver nessa cabeça capacidade de exarar e emitir argumentos suficientes e capazes. Não ataque o homem, pois retira todas as dúvidas acerca da sua inteligência.
    ________________
    F. Colaço : está mesmo apostado que o endereçado NÃO PERCEBA . . .
    Senão o * retira todas as dúvidas acerca da sua inteligência.* é CONTUNDENTE à brava . . .

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  109. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:41

    RR,
    .
    Não pode dizer que invectivei TODOS os funcionários públicos. Há uma casta (uma super-casta, se quiser) de incompetentes, indolentes, que passam os dias encostados no armazém ou nos escritórios de advogados, ou nas salas de chat, consoante os graus. Há professores sem alunos em todos os graus de ensino, enquanto pessoas do ensino especial estão em turmas normais (go figure!) Estes estão a mais e têm de se reconverter ou de sair. Além disso Portugal não consegue manter toda essa pandilha. Alguém irá sair, o problema é se ainda haverá ordenado para os restantes nesse dia.
    .
    Quando um funcionário nada faz, a sua perda não será sentida senão pelo fornecedor da máquina de café. Se faz o seu trabalho, então não faz sentido despedi-lo. Se o serviço está subdimensionado, pode-se sempre contratar. Se está sobredimensionado, ou se transfere ou se termina.
    .
    Já agora, só tive de despedir uma pessoa sob a minha alçada, e essa foi por roubo!

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  110. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:43

    Luis F,
    .
    Já ouviu falar de figuras de estilo, ou está tão pertado que só pode ir por aí.
    .
    Pergunte o meu endereço ao Tranbolho, que ele parece saber quem eu sou. 😀

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  111. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:44

    Luis F.,
    .
    Arranjou-me emprego nas renováveis?

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  112. 22 Julho, 2012 21:46

    @ Francisco Colaço –
    Como já deve ter percebido não preciso ajuda de ninguém. Além de entender “figuras de estilo” também me ensinaram que há coisas sérias com as quais não se brinca. Vá lá, cuide-se…

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  113. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:48

    Luís,
    .
    Esqueça o comentário das 21:43. A sua preocupação por mim é coisa que aprecio, porém dou-lhe a certeza de que sei tratar de mim próprio.
    .
    Cá estaremos para concordar e discordar muitas vezes.

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  114. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 21:50

    Luís F.,
    .
    E já viu que se eu fosse neste momento atacado, mesmo se verbalmente, por umd esses «generais» estaria apenas a dar razão plena às minhas críticas?
    .
    Podia ser um affidavit, mas era uma ffidavit do caraças! 😀

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  115. 22 Julho, 2012 21:53

    @ Francisco Colaço –
    Pois!…

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  116. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 22:07

    Fernado Oliveira Martins,
    .
    Desculpe, mas no meio de tansta invectivas só agora percebi qua a sua mensagem se me dirigia. Diz-me em suma que o processo de ajustamento começou e que 25% dos docentes sairam do ensino enquanto 25% estão em horário zero. Isto dá (0,75^2), o que faz uma alocação efectiva de 56%. Ora bem, só faltam uns pós para chegar aos 50% que previa.
    .
    Dá-me rzão. Quanto às suas turmas, posso compreendê-lo. No Superior, onde ensinei durante alguns anos antes de me fartar da função pública, não temos desses problemas de disciplina. Creia-me que isso não é culpa de professor nenhum: começa antes da escola, na família, e passa depois da escola.
    .
    Já agora, tive de fazer logística e manutenção para um grupo de empresas de 3000 pessoas, algumas na selva, e nem imagina onde tive de ir fazer compras (posso dizer-lhe que a única vez que entrei num bordel foi para comprar uma motosserra, em Kinshasa, no meio de um levantamento de guerrilha urbana). Impor a ordem, mesmo em África, é apesar de tudo mais fácil do que parece. Exige um grande autocontrolo, é verdade, e técnicas avançadas à la Dale Carnegie, lisonja quando necessário e especialmente liderança por exemplo. Mas acredite que as consequẽncias de falhar em África são bastante piores do que em Portugal. Se o atacarem em África, não espere que ninguém tente sequer acalmar o agressor. Na volta juntam-se a ele.
    .
    O meu problema não está com os professores que estão a ensinar, provisto que façam um bom trabalho. É com os que não ensinam e ainda assim consomem recursos. Recursos esses que EU e OS RESTANTES PRIVADOS pagam para que o funcionário público não seja despedido, como aliás acontece em qualquer empresa privada (os tais que pagam os desmandos do público, lembra-se?) quando se extingue o posto de trabalho (sujeito a uma luta judicial, é claro, muitas vezes).
    .
    Se os professores estão sobrefatigados (eu sei que alguns estão!) quando há 25% de professores com horários zero, deixe-me que lhe diga, tudo o que se disse acerca de racionalidade no Estado seria matéria de comédia nacional, se a tragédia não nos tivesse a afoguear.

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  117. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 22:11

    Luís,
    .
    Não se preocupe comigo. Os ditos generais estão muito descansadinhos a brincar com os brinquedos americanos e alemães ou já na reforma. Têm mais que fazer e eu não tenho tanta importância assim.
    .
    Além disso as provas estão aí, à vista de todos. Chamam-se Tridente, Pandur, G3D, e quantas mais!
    .
    Só gostava que tivessem o selo Made in Portugal.

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  118. 22 Julho, 2012 22:15

    francisco: tambem eu nao disse que eram todos santinhos, haverá certamente um ou outro que nao trabalham como deviam.Até digo mais, há institutos e observatórios que nao servem para cantar um cego e que devem ser fechado.Mas a maior parte do sector publico faz. Mas acho que esses trabalhadores fazem parte duma minoria que existe e deve ser tratada,e que nao fazem parte da grande maioria de funcinarios publicos que nós precisamos.Nem tudo que e publico é diabolizavel assim como no privado.Não acredito que os medicos, policias, professores e bombeiros(estes então nem para durmirem teem tempo), não tenham mais que fazer do que andar no facebook e outras merdas.
    Pelo que o melhor é o seu discurso populista á le pen ou haider ser deixado de parte,e tratar o assunto de forma seria, e sem demagogias: antes de se proceder a uma redução verificar o que é que verdadeiramente faz e nao faz faltas, planear bem os recursos,e certificar que essa redução não produza uma redução da qualidade desses serviços

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  119. 22 Julho, 2012 22:20

    @ Francisco Colaço –
    Começo a pensar que você não lê o que lhe escrevem… Ou interpreta de uma maneira distorcida. Eu não escrevi que me preocupo consigo. Apenas lhe chamei precipitado e lhe recomendei prudência. Faça o que muito bem entender. No fundo tento acreditar que você à sua maneira também quer o melhor para Portugal.

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  120. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 22:21

    RR,
    .
    haverá certamente um ou outro que nao trabalham como deviam
    .
    A diferença entre si e eu é na percepção da escala. Conquanto tenham havido melhoras, a função pública (particularmente nos ministérios e serviços governamentais e universidades e autarquias e destacamentos sindicráticos (sim, para os sindicratos!)) continua a ser o Eurotostões de muita gente.
    .
    Tire os excedentes e o Estado funcionará melhor (menos se atropelam), especialmente os da linha de trás, os que não fazem serviço directamente ao público, os chefes dos índios. (E são tantos os chefes!)
    .
    O que interessa é que a situação presente é insustentável, e não há troika que nos valha depois de 2013.

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  121. Marciano permalink
    22 Julho, 2012 22:27

    Eh pá! Não percebo como é que este país não aproveita tamanhas inteligências! Ficava tudo solucionado num segundo! Vejam lá, registem patentes destas ideias antes que algum grego as roube …

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  122. MTC permalink
    22 Julho, 2012 22:29

    1.º) PPP;
    2.º) Rendas;
    3.º) Institutos e fundações públicas;
    4.º) Juros.

    Mexer nisto é equivalente a ter «superavit».

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  123. 22 Julho, 2012 22:30

    “Em casa onde não há pão todos ralham e nenhum tem razão”
    Ainda não compreendi todo este alarido.
    Qual é o problema do Estado não poder dar “emprego” a tanta gente?
    Isso significaria que teríamos de suportar esses custos. Mas os que aqui vivem que não “escolheram” ser professores e não tem trabalho, como ficam?
    30 alunos por turma é pouco. Poderiam até ser de 50 ou mais que não haveria diferença. E todos sabem disso.
    Tenham paciência porque a minha está começando a faltar. E a razão é porque eu sou contribuinte líquido!

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  124. Francisco Colaço permalink
    22 Julho, 2012 22:31

    Luis F,
    .
    Todos queremos o melhor para Portugal. A única coisa que posso dizer é que fui homem de mão na retoma de algumas empresas transnacionais (por vezes o único engenheiro em milhares de pessoas) e por isso sei avaliar as situações. Tudo passou por mim, excepto a contabilidade geral. (A analítica passou sempre.) Nunca tive que despedir, salvo por roubo. Sempre dei duas hipóteses ao pessoal: trabalhas na tua profissão ou aprendes uma nova aqui. Tive uma vez de terminar um departamento da empresa, mas isso foi porque havia chegado um dia antes, demasiado tarde para salvar a base e reverter uma decisão que já havia sido tomada. Num fim de semana telefonei ao padre, a concorrentes, apresentei-me, pedi favores e, ao que sei, todos os despedidos foram absorvidos por outras empresas sda cidade. Nunca esquecerei Bertoua. Que raio de fim de semana!
    .
    Se tivesse apanhado alguma coisa como a Função Pública, tão inflada, de imediato teria recusado o cargo, por simplesmente não acreditar que haja da parte da administração coragem para fazer o que deve ser feito: dar formação aos funcionários para 1) entrarem em novos departamentos ou 2) entrarem na economia real.

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  125. MTC permalink
    22 Julho, 2012 22:40

    *30 alunos por turma é pouco. Poderiam até ser de 50 ou mais que não haveria diferença*

    Pronto, abriram as portas do manicómio e deixaram sair este Napoleão.

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  126. 22 Julho, 2012 22:51

    @ Francisco Colaço –
    Alem de se ver que você está de bem com a sua consciência, o que é bom, começa agora a procurar soluções… Apontar erros (do passado ou do presente), é fácil. Ideias disparatadas (ou precipitadas…) também. Ver nos problemas desafios e encontrar saídas racionais e sérias é que é mais complicado. Aquilo que precisamos é de gente com visão de futuro, que saiba identificar claramente os problemas de raiz e que tenha a competência e o desapego para galvanizar todos no caminho certo. Esta parte tem falhado de forma rotunda nos nossos governantes (não importa a cor pois apenas diferem na clientela. Aparentemente…). Eles também são muito mais parte do problema do que chave da solução.
    Uma coisa que me “chateia” é verificar que sendo Portugal um país governado por dois partidos (à vez…) estes não sejam capazes de definir planos e objectivos de longo prazo. A guerrilha da pequena política (guerra de telejornal e guerrilha de interesses nos bastidores) apenas serve para “estragar” um País que poderia ser bem melhor…

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  127. 22 Julho, 2012 23:04

    Colaço: isso da escola de facto é a sua opiniao contra a minha.De qualquer forma, volto a dizer que o populismo e a demagogia nao irao resolver este assunto

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  128. 22 Julho, 2012 23:22

    Resumindo, e não esqueçam isto : Paulo Portas está a percorrer aceleradamente e com terreno livre (porque o PSD está atónito !) o caminho para ser PM ! “Agora ou nunca” !, ou seja, quando este governo (PPortas e o seu PP está no governo para se servir da ocasião) ceder e houver eleições ou Cavaco Silva fôr obrigado (pela troyka) a formar governo de iniciativa presidencial, nesse momento SALTARÁ PPortas e…tudo pode acontecer — PM é o objectivo !… Não difícil de alcançar, dada a conjuntura e a indigência de populaça-NADA.

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  129. Fincapé permalink
    22 Julho, 2012 23:22

    Vários comentadores referem que andaram em turmas grandes, com cerca de 30 alunos ou mais.
    E ainda não reparam no estado em que ficaram?
    Querem o mesmo para as novas gerações?

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  130. Portela Menos 1 permalink
    22 Julho, 2012 23:30

    alguns diálogos e argumentos são deprimentes e de mau gosto, nomeadamente depois das 14:00 horas.
    os defensores primários do “anti-funcionalismo público” são a melhor prova que, para além da luta de classes, o manifesto de Karl Marx continua cada vez mais actual.

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  131. 23 Julho, 2012 00:22

    …Entretanto, o caso Freeport “está conforme” convém ao regime do centrão. Parabéns à conecções político-partidárias…
    QUALQUER GOVERNO, SE QUISER, lixa a vidinha a qualquer partido opositor ou ao político que lhe convier — e não me venham com estórias tipo “o governo não se intromete na justiça”. PPCoelho não quer saber que houve um caso Freeport. Pinto Monteiro prefere continuar a esquecer-se que houve um caso Freeport.
    Sob tudo o que os penaliza e perante todos os que os exploram, gozam e deles se servem, a maioria dos tugas (bovinizados partidariamente ou geneticamente parvos e idiotas) continuam “no bom caminho”. Só lhes falta fisionómica merda na tromba para vos identificar no cartão do “cidadão”… Alarves de merda que tudo consentem !…

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  132. 23 Julho, 2012 00:28

    Há muita gentinha-NADA que, por terem durante anos enterrado a cabeça na areia e apoiado, reeleito os seus carrascos, estão já a passar muito mal : sem ou com pouco dinheiro ; com fome e outros problemas. É piuco — deviam levar umas chapadas nas trombas para aprenderem !

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  133. Portela Menos 1 permalink
    23 Julho, 2012 00:29

    Ingénuos que há tempos ainda podiam dizer … “a minha política é o trabalho”.

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  134. 23 Julho, 2012 00:40

    Portela,
    “A minha política é o trabalho”, essa, ouvi-a durante décadas, de muita gente : de imberbes bovinizados pelo cacique ou pelo padre ou naturalmente indigentes, mas também de trafulhas que se serviam desse pressuposto “cívico” para os anestesiar ainda mais… Aliás, ainda hoje isso acontece.
    Definitivamente o sítio não presta, desde há muito tempo. Nada a fazer se não acontecer algo inovador e drástico.

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  135. Nuno permalink
    23 Julho, 2012 01:38

    .
    Ora aqui está a condenação do funcionalismo público com a melhor jutificação: Karl Marx!
    Não é preciso mais nada para se perceber que o Estado deverá acabar com os funcionários públicos, seja qual for a sua função actual, e proceder a profundas reformas com vista a estabelecer um sisteme se melhante ao seguido pelo privado: desde o leventamento das tarefas necessárias à colocação do pessoal necessário e suficiente para as realizar.
    Meu Deus, que razía!…
    E no que respeita a árvores e principais ramos e ramalhetes encabeçada pelo presidente da república, que engloba, claro está, governo e assembleia da república — com as correlativas adjacências –. estabelecer, também, auditorias a desempenhar por privados.
    Curiosamente, pensando bem, até as polícias deveriam estar submetidas a essa fiscalização privada, única forma de lhes limitar a “autoridade” tanta vezes ineficaz ou descontrolada.
    O exercício da autoridade com carácter excessivo está bem patente tanto nas polícias como na postura por demais enfática dos governantes desde o presidente da república aos próprios deputados, passando por gente como “jornalistas” e “comentadores” das televisões, por exemplo, e todos quantos têm cargos que lhes permitem pensar que “podem falar de cima para baixo”.
    Em que belo País esse se transformaria!…
    .

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  136. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 02:26

    Se o estado não produz riqueza, há que despedir o estado!
    Os quartéis não produzem riqueza? Fecham-se!
    As igrejas não produzem riqueza? Fecham-se!
    Os cafés não produzem riqueza? Fecham-se!
    As salas de cinema não produzem riqueza? Fecham-se!
    Os desempregados não produzem riqueza e ainda recebem subsídio? Há que despedir os desempregados!
    Turmas com 30 alunos? Afinal a minha mãe contava-me que no único ano que frequentou a escola eram 100 alunos numa única sala … e ela até aprendeu a ler, a escrever e a fazer contas! Quanto aos restantes 99 já não sei …
    Mas também conheço pessoas que nunca frequentaram a escola e ainda vivem felizes, portanto há que fechar as escolas todas.
    O país está falido? Fecha-se o país!
    Fechar, despedir, cortar! É simples, não é?
    E se pensassem em reorganizar, criar, produzir?

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  137. Professora descartad permalink
    23 Julho, 2012 08:22

    Ó inteligentes, ouvi dizer que as escolas secundárias vão ser recicladas para gajos muito inteligentes desenvolverem investigações inteligentes, fundações, plantação e venda de certas ervas … Os alunos, como é obvio vão ter apenas equivalências.

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  138. 23 Julho, 2012 08:40

    A discussão sobre a educação em Portugal está, há demasiados anos, centrada em dogmas sindicais. Há um foco enorme na qualidade de ensino, na perspectiva do professor, e pouquíssima atenção à qualidade de ensino… para o aluno.
    É fundamental que a discussão se centre em métricas palpáveis que permitam ter uma ideia da qualidade de ensino (para o aluno, claro). Uma métrica muita cega, mas que pode iniciar uma discussão interesse, é a do número de alunos por professor. Não que diga muito, mas para o tema deste post é bastante relevante.

    Alguns dados e uma análise de variação: http://costarochosa.blogspot.pt/2011/12/emigracao-de-professores-e-de.html

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  139. 23 Julho, 2012 09:33

    Fernando Oliveira Martins: «Mas queria vê-lo a enfrentar uma turma com um aluno pedrado, outro com uma naifa no bolso e outro, deficiente mental profundo, a borrar-se todo pelas pernas (…)»
    Como diz?
    E peço que reparem no comentário do camarada “Marciano”. É todo ele um texto contrário aos “cortes”. Mas termina; E se pensassem em reorganizar, criar, produzir?
    Porque a mentalidade Portuguesa, ainda não aprendeu a amplitude da palavra; REORGANIZAR.
    Marciano, reorganizar pressupõe mexida de recursos. Logo, cortes.
    E fica-lhe bem o nickname.
    Quanto ao tema, REGENTES ESCOLARES, JÁ!!!
    R.

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  140. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 09:39

    Luis F., RR,
    .
    Pensem apenas nisso: não será demagogia e populismo dizer que se pode assegurar tudo a todos os funcionários, porque afinal todos são precisos e nenhum é dispensável? Quando isso é matemática e cabalmente impossível?
    .
    Clame a demagogia que quer. Dê-me porém uma solução financeira.

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  141. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 09:41

    Portela Menos Um,
    .
    Todos os países que aplicaram a cartilha de Marx criaram miséria (e menciono apenas de raspão os massacres). Marx podia ter razão de um ponto de vista teórico. Contudo fora do positivismo o tipo errou tudo, e tudo é desmentido pela REALIDADE, esta observável.
    .
    Quem defende Marx alheia-se da realidade observável. Quem se alheia da realidade observável acaba doido.

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  142. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 09:51

    Nuno,
    .
    Existe um limite entre reorganizar o Estado e extrapolar isso para reorganizar os direitos sociais. Quando parece defender que os jornalistas devem ser calados (diga-se se entendi mal) está a passar a linha do aceitável.
    .
    De qualquer maneira, desconfie de auditorias. Quando o Estado paga auditorias nem estas são independentes (auditam à voz do pagador) nem são racionais: há bons e credíveis profissionais na esfera pública que as podem fazer. E, em os ocupando, ocupem-se nisso. Há muito que digo que pareceres jurídicos, auditorias económicas e projectos de arquitectura e de engenharia são as despesas mais irracionais do Estado.

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  143. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 09:55

    Luis F. RR,
    .
    População de Lisboa: c. 700.000, mais de 12000 funcionários camarários, onde creio que não está incluída a polícia municipal.
    .
    «Il territorio del comune di Roma e solo di Roma ha 2 milioni 700 mila abitanti». Menos de 5000 (não lhe preciso o número de memória, mas acho que estava pouco acima de 4000) funcionários camarários, para funções mais ou menos idênticas.

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  144. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 10:17

    Luís, RR.,
    .
    Um erro: não eram 12000, mas 10200 funcionários (em 2010, os últimos números de que dispunha). Foi um lapso de digitação, só agora dei por ele. Não muda tanto assim a conclusão, pois não?

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  145. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 10:22

    Prontos xiquinho,vamos lá tomar a medicação,está na hora!

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  146. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 10:31

    MTC,
    .
    Se conseguir pôr números nos seus dislates, promovam-no a minissssstro das finanças.
    .
    Se me disser como é que consegue juridicamente desapertar o nó górdio que são os contratos socialisticamente blindados das PPP, sem que tenha de pagar dobrado depois em juros de dívida nem em multas, juros de mora e indemnizações decretadas pelas instâncias judiciais europeias, será o salvador da pátria e começarei uma subscrição para que o condecorem no 10 de Junho.
    .
    Estou aberto às suas explicações. Não vou sequer pôr em causa que a tais propostas deixe o MTC de ter um plano de acção exequível. Pensar nisso seria o maior insulto que alguém poderia dar aos pais que o geraram e aos professores que o educaram.

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  147. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 10:31

    remandus, respeito!

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  148. 23 Julho, 2012 10:56

    “Pensem apenas nisso: não será demagogia e populismo dizer que se pode assegurar tudo a todos os funcionários, porque afinal todos são precisos e nenhum é dispensável? Quando isso é matemática e cabalmente impossível”
    Francisco, eu não disse que eram todos dispensaveis: disse que se tinha de era de fazer uma avaliação e uma inspecção a fim de verificar o que é que efectivamente é dispensável ou não, ou que afectem a qualidade dos serviços ou não.
    Já agora, quando falei em demagogia referia-me ao sódio desmedido que voce pelos funcionarios publicos e pelos vistos por tudo o que é publico, e pelo facto de voce dizer que tem de se mandar embora a maioria que nada acontecerá

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  149. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 10:56

    «Se me disser como é que consegue juridicamente desapertar o nó górdio que são os contratos socialisticamente blindados das PPP»
    Dom Colasso,o Francisco
    o prof. marcelo explica-lhe em duas linhas.
    prosaicamente eu explico figurativamente: o Ferreira amaral da lusoponte apareceu a depor no montijo no caso freeport com menos cento e dez quilos de peso.
    ao que parece adormeceu gordo e acordou magro e com epiderme a mais sendo que não é cobra para larga tanta pele em excesso…
    é isto figuradamente, o que vai sucecer aos bancos xuxas das PPP,s

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  150. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 11:02

    Aremandus,
    .
    Se o Aremandus é licenciado em direito, deixe os insultos de lado e explique como é que contorna a blindagem dos contratos. A sério e sem qualquer ironia, estou deveras interessado em saber.
    .
    Até agora ninguém me conseguiu dizer como é que se faz no âmbito da legislação vigente, e sem que os efeitos sejam bem piores que os ganhos imediatos. Se o Aremandus sabe como, acredite-me que gostaria de ouvi-lo a sugerir e a arguir calma e racionalmente em vez de insultar.

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  151. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 11:06

    RR,
    .
    Francisco, eu não disse que eram todos dispensaveis: disse que se tinha de era de fazer uma avaliação e uma inspecção a fim de verificar o que é que efectivamente é dispensável ou não, ou que afectem a qualidade dos serviços ou não.
    .
    Devia ter dito indispensáveis, mas eu percebi, não se preocupe. Diga-me em que é que o que disse está contra aquilo que tenho dito? A percepção de escala é que é diferente. Ma minha opinião, quando fizermos a reavaliação das funções do Estado (o que interessa e o que é redundante) e começarmos depois de cima para baixo a determinar o que se deve ter e o que não se deve ter em funcionalismo e outros recursos, vai em muitos lugares onde hoje se atravancam ouvir o cantar dos grilos.

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  152. Portela Menos 1 permalink
    23 Julho, 2012 11:13

    “FC … como é que contorna a blindagem dos contratos?”
    da mesma maneira que o Estado/governo contornou no que aos salários e pensões diz respeito; ou uma concessionária do Mello é mais importante do que a minha mãe reformada?

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  153. Fincapé permalink
    23 Julho, 2012 11:14

    Vim aqui espreitar de novo e a direita reacionária, mais o ultraliberalismo predador, ainda continuam o ataque? Porra! São mais persistentes do que o Breivik.

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  154. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 11:21

    Portela Menos Um,
    .
    Sabe a resposta ou limita-se a pavonear a sua inteligência?
    .
    A sério, eu queria saber se há saída exequível deste atoleiro. Ao que foi público, a Troika disse: tentem envergonhar os gestores das PPP. Nem o FMI (com tantos técnicos já batidos) conseguiu deslindar isto, ao que é público.
    .
    Se há uma solução no quadro do desordenamento (!) jurídico nacional, eu apreciaria de sobremaneira se alguém, em vez de mandar dislates gratuitos, a discutisse aqui. Seria deveras encontrar o El Dorado.

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  155. 23 Julho, 2012 11:22

    -me em que é que o que disse está contra aquilo que tenho dito? A percepção de escala é que é diferente. Ma minha opinião, quando fizermos a reavaliação das funções do Estado (o que interessa e o que é redundante) e começarmos depois de cima para baixo a determinar o que se deve ter e o que não se deve ter em funcionalismo e outros recursos, vai em muitos lugares onde hoje se atravancam ouvir o cantar dos grilos”
    Sim, acho que na verdade o numero de funcinarios publicos que se possam dispensar é mais reduzido do que se é dito.Como eu já disse , sou um numero considerável de servidores consegue sustentar uma crescente procura e necessidades.É avaliar, verificar e proceder.

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  156. Portela Menos 1 permalink
    23 Julho, 2012 11:23

    ainda bem que o TC teve razão; só que a razão não é para todos e ainda bem para cavaco, bagão felix, maria f leite e outros ideólogos deste governo sério…
    http://www.ionline.pt/dinheiro/banco-portugal-maos-livres-pagar-subsidios-natal-ferias-reformados-0

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  157. Carlos Duarte permalink
    23 Julho, 2012 11:25

    Caro Francisco Colaço,
    .
    Os contratos que foram assinados com um visto prévio do Tribunal de Contas que foi dado tendo por base informações falsas ou fraudulentas são nulos. Logo o Estado declara a nulidade ponto final.
    .
    Os que não o são, o Estado tenta renegociar. Causo não consiga, implementa um imposto especial sobre os lucros das PPP com um valor de 70% ou 80%.

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  158. Portela Menos 1 permalink
    23 Julho, 2012 11:28

    FC,
    vontade e decisão política, justiça e defesa dos que menos têm, capacidade para enfrentar os que se têm comportado como sanguessugas do dinheiro público, levar à justiça quem assinou contratos leoninos para os gestores das PPP…enfim, saberá do que estou a falar?

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  159. Portela Menos 1 permalink
    23 Julho, 2012 11:30

    mas não, FC é um legalista, um engenheiro financista, seja lá isso o que for.

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  160. Professora descartad permalink
    23 Julho, 2012 11:31

    A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade.
    Neste piqueno burgo, a Blasfémia não será, por acaso, a melhor defesa dos instalados que sempre viveram à custa de uma classe média que está a desmoronar-se exponencialmente? Se não há leitores, bora para o desemprego.

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  161. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 11:45

    Duarte,
    .
    Para já, obrigado por ter sido o único que realmente sugere. Não há maior demonstração d respeito, e de sobremaneira o aprecio.
    .
    Os contratos que foram assinados com um visto prévio do Tribunal de Contas que foi dado tendo por base informações falsas ou fraudulentas são nulos. Logo o Estado declara a nulidade ponto final.
    .
    Os primeiros já deveriam ter sido declarados nulos, se tal é realmente possível. Cai-se num vazio contratual, sem saber bem de quem são os bens, mas a culpa é de quem contratou. Há pelo menos um caso desses. Apenas espero que não sejam os privados a pedir uma choruda indemnização ao Estado (afinal, quem providencia as informações ao TC é o próprio Estado, não é o privado). De qualquer forma, há aqui uma janela de oportunidade.
    .
    Os que não o são, o Estado tenta renegociar. Causo não consiga, implementa um imposto especial sobre os lucros das PPP com um valor de 70% ou 80%.
    .
    Mas aqui está o problema. Nestes contratos, qualquer renegociação está refém dos privados, pois isso foi assegurado pelos escroques nos escritórios de advogados que fizeram os contratos. Se os rompe, cai-lhe em cima uma tal subida de juros (1,3% é suficiente para anular os ganhos anuais com e ruptura de TODOS os contratos das PPP), que nunca mais se levanta. Além disso seria obrigado no fim a repor o dinheiro acrescido de juros, indemnizações e multas pelas instâncias europeias. Pode-se sempre, é claro, romper de vez com a Europa. Mas enquanto lá se está há que cumprir as regras do clube.
    .
    Acerca do imposto especial, acho que colide na Constituição (não é que isso valha muito nos dias que correm). Mais uma vez um apelo a instãncias europeias por parte das entidades gestoras e, bom, o resto sabe-se.

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  162. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 12:01

    Senhor Rogério, como diria o outro, camarada era a sua tia, eu não andei consigo na tropa.
    Não, o texto que escrevi acima não é todo contrário aos cortes! É preciso cortar, e muito!
    Até lhe digo que sou contra qualquer tipo de subsídio, seja às empresas, seja aos desempregados … (surpreendido?)
    É que eu também sei fazer umas continhas e qualquer pessoa com um neurónio em bom estado sabe que não se pode gastar o que não se tem e que não há pequenos almoços grátis …
    Simplesmente, nem os cortes devem ser cegos nem valem de nada se não forem acompanhados de medidas positivas, isto é, se não se reorganizar, não se criar, não se produzir.
    É fácil dizer que o país pode funcionar muito bem com metade dos funcionários públicos. Eu até concordo com isso! E também concordo que metade dos organismos públicos só serve para arranjar tachos para os amigos e sorver o dinheiro dos impostos que pagamos.
    Porém, escolher a metade dos funcionários a descartar já é outra questão … E saber o que fazer com essa metade será uma questão ainda mais delicada … porque se trata de pessoas, com família e tudo, percebem?
    E podem crer que este país também funcionará muito melhor sem políticos ignorantes ou corruptos, sem leis absurdas, sem empresários incompetentes.
    Nunca se esqueçam que a pastilha que tira a dor de cabeça pode provocar hemorragias internas …
    Quanto ao nickname, apenas significa que muitas vezes não compreendo certos terrestres e portanto devo ser marciano …

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  163. the lost horizon permalink
    23 Julho, 2012 12:33

    A idade é superior.
    O principal objectivo existencial de cada um, deve ser fazer convergir a idade e o tempo vivido. Esta é que deve ser a grande reforma estrutural e não está nas mãos dos desestruturados fazê-la. Quanto vale o tempo perdido que resulta da situação exposta?
    Para todos os desestruturados, aqui vai;

    Amar o perdido
    deixa confundido
    este coração.
    Nada pode o olvido
    contra o sem sentido
    apelo do não.

    As coisas tangíveis
    tornam-se insensíveis
    à palma da mão.
    Mas as coisas findas
    muito mais que lindas
    essas ficarão.

    Drummond de Andrade.

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  164. 23 Julho, 2012 12:40

    francisco: por um lado as ppp e por outro os salarios.Supostamente a lei nao devia ser igual para todos?

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  165. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 13:19

    RR,
    .
    Pois… mas os tipos das PPP têm mais poder, e precaveram-se.
    .
    Este é o mal com o qual temos de viver, a menos que se faça algo que nºao seja uma bomba relógio.
    .
    Portela Menos Um,
    .
    O Portela não tem o exclusivo da preocupação com as pessoas. Lembre-se apenas disto: se os privilégios de hoje (funcionários públicos, PPP) apenas ajudam a cavar um buraco maior, alguém irá ter de lidar com o buraco ou será enterrado nele. Gerações futuras, as quais nºao foram tids nem achadas quando a que veio antes de mim fez a festa e deixou a conta para pagar.
    .
    Nunca pensa nessas?

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  166. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 13:24

    Marciano,
    .
    Quando as ditas “preocupações sociais” por umas centenas de milhar de pessoas atiram dez milhões presentes e sabe-se lá quantas futuras para a miséria e o declínio, e quando essas pessoas se dizem e afirmam o escol da nação, porque então é que o escol da nação não se safa? Precisa tanto de estar no clude do dia 22 para ter comida na boca? Não há nada, mesmo nada, em quase cem mil quilómetros quadrados, onde possam obter o seu sustento por fora do Estado?
    .
    Não se podem requalificar e reformular, sendo absorvidos pela indústria e as outras actividades onde os novos empregos estão a ser criados? Eu pergunto isso porque considero que a capacidade de adaptação e de reacção à adversidade é a justa medida da inteligência.

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  167. 23 Julho, 2012 13:42

    Marciano: «É fácil dizer que o país pode funcionar muito bem com metade dos funcionários públicos.»
    O que está em causa não é uma coisa nem outra. A explicar.
    É a mentalidade Portuguesa, que vai desde o PCP ao CDS-PP. Desde a empregada doméstica ao Engenheiro. É uma questão acima de tudo, CULTURAL.
    Cortar na despesa pública não é por si só sinal de reorganização. Portugal saltou uma fase; Industrialização. Atualmente não temos escala. Sem escala as PME’s já de si moribundas devido à falta de crédito (outro problema) não se safam.
    Cortar na despesa pública devia ser BOM SENSO. Acima de tudo, bom senso. Atualmente essa discussão está torta com tendência para as respetivas “corporações” imporem a força.
    Como é que se pode justificar ainda não terem cortado nos salários da Metro de Lisboa? reduziram carruagens (os chamados cortes) mas a massa salarial continuam idêntica. O impacto de termos 3 carruagens ao fim-de-semana é calamitoso.
    Portanto, como vê, esta discussão de funcionários públicos ou não, é pura treta.
    Enquanto não existir uma mudança radical de mentalidade, vamos continuar neste marasmo. Entretanto há os que se safam e os “outros”…
    Cumprimentos,
    R.

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  168. Cáustico permalink
    23 Julho, 2012 13:42

    A coisa aqueceu e dilatou a junta do Colaço.
    Controle-se homem!
    V. tem a pouca inteligência de considerar que os funcionários públicos são o problema do país?
    É por essas e por outras que não há direita digna desse nome em Portugal.

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  169. Cáustico permalink
    23 Julho, 2012 13:48

    Voltando ao post do JMF.
    Que raio de contas são essas.
    Onde foi buscar o n.º de aluno? E o de professores?
    E como é a repartição entre público e privado de uns e outros?
    Então temos professores a mais e proliferam as escolas privadas?
    E com rácios de 1/7 de professor/alunos temos turmas de 30????
    Com contas de merceeiro destas até poderíamos dizer que quase 70% dos professores não dão aulas a ninguém.
    Bota-se uma posta mal enjorcada destas no éter e a populaça ulula e espuma de raiva contra os f.p. (não, filhos da puta não; simplesmente funcionários públicos)

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  170. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 14:23

    F. Colaço,
    sobre as PPP,s
    pergunto-me porque ainda não se indiciou os negociadores que representaram o Estado.
    o prof. carlos moreno já mostrou à saciedade os contratos-sombra a beneficiar criminosamente os privados.
    pergunte ao ps e ao psd.
    quer nomes?
    vá aos escritórios de advogados do regime.
    pois a culpa é dos funcionários púbicos….homem tenha vergonha!

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  171. asCético permalink
    23 Julho, 2012 14:27

    Uma turma tem 12 professores. Suponhamos que a turma tem 24 alunos. Então a média é de dois alunos por professor. É verdade, mas o que é que se tira desta média?Nada. É como fazer a média do números de telefone da lista telefónica. Pode-se fazer , mas não tem qualquer significado. Se eu quiser, posso fazer a média que dê mais jeito à causa dos professores: Um professor tem 5 turmas com 24 alunos cada, como 5×24=120, concluo que em média cada professor terá 120 alunos. Já no 1º ciclo, podemos falar em médias, porque existe a monodocência – um professor para uma turma. Nos ciclos seguintes não tem cabimento estes tipo de rácio, porque um aluno multiplica-se por doze disciplinas, ou seja a tal média de que fala no post multiplicada por por 12 disciplinas dará 140 que é na realidade o número médio de alunos que cada professor terá a seu cargo durante um ano letivo. Um professor de Matemática ou LP tem menos alunos pois tem mais horas por turma, por isso estes têm à volta de 120 alunos, mas um professor de História tem 8 turmas ou seja, à volta de 200 alunos. Como vê, há médias que escondem realidades!

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  172. Tiro ao Alvo permalink
    23 Julho, 2012 14:34

    Francisco Colaço, dê-nos notícias do AC, pf.

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  173. 23 Julho, 2012 14:36

    Aremandus «pois a culpa é dos funcionários púbicos….homem tenha vergonha!»
    A maior fatia de despesa no Orçamento de Estado é referente a salários e pensões com a AD. Não há números claros da quantidade de funcionários públicos.
    Relacione agora isso com o défice externo.
    E explique-me quem é que em larga maioria deu de barato as “ppp”…
    e o Francisco é que tem juízo?
    R.

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  174. 23 Julho, 2012 14:49

    “Pois… mas os tipos das PPP têm mais poder, e precaveram-se”
    Este é o mal com o qual temos de viver, a menos que se faça algo que nºao seja uma bomba relógio.´”

    Francisco, há um principio que cimenta a vida e o funcionamento da sociedade e das nações: Todos os cidadãos são iguais perante a lei, e esta está acima de tudo, todos e todas as situações.Isto significa que, á luz da lei, as concessionarias das ppp teem o mesmo estatuto que um reformado,e que a lei tem que ser válida para todos.Se as ppp não podem se deitadas abaixo, tudo bem, mas então que isso seje válido para os restantes cidadãos.É uma questão de justiça e moralidade ética.
    Resumindo: se não se pode cortar nas ppp, tudo bem, mas o governo tem que ser coerente, e não violar a lei em relação aos outros cidadãos.Ou se se tiver de cortar nos cidadãos, corte-se nas ppp.Agora o que não é admissivel é haver lei para uns e não haver para outros.Ou há para todos ou não há para ninguem

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  175. 23 Julho, 2012 14:53

    O Estado não pode garantir o emprego a todos aqueles que querem ser professores. Não pode garantir também que um professor que pertence ao quadro de uma escola tenha necessariamente lugar nessa escola, pois pode suceder que não haja alunos suficientes. Tudo isso é verdade. Mas também é verdade que muitos professores têm demasiados alunos e que a maioria das turmas portuguesas são demasiado grandes.
    Nesta história nem o governo nem os sindicatos têm razão.

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  176. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 15:06

    Senhor Francisco,
    Não me parece que sejam as preocupações sociais por umas centenas de milhar de pessoas que atiram dez milhões presentes e sabe-se lá quantas futuras para a miséria e o declínio. Há muitos factores em jogo, a coisa é muito mais complexa, como bem sabe.
    O modo como se tem operacionalizado as preocupações sociais é que está completamente errado …
    Nos países nórdicos sempre houve grandes preocupações sociais e não me consta que estejam falidos como nós.
    Não sei quem é que se julga pertencer ao escol da nação, mas há convencidos em todo o lado …
    Pergunta-me se preciso tanto de estar no clude do dia 22 para ter comida na boca? Bem, não conhecia esta expressão, sou novo por cá, mas creio estar a referir-se aos funcionários públicos que recebem no dia 22, é isso?
    Para sua informação, com 12 anos eu já trabalhava 48 horas por semana, fiz um curso superior (mesmo, não foi nas novas oportunidades de qualquer Lusófona, nem foi em Engenharia Culinária …), sem nunca ter deixado de trabalhar e sem ter mamado qualquer subsídio, sempre paguei tudo do meu bolso, com o meu suor. O trabalho nunca me meteu medo. Felizmente, sei fazer várias coisas e sinto-me com capacidade para aprender muitas outras …
    É claro que um emprego para toda a vida é chão que deu uvas e que as pessoas deviam estar mentalizadas para a requalificação. Mas não se deve colocar o carro à frente dos bois: primeiro despede-se e só depois se requalifica? Não me parece uma medida inteligente, apesar da urgência.
    Sim, a capacidade de adaptação e de reacção à adversidade denota inteligência, mas parece-me exagerado dizer que ” é a justa medida da inteligência”.

    Senhor Rogério,
    Sim, um dos grandes problemas deste país, talvez o maior, é a estrutura mental.
    A questão da economia de escala é sem dúvida importante mas creio não ser decisiva. Existem por todo o mundo pequenas e médias empresas que dão cartas e, ao contrário , também existem grandes empresas que implodem … E o mesmo acontece se aplicarmos o conceito de escala a países: basta pensar na Suiça, um país territorialmente pequeno, com menor população que a nossa, sem grandes recursos naturais …
    A dimensão não é tudo, até porque as pequenas empresas podem ser mais ágeis e adaptarem-se mais facilmente a este mundo que muda cada vez mais e mais rapidamente.

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  177. 23 Julho, 2012 15:20

    Marciano, o meu ponto em relação à escala deve-se a uma variável, que é; educação/desenvolvimento.
    Atualmente Portugal não vai dar nenhum salto “tecnológico”. O que tem (salvo raras excepções) é a mesma base tecnológica/educação que tinha no tempo de Salazar.
    Não acredito que de um momento para o outro os “licenciados” deste Portugal consigam concorrer com alunos Franceses ou com alunos Americanos.
    Portanto, o que nos resta é internacionalização de vários sectores. Escala. Exportação. Isto, como principal factor para equilibrio de balança. A educação é a longo prazo. Os resultados são para 10 ou 15 ou 20 anos. Estamos a colher agora as políticas erradas do Sr. Veiga Simão e as escolhes socializantes do pós-25 de Abril.
    Não digo que em termos absolutos os alunos não tenham maior “conhecimento”, porque têm, mas falta a decência de saberem fazer uma conta de somar ou dividir. Acresce a isso a pequenez, a falta de escala e o mofo das empresas em Portugal. Acima de tudo, a vontade de trabalhar. Lá está, a chamada adaptação. Duvido que a larga fatia que vai ser despedida na função pública se queira adaptar à indústria exportadora. Por várias razões.
    Volto a insistir que a escala é crucial. Atualmente na área dos serviços dou-lhe o exemplo das concorrentes no mercado, a ZON e a MEO. Uma e outra não desenvolvem nada. Apenas afinam a tecnologia que compram no exterior.
    R.

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  178. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 15:24

    Rogério,
    pessoalmente detesto uma certa mentalidade de Funcionário Público;
    nunca fui FP;
    até acho que são privilegiados,por via de regra face aos trabalhadores do «privado».
    mas generalizar contra eles não leva a lado nenhum.
    quanto às ppp, sabemos quem são os beneficiados: empresas financeiras, maxime bancos.
    é sobre eles que a tesoura tem agora de actuar.

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  179. 23 Julho, 2012 15:25

    Deixe-me só acrescentar um ponto.
    Isto que estas empresas que eu referi fazem, já Portugal o fazia em Angola. Cedendo contratos aos Holandeses e aos Ingleses para construir portos, canalização e iluminação em Luanda.
    O que nós fazíamos era tráfico de escravos. E no interior só conseguimos realmente criar uma indústria robusta e com escala, o café.
    Em quase 500 anos e com um território fértil, nunca conseguimos fazer nada de Angola.
    Portanto a teoria que em Portugal temos um terreno “infértil” não é a justa causa para o nosso fraco desenvolvimento (e acredito que sim, temos um terreno infértil).
    R.

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  180. 23 Julho, 2012 15:29

    Aremandus; «pessoalmente detesto uma certa mentalidade de Funcionário Público;»
    Isso é um mito. É como o mito dos “ciganos” das casas públicas.
    Ciganos somos todos nós, Portugueses. É como a mentalidade que refere. Não é exclusiva do funcionalismo público. Existe no privado.
    Preocupa-me é que não se consiga corrigir isso nem no privado, nem no público.
    R.

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  181. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 15:35

    Sim, concordo:
    essa mentalidade também existe no privado.

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  182. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 16:10

    Senhor Rogério,

    Diz que Portugal não vai dar nenhum salto tecnológico e que a base tecnológica actual é a mesma que havia no tempo de Salazar. Parece-me que anda distraído, ou então não quer ter o trabalho de analisar e comparar …
    Diz que “Estamos a colher agora as políticas erradas do Sr. Veiga Simão …” . O senhor já se deu ao trabalho de analisar a política do Doutor Veiga Simão? Se fizer uma análise séria, talvez conclua que o Senhor Doutor Veiga Simão foi o melhor Ministro da Educação que alguma vez este país teve …
    Considera que os licenciados portugueses não conseguem concorrer com alunos franceses ou americanos. Explique-se! Isso é apenas ruído. Talvez não saiba que muitos dos melhores cérebros actualmente a trabalhar no EUA são “importados”: indianos, russos, etc. É que os americanos já viram que fica mais barato importar cérebros do que fazê-los …
    O senhor diz ” o que nos resta é internacionalização de vários sectores. Escala. Exportação. Isto, como principal factor para equilibrio de balança”. Então diga lá como se faz isso …
    Também diz “Duvido que a larga fatia que vai ser despedida na função pública se queira adaptar à indústria exportadora. Por várias razões”. Porque duvida? Que razões são essas?
    Continua a insistir que a escala é crucial. Então explique lá porquê. Explique também o que é que os exemplos da Zon e da Meo têm a ver com a questão da escala …

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  183. 23 Julho, 2012 16:16

    Todas as profissões são dignas. Deixem acabar a vida docente do professor com honradez – leccionar alunos até à sua última aula, mesmo com a troika a berrar.
    Tirem 10% aos ordenados das cortes do Cavaco e de Passos Coelho, e sobejam marcos.

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  184. 23 Julho, 2012 16:29

    Marciano, base tecnológica/educação. E estou a falar em termos absolutos, não relativos.
    Israel tem dezenas de empresas patenteadas anualmente, Portugal tem algumas lojas que abriram para comprar ouro.
    «Senhor Doutor Veiga Simão foi o melhor Ministro da Educação que alguma vez este país teve …»
    Pois foi. Tanto que hoje o país está robusto e dá cartas na economia global.
    «são “importados”: indianos, russos, etc.»
    Acho que é mais ao contrário. Os EUA ainda são o melhor país para se estudar, mas muitos dos cérebros a que se refere, regressam ao porto de origem.
    «Então diga lá como se faz isso …»
    Exportar para mercados onde exista escala. De preferência mercados em crescimento.
    «Que razões são essas?» aqui não lhe vou responder, já descobri que o cavalheiro é um idiota chapado.
    «Zon e da Meo têm a ver com a questão da escala …»
    São duas empresas que não conseguem crescer. A PT ainda se safa. A ZON tem a ZAP em Angola e a muito custo. Trabalham em plataformas diferentes. A plataforma Portuguesa foi comprada a franceses com tecnologia israelita. Que não serve de nada do ponto de vista da internacionalização da empresa. Não vai chegar a Angola. Logo não há escala.
    Basicamente a ZON colocou recentemente um anúncio para obrigações com 6% de juros, adivinhe o porquê.
    Se calhar estou errado, mas o cavalheiro acha que nos vamos tornar de um momento para o outro num pólo de conhecimento. E que até aqui as políticas criadas pelos sucessivos Governos foram perfeitas.
    Eu estou mal informado.
    Se calhar é isso.
    R.

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  185. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 16:40

    Ah! esta é para o JMF:
    “No ensino básico, por exemplo, em 1985 havia 1.487.600 alunos no ensino público regular, em 2011 já só eram 932.297”
    http://www.pordata.pt/Europa/Alunos+matriculados+no+ensino+basico+total+e+por+modalidade+de+ensino-1039
    Em 1985 são 1.487.600 ou 1.636.458?
    Em 2011 são são 932.297 ou 1.060.794?
    No mínimo, é incompetência, no máximo, abstenho-me de o dizer …

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  186. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 16:49

    Bem visto, Marciano!
    Bem haja!

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  187. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 16:55

    Senhor Rogério,

    O senhor diz “aqui não lhe vou responder, já descobri que o cavalheiro é um idiota chapado”.
    Não é nada de surpreendente. A falta de argumentos e a má educação costumam andar de mãos dadas …
    Sabe, se a minha mãe fosse viva e me ouvisse dizer o que o senhor disse, dava-me duas bofetadas bem merecidas … Porque, como ela não se cansava de repetir, a boa educação não custa dinheiro … só não a tem quem não quer …
    Passe bem e seja feliz

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  188. Portela Menos 1 permalink
    23 Julho, 2012 17:02

    A-C desde que os espanhois começaram com as “passeatas” deixoui de acreditar na força das exportaçoes.
    Quanto a FC, acabar com os FPublicos é a soluçao, porque as PPP têm … muito poder !!!

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  189. Fincapé permalink
    23 Julho, 2012 17:07

    As luminárias do liberalismo ultra e da direita casmurra daqui a nada chegam à conclusão de que Crato é um ministro competente e, acima de tudo, coerente com aquilo que defendia antes de pertencer ao Olimpo.
    Já fizeram a mesma coisa com a Milú e só quando ela, já bem “reformadinha”, dizia na comissão da AR que as despesas da Parque Escolar tinham sido uma festa para toda a gente é que vieram criticá-la. Pensavam que já ninguém se lembrava dos elogios de então. Malta coerente, sem dúvida!

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  190. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 17:18

    Marciano,
    .
    Reparou que ensino público regular diferente de ensino total? Nesse erro, deixe estar, cairemos todos nós uma vez ou outra. Comparando os dois números vejo uma passagem de quase 200.000 pessoas para o ensino não público regular (seja o que isso for) nestes anos. Acho que os que mais defendem a escola pública tal como está têm o cuidado de meter os seus filhos no ensino não público regular. Eu tenho-os no ensino público regular e a única vez que tive o mais velho num colégio (eu estava em África) só lá esteve um ano. E pode crer que nunca mais voltará.
    .
    Rogério,
    .
    E explique-me quem é que em larga maioria deu de barato as “ppp”… e o Francisco é que tem juízo?
    .
    A sério, explique o que queria dizer, que eu não compreendo nada.
    .
    Aremandus,
    .
    Fiz-lhe uma simples pergunta: como é que juridicamente se desenrola o nó górdio das PPP. Por favor, escusa de me responder com clamores ao julgamento dos negociadores, porque nisto estamos totalmente de acordo. Responda-me, se é mesmo licenciado em direito, como se descalça esta bota.

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  191. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 17:21

    Rogério,
    .
    <i<É como a mentalidade que refere. Não é exclusiva do funcionalismo público. Existe no privado.
    Preocupa-me é que não se consiga corrigir isso nem no privado, nem no público.
    .
    Acertou na mosca. Porém há uma pequena diferença: os privados pagam-se, os públicos pagamos nós.

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  192. aremandus permalink
    23 Julho, 2012 17:26

    F.Colaço,
    Pacta sunt sevanda versus ius imperii do Estado
    como, já alguém observou o governo espoliou inconstitucionalmente dois subsídos do rendimento do trabalho: o crime compensou;
    porque não fazer o mesmo em relação às empresas financeiras das negociatas ppp,s???
    aqui já não vale tudo???
    contra pessoas o governo e a trika podem; já contra empresas, aí ó jesus???

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  193. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 17:41

    Aremandus,
    .
    Mas como? Como é que pode garantir que, uma vez agindo, não se irá arrepender dez vezes mais de ter agido? Acha que se essa solução fosse tão óbvia não andava aí propalada aos quatro ventos? Eu também quero o fim das negociatas nas energias socráticas ou nas estragas guterrinas. Agora parece que lhe chamam rendas excessivas.
    .
    Também quero que o orçamento da defesa seja gasto na indústria portuguuesa em primeiro lugar, na portuguesa em segundo e se alguma coisa tiver de ser, compramos uns amendoins à NATO. Gostaria que o mesmo se passasse com as compras dos hospitais e dos materiais de construção para os edifícios do Estado. Isso (com excepção da defesa) pode não ser versível em lei, mas será certamente coisa que poderíamos fazer como os espanhóis (assobiar para o alto e escolher o produto espanhol).

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  194. 23 Julho, 2012 17:47

    meus caros francisco,aremandus, ou quem esteja a participar na discussão: até se pode dar de barato que as ppp são inegociaveis.Mas a lei é igual para todos.Logo, e o governo nao pode espoliar as ppp também nao pode expoliar os cidadãos(funcionarios publicos, reformados etc).Ou se o governo entende que é necessario reter uma parte dos rendimentos dos cidadãos, então deve adoptar a mesma atitude face ás concessionarias das ppp.Agora é imoral haver filhos e enteados nestas questões ou poderosos e fracos.Isto não é o faroeste.Ou a lei tem em conbta todos ou não tem conta ninguem.O resto nomeadamente desculpar as asneiras e as trapalhices do actual executivo, é conversa para boi durmir,

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  195. piscoiso permalink
    23 Julho, 2012 17:51

    Não há uma alma penada de um blasfemo que ponha um post novo, pois este já azedou?

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  196. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 18:00

    Senhor Francisco,

    Talvez eu tenha sido um pouco duro e até injusto com o JMF. Mas o que eu quis dizer é que um jornalista como ele deve ter mais cuidado com as fontes …
    Sim, eu sei qual a diferença entre ensino regular e ensino total: o ensino total é a soma do regular com o recorrente e outros; o recorrente é, em geral, nocturno e os outros são as novas oportunidades e quejandos …
    Sinceramente, não consegui compreender isto que disse: “Comparando os dois números vejo uma passagem de quase 200.000 pessoas para o ensino não público regular (seja o que isso for) nestes anos”. Por favor, importa-se de me esclarecer?
    Tem toda a razão: muitos dos que mais defendem a escola pública tal como está têm o cuidado de meter os seus filhos no ensino particular. Os restantes talvez não o façam apenas por questões financeiras.
    Eu conheço, por dentro, escolas públicas e privadas … Acredite que há de tudo, tanto num lado como no outro.
    Tanto na escola pública como na privada há boas e más instalações, bons e maus directores, bons e maus professores, bons e maus alunos.
    O problema não é a escola ser pública ou privada mas sim ter qualidade ou não a ter, que é como quem diz, a qualidade das pessoas ainda é o mais importante …

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  197. 23 Julho, 2012 18:17

    Caro Francisco Colaço:
    “Se os professores estão sobrefatigados (eu sei que alguns estão!) quando há 25% de professores com horários zero, deixe-me que lhe diga, tudo o que se disse acerca de racionalidade no Estado seria matéria de comédia nacional, se a tragédia não nos tivesse a afoguear.”

    Não há 25% de professores a mais – ficaram foi 25% de professores com horário zero, quando faltam imensas coisas para colocar nas necessidades das Escolas. As Escolas perdem todos os contratados e uma pequena minoria poderia ter horário zero. E o ministro Crato já percebeu. Os professores (e os funcionários das Escolas) já não aguentam mais, em termos de excesso de trabalho e perda de salário – e foi isso que o meu conhecido e amigo Crato percebeu – por favor leia o texto até ao fim: http://educar.files.wordpress.com/2012/07/medidas-para-prevenc3a7c3a3o-do-abandono-escolar-2.pdf

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  198. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 19:34

    Fernando de Oliveira Martins,
    .
    Se a cada salário corresponder a prestação pelo funcionário de trabalho socialmente útil, organizacionalmente necessário e de reporte positivo (por acaso, este é uma das propriedades da boa educação), então, força! Se apens se mantiverem pessoas opciosas enquanto os restantes portugueses são acossados com impostos para manter a supercasta, não preciso de expressar mais a minha opinião.
    .
    Sabe uma coisa? Li o texto que me deu. É pena que a cada processo de intenções não haja uma estimativa de impacte: quantas pessoas, quanto tempo, quanto dinheiro, quais os retornos estimados (este quando aplicável). Pelo menos serviriam de base para 1) mostrar comprometimento e 2) avaliação posterior.

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  199. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 19:38

    Marciano,
    .
    (1650000-1060000) – (14000000 – 980000) approx 200.000
    .
    E compreenda isto, Marciano. Eu sou um defensor da escola pública, e até já me peguei com o Luís Rocha por causa disso. Apenas desejo que CADA um dos que dela receba salário retribua com trabalho útil, válido e organizacionalmente sensível (isto é, que não seja apenas cavar buracos para os tornar a tapar, alegoricamente falando).

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  200. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 19:48

    RR,
    .
    Eu não disse nunca que as PPP são inegociáveis. Disse apenas que avançar levianamente pode vir a custar muito mais caro, e até agora não vi argumentos em contário. A negociação tem de ser no fundo sancionada pelos privados, tão blindados andam os contratos. Para que eles queiram perder pilim, há que lhes oferecer algo de volta, não necessariamente pilim.
    .
    A única solução que vejo é fazer o que Patton fez nas Ardenas: dividir o exército alemão em pequenos corpos, secar-lhes a gasolina (explodindo os depósitos) e levá-los à rendição. Assim mesmo: envergonhar os tipos, metê-los a lutar uns contra os outros, e secar-lhes as fontes de financiamento, lixá-los permanentemente com auditoris, ao mínimo incidente. Levá-los a querer negociar para que pare o cerco.
    .
    A chatice é que isso leva tempo. E os ganhos são fatia a fatia, grupelo a grupelho. «Tens tudo, toma aquilo que está no contrato, audito-te agora, mostra lá as contas. Acidente de trabalho? Quinze auditorias, multas máximas. Ai queres que pare? O que tens para me oferecer?»
    .
    O suspeitíssimo (mas presumido inocente) Almerindo Marques vai ser investigado. Óptimo, vai um. Falta o resto.

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  201. 23 Julho, 2012 20:12

    Caramba, pela quantidade de comentários verifica-se que isto é um país de professores.
    Como a população está a diminuir, conclui.se que há de facto professores a mais.
    Força, força camarada ensinador!

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  202. 23 Julho, 2012 20:13

    francisco , isso não desvirtua o essencial daquilo que disse á horas.Se o estado nao pode quebrar de animo os contratos de ppp, porque depois vão exigir indemnizacoes, então essa regra também é válida para todos os pensionistas e funcionarios publicos , que perderam os seus subsidios, porque o estado também tinha um contrato com eles.
    Eu até percebo e concordo consigo quanto ás ppp, agora a lei tem que abranger todos os cidadãos

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  203. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 21:21

    RR,
    .
    Pois eu não vejo a hora de colocar os id… dos gestores das PPP com os órgãos reprodutores apertados de tanta auditoria. Estendida aos escritórios de abutr… advogados.
    .
    Quanto à lei ser para todos, há um pequeno problema: o sistema presente é insustentável. O que não se sustenta hoje pagarão as gerações futuras dobrado. Lean and mean, that is now the answer to the problem one faces.

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  204. 23 Julho, 2012 21:58

    “Poderá alguém explicar aos sindicatos dos professores e aos senhores jornalistas que, com menos alunos nas escolas porque há menos portugueses em idade escolar ”

    Poderá alguem explicar ao senhor autor do post que isto que não verdade? Que, com a ampliação do Ensino Obrigatório até ao 12º Ano, nos próximos três anos haverá um considerável aumento da população escolar? E isto sem a treta da Novas Oportunidades, as socráticas (da UnI) e e relvianas (da Lusófona) ou similares.

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  205. 23 Julho, 2012 22:06

    “Quanto à lei ser para todos, há um pequeno problema: o sistema presente é insustentável. O que não se sustenta hoje pagarão as gerações futuras dobrado. Lean and mean, that is now the answer to the problem one faces”
    E as ppp também não o são, ora! Compreendo a situação de um e doutro, mas é injusto manter-se uma e destruir-e a outra.Se uma é insustentável, a outra também tem que ser tratada como tal.E não é so isso: qual é a moral que o governo ou dos seus defensores incansáveis virem falar de corporações e interesses quando há uns que se mantem? É que aquilo que se conclui é que apesar de tudo, há corporações mais adoráveis que outras, há corrupções mais toleráveis que outras, e que na verdade o governo não quer mudar nada disso! Desculpe-me francisco, mas quando vejo pessoas a desculparem esfarrapadamente a lentidão nas ppp, nas rendas electricas, nas reformas, como alguns bloggers daqu, simplesmente fico enojado com tanta hipocrisia e cinismo á volta dessa matéria.E ainda teem a pouca vergonha de perguntar porque é que os movimentos dos indignados florescem…

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  206. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 22:20

    Senhor Francisco,

    Variação do número de alunos no ensino básico 1985-2010 (fonte Pordata):

    Ensino Público:
    Ano Total
    1985 1.636.458
    2010 1.256.462

    Ensino Privado:
    1985 104.003
    2010 186.436

    Não estou a ver como passaram cerca de 200 000 alunos para o não público
    (1650000-1060000) – (14000000 – 980000) approx 200.000

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  207. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 22:24

    RR,
    .
    As PPP fazem parte do insustentável. Mas acredite-me nisto: entrar a matar normalmente dá maus resultados. Há que ir devagar, seguramente, pedaço a pedaço, um pé após outro. Os espanhóis dizem: devagar, que tenho pressa.
    .
    Maior injustiça seria perder um processo e pagar o contribuinte dobrado, não seria?

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  208. Francisco Colaço permalink
    23 Julho, 2012 22:27

    Marciano,
    .
    Não público regular. Inclui cooperativo, nocturno, especial, etc.

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  209. Cáustico permalink
    23 Julho, 2012 22:35

    Duas bojardas:
    1 – Para o palonço do CAA que sob o título “Assim se vê o que é um jornal de referência” vem manifestar, neste blogue, um achaque a precisar de emplastro de urtigas. Mas ó betinho, julgas que somos burros? Vens falar de uma coluna satírica (do Comendador Marques de Correia) para concluir de um suposto preconceito de classe? O Relvas chega onde chega à má fila e tu agora vens com essa do coitadinho? Juízo pá! (E liga os comentários).

    2 – Sr Colaço e sr Marciano:
    Na minha escola (fiz a quarta classe com o ancien regime e licenciei-me depois das merdas do propedêutico e antes das PGA’s, bolonhas e outras que tal) as contas eram estas
    (1650000-1060000) – (14000000 – 980000) = 59000-42000 = 17000
    Mas isto era na minha escola…

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  210. the lost horizon permalink
    23 Julho, 2012 22:36

    Adão viveu até aos 930 anos. Então a Terra era novinha e rodava depressa.
    Hoje, o português chega aos 80 anos e graças ao SNS. Quer dizer que entretanto a Terra diminuiu a velocidade em mais de 10 vezes. Por isso dizem que o tempo, passa cada vez mais depressa e na razão inversa da velocidade da Terra que, por este andar, vai acabar por parar. Entretanto se o SNS acaba antes, são os portugueses que acabam mais cedo, o que por outro lado representa uma redução da despeza do Estado, isto até parece uma cabala. Se o Zandinga fosse vivo, era capaz de ter a explicação.
    .
    Quando o Zandinga morreu, não havia SNS.

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  211. simil permalink
    23 Julho, 2012 22:37

    O problema de 30 alunos, turma, no ensino obrigatorio/público, não é um problema em si mesmo, se por acaso não se der de apanhar sempre um dois três alunos manhosos, estilo jmf e jm, só isso, pois que a serem normais, bons selvagens como os outros, até turmas de cinquenta alunos eram viáveis, enquanto turma de mesmo cinco ou seis alunos sofistas como esses dois melros se tornaria inviável, querendo eles. Vocês entendem ?

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  212. 23 Julho, 2012 22:46

    A 5 de Julho deste mês o DN, entre outros, noticiava a baixa natalidade portuguesa.
    A propósito, escrevi:
    http://reinoscombatentes.blogspot.pt/2012/07/natalidade-educacao.html

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  213. Marciano permalink
    23 Julho, 2012 22:48

    Os dados que acima apresentei referem-se ao total de alunos no básico (regular, recorrente e outros)
    Os números seguintes dizem respeito apenas aos do básico regular:
    Ensino básico Regular
    Público
    1985 1.487.690
    2010 942.956

    Privado
    1985 102.087
    2010 128.065

    Continuo sem perceber como se pode concluir terem passado cerca de 200 000 para o não público;.
    E creio que o cooperativo é contabilizado no privado .
    Mas deixe lá, isto são detalhes que nada acrescentam à compreensão do problema central.

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  214. licas permalink
    23 Julho, 2012 22:49

    F. Colaço (uma nota histórica irrespondível)
    ____Na Roma Clássica os funcionários públicos eram escravos do Estado:
    podia-se dispor deles *ad arbitrium* . . .
    Porque não AGORA? (Fique-se com esta).

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  215. Euro2cent permalink
    23 Julho, 2012 22:56

    > (uma escolha dos portugueses que têm menos filhos, não de nenhum governo)

    Curiosamente, o número de BMWs aumentou em proporção inversa.

    Não sei, JMF, não são os fulanos do governo que acham que os incentivos “deles” é que são determinantes? Podiam ficar com esta a cargo.

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  216. 23 Julho, 2012 23:25

    Francisco: São as duas injustas: como é que se explica a um pensionista que mal tem dinheiro para comer e para os medicamentos que se toca no rendimento dele e não na dos aldraboes da mota engil e dos bancos? O governopod-se esforçar mais nas ppp(não quer negocia-las) e pode também por em prática o seu discurso do empreendedorismo e da criatividade: arranjar uma alternativa aos cortes nos pensionistas.Por-se a mexer , ser criativo e empreendedor.Assim, em vez de se criar uma injustiça resolve-se a.

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  217. 23 Julho, 2012 23:26

    todos somos iguais perante a lei francisco.Isto deve ser tido em conta

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  218. licas permalink
    24 Julho, 2012 00:27

    Nuno
    Posted 23 Julho, 2012 at 01:38 | Permalink
    _______________~
    AVISO À NAVEGAÇÃO
    Pesquisa, que qualquer um pode fazer, no blogue *exclusivista* 5 dias.net

    Afirmo, com probabilidade 0,99 , que quem assina Nuno
    se trata de Nuno Ramos de Almeida, filho do recém-falecido
    Pedro Ramos de Almeida, funcionário do Stalinista PCP
    (diz-se Marxista-Leninista para disfarçar), única atividade
    que se lhe conhece.
    Portanto tudo que o visado aqui escrever, DEVE DE ESTAR CONFORME . . .

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  219. Portela Menos 1 permalink
    24 Julho, 2012 01:17

    licas, pá! estamos em 2012!

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  220. Nuno permalink
    24 Julho, 2012 03:28

    .
    Não faço a mínima a que Nuno se refere. Não sou, com certeza, eu…
    .
    Curiosamente, ou talvez não, aborda-se demasiado o desastre dos cortes aos funcionários públicos. Porém, toda a gente deixa de lado os outros cortes, senão ilegais, pelo menos, ilegítimos.
    Os funcionários públicos consomem uma larga fatia da despesa e, grave, sem qualquer retorno: um desperdício. Não há trabalho útil. Então, toda esta gente deve ser dispensada com o menor custo e a sua solução será a de procurar trabalho — que há muito na Agricultura como nas Pescas (se não souberem que aprendam a nadar ou, em outra actividade, a trabalhar). Este cancro tem que ser extirpado.
    Cortar na despesa, sim.
    Mas, para já, como é legítimo comparar as pensões dos funcionários públicos com as dos privados que passaram a vida a trabalhar, quase sempre no duro, mão na massa, para alimentar aquela chusma de far niente que sem produzir usufruiu do trabalho de outrém?
    Qual é a possível justificação tanto para isso como para o corte transversal dos rendimentos a que uns e outros têm direito?
    Qual é a justificação para que se continue a pagar para a enorme diversidade de subsídios, alguns dos quais a beneficiar gente que até está bem instalada?
    Haveria mais, muito mais, onde se englobam os muito rederidos professores que, sabemos, não ensinam nada a ninguém e nem sequer têm capacidades para ser ensinados.
    Pois é. Quando o Povo acordar — e no estado de letargia em que está duvido que acrde — venham queixar-se que há violência nas ruas e por todo o lado, se calhar, com uma data de mortos e feridos.
    Eu, graças a Deus, não estou aí.
    .

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  221. Francisco Colaço permalink
    24 Julho, 2012 06:58

    Cáustico,
    .
    A sua escola prova a sua capacidade: 1650000 – 1060000 nunca serão 59000.

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  222. Francisco Colaço permalink
    24 Julho, 2012 07:11

    Aqui está umk grande problema: inumeracia. a mesma que grassa por estas partes e pelo país. E eu estou francamente farto das gralhas que muito falam, dos palonços que tudo opinam e nada sustentam e basicamente dos acéfalos que não percebem o que é 59000 nem 590000. Ando farto dos papagaios que se limitam a reproduzir ideias dos outros, que a tudo clamam injustiça, sem se lembrar das injustiças maiores: as que são perpretadas todos os dias sobre inocentes, à ponta de arma, sob coacção, e cujo pecado é pertencer à classe que tem medo de empobrecer.
    .
    Outros, a supercasta, inventa funçõezinhos e trabalhinhos para se justificar. Défice? Que é isso? Despesa, sim, é para cortar. Mas não em QUALQUER despesa que seja. Toda a despesa é necessária. Tem que se cortar no geram, mas nada em particular. Para os inumeratas, o total da despesa nunca corresponderá à soma das partes. Corresponde apenas à soma dos seus desejos íntimos, posto em soma por pós de perlimpimpim.
    .
    Está o meu país e o país dos meus filhos à mercê destas abéculas.

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  223. machado permalink
    24 Julho, 2012 07:59

    Este post do sr. JMF não faz qualquer sentido.
    Diminuir a carga horária semanal de Física do 12.º ano de 7 para 4 tempos lectivos, SEM ALTERAR O PROGRAMA, é “gerir melhor os recursos humanos”? (o mesmo para Química, Biologia, etc).
    Colocar 1 professor (ao invés de 2) a orientar 30 alunos com 10 anos de idade, de x-ato na mão, é “gerir melhor os recursos humanos”?
    Estes são apenas 2 exemplos.
    Imagino as dores de cabeça dos professores das faculdades de engenharia quando receberem estes alunos (embora seja professora de Física e Química, formei-me em Eng. Química).
    O facto de existirem menos alunos no sistema de ensino ( que não refuto) não justifica que, de um ano para o outro, surjam cerca de 17 mil horários zero e que os 36 mil professores contratados tenham escassas (ou nenhumas!) perspetivas de emprego para o próximo ano. Esta diminuição brusca de horários docentes não ocorreu porque o nº de alunos diminuiu. Ocorreu porque fizeram “desaparecer” disciplinas, diminuíram a carga horária de outras, aumentaram nº de alunos por turma, etc., etc.
    Enfim, vale tudo para poupar dinheiro.

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  224. piscoiso permalink
    24 Julho, 2012 08:30

    Agora chama-lhes nomes!

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  225. jamé permalink
    24 Julho, 2012 10:33

    Tem razão francisco: mal vai um pais que só ataca pensionistas e reformados, mas que deixa de fora as grande empresas rentistas e ppp!Pena que ontra estas o francisco já não sinta tão incomodado

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  226. Cáustico permalink
    24 Julho, 2012 11:18

    Ó Colaço:
    Estava a ver que não pegavas.
    Mas lias…
    Não fervas com estas ratoeiras, pá!
    A única abécula à mercê da qual estão os teus filhos és tu.
    Botas sentença sobre tudo o que é matéria. És um gajo semi-formado.
    E não há pior do que tipos como tu. Sabem umas merdas, i.e., conhecem uma pequena parte da realidade e, com esse pouco, teorizam sobre tudo e mais alguma coisa.
    Constroem o problema à medida das soluções.

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  227. Portela Menos 1 permalink
    24 Julho, 2012 11:25

    Inumeratas? Os dos 17 biliøes (doze zeros!) em “off-xores” ?

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  228. licas permalink
    24 Julho, 2012 12:48

    Muito provavelmente terei de pedir (humildes) desculpas
    ao Nuno que não é Nuno Ramos de Almeida . . .
    O resto do meu comentário está correto___a natureza Stalinista do PCP,
    empregador de parasitas, e o exclusivismo anti-democrático do blogue
    5 dias. net .
    (Aliás em previ 99 % certo quanto à identidade do Nuno: 1% de erro
    do Tipo 2).

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  229. Portela Menos 1 permalink
    24 Julho, 2012 13:41

    quanto mais escreves mais cheira mal.

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  230. licas permalink
    24 Julho, 2012 16:16

    A velha pecha dos camaradas : se os factos contrariam
    a ideologia . . . que de lixem os factos.

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  231. licas permalink
    24 Julho, 2012 16:27

    Continuação
    __com a República Popular de Portugal a esfumar-se
    cada vez mais longe é natural que o azedume cresça . . .

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  232. dormirempé permalink
    27 Julho, 2012 01:39

    Sou professora há vinte e um anos e não me recordo de ter 7 alunos, mas sim para cima de 100.
    Turmas de 30 alunos? Também eu andei nelas e tudo corria bem, mas no tempo em que se me queixava do Sr. professor em casa levava logo uma bofetada. Agora a maior parte dos que aqui escrevem nem sabem o que são as crianças de hoje, porque infelizmente a maior parte tornou-se selvagem e os restantes são criados no mimo e no ócio e nada lhes acontece! Por que razão ainda fico? Porque enquanto houver um que aprenda como deve ser e os pais desse estiverem contentes comigo, o meu ano já terá valido a pena. Os restantes tento contornar a desgraça em que os pais os querem transformar. o meu salário? Só é pago pelo estado porque a escola é gratuita, mesmo para os que nada fazem! Os pais de alguns desses até estão em casa a receber o cheque na caixa do correio, mas verificar pasta, material, deveres, higiene, etc, não é com eles! Quanto a mim pelo menos faço 48 Km diários, não falto e passo em frente à casa desses que estão na caminha sem trabalhar e nem sequer verificam o lanche dos filhos. Mas aí pelas dez da manhã vão tomar o pequeno almoço ao café. E que dizer dos jogos, televisão sem regras, playstations, telemóveis topo de gama, roupas de marca, chantagens com os pais….muito teria eu para dizer, mas já percebi que os senhores estão todos mais interessados em atacar quem trabalha do que quem recebe sem nada fazer (RSI) ou aqueles que esbanjam à rédea solta à custa de todos nós!!!

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  233. Professor permalink
    27 Julho, 2012 14:03

    Tem TODA a razão … mas lamento esteja a falar para “burros” surdos e mudos . E o pior é quando têm ataques de esquizofrenia !… (Perdoem-me os burros …)

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  234. Ana Isabel Falé permalink
    31 Julho, 2012 03:10

    Aparentemente, o Sr. Francisco Colaço tem muito tempo livre e sabe dar-lhe uso a bem da nação… Darwin não levaria muito tempo a classificá-lo topo de gama do género humano, só com base nos juízos claros, clarividentes e limpos que sabe pronunciar sobre uma profissão que lhe é tão familiar. Trabalha numa escola da Damaia, da Amadora, da linha de Sintra, ou talvez da Musgueira e tem prática comprovada na gestão de conflitos raciais, na deteção de alunos em risco e até, talvez, na diversificação de estratégias para
    integrar todos, estejam numa turma de 20, 30 ou 50, por isso, sabe de que fala. Certamente que o seu índice de sucesso é um número inteiro e redondo pois os seus alunos já se habituaram à sua inabalável pusilanimidade na transmissão de conhecimentos, sobretudo relativamente às suas vidas pessoais e da profissão dos respetivos pais, seja ela qual for. Professor assim moraliza tudo e dita receitas de oiro: corte-se. Nao há tempo para chegar a todos, nem para esperar que o atrasadinho ou o baldas, ou o confuso acabem o trabalho da aula, corta-se. Fica só pela metade, aprende até onde der. Não há tempo para corrigir 20 ou 30 testes de Língua Portuguesa com 5 páginas (uma por cada competência), dois por período, vezes cinco turmas, corte-se. Fichas formativas específicas para este ou aquele, personalizadas, como se diz, talhadas ao fim de semana, numa lufa-lufa para atacar o resto, corte-se. Aprenda quem puder, quem quiser, ou quem não se distrair. Depois, claro, quando chega ao fim do período, corta-se na nota, o que lhe põe um problema, mas o Sr. Colaço não tem problemas porque não é avaliado pelo seu índice de sucesso e sim pelo seu cartesianismo na separação do trigo e do joio. Se há metas para cumprir, as metas da escola TEIP, as metas da Isabel Alçada, as metas do Crato, corta-se nas metas. Se as metas do Ministro Crato indicam como leitura obrigatória em sala de aula uma lista interminável de obras de autores portugueses, de autores dos países de expressão portuguesa e de autor estrangeiro, um para cada género (o narrativo e o dramático), e se os pais não têm dinheiro para comprar tanto livro, (depois dos manuais!!) nem os alunos vontade de os lerem, o Sr. Colaço corta! Claro que é um desperdício andar a pagar fotocópias do seu bolso para os alunos mais desafortunados poderem acompanhar o longo alcance ministerial… Aliás, o melhor mesmo é cortar com os alunos que não ouvem à primeira, que não aprendem à primeira, que falam crioulo, ou mandarim, que cultivam a arte de disfarçar o telemóvel, ou a arte de fanar telemóveis, ou de fazer esperas ao que se foi chibar, ou de pular a cerca da escola para ir namorar, ou de ficar em casa a dormir, ou de roubar lanches por terem fome, ou por má catadura e má educação e assim, num país de gente certinha como o senhor, corta-se tudo pela raíz, e ficam quase todos com horário zero (incluindo o excelso senhor professor) porque quantos mais forem despedidos, mais vão para o desemprego, menos contribuem com os seus cortes mensais para a economia do país e com os seus subsídios, abonos de família e com o generoso cheque do congelamento de salários desde 2002 e, claro, menos ficam para dar conta de uma população estudantil tão rara e tão escassa como é aquela que julga encontrar nas escolas. Meu caro senhor, não há professores a mais, há é reformas a mais e políticas realistas a menos. Que julga que têm feito os professores que na sua opinião se vêm lamentar e se devem é reciclar? Têm tido sempre 5 a 7 turmas de 20 a trinta alunos, com vários níveis e graus de ensino a preparar, (podem chegar a seis), com clubes e blogues de aprendizagem, plataformas moodle pelo meio e especializaram-se, tiraram mestrados, pagos dos seus bolsos, formaram-se nisto e naquilo e ganharam competências que o senhor não lhes conhece, porque não sabe de que está a falar. Será necessário continuar? Só não se especializaram em comentadores de fóruns porque o tempo nunca lhes sobrou. Graças a si e ao que tenho lido por aqui, (faço uma vénia a quem ainda tem paciência para o chamar à razão) estou indignada com o baixo nível que reconheço a estes lugares de escrita, para além do polimento para-heideggeriano e outros quejandos. O assunto que o ocupa, e a tanta gente, deveria ser merecedor do maior respeito, pois o que está em causa, no meio disto tudo, é a qualidade das aprendizagens dos seus filhos e de todos os alunos, sejam filhos de pais atentos com valores a transmitir, ou de pais desatentos, demasiado ocupados com a sobrevivência, em crise, empobrecidos de tudo, com os cortes que este país substancialmente faz. Pode ser que lhe cortem também, a si, um destes dias alguma coisa. Para mim, desculpe-me a franqueza, era o pio.

    Cumprimentos

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    • desiludido permalink
      1 Agosto, 2012 14:48

      Nota prévia : Com o devido (que infelizmente não lhe é atribuído por ninguém …) respeito pela Imagem dos Professores (também paguei fotocópias do meu bolso , mas isto , na verdade, não nos fica nada bem .. nem à Escola …nem à Sociedade que até nos injuria…) .
      Com a massificação , há maus juízes , péssimos advogados , piores médicos , perigosos engenheiros , etc. e como não podia deixar de ser , maus professores , piores alunos e péssimos pais … Encontramos a lógica da bola de neve . Professores , alunos , pais , escolas , tudo cada vez pior !… Qual fabrica que sucessivamente só já labora com matéria prima retirada do stock de produto defeituoso . Chegados à conclusão de que temos uma C.R.P. financeiramente insuportável , é pura utopia defender as presumidas teses acima expostas … Uma verdadeira Quadratura do Circulo !… Na senda do prioritário , aproveite-se o melhor . O resto , nesta tese , não presta … lembra a lenda da maçã podre …e esta deve ser desviada para Escolas Profissionais com elevado grau de ocupação .
      A maioria dos alunos é preguiçosa(e a prova está nos eternos maus resultados no português e na matemática e não venham agora (como sempre) os pseudo pais estupidamente choramingar…e culpar os “desgraçados” dos professores) e ainda têm maus hábitos educacionais (a que a Escola é alheia… e uma verdadeira “familia” não existe …) .
      Lembrando Darwin e a “psicologia canina” , o aluno é como um cachorro que quando nasce se for logo educado (lembra o pepino…) pode fazer verdadeiras maravilhas de circo , caso contrário até pode retornar ao estado selvagem … Não queiram agora transformar a escola num centro de reinserção social !…
      P.S. Não pretendo “personalizar ” este controverso …

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  235. soares permalink
    15 Agosto, 2012 11:44

    Pois!

    Mas há uns anos o ME era o ministério do desemprego. O que era necessário era “empregar” pessoas no ensino, uma fuga para os desempregados. Adiou-se um problema. A qualidade do ensino não era preocupação. Agora vem a verdade ao de cima. É muito mau agora pagar pelos erros cometidos.
    Quanto à população é outra história. Querem lá saber de apoios à paternidade!

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  236. Beatriz permalink
    9 Setembro, 2012 10:27

    Eu não entendo! Isto é ridiculo! Obviamente que não é por haver menos alunos que vc’s tem de retirar emprego aos professores…aliás vc’s tiram emprego aos melhores .. nem pensam se vão ou não prejudicar os alunos ou mesmo a escola…Que tristeza!Neste mundo não pensam como deve de ser!!!

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  237. Beatriz permalink
    9 Setembro, 2012 11:02

    Não dá para acreditar, isto não é normal. Vc’s têem de pensar nas pessoas que vão sair prejudicadas com isto tudo.Porque sabem,não são vc’s que sofrem,são as pessoas que ficam sem emprego,são as crianças que ficam sem os melhores professores.. Mas estou a ver que vc’s não se importam com isso.Nada disto é correcto,é mto mau!!As pessoas deste mundo deviam pensar antes de fazer seja o que for.

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