Auto-serviço, serviço público e serviço ao público
9 Outubro, 2012
Um dos melhores símbolos do paradoxo da função pública é que quando deixa de haver dinheiro nos serviços públicos a primeira coisa que se faz é deixar de servir o público. No privado despede-se, muda-se, tenta-se… mas enquanto não se abre falência tem de servir o público porque é ele quem paga o ordenado. Nos serviços públicos quando o dinheiro escasseia deixa-se de prestar serviço ao público e no resto mantém-se tudo igual. Fazendo parte do igual as declarações sobre a equidade.
40 comentários
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estará a Helena a referir-se à ex-empresa de formação do atual PM que beneficiou dos dinheiros públicos distribuídos pelo actual ministro Relvas?
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ou áquelas empresas privadas que primeiro cobraram os serviços e receberam os subsídios do Estado e depois declararam-se insolventes?
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Não percebi a lógica. Seja no serviço público, seja no privado, se não há dinheiro a entrar, fecha-se. Se pensa que há muitos serviços públicos a fechar, devia ver os números no privado.
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É mesmo …
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« Seja no serviço público, seja no privado, se não há dinheiro a entrar, fecha-se.» fecha-se a porta mas no público só a porta pq os funcionários, as chefias… continuam lá, recebendo ordenados. Com turmas zero, sem utentes…
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CNN agora mesmo. “Former assistant Penn State football coach Jerry Sandusky was sentenced to no less than 30 years and no more than 60 years in prison with credit for time served. He was convicted in June of sexually abusing 10 boys over a 15-year period”.
E POR CÁ?!
CONTINUA TUDO À SOLTA….
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Boa defesa do “downsizing” dos 40.000. Já só ficam a faltar 110.000!
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Depois de muitas asneiras paliativas, parece que estão a chegar lá…
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Continuo sem perceber. Quais são os serviços públicos que fecharam ao público, mantendo os funcionários lá dentro?
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os professores c “horários zero” podiam ir ocupar-se dos casos de violência doméstica que os polícias não têm competências para mediar, intervindo a polícia como polícia e não como mediadores ou “para”-psicólogos Os funcionários sem trabalho podem ir fazer o serviço de secretaria que anda a ser feito pelos 11.000 polícias que em vez de exercerem como tal fazem de administrativos. Quanto aos chefes, como isso foram muitas vezes nomeações, de boys…
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«Continuo sem perceber. Quais são os serviços públicos que fecharam ao público, mantendo os funcionários lá dentro?« – Todos. Fecham centros de saúde. As escolas t~em professores sem turma. A Cinemateca não legenda os filmes. Os hospitais restringem o acesso ás consultas. Os equipamentos de reciclagem são despejados menos vezes…. Pq não há dinheiro. O dinheiro fica nas despesas de funcionamento.
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Pedro
Posted 9 Outubro, 2012 at 15:30
não foram nenhuns. até agora os IP’s, “entidades”, “fundações”, ep’s e em’s, mantêm-se todas abertas e a receber, alguns com pequenos cortes, do Orçamento de Estado.
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“O dinheiro fica nas despesas de funcionamento.”
Educação: 62% do Orçamento vai para ordenados de profs, auxiliares e administrativos. 62%. Onde páram os outros 38%, que são uma quantia colossal? Vão para água luz gáz e papel? Não, não vão. Vãoi para despesas da “máquina”. A Parque escolar entra nesta contabilidade que joga com quantias “colossais”? E estas contas deviam fazer-se em todos os ministérios.
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é que aos “simples” 3.3 MM de despesas com as “instituições políticas”, e aos 13MM (!!!) de despesas excecionais, que não se sabe quais são, haveria que acrescentar uma boa “maquia” das despesas dos próprios ministérios com a “máquina”, que não é considerada instituição política mas é constituída pelos gabinetes, assessores, “especialistas” , motoristas e por aí fora, mais os IP’s, “entidades” e fundações que são tuteladas pelos ministérios e onde se alojam os boys e girls dos partidos políticos.
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Trill,
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«aos 13MM (!!!) de despesas excecionais, que não se sabe quais são,»
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Algumas destas serão os pagamentos à RTP e para a regularização de fornecedores dos diversos ministérios. Outras serão para a protecção civil durante a época de incêndios. Outras serão pagamentos a agricultores por causa da seca.
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Se nestas não houver assessoradas e pareceradas a rodos, todas poderão ser arroladas e justificadas.
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Diz o Trill
“Onde páram os outros 38%, que são uma quantia colossal? Vão para água luz gáz e papel? Não, não vão. Vãoi para despesas da “máquina.”
Portanto, primeiro, no Estado, não se gasta água, luz e papel, vai tudo para a famigerada “máquina”, seja lá o que isso for. Depois, uma instituição, pública ou privada (considera que tem o tamanho do hospital de Santa Maria, ou até só de uma escola secundária), as únicas despesas de funcionamento que deve haver, para além de salários, é para “água, luz e papel”. O resto, é a tal “máquina”. Está bem. És bem intencionado, mas nunca tiveste sequer experiência numa empresa privada. Tanta demagogia que vai para aqui…
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Onde é que fecharam serviços públicos com funcionários lá dentro? Plutão? Já “percebi” (?!!) quais… os tipos de serviços que fecham com funcionários lá dentro..ainda não percebi onde…
Adriano
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Tem razão Helena – o BPN fechou, ficaram lá dentro os funcionários e diz-se que o prejuízo irá chegar aos 6.000 milhões de euros!
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“És bem intencionado, mas nunca tiveste sequer experiência numa empresa privada.”
os ministérios não são empresas privadas. Desgraçadamente puseram-se – sem que os portugueses dessem conta pois tudo foi feito subrepticiamente – a subsidiar empresas privadas que vivem dos dinheiros públicos ás quais foram garantidas determinadas margens de lucro, daí uma fatia de 38% do orçamento daquele ministério ser “obscuro” , tratando-se de uma quantia brutal para não usar o termo do pm.
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depois à as empresas privadas como a Tecnoforma que conseguiram grandes contratos do Estado. Sabe-se quem os arranjou. Para investigação altamente “competitiva”? Não, para aqueles cursusitos de formação, para dar n lucro ás empresas que os promoviam, que em determinada altura proliferaram por todo o país como se fossem a solução, com o resultado à vista: 16% de desemprego.
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empresas privadas que se apoderaram dos fundos comunitários, público portanto, para formação de treta que hoje se vê que não serviu rigorosamente para nada.
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um post a defender “cortes na despesa pública” , ié, despedimentos, de modo a fazer um trade-off com o aumento “enorme” impostos do gaspar, com o objectivo de acalmar o ex-partido dos contribuintes.
nada de novo a oeste.
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Depois do que o Governo está a planear fazer à FP – despedimento de 50% dos contratados – deveria haver algum pudor em continuar a bater no ceguinho. Isto é, as argumentações sobre privilégios caíram por terra.
Este tipo de alienação que tenta deslocar as questões para uma falsa dicotomia público/privada só serve para fazer de cortina de fumo a progressão de uma selvática expoliação rendimentos do trabalho (de todos!).
É este o ‘ajustamento’ em curso. O resto, são puras manobras dilatórias…que perdurarão e se repetirão até ao desastre final.
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na verdade aqueles 38% – que representam uma quantia “colossal” – devem estar a pagar montes de IP’s, sobretudo no ensino superior onde os cursos são redundantes e não respondem ás necessidades do país , “observatórios” e outras “entidades” , assim como as despesas de funcionamento das universidades e da “máquina” do ministério. Nos fatia dos 62% há (tb) os ordenados dos docentes do ensino superior, assim como os de todo o pessoal “técnico” e “técnico superior” do ministério.
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Tecnoforma, para memória futura:
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(…) Portela Menos 1,Posted 7 Outubro, 2012 at 23:16
… sem esta gente passaríamos bem melhor:
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/empresa-de-que-passos-foi-gestor-dominou-fundo-gerido-por-relvas-1566221
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Aliás o Estado também se tornou preguiçoso e em vez de trabalhar passou a contratar privados. A contrataçºao de serviços de advogados por parte de serviços públicos que estão atochados de juristas é apenas um exemplo.
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Helena,
acho este post erradíssimo. Olhe um exemplo: se o exército não tiver dinheiro para andar aos tiros, você despediria os generais e quando houvesse dinheiro ia buscá-los de novo?
Os médicos poderão ser mais cuidadosos a receitar, mas continuam a dar consultas. Os raros que estão sem serviço, incluindo o quadro de excedentes, são muito menos em percentagem do que qualquer empresa privada tem nos seus quadros. Todos os empresários privados que conheço são cuidadosos nos despedimentos.
Acho que consegue julgar a sociedade ainda pior do que ela é na realidade.
Não deveria ser tão mazinha.
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“A contratação de serviços de advogados por parte de serviços públicos que estão atochados de juristas é apenas um exemplo.”
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” passou a contratar privados”
e isso foi feito inocentemente ou foi-o muito conscientemente para dar a ganhar ás sociedades de advogados “amigas” e ás empresas que se formaram (muitas concorriam e ganhavam antes de estarem registadas – por isso inventou-se a “empresa na hora”) para receber os milhões do Estado?
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não esquecer que nos 62% destinados a salários entram os dos governantes e assessores e outros membros dos gabinetes da tutela.
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os 3.3 mil milhões por anos destinados às “instituições políticas” são destinados ás instituições políticas, como a AR. As despesas com salários de membros dos gabinetes , seus titulares e exército de colaboradores e motoristas, correm por conta do orçamento do ministério respectivo.
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A verdade é que vão ser os Funcionários Públicos a pagar esta porra toda, porque as empresas privadas andam a fechar com falta de subsidios do estado!!!
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só escalpelizando as contas, ministério a ministério, instituição a instituição, serviço a serviço, se percebe a mentira dos grandes números e a facilidade com que podem ser manipulados quando apresentados à opinião pública.
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Excelente post! Parabéns, HM.
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porque não perguntam a estes como se deve salvar uma economia?
http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-reconhece-que-calculou-mal-o-impacto-da-austeridade-na-economia-1566589
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Helena
Não tem tido água em casa?
Os esgotos estão acumulados na garagem?
Não há recolha de lixo?
Não tem iluminação publica?
Mandaram-lhe as avós de volta para casa?
Se por acaso tem filhos estão sem escola ou professor?
Já chamou o 112 e não apareceu ninguem?
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Agora legendas da cinemateca!!!, essa trampa é que é o seu serviço publico fundamental?
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Helena, os funcionários públicos vão tentar fazer cara de pau e atender mal as pessoas.
Só que
já ninguém tem paciência para os aturar: têm uma sorte do tamanho do mundo por ter emprego e dinheiro certo ao fim do mês e as pessoas já não têm “pejo” nenhum em fazer queixas, reclamações e “insultá-los” se não fizerem o trabalho deles.
Com as dificuldades que as pessoas estão a passar, eles têm é muita sorte em ter emprego e não aparecer algum que perca a cabeça e lhes dê um par de estalos.
http://sociedadelateral.blogspot.pt/2012/10/funcionarios-das-empresas-publicas-ja_2.html
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“…têm uma sorte do tamanho do mundo por ter emprego…”
Ó Ana C,
Então, os concursos a que você concorreu e não conseguiu entrar foram feitos por moeda ao ar? Eh! Eh! Eh!
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Cabecinhas como a da Ana ainda existem e teem direito a opiniao, mesmo que disparatada.
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A Senhora não tem, óbviamente, a mais pálida ideia sobre a realidade dos serviços públicos. Porque, se o fizessse saberia que, ao contrário da sua crítica, são os funcionários públicos, que, com grande sacrificio pessoal das suas vidas, muito empenho e dedicação, mantêm os serviços a funcionar com toda a qualidade mesmo contra todas as adversidades, como a falta de pessoal e a incompetência da maioria dos seus dirigentes nomeados pelos governos…
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E o golfe dos deputados? Entra aonde, será que até pagamos as bolas e os tacos?
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