Merecem voltar à dimensão do táxi
Seja porque integra as “elites(?) disfuncionais” e não tenha ainda interiorizado o que é um país falido, seja pela sua natureza intrínseca que o leva a espetar sempre o ferrão, certo é que a obsessão de Portas passa por se esquivar aos “flocos de neve” da austeridade e minimizar os danos eleitorais.
Este comunicado é a parte II de toda a encenação iniciada com a conferência de imprensa de 16 de Setembro sobre a TSU. O tom é o mesmo, as eternas “razões patrióticas” que o levam a engolir sapos, se dependesse dele jamais haveria tratamentos com dor, ele valida-os porque a força está com os “maus da fita”, mas está contra, que isso fique bem claro.
Acontece que os eleitores não são propriamente uma corja de canastrões ignorantes como a “Corte” sempre os considerou desde os primórdios da revolução “liberal”. A aferir pela amostra das recentes Regionais dos Açores, eles não estarão dispostos a premiar atitudes traiçoeiras ou posturas ubíquas: o CDS foi, de longe, o partido que mais desceu e o seu parceiro de coligação pró-austeridade, o que mais subiu.
Mas o dito comunicado tem algo de positivo, mostra à saciedade a impotência de Portas e do seu partido em criar algo, em assumir uma postura mais activa em prol de uma verdadeira mudança. Basta ler o seu ponto 3. (bold meu):
Em coerência com o esforço feito dentro do Governo, e em articulação no quadro da maioria, o Grupo Parlamentar do CDS contribuirá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo.
Interessa-lhes a forma e não o conteúdo. Que ninguém se iluda que daquele lado sairá alguma proposta relevante de redução da despesa que vá para além da proibição de gravatas no Verão ou da obrigatoriedade de samarras no Inverno. Portas e o CDS têm todos os vícios do regime e encaram o poder como o instrumento privilegiado para a compra de votos e consolidação de clientelas, algo incompatível com cortes de despesa. Manterão sempre um pé neste governo, mas prontos e disponíveis para integrarem o próximo.
Ainda não entenderam que o mundo mudou e o dinheiro se esgotou. Merecem voltar à dimensão do táxi.

Parece o outro, a pedir desculpa aos portugueses pela aprovação do aumento de impostos.
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e então o inatel/fnat? ainda canta? grandes cargos de administradores e tal, não é? (e mais umas vinte mil “entidades”)… Não é aqui que o CDS quer propôr que se corte? Se é tem razão.
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não serão vinte mil mas aí umas treze mil no total são de certeza. C o Zé pagode a pagar os carros e honorários desses administradores, presidentes e “vogais”, todos…
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O CDS deve apresentar ao país o pacote de medidas que pretendia no lado da redução da despesa. Assim cada português pode tirar as devidas conclusões.
Um toque de humor para finalizar…
O CDS deve representar o seu eleitorado, o que se levanta todos os dias para trabalhar e rejeitar este orçamento. O orçamento mais socialista de sempre deve ser votado pelos deputados socialistas.
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Há muito tempo que o “arco da governaçao” nao é de confiança.
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“1 – O CDS votará o Orçamento de Estado considerando que Portugal não pode ter uma crise política
que agravaria, ainda mais, a situação económica e social extremamente sensível que o nosso País
atravessa. ” – lê-se no comunicado.
Não passa de conversa fiada.
Diz que votará o Orçamento… mas não diz como vai votar.
Ficamos a saber que não se abstêm.
Parabéns.
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Portela
O arco de governação é toda a gente desde o PCP, porque se não se importa foi nos calores revolucionários dos 70s que começou a destruição de todas a s grandes industrias nacionais.
O ideal era muito louvável, sermos todos felizes a trabalhar pouco e receber muito. Infelizmente ao tomarem conta das empresas até conseguiram colocar os bancos todos a dar prejuízo.
E em se livra o BE, porque as Pintassilgas e demais também passaram pelo poleiro.
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Grande lata. Em que é que o PSD representa alguma forma de reformismo? O autor devia explicar como foi possível perder UM ANO INTEIRO, com um orçamento da total responsabilidade deste Governo, que teve um desvio de tal ordem, por culpa DESTE Governo, que agora os portugueses têm de suportar um brutal aumento de impostos. O autor devia explicar porque é que o PSD deixou cair a revisão constitucional quando o PS estava encostado às cordas – necessária para se poder baixar a despesa estrutural – e se limitou a cortar o 13º e 14º mês à função pública. E também podia elucidar-nos sobre o que é que vai na cabeça do Primeiro-ministro e do Ministro das Finanças, que pensam que só têm de prestar contas aos estrangeiros que financiam o Governo, e não aos portugueses, como ficou evidente com a “novela” TSU. A incompetência foi tanta que até se esqueceram de pôr o partido (já nem falo no governo todo) a defender essa proposta. Não houve ninguém a defender a forma como se queria financiar a baixa da TSU, porque aquelas cabecinhas pensadoras esqueceram-se de discutir esse assunto com os comuns dos mortais, e por isso quando quiseram dar a volta, já a esquerda tinha ganho a batalha de “spin doctoring”. Espertos! Já nem falo na “coordenação” política do governo estar entregue a um put*******. O Portas pode ser importente, mas os outros são INCOMPETENTES, o que é bem pior.
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O CDS fez muito bem em avisar o Passos / Gaspar que têm de governar em vez de aumentarem impostos.
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Agora o Passos / Gaspar já sabem com grande certeza que à terceira vão todos para casa mais cedo .
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Paulo, Posted 18 Outubro, 2012 at 17:53
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a ignorância ainda não está a pagar imposto.
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Lionheart,
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Parece-me que você não tem lido o Blasfémias…
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Estou surpreendidíssimo com a surpresa, pouco denunciada, de LR.
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Portela
Isso é um comentário, critica ou diarreia verbal?
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LR, não li. Mas então e em que dimensão merece ficar o PSD? O ciclo político mudou e o PM ainda não se apercebeu disso. Ele já não cresce para o PS. A consequência disto é que dificilmente conseguiremos evitar que ande aí tudo à “chapada” no próximo ano…
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Eu não sei se o ciclo político mudou, mas tenho a certeza que o ciclo económico-financeiro mantém-se ultra-restritivo. Ponha lá o governo que quiser, que a austeridade será uma certeza. E adiá-la ou andarmos à chapada só irá acentuá-la no futuro.
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Proponho que se veja e ouça:
Augusto Mateus na RTP2.
http://www.rtp.pt/programa/tv/p26915/e30
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Pois, o Portas é um bocado desajeitado a dançar o tango. Troca os passos e atrapalha os passos do Passos.
Mas nenhum quer sair da pista. Isto está tão mau que só eles se sentem capazes de… fazer pior.
O público aplaude e o privado paga. Portanto, siga a dança!…
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Prefiro acreditar que Portas sabe que todos os meios de comunicação social estão controlados por “elites” extremamente endividadas e que como sempre só vêem uma alternativa: pendurar a conta no contribuinte.
Como tal ao governo restam acções concretas, toda a tentativa de comunicação será desvirtuada.
Assim, para maximizar o impacto de algo simples (um dos partidos da coligação votar favoravelmente o OE em cuja elaboração participou em intermináveis reuniões ministeriais), junta toda a comunicação social num dia em que em todas as capas se diz que a coligação vai mal, que o governo vai ruir, que o CDS isto e aquilo,que Portas mantém o tabu, etc. e, pela manhã quando já ninguém consegue mudar o que sai no jornal desse dia, desmente todos de uma vez com o anúncio de algo que devia ser óbvio.
Parece-me uma boa rasteira a todos os que ainda lêem inocentemente o que sai nos jornais todos os dias como se fosse verdade.
Contra a proibição do Estado esbanjar dinheiro decretada por Gaspar, estão “só” toda a oposição mais alguns deputados das bancadas da maioria, quase todos os “senadores” bem instalados de todos os partidos (tudo gente que tão “bem” nos governou na última décadas), 95% do conselho de estado, em alguns pontos o próprio PR, quase todas os autarcas, a esmagadora maioria da função pública, a esmagadora maioria das empresas do universo do Estado, qualquer pessoa ligada a uma fundação, obviamente os sindicatos, todos os cidadãos beneficiários de despesas que vão deixar de existir, todo e qualquer empresário que não seja exportador, principalmente os dos grandes sectores monopolistas ou cartelizados cujo sustento sempre foi o consumo interno sustendado por um Estado cada vez mais endividado, etc. etc.etc.
Não esquecer também que mesmo nos partidos da coligação, quase todos os deputados estão ligados a interesses empresariais ou grandes escritórios de advogados ou grupos de pressão mais ou menos confessáveis, que mesmo que consigam uma ou outra vantagem por essa via, será sempre uma ínfima percentagem do que estariam à espera devido ao garrote imposto pelo ministro das Finanças.
A missão de chegar ao défice primário Zero enfrentando todos estes viciados é praticamente impossível.
Mas a verdadeira “septicemia” (para usar uma expressão do Bagão Félix) é este estado a que chegou o país.
E a vidinha de sempre de toda este gente vai ter que ficar bastante pior antes de Portugal poder melhorar sustentavelmente,
Cumps
Buiça
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LR,
Nunca pensei dizer isto do CDS (em antigos tempos votava neles), mas neste momento se voltarem à dimensão do Taxi, faça o favor de pagar uma viajem só de ida para Timbuctu.
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A controlinveste já foi. Vamos ver quantos jornalistas lá ficam.
Valem mais angolanos misteriosos do que tugas abjectos.
Foi ao que chegámos.
Agora já sabem o que vai acontecer aos subsídios. Ainda não sabem tudo.
Querem o vosso subsídio?
Peçam ao fugitivo de Paris os 90,000 milhões de euros que aumentou nadívida pública entre 2005 e 2010.
Peçam ao fugitivo de Paris, que decidiu nacionalizar o BPN, colocando-o às costas do contribuinte, aumentando o seu buraco em 4300 milhões em 2 anos, e fornecendo ainda mais 4000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 695 milhões de derrapagens nas PPPs só em 2011.
Peçam ao fugitivo de Paris,, que graças à sua brilhante PPP fez aumentar o custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 300 milhões que um banco público emprestou a um amigo do partido para comprar acções de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero. Quem paga? O contribuinte.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 450 milhões injectados no BPP para pagar os salários dos administradores.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 587 milhões que gastou no OE de 2011 em atrasos e erros de projecto nas SCUTs Norte.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 200 milhões de euros que desapareceram (?) entre a proposta e o contrato da Auto-estrada do Douro Interior.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 5800 milhões em impostos que anulou ou deixou prescrever.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 7200 milhões de fundos europeus que perdemos pela incapacidade do governo de programar o seu uso.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 360 milhões que enterrou em empresas que prometeu extinguir.
Peçam ao fugitivo de Paris, para cancelar os 60,000 milhões que contratou de PPPs até 2040.
Peçam ao fugitivo de Paris, que usou as vossas reformas, retirando da Segurança Social, para financiar a dívida de SCUTs e PPPs.
Peçam ao fugitivo de Paris, para devolver os 14000 milhões que deu demão beijada aos concessionários das SCUTs na última renegociação.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 400 milhões de euros de agravamento do passivo da Estradas de Portugal em 2009.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 270 milhões que deu às fundações em apenas dois anos.
Peçam ao fugitivo de Paris, os 3900 milhões que pagou em rendas excessivas à EDP tirados à força da vossa factura da electricidade.
Peçam ao PCP e à CGTP, cujos sindicatos afundaram as empresas públicas em 30,000 milhões de passivo para encherem a pança aos camaradas sindicalizados com salários chorudos e mordomias, pagos pelo contribuinte.
Peçam ao PCP e ao BE, que ajudaram o PS a aprovar um TGV que já nos custou 300 milhões só em papelada, e vai custar outro tanto em indemnizações
E AGRADEÇAM AINDA AO FUGITIVO DE PARIS O SUCESSO DO DINHEIRO EMPATADO NO AEROPORTO DE BEJA!
E AGRADEÇAM TAMBÉM OS LARGOS MILHÕES QUE POR PURA TEIMOSIA E NHURRICE INVESTIRAM JOGANDO NO LIXO, NA BOLANHA DA ZONA DA OTA PARA CONSTRUIR UM AEROPORTO EM ESTACAS.
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O dinheiro não se esgotou… a distribuição é que já não segue pelos mesmos circuitos de antes. Enquanto a Alemanha mandar. Mesmo assim, ter o cu assente nas cadeiras do poder, ainda permite o acesso a muita fruta, dai que Portas tenha a postura actual. Neste século as ideologias morreram, pelo menos para já!
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Excelente comentário de Javitudo, das 22h41m !!
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E sim, lá seja, mas o mesmo governo, com o primeiro à frente é o mais pernicioso que o País já teve, incapazes, tropeços, que nos levam à ruína. E pior de tudo impedem que gente mais séria, ´meia dúzia de homens de bem, mais sábios e honestos, apresentasse o problema real ddo presente à troika, que conjuntamente, desse rumo a isto de maneira humana, equilibrada, honesta.
E o primeiro ministro, oco e vaidoso, com o das finanças, de outro mundo, ficará para a História como a dupla mais perniciosa do condado portucalense. Pior que o relvas descarado e mânfio, nossa sinhoa .
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Ó Javitudo, o problema há muito não se põe dessa maneira, ou por acaso queres dizer-nos que este ano que aí vem pagaremos de impostos mais que o rombo que uns gatunos do PSD cavaram num banco? Ou quem o paga, porventura, ó javiste é nada, seu cabeçudo.
E mais, descansa, que nunca votei no filósofo de Paris, que te atrapalha.
Como nem nesse broncpo, o vaidoso do Coelho, presunçoso de um raio, mais oco e estúpido que o palhaço, rais o parta.
Que é que vai dar cabpo disto, na sua teimosia, vaidade e estupidez que farta, rais parta, maior nódoa, o coelho, zero à esquerda, tolo, e contudo convencido, ó jávitudo, teu amigo, que é que vai cabo disto tudo .
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Este post traduz um sentimento que percorre o ambiente político nacional. Começou cedo o ‘ajuste de contas’ (estamos cercados por esta praga). Fazem-se cálculos eleitorais, com incidências partidárias, para justificar ‘atitudes nacionais’ e/ou ‘imperativos patrióticos’ (à escolha).
Estas contabilidades prematuras dizem muito sobre a alegada estabilidade política actual. Miragem que deve ser repetidamente proclamada e enfatizada nos tempos que se seguem (discussão do OE-2013).
Na verdade, nem o Mundo mudou ontem, nem o dinheiro terá acabado para todos…
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O LR ainda não entendeu muito bem como funciona isto do dinheiro .
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Portugal tem contas externas equilibradas desde Maio de 2012, por isso não precisa de mais dinheiro do exterior.
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O que há a fazer é renegociar juros e prazos de pagamento, o normal numa restruturação.
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O problema é que o Passos e Gaspar percebem zero de restruturação de dividas e têm medo.
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Mas o Borges deve saber alguma coisa, pois andou pelo Goldman uns anos.
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Este post é um bocado ridículo, para não dizer outra coisa. O facto de o CDS ter ideias e querer impô-las faz com que o LR faça uma pirueta argumentativa espectacular e diga exactamente o contrário da realidade.
Até entendo que as pessoas ligadas ao centrão estejam tão habituadas a ser enganadas pelos partidos em que votaram, que já nem percebem que um partido tente ser coerente com os seus principios programáticos.
Acho engraçado a alegria infantil com a descida de 2% do CDS nos Açores. Mostra o estado a que chegou o PSD: Ficam contentes por ter mais dois deputados, mesmo que o PS tenha maioria absoluta.
A “corte” como educadamente LR lhes chama, tenta que os “iluminados” que não conseguem ter uma ideia para o país desde Sá Carneiro, não estraguem o pouco que ainda resta.
Não há grande paciência para este tipo de pessoas que nunca perceberá como funciona a democracia. Mas não deixa de ser elucidativo que venha de onde vem.
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José Mexia,
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Se não percebeu, eu gostaria que o CDS tivesse uma prática coerente com as ideias que propaga: menos impostos e mais corte de despesas. E espero que o mostrem agora, desmentindo que são um partido pró-despesa. Podem começar por propôr a venda da RTP, por exemplo. Mas desconfio que posso esperar sentado.
Já agora, os resultados dos Açores não me alegraram minimamente. Mas a evolução de que dou conta é um facto. Posso é aceitar como algo abusiva a relação causal que estabeleço.
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Outra coisa,
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=61375
Tem alguma coisa a dizer, LR?
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Lucas Galuxo,
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Nada a dizer sem analisar o estudo de que fala o jornal. Consegue arranjar-mo?
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Para já o sumário executivo. Tem cara de não ter sido feito às três pancadas; primeira despesa a debitar na conta de quem se lembrou desta medida.
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