A estratégia de Gaspar
João César das Neves, que a Helena Matos acaba de citar, pôs o dedo na ferida: embora todos defendam, em abstracto, cortes na despesa, em concreto haverá sempre um qualquer grupo de pressão, próximo dos círculos do poder, a opor-se com veemência e violência a qualquer corte que os afecte.
Ao sublinhar, nas suas declarações, que o OE 2013 traz consigo um enorme aumento de impostos, o Ministro das Finanças mais não estava do que a espicaçar, com um ferro afiado, os apelar aos pagadores líquidos de impostos – aqueles que pagam mais do que recebem do OE – para erguerem a sua voz contra os inúmeros lobbies que prosperam à sombra do OE e contra aqueles que, não há muito tempo, defenderam a constitucionalização da chamada regra de ouro (imposição de limites constitucionais ao défice) e defendem agora a inconstitucionalidade do OE. Se esta estratégia resultasse, a violência do orçamento do lado da receita permitiria criar um ambiente favorável a verdadeiras reformas do lado da despesa no próximo ano. Mas é um se maior do que a dívida pública portuguesa.

Quem tem de tratar dos lobbies é o governo, sobremaneira em desconstruí-los e em retirar-lhes as prebendas que PSD+PSD+CDS-PP lhes foram outorgando ao longo dos anos.
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Agora temos que o povo é que governa e o governo recebe os cheques ao fim do mês !
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Vamos longe com esta malta !
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Mais um na campanhazina rasteira de que o culpado é o TC; nao ha mais argumentos para justificar a austeridade?
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Refiro-me a Cesar das Neves e a quem o cita babadamente…
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Cortar na Despesa é um exercício complexo, até olharmos para um gráfico que nos sintetiza a Despesa. Um trabalho rápido permitiu-nos produzir alguns pie-charts rapidamente. As conclusões depois de olhar para eles são necessariamente políticas, mas não devem ser difíceis:
http://www.pouparmelhor.com/noticias/graficos-do-orcamento-de-estado-2013/
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Este governo populista anunciava em campanha que havia muito por onde cortar em gorduras do Estado… E então, afinal, o que é que se passa agora?!
Mentiram, sofrem de amnésia, somente incompetência, ou alguma inconveniência?!…
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Portugal vai pagar muito caro este ENORME desfasamento com a Realidade por parte de Gaspar.
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João César da Neves quando elaborou a excêntrica ‘teoria dos lobbys inatacáveis’ estava – como era de esperar – a pensar na Igreja Católica. Só pode ser.
E seria de propor a seguinte temática para o próximo artigo de JCN : O IMI, a ICAR e as ‘reflexões’ do Patriarca.
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O afável prof. Neves continua a não acertar uma. O seu fanatismo já roça a imbecilidade. Porque é que não vai ajudar à missa ou dar catequese lá na paróquia. (com todo o respeito pelos bons cataquistas, que, felizmente, ainda os há)
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E trazem César para a procissão das Neves.
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Parece que começaram a ir às massas do César das Neves…, mas tenho cá para mim que quando só iam à algibeira de alguns, que não ele, não falava muito.
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Palavras certeiras de João César das Neves !
Muitos criticam por se nõ cortaras gorduras do Estado !
Pois muito bem ! Muito desses são aqueles quando se vai às Fundações, por exemplo, dizem logo :
AQUI NÃO !
NEM PENSAR !
Concordo em que se baixe acarga fiscal, só que para isso tem que haver alternativas nas despesas, como exige a TROIKA !
E o que diz a OPOSIÇÂO ?
NIM !
E pergunto , será que se o PS estivesse no governo, faria diferente ?
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Como tudo indica que o governo acabe por cair, cá estaremos para ver qual a receita do PS !
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O argumento é simples e faz sentido, o ministro das finanças só tem poderes sobre a fiscalidade e os gastos excessivos (lei dos compromissos). Para cortar no aparelho do Estado cada ministério tem que cortar nas suas despesas e é aí, em cada ministério que está tudo minado. Não faz sentido nem seria exequível ser o ministro das finanças a decidir que agora cada um se vai governar com “menos X” e que decida lá onde quer cortar. Isso seria um ministro a meter-se no pelouro do vizinho.
Se tivéssemos primeiro-ministro ainda talvez houvesse hipótese.
Mas assim não dá.
Ninguém quer cortar, a solução que não beliscava a despesa corrente foi cancelada pelo senado da nação e há a mesma conta para pagar? upa-upa nos impostos.
Não entendo o que os insultos ao beato das neves adianta…
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“…o Ministro das Finanças mais não estava do que a (espicaçar, com um ferro afiado) apelar aos pagadores líquidos de impostos – aqueles que pagam mais do que recebem do OE – para erguerem a sua voz contra os inúmeros lobbies…”
Já ouvi muitas teorias, umas bem fundamentadas, outras pura especulação, mas nunca tinha lido nada como isto. Simplesmente fantástico! Já estou a ouvir manifestantes em frente ao ministério das finanças a gritarem Força, força, companheiro Gaspar! Contra os lobbies marchar, marchar!
Vou ali tomar um calmante que não consigo para de rir.
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O sr Gaspar leva guita? Se não leva tá feito, é que o homem entrou de cabeça, no labirinto do Orçamento. Não esquecer que foi a guita que safou o Teseu*, no labirinto de Creta.
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* Não confundir com Tsu!
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A guita serve para encontrar a saída no caso de se perder no Labirinto e por isso, não encontrar o Centro. No Centro está a Chave.
Eu guita não dou!
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Pelo urdidura da trama, interrogo-me se João César das Neves e Helena Matos não serão uma espécie de retribuição dos marcianos pela visita da Curiosity.
Nem o falecido Hitchcock seria capaz de tal enredo…
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Era uma vez, Eisik de Cracóvia que queria ser rico; insistia tanto nisso, que começou a ter sonhos.
Sonhou uma vez que na Ponte de Praga havia um tesouro, sonhou o mesmo uma segunda vez, à terceira pôs os pés a caminho, como que diz, entrou no Labirinto. Andou, andou e acabou por encontrar o Centro, quer dizer, a ponte de Praga. “Este já cá canta”, pensou ele, mas a ponte estava guardada e no seu afã de procura, Eisik tornara-se suspeito e foi levado à presença do chefe da guarda, que quis saber a razão da sua presença ali. Ele começou por dizer que tivera um sonho e de imediato o chefe desatou a rir. “O sr capitão não acredita em sonhos?” perguntou Eisik admirado, “se eu acreditasse em sonhos a esta hora estava em Cracóvia, em casa de um judeu chamado Eisik procurando um tesouro, que está debaixo do seu fogão”.
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Aqui está uma história muito velhinha mas sempre actual, serve ao sr Gaspar – que deve ir a caminho da ponte de Belém – e a qualquer sonhador.
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JCN gritou: “O Rei vai nú!”.
Parece que entre os comentadores do Blasfémias há muitos reis nús…
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Se tu dizes!
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… sonhador obsessivo. Em inglês – obsessivo sonhador.
Sebastião José de Carvalho e Melo não vendeu a Ilha da Madeira, vendeu a madeira da ilha.
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O governo não consegue cortar na despesa, logo a culpa não é do governo mas sim da população, que por acaso até votou no governo.
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Se não sabem governar nas condições actuais devem sair pelo seu pé.
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Muito bem. É exatamente isso, Gaspar exortou os deputados a apresentar alternativas. Ele precisa da força da população para reformar.. é notório que ñ o deixam. É essa a mensagem que é preciso passar POVO NA RUA A EXIGIR CORTES E REFORMAS A SÉRIO.
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