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A favor dos cortes desde que não se corte

22 Outubro, 2012

82,1% defende cortes na despesa em vez de aumento de impostos

0,7% defende cortes nas despesas de educação

0,2% aceita cortes nas despesas de saúde

50 comentários leave one →
  1. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    22 Outubro, 2012 19:21

    Quanto tempo vai demorar para virem com a conversa do “cortem nas PPP” (eu até nem tenho dessas coisas no frigorífico), “cortem nas fundações” (não me dão nada) ou o “cortem nos motoristas dos deputados” (como se isso resolvesse os sete mil milhões em falta)?

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  2. edgar's avatar
    edgar permalink
    22 Outubro, 2012 19:42

    A austeridade tem outro nome?
    Henry Kissinger afirmou que a globalização era outro nome do domínio dos EUA.
    Perante a intransigente determinação da Alemanha pela limitação constitucional de défices – condicionante de políticas de crescimento – pelo veto de orçamentos – condicionante da distribuição de verbas – pela impossibilidade do BCE comprar dívida sem resgates – condicionante da redução de taxas de juros, favorecendo a especulação – e pela imposição de planos de austeridade – factores de prolongada recessão – é legítimo perguntar se estes chamados “planos de ajustamento” não serão outro nome do domínio da Alemanha.
    E, se assim for, que nome terá a submissão subserviente, a negação de alternativas, a estas políticas cujos resultados são mais do que evidentes para a esmagadora maioria dos que as sofrem?

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  3. Zé Paulo's avatar
    Zé Paulo permalink
    22 Outubro, 2012 20:08

    E que tal…
    Cortar para metade os deputados e acabar-lhes com as mordomias.
    Proibir a aquisição de novas viaturas e, quando necessárias, serem obrigados a comprar utilitários.
    Cortar ordenados dos deputados e políticos reformados com oito anos de serviços.
    Cortar as mordomias aos ex-presidentes da República e baixar-lhes os ordenados.
    Acabar com as reformas acima dos 3000 euros;
    Acabar com todos os Institutos e fundações públicas.
    Passar a pente fino todos os serviços públicos e quem não produzir que seja então dispensado.
    Reduzir drasticamente todos os ramos das Forças Armadas, desde os sargentos e, principalmente, os generais.
    Simplesmente não pagar as PPPs que não tiveram todos – mas mesmo todos – os seus parâmetros analisados e objeto de visto por parte do Tribunal de Contas. Que pague do próprio bolso quem fez a asneira.
    Alterar a legislação que dá imunidade parlamentar aos deputados e governantes.

    Podem não resolver os sete mil milhões, mas já eram um grande começo.

    Depois disso sim, venham então de lá os impostos.

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  4. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    22 Outubro, 2012 20:11

    edgar,
    Henry Kissinger afirmou que a globalização era outro nome do domínio dos EUA
    .
    No séc. XV era o nome do domínio português. Maldita globalização que é tão imparcial.
    .
    Perante a intransigente determinação da Alemanha pela limitação constitucional de défices
    .
    A não delimitação permite o quê? Que os Estados aumentem o défice indefinidamente?
    .
    condicionante de políticas de crescimento
    .
    Políticas de crescimento com o dinheiro do Estado? Isso é o mesmo que o pai que tem seis filhos desempregados, tentar suprir a falta de verbas da família distribuindo dinheiro proveniente do seu emprego pelos seis – dando-lhes tarefas caseiras – pensando aumentar o orçamento familiar com esse mecanismo.
    .
    pelo veto de orçamentos – condicionante da distribuição de verbas
    .
    Mas o que condiciona a distribuição de verbas é a falta de verbas ou a falta de aprovação? Dito de outra forma: aprovar orçamentos inviáveis torna as políticas viáveis?
    .
    pela impossibilidade do BCE comprar dívida sem resgates
    .
    Vale dizer: o BCE suportar as dívidas, sem colocar condições. Era bom não era?
    .
    e pela imposição de planos de austeridade – factores de prolongada recessão
    .
    Pois, a austeridade obriga a um ajustamento entre aquilo que produzimos e o que gastamos. Se o que gastávamos até agora era superior ao que produzíamos e a diferença era coberta por empréstimos, agora terá de haver austeridade.
    .
    é legítimo perguntar se estes chamados “planos de ajustamento” não serão outro nome do domínio da Alemanha
    .
    Pois. Estivesse Portugal no lugar da Alemanha neste gráfico e queria ver a opinião dos portugueses.

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  5. Poupar Melhor's avatar
    22 Outubro, 2012 20:12

    Interessante essa perspectiva.
    Como se pode ver nos gráficos que disponibilizamos aqui
    http://www.pouparmelhor.com/noticias/graficos-do-orcamento-de-estado-2013/
    a Saúda representa quase 3/4 da despesa em “Aquisição de Bens e Serviços”…

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  6. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    22 Outubro, 2012 20:14

    O Sousa Tavares explica.
    .
    O que falta é coragem para cortar na despesa publica, diz o gajo.
    Depois defende a Lusa que sem ela nao há comunicação social livre e com isso está condenada a democracia. E ainda na mesma frase acha que devia ser fechado o Noticias da Madeira.
    Por ultimo e ainda melhor defende o Publico que é um grande jornal, mas que nao tem notícias isentas e interessantes (!), mas que devia ser obrigatório o Belmiro gastar dinheiro porque tem e não é angolano (!).
    .
    Ou seja, a coca hoje estava marada.
    .
    O pior é que apresentam estas luminárias como sendo comentadores de política.
    Triste sina a nossa.

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  7. Tortulho no escroto's avatar
    Tortulho no escroto permalink
    22 Outubro, 2012 20:18

    Quem ler o inteligente João Miranda pode pensar que já não se cortou, BRUTALMENTE, na Saúde e na Educação.
    .
    Um dos meus filhos é deficiente, por isso tem consultas periódicas de desenvolvimento para aferir da sua evolução em termos físicos e cognitivos. Para tal, tenho de me deslocar a Coimbra, o que, ida e vinda, fica em mais de 500 kms. Antes dos «cortes», ficava-me por Viseu, o que dava metade do caminho.Bragança ou Guarda esqueçam, pois o Terreiro do Paço já as esqueceu há muito.
    .
    Ora, o gasóleo, apesar de hoje ter baixado de preço, não está barato; acresce a isso a introdução de portagens na A25, a acrescentar às da A23; acresce a isso o estacionamento e a refeição para três pessoas. Calculem lá quão barata me fica cada uma destas consultas.
    .
    Continuemos: o miúdo precisa de diferentes terapias, sendo que só as posso encontrar na Covilhã, o que fica a cerca de 200 kms e a título particular, o que dá, no mínimo, 70 euros por consulta, a que há a acrescentar o mesmo que para Coimbra: combustível, portagens, alimentação, etc.
    .
    Portanto, venham cá dizer-me que é preciso cortar mais na Saúde.
    .
    Estou farto de merdas lisboetas ou afins que se pronunciam sobre o país e os portugueses como se estes se limitassem à capital da província e arredores.
    .
    Puta que vos pariu a todos!

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  8. Kruzes Kanhoto's avatar
    22 Outubro, 2012 21:04

    Então e os 175 milhões que o memorando previa cortar nas transferencias para a administração regional e local e que em 2013 já não vão ser cortados?! Ou a receita proveniente da subida do IMI que seria para consolidação orçamental e agora já vai outra vez para os cofres das câmaras?! Nestas duas coisitas já lá vão uns trocos…Penso eu de que!

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  9. Pedro's avatar
    22 Outubro, 2012 21:12

    Numa economia de mercado, tendo à sua frente todos esses custos (portagens, viagens longas, combustível, etc) o senhor estaria disponível a pagar um preço mais alto para ter os cuidados de saúde num local mais perto de sí. Como é o governo que decide, obviamente que tem de agradar às maiorias.

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  10. jvgama's avatar
    22 Outubro, 2012 21:27

    Então e cortes na defesa?

    «A despesa total consolidada do Programa da Defesa em 2013, ascende a 2.188,4 M€, o que reflete um
    acréscimo de 14,1%, face à estimativa de 2012. »
    Orçamento de Estado de 2013

    Se calhar muitos estariam a favor.

    Então e cortes na PIDE?
    «De acordo com o Correio da Manhã de 2008, o SIS terá 270 pides. Segundo o Jornal de Notícias de 2011, serão 600 pides. A acreditar na imprensa desta semana, estes espiões terão ao seu dispor 144 automóveis. Portanto, será algures entre um automóvel para cada dois funcionários e um automóvel para cada quatro funcionários. «Gordura do Estado»?»
    Texto daqui: http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2012/10/da-pobreza-aflitiva-de-um-servico.html

    Aposto que muitos seriam a favor…

    Então e cortes nas negociatas manhosas?

    «O governo refletiu no Orçamento do Estado (OE) para 2013 responsabilidades com as sociedades herdeiras do BPN (Parvalorem e Parups) que se elevam a um total de 3,9 mil milhões de euros.
    Ou seja, a dívida, que vence em 2020 e 2021, respetivamente, ascende a quase 4 mil milhões de euros, qualquer coisa como 2,3% do valor do produto interno bruto (PIB) previsto para 2013.»
    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2838086&seccao=Dinheiro+Vivo

    Aposto que mais de 90% seria a favor.

    Portanto, há muito para cortar sem afectar as prestações sociais. Não adianta fingir que não..
    Aliás, Pedro Passos Coelho ganhou as eleições porque passou uma campanha eleitoral inteira a repeti-lo. Agora nem um orçamento de base zero foi capaz de fazer, o mentiroso.

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  11. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    22 Outubro, 2012 21:35

    “A favor dos cortes desde que não se corte”
    Claro, João Miranda! É óbvio. Nem sei porque se admira. Talvez porque faça parte das pessoas que pensa que é possível convencer os portugueses de que se pode cortar despesas sem cortar serviços. Um erro liberal que felizmente não passa.
    Assim, deverão adoptar outra estratégia. Por exemplo, dizer aos portugueses:
    – “caros portugueses, exijam a morte do SNS e de outras conquistas civilizacionais porque, assim, poderão poupar em impostos as despesas de saúde. É certo que depois a vossa saúde ficará várias vezes mais cara e não garantida. Mas tenham fé porque com um bocado de sorte até poderão não adoecer. E se assim for ficarão a ganhar.”

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  12. Pedro's avatar
    22 Outubro, 2012 21:44

    Mais cara?
    1. As pessoas tinham em consideração custos de saúde futuros ao se colocarem com determinados hábitos de risco (tabaco, drogas, álcool, sedentarismo, alimentação, etc). (E mesmo que não tivessem em consideração, deixam de impor os custos aos restantes).

    2. A competição levava à redução de custos.
    Na américa nas áreas em que o governo não está envolvido e não são as seguradoras a intermediar, como cosmética e correcção visual a laser, pode-se observar bem a redução de custos.

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  13. edgar's avatar
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    22 Outubro, 2012 21:54

    Qualquer gestor que se preze presta especial atenção à negociação dos juros na gestão de qualquer dívida.
    Sabendo-se que estarão orçamentados mais de 7 mil milhões de juros da dívida, um pouco menos do que custará a Saúde e mais do que custará a Educação, não se percebe a sistemática (intencional?) omissão deste facto, quando se sabe também que uma boa parte destes juros correspondem à diferença entre a taxa de financiamento do BCE à banca e a taxa a que esta emprestou ao Estado e à taxa negociada com a troika.
    Outro motivo de espanto está no facto de na mesma zona económica e monetária se aplicarem taxas tão diferentes, desde taxas negativas à Alemanha até às que são impostas a Portugal, obrigando a esforço diferente.
    Bem pode o governo, e os comentadores que o apoiam, afirmar que não há alternativa, que estamos no bom caminho. Este é o caminho que conduz a bancarrota e não vai impedir a renegociação com enormes custos acrescidos à medida que o tempo passa.

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  14. Pedro's avatar
    22 Outubro, 2012 22:00

    Apenas não se coloca a questão de default na dívida.
    Além disso os juros são calculados pela lei da procura e da oferta, o governo ou aceita as condições de mercado ou arranja outras formas de financiamento ou deixa de usar além do que consegue em impostos.

    Porque não pedimos uma dívida (em relação ao PIB) igual à da Alemanhã?
    Porque não pedimos as reformas que a Alemanhã já fez em 2000(!)?

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  15. JC's avatar
    22 Outubro, 2012 22:31

    O João, tal como este governo, é preguiçoso e, como tal, só equaciona grandes cortes na despesa.
    Aqueles muitos pequenos cortes, nas tais gorduras, dão muito trabalho, não é?…

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  16. stag1971's avatar
    stag1971 permalink
    22 Outubro, 2012 22:42

    Caro João Miranda,
    Um mau inquérito só pode levar a más conclusões…
    Quando a pergunta dá 4 alternativas e só permite que seja assinalada uma, o que as pessoas fazem é assinalar a que lhes parece mais óbvia, o que não quer dizer que (como eu) não tivessem vontade de assinalar todas, as quatro…
    Eu percebo onde quer chegar e até estou de acordo consigo [não é possível atacar verdadeiramente a despesa sem cortar na saúde e/ou na educação], mas serviu-se de um mau exemplo para ilustrar o seu pensamento.
    Já agora, preciso ainda que quando refiro “cortar” na saúde e/ou na educação estou a pensar nos seus orçamentos, na despesa a elas afecta, e não necessariamente nos serviços prestados (ainda que admita que alguns destes possam e devam ser também ponderados)…

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  17. PorOutroLado.com's avatar
    22 Outubro, 2012 22:49

    Against All Odds
    Vivemos em Portugal e na Europa um período de grande instabilidade, incerteza e conflito quanto ao rumo a seguir. O endividamento irresponsável que sustentou as políticas e os governos nos ultimos doze anos, conduziu-nos a este ponto e apresenta agora a sua enorme factura. Infelizmente, embora o desmando e desgoverno tenha sido de alguns, nesta democracia imperfeita e ineficiente,a factura está a ser paga por (quase) todos. Digo quase todos porque infelizmente o governo tem sido totalmente incapaz em comunicar:
    a) o valor e as condições de pagamento da factura,
    b) a distribuição por quem paga ou não paga, porquê e até quando,
    c) as alternativas que possam existir.

    O que, a juntar à:
    a) impunidade de quem tão mal geriu os dinheiros públicos durante tantos anos e com tantos casos e indicios de existência de fraude e/ou corrupção,
    b) manutenção de sinais exteriores de gastos excessivos de quem exerce ou exerceu cargos publicos, quando o “povo aperta o cinto” ,

    conduz naturalmente a que o povo se divorcie deste desígnio e se revolte perante os sacrifícios que parecem excessivos, injustos, desiguais, impraticáveis.

    Neste enquadramento, seria de esperar que toda a classe política tivesse o minimo de sentido de responsabilidade e de senso, para que neste periodo tão dificil e tão duro, contribuisse para que todos possamos sair desta crise o melhor e o mais depressa possivel. Mas não, a nossa classe política parece ainda não ter entendido que aos olhos de uma boa parte do povo todos foram responsáveis por termos chegado aonde chegamos: por acção directa, por conivência ou por inacção.

    Construímos um país que produz menos do que o que gasta, e que por isso para poder continuar a viver precisa de empréstimos, que só chegam mediante as condições de pagamento impostas pelos credores.

    O modelo para cumprimento dessas condições que nos foram impostas, tem vindo a ser apresentado pelo governo, com as conhecidas reacções negativas de todos os quadrantes políticos a começar pelos “ex-qualquer coisa” dos partidos do governo. Mas se a discordância com a apresentação de alternativas concretas seria positiva, a discordância por tática política numa altura destas é da maior das irresponsabilidades que a História saberá registar. Como poderá o povo sem os dados e a informação necessárias tomar a melhor posição perante estas circunstâncias, se oposição , ex-governantes, politicos, comentadores, jornalistas, parecem incapazes de o fazer, com a apresentação de alternativas concretas e consistentes que permitam a equação perfeita e impossivel que todos parecem prometer: cumprir as metas dos credores, baixando a despesa do Estado, reduzindo a receita de impostos, e promovendo o crescimento e o emprego.

    Estaremos longe de podermos estar convencidos de que o orçamento proposto é ” a unica via possivel”, quer pela total falta de explicações por parte de quem as deveria ter dado oportunamente, quer pelas inconsistências e criticas mais assertivas que algumas individualidades ou instituições mais crediveis têm objectivamente apresentado.

    Restam-nos duas esperanças cada vez mais remotas e improváveis:
    a) Que deputados, governantes, e demais agentes das forças dominantes deste país dêm sinais de que o senso e o bem comum se irão sobrepor aos egos e interesses próprios e corporativos.
    b) Que a Alemanha de uma vez por todas seja capaz de assumir o leme da Europa como Europeista convicta e assumida.

    Esperanças possiveis, mesmo “against all odds”.

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  18. e.soares's avatar
    e.soares permalink
    22 Outubro, 2012 22:57

    Os cortes devem ser considerados como um mealheiro, pois grão a grão…. Todas as rubricas em geral deviam ter corte de 10% no caso das importantes, as que não o são eliminadas, casa presidencial e parlamento 50% viaturas estado 50%, extinção de 90% das fundações.
    Exigir uma taxa de solidariadade de 25 % (durante plano de assistência financeira)sobre os bens transacionados a todas as empresas com monopólio de mercado como, EDP,REN,GALP,BRISA, LUSOPONTE, Distribuidoras de Gás e águas em geral.
    – Por os “chulos” bancos a pagar a mesma taxa de IRC que as empresas.
    – Nacionalizar a SLN (Sociadade Lusa de Negocios) pertencente aos mesmos acionistas do BPN a quando da sua nacionalização.
    – Nacionalizar as concessionárias rodoviarias em regime de PPP.
    – Aplicar teto máximo para as pensões.
    – Acabar com os Portugueses de 1ª de 2ª e 3ª, aplicar os mesmos direitos a todos.
    – Formar um Tribunal com magistrados estrangeiros e dar-lhes meios para investigarem todos os negócios ilicitos e de corrupção, desde os vareadores aos presidentes da Republica após 25 Abril.

    O futuro poderia não ser assim tão dificil…….

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  19. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    22 Outubro, 2012 22:58

    Ó Pedro, então você não sabe que os americanos gastam em saúdo o dobro dos portugueses e mesmo assim grande parte da população não tem acesso?
    Sei que vai ficar zangado, mas deveria ter visto o documentário premiado do Michael Moore, Sick0. Ficava a saber as coisas inacreditáveis em que você acredita.
    Há também muita coisa escrita sobre o assunto, já agora.

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  20. jonas's avatar
    jonas permalink
    22 Outubro, 2012 23:43

    Ora, cortem no passos coelho, nos ministros e governo, como nos deputados, nos jotas especialistas de tudo, nomeados todos dias pelo governo no poleiro, e cortem nas públco-privadas, nos juros de roubo, judiosos, e cortem nas famílias psd’s e ps’s, mais cds’s, do poder, nas autarquias, cortem no bando bpn, com cavaco e o loreiro à frente, e cortem assim no teixeira das finanças, como nesse gasparoto, que apararam o roubo, e para amostra, oh, metam sokras e o coelhos mentirosos na cadeia .

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  21. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    23 Outubro, 2012 00:00

    Caro Edgar, a única solução para deixar de cumprir os tratados que o país assinou e deixar de pagar as dívidas que contraiu (dinheiro, lembre-se, que foi efectivamente gasto e desbaratado sem qualquer retorno) é saír da UE e do Euro.
    Os limites do défice e da dívida (e da inflação) estão consagrados em Tratado e sempre foram condição prévia para se participar na moeda única. O BCE nunca teve como missão comprar dívida de nenhuma região da UE.
    O governo do seu país FALIU, por incompetência e gestão danosa acumulada durante vários anos, ora como 90% do país vivia de gastos do governo todo o país faliu com ele, e perante a perspectiva de não haver pagamentos sequer de salários de um mês para o outro recorreu a um empréstimo de emergência. Pediu-o de joelhos e mão estendida.
    Quem emprestou apenas fez uma perguntinha muito simples: como vão pagar de volta? E o mínimo que exigiram (a famosa “austeridade”) é que pelo menos o Governo deixe de gastar todos os anos mais do que arrecada de impostos,só assim sobra algum para pagar de volta. E 3 anos depois ainda não vamos ter conseguido atingir esse patamar mínimo…
    Um drama.
    Mas quando tiver de volta os seus Escudos poderá então imprimi-los à fartazana, aplicá-los em “políticas de crescimento” e vai ver o resultado. Lembra-se que eram 200 escudos por cada euro? Pois agora serão 200 mil escudos ou mais por cada euro e infelizmente só nessa altura é que a maioria dos portugueses vai reparar em quanto o país empobreceu, quando os 3 telemóveis por habitante custarem o salário anual de uma família de classe média-alta. Sabe é que os telemóveis (e quase tudo o que lhe ocorrer) não são feitos cá e quem os vende tem a mania de preferir receber em euros e além disso, suprema malfeitoria, são eles que decidem quantos dos escudos que você imprime são precisos para comprar um euro. Mas pode sempre imprimir ainda mais escudos para fomentar esse belo “consumo” que tanta falta faz ao nosso PIB… e chegará àquela beira do abismo em que já ninguém que fabrique telemóveis lhe vai aceitar esse papel falido que insistem em imprimir e chamar de dinheiro.
    Acha insustentável os credores exigirem a terrível “austeridade” de o seu governo ter contas equilibradas para lhe emprestarem euros?
    Olhe que me parece que ainda não viu nada…
    Cumps
    Buiça

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  22. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    23 Outubro, 2012 06:07

    Segundo consta, os do governo para lá chegarem prometeram cortar nas gorduras do Estado.
    Chegados lá, mergulham na confortável gordura e desatam a rapar o osso ao Zé Povinho.
    Fora com eles, seus gordurosos.

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  23. Pedro's avatar
    23 Outubro, 2012 06:30

    Fincapé, eu tenho noção disso e foi exactamente por causa disso que referi especificamente 2 áreas em que nem o governo, nem as seguradoras estão metidas.

    De qualquer maneira, o modelo que eles tem actualmente torna-se quase igual a nós, os utilizadores quase nunca são confrontados com os custos das suas decisões ou dos médicos pelo que a seguradora paga tudo e vai subindo os custos do seguro.

    Eu recomendo-lhe este: http://www.youtube.com/watch?v=3WnS96NVlMI (6mins)
    (Algures nesse ou noutro vídeo ele crítica específicamente o Moore)

    E finalmente, ter população sem seguro de saúde pode não ser nenhuma catástrofe.
    Pode ser da falta de dinheiro, mas pode ser também de boa saúde, pelo que se torna mais vantagoso pagar pelos cuidados de saúde básicos ao longo do ano sem seguro.
    De qualquer maneira, alterar a maneira dos seguros trabalharem resolveria isso, acho.

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  24. Pedro's avatar
    23 Outubro, 2012 06:36

    Por exemplo, acho que na maioria dos estados o seguro de saúde está ligado ao emprego que as pessoas têm.
    Há falta de modelo alternativo, ocasionalmente, durante a transição de empregos ou despedimentos , as pessoas podem descobrir uma doença e deixam de ter seguro para resolver isso.

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  25. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Outubro, 2012 07:32

    “Perante a intransigente determinação da Alemanha pela limitação constitucional de défices – condicionante de políticas de crescimento – pelo veto de orçamentos – condicionante da distribuição de verbas – pela impossibilidade do BCE comprar dívida sem resgates – condicionante da redução de taxas de juros, favorecendo a especulação – e pela imposição de planos de austeridade – factores de prolongada recessão – é legítimo perguntar se estes chamados “planos de ajustamento” não serão outro nome do domínio da Alemanha.”

    Resumindo quando um país tem contas saudáveis sem grande dívida está dominado pela Alemanha. Pelos vistos o Estado Novo era guiado à distancia pelos malvados Alemães, que fizeram Portugal reduzir a dívida desde os anos 50…
    Curiosamente só graças a essa redução é que o regime Social-Populista-Corporativo em que estamos pode gastar os últimos 30 anos a aumentar a dívida. Aliás não seria de admirar que se o Estado Novo tivesse degradado as contas metade do que faz a Democracia para comprar apoio do povo – digamos que a dívida publica em 1974 seria de 60% em vez de 15% , nunca teria havido 25 de Abril.

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  26. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Outubro, 2012 07:39

    A austeridade tem outro nome?
    .
    Não há austeridade e sacrifícios alguns quando se consome mais do que se produz.
    Até agora o cartão de crédito ficou com limite reduzido apenas.
    Quando começarmos a reduzir a dívida aí sim entramos em austeridade e sacrifícios.
    Ainda não chegámos lá.

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  27. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    23 Outubro, 2012 08:11

    Porque não pedimos as reformas que a Alemanhã já fez em 2000(!)?

    Hehehe
    E tao engraçado de confirmar que os que tanto andam a falar das reformas feitas pela Alemanha, laborais, fiscais, etc. sempre- sempre -sempre esquencem que essas tais reformas lhe custaram a cabeça de um tal Gerhard Schröder e levou para a Chacelheria a uma tal Angela -Merkel -de -tao -agradavel- som para ser ouvida e olhada para um 100 % dos paises latinos.
    Enfim. Amnesias puras colectivas ja a partir ja (que quer dizer de 10 anitos para atrás)…

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  28. Joao Amorim's avatar
    23 Outubro, 2012 08:15

    César das Neves, define de forma clara o ónus da questão:Os beneficiários da despesa do Estado, estão mais perto do centro de decisão do que os produtores de receita”pagadores de impostos”,e isso é crucial.
    Urge um Estado suficientemente forte que afaste de si esses sanguesugas.

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  29. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    23 Outubro, 2012 08:29

    Despede-se o Sr. João Miranda e poupa-se no seu salário.

    Depois, poupa-se no seu subsídio de desemprego.

    Por fim, retira-se o direito ao RSI e manda-se o senhor ir emigrar.

    É só uma ideia, claro que não dava para pôr as contas públicas em ordem, mas já dava para calar algumas bocas.

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  30. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    23 Outubro, 2012 08:35

    “Você não sabe que os americanos gastam o dobro dos portugueses em saúde?”
    Claro pá, uma boa parte deles tem acesso a tecnologia médica, medicamentos, internamentos, cuidados que um portuga não sonha e que custam uma fortuna.
    “Não sabe que a maioria dos americanos não tem acesso à saúde?”
    Estima-se que entre 10 a 15% dos americanos não tendo seguro de saúde, fundamentalmente ligados ao trabalho tenham perdido acesso aos cuidados de saúde continuados, não aos de emergência.
    Pelos vistos lá como cá 10 a 15% são a grande maioria , tipo BE PCP que são maioria,
    Bom bom é o serviço nacional de saúde do Partido Comunista Chinês representado no facto de um camionista ter repetidamente atropelado uma criança de 5 anos. A justificação foi a de que ele teria dinheiro para pagar o funeral mas não os possíveis tratamentos da criança.

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  31. LL's avatar
    23 Outubro, 2012 08:58

    Duas notícias relacionadas (ou: investem em produtos de risco, depois não se queixem!)
    http://economico.sapo.pt/noticias/banca-tira-financiamento-a-economia-para-lucrar-com-o-estado_154510.html
    Banca tira financiamento à economia para lucrar com o Estado
    http://economico.sapo.pt/noticias/economist-aponta-a-reestruturacao-da-divida-nacional_154497.html
    Economist aponta à reestruturação da dívida nacional

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  32. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    23 Outubro, 2012 10:04

    The Economist armado em esquerdista-radicalissimo ao defender a restruturaçao da divivida…ó quisto xigou!

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  33. gastão's avatar
    gastão permalink
    23 Outubro, 2012 11:22

    Caro Tortulho no escroto,
    O Miranda, capanga-mor do gang dos Chicago Boys, está-se obviamente borrifando para o seu filho deficiente.
    O darwinismo social neoliberal não se compadece com os mais fracos, só gostam dos vencedores, dos ricos e dos saudáveis. Na altura da furacão Katrina até escreveu que se as pessoas perderam as suas casas a culpa era delas, não deviam ter construído uma casa ali. Portanto, fica avisado, se o seu filho é deficiente, paciência, a culpa é sua, e por favor, não seja piegas. Gente como ele, que escreve aqui neste blog de propaganda Coelhista, tipo “Jaquinzinho do Algarve, sportinguista e liberal” até defendem o trabalho infantil. E na altura dos atentados de Madrid, sabe qual foi o primeiro post que apareceu no Blasfémias: “As bolsas estão a cair”.

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  34. Tortulho no escroto's avatar
    Tortulho no escroto permalink
    23 Outubro, 2012 12:51

    Gastão,
    .
    Gente como o João Miranda, em contraste com o meu filho, inclui-se na classe dos «adiantados mentais».
    .
    Um gajo que mamou à conta do Estado como ele tem vindo a fazer, com bolas e doutoramentos que se arrastam por séculos, merece-me o respeito de um monte mediano de excrementos de dinossauro.
    .
    Ele e os demais «adiantados metais» que pululam na blogosfera de direita e no atual governo.

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  35. André Rodrigues's avatar
    André Rodrigues permalink
    23 Outubro, 2012 13:16

    Sr. João Miranda, não basta uma lógica de demagogia matemática como aquela que este seu post representa para tecer comentários válidos e assertivos.
    Julgo que não precisava de lhe explicar que o que esta sondagem demonstra é que a maioria das pessoas pretende cortes na despesa, em sectores não essenciais como a educação e saúde. Donde é que daí interpreta que “a favor dos cortes desde que não se corte”?

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  36. want3d's avatar
    want3d permalink
    23 Outubro, 2012 13:53

    10 REFORMAS POMBALINAS integradas expressas sinteticamente para resolver e reacender rapidamente Portugal da Crise e da Austeridade:
    -APROVAÇÃO PELA AR e POSTERIOR INCLUSÂO NA CONSTITUIÇÃO:

    1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal.

    2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*)

    (*) Reforma consequente de toda a estrutura de Governança, da Burocracia Publica e Orçamento Geral do Estado. A ultrapssagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
    .
    -BANCA EM PORTUGAL:

    3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas, Sociedade de Investimentos Financeiros e Hedge Funds para protecção absoluta dos Depositantes que confiam nos Bancos.

    4) Avaliação da utilidade de NACIONALIZAR o Banco de Portugal

    5) CONTRIBUIÇÃO DE GARANTIA BANCÁRIA calculada todos os negócios de Empréstimo e Comissões da Banca para habilitar financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias a devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que faliu ou fechou.

    -IMPOSTOS E FISCALIDADE:

    6) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os pelo INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)

    7) AMNISTIA Fiscal para resolver o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.

    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.

    -SEGURANÇA SOCIAL:

    8) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo ISU – Imposto Social Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)

    9) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses.

    10) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor alterável a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)

    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.

    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social

    São impotentes os discursos partidários habituais para confundir a Árvore com a Floresta.

    A ÁRVORE, a ‘mãe de todas as guerras’ de Portugal e dos Portugueses, chama-se DINHEIRO

    A FLORESTA, acessória e consequente, chama-se Estado, Burocracia Publica, Bancos, Criação de Riqueza, Poder de Compra, Saúde, Pensões, Justiça, Educação etc.

    Estas Reformas, e outras previstas, desencadeiam a maior Reforma de Portugal desde Marquês de Pombal e reacendem Portugal

    Quem tiver olhinhos vê o alcance, a estratégia politica e a força da reforma que resolverá Portugal com uma visão que observa o País de fora do sistema imobilizado, imobilizador, paralisado e destruidor continuo do Tecido Económico e do Aparelho Produtivo em Portugal

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  37. PMP's avatar
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    23 Outubro, 2012 15:10

    Cortem 20% nos 15 mil milhões de despesas que não são pessoal nem despesas sociais, já dá 3 mil milhões, o equivamente ao aumento do IRS.
    .
    Cortem na taxa de juros 1% de 4 ,5 para 3,5% , o que daria mais 2 mil milhões.
    .
    Isso é que era liberalismo.
    mas o JM prefere vir com a lengalenga que é preciso destruir o estado social.
    .
    estes radicais mascarados de liberais fazem um péssimo serviço ao liberalismo

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  38. André's avatar
    André permalink
    23 Outubro, 2012 16:23

    Aceito cortes em PPPs, fundações, salários exorbitantes na função pública e empresas públicas, carros de serviço a ministros, secretários a secretários de ministros, no orçamento para a presidência da república, no orçamento da assembleia.
    Aceito fiscalização a todos aqueles que enganam os serviços de ação social escolar ocultando rendimentos para terem apoios estatais. Aí pode-se diminuir a despesa. Aceito cortes em apoios à banca em geral.
    Aceito muitos cortes que por agora providenciariam um limite razoavel, depois, logo se vê.

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  39. Psm's avatar
    Psm permalink
    23 Outubro, 2012 17:05

    10 REFORMAS POMBALINAS integradas expressas sinteticamente para resolver e reacender rapidamente Portugal da Crise e da Austeridade:
    .
    .
    -APROVAÇÃO PELA AR e POSTERIOR INCLUSÂO NA CONSTITUIÇÃO:
    .
    1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal.
    .
    2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*)
    .
    (*) Reforma consequente de toda a estrutura de Governança, da Burocracia Publica e Orçamento Geral do Estado. A ultrapssagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
    .
    -BANCA EM PORTUGAL:
    .
    3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas, Sociedade de Investimentos Financeiros e Hedge Funds para protecção absoluta dos Depositantes que confiam nos Bancos.
    .
    4) Avaliação da utilidade de NACIONALIZAR o Banco de Portugal
    .
    5) CONTRIBUIÇÃO DE GARANTIA BANCÁRIA calculada todos os negócios de Empréstimo e Comissões da Banca para habilitar financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias a devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que faliu ou fechou.
    .–
    -IMPOSTOS E FISCALIDADE:
    .
    6) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os pelo INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
    .
    7) AMNISTIA Fiscal para resolver o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
    .
    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.

    .
    -SEGURANÇA SOCIAL:
    .
    8) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo ISU – Imposto Social Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
    .
    9) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses.
    .
    10) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor alterável a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
    .
    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.

    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
    .
    .
    São impotentes os discursos partidários habituais para confundir a Árvore com a Floresta.

    A ÁRVORE, a ‘mãe de todas as guerras’ de Portugal e dos Portugueses, chama-se DINHEIRO
    .
    A FLORESTA, acessória e consequente, chama-se Estado, Burocracia Publica, Bancos, Criação de Riqueza, Poder de Compra, Saúde, Pensões, Justiça, Educação etc.
    .
    Estas Reformas, e outras previstas, desencadeiam a maior Reforma de Portugal desde Marquês de Pombal e reacendem Portugal
    .
    Quem tiver olhinhos vê o alcance, a estratégia politica e a força da reforma que resolverá Portugal com uma visão que observa o País de fora do sistema imobilizado, imobilizador, paralisado e destruidor continuo do Tecido Económico e do Aparelho Produtivo em Portugal

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  40. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    23 Outubro, 2012 17:52

    O melhor é anunciar que a história dos ‘cortes nas gorduras’ era uma estóica invenção…
    E para seguir o habitual discurso deve ser acrescentado que ‘na situação de emergência em que estamos’ não há lugar para intervenções de redução da ‘massa corporal’.
    O esperado é (com este OE) morrermos no Natal como os perus, i e., gordos. Se não for no Natal não deverá passar da Páscoa…

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  41. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    23 Outubro, 2012 18:23

    (…) Não se concretizou o sonho de Sá-Carneiro: um Governo, um presidente, uma maioria? De que se queixam?(…)
    queixam-se da Constituição do prec, revista n vezes depois de 25 novembro 76 🙂

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  42. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    23 Outubro, 2012 19:59

    A primeira frase do preâmbulo da Contrituição diz tudo:
    .

    VII REVISÃO CONSTITUCIONAL [2005]
    .
    PREÂMBULO
    .
    A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

    .
    Houve fascismo em Portugal? Houve um regime corporativista, muito diferente do fascismo italiano, mesmo se composto de bestas semelhantes.
    .
    Pérolas de marxismo-abrantismo:
    .
    Artigo 85.º
    Cooperativas e experiências de autogestão
    .
    1. O Estado estimula e apoia a criação e a actividade de cooperativas.
    2. A lei definirá os benefícios fiscais e financeiros das cooperativas, bem como condições mais favoráveis à obtenção de crédito e auxílio técnico.
    3. São apoiadas pelo Estado as experiências viáveis de autogestão.

    .
    Lindo. O estado mete-se na atividade económica. Alguém nunca leu o artigo 86º
    .
    Outra:
    .
    Artigo 89.º
    Participação dos trabalhadores na gestão
    .
    Nas unidades de produção do sector público é assegurada uma participação efectiva dos trabalhadores na respectiva gestão.

    .
    E quando não querem participar ou trabalhar, ó que greve…
    .
    Artigo 94.º
    Eliminação dos latifúndios
    .
    1. O redimensionamento das unidades de exploração agrícola que tenham dimensão excessiva do ponto de vista dos objectivos da política agrícola será regulado por lei, que deverá prever, em caso de expropriação, o direito do proprietário à correspondente indemnização e à reserva de área suficiente para a viabilidade e a racionalidade da sua própria exploração.
    .
    2. As terras expropriadas serão entregues a título de propriedade ou de posse, nos termos da lei, a pequenos agricultores, de preferência integrados em unidades de exploração familiar, a cooperativas de trabalhadores rurais ou de pequenos agricultores ou a outras formas de exploração por trabalhadores, sem prejuízo da estipulação de um período probatório da efectividade e da racionalidade da respectiva exploração antes da outorga da propriedade plena.

    .
    Vejam também os artigis 95º e 96º e tentem não rir muito.
    .
    E, por falta de espaço, apenas vou mostrar este:
    .
    Artigo 236.º
    Categorias de autarquias locais e divisão administrativa
    .
    1. No continente as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas.

    .
    Lembro-me de um tal referendo…
    .
    Pois, a desconstituição, pá, não é fascista, pá.

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  43. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    23 Outubro, 2012 21:19

    5 escalões de irs
    primeiro escalão até 7.000€
    4% adicional de taxa irs
    54,5% de irs para rendimento >80.000
    1.200.000 de desempregados
    baixa de 10% do actual minimo do fundo desemprego
    + de 2.000.000 de pessoas ao nível da pobreza
    confisco de reformas/pensões
    .
    tudo por causa de um facto inscrito no preâmbulo da CRP -:)
    (…) A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista (…)

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  44. Pedro's avatar
    23 Outubro, 2012 21:20

    Quanto às reformas alemãs posso dizer que deve-se apenas à ignorância, só comecei a andar atento à política nos últimos anos.

    E de qualquer maneira, se a Merkal está lá hoje graças a isso é irrelevante, os alemães reformaram-se, nós não.

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  45. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    23 Outubro, 2012 22:02

    Alternativas existem e especialmente para JMiranda:

    Click to access 6_medidas_salvar_economia-esquerda_1.pdf

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  46. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    23 Outubro, 2012 22:40

    O Tiradentes fez uma pretensa transcrição de uma frase que ninguém disse:
    “Não sabe que a maioria dos americanos não tem acesso à saúde?”
    Há duas hipóteses: ou não sabe interpretar textos; ou fê-lo por maldade. Do Tiradentes não me admiro nem com uma nem com a outra.
    Apesar de alvo de algumas críticas, como referiu o Pedro acima, o documentário do Michael Morre, Sick 0″, mostra bem o que é o sistema de saúde americano. E como funcionam os tão elogiados pelos nossos ultraliberais seguros de saúde.
    Mas sobre isto o Tiradentes calou-se que nem um rato.
    Na realidade, os povos conseguiram construir sociedades capazes de grandes feitos civilizacionais, apesar dos predadores que nelas coexistem.
    Há livros, documentários e filmes que deveriam ser de leitura e visionamento obrigatórios para que os povos pudessem continuamente a eliminar o que de mau existe e a fazer opções mais elevadas para que a evolução não sofra retrocessos civilizacionais. O referido documentário de Michael Moore (aliás, os vários que fez) está entre os que deveriam ser de visionamento obrigatório.

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  47. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    24 Outubro, 2012 07:08

    Há livros, documentários e filmes que deveriam ser de leitura e visionamento obrigatórios para que os povos pudessem continuamente a eliminar o que de mau existe e a fazer opções mais elevadas para que a evolução não sofra retrocessos civilizacionais. O referido documentário de Michael Moore (aliás, os vários que fez) está entre os que deveriam ser de visionamento obrigatório.
    .
    Provavelmente para pessoas que acham que há que haver leitura e visionamento obrigatório, a lista inclui e quase se esgota em Das Kapital, O Couraçado Potemkine, Fundamentos da Filosofia Marxista-Leninista, do Kondrotiev; e, para apaziguar outras consciências, O Livro Vermelho, do Mao-Mao. Já agora o Itenerário de Marx a Cristo (aqui estou a gozar, mas este livro existiu, já o li, é português, e é uma miséria, apesar de ter um autor bem intencionado).
    .
    Se quer ver uma coisa que deveria ser de leitura aconselhada, veja esta rima de crianças russa, e desenrasque-se, Fincapé, com o Google Translate. Se a compreender, saberá o que os russos pensavam do comunismo (tem de pensar que os russos têm sempre duplo e triplo sentido naquilo que dizem — são um povo sumamente inteligente e fantástico):
    .
    Маленький мальчик нашёл пулемёт —
    Больше в деревне никто не живёт.

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  48. Pedro's avatar
    24 Outubro, 2012 10:28

    Ainda assim, não podemos chamar ao sistema americano capitalismo puro. Só no orçamento federal 1/3 vai para saúde (pobres, vehotes (estes recebem do governo, tenham ou não dinheiro, tenham contribuido o suficiente ou não, acho eu)) e é um dos principais “motores” do défice norte-americano.

    As emergências são obrigadas a receber os doentes, consigam ou não cobrar os custos, pelo que para os sem abrigo, os seus custos (elevados, acho que eles era “capazes” de fazer uma visita por semana às urgências por viverem na rua) são diluídos por todos os restantes. O Obama ao obrigar a população a ter um seguro básico já resolvia parte deste problema.

    De qualquer maneira, vamos lá ver a wikipedia ver algumas informações:
    Public spending accounts for between 45% and 56.1% of U.S. health care spending.

    Resultado de um sistema mais capitalista: In 2006, the United States accounted for three quarters of the world’s biotechnology revenues and 82% of world R&D spending in biotechnology.

    Most Americans pay for medical services largely through insurance, and this can distort the incentives of consumers since the consumer pays only a portion of the ultimate cost directly.[105] The lack of price information on medical services can also distort incentives.

    Novamente, os vídeos do John Stossel (Que chegam a referir exactamente o filme e o Moore) explicam melhor a situação e sistemas alternativos (a empresa oferece conta-poupança de cuidados de saúde em vez de seguro, e o trabalhador toma as opções pendente os custos que encontra)

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  49. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    24 Outubro, 2012 11:28

    Francisco Colaço,
    Fez várias confusões. Uma delas é que não sou comunista, não defendo ditaduras nem gostaria de vover em nenhuma das que refere. Eu gosto de um Estado solidário, o que é muito diferente. Depois, ver as denúncias de forma concreta, com dados objetivos e casos reais, em vez de se dizer o que não é, contribui para a informação das pessoas permitindo-lhes ter as suas opções absolutamente fundamentadas.
    Não sei se percebe, mas a maioria dos comentários sobre este ou aquele sistema não têm fundamento nenhum. Quase ninguém viu os documentários, nem leu os livros, sobre as origens da crise, sobre a sacanagem do capitalismo financeiro, sobre os modelos de saúde que são defendidos pelos liberais, etc.
    Ninguém impede que se leiam ou vejam os outros. Sou completamente a favor da liberdade de expressão.

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  50. Pedro's avatar
    24 Outubro, 2012 17:51

    Também sei que existem livros a dizer exactamente o contrário. Um deles por um autor que participou num comité de análise das origens da crise e que concluiu, ao contrário do grupo, que a culpa foram dos programas governamentais de apoio à habitação e não os banqueiros a causa do subprime.

    De qualquer maneira, isso foi um problema. (Sinto-me tentado a considerar uma bênção)
    O Sócrates se não levasse com a crise já estava a assinar cheques para TGVs, concluir as obras em escolas, continuar a enterrar milhões no Magalhães, etc.

    Ora, se por uma análise superficial culparmos a crise no capitalismo, seria aceitável no caso da Irlanda e a Islândia (e a nacionalização de bancos nem é capitalista), onde foi a socialização dos erros dos bancos que deixou o país com dívidas enormes, o mesmo não poderá ser dito para Portugal e Grécia.

    Ambos já estavam em velocidade cruzeiro para se enterrarem em dívida, a crise financeira apenas nos fez tropeçar antes do previsto.

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