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Manifestações e Paradigmas. *

17 Novembro, 2012
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1.É frequente ouvir dizer-se, de há uns tempos para cá, que vivemos um período de mudança de paradigmas. Desde logo, de paradigma de vida. A expressão acaba por ter um significado amplo; tão amplo quanto impreciso e, num certo sentido, perigoso.

A crise das finanças públicas (e privadas), a situação de empobrecimento abrupto e brutal da nossa sociedade, a evidência dura da insustentabilidade de um certo “modus vivendi” muito alavancado no Estado e numa rede de proteção mínima e universal de caracter público, a inabilidade (no mínimo, comunicacional, senão mesmo política) do governo e, sobretudo, a intuição coletiva de que o caminho que temos vindo a seguir, parecendo inevitável, não nos levará ao que queremos (ou mesmo a lado algum), têm intensificado o discurso da “mudança de paradigma”. “Paradigma” significa “modelo”, padrão de referência de uma conduta ou de uma certa organização, enfim e para o que nos interessa, um pressuposto de vida coletiva. Até certo ponto e seguindo o físico e filósofo norte-americano Thomas Kuhn, “um paradigma é (simplesmente) aquilo que os membros de uma comunidade partilham”. Ora, se estamos a mudar de paradigmas de vida, de política e mesmo de Estado  – por exemplo, o debate sobre que tipo concreto de Estado social queremos, será tão fundamental, como ilustrativo da necessidade da dita mudança de paradigmas -, importa sabermos, por conseguinte, que novos modelos queremos e/ou poderemos construir e adotar. Sem ideias claras sobre isso, apelar-se a uma mudança de paradigmas poderá significar um desnorte perigoso.

2.O que assistimos antontem à tarde, diante do parlamento e no fim da manifestação da CGTP que encerrou a greve geral, foi a um simples ato de violência anarco-urbana que não pode ser, ainda que indireta e mediatamente, explicado como uma ilustração dessa mudança de paradigmas (ao contrário do que cheguei a ouvir, a alguns comentadores). Neste tipo de manifestação emergem sempre os idiotas úteis que se apressam a desculpabilizar, numa lógica quase sempre implicitamente moralista (“nós”, os bons, o “povo” e as vítimas, contra “eles”, os maus), os acontecimentos. Às vezes, esquecem-se que todos temos imagens em direto, via televisão; que todos pudemos ver as pedras e as mãos que as atiraram. E inventam coisas estapafúrdias como, por exemplo, aquela que ouvi ser veiculada por uma jornalista, numa pergunta a Miguel Macedo: haveria polícias “infiltrados” (há-os sempre, como observadores) que – esses sim – são quem realmente provocou os distúrbios e atiraram as pedras. Ou seja, assistimos a uma enorme encenação da polícia que se afrontou a si própria, para provocar aquela espécie de batalha campal, justificando-se, assim, a si mesma!

Será, acho eu, o paradigma da conspiração extrema….

* Grande Porto, 16.11.12

19 comentários leave one →
  1. luis's avatar
    luis permalink
    17 Novembro, 2012 09:06

    Portugal,tem o presidente da Republica mais vergonhoso desde que me lembro (Americo Tomas),quando fala como
    falou em manifestantes colocando no mesmo saco,uma dezena de incendiarios,e pessoas indignadas , nao passa de um
    revanchista e contra o povo portugues,de que nunca foi proximo,que se demita! e leve com ele o filho passos coelho
    la para o condominio da coelha no Algarve,e que lhe faça proveito os dinheiros do BPN que os seus correlegionarios
    criaram nao se esquecendo do pai do projecto!

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  2. PiErre's avatar
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    17 Novembro, 2012 09:21

    Mas atribuir aos governos a legitimidade e a capacidade para resolver os problemas que eles próprios criaram também é de uma “inocência” confrangedora.

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  3. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    17 Novembro, 2012 10:02

    Chame-lhe “violência anarco-urbana”, “idiotas úteis” ou o que quiser.
    Se cada vez houver mais pessoas sem nada a perder, sem ser carneirada útil ou pertencer ao círculo das benesses partidárias, reagem naturalmente como o animal que há em nós, quando encurralado.
    A solução, terá de ser a classe política a encontrá-la.
    A repressão não passa de uma aspirina.

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  4. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    17 Novembro, 2012 10:14

    Olá bom dia
    Anda por aqui o pessoal que condena os alertas da proteção civil?
    E que têm a dizer de ontem no Algarve?

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  5. the lost horizon's avatar
    the lost horizon permalink
    17 Novembro, 2012 13:17

    Vamos ao paradigma de mercado. O que é o mercado?
    “São as relações que resultam da oferta e da procura de bens escassos; são relações voluntárias e mutuamente vantajosas”. Isto é universalmente aceite.
    Mudar para quê, vamos é exigir que os seus princípios sejam respeitados. Em primeiro lugar, quem os viola? Pedrada nesses gajos!
    .

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  6. JCA's avatar
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    17 Novembro, 2012 14:26

    .
    Como sempre até ao momento mantenho o exemplar profissionalismo do pessoal da PSP que estava na Assembleia. Paciência para aguentar cerca de 2H a levar pedrada de facto não é para amadores que não teriam estrutura emocional para aguentar um centesimo do tempo que os profissionais suportaram. Não me preocupo se houve ou não houve gestão politica do relogio. Quiçá poderia ter havido. Mas os homens que eestavam no terreno é que aguentaram as cerca de 2H, os politicos suposeram ….
    .
    E em termos politicos, no momento do acontecimento temos de pô-lo nas devidas dimensões; são zero comparados a violência olha já aqui ao lado para não falar do que é violência a sério do outro lado do mediterrâneo,
    .
    nos momentos depois do acontecimento o arrazoado de ‘reações’ é do mais provinciano (no sentido de tão curto de alcance), apenas promoveram mais violência que surgirá a seguir. E estou absolutamente certo. Quem do alto do trono mandou as conclusões que se explique proque é o instigador do que surgirá a seguir, salvo se alguém de alta qualidade em poder não tiver ‘os dedos de pinça’ para resolver silenciosamente a promoção de rutura social provocada que a parte da elite em poder, partes Oposição/Situação, tão ingenuamente se metem na esparrela de autenticos incautos.
    .
    Esta, a minha, é mais opinião sem me assumir como romancista, ou discurso politico frustado de não ser jornalista imitando-os para fazer discurso ‘politico’, ou contadores de histórias. Se isso Politica vou ali já venho. Claro está por momentos … com ou sem Troika, embora sobre isto tenha a minha opinião mas ora não é o caso.
    .

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  7. neotonton's avatar
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    17 Novembro, 2012 14:40

    «Uma das coisas divertidas da passagem de Angela Merkel por Lisboa – para além da “photo opportunity” do letreiro “governo de Portugal” – aconteceu quando a chanceler, na conferência de imprensa ao lado de Passos Coelho, lembrou a origem da crise do euro. Deve ter sido esquisito para quem está habituado a culpar “o Sócrates” ter ouvido a todo-poderosa Angela explicar que, por causa da crise financeira desencadeada nos Estados Unidos, e da sua propagação à Europa, os governos europeus desataram a apostar no investimento público para conter o descalabro das suas economias. Só que entretanto os investidores começaram a desconfiar de algumas economias (as mais frágeis) e a duvidar da fiabilidade de alguns para pagar as respectivas dívidas. Esta foi a explicação de Merkel, perante um Passos Coelho que arrumou a um canto o discurso habitual do “vivemos acima das nossas possibilidades” e se concentrou no verdadeiro desastre nacional – um grave problema de produção. Claro que Merkel não recordou a parte em que a desconfiança dos investidores dispara quando o governo grego assume que as suas contas estavam aldrabadas e, mais tarde, essa desconfiança vai para o inferno no dia em que Angela (e já lá vai tanto tempo) começa a defender que os investidores deveriam ser co-responsabilizados pelas falências dos países. E estamos nisto.
    .
    O “isto” revelado ontem pelo Eurostat é capaz de ser suficiente para apagar o optimismo que restava nas almas mais crentes na bondade das políticas europeias em curso – embora a cegueira política e económica seja difícil de erradicar, e não faltam na história exemplos disso.
    .
    A zona euro está em recessão oficial, com a contribuição da sua outrora quarta economia, a Espanha, da terceira, a Itália, e daquele país atavicamente contra os preguiçosos do Sul chamado Holanda. No primeiro trimestre de 2013, a exemplar Alemanha e a velha França deverão juntar-se à depressão geral.

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  8. Pinto's avatar
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    17 Novembro, 2012 14:59

    piscoiso,
    Se cada vez houver mais pessoas sem nada a perder, sem ser carneirada útil ou pertencer ao círculo das benesses partidárias, reagem naturalmente como o animal que há em nós, quando encurralado
    .
    Como é possível tanta hipocrisia? Como é possível afirmar-se, com toda a cara de pau, que aqueles criminosos que lançavam pedras e garrafas de gasolina (que está a 1,63 euros por litro) eram pessoas encurraladas, de pobreza extrema e sem esperança de ter comida?
    Ganhem um pouco de vergonha na cara…

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  9. JDGF's avatar
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    17 Novembro, 2012 15:17

    ‘Será, acho eu, o paradigma da conspiração extrema´….
    Não deverá faltar muito para começarmos a falar de ‘conspiração externa’ (em vez de ‘extrema’) como nos velhos tempos, em que queríamos ser o baluarte contra o comunismo.

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  10. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    17 Novembro, 2012 16:37

    Ó Pinto, eu não me referi a pessoas com “pobreza extrema e sem esperança de ter comida”. São palavras suas.
    Para isso, há a caridade da Jonet.
    Se é crime atirar pedras? Pois é.
    E não é nada civilizado. Pois não.
    Já os crimes de colarinho branco que levaram à situação atual são mais subtis.
    As pedras são criteriosamente colocadas para passarem impunes.

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  11. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    17 Novembro, 2012 16:53

    Luis
    O Cavaco tem imensos defeitos mas desta vez está certo.
    Dos manifestantes, os que atiraram pedras e os que estavam felizes a assistir é tudo a mesma merda. Felizmente levaram todos no lombo e só se perderam as que caíram no chão.
    Não há desculpa nenhuma, assistir impávido a um crime é também crime, previsto até no código penal.
    .
    Normal seria ouvir o agitador da CGTP e a seguir ir embora. Ao ficarem foram cúmplices.
    .
    Suponha que a sua filha era violada na escadaria da AR, e que estavam 100 pessoas a assistir e não faziam nada. Acha mesmo que eram inocentes?

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  12. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    17 Novembro, 2012 17:08

    Xiça!
    Uma coisa dessas na escadaria da Assembleia da República, até deve ser pecado.

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  13. fredo's avatar
    fredo permalink
    17 Novembro, 2012 18:36

    o debate sobre que tipo concreto de Estado social queremos, será tão fundamental(…)
    Ainda não reparou que estamos em finais de dois mil e doze (2012)? Há muitas centenas de anos que se debate isso…
    O que todos (pelos vistos nem todos) sabemos, é que o Estado não deve tirar à classe média o dinheiro com que quer pagar as asneiras que o mesmo Estado fez. Ou não é disso que se trata?

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  14. Expatriado's avatar
    Expatriado permalink
    17 Novembro, 2012 19:08

    Como estou em periodo de descanso faço copia do meu post no artigo de Helena Matos por ter aplicaçao aqui.
    .
    “hehehehe Dei-me ao trabalho de ler todo o artigo d’o Publico……. O escrevinhador aprendeu bem a tecnica da escrita “psico-emotiva” para “motivar” ataques a’ policia, a quem culpa dos disturbios. O facto de que a policia esteve sob ataque constante durante mais de uma hora nao lhe diz nada, nem o material que tem entre as orelhas aceita…… porque e’ um material inutil, morto.
    Os videos mostram pelo menos umas centenas de pessoas a assistir a’ cena sem NADA fazer, excepto alguns bravos que tentaram, por palavras, acabar com aquela rebalderia selvagem de ataque com intençao de causar serios danos fisicos aos policias.
    Ora, imaginemos que de dentro dessas centenas de pessoas saiam umas dezenas que fisicamente acabavam com o ataque a’ policia, seus concidadaos e compatriotas (talvez ate’ familiares), e evitavam mais estragos ao patrimonio do contribuinte……. Ai’, o escrevinhador teria que arranjar um outro sujeito para culpar mas certamente nunca a policia que, eventualmente, teria de ir salvar os que anteriormente os atacavam. Escreveria entao loas a’ policia…..
    Quem sabe se este nao sera’ um cenario provavel no futuro?”

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  15. JCA's avatar
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    17 Novembro, 2012 23:40

    .
    E o Euro serve, ou serviu, ao o quê ? Tb ‘nao sei’ por isso peço ajuda, gostava de ler.
    .
    Declração de interesses, sou a favor do Euro, mas muito ‘fiambre’ ainda falta cortar. Falar pouco está tão longe de não ‘abrir o fecho eclair’, pelo contrario até mostra o fecho eclair. E falar muito está tão longe de abrir o fecho eclair. Esta é só para dar baile aos provincinaos e enrascaidinhos das amoras (não quero misturar amoras com silvas não vá o diabo (os principiantes com os megafones na mão sem saberem como é que acontece estarem l’a) tecê-las do que não quiz dizer.
    .

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  16. JCA's avatar
    JCA permalink
    17 Novembro, 2012 23:54

    .
    Desculpem,
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    não tenho nada contra este Governo, nem contra os anteriores, nem conta a Oposição, nem a Situação,
    .
    cada um faz pela vida, seja no acredita ou não acredita, e no final a conta aparece sempre, a bem ou a mal.
    .
    mas com franqueza esta de ‘O Governo encara a declaração do estado de emergencia no Algarve’ é quase como dizer ‘eh pá vê lá se o gajo já morreu para chamarmos a emergencia do 115’
    .
    Não me movem emotividades porque o que o Algarve precisa é simplesmente agarrar no bloco de notas, escrever o custo de cada prejuizo duma ponta à outra (o chamado levantamento, no caso demora 24H) e a seguir dizer está ou não está aqui, há ou não, dinheiro dos impostos das outras regiões para pagar. Quaisquer 72H no pais que mostram como exempo, a Alemanha, está resolvido. Há ou não exemplo ?
    .
    Só falta, e já andam por aí com essa conversa rasca, fazerem mais um peditório nacional nos supermercados mas em money para apoiar os ‘desgraçadinhos’ a quem não ligam nenhuma porque quaisquer 72H resolvem aquilo tudo que é uma urgência e não uma emergência que foi na altura mas por isto e por aquilo não estava lá ninguém para ajudar, o tal chacun desenrasque-se a elite provinciana tuga.
    .
    É mais uma que doida a Comunicação Social do repete o que ouve. Depois queixa-se que ninguém lhes passa cartão. É roleta cada um escolhe o numero e a cor que quere, e perde ou ganha. Embora Politica MAIOR não seja nada disso.
    .

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  17. JCA's avatar
    JCA permalink
    18 Novembro, 2012 00:51

    .
    O Senhor Keitel deu uma entrevista na televisão, tiro-lhe o chapéu, tem o nivel de fazer juz a maxima de Leonoardo da Vinci ‘a simplicidade é o maximo da sofistificação do pensamento’, tão longe da rapaziada que anda por aí a esfarrapar-se seja a bajular seja no bota abaixo.
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    O Senhor disse tudo no que disse e no que inteligentemente silenciou. Tenho a certeza absoluta que nenhuma elite tuga percebeu, sequer está ao nivel, daqueles minutos de televisão.
    .
    Os proximos capitulos, já atrasados proprio de elites requentadas, mostrarão. Como não sou elite, nem ambicionei sê-lo seria o contrário de sê-lo, silencio-me.
    .
    Acido puro. Corre bem.
    .

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  18. PMF's avatar
    18 Novembro, 2012 09:38

    Fredo,

    um debate para se chegar a conclusões operativas, que norteiem uma efectiva reforma (ou será “refunação”?) do Estado – que prestações e que tipo de intervenção concreta queremos do Estado, lato sensu (não só executivo, como legislador). Isto está a ser feito, pela via institucional, em Inglaterra.
    Que pretações se deverão cortar, reduzir, criar; lá está: em concrato, que “paradigma” de Estado (não basta dizer melhor Estado, ou menos Estado; exemplos que ilustrem essa ideia….e isso, ao invés do que sucede, por exemplo, neste momento em Inglaterra – e mesmo moutros países mais “socialistas”, como a França – ainda não é feito cá. Enche-se a boca com o Estado Social, mas não se sabe, ao certo, o que é ou deveria ser….

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  19. JCA's avatar
    JCA permalink
    18 Novembro, 2012 15:05

    .
    PMF admiro o seu esforço panorâmico mas, com tantos com opas de esquerda e direita, está tão longe do que é, do que se passa.
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    Não entenda como bota abaixo contra si. Interprete como um esticar para ir mais longe, o que se sabe. Preocupa-me Portugal não propriamente os atores da peça ‘Portugal agora’. E nada tenho contra eles, sequer quero um centimo do Conhecimento que há, tão longe do que dizem que há.
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    Sei, estou forçar a coisa para o labirinto, falo muito mas tão pouco, ora segredos e segredinhos tugas são de aviário. A ‘piramide de Ponzi’, em comparação com o cone que dizem não ter vertice mas que tem ………
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    Corre bem. Às gentes que fuçaram 15 e 18 horas por dia, está na hora de não se deixarem entalar.
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    Não é preciso eu ensinar armado em catedrático xunga. Têm inteligencia, treino e capacidade real na vida, para descobrirem,
    .
    os tais ‘dons’ inexplicaveis dos jarrões das sebentas que acabam no trivial, mascarados de direita ou esquerda seja da extrema duma à da outra, sacarem a riqueza que os outos criaram, ‘os analfabetos dizem eles’ convencidos.
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    Isto estoirou. Poderia não o ser se deixassem quem tem unhas agarrar a coisa. Não querem, OK, entrámos no cada um safa-se por onde puder, nem que seja a rebentar os multibancos …….
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    Tenho pena, por cá podiamos estar tanto além …. porque teriamos como e com quem.
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    Neste momento já não há dialetica ou discurso, entrámos na raiz genuinamente portuguesa sem preocupações de poder sempre um nada de futuro, rodear a situação e continuar aqui ou alem, ali ou acolá.
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    É onde estamos na realidade do ‘Português’ tão longe e afastado das ‘elites’ desde os mais pobres aos mais ricos que nada têm são, ou se interessam pela politica que invadiu os partidos, tão velha que basta ler a história.
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    Renovação ? É. Mas muito longe, e a cobrar forte e feio, às elites, ou melhor os que entenderam chamar-se de elites que andam a sonhar o que não existe
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    Nada contra eles, cada um faz o que quere embora se possa emitir opinião, mas não se assustem ninguém aspira ou aombiciona substituir-vos. Compliacdo não é ? Pois é.

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