Na mesma
A 19 de Maio de 20111, o actual primeiro-ministro Passos Coelho dizia, e bem, o seguinte:
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«Temos de garantir que o sistema financeiro está disponível para financiar a economia e não o Estado. O Estado deve sobretudo na área económica, fixar as regras, garantir a concorrência e a lealdade entre os competidores e verificar se verdadeiramente os preços regulados estão a proteger interesses internos ou se estão a favorecer o crescimento da Economia”, afirmou o responsável.
Na mesma ocasião, Passos Coelho alertou ainda para o facto de não ser “claro que o Estado tenha esta independência, porque o Estado é ao mesmo tempo árbitro e jogador.”
E acrescenta: “O Estado abusa de mais do peso que tem no mercado. Vicia o mercado. Não põe a sociedade portuguesa a crescer com lealdade e com concorrência”».
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Nas últimas semanas, o mesmo Passos Coelho nacionalizou o BANIF e aprovou a criação de um novo banco estatal, para «fomento» da economia. . ..

É um comunista
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De facto, aprovar o novo banco só demonstra que Passos se esqueceu da caixa, ou será que a quer privatizar? Pessoalmente se privatizarem a caixa, acho que tiro de lá o meu dinheiro (mantenho-o lá na esperança de que a CGD aguente a crise no caso do privado falhar, se o Estado, através da caixa deixar de inserir dinheiro no Banif, BPN e afins, é provável que os bancos privados deixem de ter dinheiro).
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Errado
Não é o mesmo Passos Coelho, este é outro!
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Costuma acontecer com comentadores de bancada, sempre cheios de oponiões, como se encontra aos montes no Blasfémias.
Quando se chega à realidade a coisa pia mais fino.
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Uma coisa é um banco emprestar dinheiro a um empresário responsável, que investe quando tem boas perspetivas de retorno, outra é dar dinheiro a aventureiros que gastam a primeira remessa em BMW e afins, e compram máquinas para funcionários que não existem e que esperam produzir produtos para clientes fictícios.
Para estes ultimos já nem a CGD dá dinheiro (infelizmente deu muito!).
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No meio disto para alegrar as clientelas (privadas, diga-se de passagem) é necessário inventar veículos de distribuição de dinheiro, que depois desaparecem sem deixar rasto (tal e qual o dinheiro!)
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O problema não está no peso do Estado, está nos apetites de públicos e privados que importa satisfazer.
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…é a privatização do lucro e a nacionalização do prejuízo.
Isto não me parece particularmente liberal… o Adam Smith estaria a dar voltas no túmulo, se soubesse quem é o Pedro.
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Oh… o dinâmico mundo da banca!… http://lishbuna.blogspot.pt/search/label/o%20din%C3%A2mico%20mundo%20da%20banca
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É claro que há dois Passos.
Há o Passos que queria subir à cadeira.
Há o Passos sentado na cadeira sem querer sair.
Se lhe derem uma cadeira ainda mais alta, teremos ainda outro Passos.
Entretanto mantém-se o impasse.
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Já eu, estou desde esta manhã muito mais descansado: de acordo com o cientista de economia Pedro “Baptista da Silva” Lains, já foi encontrado o Monti português, que vai com a sua vasta experiência, e o seu vasto saber resolver os nossos problemas, e ao mesmo tempo satisfazer o maior designio de Sua Excelência o Presidente Cavaco Silva, desde que esta crise começou: um governo que inclua personalidades do PSD, do PS e do CDS, que será liderado por Artur Santos Silva.
Tá claro que nem o Tozé, nem o Passos Coelho vão fazer parte desta solução tipo “governo de salvação nacional”, chamemos-lhe assim. Já o Paulo Portas, que fará o favor de despoletar os acontecimentos que hão-de conduzir a este cenário, será o que ele quiser, menos 1º ministro, já se vê! e simultaneamente, recebe de uma vez por todas o perdão presidencial pelas maldades que fez quando era director do saudoso Independente, ao então 1º ministro Cavaco Silva, apesar de, como dizia o Salazar, “Deus Nosso Senhor manda perdoar, mas não manda esquecer!”
Por isso caros autores e comentadores do Blasfémias, regozigemo-nos, porque Portugal vai finalmente ser governado por gente adulta e competente, e Sua Excelência vai ter finalmente oportunidade de fazer o que ele mais gosta: mandar nisto tudo a partir do palácio de Belém!
Primeiro-Ministro já temos; a pergunta do milhão de dólares é: quem será o ministro das finanças de um tal governo?
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E o dinheiro que o Estado atirou para cima dos problemas do BANIF não é para comprar dívida pública?
A economia real não continua à espera de ‘oportunidades de financiamento’ (competitivas)?
Fico à espera de saber como está a ser ‘fabricado’ o tão propagandeado sucesso da ida aos mercados…
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O vírus do cronycapitalismo deixado pelo oligarca socialista português de Paris ainda não tem antídoto pelo que o discurso não converge com a pratica. Como o capitalismo exige liberdade e esta não abunda em Portugal logo o socialismo é por default o core politico num país onde até os banqueiros são socialistas .
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O Ricardo Salgado é do PCP desde os anos 50.
Já o Fonsecas e Burnay era Maoista. Do PCP ml
O Pinto e Sotto Maior era mais MRPP, como o Durao Barroso
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O que é essa coisa de “preços regulados” que, segundo Gabriel Silva, o 1º ministro disse, “E BEM”?
Qual a relação que existe entre essa ideia e a frase em que ele diz que (o Estado) vicia o mercado?
Afinal, ele quer um mercado livre ou um mercado regulado? Em que ficamos? Quem regula? O Estado, o mesmo que vicia?
Será que ele sabe como se formam os preços num mercado livre?
Que trapalhada!
Não seria melhor o Pedro Passos Coelho ir cavalgar tartarugas lá para as Seychelles?
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Citar Passos Coelho é um exercício interessante. 😉
Eu também conheço uma citação interessante do Jo’quim da Pampilhosa. 🙂
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AC da silveira: o governo ou inverte rápidamente a sua política económica, ou essa ideia ,parece-me uma boa solução.Tem de pedir alívio nos juros ,moratória na amortização e com essa liquidez , injectar, através do banco de fomento, dinheiro nos bons projectos exportadores e na produção interna (sector primário e secundário) ,isto, sem aumentar a despesa. Deve convidar empresas estrangeiras para investir ,cedendo edifícios e terrenos a custo zero, por 50 anos. Assim, esperar pelo crescimento para cobrir a despesa.A par disto fazer o corte no desperdício : frota de carros,associações,cortes nos vencimentos dos “especialistas”,fundações,ppp,excepções nos vencimentos do SEE,privatizar o SEE(dando até as empresas ,que nem cobrem os custos operacionais),reduzir mordomias,reduzir estrutura diplomática ,reduzir a RTP a um canal público e outro internacional,pondo fim a vencimento de malatos e f .mendes,etc. Reconheço que este governo é melhor que o irresponsável do sócrates mas está a castigar as pessoas e a economia, mantendo desperdício.
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“mantenho-o lá na esperança de que a CGD aguente a crise no caso do privado falhar”
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Inteligente. É sempre bom ter o dinheiro dos impostos para fazer aumentos de capital nos últimos anos não é?
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Pior, além dos aumentos de capital para tapar buracos a CGD foi dos Bancos que teve que recorrer à garantia estatal. Em meados de 2012 já tinha pedido 4,6 mil milhões de Euros em 3º lugar após o BCP(6mM) e BES(4.7mM)
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Ainda só vamos na primeira frase, “garantir que o sistema financeiro está…”, que ele existe.
Depois daqui a uns anos logo se vê se há concorrência ou o cartel do costume.
2 coisas me preocupam:
(i) a quantidade de velhinhas e clientes que terão de ser enganados aos balcões dos bancos para os funcionários que sobrarem conseguirem cumprir os objectivos ambiciosos (além de salvar a própria pele) de forma a que os bancos um dia possam pagar de volta o dinheiro que lhes estamos a injectar. (perspectiva lírica)
(ii) quem é que vai controlar / garantir que passada a tormenta inicial, os próprios bancos não voltam a emprestar o dinheiro aos donos de sempre para nos pagarem de volta, voltando tudo ao ponto inicial? é a receita do costume, nem que se monte uma triangulaçãozita para enganar tolos.
Cumps
Buiça
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Caro personagem de BD, pelo que li no seu comentário a CGD ficou em terceiro lugar para receber subsídios estatais. Mas vamos analisar os grandes bancos portugueses. Há a caixa, que foi ajudada, o BES e o BCP, que receberam mais que a caixa, há a Caixa Agrícola (que recebeu), o Montepio (penso que também recebeu), o Banif, que é o que é, o BPN, que foi o que foi, o BPI (penso que esse não recebeu) e o Totta, que foi comprado pelo Santander e agora é sarilho dos espanhóis (só por acaso, foi um dos bancos que mais dinheiro recebeu).
Agora quer convencer-me de que é a Caixa que está mal? O problema é do próprio sistema financeiro que, à semelhança do comunista nos anos 90, está falido. Neste momento qualquer tentativa de salvar o sistema parece a perestroika e a glaznot do Gorbachev, por outras palavras, não vão funcionar.
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André, desculpe que lhe diga, mas você é mesmo um ingénuo, porque só um ingénuo pode escrever uma coisa destas: “Pessoalmente se privatizarem a caixa, acho que tiro de lá o meu dinheiro (mantenho-o lá na esperança de que a CGD aguente a crise no caso do privado falhar, se o Estado, através da caixa deixar de inserir dinheiro no Banif, BPN e afins, é provável que os bancos privados deixem de ter dinheiro).
Nunca lhe disseram que a CGD, do Vara & Companhia, arruinou o maior Banco Português, o BCP, com empréstimos que concedeu ao Gerardo e a outros, para correr com a administração daquele Banco, que não eram boas rezes, é verdade, mas que deveriam, isso sim, ser corridos pelo Constâncio e não apadrinhados pelo Sócrates, como foi Público e notório. Informe-se, homem.
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Os marcianos deixaram este artigo para os juniores practicarem as mantras. Tal qual os Jehovas……
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A artilharia pesada foi para outros posts onde pensam ainda poder convencer algum mais incauto….
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Tiro ao Alvo, o BCP nunca foi o maior banco português, foi sempre o maior banco privado português, banco, que à semelhança de todos os outros não tinha liquidez para funcionar. Se acha que isso não é um fator extremo para arruinar o banco, então o que será? Confesso que o Berardo foi outro dos problemas do banco, ainda assim, foi o que pode ser chamado de problema menor. O principal problema dos bancos é não poderem assegurar capitais quando as pessoas que deviam lá depositar dinheiro têm de o levantar para pagar contas ao estrangeiro, contas essas contraidas pelos governos PS, PSD e CDS-PP. Não, a culpa não é só da Caixa, esse foi um problema menor, a culpa é da falta de dinheiro vigente na nossa economia.
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