The lady is not for turning
18 Abril, 2013
Em 1979, quando chegou ao poder, Margaret Thatcher optou por aumentar o IVA e subir as taxas de juro. Estas primeiras medidas causaram uma espiral recessiva (segundo a esquerda) ou um efeito de Laffer (segundo a direita). O desemprego aumentou (a direita hoje atribuiria este aumento do desemprego ao aumento de impostos). Os membros do partido conservador passaram a pedir menos austeridade. Thatcher não cedeu. Seguiu-se uma petição de 364 Pinto e Castros contra austeridade. Thatcher não cedeu. No ano seguinte Thatcher voltou a aumentar os impostos no meio da recessão. Seguiu-se uma rebelião no governo com ministros a pedir a saída de Thatcher. Thatcher não cedeu. Em 1983 Thatcher ganhou com uma maioria esmagadora.

João: sendo assim, se a esquerda aumenta impostos e se a direita também aumenta impostos, então qual é a diferença fundamental entre esquerda e direita? Sim, se a solução fosse mais impostos,os portugueses tieriam optado por manter o ps no poder
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anonimo,
Acho que a diferença está no facto de a esquerda preferir aumentar os impostos futuros e a direita prefere não adiar mais o problema.
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O meu computador deve estar com algum problema, porque não consigo ler a parte do post sobre a guerra das Malvinas.
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na tomada de posse 1 milhão de desempregados, quando o partido lhe tirou o tapete à chegada de Paris 3 milhões de desempregados. JM numa atitude ignorante, não referiu que a “reeleição com maioria esmagadorade 1983” se deveu ÚNICAMENTE ao efeito da guerra das Malvinas, ou logo ali teria caído como tydo apontava antes do conflito. Coitada caiu com a poll tax. Outros estiveram em situação quase similar com a TSU. A catequese do JM é sobejamente conhecida.
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E finalmente a bruxa cedeu. O povo cantou de alegria. A gaja, dizem os economistas, está na base da desgraça, roubalheira, que depois viria. E este governo aumentou o IVA, aumentou tudo, só diminuiu o em prego… qual quê!, aumentou o desemprego em catadupa, este governo emplastro, filho da Thatcher, ao que dizem, como da estupidez autista, também dizem, é a abominação que nos calhou nestes tempos, o pior governo que já viu algum dia, sem espanto, à vista do pavão de ministro que o dirige, como do excel autista, autêntico traidor, tal um bicho, sujeita o País à velhacaria, desgraça as empresas, deserta o País, leva ao desespero o povo, rais parta o governo da Thatcher e quem o elogia .
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Conclusão: o melhor é aumentar impostos e muito.
O problema é a vaca secar
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Ai da empresa gerida por este JM
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Ou seja, para o João Miranda, o Estado Gordo não existe,restando apenas fazer dos contribuintes meros escravos fiscais.Para o João, o liberalismo e o mercado naõ existem Então por essa lógica, como Sócrates e Hollande aumentaram impostos perante situações de défice, logo eles os dois eram de direita.
E é por opiniões como a sua , que a direita raramente ganha eleições em Portugal
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Thatcher ganhou em 1983 graças à vitória nas guerra das Malvinas.
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Não levem a mal.
É apenas um epitáfio.
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A esquerda quer aumentar impostos — toda ela. A diferença entre a esquerda e a direita é a esquerda estar na oposição e ter a máquina de propaganda no vermelho a descarregar populismo para enganar o povo. Assim diz que está contra tudo o que é mau e a favor de tudo o que é bom. Entretanto até o PCP anda a fazer cortes na despesa interna, a aumentar as quotas cobradas aos militantes e a ponderar despedimentos de funcionários e intelectuais, conforme foi dito no último congresso nacional.
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««E é por opiniões como a sua , que a direita raramente ganha eleições em Portugal»
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Anónimo,
Ganhar eleições é relativamente fácil. Basta dizer o que as pessoas querem ouvir.
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Ganhar eleições é relativamente fácil. Basta dizer o que as pessoas querem ouvir.
Não João.Está errado.As pessoas não entendem a diferença entre PS e PSD,ou entrre a esquerda e a direita.A sua resposta é uma mostra da submissão da direita aos ditames da esquerda, duma falta de politicas alternativa aos impostos, ao Estado.O joão no fundo é um socialista envergonhado!
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Pense assim João: A esquerda aumenta impostos e o Estado.O joão dizendo-se de direita e contra a esquerda,diz: também aumento os impostos!
Como disse o André Azevedo Alves: se não é para mudanças estruturais, mais valia ter deixado Sócrates no poder.
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A direita não ganha eleições,porque na verdade só existe a esquerda!.É esta a resposta que lhe dou
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JM: «Ganhar eleições é relativamente fácil. Basta dizer o que as pessoas querem ouvir.»
Seria o JM conselheiro de PPC e do MR em 2011?
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anonimo,
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As políticas alternativas que as pessoas querem (basta seguir sondagens, fóruns de opinião etc) são: menos impostos, mais serviços públicos, mais apoios do Estado, crescimento e emprego.
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anonimo
Posted 18 Abril, 2013 at 19:28 | Permalink
Pense assim João: A esquerda aumenta impostos e o Estado.O joão dizendo-se de direita e contra a esquerda,diz: também aumento os impostos!
Como disse o André Azevedo Alves: se não é para mudanças estruturais, mais valia ter deixado Sócrates no poder.~
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Suficientemente parolo para revelar a nu o que aspira . . .
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anonimo,
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Já agora, uma questão interessante: o anonimo opta por escrever aqui como anónimo. Não se compromete, não tem reputação a defender. Um génio que tem alternativas mágicas, mas nem diz quais são nem assina o próprio nome.
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Quem sabe disto, a quilómetros da maltosa da teta, sem estudos, sem honradez nem ideias, tipo gaspares e coelhos, jamais convencerá donos do pote, a seita de aventais vendida à finança :
http://www.rtp.pt/programa/tv/p29820/e13
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“Ganhar eleições é relativamente fácil. Basta dizer o que as pessoas querem ouvir.”
Passos Coelho, o mentiroso, disso faz prova.
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http://www.theatlantic.com/business/archive/2013/04/the-great-debt-delusion-how-math-keeps-proving-austerity-wrong/275037/?utm_source=Daily+Digest
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De facto lamento ver o João Miranda desistir de propor políticas alternativas além do aumento de impostos. Aumentar impostos para resolver o problema agora é legítimo se o Estado fizer um esforço paralelo para emagrecer fortemente e sair de sectores onde não faz nenhum sentido ainda estar.
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“Em 1983 Thatcher ganhou com uma maioria esmagadora.”
Uma informação, João Miranda. Thatcher ganhou as eleições porque tinha feito a guerra das Malvinas que ganhou.
Aliás, ela não ganhou porque, como todos os políticos, os rabinhos ficam sentados em boas cadeiras.
Se não fosse isso, Thatcher teria perdido e cumprido apenas um mandato. O que teria sido bom. O mundo seria hoje muito melhor.
Acabou por perder por causa de um imposto que ninguém queria: o poll tax.
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As políticas alternativas que as pessoas querem (basta seguir sondagens, fóruns de opinião etc) são: menos impostos, mais serviços públicos, mais apoios do Estado, crescimento e emprego.”
Nem por isso.O programa do PSD propunha reforma do estado e corte da despesa em vez de aumentos de impostos,e a verdade é que o PSD ganhou as eleições mais tarde
PS:Não existe obrigação de assumir identidades, e eu tenho razões para não assumir.Basicamente a solução que apoio é a que desde há duas semanas o governo está a adoptar: a reforma do estado, que já devia ter começado h+a 2 anos atrás.2 anos a engonhar
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Os ingleses enviados por Thatcher para a pobreza “foram forçados” a ajudar a pagar um funeral quase de Estado de mais de 10 milhões de euros, com mais de dois mil convidados.
Ainda não vi uma crítica da direita que se rebolou de riso com os excessos do funeral de Chavez. Assim, não pode haver esperança na raça humana. Digo eu que considero que entre um e outro escolha o diabo.
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JoaoMiranda, Posted 18 Abril, 2013 at 20:07
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na falta de argumentos JM opta por se defender dizendo que o opositor é … anónimo!
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A habitual reacção pavloviana dos habituais moços de recados…sempre em admirável prontidão face à voz do dono.
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Esta é de cabo da esquadra, um anónimo a atacar um anónimo. Que gente!
Já agora, o muro de berlim caiu em 19 e troca o passo, mais de trezentos anos antes da troica e passos. O anónimo desta loja gosta de história. Já é um começo.
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««Nem por isso.O programa do PSD propunha reforma do estado e corte da despesa em vez de aumentos de impostos,e a verdade é que o PSD ganhou as eleições mais tardeNem por isso.»»
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Reforma do Estado em ambiente de dívida e défice excessivos e bancarrota implica 2 coisas: despedimentos na função pública e cortes de salários. PSD ganhou eleições mas não prometeu nem uma coisa nem outra. Prometeu uma reforma do estado abstracta e sem dor. Aliás, o anónimo parece acreditar que tal reforma do Estado sem cortes brutais de salários, despedimento e recessão profunda é possível .
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FilipeBS,
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Sugira aí uma política alternativa que seja em simultâneo viável e popular.
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Igualzinho! Aposto que o Passos vai ganhar com maioria esmagadora!
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Se o efectivo PM Vítor Gaspar ler este post de JMiranda,
não duvido que pedirá a PPCoelho para renunciar ao cargo e colocará o blasfemo JM em S.Bento.
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falta aí um “detalhezinho” fundamental para a reeleição… talvez Passos tenha sorte e alguém invada as berlengas.
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Que curioso!…
Que percurso eleitoral e de oposição interna tão similar ao de Adolph Hitler!…
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João Miranda, até com uma breve pesquisa na wikipedia pode ver que Tatcher foi reeleita em 83 por causa da intervenção na guerra das Malvinas. Confesso que não imaginava o João Miranda tão capaz de só ver alguns factos e de assim construir uma teoria facciosa. Afinal, segundo a Helena Matos, isso é uma característica da esquerda. É melhor entenderem-se neste blog.
Até eu, se na altura fosse vivo e votasse na Grã-Bretanha votaria em Tatchet. Afinal, ela defendeu um arquipélago que pertencia aos britânicos. Imaginem que agora os EUA nos tentavam conquistar os Açores, certamente que nós também respondíamos. O que não gosto nessa guerra é o facto de ela se ter aliado ao Pinochet, isso ficou-lhe muito mal.
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Em relação à política económica seguida pela dama de ferro, acho que ela podia ter feito muito melhor, mas isso é um à parte.
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Quanto à discussão das medidas alternativas para Portugal, que tal acabarmos com os gastos nas PPP. Começamos por nacionalizar de imediato todas as autoestradas, acabando com empresas fantoche e dando todo o dinheiro desses negócios ao Estado (aproveitávamos e diminuíamos os preços nalguns troços, facilitando a mobilidade e aliviando as tesourarias das empresas de transportes). Depois acabávamos com as PPP nos comboios. A empresa que atravessa a 25 de abril passava a ser a CP, e já não havia aquela questão do Estado pagar a diferença entre os 30000 passageiros reais e os 40000 no papel.
Todas as empresas públicas podiam começar por pagar um máximo salarial (com subsídios) de 3500€ por mês, à semelhança de todos os setores do Estado (outra medida que gostava de ver implementada). Abríamos apenas uma exceção para pagar subsídios de Natal e de Férias, com o intuito de manter os “direitos adquiridos” e aumentar o consumo nestas épocas, vitais para a economia portuguesa.
Ainda podíamos nacionalizar por completo as águas, impedindo a concentração de lucro, e, se possível, baixando os preços para os consumidores, apoiando toda uma série de pequenos negócios.
Também reduzíamos o número de carros de serviço para a função pública (inclui governo, assembleia e presidência da república) e empresas públicas, para apenas um por órgão (sendo que nos diversos ministérios teríamos um por ministério). O resto andava com passes dos transportes públicos (estou a falar principalmente dos deputados). Quanto aos diretores das empresas públicas, podem muito bem pagar as suas deslocações casa/trabalho, trabalho/casa.
Na energia podíamos acabar com as despesas absurdas das energias (renováveis e não renováveis), as empresas investem nos meios de produção, esperam até que dê lucro. Com os milhões de euros de lucro da EDP (só um exemplo) facilmente se cobria o que o Estado paga a mais pela energia eólica e hídrica.
O que é que acha para começar? Isto já era capaz de dar os tais dois por cento do défice que queremos reduzido. O resto fazia-se no ano seguinte com mais calam e tempo para pensar.
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««Quanto à discussão das medidas alternativas para Portugal, que tal acabarmos com os gastos nas PPP.»»
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Se até agora não percebeu, não vai perceber nunca.
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Na última frase do meu anterior comentário queria dizer “com mais calma e tempo para pensar”.
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Quem acha que nacionalizar PPP é solução para os problemas financeiros do Estado não percebeu nem as PPP nem os problemas financeiros do Estado.
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Uma década mais tarde de 1979, Margaret Tatcher optou por criar uma poll tax. Este imposto de capitaçao também chamado imposto per cápita e um imposto antigo pelo qual toda pessoa pagaría exactamente a mesma cantidade de dinheiro independentemente da sua renda ou qualquer outra circunstancia. Os membros do partido conservador passaram a pedir menos austeridade. Thacher nao cedeu. Nas eleçoes internas de 1989 o liderazgo do Partido Conservador da Thatcher foi dessafiado por um politico pouco conhecido, Sir Anthony Meyer. Os seguidores do partido viram o resultado (374 frente 314) como um éxito mais que ja existia um certo descontentamento no partido…
1 de novembro de 1990. Geoffrey Howe, o último membro activo do seu gabinete dimitiu do seu posto como viceprimeiro ministro, apos de que Thatcher se negara a aprovar um programa de adopçao da moeda única europea…
No dia seguinte, Michael Heseltine dessafiou-a desde o seu posto como lider do Partido Conservador. Ainda que T. ganhou a primeira volta , Heseltine obtivo apoio suficiente (152 votos) para forçar uma segunda volta. Inicialmente T. afirmou que as suas intençoes eram lutar e lutar para ganhar eleçoes, mais tras consultar com seu gabinete, convenceron-a para retirarse. Depois de se reunir com a Rainha, telefonar a outros lideres mundiais e pronunçar o discurso final na Cámara dos Comuns, abandoou Downing Street entre choros. Posteriormente calificou a sua expulsao como uma traiçao…
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Um pouco antes (quase uma década) havia havido uma guerra contra Argentina pela possessao das Ilhas Malvinas que fiz descavalgar a cavalaria dos dictadores argentinos para deixar o poder económico nas maos dos neotontos argentinos. Com um cavaleiro andante de nome tao consoante como Carlos Saul Menem.
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Bom. E senao foi assim, coisa bem parecida…
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João Miranda, não disse que as PPP eram a solução, disse que acabar com essa fonte de despesa antes de acabar com o Estado Social é uma forma de ter tempo para tomar outras medidas, ganhando tempo e cumprindo os limites do défice para este ano.
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Como é que se cumpre o limite do défice para este ano nacionalizando as PPP? Faz ideia dos valores envolvidos?
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Se não chegar, temos outra solução, não pagamos juros da dívida, mais fácil e prática. Repare que não falo de não pagar a dívida, falo apenas dos juros, a dívida, o dinheiro que colocaram em Portugal, tem de ser todo devolvido (pelo menos enquanto o conseguirmos fazer).
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Caro João Miranda,
Este post foi uma clara demonstração de falta de rigor, e desconhecimento da história, não esperava que seguisse as máximas do Camilo Lourenço do i, a história não serve para nada. Tatcher ganhou a guerra, ganhou as eleições, associar aumento de impostos à vitória sem tomar em conta todos os aspectos envolventes da altura é má fé, é ajustar a realidade ao que queremos…
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De toda à maneira as PPP custarão no máximo cerca de 1.600 milhões de euros em 2014 segundo o OE2013 (página 56). Se se nacionaliza será isto a acresentar ao OE. E mesmo se por milagre aquela gentinha aceitar não receber nada do Estado o que representam 1.000 milhões numa despesa total de cerca de 77.000 milhões (2012)?
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Além disso quem diz renegociação diz abandono. Podereis dizer adeus aos hospitais EPE, as autoestradas, aos caminhos de ferro etc.
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Recordo-vos que o que pagámos em impostos e contribuições sociais andou nos 58 mil milhões o ano passado, ou seja isto é a verdadeira receita do Estado, o que contribuimos realmente para a despesa pública (o resto são receitas extraordinárias, receitas do SEE, fundos comunitários e endividamento). Há que reduzir a despesa de pelo menos 20.000 milhões para pagarmos directamente o nosso Estado e não corrermos ficarmos sem dinheiro suficiente.
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E julgais que é só com PPP que vamos lá chegar? Ou cortando nas mordomias aos políticos que só de maneira muito optimista 2.800 milhões de euros (p.142 OE 2013)?
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É preciso cortar em TUDO, mesmo no sacrossanto Estado social que é o mais antisocial da Europa (64% DAS TRANSFERÊNCIAS SOCIAIS VÃO PARA A METADE MAIS RICA DO PAÍS).
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Ou então privatiza-se tudo o que não é Estado social, visto que este custou 61.000 milhões o ano passado (e em 2001 Guterres gastou ao TODO 58.000 milhões, e ainda dizem que este é antisocial… sim, se consideramos que a despesa pública é um cancro para os pobres este é antisocial).
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Caro Guillaume Tell, no seu comentário mostra que os valores chegam a 2800 milhões nos cortes todos que proponho. Se consideramos que eu me propunha a cortar de imediato 2000 milhões, vamos bem.
Dá-me razão quando diz que devemos cortar no Estado Social. É claro que temos de o fazer. Simplesmente acho que devemos cortar no resto antes, de modo a ganhar tempo para pensar seriamente nos cortes que vamos fazer no Estado Social, e, principalmente, dá-nos tempo para pensar nas consequências. Já agora, eu admito que não quero que voltem a emprestar dinheiro ao Estado Português, impedindo o endividamento público da forma mais radical possível e obrigando a uma boa gestão. Isso leva-me a defender o não pagamento de juros da dívida. Quanto ao compromisso do dinheiro que emprestaram, quero (como todos os portugueses, acho eu) devolvê-lo todo.
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Caro André,
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o FMI entrou em 2011, é certo que eles nós deram entretanto mais tempo para liquidar a dívida que contraimos para com ele mas mesmo assim a nossa situação é fragilíssima.
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– Temos uma dívida pública que anda nos 210.000 milhões, quase 130% do PIB.
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– Vários países no estrangeiro já estão sob assistência financeira e os países com as maiores poupanças, por isso os últimos fiadores em caso de emergência, estão embrulhados em gigantescas bolhas. Ou seja a liquidez está sobepressão e se algo correr mal seremos aqueles que vão sofrer as piores malheitas, visto a nossa situação.
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– O défice orçamental português, maior garante da nossa credibilidade e da garantia de termos dinheiro, é incerto e as coisas não irão ameliorando-se. É certo que a despesa já diminui bastante desde 2010 (quase 11.000 milhões) mas como pode ver aqui (http://www.pordata.pt/Portugal/Administracoes+Publicas+receitas+por+tipo-813) a receita anda bem mal. As receitas extraordinárias já se foram, a receita dos impostos está a cair, as transferências da UE são chamadas a reduzir e nada nos garante que as rúbricas “venda de bens e serviços” e “outros” tenham uma evolução positiva.
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Isto significa que se queremos evitar a bancarrota de vez temos de baixar a despesa para pelo menos 58 mil milhões, 20.000 milhões em relação a 2012.
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Repito: 20.000 milhões.
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E pensa que basta eliminar as PPP (1.500 milhões), as despesas de sobrânia (2.800 milhões) e nos juros (10.000 milhões) para resolvermos o problema? Mesmo admitindo que você consiga eliminar isso tudo (e se tocar vai ter de tocar nas pensões, o FESS recebe parte do seu dinheiro da dívida pública) ainda lhe faltará encontrar 10.000 milhões. Vai fazer o quê para evitar de tocar “demasiado” no Estado social, que custa à passagem 61.000 milhões, vai privatizar a Segurança Interna e Externa, a Justiça, a Diplomacia?
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Nós estamos com falta de tempo, a não ser que você consiga arrangar para este ano uns 6.000 milhões de “despesa não social, ineficiente e inútil”, se não for o caso vai ter de tocar no coração do Estado social.
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Vou criar limites máximos salariais na função pública, que afeta os trabalhadores do Estado Social, vou colocar a idade da reforma apenas aos 65 anos (independentemente dos anos de serviço) para todas as pessoas, sendo que só com invalidez atestada por três médicos diferentes é que se pode ter reforma antecipada. Vou diminuir os consumos energéticos, simplificar a burocracia (aproveitando o tempo que ganho com os outros cortes na despesa). Também aumento a receita reativando a taxa de luxo (mas esta a 40%), incapacitando o IVA nalguns produtos. Tudo isso pode ser feito.
Já agora, se evitarmos muitos cortes no Estado Social, evitamos muitas perdas de receita daí derivadas, diminuindo a necessidade de tantos cortes na despesa.
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E isso tudo André, equivale a 20.000 milhões, em 2 anos?
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Já agora à passagem saiba que os impostos valeram 58.000 milhões o ano passado, ou seja mesmo os tais 20.000 milhões a menos não nos darão grande margem de manobra para diminuir os impostos.
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* Enfim já que nos deram 7 anos é este número em vez de 2, mas vale melhor apontar grande.
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