Super Bock economics
18 Junho, 2013
Pires de Lima e amigos seguem uma regra simples para definir a política económica que tirará Portugal da crise: se der para vender mais cerveja é bom. E o que é que dá para vender mais cerveja? Salário mínimo mais elevado, menos impostos e mais despesa pública em salários e pensões. Ideias que nunca foram tentadas antes.
17 comentários
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Só passarões…!
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Em 1935, Salazar já dizia: “Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses“.
Outros tempos, outras bebidas mas a mesma falta de estratégia (económica).
Continuamos a dar prioridade ‘às finanças’, a ‘ajustar’ e o resto é paisagem…
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Acho que falta uma medida complementar para os tremoços.
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Este Cêdêéssezeco, está a tentar por-se em bicos de pés, para ver se alguém o vê.
Julgam que as pessoas sao parvas?
Esse tempo já lá vai. O povo esta cheio de aturar aldrabões. E muito menos traidores.
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É por estas e por outra que eu cá sei (que envolve um patrocínio chorudo ao FCP), que eu só bebo SAGRES!
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Mas estes “liberais de pacotilha” ainda não perceberam que estamos nesta situação precisamente porque durante muito tempo consumimos mais e pior do que produziamos e deviamos ?!…
E que este desequilibrio corrente acumulou desequilibrios estruturais de que o endividamento e a perda de competitividade são manifestações, causas e consequencias ?!…
Praticamente, com poucas diferenças, estão a propor o regresso e a conservação ao/do modelo economico que foi seguido nas ultimas décadas e que deu no que deu !!
O salario minimo, admitindo que não seja pura e simplesmente abolido, não deve ser aumentado durante muito e muito tempo. Os salarios devem ser o resultado do livre funcionamento do mercado de trabalho.
As remunerações dos funcionarios e as pensões dos regimes publicos apenas poderão vir a ser mantidas e aumentadas na medida em que o Estado, a começar pelo “Social”, se reforme e se torne finaceiramente sustentavel. Esta ainda longe de ser o caso.
Os impostos apenas poderão começar a descer quando as contas publicas estiverem suficientemente consolidadas e quando os principais equilibrios macro-economicos estiverem restabelecidos (incluindo o nivel e o padrão dos consumos e investimentos).
O tempo da austeridade ainda não acabou !!
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Pois, mas o “guru da Gestão do CDS” e o próprio CDS não estão preocupados com o futuro de Portugal. Para eles, aumentar o consumo, o que se fará, bem entendido, pressionando em baixa a poupança e o investimento, não tem qualquer problema. Além disso, o “guru da Gestão do CDS” devia lembrar-se que aumentar o salário minimo é aumentar os custos de muitas pequenas empresas, pressionando-as para o não emprego e para o fecho, a prazo. O efeito só pode ser o aumento do desemprego. Todos percebemos que as eleições estão perto e há que exibir uma dose qb de demagogia, pois isto de tomar medidas dificeis de corte de despesa e de manutenção da lealdade num governo de coligaçao, não é com o CDS.
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Brilhante!
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CDS – cada vez mais “Clube De Socialistas”
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Eu acrescentaria “interesseiros”!
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Exactamente, (Francisco 18 Junho, 2013 12:08).
A austeridade é inevitavel precisamente para fazer baixar os consumos e os investimentos nos sectores que cresceram demais relativamente aos equilibrios necessarios na economia. Sendo que os consumos e os investimentos mais importantes são, no conjunto, naturalmente, os do sector publico.
Mas este despesismo publico também se transmitiu ao resto da economia, mas favorecendo certos sectores e desfavorecendo outros.
Os sectores mais favorecidos foram alguns dos que estão sobretudo virados para o mercado interno (ditos não transaccionaveis). Incluindo os importadores. Os recursos produtivos do pais foram assim concentrados nestes sectores ficando privados e suportando custos mais elevados os sectores produtivos mais exportadores e em concorrencia directa com o exterior, inclusivé no mercado interno (ditos transaccionaveis).
Por esta razão é indispensavel um ajustamento, uma transferencia de recursos dos sectores que cresceram artificialmente para os outros. Ou seja, tem primeiro de haver desinvestimento e desemprego de recursos nalguns sectores ao mesmo tempo que se criam condições para que estes mesmos recursos assim “libertados” possam ser reinvistidos e reempregados noutros sectores.
Este processo de ajustamento leva o seu tempo (2 anos ainda é pouco !…) e tem naturalmente custos “sociais” elevados.
Mas não ha outra maneira de corrigir o que esta mal !!
Relativamente às posições destes “liberais” do CDS, e para além de um pouco digno oportunismo politico eleitoralista (que, pelo menos até agora, segundo as sondagens, não tem sido minimamente eficaz), o que mais surpreende é falta de compreensão dos problemas de fundo da nossa economia.
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Sr Fernando S
Obrigado por perceber o que se passa em Portugal. Ao menos nao me sinto sozinho. A coisa nem e assim tao complicada, mas continua a ser extraordinario o facto de ate na maioria das elites o fenomeno dos desiquilibrios macro economicos nao ser bem compreendido. Por vezes tento simplificar passando a mensagem de que ha que montar uma economia voltada para a exportacao e de que havia que desmontar a economia que criamos voltada para o consumo. So que isso demora muito, muito tempo, quanto mais nao seja porque na economia voltada para o consumo nao existe muito essa coisa que se chama concorrencia mundial. E que os outros paises nao andaram a brincar em servico.
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Caro Pedro Bazaliza,
Tem toda a razão….
Obviamente simplificando, mas indo assim directamente ao essencial, pode efectivamente dizer-se que “montamos” uma economia voltada para o consumo interno esquecendo que, numa economia aberta e pequena, o consumo tem necessariamente de ser suportado por uma produção nacional competitiva e fortemente exportadora.
Pelos vistos, apesar da crise e do susto que apanhamos, e apesar de não estarmos ainda livres da bancarrota, ha que continue a pensar que a salvação vem do … consumo !!
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E eis que o bom senso e evidências apontadas por Pires de Lima e pela economia real, são terraplanados, de uma penada, por tão doutas reflexões…
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YHWH (18 Junho, 2013 15:17),
A “evidencia” é que a “economia real” foi desequilibrada e tem agora de ser ajustada !
O “bom senso” é perceber que não se ajusta uma economia fazendo os mesmos erros do passado : mais déficit publico, mais consumo improdutivo, menos exportações, mais importações !…
Quanto às “doutas reflexões” … faltam apenas as suas !!
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