Tudo a Monti
Acho bem que o PS seja chamado a responder no que diz respeito ao cumprimento do memorando. Durante os últimos dois anos, o estado permanente de “fumei mas não inalei” permitiu o regabofe do discurso esquizofrénico de “mais tempo e mais dinheiro” conjugado com o “ai nosso senhor laico que o défice é elevado“. Cavaco faz bem em exigir que o partido responsável pela intervenção externa passe a ter um discurso menos orientado para imbecis, com o mínimo denominador comum de trauliteirismo decadente e o permanente “amem-me que não vos darei uma carga de porrada” do típico abusador.
Quanto ao Monti português, Cavaco não tem qualquer razão. A existir essa figura, só fará sentido no pleno estado de alienação de formalismo constitucional. Assim a modos que regendo-se por pragmatismo. Desta forma, Cavaco será sempre parte do problema e nunca da solução.

Cavaco passou um atestado de incompetência a P. Coelho e a Portas e o “Monti português” só pode ser entendido como uma consequência disso. Só que a solução proposta depende de duas coisas: 1º) que o Coelho e o Portas aceitem ficar limitados oo papel menor que lhes foi destinado; 2º) que o PS participe no projeto do presidente (já disse que não participava no governo, mas não disse que não assinava um acordo).
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Quem pode chamar o PS ou qualquer outro Partido para a governação é o voto do povo.
Cavaco não pode exigir que um qualquer Partido faça parte da palhaçada.
Cavaco decidiu ser o Apresentador do Circo e Palhaço.
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Ah, mas não se trata de governação. Trata-se de “toma os comprimidos”.
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O “cumprimento do memorando” é feito pelo Governo em funções…
Ou ainda teríamos de chamar o PM Cavaco pelos actos praticados durante a sua governação.
O que é anda a fumar?
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Afinal o PS tinha razão , sempre é preciso mais tempo e mais dinheiro.
Porque não se lembraram do PS durante as sete avaliações que fora feitas,em que alteraram por completo o memorando inicial?
Porque não é cumprida a parte do memorando que diz parte à redução significativa de municípios? é por causa das clientelas? , só pode.
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Basta olhar para a bancada de fumantes e não inalantes que está a deputado na AR e já se percebe o filme de terror que aquilo e Portugal são e serão. E não se trata de um problema de fulanização. É mais um problema de naipe. Uns andam aos gravadores, outros dizem baboseiras económicas e financeiras de bradar aos céus, e mentem ou distorcem descaradamente, até nas citações, e outros estão simplesmente ali, porque não têm lugar em mais lado nenhum, senão na máquina. Está na hora de pagar este sistema podre e estas máquinas que construimos ou deixámos construir, porque apagar sera impossível. Os portugueses adoram máquinas.
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O VC esteve amnésico nos últimos 2 anos, ou só impedido de criticar (por deleite pessoal, de estratégia grupal?!…) o afastamento do PS promovido e decidido por este governo com a cumplicidade, até à data, de Cavaco Silva?!…
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Mas niguém vê que que o o sr Passos é um incompetente e o sr Portas uma tonta com períodos irregulares!Reitero mais depressa comprava um carro em 2ª mão ao sr jerónimo que a Passos ou Portas.
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Por vontade do Jerónimo nem sequer um carro compravas.
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“Acho bem que o PS seja chamado a responder no que diz respeito ao cumprimento do memorando”…
Covinha esclarecer qual memorando. O assinado em 2011 pelos três partidos do ‘arco’ ou o actual que irá para a 8ª. revisão (decorrente dos ‘exames regulares’) feita por conta e risco da maioria PSD/CDS?
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VC:
O tal “formalismo constitucional” que desaconselha eleições antecipadas e legitima governos democraticamente eleitos, afasta possibilidades de chamar o PS (ou qualquer outro partido da oposição) a assumir responsabilidades diversas das inerentes ao papel de maior partido da oposição.
O resto, o tal “acho bem que o PS seja chamado…” e devaneios sobre discursos orientados para isto ou para aquilo, são tolices. Até porque este PS, salvo honrosas excepções, é uma equipa B para uma competição perdida.
Importante mesmo é a canalha assumir-se. Fazer o que tem que ser feito e não aquilo que os ideólogos de uma espécie de “Washington Consensus” serôdio, gostariam.
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Cavaco nao tem poderes para capturar a democracia e nao consta que as pessoas que nao votaram no “arco da troika” estejam com ideias de passar à clandestinidade…
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O fora do “arco da troika” são aqueles que trabalham em universidades públicas como bitaitadores?
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O Vítor tem alguma “espinha” atravessada na garganta. Está sempre contra muito do melhor que o país tem: sejam universidades públicas ou quaisquer outros serviços… públicos. Confesse um dia aqui que a gente conforta-o! 😉
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“aqueles que trabalham em universidades públicas” serão, no mínimo, tão cidadãos como vcunha, portas ou cavaco!
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Cidadãos, sim; contribuintes, não sei.
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o “povo de direita” também defende por aqui essa barbaridade, de que os FP’s não pagam impostos !
não diga mais, vai apresentar-nos o seu irs 🙂
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“Mon Ti”…”Mon Ti”… soa Oh tio, oh tio. Parece que encalhamos num problema de palavras cruzadas, scrable, ou numa daquelas histórias de limpar a lapela. A bola é redonda e o discurso idem. Mastigou, mastigou e é que nem do pelo sai qualquer coisa. Quer-se dizer, não ás eleições porque o camano, não ao acordo porque sicrano, um espantalho para acalmar (assustar) os corvos porque troikamos. C´a vaca homem, c´a vaca.
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ok, ok. desta vez o vitor teve graça, com essa do «estado permanente de “fumei mas não inalei”». ainda assim, parece-me que o portas se chateou com o passos e que agora o cavaco quer que o ps resolva a bronca passos/portas. mas o que mais me intriga nem é isso. é aquela coisa do “compromisso de salvação nacional”, que não é bem um governo, é mais um date. mas posso estar só muito confuso. por favor, alguém me pode indicar um bom tradutor de cavaquês?
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O que Soares e Sampaio (e até Eanes!…) devem rir com esta triste figura de Cavaco Silva: o presidente que prefere tomar-se como um actor não-político…
Cavaco Silva é o contra-exemplo histórico do que deve ser um político decente, para mais em funções de presidente da república.
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O que Cavaco pretende, uma vez mais, é aparentar e disfarçar a sua personalidade timorata e passiva com a chapa gasta da responsabilidade institucional.
Ontem aludi já ao que certos fiéis de Cavaco pretendem na realidade:
«Em 2014 Rui Rio deve ascender a presidente do PSD, quando Cavaco Silva se vingar do presente governo, colocando-lhe uns patins mal saia a Troika de cena oficialmente.
E claro que Cavaco Silva coordenará tal momento com Rui Rio, por forma a maximizar as hipóteses de Rui Rio poder suscitar um congresso e eleições no PSD, para que sucedendo a Passos Coelho na liderança do PSD possa curto-circuitar ATEMPADAMENTE o acesso de Seguro ao poder governativo.»
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Os problemas estão para além de Rui Rio . No dia em que o vencimento faltar na conta e os multibancos deixarem de soltar notas ,acaba-se o teclar e as pessoas têm de mexer-se ,senão, no dia seguinte vão ter com a dra jonet ao banco alimentar contra a fome.
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Passa-se algo de novo na tuguicidade da história tuga. Antigamente, pedia-se uma “maioria, um governo e um Presidente”. Este pedido desculpabilizava toda a incapacidade da direita para governar.
Agora, já não basta um governo, uma maioria e um Presidente (especialista em Finanças – um extra), mais um presidente da Comissão Europeia (outro extra que produziu na altura orgasmos de nacionalismo pueril).
Agora é necessário assumir que a culpa do brutal fracasso do governo, da maioria e do Presidente, mais do presidente da Comissão Europeia, não é deles, mas dos outros. A culpa é do “não coisa nem sai de cima” do Seguro, mais dos cidadãos, mais da borboleta azul.
Um ministro que falhou em tudo, rigorosamente tudo, e que o assumiu num ato de alguma dignidade, a pouca coisa que deixou, é desmentido pelos fãs até ao paroxismo.
Se um dia Tony Carreira perder a voz e não conseguir cantar mais nos comícios do PSD, a sua legião de fãs poderá daqui para a frente dizer que a culpa é do Andrea Bocceli ou da portuguesa Luísa Sobral. 😉
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O Fincapé está preso aquele velho modelo em que se punham uns pretos ou amarelos a fazerem umas coisas enquanto a gente ia participar numa história da Agatha Christie algures no Eastbourne Pier. Es ist kaputt.
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Preso, eu? Soltinho como um passarão. 😉
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Não percebo!
Não existe uma maioria parlamentar ?
Para que é preciso o PS ?
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“Cavaco faz bem em exigir que o partido responsável pela intervenção externa passe a ter um discurso menos orientado para imbecis…”
Responsável pela intervenção externa ?!
Vitor, se você continuar a repetir esta frase pode ser que ela passe a representar a verdade.
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Tem toda a razão: foi o Dom Afonso Henriques. Os últimos 6 anos não interessaram nada.
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“Os últimos 6 anos…”?
Ó caro Vítor, agora que já não lhe doem as mãos de bater palmas a Sócrates nos primeiros três anos faz uma abrangência dos diabos! Mas eu lembro-me razoavelmente bem. Era então dos poucos críticos.
Ele era o homem que iria fazer aquilo que o ultraliberalismo tuga não seria capaz. Uma espécie de Tony Blair, mas sem a sua “princesa do povo”.
Até chegou a um défice inferior a 3%, metade de Gaspar. 😉
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Mas, Fincapé, só votou em Tony Blair quem quis. 🙂
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Eu sei, Vítor. Mas eu não “votei”. 😉
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