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Doutrina Cavaco

11 Julho, 2013

Na semana passada, a doutrina Cavaco era que o governo só cai no Parlamento.

Esta semana, a doutrina Cavaco é que o Presidente decide as remodelações e eventualmente quando cai o governo e quem o substitui.

11 comentários leave one →
  1. tric's avatar
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    11 Julho, 2013 12:20

    depois da Carta de Gaspar…de Paulo Portas…e das proposta do Partido Socialista…

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  2. YHWH's avatar
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    11 Julho, 2013 12:24

    A doutrina de Cavaco é bem conhecida, e na esteira daquela de Durão Barroso e que parece fazer escola no PSD pós-PPD: 1º eu, 2º eu, 3º, eu, depois eu, depois ainda eu, etc…

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  3. Piscoiso's avatar
    11 Julho, 2013 12:46

    Na semana passada, Cavaco esqueceu-se de consultar a Maria.

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  4. Fincapé's avatar
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    11 Julho, 2013 12:48

    A falta de coragem política de Cavaco levou-o a tentar provar que era… corajoso. E serviu fria a sua vingança. É verdade que teve o supremo azar de lhe calharem em rifa dois dos piores políticos que a história tuga lhe poderia colocar nos braços: Passos Coelho e Portas. Ainda por cima, qualquer deles com um passado de pouco respeito por ele e pouco ou nada de contributo para o país. O grande homem das Finanças, arvorado em Presidente, teve de engolir dois sapos. Fora os outros.
    Agora, depois de tolerância infinita e falhanços consecutivos, “cuspiu-os” com força. Com tanta força que nem lhe ficou na boca qualquer resto que, ontem, pudesse ser notado. Acho que fez mal, mas não tenho a certeza. Provavelmente, acrescentou imenso à instabilidade em qualidade e quantidade.
    Para os ultraliberais é bom. No meio da confusão, poderão continuar a fazer de conta que os problemas do país não são os que são, mas sim os que eles alvitram. As “revoluções” nascem na confusão.

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  5. Grunho's avatar
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    11 Julho, 2013 12:54

    Cavaco inventou as eleições antecipadas póstumas.

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  6. Nonio's avatar
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    11 Julho, 2013 13:37

    Xeque-Mate

    Grande jogada e Xeque –Mate ao sistema partidário Português.
    Com esta solução, o Presidente Cavaco Silva, tem em mente 2 soluções:
    – 1ª solução. Dando a oportunidade de renovação dos actuais partidos do arco da governação ( PSD;PS;CDS ), “Terão de ser os partidos a chegar a um entendimento e a concluir que esta é a solução que melhor serve o interesse dos Portugueses, agora e no futuro.”
    E estabelecendo metas para esta união, tais como:
    – “garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o Programa de Ajustamento”.
    – “deverá tratar-se de um acordo de médio prazo, que assegure, desde já, que o Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do País, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego.”

    Ou seja, põe o ónus da resolução dos problemas do país, num entendimento partidário, mas se isso não acontecer….
    “Sem a existência desse acordo, encontrar-se-ão naturalmente outras soluções no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional.”
    E é aqui que C.V, fez o seu cheque-mate ao sistema partidário, é que a sua 2ª solução é aquela que provavelmente, o Presidente tinha em mente há já algum tempo, mas que ainda não teria podido pôr em prática. Qual é essa solução?
    – Um governo de iniciativa presidencial.
    Ao pôr primeiramente aos partidos, a responsabilidade de resolução desta crise, o Presidente pôs a “batata quente”, no lado dos mesmos, e como pressupõe que muito provavelmente não se entenderão, pode então de seguida apresentar-se aos Portugueses como a única solução credível para Portugal, com um governo da sua iniciativa e com os partidos políticos totalmente descredibilizados.
    É arriscado? Sim é, mas será a solução que porventura melhor protegerá Portugal nesta conjuntura.
    É que só assim, teremos um governo estável, cujas medidas irão ser postas em prática, não só agora, mas durante mais que uma legislatura. Só assim e de uma vez por todas colocaremos o Estado ao serviço dos Portugueses e não dos partidos e dos seus Boys. Só assim estes colocarão o interesse nacional acima dos seus próprios interesses.
    Por fim, é a única forma de Portugal, cumprir com os seus compromissos e não termos que partir para uma solução mais radical, tal como a tal saída do Euro, que muita gente já fala em surdina.

    HS

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    • JDGF's avatar
      JDGF permalink
      12 Julho, 2013 09:18

      O erro de Cavaco está, de facto, contido nesta frase: “…garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o Programa de Ajustamento…”.
      O ‘consenso nacional’ – embora nem todos os partidos o exprimam claramente – é que o programa de ajustamento, tal com foi concebido em 2011, está errado. E para chegar a esta conclusão não é necessário grandes elaborações políticas e ideológicas. Basta ler com atenção e sem dramatismos a carta de demissão de Vítor Gaspar. Portanto, resta tirar 2 conclusões:
      1º.) o ‘actual’ programa de ajustamento só por acidente poderá conduzir ao ‘regresso aos mercados’;
      2º.) O consenso, a ‘salvação nacional’, ou outro nome que se queira dar ou impor, não pode assentar numa solução que se revelou errada cujos resultados estão à vista de todos [e já não permitem mais ‘torturas’].
      Aliás, falar de salvação ‘nacional’ no actual contexto europeu é, per si, outra impossibilidade. Estamos mal, temos dificuldades, cometemos erros de governação e de ‘navegação’ mas, por enquanto, não fomos lançados à água. Estamos a afundar-nos no barco europeu.
      Tornou-se insuportável para os portugueses assistir e ouvir as constantes proclamações dos dirigentes europeus, do FMI e latu sensu, dos ‘credores’, etc., que Portugal está a cumprir com ‘sucesso’ este programa de ajustamento.
      Um programa que tem autores, subscritores e executantes e foi desenhado, ‘vendido’ e imposto como sendo ‘infalível’ [sem alternativas] e passados 2 anos não existem resultados palpáveis e incontroversos. Ninguém assume responsabilidades pelos erros.
      Debita-se que está a ser um ‘sucesso’ e cada vez mais a angustiante previsão de que é para muitos e muitos anos…
      E o presidente da República ao embarcar neste logro não anuncia nada de bom para Portugal e os portugueses. Daqui para a frente, todo e qualquer tipo de ‘consenso nacional’ passa pela revisão – vamos contornar o termo ‘renegociação’ que parece provocar muitos pruridos – do programa de ajustamento a fim de adequá-lo a Portugal, à Europa e ao Mundo, i. e., a uma ‘outra’ realidade.
      E as propostas do PR ao omitir – ou ignorar – estas dramáticas circunstâncias envolventes que nascem da concepção original (e paulatinamente reformulada em cada ‘exame regular’) do programa mais sugerem que se aposta numa fuga em frente onde se continuará a exigir mais sacrifícios, mais cortes, mais empobrecimento, mais desemprego sem com rigor e honestidade sejam dadas quaisquer garantias – ou esperança – de bons resultados (a curto, médio e a longo prazo).

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      • josegcmonteiro's avatar
        12 Julho, 2013 09:45

        Cavaco devia ter corrido com o “bom aluno” da troika, pois, Passos Coelho ajudado, só conseguiu um curso aos 40 anos!!!

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  7. josegcmonteiro's avatar
    11 Julho, 2013 16:07

    O belfo papa-açorda Cavaco passou a comer as passas de Algarve!

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  8. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    11 Julho, 2013 17:29

    Cavaco ensaiou algo similar ao que Sócrates ensaiou, quando ao vencer sem maioria absoluta convidou os partidos para eventuais entendimentos.

    Na altura tal ensaio não foi levado a sério.

    E agora?!…

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