Um pequeno progresso em 2 anos
26 Julho, 2013
2011: PS quer mais «taxação sobre rendimentos de capital»
O secretário-geral do PS, António José Seguro, pediu hoje à bancada que estude e apresente «novas formas de taxação sobre rendimentos de capital», declarando-se o partido «favorável a qualquer iniciativa» que diminua as diferenças entre ricos e pobres, noticia a Lusa.
2013:
Seguro acusa Governo de ter “acordado” tarde para a reforma do IRC
O secretário-geral do PS acusou o Governo de ter “acordado” tarde para a reforma do código do IRC, que “já devia ter sido feita”, porque para “captar” investimento o país precisa de um “quadro fiscal previsível”.
29 comentários
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JMiranda, na sua “oposição à oposição”, deveria começar por aqui:
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http://www.publico.pt/politica/noticia/rui-machete-presidiu-a-comissao-de-inquerito-que-ilibou-oliveira-costa-de-fraude-fiscal-1601473
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Juntar a “taxação de rendimentos de capital” a uma reforma de irc para “captar investimento” é um pouco abusivo.
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Obviamente a casa é sua, mas se quiser fazer um post tipo “os limites da austeridade”, eis um pouco de documentação: http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3337615
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O Governo prepara-se para só introduzir reformas de IRC no OGE de 2015, por coincidência, ano de eleições. Segundo ouvimos hoje vai começar a discussão pública o que quer dizer começou o encanar da perna à rã.
Os portugueses agora, e espero que em 2015, devem ter presente que este ano para concretizar o ‘enorme’ aumento de impostos o método foi outro: de supetão.
Esta uma espécie de ‘política à chinesa’: um País, dois métodos.
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Taxar o ‘capital’ não vai diminuir a diferença de rendimentos entre ricos e pobres. Quando é que esta gente aprende?
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SE TAXARES A 101% VAI DE CERTEZA
O IMPOSTO SUCESSÓRIO É O IDEAL
HÁ PORRADÃO DE CASAS POR AÍ … o fisco diz que vale milhão
vai a leilão
ficam com a casa e inda tens 99 anos pra ires pagando o que falta
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“Captar mais investimento” para que o Estado possa arrecadar mais em taxas? Prodigiosos socialistas.
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Tó-zero Seguro é um catavento
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Em suma, o PSD/PP tem ideias fiscais iguais às do PS em 2011.
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Parabens.
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Rb
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Para “captar” investimento o país precisa de um “quadro fiscal previsível” portanto vamos alterar o quadro fiscal de acordo com a conjuntura. Lógica “Tó Zéro”.
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O secretário-geral do PS acusou o Governo de ter “acordado” tarde para a reforma do código do IRC, que “já devia ter sido feita”, porque para “captar” investimento o país precisa de um “quadro fiscal previsível”
António José Seguro, afirmando que se o governo em dois anos não fez a reforma do código do IRC é porque andou a dormir, deixando no ar que se o PS não a fez em 6 anos foi por falta de tempo.
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O secretário-geral do PS, António José Seguro, pediu hoje à bancada que estude e apresente «novas formas de taxação sobre rendimentos de capital», declarando-se o partido «favorável a qualquer iniciativa» que diminua as diferenças entre ricos e pobres, noticia a Lusa.
António José Seguro, explicando aos companheiros que há gente muito maliciosa que pode sempre inventar que nunca tanta gente prosperou tanto até virar rica, como nos anos do governo do partido que jura só pensar nos pobres.
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Em 2011, perante a situação critica das finanças publicas, era “previsivel” que o governo não pudesse baixar impostos durante algum tempo.
Antes pelo contrario, teve de aumentar alguns, mesmo para além do que era desejavel tendo em conta hesitações, dificuldades e obstaculos no corte de despesas publicas.
Mesmo assim, com lucidez e alguma coragemo politica ao assumir maiores riscos de impopularidade, o governo optou por preservar ao maximo a fiscalidade das empresas e da poupança, (“o governo dos ricos” !…) fazendo incidir o essencial do esforço sobre o consumo e as familias (“o ataque aos pobres e à classe média” !…).
Tentou mesmo encetar uma baixa da fiscalidade sobre o custo do trabalho para as empresas financiada pelo aumento da fiscalidade sobre os trabalhadores (a famigerada medida da TSU) mas face a resistencias diversas, inclusivé de certos meios empresariais mais dependentes do mercado interno, acababou por recuar.
Sabemo que o PS no governo, e ao contrario do que diz o seu leader, não teria podido dispensar uma politica de austeridade. Mas teria certamente optado por agravar a fiscalidade sobre as empresas, as poupanças, o capital, o patrimonio, degradando assim ainda mais o ambiente dos negocios e do investimento.
Em 2013, graças à politica de austeridade, a situação das finanças publicas é menos critica do que era em 2011. Cerca de 2/3 do programa de ajustamento negociado com a Troika foi aplicado e a perspectiva de um regresso aos mercados a partir de 2014, com ou sem acompanhamento, é hoje real. A fase de desinvestimento esta muito avançada. Aparecem os primeiros sinais de que se possa estar ja no inicio do que deve ser a fase de reinvestimento.
Mesmo assim, o ajustamento ainda não é suficiente e, em particular, a consolidação orçamental ainda não esta assegurada.
Penso que austeridade deve continuar, em particular através da dita reforma do Estado e de reduções estruturais da despesa publica, e que a prioridade da politica economica do governo deve continuar a ser a consolidação orçamental.
Assim sendo, continuo a não ver margens financeiras para reduções de impostos, incluindo o IRC. Nem sequer me parece que, nesta fase do processo de ajustamento, em que a contracção da procura interna e as restrições ao crédito à economia permanecem fortes, uma pequena baixa do IRC possa ter um grande impacto sobre o investimento (e que investimento ?…). O mais importante para a generalidade dos agentes economicos, incluindo os investidores, continua a ser a percepção que teem quanto à sustentabilidade e estabilidade futuras da economia em geral, a começar pelas contas do Estado.
Como sabemos, existe na coligação de governo um braço de ferro entre aqueles que se inclinam mais para a necessidade de se continuar na mesma linha de austeridade e aqueles que pensam que é o momento de lançar medidas ditas de apoio ao consumo e ao investimento, inclusivé no plano da fiscalidade.
Indiscutivelmente, faz hoje mais sentido e ha hoje mais condições para algumas medidas simbolicas que deem a ideia aos agentes economicos que o governo tem em linha de mira uma futura diminuição da fiscalidade, começando sempre por aquela que afecta as empresas e o investimento. Ainda não se percebe bem mas parece que, de qualquer modo, a ideia é a de não procedor a uma diminuição do IRC antes de 2015.
O essencial é que, na tensão entre a consolidação orçamental e a diminuição da fiscalidade a primeira vertente não seja minimamente comprometida. Porque, se fosse o caso, uma diminuição da fiscalidade seria inutil, insustentavel, prejudicial.
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ou seja, esta cena do IRC não é para levar a sério – é uma medida simbólica para dar aos agentes económicos uma ideia que o governo tem uma estratégia fiscal – porque o essencial é a continuação do ajustamento!
o que se aprende com a leitura do “Povo Livre” , mesmo que seja no Blasfémias 🙂
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Portela,
Esta é a leitura do “Avante” ?! 🙂
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não tenho partido, não sou contra partidos e só me limitei a “traduzir” o seu comentário!
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Eu também !!
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ou seja, segundo FS, esta questão da alteração do quadro fiscal, e não só o IRC, é para levar a sério e o meu comentário foi exagerado, certo?
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Do meu ponto de vista, o seu comentario foi despropositado, escusadamente provocatorio, e não acrescentou nada de interessante para a discussão !
Nem a piada se aproveita !… 😉
Mas, ja o conheço, não me espanta nem o levo a mal !
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Tudo bem, eu sou provocador e FS nao é um fundamentalista da consolidaçao orçamental.
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O que é um “fundamentalista da consolidação orçamental” ?!…
O Portela é um fundamentalista da anti-austeridade ?!…
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Sim, sou.
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Pois eu não me vejo como “fundamentalista” de coisa nenhuma …
Apenas defendo uma consolidação orçamental consequente e tão rapida quanto possivel (e aqui, embora sem real peso politico, até ha quem queira ir bem mais depressa e ainda mais longe !…).
A consolidação orçamental é uma passagem obrigatoria para podermos um dia sair verdadeiramente da austeridade e termos uma economia equilibrada, dinamica, e sustentavel !
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ou seja, contra a corrente !
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Qual “corrente” ?!… A da demagogia e da irresponsabilidade ?…
Felizmente, no contexto actual, a “corrente” principal é a da contenção de despesas e investimentos publicos e da consolidação das contas publicas.
No plano mundial, incluindo os Estados Unidos e alguns dos principais paises emergentes.
No plano europeu, onde a contenção é geral e nalguns paises mais desequilibrados, como Portugal, é ainda de forte austeridade.
Mesmo em Portugal, e depois de se ter alimentado a ideia de que toda a gente era contra a austeridade, a ultima crise politica teve o condão de mostrar que afinal a maioria das pessoas não gosta de apertar o cinto mas também não acredita no milagre da multiplicação dos pães !
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Eu sei que “ha vida para além do déficit” e que “as dividas não são para ser pagas” !!… 😉
Estamos agora a viver as consequencias deste tipo de mentalidade !!
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Então ninguém refere a execução orçamental do 1º semestre de 2013? Mais despesa que em 2012. Brilhante! E a balança comercial basta aumentar o salário mínimo descontrola logo.Continuem o ajustamento pela receita…
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A execução orçamental do 1° semestre de 2013 é melhor do que esta acordado com a Troika e, assim sendo, é ja meio caminho andado para se tentar cumprir com o objectivo para o déficit final em 2013, 5,5% do Pib, abaixo do de 2012.
Não é verdade que o ajustamento esteja a ser feito apenas ou principalmente pela receita. Em 2011 e 2012 a despesa estrutural primaria caiu quase 7 pontos percentuais do PIB.
O que esta previsto para 2013 é que, apesar dos obstaculos colocados pelo TC, a despesa estrutural continue a diminuir.
Depois de um curto compasso de espera no final de 2012, a balança comercial continua a melhorar e esta praticamente equilibrada.
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